Disclaimer: Harry Potter não me pertence a mim, mas a JK Rowling, autora que eu admiro muito, e à Warner. Ou seja… tenho como lucro apenas o vosso e o meu divertimento!

Nota de Autora: Olá pessoal! Antes de mais tenho de explicar, para quem não conhece esta história que ela se inicia no Verão depois da Morte de Dumbledore. Sendo assim, não tem nenhum spoiler do sétimo livro. Já comecei a escrever esta fic há mais de um ano e meio, mas só agora decidi postá-la na fanfiction. Como já devem ter reparado, pela minha maneira de escrever, eu sou portuguesa, pelo que mantive os nomes originais de todos os personagens. Espero que gostem da história… e comentem muito! Alguma dúvida, contactem-me! :-D Um abraço, Guida Potter.


Trailer

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Trevas e Luz confundem-se… o Bem luta pela vida e pela liberdade, uma vez mais. Quando a esperança é envolvida pelas trevas, tudo parece perdido. No entanto, uma chama é avivada, para iluminar novamente o coração dos bruxos. Um poder desconhecido que surge…

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"Diante de todos estava aquela que Harry sabia ser a mensageira de Horus, Háthor, sua esposa e Deusa do Amor. Caminhando suavemente, deixando atrás de si uma sensação de tranquilidade, ela aproximou-se de Harry fazendo um profunda vénia. Esta atitude deixou o jovem bruxo sem reacção. Aquilo não podia significar aquilo que ele achava que significava. Com um gesto, ela criou uma barreira mágica em torno de Voldemort e só depois falou.

Tu foste o escolhido por Horus, Harry Potter. Tu és o Herdeiro do seu poder"

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a felicidade que volta para trazer o calor aos desafortunado que tudo tinham perdido…

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"– Estão pessoas a sair debaixo do véu, pessoas que eu tenho a certeza de terem morrido há muito tempo."

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família que são reunidas após tantos anos de separação e dor…

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"– Este é o meu afilhado! Que ninguém se atreva a dizer que ele não sai ao padrinho.

Não acredito, Sirius! Estás vivo!!!!

Depois de um longo abraço, os dois finalmente se separaram e Harry pôde perceber a presença dos seus pais. Sem que ninguém dissesse uma única palavra, os três quebraram a barreira que os separou durante 16 anos. Finalmente a família Potter estava reunida e feliz."

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eternas discussões que continuarão a existir dentro das paredes de castelos milenares…

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"– CONDENADOS, JAMES POTTER! QUE HISTÓRIA É ESSA?!...

Lilyzinha…tem calma… não te enerves…

Calma, James? Então eu sou uma condenação?

É claro que não, Lily. O que é que podias esperar? Eu era adolescente. Era um idiota, naquela altura… prontos… eu sou um idiota, mesmo.

Nisso concordo. Tu és mesmo um idiota."

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aqueles que pensávamos estar perdidos para sempre… aqueles que desconhecíamos a sua existência e que irão voltar…

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"– Marlene McKinnon?! É ela a minha madrinha?

Desculpa corrigir-te, meu caro afilhado… Marlene Black!"

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muitas brincadeiras que darão vida aos dias em Hogwarts…

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"– Para começar vamos falar, durante esta semana, do meu tema preferido, animagia. Trata-se de um tema muito belo.

Acredito que sim, professor. Afinal, tendo a sua forma animaga tantos "enfeites"! – proferiu Harry fazendo gestos com as mãos por cima da cabeça e dando estalos com a língua, imitando o barulho de casco.

James, que ficara de boca aberta, sem reacção, semicerrou os olhos para Harry, lançando-lhe um olhar zangado, que foi logo substituído por um sorriso malicioso.

Potter, detenção.

A expressão de gozo de Harry foi imediatamente substituída por um olhar de espanto e incredulidade. Acabara de receber a sua primeira detenção… e pior… do seu pai. O mundo era tão injusto!

Como eu estava a dizer, antes do vosso colega me ter, inoportunamente interrompido, vamos falar de animagia. E que ninguém se atreva a referir as palavras "chifres", "enfeites" ou "veado".

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e um brinde especial para completar a felicidade.

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"– Meus amigos, EU VOU TER UM IRMÃO! Ou irmã… não importa. O que interessa é que eu vou deixar de ser filho único!

E EU TAMBÉM!"

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Mas quando tudo parece perfeito, uma nova ameaça surge…

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"O assassino pegou no cálice e nele derramou o sangue dela. Depois ergueu-o ao nível dos olhos e voltou para a posição original, diante do cadáver.

Está na hora de cumprir o vosso destino!

Com estas palavras, derramou o sangue na boca do homem morto. Tudo o que aconteceu de seguida foi muito rápido. O corpo em putrefacção começou a mexer-se vigorosamente, como se estivesse em sofrimento. A carne desfeita começou a restaurar-se e a pele começou a cobrir todo o corpo. Quando o processo terminou ele, finalmente, abriu os olhos, os olhos em fenda, como os de uma serpente.

Lord Voldemort regressara, em pleno poder!"

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a paz ficará comprometida…

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"– É verdade que eles não têm o poder para completar o ritual! Nem precisam de ter. Irão usar o teu poder! O poder de Horus!

Como se tivesse sido atingido por uma bludger, Harry recuou alguns passos na direcção da parede atrás de si, recusando-se a acreditar no que Háthor dissera. Como é que poderiam fazer isso? Ninguém conseguiria obrigá-lo a tal acto e era impossível que o conseguissem usando o Imperius.

Mas… mas… como é que eles irão conseguir isso?

Com um olhar de pena, Háthor falou:

Irás compreender um dia, Harry, que eles já o conseguiram!"

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e todos os sonhos parecerão desvanecer-se…

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"– Ele levou-a! Eu tentei impedi-lo, mas Voldemort levou-a! Eu não tive força suficiente… ele levou a nossa pequenina!

A dor da compreensão começou a atingir Harry como uma facada no peito. De tudo o que Voldemort já lhe tinha feito, de toda a dor que já lhe causada, nada se comparava àquilo. Tinha atingido Harry no seu ponto mais fraco e onde sabia que doeria mais."

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Medo…

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"– Não sei se vou conseguir, Ginny."

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perdas…

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"– PAI! ACORDA! ELE NÃO TE MATOU! – Harry continuou a agitar James com força, tentando ignorar a sensação de desespero que o atingia como facadas.

- Agora não poderás fazer nada por eles, Harry. Nunca mais os verás!"

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desespero…

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"– HARRY! NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

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Será que ele consegue?

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"– Parece que somos só nós os três! – Hermione comentou quase casualmente, observando o interior da casa de Tom Riddle.

Como nos velhos tempos! – completou Harry."

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Quem o ajudará?

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"– Não estás sozinho!"

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Numa história onde tempos se confundem… e se descobrem emoções… apenas um grande poder pode iluminar o caminho… O PODER DE HORUS!

Que o seu herdeiro seja capaz de o sentir… E TU? CONSEGUES?



Capítulo 1 – O poder de Horus

Chegara o início de Setembro. Para muitos jovens isso significava o regresso a Hogwarts, onde não existia magia negra e onde estavam protegidos de todo o mal do mundo da feitiçaria. Para outros, porém, significava a chegada de uma das maiores batalhas alguma vez vistas na história da magia.

Numa tentativa desesperada de tomar o poder, Voldemort invadira o Ministério da Magia. Pretendia apanhar de surpresa os funcionários que ainda se encontrassem lá e matar tantos quanto conseguisse apanhar. O que ele não sabia era que alguém tinha previsto esse ataque e todos estavam prevenidos. Esse alguém era o feiticeiro que o Lord da Trevas mais odiava, o único que tinha o poder para o derrotar. Era Harry Potter.

Harry tinha visto os planos de Voldemort nos seus sonhos. Afinal ter desistido de aprender Oclumância tinha as suas vantagens, apesar de Hermione continuar a gritar-lhe aos ouvidos o contrário. Ele decidira acompanhar a Ordem da Fénix nessa missão arriscada. Ele era o único que podia deter Voldemort. Queria destruí-lo por tudo o que ele fizera. Queria fazê-lo pagar caro por todo o sofrimento que provocara. Não pensara duas vezes quando surgira essa oportunidade. Mas agora estava frente-a-frente com Voldemort e pensava em tudo o que tinha vivido nesse Verão: a morte de Dumbledore, o casamento de Bill com Fleur e de Remus com Tonks, o fim do seu namoro com Ginny e, principalmente, a procura e a destruição da Horcruxes. A última tinha sido destruída há alguns minutos, a Nagini. Embora Voldemort não soubesse, ele era agora mortal.

Na sala do véu, a mesma em que Sirius morrera, Harry e Voldemort duelavam entre si, com uma ferocidade tal que não viam o que acontecia em torno deles. Num outro canto da sala, Hermione e Ron enfrentavam Bellatrix Lestrange e Remus atacava perigosamente Lucius Malfoy. O seu lado de lobo, começava a manifestar-se, mesmo não sendo lua cheia. Ele tinha um ódio imenso daquele Devorador da Morte, o causador da morte da sua amada Tonks. Esta fora atacada pelas costas, enquanto duelava com Snape, com uma Maldição da Morte certeira.

Voldemort começava finalmente a dar sinais de cansaço. Subestimara o seu inimigo. Harry era mais poderoso do que imaginara. Mas ainda tinha um trunfo que não hesitaria em usar. Observou o jovem bruxo na sua frente. Ele sabia qual era a sua maior fraqueza, era o amor que sentia pelos amigos e em especial por uma jovem menina ruiva. Sim, essa seria a sua maior perdição.

- Estou impressionado, jovem Harry. Confesso que nunca imaginei que tivesses tanto poder como aquele demonstras. Mas ainda não tens força suficiente para me deter. Podias ter todo o poder que desejasses se te juntasses a mim. O que me dizes de sermos aliados?

Harry olhou o bruxo com surpresa. Ele só podia estar louco. Afinal toda esta magia negra começava a afectá-lo. O que lhe teria passado pela cabeça para crer que os dois alguma vez pudessem ser aliados? Harry não pode deixar de dar uma pequena gargalhada.

- És mais idiota do que eu julgava Voldie. Sabes que eu nunca me juntarei a ti. Eu nunca me tornaria aliado do responsável pela vida miserável que eu tive todos estes anos. O que eu desejo agora é ver-te sofrer como todos aqueles que tu atingiste, directa e indirectamente.

Um malicioso sorriso começava a formar-se nos lábios de Voldemort. A hora de usar a sua mais poderosa arma estava a chegar.

- Não podes derrotar-me, Harry, simplesmente porque eu sou Voldemort, o maior feiticeiro de todos os tempos. Ninguém consegue superar os meus poderes. Ninguém jamais sonhará eu ser tão grandioso como eu.

- Humilde até ao fim, não Tom? É impressionante como continuas a achar-te o maior, mas não passas de um imbecil, com a mania da pureza de sangue, tentando a todo o custo esconder dos seus servos as origens muggles.

Aproveitando que Harry falava, Voldemort tentou desarmá-lo, mas sem sucesso.

- Queres medir forças? – perguntou Voldemort cada vez mais sorridente. Esse sorriso idiota estava a começar a enfurecer Harry. O que é que ele estaria a planear, para estar tão satisfeito? – Harry, Harry. Para te mostrar que não sou tão mau assim, vou dar-te um presente. Espero que gostes. Malfoy, trá-la!

Da porta da sala, surgia agora Draco Malfoy, arrastando algo, ou melhor, alguém. Olhando com atenção, Harry pode perceber, para seu desespero, quem era a prisioneira. Os seus cabelos cor de fogo não enganavam ninguém. O seu pior pesadelo estava a virar realidade. Tudo aquilo que lutara para que não acontecesse estava agora a materializar-se na sua frente. Ginny fora capturada.

- Como vês, meu caro Harry, trouxe-te um presentinho. A tua querida namoradinha estava um pouco relutante em acompanhar o jovem Malfoy. Mas ele consegue ser persuasivo quando quer.

Uma nova onda de fúria emanava agora do interior de Harry. Voldemort jogara baixo, ele atingira o seu maior ponto fraco.

- Deixa-a fora disto! – gritou Harry – Esta história é entre nós os dois.

- Tenho um acordo para ti, Harry. – Continuou Voldemort, ignorando as palavras do seu inimigo – Se te juntares a mim, eu darei à tua namoradinha uma morte rápida e sem dor.

Harry olhou para Ginny. Estava tudo perdido, não havia mais volta. Qualquer que fosse a sua decisão isso significaria a morte da pessoa que mais amava. O olhar desta emitia um brilho que Harry conhecia muito bem. Fora esse brilho que a levara para Gryffindor. Era o brilho da sua coragem, a sua determinação em fazer o que achava que era correcto.

- Faz apenas o que tens a fazer, Harry! – pediu ela simplesmente.

- Então, – continuou Voldemort – vais dar-me uma resposta?

- É claro que vou! – respondeu Harry com um olhar malicioso. – És o cara de cobra mais feio que eu já vi…

Voldemort perdeu na hora o seu sorrisinho vitorioso. Este deu lugar a um ódio incontrolável.

- Desiludes-me, Harry, pensei que fosses mais sensato. Mas tu tomaste a tua decisão. Agora sofrerás as consequências. Malfoy, mata-a.

- Com todo o prazer, mestre. – disse Malfoy – Aveda Ked…

O feitiço não chegou a seu concluído, porque Harry conseguira no último minuto projectá-lo para o outro lado da sala. Ginny estava salva, mas Voldemort, aproveitando o momento, lançou a maldição da morte a Harry. Não havia nada a fazer. Harry apenas fechou os olhos, esperando a qualquer momento que a maldição o atingisse, mas isso não aconteceu. Quando reabriu os olhos, Voldemort ainda permanecia parado na sua frente, com a varinha apontada e com um olhar assustado.

- Co-como… como é que isto é possível… - Gaguejou o Senhor das Trevas.

Nesse momento, um frio gelado percorreu a sala, fazendo o véu sob o arco agitar-se. Uma luz surgiu por detrás dele e alguém emergia agora do seu interior. Era a mulher mais bonita que Harry alguma vez havia visto. Parecia ao mesmo tempo poderosa, mas ao mesmo tempo aterradoramente doce e pacífica. Ele conheceu-a e lembrou-se das palavras de Trelawney nesse Verão:

"O poder de Horus irá ser despertado em breve. Aquele que é digno de usar este poder irá enfrentar o seu maior desafio dentro de pouco tempo. Só ele poderá decidir quem vive e quem morre e só ele poderá acabar com todo o mal que paira sobre o reino dos mortais. O filho de Ísis e Osíris confia no seu Juízo. O poder de Horus irá ser despertado em breve."

Felizmente, fora Harry quem ouvira a profecia e mais ninguém sabia dela além de Ron e Hermione. A sua amiga explicara-lhe quem era Horus. Ele não se lembrava muito bem do que a amiga dissera, mas nunca esquecera o que dizia a lenda do seu poder.

Diante de todos estava aquela que Harry sabia ser a mensageira de Horus, Háthor, sua esposa e deusa do amor. Caminhando suavemente, deixando atrás de si uma sensação de tranquilidade, ela aproximou-se de Harry fazendo um profunda vénia. Esta atitude deixou o jovem bruxo sem reacção. Aquilo não podia significar aquilo que ele achava que significava. Com um gesto, ela criou uma barreira mágica em torno de Voldemort e só depois falou.

- Tu foste o escolhido por Horus, Harry Potter. Tu és o Herdeiro do seu poder. – Háthor estendeu a Harry um amuleto e este pegou-o com algum receio. – Este amuleto é o olho de Horus, o olho de Wadjet. Ele simboliza a vitória do bem sobre o mal. Com ele poderás destruir o poder de Seth e fazer renascer, com o poder de Osíris, pai de Horus. Ísis, sua mãe, também de protegerá do mal da serpente. A decisão é apenas tua. Porém, terás de enfrentar o Juízo, a balança de Osíris que pesa a psicostasia, o coração.

Harry olhou para o amuleto na sua mão. Ele era triangular e no centro ele estava esculpido um olho, o olho de Horus. Vira imensas vezes a sua imagem, mas nunca pensara que algum dia o viesse a ter na sua mão, ou melhor, que pudesse despertar o seu poder.

Hermione, a alguns metros do amigo, pôs a sua adversária fora de combate e observou a cena. Era demasiado irreal. Como é que nunca suspeitara que o seu melhor amigo era o Herdeiro do poder Horus? E logo ela que descobria tudo antes de todos os outros. Tudo batia certo, de qualquer modo. A mãe de Harry protegera-o de Voldemort tal como Ísis protegera o seu filho da mordedura da serpente de Seth. Além disso, Harry jurara destruir o assassino dos seus pais, tal como Horus jurou vingar a morte do seu pai, Osíris, assassinado por Seth. Ron percebera também o que Hermione pensara. Só Ginny não entendera.

Harry continuava em choque. Recebera muitas informações ao mesmo tempo. Os seus pensamentos fluíam descontroladamente e o seu coração batia a um ritmo alucinante. Apesar de tudo isso, ele pode perceber que tinha na mão o objecto que lhe permitiria destruir Voldemort. Mais do que isso. Ele podia finalmente ter a vida com que sempre sonhou. Ele tinha o poder de fazer renascer todos aqueles que tinham morrido.

- Vejo que já decidiste, Harry Potter. – continuou Háthor – Se estiveres disposto a ter esse poder, então está na hora de enfrentares Osíris.

Uma luz dourada emitiu da deusa do amor e atingiu Harry em cheio, no peito. O que ele não contava era que seria atirado contra o véu. O seu último pensamento foi que talvez não tivesse sido tão boa ideia assim ter aceitado tudo aquilo sem pensar antes nas consequências.