Minha primeira fic de rag XD espero que não esteja tão ruim, eu jogava RO, mas parei, entao conto com a ajuda de vocês para ter alguma idéia do que fazer

Minha primeira fic de rag XD espero que não esteja tão ruim, eu jogava RO, mas parei, entao conto com a ajuda de vocês para ter alguma idéia do que fazer... para aqueles que nunca jogaram ou ouviram falar de RO. É um RPG online, eu vou explicar tudo não se preocupem.

Anthem.

Capitulo 01: Red Cross.

O céu escuro denunciava uma tempestade a caminho, mas nem por isso ele iria desistir de sua meta. Estava determinado a cumprir o que quer que tenha planejado aquela tarde chuvosa e fria. Sua meta...?

Albert DiPadori estava sentado juntamente com sua esposa Helena DiPadori à mesa de jantar, a mulher possuía cabelos compridos e do mais brilhante e belo prata. Seus olhos cor de mel cintilavam conforme seu sorriso aumentava olhando seu marido lutar para cortar um pedaço de carne em seu prato.

Não que ela cozinhasse mal, pois naquela noite o cozinheiro era ele. Albert era o contrario de sua esposa. Seu cabelo era curto e cacheado, e seus olhos negros negros, assim como o cabelo. Ele tinha um pequeno bigode enfeitando seu rosto e um par de óculos também. Tentava cortar desajeitado o pedaço de carne a sua frente, mas assim que ouviu a suave risada de Helena desviou sua atenção da comida e a observou.

"Deveria ter escolhido uma carne mais macia Al" Ela disse entre risadas. Albert corou e estufou o peito ainda segurando o garfo nas mãos.

"Não tive culpa! Aquele mercador disse que era de Peco Peco, e sabe como tenho um fraco pela carne de Peco Peco" Ele respondeu defensivamente. Olhando um tanto ofendido para sua esposa que voltara a rir, piscando inocentemente.

"Então me deixava cozinhar!" Ela voltou a dizer depois de ter se acalmado. Albert voltando a sua refeição... preferiu não notar que o prato de sua esposa ainda estava intocado. Ou talvez notasse...

"Coma Helena. Precisa se alimentar por dois agora" Ele respondeu alguns segundos depois. Apontando o garfo que ainda continha um pedaço de comida preso aos dentes para ela.

Com esta constatação, Helena baixou a cabeça e ficou olhando a sua barriga com interesse crescente. Sim, estava grávida e logo daria a luz a uma criança filha de Albert. Não tinha duvidas de que ele seria um bom pai, o amava mais que tudo no mundo. Tentou sorrir para ele no entanto seus lábios não se mexiam...

Albert observava Helena pelo canto do olho. Ela sabia alguma coisa que ele não. Poderia ter alguma coisa a ver com aquilo?

"Helena, o que está lhe incomodando?" Ela desviou o olhar da própria barriga e ficou encarando um canto qualquer do chão. "Olhe para mim Helena" Albert disse com autoridade na voz.

Se fosse mesmo aquilo... então tinha muitos motivos para se preocupar. Como infelizmente previra, quando ela voltou a olhar para ele tinha lagrimas nos olhos.

"O Assassino virá hoje a noite Al" Desta vez Helena sorriu. "Se algo acontecer conosco Al, saiba que eu te amo"

"Nada vai acontecer conosco Helena" Albert disse alcançando a mão de sua esposa por cima da mesa. Ele não deixaria nada acontecer com ela, nem com seu bebê. Faltavam apenas algumas semanas para o nascimento previsto da criança, e até lá ele tinha que manter sua esposa segura custe o que custar. Não podia pedir apoio a policia, não. Moravam na cidade de Morroc e duvidava que os cavaleiros, que eram poucos naquela cidade se prontificassem a defende-los quando muitos outros magnatas precisavam de "socorro" naquela cidade impregnada de ladrões, assassinos e baderneiros.

Ele e Helena eram apenas mercadores, não muito poderosos nem ricos, mas sustentavam bem a sua pequena família que logo seria de três.

Seria, se em uma noite fatídica Eles não tiverem aparecido. Agora teriam que lidar com aquele impiedoso clã. Os Red Crosses (cruzes vermelhas). No começo era uma maravilha, Albert se juntara ao clã ao passo que Helena se negara. A única coisa que o líder do clã, Hades, como era conhecido, um exímio Lorde Cavaleiro que superara a todos os seus iguais em poder, era que os DiPadori vendessem algumas mercadorias.

Helena tentara avisa-lo de que aquilo era perigoso. Hades não era confiável, ele os usaria depois se livraria deles, e foi quase isso que aconteceu. Albert descobriu por coincidência que os Red Crosses trilhavam no caminho das sombras. Caminhos que nem mesmo alguns monstros das trevas se atreviam. Alguns Criadores alquimistas e Arquimagos faziam experiências em humanos, com espécimes e cobaias vivas, capturadas pelos outros membros do clã. O que Albert era ordenado a vender era nada mais que os "restos" destas experiências.

Olhos cristalizados de gato, adagas adornadas belamente, que apenas suspeitava pertencer a Sohees capturadas. Os pobres monstros viúvas não podiam nem ao menos se defender das garras dos humanos. Eram almas que esperariam a eternidade pelo seu amado, se guardando para eles na cidade abandonada de Payon, a vila dos mortos. Dentre outros itens. Alguns dias depois, um dos criadores do clã, que estava trabalhando no desenvolvimento de uma espécie de homúnculo se ofereceu para ajudar Helena a engravidar. Visto que ela era estéril.

Albert e sua esposa não podiam estar mais felizes, Albert inclusive disposto a por para trás suas descobertas horrendas se lhe fosse concedido um filho. Um único filho. Obviamente não contara a Helena na época sobre suas descobertas, fizera isso algumas semanas mais tarde, quando já era impossível reverter os danos.

Helena teve que passar alguns dias no laboratório dos alquimistas do clã. Quando voltou, pálida e fraca não se lembrava de sua estadia lá... com isso Albert começou a desconfiar do pior, do mais cruel.

O filho em sua esposa não era dele, disso ele tinha certeza. Mas mesmo biologicamente não fosse dele, a esposa ainda era, e o que fosse dela era dele também, então não ligou, grande erro. Quando Helena descobriu, pelo próprio Albert o que faziam na Red Cross, quis se desligar do clã. Mas Hades não permitiu... Então a única solução foi se esconder... Até hoje pelo menos estavam seguros.

"Albert Albert... continua caducado como sempre" Ouviram uma voz chama-los, quebrando o momento entre os dois casados. Helena e Albert se levantaram rapidamente, Albert fez menção de sacar sua espada, que estava firmemente atada a sua cintura, mas uma dor intensa se espalhou pelo seu braço. Olhando para o lado, seus olhos negros encontraram os verdes escuros do assassino.

"Albert!" Helena gritou, mas não se atreveu a se mexer para acudir seu marido. Estava em uma posição difícil, os olhos de Albert a mandando correr, enquanto o sorriso sadonico do assassino a prendia no lugar.

O sangue de Albert escorria viciosamente da Katar, arma utilizada por um assassino, que consistia em uma espécie de lamina presa à mão, que ainda estava alojada no braço do mercador. O assassino ainda sorria.

"Por que logo você Zedas?" Albert perguntou tentando ignorar a dor e as lagrimas nos olhos da esposa.

"Por que eu quis vir Al." Foi a resposta simples do assassino. O rosto confuso de Helena manchado de lagrimas o fez sentir uma pontada de arrependimento, coisa que ele já sentia até por demais. "Por que se fosse outro, levaria a criança embora." Assim que essas palavras deixaram sua boca, Helena e Albert tiveram seus corações cortados por alguns instantes.

"Eles querem nosso bebê?!" Helena gritou agarrando a sua barriga e chorando ainda mais.

"Exato... mas ainda assim eu devo matar vocês" Zedas disse. Seus olhos verdes de repente assumiram um tom mais sombrio. Ele não estava nem um pouco feliz em ter de matar essa família, mas trabalho era trabalho... o mínimo que ele poderia fazer era poupar a vida da criança das garras da Red Cross.

"Salve nosso bebê" Soluçou Helena. Acariciando compulsivamente a barriga. Albert seguia cada movimento dela com os olhos.

"Hn..." Depois disso... tudo virou escuridão... A janta do casal esquecida em cima da mesa, assim como os corpos de Helena e Albert DiPadori jaziam no chão. Helena com um enorme corte na barriga, manchando seu vestido amarelo comum as mercantes de sangue. Não mais protuberante devido a gravidez. Cabelos prateados espalhados pelo chão. Ao lado dela, segurando a mão dela, Albert ainda com os olhos vidrados na esposa... mesmo na morte não queria tirar os olhos dela.

A Alguns quilômetros dali.

Um assassino de olhos verdes escuro e cabelos da mesma cor, enrolado em uma capa espessa para se proteger da tempestade que se seguia, carregava nos braços um embrulho pequeno, mas que aparentava estar vivo. Ele baixou os olhos até a criança e murmurou.

"Azlain... não quero saber quem você é... considere agora minha divida com seus pais paga"