As Terras do Poente são tomadas por um exército invasor . . .

O pai de Aiko morre após matar comandante, general e imperador do han invasor, mas caí perante o último.

O primogênio deste, consegue escapar, graças ao general Hinotenyamaru, melhor amigo de seu pai, mas perdera a irmã no castelo que estava cerceado . . .

Aiko consegue escapar, mas passa por tormentos . . . uma luz parece brihar no fim do túnel e se deve a chegada providencial daquele que lhe protegerá e num futuro próximo, quando ela crescer, se tornará seu companheiro . . .

Capítulo final da minha fanfiction.

Cap. 20 - Recomeço.

213 AC da era Yayoi

Dois anos após o incidente, a conduta de Hoshiyakankiba havia mudado. Agora, ele se importava com sua imouto e conforme passava o tempo com esta, passou a adorar a compania, tornando-se uma atividade que "era uma total perda de tempo" para uma extremamente agradavél. O pai ficava feliz ao ver a interação entre os dois irmãos

Infelizmente, recentemente, o reino era "sacudido" por uma guerra contra alguns hans, embora, o mesmo, tivesse apoio de outros clãs que eram seus aliados. Nos último meses, a guerra era intensa e havia parcos tumultos internos, mas que mesmo assim, contribuíam para uma maior fraqueza .

O daiyoukai lobo negro encontrava-se comandando as tropas pessoalmente, junto de seu general e melhor amigo, Hinotenyamaru, porém, com o tumulto interno, o reino começara a ceder a ofensiva do exército e em pouco tempo, o próprio imperador sentira que o castelo iria cair, então, em meio á batalhas, antes de assumir sua forma henge, fala ao seu general:

- Hinotenyamaru, pegue meus filhotes e os tire daqui!

- Tenkurosou Kôkuosama . . . - o daiyoukai na forma de um cão castanho olhava preocupado para seu senhor.

- Vá!

Nisso põe-se entre o comandante inimigo e seu general e em um golpe feroz, usa toda sua força, derrubando o inimigo já debilitado, enquanto utilizando suas garras afiadissímas, esmaga e estraçalha os soldados intrusos. além de utilizar sua cauda para "espatifar e varrer" o campo da horda invasora. Suas mandíbulas abocanhavam o máximo de youkais, estraçalhando-os.

Olha para seu general, que abaixa a cabeça e orelhas, compreendendo e percebendo que seu imperador e amigo não fugiria da batalha, desfaz a forma henge e corre dali usando seus poderes para retirar das terras os princípes.

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No imponente castelo, Hoshiyakankiba luta ferozmente para proteger sua irmã, pois, inimigos inflitrados, jogaram alguns nobres contra o imperador e junto dos traidores, muitos internos, atacaram o castelo com um exército de youkais mercenários e assim como defensores, jaziam ao chão, havia inimigos mortos.

Em meio as batalhas, para desespero deste, perdera sua imouto enquanto destruía os invasores e agora, procurava angustiado a hanyou, tentando ouvir a voz dela ou o cheiro da mesma, em meio aos odores de fogo, fuligem e sangue que impregnavam o ar.

Mas infelizmente, chamas rugiam pelos corredores enquanto combatentes defendiam o castelo e com isso, dificultava encontra-la.

Hinotenyamaru, com sua experiência e poder, se livra de grande parte dos inimigos remancescentes. Trouxera alguns soldados que cuidavam dos intrusos que queriam invadir o castelo, então, consegue localizar ao princípe, este com os olhos verdes intensos e pupilas contornadas de vermelho, além de garras e caninos proeminentes, próximo da transformação henge. Ao mesmo tempo que derruba os mercenários que o atacavam se aproxima do filho de seu senhor a amigo. Olha para os lados e pergunta alarmado:

- Onde está Aikosama, Outashisama ( senhor princípe herdeiro)?

- Os inimigos invadiram o castelo, este Hoshiyakakiba lutava e acabei perdendo Aiko de vista . . . . - fala triste, com alguns hematomas, cortes e sangue que escorriam pelo rosto.

- Kinten! Heishôu!

Nisso, dois soldados atendem ao chamado.

- Reúnam mais soldados e procurem himesama, a levem ao Yamanohi( monte do sol) . . . entenderam?

- Hai! - falam prontamente em ussinío

- E os invasores?- um deles pergunta.

- A prioridade é encontrar a princesa . . . aonde a viu pela última vez, Hoshiyakankibasama?

- Foi no corredor noroeste . . . vou ajudar . . . - porém, é impedido pelo braço estendido do general.

- Este Hinotenyamaru também se preocupa . . . mas devo retirar o senhor daqui, estes soldados são experientes e fieís, os melhores que tenho, com certeza a encontraram . . . agora temos que ir . .

- Mas . . . mas . . . - tenta argumentar com o general.

- São ordens de vosso chichiuesama . . .

Escutam então, um uivo longo e sofrido. O sangue de Hinotenyamaru gela, pois sabia o imperador caíra. O filho começa a chorar, gritando pelo genitor, então, o general golpei-ao no abdomên, fazendo-o desmaiar sobre o olhar atônito dos guardas.

- È o único jeito de retira-lo daqui . . . entederam agora? O castelo caiu, então a prioridade é retirar a hime e leva-la ao local secreto, mesmo que morram! - ordena, sabendo que eles cumpririam suas ordens, pois não havia tempo de lamentar.

- Hai - nisso se retiram

Hinotenyamaru pega o princípe desacordado no colo e o retira do castelo, entristecido pelo seu amigo de longa data, derrubando algumas lágrimas e tendo a esperança que seus leais soldados encontrariam a pequena hanyou e a tirariam dali, pois ela não teria um destino agradavél se fosse pega pelo inimigo, ainda mais sendo uma fêmea.

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O manto frio da noite cobria as terras rubras e onde jazia inúmeros corpos.

Tenkumoya conseguira derrotar o comandante, general e imperador inimigo em combate e dizimar muitos inimigos, mas caíra frente ao seu último , não havia vencedor do embate. O filho do imperador inimigo assume as terras conquistadas a muito custo. Havia murmúrios de que a hime ainda não saíra completamente das terras então, ordenaram que a trouxessem viva, pois daria uma excelente escrava para satisfaze-lo, quanto ao princípe herdeiro, este desaparecera do reino.

Os soldados capturados seriam vendidos como escravos, independente de ser macho ou fêmea, embora as mais bonitas, inclusive servas, eram tomadas como escravas para satisfazer seus desejos primitivos , além de serem entregues para os soldados se divertirem, enquanto o castelo era ocupado.

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Longe dali, um dos soldados segurava a hime no colo, este ferido na altura do abdômen, enquanto alguns soldados haviam ficam para trás, para retardarem os perseguidores e diminuirem o número deles, inclusive o irmão deste. A princesa chorava em silêncio, com as roupas rasgadas e rotas.

O soldado que a levava, assume a forma henge e pede que a princesa segure em seu pêlo cinzento. Era um lobo cinza com a ponta das patas negras e olhos dourados. Embora estivessa cansado, nada o faria parar. Naquela forma, ele corria mais rápido e tinha o tamanho de um cavalo.

Ele embrenha na mata densa ainda mais triste. A pequena vê os soldados sendo mortos ao longe, fazendo o possível para diminuir o número de inimigos.

Após algumas horas depois, o soldado que carregava a princesa tomba, caindo ao chão e a jovem caí com violência na relva. Ela se refaz e abraça a cabeça lupina, chorando. O soldado fica maravilhado com isso, com uma princesa chorando por ele, se importando com ele, nem em seus sonhos mais loucos imaginaria tal cena.

- Vá, himesama . . . continue correndo . . .

- Iie, Kinten . . .

Nisso, um lobo negro, com patas em pontas brancas, maior do que o prateado, chega, estava ferido no tórax e com alguns cortes em seu corpo, mas parecia menos grave que o outro.

- Heishôu . . . leve a himesama . . . - fala com a voz fraca.

- Otouto ( irmão mais novo) . . .

- Vão logo . . . - nisso, põe-se de pé, motivado pelas lágrimas da princesa por ele e desejando ardentemente protege-la com sua vida.

As pernas tremem por causa da perda de sangue e seus sentidos ficam nublados

- Vou retarda-los e garanto que levarei o máximo deles junto comigo para o além . . .

O aniue deste pega a hime no cangote com as mandíbulas e corre com ela, sobre os protestos desta:

- Não, Heishôu . . . Kinten . . .

- Ele vai morrer, de um jeito ou de outro, com um ferimento daqueles, mas deseja morrer como um verdadeiro guerreiro com honra, lutando até a morte . . .

- Heishôu . . . - olha tristemente para o lobo, vendo os olhos destes com uma tristeza profunda e se esforçando para não olhar para trás.

Mais alguns quilomêtros ele para abrutamente. A princesa olha e percebe se tratar de um precipício e embaixo deste, um rio de correnteza forte. Ainda nas mandíbulas deste, olha para trás e escuta os passos se aproximando:

- Não temos escolha . . . - olha para trás.

- Entendo . . .

- Vamos! Segure-se himesama!

- Me chame somente de Aiko . . . por favor.

- Hai. Vamos Aikosama!

Nisso, ele se joga no precipicio enquanto a pequena se segura para não gritar.

Logo o corpo se choca com a água fria. O youkai procura usar seu corpo como escudo, fazendo-se chocar-se e emitindo ganidos, enquanto vários ferimentos abriam e ao mesmo tempo, deixar a cabeça dela acima da superfície. Antes da jovem hanyou ficar inconciente pelo cansaço, olha para o alto e vê cinco youkais com armaduras e espadas, observarem ambos atentemente e depois, com gesto de désdem, se afastarem da beirada.

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A pequena acorda após algumas horas e vê o soldado com vários cortes.

- Heishôusama . . .

Nisso, o lobo saí da água com dificuldade, se arrastando com ela, ultrapassando o limite de seu corpo e o pedido mudo deste para descansar, mas não era seguro deixa-la próxima da água.

Os cortes profundos sangravam muito. Está cego de um olho e manco de uma perna. Após se arrastar perto das raízes de uma árvore, ele solta a princesa e encosta seu corpo maltratado no tronco, enquanto a relva começa a ficar rubra pelo sangue deste. Tomba no chão e começa a arfar ainda mais, sentindo seus sentidos obscurecerem e a vida se esvaindo.

- Senhor . . . - ela o sacode, chorando.

- Ser chamdo de senhor por uma princesa e ver esta derramar lágrimas por este Heihsôusama . . . nem em meus sonhos mais loucos, imaginaria - sorri.

- Heishôu . . .

- Himesama, corra, não sei onde estamos, procure Yamanohi . . . sinto que não poderei mais . . .

Nisso ele começa a cerrar os olhos e ela escuta os batimentos cardíacos deste começando a ficar acerelados, na tentativa de bombear sangue para o corpo para supri-lo, enquanto perdia sangue pelos ferimentos.

- Agora vá . . . onegai . . .

- Mas . . . mas . . .

- Não sei se eles continuam a perseguindo . . . mas é melhor que parta logo . . .

Com um último olhar, ela corre dali e ookami daiyoukai cerra os olhos. Seu único lamento era não poder mais proteger a princesa e não ter morrido como um guerreiro, como seu irmão mais novo.O coração deste para de bater e a vida abandona o corpo.

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Após perambular na floresta por dois dias, correndo muitas vezes de youkais que desejavam mata-la, não conseguia se alimentar direito, então, acaba por cair no chão, fraca. Mas antes de tombar, vê um youkai de forma humanoíde se aproximar usando roupas boas . Ela não consegue correr mais e não sabia se o seu irmão estava vivo ou não, vira seu pai falecer, agora, a ídeia de morrer não era vista com medo, pois não interessava em viver mais, então pensa: : " Me perdoem, Heishôu, Kinten e todos . . . me perdoem, mas não consigo mais . . . "

Mas em vez de sentir algo transpassar seu corpo, vê cordas grossas envolverem seus pulsos e pescoço. O youkai a ergueu pela roupa, agora só com uma camada, pois as outras ela soltou conforme rasgava.

- Pelo que vejo, é uma hanyou . . . pelo tipo de tecido, pertecente a nobreza . . . ou foi abandonada por ser fêmea ou fugiu de algo . . . pouco me interessa, você me pertence agora.

" Uma escrava", com esse último pensamento, ela "entra" na inconciência, estava viva e não desperdiçava a vida que outros deram de bom grado por ela, mas foi rebaixada, naquele instante o que a dominava era a fome e cansaço, suas pernas formigavam e imploravam por descanso. Sentiu ser jogada em cima de algumas coisas.

O youkai a jogara na carroça de madeira rústica e amarrara a corda em um dos vãos das tábuas. Um cavalo de esqueleto puxava a carroça e outras jovens jaziam presas por cordas, junto de alguns machos, todas eram ainda muito novas.

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Após três meses, ela era escrava em um inbaya( prostíbulo) e usava um espécie de coleira de ferro, demonstrando a todos seu status atual. Se acostumara com os cheiros e sons provenientes dos quartos , além dos mesmos odores impregnados nas roupas que levava nos braços, embora não soubesse realmente o que era aquilo.

Estava fraca, não a alimentavam o suficiente e desconfiava por que. Agora, tinha certeza. Seu dono queria mata-la de inanição, pois desejava que ela trabalhasse até morrer.

Aquilo, porém, não a afetava mais.

Desde a queda do reino de seu pai e que descobrira descaso e maldade, apanhando muitas vezes, até sem motivo aparente ou que não era do conhecimento dela, pegava-se desejando morrer para acabar com seu tormento e poder descansar, pouco importava agora as vidas perdidas por ela, os que se sacrificaram de bom grado e assim, compraram alguns meses de vida. Agora, entendia perfeitamente, porque os escravos e gueixas falavam que o descanso deles viria com a morte, até aí, viveriam em um inferno diario.

Ela agora estava com as mãos ocupadas por roupas. Entrara no quarto para devolver as vestes agora limpas e perfumadas e pegar as roupas de mais um cliente, só torcia para que não tivesse armadura, pois senão precisaria fazer mais de uma viagem.

Abre a porta corrediça lentamente sentada sobre os joelhos, já sentindo os odores caracteristícos, com a diferença da falta de sons, mas identicava que o cliente e a gueixa estavam no espaçoso ôfuro, pois aquele quarto era um dos destinados a senhores ricos ou nobres, era um dos mais luxuosos e as gueixas que serviam nestes quartos, eram as mais requintadas e melhores do estabelecimento. Percebera que o cliente era um inuyoukai, apesar de fraca e debilitada, reconhecia o cheiro peculiar da raça de cão youkai.

Devagar, ela olha para o espaçoso quarto e percebe que não havia roupas para levar, embora também devesse trocar os lençóis e levar aqueles para limpar. Então, deduz que as vestes estão no ôfuro e que devia levar as vestes limpas para lá.

Procurando não fazer barulho, abre devagar a porta corrediça, mas acaba tossindo e chamando a atenção do cliente. Mas ao entrar, sente abater-se sobre ela, um cansaço repentino e as forças a abandonarem, oscila de pé mas não caí. Seus braços tremem pelo peso das roupas. Com dificuldade põe o que trazia em cima de um banquinho.

- Qual seu nome, criança?

Se assusta ao perceber que o cliente falara com ela, apesar do tom gentil, ela se apavarou e temendo, tomba no chão, se encolhendo contra a parede de madeira, não ousando olhar para o inuyoukai. Apesar disso ela percebe que a mulher preparava-se para dar um tapa nela e se encolhe ainda mais , coultando seu rosto atrás dos braços em gesto de defesa involuntário. Mas vê de relance que o youkai cão detera a mão da gueixa com a sua e escuta ele perguntando severamente á gueixa:

- O que está fazendo?

- Essa ordinariazinha não respondeu quando o senhor perguntou algo à ela . . . ia lhe ensinar como proceder com os clientes dessa casa. Ou, por acaso, quer uma "rapidinha" ? Ela é virgem ainda, sabia?

A pequena ouve o som de um tapa e abre os dedos, permitindo ver a cena. O cliente dera um tapa no rosto da gueixa.

- Me vista, vou falar com Hikinuta sobre a criança. E você, pequena - virou-se para ela, com uma voz bondosa - espere no quarto, você irá comigo.

Apavorada, obedeceu, se levantou e passou para o quarto, fechando a porta corrediça, onde ficou esperando, não sentou mas procurou apoiar as costas na parede de madeira, pois suas pernas tremiam e desejava descansar.

Percebeu que pelo visto, ela seria de outro dono, certamente, o cliente desejava compra-la. Suspira, para ela não faria diferença, mas acabaria com as chances dela poder descansar e dormir, quem sabe, podendo ir aonde sua mãe e seu pai se encontrava e até seu irmão, talvez, se este tivesse morrido.

Após alguns minutos, a porta abriu e o youkai saíra vestido com a espada na cintura, então, fala gentilmente á criança:

-Venha criança. -ele estende a mão para ela, que não sabia o que fazer.

Tremendo, ela segurou a mão do inuyoukai e a pequena hanyou ainda não ousara olhar para ele, então, saíram acompanhados pela gueixa.

Após andarem, Aiko percebe que o dono dela estava no fim do corredor, identificara o cheiro e passou a temer ainda mais.

-Oh! Meu senhor. Essa gueixa foi de vossa serventia? Se quisesse bastava solicitar mais algumas.

A pequena sente o olhar dele sobre si.

-Sua imunda! Incomodou o nosso cliente?- ela se encolhe ainda mais

- Me perdoe, eu a punirei como se deve......- mas a hanyou percebe que a voz de Hikinuta(safado) começava a falhar, mas não ousava olhar para o alto.

Então, escuta a voz do inuyoukai:

- Este Oyakata quer compra-la de Hikinuta. Quanto deseja por ela?

A criança percebe que seu dono parecia meditar sobre o pedido.

Após longos minutos, o dono do estabelecimento, fala:

- Eu a dou de graça para o senhor, pode ficar com ela se o agrada tanto.

Então, ela sente ser levada pelo inuyoukai e sabe que agora ele era o dono dela, então, param na entrada e percebe que seu novo proprietário esperava por alguém. Ela ainda tremia de pavor e chorava silenciosamente.

Percebe que ele se agacha na mesma altura dela e com a voz gentil, pede á criança que olhe para ele. Então, faz o que lhe é pedido e escuta ele falando gentilmente:

- Não se preocupe, vou cuidar de você e lhe proteger, não precisa ter medo. Quando chegarmos ao reino de minha mãe, providenciarei um banho a você, roupas novas, comida, um quarto para você e um futon macio - então, vê que ele quebra a coleira dela com as garras, tomando cuidado de não machuca-la.

Então, ela vê tudo ficando escuro e não consegue manter-se em pé mais, desmaia, mas sente que antes que tocasse o chão, braços fortes e gentis a seguram e sente-se amparada no colo do inuyoukai.

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Aiko abre os olhos e retorna para si, espreguiça e desperta, sentindo estar deitada em pura seda, assim como quando vivia com seu pai, nas terras deste. Então, arregala os olhos e senta rapidamente, sente o cheiro do inuyoukai ao seu lado, mas ao olhar para ele, vê um olhar beirando a genitleza.

- Já está melhor, hanyou?

Ela fica assustada, mas sente ele afagar a cabeça dela e falar com a voz gentil :

-Tudo bem, você está segura . . . não é minha escrava, apenas uma protegida minha, fiquei com dó ao vê-la naquele estado.

" Ele é meu protetor", a hanyou pensava, "por dó , como um youkai tão imponente pode querer proteger uma mísera hanyou como eu?" .

-Qual seu nome? O nome que foi dado por seus pais e não o que por ventura aquele verme youkai lhe deu.

- Aiko - ela disse timidamente.

- Aiko? É um nome bonito.

E sente-se corar com o elogio deste.

- Como foi parar lá, Aiko?

- No inverno anterior, o castelo em que vivia com Chichiue após minha Hahaue morrer, foi tomado e destruído por um daiyoukai poderoso, eu consegui fugir, mas caí na neve exausta. Hikinutasama.....

- Não o chame de Hikinutasama, ele não presta, pode chama-lo de verme ou algo assim.

- Hai - ela sorriu e continuou.

- Então, o verme - ela adorou intimamente chama-lo disso -me achou, e me levou para aquele antro e me fez escrava, mas descobriu que por eu ser uma hanyou, eu era um tanto fraca e que não suportava totalmente o trabalho, creio, que estava pensando em se livrar de mim por inanição e exaustão, pelo menos, é o que acho.

Ele se surpreendeu com o raciocínio dela. Ela era muito perspicaz.

- Aqui você não é escrava, terá um serva pessoal, tomará banho no ofuro que Oyakata e Hahaue tomamos banho, roupas de tecido melhor, um futon macio, um quarto só seu, que será este - e ele estendeu a mão mostrando o quarto imenso - e poderá ir aonde quiser...

-Quero acompanhar o senhor, Oyakatasama.-e sorri.

O sorriso dela o deixa com paz interior, acalma-lhe o coração. Ele sentia-se "estranho" perto dela, mas não era ruim isso.

-Tudo bem, Aiko me seguirá. Tenho uma montaria UnAh, que Aiko usará quando se cansar. - ela o vê sorrir.

-Haii - ela fica tão feliz, que sorri de uma ponta a outra e levanta seu braço direito.

- Vou falar com Hahaue. As criadas já vão trazer sua refeição.

- Ee- e sorri, vendo ele se levantar e sair do quarto dela.

Então, nota mais detalhadamente o quarto .

Era bem requintado, com parede de mármore contendo detalhes dourados e prateados, uma mesa de mogno, um baú, armário ricamente adornado com fios de ouro e puxadores de prata. O futon em que ela estava deitada era elevado um pouco do chão, com um colchão de pele dourada, lençol de seda e coberta de linho prateado com detalhes de lua, tinha uma mesinha de madeira maciça,com duas gavetas, com um espelho circulado com moldura dourada cravejado de pedras preciosas. E notou melhor a roupa que estava usando, enquanto estava deitada no futon macio, era de cor branca, de um tecido fino. Ela se sentiu fascinada e um tanto assustada, era muito luxo. Ela havia se esquecido de como era seu quarto no castelo de seus pais. Aquilo parecia um sonho para a jovem , uma cama macia e confortável, ao contrário do futon de palha que deitava no Inbaiya.

Olha para a porta aberta e via uma varanda grande que dava de frente para um belo jardim.

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Horas mais tarde, ela já havia acabado de jantar um refeição deliciosa, repetindo várias vezes de tão faminta que estava . Uma serva pessoal youkai com olhos negros e cabelos azuis, presos em coque e vestindo uma yukata simples, rosa, com listras brancas, terminara de ajudar a pequena a se trocar, pois tomara um banho relaxante em um imenso ôfuro, antes de comer, segundo sugestão da serva.

A jovem serva corre até a porta e abre, curvando no chão com as mãos, a hanyou não percebera pois ainda admirava o quarto, quando sente um mão carinhosa afaga-la na cabeça.

Se assusta e olha para a bela daiyoukai. Vê nos olhos desta, um olhar de ternura, praticamente materno. "Há quanto tempo não vejo um olhar assim?" Pensa a hanyou.

- Sou Yukiko, mãe de Oyakata, Hajimemashite ( prazer em conhece-la).

- Hajimemashite, Yukikosama - e ao começar a se curvar, a daiyoukai detem o gesto da hanyou.

- Aikochan, não se curvará para esta Yukikosama.

- Hai!

E ela sente a inudaiyoukai abraça-la como uma mãe faria, acariciando sua cabeça e assobiando um doce melodia.

A jovem começa a ficar sonolenta, aquele contato, lembrava sua mãe, já fazia tempo que seu sono não era embalado por uma melodia e um carinho, além da sensação que Yukiko passava à ela, fazendo-lhe recordar os bons momentos que passara com sua genitora, a sensação de ser amparada e protegida, nunca sentira tanto falta quanto agora, em que relembrava como era, quando tinha uma mãe. Acabou por adormecer no colo da daiyoukai se entregando ao sono.

Sentia que ali seria feliz, enfim, o tormento passara e a voz doce confirmara isso:

- Durma, minha criança. Nada lhe fará mal

Sentia a daiyoukai deita-la gentilmente no futon, cobrindo-a com o lençol e ajeitando as cobertas, como uma mãe faria.

- Oyasuminasai ( boa noite, ao se despedir), Aikochan.

- Oyasuminasai, hahaue......

Nem percebera o que falara e adormece, sentindo que a sorte lhe sorria, enfim e que Yukiko, que soubera do ocorrido nas Terras do Poente, ao ver a hanyou kuroiookami ( meia youkai lobo negro). Meses depois, ajuda a expulsar os invasores e devolver as terras a quem era por direito, o clã hoshiyakannohanashiro (estrela noturna do castelo das flores ).

O Imperador que dominou as Terras do Poente, caíu na desgraça de sentir-se confiante e desafiou a inudaiyoukai. Ela derrotou o exército e deixou ao princípe, irmão de Aiko, descedente do clã aliado ao clã tenhana no tsukishiro, no passado, de derrotar o senhor das terras e retoma-las por direito, pertencendo novamente ao clã hoshiyakannohanashiro e com ajuda de seu fiel general, Hinotenyamaru. Também avisou o irmão de Aiko, que a imouto dele estava viva e sobre os cuidados de seu filho, Oyakata.

Graças a a ajuda providencial de Yukiko que ajudou o outashi Hoshiyakankiba a reaver as terras dos descendentes, estepediu para que Aiko ficasse escondida, vivendo nas Terras do Oeste, por causa de um promessa de seu avô em dá-la de casamento à um nobre, com isso, a salvaria de um triste destino.

Sem saber de tudo isso, Aiko viveu seus dias, cada um mais feliz com o outro, como um sonho que nunca desejava acordar.

Fim.

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O final , da Aiko no inbaya, pode ser lido na fanfic Yukiko - A última descendente do clã tenhana no tsukishiro, mais precisamente no capítulo 6 - Inbaya e hanyou, onde Aiko aparece pela primeira vez . No paragráfo do retorno das Terras do Poente, ao meio irmão de Aiko e com ajuda de Yukko, está no capítulo 11- Prometida, da fanfic Inunotaishou - O lendário cão branco do Japão.

Como disse, todas as fanfics pertencentes a saga que estou criando, sendo a primeira parte desta, Yukiko - A última descendente do clã tenhana no tsukishiro e a segunda parte Inunotaishou - O lendário cão branco do Japão, estão conectadas, assim como fanfics pequenas, abordando personagens criados por mim, estão interligadas.

Achei preferivél parar aí, quando ela chega nas Terras do oeste, salva por Oyakata e um breve frase de como as Terras do Poente retornaram ao controle do clã dela. Pois essa fic, era sobre a família da hanyou, mais focado nos pais e aí fugiria demais.

Reesecrevi o trecho do inbaya, o original está na fic Yukiko, no cap. 6, coloquei sobre o ponto de vista da hanyou, no capítulo da fic de Yukiko, está mais para o ponto de vista do inuyoukai e acrescentei trechos, quando demonstrava ela e segui a seqüência de cenas, dando uma leve mudada, que em vez dela carregar roupas, armadura e katana, apenas roupas, acho que ficaria muito pesado para ela carregar e outras sutis.

Fim dessa fanfiction, espero que tenham gostado e desculpem a demora.

Notas:

Clã hoshiyakannohanashiro – Estrela noturna do castelo das flores. - Hoshi ( estrela), yakan ( noturno ), no (do,da), Tsuki(lua), shiro(castelo).

outashi - príncipe herdeiro

Hoshiyakankiba- canino noturno da estrela. hoshi (estrela), yakan (noturno), kiba(canino).

kuroiOokami youkai - youkai lobo negro. kuroi (negro) ookami (lobo)

kuroiOokamihanyou - hanyou loba negra.

Hinotenyamaru - Ciclo da flecha celestial do sol . Hi (sol) noten ( do céu /celestial), ya (flecha), maru ( ciclo).

Yukiko - criança da neve . Yuki(neve), Ko( filho/a /criança)

ERA Yayoi: Um período da era do Japão que vai de 300 AC até 300 DC. O cultivo de arroz e instrumentos de metal são transmitidos do continente. Com a intensificação das atividades agrícolas, e aumento da população, nascem as diferenças sociais, a classe dos ricos e pobres. Pela primeira vez, o Japão é mencionado numa escritura chinesa. Aos poucos, os nativos do arquipélago deixam a vida nômade de caça e pesca, e começam a fixar residência. As primeiras moradias fixas consistiam em covas rasas, cobertas com sapê. Pode-se dizer que foi o primeiro marco da revolução no , o cultivo do arroz foi ganhando terreno,

Os japoneses que viviam no s éculo III: Não usavam chapéus, amarravam uma tira de tecido na testa e cobriam-se com tecidos enrolados ao corpo e amarrados na cintura. As mulheres vestiam roupas feitas com tecido bem largo, com um corte no meio do pano, por onde passavam a cabeça para vesti-las. Plantavam pés de arroz e cânhamo e criavam bichos-da-seda. Quando as pessoas de hierarquia superior passavam pela rua, as de classes inferiores escondiam-se atrás de moitas e, ao dirigirem-lhes a palavra, ajoelhavam-se com as mãos apoiadas no chão.

Respostas:

Lilica - Muito obrigada pelo review XD

Creio que dá sim, vou procurar fazer, essa é minha intenção com essas pequenas fanfics, quis começar com os pais de Aiko, pois queria fazer um drama bem pesado, estava com vontade.

Mas agora me voltarei para os demais personagens originais que criei. Procurarei começar essas fics, quando tiver tempo mais livre, creio que em breve.

Não apareceu seu e-mail pra contato, não aparece nos comentários, acho que tem que ver no meu profile, lá tem meu msn, aí poderia enviar por favor um e-mail para meu msn? Onegai.

Queria conversar com você, ou pelo msn ou aos demais e-mails, menos o do gmail, abro muito pouco.