Heaven IV.

No esconderijo secreto da ACROSS onde Excel-kun já havia revelado para metade da população, sorte que os habitantes desse planeta são todos idiotas e ninguém se deu conta de que sua reles cidade está para ser invadida e controlada por mim.

-Illpalazzo-Sama.

Meus pensamentos foram perturbados pela chegada de minha agente Hyatt.

-Sim?

-Excel-senpai ainda não retornou.

Ela nunca retornava a tempo. Girei os olhos pensando no que ela estaria fazendo. A missão dada a ela e Hyatt era simples, elas deveriam se infiltrar no colégio e de lá modificarem o sistema e me darem informações.

Mas Excel havia sofrido um pequeno acidente. Eu não fiquei preocupado porque com aquela pequena estúpida sempre acontecia alguma coisa, mas ela era a primeira a retornar e a gritar um monte de bobagens desnecessárias.

-Illpalazzo-Sama?

-Sim?

-Excel-senpai ainda não retornou...

-Tudo bem...

Meu dia havia começado bom, porque aquela garota não aparecia pela porta e gritava suas asneiras e assim eu poderia puxar a corda do alçapão?

Fechei os olhos tentando dormir, mas pela primeira vez eu não consegui, deixei a capa sobre a cadeira e caminhei para fora da base secreta da ACROSS.

Segui para o Hospital Público e sem muitas dificuldades consegui entrar no quarto de Excel-kun que estava dormindo.

Eu sei que ela costumava se machucar nas missões, mas pela primeira vez não dei algo difícil de se realizar e ela parecia mais cansada e dolorida do que em todas as outras.

Me senti culpado por seu estado.

Toquei suavemente seu rosto, desejando não acordá-la, pensei em carregá-la para a ACROSS, mas o médico havia dito alguma coisa sobre ter sido um acidente sério.

-Apenas retorne quando acordar.

Murmurei próximo ao seu ouvido, olhei novamente para aquela feição doce e desprovida de qualquer energia e perturbação, ela poderia ser assim sempre. Meus lábios pararam em sua testa.

Já estava na hora de me afastar.

-Quando ela acordar eu digo que o senhor esteve aqui, a quem devo informá-la?

-Illpalazzo.

E antes que mais alguma pergunta estúpida fosse feita eu me retirei, não tinha porque perder tempo.

De volta a organização, observando aquele salão vazio, eu me vi revendo as vezes que a joguei pelo alçapão, fechei os olhos na esperança de dormir, mas minha mente parecia um álbum.

Isso tudo era tão desnecessário e idiota.

-Illpalazzo-Sama?

A voz de Hyatt me afastou daquele mundo, abri os olhos lentamente, ela continuava ali para no imenso salão, sem nenhuma loira escandalosa.

-Eu tenho que resolver algumas coisas.

-Hai.

Com alguns ajustes desnecessários eu caminhei pelas ruas poluídas daquela cidade que um dia seria minha, mas tudo que consegui me concentrar foi na chuva que caia, molhando uma garota que estava sentada num banco.

-Não faz bem ficar na chuva.

Ela olhou para mim com os olhos brilhando de uma... diferente.

-Obrigada...

Sua voz era tão... sem vida que eu quase vacilei. Do meu uniforme ela olhou para o próprio.

-Você me conhece?

Gostaria que fosse alguma piada, mas Excel é incapaz de fazer esse tipo de coisa, continuei a olhando.

-Você é a Excel-kun.

Ela apertou os olhos como se sentisse uma forte dor de cabeça, observei atentamente enquanto suas ataduras caiam no chão.

-Obrigada... ― Pelo que ela me agradecia? ― Quem é você?

Era como dar um tiro na própria cabeça, eu sabia o que estava acontecendo, mas não esperava que me atingisse também.

-Eu entendo... Eu sou seu senpai Illpalazzo.

Talvez eu também comece a me mexer nesse tabuleiro de mentiras, eu não gosto que as minhas peças andem livremente, principalmente aquele peão que faz o primeiro movimento.

Continua.