AUTORA: Amethyst Jackson

TRADUZIDA por: Thaci

Beta: Fla Weasley Malfoy

Disclaimer: Tudo isso pertence à Stephenie Meyer. Eu só estou me divertindo um pouco.


Only Human

CAPÍTULO 1

Edward entrou no caminho que levava até a casa mais devagar do que normalmente fazia. Isso bastou para me alertar de que alguma coisa nos aguardava na casa, mas mesmo que ele tivesse passado em alta velocidade pelas árvores como costumava fazer, eu não acho que a grande faixa que atravessava a casa iria me surpreender.

Feliz Aniversário, Bella!

Edward e eu casamos há exatamente um mês atrás, no enorme jardim dos Cullen. Depois, ele me levou na mais ridiculamente extravagante lua-de-mel possível, viajando de Londres para Istambul e em todos os lugares entre eles. Ele queria que eu visse o mundo; eu estava feliz em estar com ele.

Na verdade, foi maravilhoso. Edward me deu a única experiência humana que eu queria mais do que qualquer coisa – e tem me dado desde então, algumas vezes diversas vezes por dia. Senti um calor espalhar por todo meu corpo com a memória do que tínhamos feito um pouco antes de deixarmos Paris...

"Eu não consigo acreditar que já faça um mês", eu suspirei, tentando fechar a mala. Edward afastou minha mão e a fechou com facilidade.

"Nós podemos voltar quantas vezes você quiser", ele prometeu, me puxando para entre seus braços. "A Europa não vai a lugar nenhum".

"Não é exatamente da Europa que vou sentir falta", eu disse me aninhando. "Mas vou sentir falta de nós, assim, do jeito que estamos agora. ..Eu não quero que isso mude".

"Não vai mudar", ele falou, "se você pensa que vou ser capaz de tirar minhas mãos de você, você só pode estar louca". E como que para enfatizar o que disse, suas mãos deslizaram mais para baixo, cobrindo minha bunda. Seu membro enrijecido pressionou contra o meu quadril e eu falei seu nome num gemido.

"Mesmo quando eu não for mais humana?", perguntei sem fôlego enquanto ele me levava de volta para a cama. Ele empurrou a mala para o lado e de repente eu estava em seu lugar.

"Mesmo assim". Seus lábios roçaram minha clavícula, à mostra pela blusa que eu usava. "Especialmente quando", suas mãos acariciavam minha pele. "Você não pode imaginar as coisas que quero fazer com você".

Soltei uma risada trêmula enquanto remexia atrapalhada com a barra da sua pólo. "Eu não sou tão inocente assim. Eu acho que consigo imaginar algumas delas".

A camiseta aterrissou de forma audível no chão. Seus fortes dedos facilmente rasgaram minha blusa em duas.

"Você precisa fazer isso?", eu perguntei, minha voz comicamente fraca quando seus lábios envolveram meu mamilo.

"Você não se importa realmente", ele murmurou, e eu estava ocupada demais tocando nele para discutir. A ondulação de músculos embaixo de sua pele me distraiu completamente, e ele se aproveitou disso, desabotoando habilmente minha jeans e a retirando, levando junto minha calcinha. Apenas três semanas atrás eu ainda ficava envergonhada por estar tão exposta na frente de toda a perfeição que ele representava. Agora eu estava finalmente me acostumando com isso – ficar exposta, quero dizer. Eu nunca serei imune à sua beleza.

Suas mãos estavam em todos os lugares ao mesmo tempo – meus seios, meu quadril, minhas coxas. Eu lutava para respirar com cada lenta, gelada carícia. Ele fazia minha pele formigar. Eu lutava para encontrar presença de espírito suficiente para mover minhas mãos até a sua cintura baixando o jeans pelo seu quadril.Eu percorri as linhas macias de seu exposto osso pélvico, excitada com a perspectiva de onde aquela linha levava. Sua resposta foi um baixo ronronar em minha orelha, que apenas serviu para me fazer quere-lo mais.

Seus lábios roçaram meu pescoço e então encontraram minha boca. O seu gosto em minha língua foi suficiente para me impedir de notar quando ele se livrou de sua calça. Eu só percebi quando senti seu enrijecido membro nu pressionando contra mim. Eu arfei com o choque.

"Desculpa", ele murmurou, se afastando um pouco.

"Não precisa", foi a minha resposta enquanto pressionava meu corpo contra o dele mais uma vez. "Eu gostei".

Ele gemeu baixinho, me abraçando, permitindo que a cabeça de sua ereção deslizasse tentadoramente contra meu centro.

"Edward", eu suspirei, envolvendo sua cintura com minhas pernas, "por favor...".

Normalmente, nesse momento, ele me caçoaria por causa da minha impaciência. Desta vez – pelo menos – ele parecia estar tão impaciente quanto eu. Ele deslizou para dentro de mim com uma suave estocada. Esse era o meu momento favorito de quando fazíamos amor, o momento da última conclusão e aquela primeira explosão de prazer. Eu me agarrei ao seu corpo, tão duro e gelado, o que tornava tão estranhamente excitante, enquanto ele estocava para dentro e para fora. Ele se movia em um ritmo contínuo enlouquecedor, perfeitamente controlado e perfeitamente calculado para me fazer perder os sentidos. Era mais do que eu podia agüentar, o fogo me consumindo por dentro conforme ele gradualmente aumentou a velocidade de seus movimentos, até o ponto em que gritei e apertei meus dedos em suas costas. Meus músculos contraíram com força em volta dele, sentindo cada centímetro dele, e eu me perdi. Seu gemido em minha orelha foi tudo o que ouvi conforme enquanto chegava ao clímax.

"Jesus, Bella", ele respirou, quase não conseguindo suportar seu peso sobre meu corpo. "Você é demais".

"Você também é", eu respondi enquanto lutava para recuperar o fôlego.

Ele acariciou minha garganta com a ponta do nariz e sua pele gelada contra a minha causou uma sensação maravilhosa, já que eu estava pegando fogo.

"Droga", eu murmurei, lembrando da minha blusa rasgada, "agora vou ter que tirar algo da mala".

Ele apenas riu.

As partes mais inocentes da nossa lua-de-mel também foram maravilhosas, visitando todos os lugares que eu tinha apenas lido a respeito, com Edward ao meu lado, explicando suas histórias que tinha conhecido através das histórias de Carlisle e por experiência própria. Andamos de mãos dadas por Paris e nos aconchegamos em uma gôndola em Veneza, e eu comi vários tipos de comida enquanto Edward observava com desgosto e divertimento, e compramos muitos suvenirs e mais bagagem para ter aonde coloca-los.

Eu podia admitir isso agora – eu estava feliz pelas experiências que ele tinha me proporcionado, feliz por não ter apressado a transformação, e mais feliz ainda por ele estar ao meu lado.

Quando saímos do carro eu percebi que não queria evitar a festa que eu sabia que encontraria preparada dentro da casa. Eu não me importava de estar completando dezenove anos hoje. De alguma forma, os números deixaram de ter tanta importância, desde que Edward estivesse feliz e eu pudesse ter uma eternidade ao seu lado.

"Você não se importa?", ele perguntou, sua mão acariciando a parte mais baixa de minhas costas quando paramos na porta.

"Não", eu sorri. "Eu acho que é uma boa hora para começar a celebrar".

Ele sorriu de volta e me beijou rapidamente antes de me levar para dentro.

A família inteira, até mesmo Rosalie, estava esperando na sala para nos receber. Eu escutei diversas exclamações de "sejam bem vindos" e "feliz aniversário" enquanto Alice se apressou para me dar um abraço.

"Como foi a lua-de-mel?", ela perguntou animada. "Vocês me trouxeram presentes?".

Eu ri. "A lua-de-mel foi maravilhosa, e sim, nós trouxemos presentes – mas não sou eu quem deveria estar fazendo essa pergunta?".

A risada de Emmett trovejou ao meu lado, mais próxima do que eu esperava. "O que, todo aquele tempo com o Edward não foi presente suficiente?".

A mexida de sobrancelhas que Emmett deu me disse exatamente ao que ele estava se referindo, e eu corei; Edward rosnou ligeiramente ao meu lado.

"Deixe-a em paz, Emmett.", ele disse, cruzando os braços sobre o peito em uma postura ameaçadora.

Emmett riu, despreocupado. "Percebi que finalmente perder a virgindade não te relaxou nada. Você precisa continuar tentando, Bella".

"Emmett! Não a deixe constrangida!", brigou Esme enquanto eu corava furiosamente. Alice riu e me arrastou até a sala de jantar, os outros nos seguindo. Eu escutei pancadas ocasionais que sugeriam que Emmett e Edward ainda estavam brigando atrás de mim.

A sala de jantar estava decorada com balões e flores relativamente inofensivos, e eu estava ligeiramente confiante que não teríamos uma repetição da minha última festa de aniversário, ou das conseqüências que a seguiram. Edward e eu estávamos definitivamente juntos agora, e se acontecesse do Jasper querer me morder...bem, isso só apressaria o inevitável.

Alice me levou até uma cadeira na ponta da mesa. Os outros ficaram de pé em volta da mesa, e eu comecei a me sentir como o prato principal de um banquete. Tudo que estava faltando era uma bandeja prata e uma maçã enfiada na minha boca. Edward se posicionou atrás de mim, colocando sua mão atrás do meu pescoço, e eu relaxei instantaneamente.

"Hora dos presentes!", Alice gritou alegremente, e disparou em direção à cozinha apenas para voltar uma fração de segundo depois com uma pilha de pacotes. Alguns deles eram absurdamente grandes.

"Ah, sério agora. O que mais eu poderia precisar?", eu gemi espantada enquanto a pilha de presentes era colocada na minha frente. Os presentes de casamento já tinham sido suficientes. Obviamente, nós não precisávamos dos eletrodomésticos, mobília e utensílios de cozinha que geralmente eram dados como presente de casamento, mas isso não havia impedido a Alice de nos cadastrar em diversas lojas, para meu profundo constrangimento.

"Não seja boba, Bella, é seu aniversário", Alice argumentou. "A questão não é o que você precisa; é sobre o que você quer".

"Apesar de que alguns são sobre o que você irá precisar quando desempacotarmos todas as suas coisas", Emmett acrescentou antes que eu pudesse protestar.

No final das contas, Emmett estava certo. Dois dos presentes eram prateleiras para os meus incontáveis livros e um guarda-roupa – um adorável guarda-roupa antigo, mais especificamente – que eu precisaria para as minhas roupas, já que o armário do Edward estava quase cheio de roupas equivalentes a um século.

Vampiros, como aparentava, tinham o péssimo hábito de colecionar velharias. Eu teria que apresentar o conceito de faxinapara essa família, certamente.

Carlisle e Esme nos deram um presente simples, uma cópia moldurada da nossa foto de casamento. Olhando para ela, eu achei que finalmente parecia que eu pertencia a seu lado. Não querendo dizer que eu não continuava a ser ridiculamente comum perto da sua beleza divina, mas era como se a felicidade dele radiasse para mim. Como se o amor do Edward me tornasse bonita.

Os lábios de Edward tocaram a parte de trás da minha orelha como se ele tivesse lido meus pensamentos. "A câmera não te faz justiça", ele murmurou.

"Você acha mesmo?", perguntei distraidamente.

"A coisa mais linda que eu já vi na vida foi você no dia do nosso casamento", ele disse enquanto virava a cabeça para me dar um beijo na testa. Eu derreti. Ele merecia muito mais do que eu podia oferecer, e mesmo assim ele já tinha me proporcionado tanto...Pelo menos eu tinha sido capaz de lhe dar um casamento. E agora estava feliz por não ter pressionado para fugirmos quando podia ouvir a alegria em sua voz com a lembrança.

"Já chega, vocês dois", Alice se intrometeu. "Chegou a hora do grande evento".

As luzes apagaram abruptamente, e eu fiquei tensa. Aquilo não era um bom sinal, conhecendo a Alice. Mas ela simplesmente apareceu através da porta da cozinha, carregando um pequeno bolo, aceso com velas. "Para sempre 19", estava escrito na cobertura. Eu tive que rir.

Alice o colocou caprichosamente na minha frente, longe o bastante para que fosse impossível que eu queimasse alguma coisa.

"Faça um pedido", ela exigiu. Eu pensei sobre isso. Eu tinha tudo que sempre quis. Se eu apenas pudesse fazer o Edward tão feliz...

Eu desejo que eu possa dar ao Edward todas as experiências humanas que ele está me proporcionando.

Eu respirei fundo, assoprei as velas, e então tudo ficou escuro.

N/T: Queria dizer um mega thanks pra Fla, que está me ajudando demais com a tradução! Lov U girl!!

Espero que gostem...e comentem, please!!