Oláaaaa, Espero que gostem desse novo projeto, fiz com muito carinho e é sobre um casal que eu simplesmente venero

Oláaaaa, Espero que gostem desse novo projeto, fiz com muito carinho e é sobre um casal que eu simplesmente venero.

Obrigada a todos que decidiram por ler esse primeiro capítulo e espero que gostem.

Boa leitura

Disclaimers: Tipo, eu sei que Harry Potter não me pertence, você sabe que Harry Potter não me pertence e com certeza J.K.Rowling sabe que Harry Potter não me pertence. Então fiquemos assim: eu fico com minha pequena obra sem fins lucrativos, vocês com a diversão e ela com os milhões... (coloca o dedo na boca) acho que eu quero trocar. Alguém mais?

Capitulo 1: O novo hospede de Severus

Não consigo dizer desde quando, nem mesmo o porquê, mas já fazia alguns anos que minha vida era embalada por aquela estranha sensação. A de que estou vivendo um estranho deja vi.

Todas as minhas manhãs eram iguais, todas minhas tardes e noites, todas e todas eram iguais.

Talvez as únicas ocasiões em que eu saía um pouco da rotina eram como quando estou agora, na frente do espelho de meu quarto analisando a grande marca arroxeada em minha bochecha esquerda.

- Em quanto tempo será que isso vai sumir?

Não sou um ser vaidoso, oh não, deixo isso para meus amigos Sirius e Lucius. Estou mais para uma pessoa pratica. Vamos e convenhamos, eu já não sou o que chamaríamos de alguém dono de beleza convencional, e com um hematoma desse tamanho no rosto, dificilmente conseguirei uma companhia que aqueça o outro lado da minha cama. Lado que foi recentemente abandonado pelo causador desse mesmo hematoma. Humpf, não tenho culpa se algumas pessoas não agüentam ouvir a verdade.

"Ótimo, eu sempre soube que você não me amava, e acredite, nunca esperei que o fizesse" a voz de seu ultimo amante ressoou na sua cabeça "pois se algum dia houve algum sentimento nessa pedra que você chama de coração, dificilmente foi amor".

E então nesse momento eu disse alguma coisa que realmente não me lembro, mas que provavelmente foi a causador da minha marca...hm... Ah é!!

"Com amor ou sem amor, eu não me lembro de você se negar a abrir as pernas e gemer para essa pedra. Realmente, quer que eu te diga quem eu acho que dos dois tem mais problemas?"

É... Foi mais ou menos isso.

Sei que não foi a melhor maneira de remendar a situação, mas também não posso negar que meio que me aproveitei da chance de por um fim a essa relação. Ambos estávamos atrás de coisas diferentes. Ele de um sentimento inexistente e eu do seu traseiro.

Olho mais alguns segundos para a marca em minha face e solto um suspiro resignado, terei que sair assim mesmo.

Afasto-me um pouco do espelho e confiro por uma última vez como estou vestido, nada mal. Saio do quarto e caminho até a porta, lá eu pego o meu casaco, que estava preso no armador e levo a mão ao bolso de trás da minha calça atrás das chaves.

Ding don.

Solto o ar de maneira irritada, porque sempre que estamos saindo aparece alguém para nos atrasar? Como se para isso eu precisasse de ajuda.

Coloco as chaves na fechadura e abro a porta. Nada do que eu imaginava me preparou para o que eu vi ao abrir.

Na minha frente estava o que eu não consegui ver mais do que um garoto magricelo e maltrapilho. Ele me olhava diretamente com seus grandes olhos verdes, protegidos atrás de seus horrorosos óculos de armação grossa e quebrada. Quando abriu ligeiramente a boca na tentativa de iniciar qualquer diálogo, eu o cortei:

- Não estou dando esmolas – e fecho a porta em sua cara.

Foi apenas alguns segundos depois que me lembrei que eu estava de saída. Tudo o que fiz foi dar de ombros, esperarei alguns minutos e depois saio. Vai que o garoto me vê saindo e depois invade a casa para roubar algo e...

Ding dooom

Minha campainha soa novamente.

Tenho um mau pressentimento.

E confirmando minhas suspeitas, assim que abro a porta lá estava ele, com a mesma expressão que tinha há poucos minutos atrás, antes de eu fechar a porta na cara dele. Aquilo me desconcertou um pouco, mas não mais do que quando ouvi:

- Ora, creio que houve um engano – diz de maneira sorridente – não sou um pedinte Severus, o que eu quero é um pouco mais pretensioso.

- O que voc... péra ai, como você sabe o meu nome?

- Hum? – o rapaz inclina levemente a cabeça e diz ainda sorrido – E como não saberia? Nada mais lógico não? – diz alegremente apesar de não se explicar.

Aaaah esse tom alegre já esta me irritando.

-Quer saber? Estou me lixando para como sabe meu nome, apenas vá embora.

- Como assim ir embora? – leva o dedo até os lábios parecendo levemente confuso – mas se vim aqui exatamente para morar com você.

- Morar comigo? – Louco. Esse rapaz era louco – você tem algum problema garoto? Cai logo fora daqui. E...

- Isso quer dizer que não vai me deixar morar com você?

- Que grande poder de dedução você tem.

- Hnnn, não queria ter que apelar para isso. – ele parecia realmente pesaroso do que seja lá o que fosse fazer, o que me deixou realmente mais alarmado.

- Isso?

E diante de mim ele fechou os olhos, e lentamente começou a contar.

- um... dois... três...

Eu deveria ter mais uma vez fechado a porta na cara dele, mas uma pequena curiosidade se apoderou de mim. Ele fechava os olhos com tanta força e tinha uma expressão tão concentrada que parecia que algo realmente ia acontecer.

- ... sete...oito...nove... dez!

E no fim realmente aconteceu.

- Esta tudo bem ai garoto? – uma voz veio um pouco atrás do menino.

Um policial havia acabado de dobrar a esquina e olhava desde o garoto que havia adquirido uma estranha expressão. Quanto a mim? Realmente não sabia bem o que estava acontecendo.

- Se...seu guarda... – o garoto pela primeira vez desde que eu o vi estava sem sua alegre expressão, agora com uma mascara de puro medo – esse homem estava tentando me levar para dentro da casa dele com propostas estranhas.

- O QUE ?? – o homem se alarmou.

Normalmente em situações como essas, sem querer ser preconceituoso, os policiais ficariam mais desconfiados de meninos maltrapilhos como aquele do que de nobres pagadores de impostos que estavam saindo de suas pobres casas, mas parece que aquele era uma exceção, isso dizia sua face enojada ao me encarar.

- Como o senhor...

- Há há há – o garoto interrompe o policial com uma crise de riso, e mais uma vez eu tive certeza: esse garoto é louco – desculpe senhor policial, eu estava brincando, não esperava que acreditasse. Severus é meu tio, estou morando com ele há algum tempo – ele se vira para mim com o maior dos sorrisos – não é tio?

Desgraçado, foi tudo o que eu podia pensar ao vê-lo me encarando de maneira tão descarada, o policial ainda parecia desconfiado, e tudo o que pude falar para que aquela confusão ridícula acabasse logo foi:

- Claro, meu sobrinho às vezes não sabe como brincar.

O oficial olha para o garoto de cima para baixo, de certo avaliando aqueles trapos que o cobriam.

- Passei por situações difíceis hoje senhor – o rapaz pareceu entender o porquê do policial o olhar tanto – realmente tive um dia longo e sei que assim que meu tio me deixar entrar e me trocar com calma eu poderei finalmente descansar.

Era estranha a forma polida de ele falar, mas mais estranho ainda era como o policial parecia acreditar em tudo o que ele falava, quase bufei exasperado quando o homem acenou satisfeito com a resposta e deu as costas para nós. O garoto, mostrando mais agilidade do que aparentava, aproveita minha falta de atenção e entra por conta própria na casa.

Eu também entro e fecho a porta atrás de mim.

- Eu não sei quem é você garoto, mas espero que saia imediatamente dessa casa ou...

- Um menor acabou de protagonizar uma falsa cena de abuso na frente da sua casa – o menino se vira para mim e me olha com um olhar malicioso – um policial atende ao seu apelo de socorro, mas esse imediatamente nega tudo. Você acha mesmo que esse policial vai imediatamente embora sem rondar um pouco a área até ter certeza de que esta tudo bem? Que fofo Severus, eu nunca tinha visto esse lado inocente seu.

Isso realmente me desarmou. Não só por seus argumentos, mas pela terceira face que o rapaz demonstrou:

Um demônio. Estou diante de um demônio.

Mas logo sua expressão volta a ser angelical e sorrindo me diz:

- Muito bem, agora onde será meu quarto?

- Você ainda acha que vai morar aqui? Nem louco!

- Mas por que não? – o canalha me olha como se a resposta não fosse óbvia – Ah é, tem razão. Dei tudo como certo, mas ainda não te perguntei.

O rapaz dá alguns poucos passos em minha direção ainda mantendo aquela estúpida e feliz expressão. Dou dois passos para trás, mas ele já estava muito perto de mim. Pegando minha mão esquerda ele olha fundo nos meus olhos e pergunta:

- Posso ser sua estrela?

Precisei de alguns segundos encarando aquele rapaz que em apenas alguns segundos me mostrara tantas faces, e que naquele momento mostrava uma nova:

A de profunda seriedade.

Eu sacudi minha cabeça confuso e arranquei minha mão de entre as dele.

- Louco. Eu já sabia, mas tinha que dizer isso alto para confirmar. Você é louco.

- Não, sou uma estrela – ele volta a sorrir – E desci apenas para ficar com você.

- Quer mesmo que eu acredite que você é uma estrela? – pergunto com desdém

- Você não quer acreditar? – pergunta com algo de pena para logo sorrir animado de novo – Tudo bem, não acredite. – diz como se me autorizasse algo irrelevante

Por que eu sinto que quero chorar?? Esse garoto é exasperante!!

- Como? – o pivete só podia estar à beira da loucura e eu de uma boa enxaqueca.

- Vim aqui para te fazer feliz Severus, se não acreditar que eu sou uma estrela te faz feliz, então não acredite.

- Olha garoto, eu estou realmente atrasado, tenho um compromisso e...

- Realmente – o garoto concorda comigo – Deixar o senhor Black e os outros esperando não é um bom negocio. Tudo bem, não é como se eu fosse tentar te impedir de sair.

- A questão não e essa... – o que ele acabou de dizer? - Como DIABOS você sabe que vou encontrar Sirius e os outros? Como você sabe quem é Sirius??

- De onde venho passei a vida inteira te observando Severus – a maneira com que ele repetia meu primeiro nome me dava calafrios – Sei tudo de você, e sei que está atrasado – ele começa a me empurrar em direção a porta – o senhor Black e os outros vão ficar preocupados se você não aparecer.

- Hei – me viro e o pego pelo pulso – Você realmente não acha que vou deixar um desconhecido, por mais maluco que seja, sozinho na minha casa? Acha?

- Não sou um desconhecido – ele me encara novamente com seus enormes olhos verdes – sou sua estrela.

- Arfh – solto o ar irritado, não posso expulsá-lo sem enfrentar as conseqüências do suposto guarda lá fora ou de qualquer outro escândalo que esse louco de lábia mais desenvolvida do que deveria ter para sua idade pode armar – tudo bem, você vem comigo

- Como? – quase sorrio ao ver que pela primeira vez na noite consegui desconcertar aquela irritante criatura.

- Você vem comigo. Não vou te deixar sozinho na minha casa e você não vai se deixar expulsar tão facilmente dela. Então vou te levar comigo.

- Mas... Eu ainda não tenho roupas alem dessas.

- Você pode botar algumas minhas.

- Mas você já esta atras...

- Não preciso que você me lembre disso a cada cinco segundos, eu já tenho um relógio. Vá se trocar logo!!

Ele sai correndo assim que termino de esbravejar, e eu nem me altero ao vê-lo correr na direção do corredor, e quando me toco que não disse para ele onde fica meu quarto ouço o som de uma porta se fechando, preferi não conferir, pois dava de certo que era a do meu quarto.

Mas não pude deixar de me perguntar. Como ele sabia logo de primeira aonde eu dormia?

Ele havia sido realmente rápido ao se trocar, e com roupas novas, apesar dos óculos ainda de armação quebrada, parecia alguém uma pouco mais apresentável. Seu cabelo estava úmido, e aparentemente ele havia tentado doma-lo. Tentativa inútil devo dizer. Graças as roupas grandes seu ar era extremamente infantil, suas mãos se escondiam dentro das mangas, e a barra da calça teve que ser enrolada algumas vezes, humpf, anão.

Sem dizer uma palavra dei as costas para ele, segui para a porta e ele me seguiu. Com certeza tendo seu característico sorriso bobo estampado na cara

Será uma longa noite.

PSSE

Nhaaaai primeiro capítulo terminado.

Devo avisar a todos que os capítulos que virão vão ser desse tamanho, se não menores. Essa historia era originalmente uma one-shot que eu preferi adaptar para uma série.

Será uma fic curta. E apesar dos capítulos pequenos será atualizada todo dia.

Mesmo o final já estando escrito, eu gostaria de abrir as apostas.

Por favor dêem a sua opinião: O Harry realmente é uma estrela ou está mentindo?

Seja como for, ele vai virar a vida de Sevy-pooh de cabeça para baixo.

Não percam o próximo capitulo. Nossa estrela vai encontrar pela primeira vez os amigos de Severus, como eles vão reagir com aquele garoto... peculiar?

Até mais