E se fosse verdade

Rating: Nc 17
Spoilers: Season 4 - algumas citações então já estão avisados!
Direitos autorais : House Cuddy e cia não são meus infelizmente, mas bem que eu gostaria de ganhar um House de natal, com bengala e tudo hein!
Sinopse: Eu fiz essa história baseada nas minhas teorias a respeito de como House e Cuddy começaram a ficar juntos na season four e como tudo irá continuar nessa temporada!
Autora:Cassy


Sala da Cuddy

Cuddy estava sentada em uma poltrona de sua sala, com as mãos cobrindo seus olhos.
- Isso não está acontecendo, não é verdade...Sussurra para ela mesma.
Nesse Instante House entra pela porta, mais uma vez sem ser anunciado.
- Cuddy...eu preciso...
Ela rapidamente se levanta e enxuga as lágrimas dos olhos, virando-se de costas para ele, tentando inutilmente evitar que ele percebesse alguma coisa.
- Você está chorando? Pergunta ele com um certo ar de preocupação.
Ela sorri, se vira para o médico, tentando evitar maiores constrangimentos.
- Claro que não House, estou tendo uma reação alérgica a algum remédio, só isso.
- Cuddy, você não é alérgica...o que aconteceu? Pergunta House se aproximando mais do que dever. Os dois mantêm contato visual, House consegue ver pelas lágrimas que insistiam em cair dos olhos de Cuddy, que alguma coisa séria havia acontecido. Ela jamais a havia visto chorar assim, a mulher forte e determinada de sempre foi substituída por uma mulher frágil e triste, e isso o deixou terrivelmente apreensivo. Percebendo que seria inútil mentir para Gregory House naquele instante ela responde:
- Eu...eu...
Antes que Cuddy pudesse dizer alguma coisa o pager de House começa a tocar insistentemente. Ele observa o aparelho, incrédulo.

- Vá logo House, seu paciente o espera! Diz Cuddy tentando evitá-lo.
E ele o fez, muito a contragosto seguiu para atender a emergência que o aguardava. Mas a imagem de Cuddy chorando não conseguia sair de sua mente.

Casa de Cuddy
Após um exaustivo dia de trabalho Cuddy entra na banheira e pensa em sua vida enquanto a espuma massegeia seu corpo cansado. Ela relembra os anos de faculdade, seu primeiro encontro com Gregory House, sua solidão e a vontade de ser mãe que jamais irá se concretizar. Ela começa a chorar, as lágrimas escorrem devagar e vão se intensificando, até que os soluços se tornam audíveis.
Enquanto isso, House havia invadido a casa de Cuddy novamente, utilizando a chave reserva que estava embaixo do tapete. Ele escuta os soluços vindos do banheiro e se aproxima da porta. Cuddy realmente devia estar com algum problema sério, e ele já começa a imaginar qual problema seria ao constatar que existem pílulas anticoncepcionais em cima da cômoda. O médico se aproxima da Cômoda e pega a caixa de remédios. Segundos depois, Cuddy abre a porta do banheiro, com cabelos molhados e vestindo apenas um roupão de banho, ela se assusta ao perceber o homem em seu quarto.
- House o que você está fazendo aqui? Grita ela assustada.

- Eu acho que precisamos conversar...afirma ele enquanto balança a caixa com os anticoncepcionais.

- Eu não tenho nada para te dizer House! Diz ela enquanto se aproxima e retira o remédio das mãos do médico.
- Claro que tem, você chorou o dia todo, escutei seus soluços no banheiro...
- Minha vida particular não é da sua conta, agora vá embora daqui! Exclama ela, com raiva.
- Você sofreu um aborto, não é mesmo? Está tomando as pílulas porque sofreu um aborto e precisa fazer reposição hormonal! Porque você não me disse isso antes? Pergunta ele com preocupação no olhar.
- Eu não tenho nada para te dizer House, já disse que não devo satisfação da minha vida a você!
- Claro que me deve satisfação! Era meu! O mínimo que você me deve é satisfação! Grita ele, agora enfurecido.
- Não era seu House, você foi apenas o doador, não foi isso que combinamos desde o começo?
- Se eu fui o doador metade me pertencia! Você devia ter me contado...
Ao perceber a preocupação de House, Cuddy se afasta para tentar evita-lo, ela caminha em direção a porta de saída na esperança de colocá-lo para fora.
- Vá embora House, eu preciso ficar sozinha... diz ela abrindo a porta para que ele saísse.
Ele simplesmente bate a porta com a bengala.
- Eu não vou sair daqui até que você me conte tudo. Quem você pensa que é? A toda poderosa, que pode carregar o mundo nas costas? Você não passa de mulher frágil e insegura como todas as outras, agindo assim só a torna uma idiota! Vamos lá Cuddy, cresça, e pare de achar que o mundo gira em torno do seu próprio umbigo!

-Cala a boca House! Grita ela evitando chorar.

- Ainda bem que essa criança não veio ao mundo, que tipo de mãe ela teria?
Ele mal termina a frase e Cuddy não consegue segurar a raiva e o sofrimento que o comentário dele causou. Ela levanta o braço e lhe dá um tapa no rosto, deixando sua palma marcada no rosto de House.
- Você me bateu porque sabe que eu tenho razão!
Ela novamente levanta o braço para tentar bater em House novamente, mas ele a impede. Segura seu braço e a empurra em direção a parede mais próxima.Ele a imobiliza e ela tenta inutilmente se desvencilhar.
- Eu estava preocupado com você, não me deixe assim de novo... sussurra ele no ouvido de Cuddy.
House aproxima os lábios dos cabelos de Cuddy, sentindo o cheiro do shampoo que ela usava. Ele desce os lábios em direção ao rosto dela, ate que fica a milímetros de sua boca.
- House me solta, nós não...
Ele tapa a boca de Cuddy com os dedos. Encostando suavemente em seus lábios.
- Shiiii...pronuncia House fazendo-a se calar.
Ele passa os dedos sobre os lábios de Cuddy, e os substitui por seus lábios. Uma mão segurava a nuca dela fazendo com que o beijo fosse mais profundo. A outra descia lentamente, deslizando sobre o corpo dela, até chegar no laço que mantinha o roupão fechado.
- Eu quero você...sussurra ele com suavidade na voz.
Ela tenta impedi-lo mais uma vez, segurando o laço do roupão.
- House não, por favor...
- Eu preciso de você...continua ele fazendo-a se render.
House desfaz o laço do roupão que ela usava, e começa a admirar seu corpo, que era ainda mais bonito do que ele se lembrava.
- Você não imagina quantas vezes eu sonhei com isso...diz ele entorpecido.

- Cala a boca e me beija House! Diz ela puxando-o para si.

Princeton Hospital
House chega cedo no Hospital, 10 minutos adiantado. E para a curiosidade de todos ele chega cantarolando...
-" All I want for Christmas...is You!"
- Alguém viu o passarinho verde essa noite, diz Wilson.
- Não era verde Wilson, tinha as cores do arco-íris...responde House com seu bom humor irreconhecível.
- Você já viu a Cuddy hoje? Pergunta House tentando encontra-la.
-Uoww, não me diga que seu bom-humor repentino tem algo ma ver com a Cuddy? Pergunta Wilson curioso.
-Claro que não seu idiota, só quero saber se você a viu para eu manter distância e não estragar meu bom-humor...responde ele recobrando o humor habitual.

Sala de House
Cuddy entra na sala, com a atitude de sempre como se nada tivesse acontecido.
- Você precisa contratar uma equipe House, para ontem! Afirma ela.
- Bom dia para você também Doutora Cuddy. Eu sei que você teve o prazer de dormir comigo, mas mesmo assim é sempre bom manter a boa educação...diz ele ironicamente.
- Como se você tivesse alguma educação não é mesmo House?Ou você contrata uma nova equipe ou...
- OU o que? Vai me demitir ou vai fazer greve de sexo...
- House aquilo que aconteceu ontem nunca mais vai se repetir, eu estava vulnerável...
-Ow, muito vulnerável! Com toda aquela gritaria...isso é o que eu chamo de vulnerável...
- Você é um idiota House..diz Cuddy virando-se para ir embora.

- Isso fuja...escandalosa! grita ele deixando-a envergonhada diante dos médicos e enfermeiros que estavam passando pelo corredor.

Após a saída de Cuddy da sala, House custou a conseguir se concentrar, os pensamentos sobre a noite anterior não deixavam sua mente e um sorriso malicioso fazia questão de permanecer em seus lábios, afinal depois de muitos anos ele havia conseguido realizar o que tanto havia imaginado.
Ele tinha um caso a resolver, e sozinho. Portava a ficha da paciente e teria que realizar todos os procedimentos, mas, ao começar a escrever os sintomas em seu quadro, a presença do zelador próximo a porta o ajudou a bolar uma idéia.
- Vamos brincar de médico? Pergunta ele ao zelador com um sorriso irônico.

Sala de Cuddy

Wilson e Cuddy conversavam nervosamente na sala.
- Ele precisa de uma equipe Cuddy, mas acho que a sua idéia de ficar o tempo todo no pé dele não vai adiantar.
- Eu não tenho cabeça para pensar em outra coisa nesse momento Wilson. Fizemos um acordo, se ele resolver o caso eu paro de me intrometer...responde ela com a cabeça em outro lugar.
- Cuddy está tudo bem com você? Pergunta Wilson preocupado.
- Claro, o que poderia haver de errado? Responde ela tentando mentir.
- Você mente muito mal Cuddy...
- Eu sei, Wilson..eu...eu vou te contar tudo o que aconteceu...responde Cuddy colocando as mãos no rosto para evitar que ele visse seu sofrimento.
Dias depois...
Após a resolução do caso House resolve exibir sua vitória a Cuddy.

Sala de Cuddy

- Eu ganhei mais uma vez, não preciso de uma equipe- afirma ele triunfante.
Ele se aproxima dela o suficiente para perceber que ela havia chorado. Ela esboça um sorriso forçado.
- Você precisa de uma equipe...diz ela tentando se esquivar do olhar que ele a lançava.
- Cuddy...suspira ele enquanto tenta abraça-la.
Ela retribui o abraço, deixando que ele percebesse toda a sua fragilidade.
- Nós podemos, tentar de novo, se você quiser...responde ele tentando anima-la.
Ela se afasta dele diante do comentário, e permanece calada por alguns segundos, não acreditando no que acabara de ouvir.

- Você realmente quer ter um filho comigo House?

Ele simplesmente não responde, permanece em silêncio, deixando Cuddy apenas indagando sobre qual seria sua reposta.
House caminha em direção a porta da sala de Cuddy, mas antes de sair vira-se para ela e diz:
- Podemos tentar pelos métodos tradicionais da próxima vez...
Ambos sorriem diante do comentário de House.
- Contrate sua equipe primeiro House, depois conversaremos sobre isso – responde ela tentando convence-lo.

E House começou a seleção dos seus novos médicos.