Yuuutsu

(Melancolia)

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Até as flores precisão de sorte, umas enfeitam a vida, e outras, a morte.

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Mesmo que todos te abandonem.

Continue a andar.

Não olhe para trás.

Ande.

Ande.

Ande...


Luta pelo sorriso de seus queridos.

Luta pelo coração que bate em cada ser.

Luta contra aqueles mais fortes que você.

Luta.


Mataram sua vila. Mataram seus ninjas. Mataram seus amigos. Mataram seu coração.

Lá estava ele.

O assassino.

Ela a quem teve que aprender a odiar.

Aquele que ela aprendeu a amar.

Sasuke...


É tudo tão confuso. Uma hora ela estava rindo com todos a sua volta.

Agora, chorava pela partida deles.

E quem os matou foi à pessoa que mais amou.

A que ponto tudo chegou?


Ela não viu, foi tudo muito rápido.

Sasuke a atacou.

Ela não desviou.

Não quis desviar.

Preferia morrer a ter que recolher os corpos das pessoas que um dia ela viu sorrir.

Ela viu o vermelho.

Quente vermelho.

Seu vermelho.

Meu sangue.

Também viu os olhos dele.

Tão vermelhos quanto seu sangue.

Ela sabe que ele não se lembrará.

De tudo o que fez.

Nada o que aconteceu, ira voltar.

Para sempre. Nunca mais. Nunca.

Nunca...


Sakura perdeu o brilho dos ônix de Sasuke.

Não tinham mais os ônix. Foram quebrados.

Jogaram suas pedras perenes no sangue, e as duas pedras se tornaram vermelhas.

Rubis.


Onde foi parar aquele riso doce de seus lábios?

O que aconteceu com a inocência dele?

Onde está a criança que ela não viu crescer?

Morreu.


Seu algoz foi rápido em sua despedida.

Não deu nada além de um singelo olhar de escárnio.

Foi melhor assim.

Foi melhor para mim.


Ela não morreu com o ataque dele.

Os outros sim.

Sobrou uma flor no jardim da dor.

Eram só pedaços.

Pedaços mortos.

Não veria mais os olhos de lápis-lazúli de Naruto.

Não veria mais as flores de Ino.

Não teria mais os desenhos de Sai.

Nem o treinamento de Tsunade.

Não teria mais.

Não teria nada.

Eles já se foram, e me esqueceram para trás...


Ela sorria e chorava.

Caia e levantava.

Ela andava.

Andava para a morte eminente.

Ela iria lutar com aqueles mais fortes que ela.

Ela iria lutar até cair.

Para nunca mais levantar.


Eu perco o chão, eu não acho as palavras.

Eu ando tristemente, ando entre as lágrimas.

Eu não sei ao certo, eu chego ao fim.

Eu deixo meu corpo aberto.

Não moro mais em mim.

Eu perco a sanidade.

Eu perco o freio

Estou em milhares de pedaços, ao meio.