Antes da fic, leiam os avisos, por favor. ;)

Autora: Sakuri

Tradutora: Lycanrai Moraine


Revisão e Betagem:
Cy Malfoy e Nanda Malfoy


Pares:
Draco e Harry; Snape e Lupin


Classificação:
M


Disclaimer da autora:
Eu não possuo nada nem ninguém.

Disclaimer das tradutoras: Nada aqui nos pertence, nem Harry Potter, nem essa historia. Harry Potter é da JK e essa historia é da Sakuri. Nós apenas a estamos traduzindo com a permissão da autora.


Avisos
: SLASH! Relacionamento entre dois homens. Não gosta, não leia. Mas se gosta, aproveite.

Notas: Werewolf!Draco


O Começo

oOo

Draco Malfoy era mimado – e, felizmente, consciente do fato.

No momento, o auto-proclamado príncipe da Sonserina estava deitado, espalhado no sofá mais próximo da lareira, sua cabeça descansando no colo de Pansy Parkinson enquanto ela, obedientemente, alisava seus cabelos. Ele havia feito com que os elfos domésticos lhes trouxessem chocolates e Blaise havia conseguido contrabandear cerveja amanteigada para dentro da Escola.

O sexto ano estava começando bem melhor do que ele havia esperado. Primeiro, havia o novo membro do corpo docente, Professor Slughorn, o qual ele aprovara completamente. Um indivíduo que apreciava alunos com influência tinha que ser admirado. Ele era muito diferente dos tolos que eram a maioria dos outros professores – como McGonagall, que ostentava o amor de seus grifinórios por sangues-ruins. Sim, Slughorn era definitivamente digno de ensinar um Malfoy.

Outra coisa boa sobre esse ano era que o Professor Snape havia, finalmente, conseguido tomar seu lugar como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Certamente, seu diretor de casa se encaixava melhor no papel do que outros – o lobisomem, por exemplo – mas a principal razão para isso agradar a Draco era que agora que Severus tinha o que queria, ele era ainda melhor para os seus sonserinos que o normal. Draco estava bastante admirado que Dumbledore estivesse fazendo tantas decisões certas de uma só vez. A única coisa errada com esse ano era que Lupin estava de volta dessa vez, ensinando Trato de Criaturas Mágicas – o que era apropriado, segundo o rapaz. Mas estava tudo bem já que essa era uma matéria que Draco definitivamente não estava fazendo, e seria divertido atazanar o dócil homenzinho vez ou outra.

E, finalmente, provavelmente a melhor coisa até agora: Harry Potter nunca esteve tão miserável!

Oh, esse era um ótimo momento na vida de Draco. Seu professor de Poções o adorava porque ele era rico e puro-sangue, seu professor de Defesa era seu próprio padrinho, que sempre o havia favorecido, e Harry-Idiota-Potter estava passando seus dias malditamente próximo ao suicídio. Isso, lógico, veio com o bônus de assistir ao Weasel e a sangue-ruim pisando em ovos ao redor dele, parecendo que eles ou queriam chorar, ou começar a correr direto na direção contraria a do precioso salvador do mundo bruxo.

"Draco, nós estamos indo fazer outra viajem à cozinha. Parece que eles estão fazendo panquecas para o café de amanhã. Você vem?"

Sim. A vida era boa.

oOo

Hermione Granger sabia muito bem o que havia de errado com seu melhor amigo – ela só não fazia idéia do que fazer sobre isso. O que alguém deveria fazer ou dizer para confortar uma pessoa como Harry? Harry, que mesmo quando os tempos eram bons era reservado, mas que agora tinha se fechado tanto que era difícil saber como agir com ele.

Na verdade, ela sabia que ele tinha todo o direito de agir dessa maneira. Harry nunca teve uma vida muito feliz, afinal de contas. Dos Dursleys a Voldemort, de seus pais a Cedric... e agora, Sirius. Ela sabia que tudo aquilo teria que atingi-lo em algum momento. Sirius havia sido a gota final, principalmente porque Harry havia tido as férias de verão inteira para pensar sobre isso.

Mas com o que isso a deixava? Um garoto de dezesseis anos com o qual nem ela nem Ron sabiam lidar. Como se esperava que eles descobrissem como curar alguém como Harry? Isso estava fora de seu alcance. Ela teria ido até McGonagall ou mesmo Dumbledore, mas certamente eles já teriam feito alguma coisa se achassem que era realmente necessário...? Além do mais, agora que Lupin estava de volta na escola, ela estava esperando que ele fosse capaz de falar com Harry, já que Hagrid estava fora em alguma missão dada a ele por Dumbledore.

Hermione sabia que seu amigo não estava abatido a ponto de fazer algo idiota. Ele só tinha que se abrir, só isso. Lógico que ele ficaria deprimido! Ele acabara de perder a única figura paterna que ele havia conhecido e amado. Como ele poderia estar sentindo alguma coisa que não isso, francamente!?

Eles apenas teriam que tirar isso dele, só isso.

oOo

Harry Potter encarou o interior do lago, assistiu quando alguma coisa perturbou a superfície, e tentou não pensar em nada.

Um leve toque fez a Firebolt que ele montava mergulhar até que seus pés ficassem oscilando alguns centímetros acima da água. Outro movimento e a vassoura acelerou para frente, formando uma trilha na água com a velocidade. Ele voava instintivamente, lembrando da vez em que havia voado com Bicuço sobre o lago, quando ele não tinha nenhum controle sobre a direção do hipogrifo. Era uma pena que voar já não era mais a mesma coisa.

Ele levantou a vassoura mais alguns centímetros antes de girar de lado, ficando de cabeça para baixo na Firebolt, que seguia veloz. Era um movimento que ele havia praticado até que pudesse fazê-lo de olhos fechados. Quando ele se endireitou, seu cabelo estava úmido pela água do lago, mas ainda assim ele se sentia pouco animado.

E agora, pensamentos indesejados estavam começando a tomá-lo novamente. Ele voltou sua mente para seus movimentos, para sua tarefa de Transfiguração, para a aula de Poções na manhã seguinte, todo o tempo tentando lutar contra o inevitável.

Como sempre, porém, ele falhou, e teve que pousar antes que caísse.

Parado à margem do lago com a Firebolt nas mãos, os sapatos afundando suavemente no solo lamacento e as vestes frias e molhadas colando em sua pele, ele olhava intensamente para o céu que escurecia, e tentava desesperadamente não pensar em nada.

oOo

Remus Lupin podia sentir a transformação chegando, se aproximando como uma fera na distância. Ela uivava em seus ouvidos e tentava agarrá-lo pelos calcanhares, o fazendo caminhar sem parar. Suor escorria pelas suas costas e pescoço, e ele sacudia a cabeça para o lado como se tentando se livrar de um tique.

Ele deu uma olhada na taça ornamentada que descansava em sua mesa de cabeceira, cheia da poção borbulhante que Severus havia preparado para ele mais cedo naquela manhã, antes de sair apressado para cuidar de algum caldeirão que ele havia deixado no fogo. Mata-cão. Ele precisava bebê-la logo. Agora, na verdade. A lua já estava nascendo.

Ainda assim, Remus se virou novamente para longe da poção, rosnando. O lobo dentro dele estava lutando contra isso mais fortemente do que nunca, sua ferocidade aumentada por seus próprios sentimentos ruins. Ele queria gritar e se enfurecer e chorar e não fazer mais nada. O lobo também queria tudo aquilo, e ele queria caçar. Ambos queriam se lamentar.

Tremendo, ele limpou seu rosto com as costas da mão, enxugando as lágrimas que já haviam caído. O movimento lhe permitiu ver seus dedos. As unhas já estavam escurecendo, aumentando de tamanho. Nesse momento, seus olhos já estariam brilhando dourados e suas presas crescendo. Haviam apenas minutos faltando.

Precisou de esforço para se obrigar a voltar-se e andar até a mesa, caindo de joelhos na frente dela e esticando uma mão trêmula para a poção. Seus dedos a apertaram com força, unhas afiadas arranhando o metal.

"Faça!" Ele se ordenou, sua voz pouco mais que um uivo. "Faça!"

Foi quando o lobo deu um uivo final em protesto, surgindo dentro dele, estalando a mandíbula e botando as garras pra fora.

A taça foi atirada para longe dele e a poção se espalhou pelo tapete e cortinas, instantâneamente penetrando as fibras macias de ambos. Desesperado, Remus se jogou atrás da poção, se arrastando pelo tapete molhado, mas era tarde demais.

"Não!" As câimbras estavam começando, partindo de seu torso, quando seus músculos se contraíram e os ossos trincaram. Ele caiu, se contorcendo e tremendo, tentando se curvar sobre si mesmo. "Ah Deus, não... não, não, NÃO!"

O grito que lhe escapou após isso saiu como um uivo.

oOo

"Vamos, sério, se você tivesse que escolher um – se você tivesse! – qual você escolheria?"

Draco rodou os olhos. "Blaise, isso é nojento. Quer parar?"

Mas dessa vez, ele foi ignorado enquanto os outros sonserinos riam e se cutucavam enquanto o grupo de cinco pessoas fazia seu caminho até a cozinha. Pansy Parkinson empurrou Blaise brincalhona, sua expressão divertida, mas meticulosamente superior. "Honestamente, de onde você tira essas coisas? Como se qualquer um de nós fosse, algum dia, ao menos olhar para um grifinório..."

O adolescente de cabelos negros riu e balançou a cabeça. "E se você acha que eu acreditei nisso por um segundo que seja, você está insultando minha inteligência. Eu não estou dizendo que você tem que gostar deles, só estou dizendo que cada um de nós deve ter ao menos... olhado, em algum momento ou outro."

O loiro, escandalizado, lançou ao seu amigo um olhar de absoluto terror. "Eu certamente não! E nunca vou, posso lhe garantir isso." O herdeiro dos Malfoy fungou arrogantemente, suas sobrancelhas erguidas tornando sua expressão indiferente. Ele pareceu pensar por um momento, então franziu a testa. "Espera, quem é que você esteve olhando?"

Pansy cutucou o outro garoto nas costelas. "É, vamos lá, conte." Seu encorajamento foi apoiado pelas gargalhadas de Crabbe e Goyle.

Blaise sorriu, misterioso. "Um cavalheiro não olha e conta."

"Que bom que você não é um cavalheiro então, não é?"

"Verdade, verdade." Blaise murmurou, examinando suas unhas. "Nesse caso, eu imagino que não seria um crime dizer a vocês que, em certas ocasiões, eu notei o lado bom de Ginny Weasley."

"O quê?!" Draco quase parou no meio do caminho enquanto sua voz se elevou em vários tons. "A Weasley fêmea? Que lado bom?"

Blaise riu. "O lado de trás."

Pansy riu, desdenhosa, balançando a cabeça com o humor grosseiro do amigo. Ela pegou o braço de Draco e lhe deu tapinhas suaves. "Vamos querido, não o escute. Ele só está tentando nos enojar, tenho certeza."

"Eu não estou!" O outro sonserino protestou, embora sua expressão ainda fosse maliciosa. "Honestamente, dê uma olhada você da próxima vez que ela subir uma escada na sua frente!"

"Eu prefiro não fazer isso." Pansy disse sobre o ombro, enquanto Draco continuava sem palavras e horrorizado.

A discussão brincalhona continuou enquanto eles seguiam. Eles já haviam passado das masmorras agora, e estavam saindo de uma escadaria. Foi quando ouviram.

Alguma coisa rosnou das sombras à frente deles. Blaise e Pansy pegaram suas varinhas enquanto Draco, automaticamente, foi para trás de Crabbe e Goyle, todos tensos. No pequeno espaço do corredor, havia muito pouca luz. Tinha uma janela do outro lado, mas apenas o pálido brilho prateado da lua cheia entrava, não ajudando a iluminar o que estava escondido bem em frente a eles.

Na escuridão, encolhida sob a janela, alguma coisa grande se mexia.

"O que é isso?" Pansy cochichou.

"Luz," Draco falou atrás dela. "Alguém nos dê luz!"

"Lumos!" Blaise disse, rápido. Um raio de luz imediatamente os cercou – o que, aparentemente, foi um grande erro.

Alertada pela luminosidade, a criatura se virou rápido, olhos cor de âmbar brilhando na escuridão. Um focinho longo estava coberto por uma substância vermelha, e lábios caninos estavam retraídos para mostrar uma aterrorizante quantidade de dentes.

"Oh Deus..." Draco ofegou, reconhecendo a criatura.

A coisa continuou a se levantar, sua silhueta parecendo crescer cada vez mais. Tendo estado abaixado sob alguma coisa antes, ela agora se erguia, e era de um tamanho fora de comparação.

Então, sem aviso, Remus Lupin, em sua forma de lobisomem, estava correndo na direção deles, anunciando a morte a cada passada.

Seus gritos foram simultâneos. Blaise levantou sua varinha e começou a lançar uma avalanche de maldições frenéticamente – todas acertando o lobo sem fazer efeito. Pansy o segurou e puxou, levando-o na direção contrária, de volta à escadaria.

"Corre!" Ela gritou, virando-se para seguir Crabbe e Goyle, que não haviam precisado de instruções dessa vez. Com pânico estampado no rosto, Blaise obedeceu e correu atrás de seus companheiros, ainda lançando maldições sobre o ombro.

Ninguém reparou que o Príncipe da Sonserina não havia se mexido, e estava, de fato, imobilizado pelo seu próprio medo.

O tempo retardou para Draco. À sua frente, os olhos do lobo brilhavam em fogo, chegando cada vez mais perto. Tudo dentro dele pedia para que ele corresse, que escapasse, que fizesse algo – mas ele não conseguia. Não conseguia se mexer, não conseguia respirar. Ele ia morrer. Oh Deus, ele ia morrer – morto por aquele homenzinho chorão num casaco de pele! Ele ia-!

E então, era tarde demais para fazer qualquer coisa, já que o lobo estava sobre ele. Gritando insensatamente, Draco ergueu os braços e caiu para trás.

À uma grande distância, ele podia ouvir Pansy gritando seu nome sem parar. Alguma outra pessoa também. Outra gritando desesperadamente... Alguém berrou um feitiço. Um grande estrondo se seguiu a isso, estourando a bolha de quietude e lentidão que parecia tê-lo envolvido.

O lobo caído sobre ele, sua boca aberta, foi a última coisa que ele se lembrou.


Continua...


Notas:

Nanda diz:
"Draco automaticamente foi para trás de Crabbe e Goyle, todos tensos" Por que as autoras adoram acabar com o Draco?
Ele não é covarde...
Cy diz:
Por que é divertido?
Nanda diz:
É apenas precavido
Lycanrai diz:
Pq ele é fresco. Ponto!
Cy diz:
Concordo. u.u
Nanda diz:
Ele não é fresco
Lycanrai diz:
É sim
Nanda psf diz:
Não é não!
Lycanrai diz:
Filhote, meu amor... o fato de voce estar profundamente apaixonada pela Draquete não muda o fato de ele ser fresco... Conviva com isso...
Cy diz:
\o\
Nanda diz:
Vocês devem concordar que se Crabbe e Goyle morrer, não farão muita falta, já o Draquenho, será uma grande perda pra humanidade!
Lycanrai diz:
Sua fria ¬¬
Nanda diz:
Hunf!


Está aí o primeiro capítulo. Esperamos que tenham gostado. :D

Até o próximo...

Cy e Ly.