Essa história não me pertence, somenta estou traduzindo, a história é de autoria de Luchyrct, e os personagens de Stephenie Meyer, obviamente! Então, divirtam-se!

BRINCANDO COM FOGO

BRINCANDO COM FOGO

Prefácio:

Quando deixei meu amor, pensei que jamais voltaria a saber dele, pensei que ele nunca ia me corresponder e que podia viver com esse pesar.

Mas a morte de meus pais mudou tudo, me condenaram a voltar ao meu antigo país, minha cidade, meu bairro, me obrigaram a viver com quem achava que nunca mais voltaria a ver.

Tudo havia mudado... Havíamos brincado com o fogo, havíamos começado um incêndio que não sabíamos como apagar e eu estava ardendo nas chamas de seu coração.

Não havia deixado de amá-lo, e sabia que ele não sentia o mesmo por mim.

Ambos nos havíamos envolvido em uma brincadeira com fogo.

Capítulo um: Um olá e um adeus

Não sabia exatamente como uma jovem de 17 anos de idade devia reagir diante da morte de seus pais. Deveria poder sentir alguma dor, mas estava vazia.

Hoje fazia 1 mês desde o acidente de trânsito que levou-os à morte, deixando-me órfã, sem vida, sem proteção, sem amor...

Estava viajando da Inglaterra aos EUA;Quanto eu havia desejado aquilo: voltar ao meu lar, mas não imaginava as circunstâncias.Não me havia restado família, então uns antigos amigos se haviam oferecido a me manter até que eu mesma pudesse fazê-lo.A família Cullen.

Não houve sequer um momento em que eu não pensasse naquela família, ou melhor, em seu filho mais novo. Eu havia ido dos EUA quando tinha 14 anos. Durante estes 13 anos havia sido apaixonada por ele. Sua irmã do meio, Alice, havia sido minha melhor amiga e seu irmão mais velho, Emmett, era como meu irmão. Mas Edward, ele havia sido uma das pessoas mais importantes da minha vida, a quem eu havia confessado tudo... menos meu amor por ele.

Não estava disposta a dizê-lo, quando em uma noite, ele bateu em minha porta. Estava emocionado e eu ia ser a primeira a saber o porque.Até este momento todos asseguravam que ele me correspondia, mas essa noite arruinou meus sonhos. Havia começado a namorar com a menina mais popular da escola, Lauren. Uma das pessoas mais frívolas e superficiais que eu jamais tinha conhecido.

Essa noite discutimos, nunca pensei que brigar dessa forma seria possível com a pessoa que amava. Mas era algo que não ia perdoar.

Na mesma semana me mudei, sem me despedir dele. Pensando que me mudando do país podia esquecê-lo e esquecer a dor. Mas não pensei que isso seria recompensado por algo pior. Não pensei que custaria a vida de meus pais.

Faltavam somente duas horas para chegar a Washington, aonde seria pega por, seguramente, uma nostálgica e amorosa Esme e um amável Carlisle.

Desejava que não decidissem todos me pegar no aeroporto. Seria mais fácil poder cumprimentá-los quando estivéssemos em Forks outra vez.

Fechei os olhos e tratei de relaxar.Só duas horas...repetia-se em minha mente.

-Senhores passageiros, chegamos ao destino - anunciou uma voz que enchia o avião.

Com pesar abri meus olhos para dar-me com todos os outros passageiros levantando-se para pegar seus pertences e sair dali.

Peguei minha bolsa de mão e tratei de caminhar pela multidão para poder sair do avião.

A única coisa que eu esperava era que Esme e Carlisle me buscassem sozinhos, para assim ter tempo para pensar como raios ia enfrentar seus filhos.

Cheguei até onde despachavam a bagagem e me postei a um lado para poder encontrar minha mala.

Não tardei em encontrá-la, então saí o mais rápido que pude. Mas ao cruzar a porta, meus olhos se cravaram em outros que conhecia melhor que a meus próprios. Uns perfeitos olhos esmeralda em que podia me perder.

Meu coração se deteve de uma forma brusca, não podia ter-me feito isso, ele não podia estar aqui.

Respirei fundo e me preparei mentalmente para vê-lo. Para dizer a verdade eu não estava preparado.

Ao levantar o olhar meu mundo se ruiu. Era realmente ele. Havia mudado bastante desde a última vez que o havia visto, mas ainda assim podia distingui-lo. Suas feições continuavam sendo perfeitas, seu cabelo acobreado continuava tão desordenado como me lembrava, mas seu corpo tinha mudado. Era alto, proporcional e a camiseta cor de café que ele usava ressaltava os músculos de seu peito.

Se antes não tinha oportunidades para ficar com ele, agora muito menos, minhas curvas eram escassas, estava mais fraca do que era antes e seguia sendo a mesma menina pálida, de cabelo marrom e olhos chocolate. Que atrativo tinha? Seguramente ele ainda saía com Lauren ou garotas parecidas com ela.

Arrastei a maleta comigo e tentei fingir que não o tinha visto. Caminhei na direção contrária, no fim eu seria despistada e não seria problema dizer que não o vira, ou alguma desculpa idiota.

-Bella!-sua voz ainda era atropelada.

Fingi que não escutava e continuei caminhando na direção contrária, em direção à saída.

-Bella!-esse grito havia sonhado muito próximo.

Estava pensando em me virar, quando alguém me segurou pelo braço.

-AHH!-gritei, ante o susto que havia tomado.

Quando me virei, Edward se encontrava a uma distância mínima de mim. Se antes estava nervosa, não era nada comparado com o que sentia neste momento.

-Sinto muito. -desculpou-se, envergonhado por algo que não pude entender.

Olhou-me nos olhos fixamente. Que e que estava procurando?Enfim, não ia permitir que me controlasse pelo olhar, por isso desviei meu olhar até sua mão, que ainda me apertava o braço e estava começando a me incomodar.

Edward se deu conta disso e o soltou.

-Que faz aqui?-Tudo bem, isso havia sido grosseiro de minha parte.

Seu rosto crispou-se em algum tipo de emoção que não soube ler.

-Oi Bella-saudou-me, ignorando minha pergunta anterior.

-Oi-disse. Que outra coisa podia dizer?

-Vamos?-perguntou amavelmente.

Assenti com a cabeça e voltei a pegar minhas malas. Edward fez menção de ajudar-me, com um movimento nada sutil o fiz perceber que não era necessário.

Edward parecia ferido com meu comportamento. Que ele esperava? Que depois de 3 anos eu o cumprimentasse como se aquela briga não houvesse existido? Que perdoasse que houvesse preferido proteger sua namoradinha que a sua melhor amiga de toda a vida? Não senhor! Já o havia esquecido- ou tentava me convencer disso- não ia cair novamente a seus pés, não ia perdoar tudo o que me havia dito, não ia perdoar que por ele tivesse que ter ido à Inglaterra.

Caminhamos pelo estacionamento em silêncio, minha vista se mantinha fixa em frente e minha cara, sem emoção. Senti seu olhar sobre mim, mas não ia dar-lhe o gosto de olha-lo.(N/t:Eu ia deixar a palavra mirada ao invés de olhar, porque acho que a palavra em espanhol fica mais...forte, sabem?Mas ai pensei que se fosse assim eu ia deixar o texto todo em espanhol, já que para mim, no geral, o idioma espanhol é mais intenso, mas isso é uma opinião pessoal, nem sei pq to escrevendo isso aqui-)

-É esse - disse, quando estávamos suficientemente perto de seu carro.

Sorri por dentro. Ele havia conseguido, desde pequeno dizia que compraria um Volvo prata e assim o fez, era perfeito pra ele. Caminhamos até estarmos de frente a este.

-Sobe, está aberto, guardarei suas malas no porta-malas. - disse, enquanto tomava as maletas de minhas mãos.

Assenti com a cabeça e caminhei até a porta do copiloto. Quando já estava acomodada me dediquei a observar o interior do carro. Era acolhedor e muito bonito. Estava limpo e cada coisa estava em seu lugar, ainda era um maníaco da organização.

Viajava em meus próprios pensamentos quando ouvi a porta do piloto se abrir e com um movimento elegante, o dono do Volvo se sentou e colocou as chaves na ignição.

-Ainda gosta de pôr os pés encima dos assentos?- perguntou, olhando pra frente com um sorriso no rosto-Pode fazê-lo se quiser, não me importa.

Ok! Se tinha sua permissão, porque não? Subi as pernas e me abracei a elas apoiando meu queixo sobre os joelhos. Sentia-me como quando tinha 9 anos e seus pais nos levavam à escola.

Minha vista estava fixa na janela, supostamente olhando a monótona paisagem de pasto e vacas, mas minha mente viajava a outra dimensão e os campos tinham sido deixados de lado.

-Diga-me – falou Edward, com voz séria.

Pela primeira vez desde que havíamos estado viajando, olhei pra ele.

-O que? – Não entendia a que se referia.

-Porque você foi?- essa pergunta era a que estava desejando que não perguntasse. Sua voz ainda era séria e... nostálgica?

Girei à cabeça e olhei à frente.

-Não tem importância – murmurei. Conhecendo-o não deixaria passar.

Não tem importância? – gritou, exasperado – Tem idéia de como me senti quando, em uma manhã fui à tua casa e estava vazia? Sabe como me senti culpado por não poder dizer o que desejava porque já tinha ido? Não tem idéia de como se sentiram Alice e Emmett ao saber? E Esme? Ela te adorava...

-Basta – calei-o. - Não é ninguém para me recriminar por nada. Além disso, você mesmo disse que não queria saber mais nada de mim, que desaparecesse de sua vida...- me maldisse por haver soado tão débil, magoada.

-Então foi por isso?Foi embora pela discussão que tivemos? – Muito bem, ganhou na loteria!

-Não – menti. – O mundo não gira ao seu redor – Eu não estava falando do meu.

-Então me explique porque se foi sem nem sequer se despedir de ninguém, porque estou sem entender nada – parecia frustrado e furioso desta vez.

- E quem te disse que não me despedi? – ataquei mordazmente.

Edward me olhou feio.

- Está brincando? – neguei com a cabeça – Não se despediu...

- De você – terminei a frase – mas sim dos demais. Emmett e Alice sabiam e Carlisle e Esme também – isso tinha sido golpe baixo. Havia-me despedido de sua família, mas não dele – Inclusive me despedi de Jasper e Rosalie – continuei.

- Isso é mentira.

- Pense o que quiser – não estava disposta a seguir com isso, queria acabar com o tema.

- Diga a verdade – me acusou.

- Estou dizendo, sabe quanto minto mal.

Edward pareceu pensar em minha resposta antes de continuar com a discussão.

- Então, porque não de mim? – realmente soava doído. Meu coração se aqueceu por dentro, mas não ia afrouxar. (N/t: desculpa interromper a leitura de vocês novamente, mas não dá vontade de entrar na tela do note book e abraçar o Edward? Pelo menos foi o que eu senti traduzindo essa parte, bom, continuemos...)

- Isso foi o que você quis. Para que dar tantas voltas, Edward? – depois de três anos, enfim havia pronunciado seu nome em voz alta – Que é que te incomoda? Se houvesse ficado não seria diferente, não teria te perdoado – admiti – e eu ter ido foi o melhor pra todos.

- Não, não foi – apertou os lábios – Naquela briga eu disse coisas sem pensar, coisas que não sentia. Estava zangado porque não estava feliz por mim e disse coisas de que me arrependi todos esses anos.

- Que bom!

- Alice esteve muito triste por sua partida.

- Eu sei – e realmente sabia, ela me dizia diariamente – Mas ela sempre foi uma boa amiga, e mesmo não estando de acordo com que fosse embora não me magoou por me dizer coisas sem pensar – joguei na cara dele(N/t: a expressão ficou feia mas não tinha outra pra usar...)- Além do que, com ela eu falei todo esse tempo – expliquei.

Seu rosto se desencaixou. Sobressaltou-me quando manobrou bruscamente para estacionar no acostamento.

Levantei a cabeça para encontrar-me com a sua. Realmente assustava, parecia um vampiro!

- Que? – gritou.

- O que você ouviu! – não ia me intimidar – eles sim foram amigos de verdade.

- Porque não me disseram?- gritou, mas eu estava segura de que ele estava perguntando mais a si mesmo que a mim – Porque sempre que perguntava por você não me davam resposta? – Tinha ouvido bem?Perguntava por mim?

Escondi bem a satisfação que suas palavras me causavam, por mais lindo que isso tivesse sido eu não o perdoaria! Mesmo que 99,8 de mim estivessem fraquejando, 00,2 continham sua dignidade.

- Porque foi o que eu pedi.

- Por quê?

-Não é óbvio? – voltei meu olhar para frente – Por mais que diga que foi sem pensar suas palavras me feriram e se não queria saber mais de mim, não saberia. Estava disposta que fosse assim até o dia de minha morte, mas o acidente de meus pais...- me quebrei ao lembrar da razão para que estivesse ali com ele.

Ao que parece Edward também, já que ficou em silêncio e parecia tenso. Ficamos em silêncio por um bom tempo, por minha parte não ia falar, só esperava que ele ligasse o motor e chegássemos à Forks antes do amanhecer.

- Sinto muito – murmurou. Que será que ele sentiria? A morte de meus pais ou tudo que havia me dito naquela noite, que se converteu na pior da minha vida? – Por tudo - completou, arrancando com o carro – Sinto muito por seus pais, Bella – parecia sincero, ao menos – e também sinto todo o que disse naquela noite, você tinha razão, Lauren era uma vadia (N/t: novamente não achei outro termo que se encaixasse, na verdade sim, mas eram piores que esse: /), mas eu queria que você me dissesse algo para deixá-la...

- Eu disse – murmurei quase inaudivelmente.

- Não o que eu queria escutar – Que ele queria escutar? Eu havia dado milhões de razões para que não ficasse com ela, não havia esquecido de nenhuma – Fiquei furioso ao me dar conta de que estava sonhando com algo que não aconteceria, e descarreguei em você, porque estava ali!Porque você teve a má sorte de que estivesse ali, na tua casa, no seu quarto, de frente pra você. Nunca gostei de Lauren, só havia feito aquilo para... Não importa, terminei com ela no outro dia.

Suas palavras me deixaram absorta. Que deveria pensar? Que responder? Abracei-me mais forte e escondi o rosto entre meus joelhos.

- Sinto muito – foi a última coisa que disse durante toda a viagem.

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E ai gente, o que acharam? Essa história não me pertence, mais eu simplesmente amo ela!-Aaa, e perdão pelos meus comentários inoportunos no meio da história...é q eu não aguento--...Reviews plz!

beijinhos, Miin;