A pior "madrinha" do século

Capítulo 19 – Quimono?

Roy e Riza pegaram o carro e saíram para o centro, atrás de algum restaurante que fosse rápido (e bom) o suficiente.

- Viu? Não foi tão ruim assim.

- Imagina. A Nora só me matou com o olhar, amaldiçoou as minhas próximas gerações e tentou me deixar manco. Ah é, elas também acharam que eu tinha mudado de time.. Apesar que todo mundo pensa quando eu falo que sou madrinha...

- Você que quis ser madrinha, e a Nora, ela foi bem controlada ao meu ver...

- Claro, não é a sua unha encravada que recebeu uma maletada.

- Podiam ser duas maletas.

- ¬¬"

Roy estava pensando seriamente em passar em um restaurante tailandês onde havia jantado há um tempo atrás. O resultado foram três dias no banheiro.

- Nem pense no restaurante tailandês, nem no mexicano. – Disse Riza séria.

- Mas...

- Não. Elas são minhas amigas.

- Roy...

- Ok, nem sei se aquilo continua aberto mesmo...

Os dois acharam um restaurante de comida Xingniana (para a desgraça de Roy), e trataram de encomendar cinco porções. Ele até tentou disfarçar, mas seu humor ficou bem aparente assim que entraram no estabelecimento.

- Que cara é essa Roy? Sempre achei que gostasse de comida Xingniana. Falando nisso, você que me apresentou esse restaurante.

- É, eu sei. É que esses dias eu acho que não estou com muito estômago pra comida de Xing.

- Ah, claro. A gente passa em outro lugar depois, mas já que a gente já pediu, bom, vou tentar cancelar. – Ela tentou achar o homem que havia anotado o pedido.

- Não, tudo bem. Nunca se sabe o tamanho da fome delas, não é? – Ele disse. Estava morrendo de fome, mas não queria nada de Xing. Nada.

Após pegarem os pedidos, passaram em uma pizzaria e compraram uma extra grande de mussarela/strogonoff. A preferida dos dois.

Chegaram no apartamento abarrotados, Roy equilibrando três porções Xingnianas em cima da pizza e Riza com mais duas na mão, e a chave na outra.

- Chegamos! – Ela disse enquanto abria a porta.

Roy sem querer chutou a bolinha que apitava de Hayate, chamando a atenção do animalzinho, que veio correndo loucamente na direção dele.

- Hayate! Não!

Ela desviou do animalzinho, mas Roy, desavisado, e em uma situação não muito favorável, recebeu todo o impacto.

- Ah não. Roy...?

Ele se levantou, coberto de comida Xingniana da cabeça aos pés. Hayate comia o que tinha caído no chão.

- Ah, meninas! ELES CHEGA...ram... – Helena parou onde estava, uma crise de riso brotando.

Ela e Rebecca estavam do outro lado da sala, decidindo se davam risada ou simplesmente iam ajudá-lo. Deram risada.

- Uau, que entrada triunfal, Roy. – Disse Nora, encostada no batente da porta da cozinha, encarando o moreno com um ar debochante.

Riza veio com uma toalha.

- Ah não, sujou tudo. HAYATE, CASTIGO.

O cãozinho foi se arrastando, todo triste, para o canto da sala.

- É, vou cheirar vinagre e ajinomoto pelas próximas duas semanas. – Disse Roy examinando sua situação, que não estava nada boa.

- Não vai não! Minha madrinha não pode ser fedida, vá agora pro banho.

- Aqui?

- Sim, eu te empresto alguma coisa.

- Tipo o que? – Ele olhou confuso para ela.

- Hum... Se importaria de esperar enquanto eu ligo pro Havoc?

- Havoc?

- É, ele mora mais perto. Ele podia te emprestar algo e...

- NÃO! Sem envolvimento de terceiros!

- Ok... Vou pedir algo emprestado para os vizinhos então.

- Hunf... Melhor, mas não diga que é pra mim.

- Ta, agora vai tomar um banho, porque daqui a pouco o cheiro vai impregnar.

Como um bom e obediente cão, ele foi. Riza por sua vez foi pedir algo emprestado aos vizinhos, mas eles não estavam em casa, mas àquela hora, Roy já tinha entrado no chuveiro.

- Roy? – Ela bateu.

- O que? Já pegou as roupas?

- Roy, tenho uma boa e uma má notícia.

Silêncio.

- Eles por acaso não quiseram emprestar?

- Na verdade... Eles não estão em casa.

Mais silêncio.

- E agora? Eu desfilo de toalha? – Ele perguntou cheio de sarcasmo.

- Eu diria que não, afinal eu tinha uma boa notícia, antes de todo esse seu sarcasmo. Mas já que você está tão cheio de si, arrume você mesmo uma roupa. E nem pense em sair de toalha.

- Ahhh Riiiizaa! Desculpinha?

- Hum...

- Ok, você fica com as azeitonas da pizza.

- Fechado. Vou pegar um vestido pra você.

- O QUE? – Ele abriu a porta.

*Alquimista peladão mode on*

- Roy. – Ela disse olhando para o teto, tentando não encarar a visão á sua frente. Estava vermelha.

- Eu não vou usar um VESTIDO! – Ele continuava revoltado, á encarando.

- Roy. – Ela apontou para ele, continuando a encarar o teto.

- Ah... Isso... – Ele pegou a toalha e amarrou na cintura - Pronto. Mas eu não vou usar vestido. Esqueça. – Ele disse marrento.

- Roy! Não tem nada a ver... Em Xing os homens usam vestidos, na verdade são meio que togas, chama kimono.

- Ah não Riza! Eu me recuso!

- Então vai ficar sem comer. Até os vizinhos voltarem. – Ela o encarou de braços cruzados, o pé batendo no carpete.


- AAH, FICOU RIDÍCULO!

- Para de ser escandaloso, ficou bom em você.

- Ta apertado em cima.

- Claro, é um vestido feminino. Não foi projetado pra receber um peitoral do tamanho de uma mesa

- Aaaah, que tamanho de meeesa? – Ele disse maliciosamente.

- Não enche. Quem ta em maus lençóis aqui é você. – Ela sentiu suas bochechas corarem.

- Ok, desculpe. Mas você repara né, me comparou a uma mesa...

- Olha que eu desisto de emprestar o vestido hem?

- Não vai ser sacrifício nenhum pra você.

- Roy, quieto. Eu vou lá na sala preparar as garotas.

- Não vai adiantar nada. – Ele disse mal-humorado.

Riza foi em direção á sala, talvez as amigas pudessem cooperar um pouco, mesmo que Roy estivesse realmente ridículo daquele jeito... Assim que chegou na sala, vieram as perguntas.

- E então, ele já colocou o modelito verão? – Perguntou Nora.

- Nora, dá uma trégua vai, ele tava trazendo comida pra gente. – Disse Rebecca.

- Bom, vai ser engraçado e eu já aviso que não sei se vou conseguir me segurar.

- Idem. – Helena sorriu para Nora.

- Meninaas, pareem. Tentem não rir, por favor. Eu o convenci que em Xing os homens usam quimonos, que são bem parecidos.

- Mas os quimonos não tem decote, muito menos vão até o joelho ou são justos em cima.

- Nora!

- Ok, parei.

- Agora peguem a comida e finjam estar muito ocupadas.

As três hóspedes dividiram as duas porções restantes de comida Xingniana e começaram a comer em silêncio. Riza fez um sinal para que Roy viesse.

Ele veio á passos lentos, cada passo até a sala o fazia ficar ansioso, ele preferia evitar aquele capítulo de sua história.

Enfim, ele chegou á sala.

UI.

- E então, onde ta a pizza? – Ele perguntou, tentando ser normal.

- Pffffffffffffffffffft. – As três hóspedes até que tentaram segurar, mas ele estava... Realmente ridículo.

- Gente! – Riza as olhava chocada, mas a expressão no rosto de Roy a fez acabar rindo também.

- Ui Roy, cadê seu óculos de sol e seu poodle? – Perguntou Helena.

- Vem Roy. – Riza o puxou para a cozinha, mas também estava rachando de tanto rir. Chegando lá, ela parou, percebendo a expressão magoada dele.

- Desculpe.

- Bom, pelo menos você me emprestou alguma roupa e não me negou a pizza... – Ele disse, tentando abaixar o vestido, que ia até o meio da coxa dele e estava bem apertadinho.

- Não tinha nada maior. Eu juro. – Ela jogou uma fatia no prato em frente á ele.

- Hum, seus vizinhos demoram muito?

- Não. Se demorarem, eu mesma vou até a sua casa e pego roupas decentes.

- Ah, essa é uma roupa decente.

- Claro que é. – Ela deu mais uma olhada na roupa dele e começou a rir novamente.

- Aaaaaah, ta me deixando tímido.

- Come sua pizza. – Ela disse, ainda rindo dele.

- Nossa, agora eu realmente me pegaria. Eu e todos os homens dessa cidade, não é Riza?

- Claro, você está seduzindo demais com esse vestido.

- Sou um peeeriiigóooóoon. Hahaha. (mãozinha afetada, olhinhos brilhando)

- Ta, agora você me assustou. Coma sua pizza.

- É, também acho melhor.

N/A: Pois então, voltei! Estou de férias muchachos! Agora a coisa funfa. Aliás, era pra mim ter postado esse capítulo antes de ontem, mas esse site doido não estava reconhecendo o documento (ainda acho que as panteras bielo rússias estão tentando me sacanear, lhamas, me protejam!).

Mas graças a tia Lika, está tudo bem, ela me ensinou a maracutaiar por aqui, mas bom, abafa. Espero que tenham gostado. Comentários, notícias sobre as invasões de panteras bielo rússias na sua rede, e coisas sobre as lhamas caribenhas, por favor, se dirija ao botão verde abaixo. Ele não morde. :D