A música encontrada na fic é:

Norah Jones - Come Away With Me

Eu os Declaro, Marido e Mulher.

- Nathan!

Risos eram escutados, uma menininha linda corria pelos jardins, os cabelos negros, lisos e longos balançavam de um lado para o outro. Ela gargalhava caindo meio as margaridas amarelas.

- Anne! – Gritou pegando na mãozinha da menininha. – Você precisa voltar comigo minha irmã...

A garotinha parara o observara séria, os olhos castanhos esverdeados tornaram-se verdes intensos fazendo com que Nathan desse alguns passos para trás a observando amedrontado.

- Eu te machuquei muito? – Indagou a garotinha.

- Anne... Está usando telepatia?

- Você está em um coma induzido... – A menininha sentava-se meio as margaridas ajeitando o vestidinho negro. – Me desculpe Nate, você anda me buscando muito mesmo sem estar acordado, eu tinha de vir ver o que você desejava...

- Volta comigo... – O rapaz ajoelhava-se. – Essa imagem sua me machuca demais, ver você garotinha... A mesma garotinha que...

- Nate, ás coisas são como devem ser. Eu fiz minha escolha.

- A escolha errada, não pague pelos erros do passado.

- Alguém tem que pagar.

- Não precisa ser você.

A pequenina Anne levantara-se, apoiara as mãos nos dois ombros de Nathan e o abraçara, o moreno a enlaçara em seu colo a apertando contra o peito, chorou, sentia as lágrimas molhando os cabelos negros da irmã, mas nada importava se não aquele abraço. Nada importava se não a saudade que sentia daquela menininha.

- Estão precisando de você, você precisa voltar, volte agora Nate... – O sussurro sereiano ecoou distante.

- Não...

- Adeus Nate.

- Não... NÃOOOOOOOOOO!

Claro,muito claro, fechou os olhos com força, abriu novamente, ainda estava incomodado com aquela luz toda. Será que havia morrido e ido pro inferno da luz?

- Nate? – Uma voz aliviada lhe tocava os tímpanos e logo um abraço foi sentido em torno de seu tórax. – Graças a Merlim!

O foco começou a retornar aos seus olhos, havia um teto branco com algumas pequenas rachaduras, um chumaço de cabelo castanho escuro anelado lhe roçava as narinas junto de um cheiro peculiar, o corpo era quentinho, reconfortante. Sorriu de canto fazendo força para abraçar o corpo de volta, notando então que um dos braços estava enfaixado.

- Tacy...

A mulher se afastara fungando e o encarando com os olhos trêmulos.

- Você está bem? – Indagou sério.

- O que houve Nathan? Você foi lutar com quem? O que houve? Preciso de explicações, você chegou aqui como...

- Como um monstro? – Soltou um sorriso seco.

- Nate...

- Minha natureza é demoníaca Stacy, eu te avisei disso desde o principio. – Sentou-se com dificuldade permitindo o lençol cair e seu tórax ficar a mostra com vários ferimentos com pontos. – Meu clã é amaldiçoado, sinto muito ter de fazer você e Luke passarem por isso.

- Foi ela não foi? – A morena mordia o lábio inferior. – Foi Anne quem fez isso?

Nathan baixou os olhos, agora negros como a noite, como dizer que lutou contra sua irmã? Que tirou sangue de sua irmã? Aquilo doía demais, aquilo lhe ardia o peito como nunca, resolveu permanecer calado e se levantar da cama de uma vez, parecia que estava entrevado ali há semanas, suas pernas praticamente imploravam por um passeio.

- Aonde você pensa que vai?

- Preciso dar uma volta...

- Você ficou duas semanas desacordado! Você precisa de repouso! Vou chamar a Lauren, ela...

- Tacy, no momento tudo o que eu não preciso é de repouso... – Sorriu torto apoiando na esposa e levantando-se da cama. – Posso saber onde estão as minhas calças? Ou você vai querer seu marido andando completamente nu pelo hospital?

- Você é quase tão teimoso quanto um ornitorrinco! – Resmungou a morena. – Sossegue aí que vou arrumar uma roupa para você!

O moreno sorriu aberto erguendo as mãos para o alto se cobrindo com o lençol novamente, Stacy lhe mostrou a língua enquanto saía do quarto e batia a porta com pouca delicadeza.

Respirou fundo, sentia-se pesado. Despertar a magia Adhara dentro de si era mais terrível do que ele pensava, coçou a cabeça, esfregou o rosto, até escutar a porta se abrir e quatro pessoas entrarem no quarto de uma forma pouco sutil, mas Nathan sabia que eles seriam os primeiros a lhe visitar, os primeiros a querer saber explicações do ocorrido.

- Bom dia Nathan. – Saudou Draco. – Fico feliz que esteja bem recuperado.

- Sr. Malfoy, Sr. Trent, Sr. Potter e Sr. Zabini... Eu sabia que seriam os primeiros a vir me visitar. – Riu sarcástico observando os quatro senhores a sua frente. – Creio não estar em uma vestimenta adequada para recebê-los...

- Não seja irônico conosco Nathan... Blake já ocupa meu tempo demais com ironias. – Resmungara Carter puxando uma cadeira, sentando-se.

- O caso aqui ficou bem sério sabe meu querido Nate... Posso te chamar de Nate? – Blake apoiava-se na parede acendendo um cigarro que logo fora arrancado de seus lábios por Harry que o apagara imediatamente.

- O que queremos dizer é que ninguém esperava que você e Anne fossem dar uma "pequena" amostra do apocalipse para o mundo trouxa e para o mundo bruxo, você tem idéia meu rapaz do que seu encontro "casual" com sua irmã causou no mundo inteiro? – Perguntou Harry inquieto.

- Creio que sim, mas sinceramente aquilo foi uma pequena amostra do que Anne possui de poder. – Nathan franzia o cenho. – Digamos que aquilo foi uma pequena discussão entre irmãos.

- Pequena discussão? – Debochara Draco. – Imagina quando eles forem se matar para valer!

- Anne sequer saiu ferida. – Desabafou Nathan. – E eu não entrei lá para brincar de pega-pega, eu entrei para realmente dar um fim a algo que pode piorar.

- Está dizendo que utilizou toda magia Adhara dentro de você e que você não hesitou em momento algum? – Carter franzia o cenho acendendo um cigarro.

- Hey! Por que o Carter pode fumar e eu não?

- Ele é mais forte do que eu... – Rira Harry. - Não posso apagar o cigarro dele.

- Humpf... Que coisa ridícula!

- As moças podem ir discutir lá fora? Estamos aqui a trabalho! – Rosnara Draco. – E então Nathan, desembucha! Usou todo seu poder?

- Sim.

- Anne saiu como de lá?

- Andando, com uma velocidade incrível... – O moreno baixava os olhos. – Ela não precisou se transformar, ela já está transformada, os olhos verdes é o sinal da transformação de poder, Anne convive vinte e quatro horas com seu poder, eu nunca consegui fazer isso...

- Parece que o treinamento que seu primo deu a Anne foi muito bom Carterzito... – Blake sorria maroto.

- Primo? – Nathan se surpreendia.

- Acho que está na hora de você saber algumas coisinhas sobre sua irmã, meu caro genro... – Draco retirava um maço de cigarro do sobretudo o jogando sobre a cama do moreno. – E acredite, se você ainda não fuma, vai começar a fumar depois que souber a história toda.

O vento que vinha do norte era agradável, Anne sentia-se livre quando o vento lhe tocava, era algo relaxante, algo quase impossível de se explicar. Inalou o cheiro dos lírios do campo, tão plenos, tão maravilhosos. Ali era o único local onde sua mente podia ficar livre, por mais que fosse por pouco tempo.

- Srta. Adhara... – Uma voz rouca lhe chamava a forçando se virar e ver a figura de Marco atrás de si com uma expressão carrancuda.

- O que deseja Marco?

- O Mestre deseja vê-la imediatamente.

- Compreendo... – A morena girava os calcanhares em direção ao castelo sendo segurada no braço com força pelo homem.

- Você pode enganar meu filho sua bastarda, mas a mim não engana! Ele está cego por sua beleza, mas eu sei que você é uma agente dupla!

- Escute bem, velho... – Anne franzia as sobrancelhas encarando os olhos claros de Marco que estremecera. – Eu posso lhe matar com um simples estalar de dedos, por isso, se me tocar novamente eu juro que te mando para o inferno com uma passagem só de ida.

Marco a soltara imediatamente, a morena sorriu torto apontando para a capa púrpura do homem que logo se dera conta de que esta começara a pegar fogo.

Subiu a escada de mármore branco, um guarda a saldou como se saldasse a maior de todas as rainhas. O murmúrio de que Procyon estava completamente apaixonado por si, havia corrido por todo mundo bruxo e todos os bruxos que eram de acordo com o Império, tratavam Anne como a mais bela e poderosa Rainha que eles jamais poderiam ter.

Atravessou os salões, todos abriam passagem para si, elfos domésticos corriam atrás de suas vestes imperiais indagando se podiam ajudar em algo, sua resposta era apenas um negar com a cabeça, não pronunciava nenhuma palavra. Havia duas semanas que permanecia submersa nos planos de ataque de Procyon, estava sendo complicado controlar aquilo, mas o primeiro ataque já havia sido marcado e em uma semana a guerra iria estourar, os bruxos querendo ou não.

Adentrou o salão imperial onde uma imensa mesa retangular estava com vários mapas espalhados e vários bruxos poderosos a cercavam. Bruxos do ministério estavam ali, para Anne, eles não passavam de uma corja nojenta, bruxos que fingiam seguir o Ministério, mas que na verdade o sabotavam diariamente. Mas o que ela podia dizer? Ela também trabalhava para os dois lados, o que lhe fazia concluir que ela, enfim, era também uma corja nojenta.

- Minha querida! – Procyon a saudava aproximando-se com alegria levando todos no recinto a se curvar.

Anne sorrira abertamente, um sorriso sincero, Procyon havia conseguido isto dela nas ultimas semanas. Ele não perguntou como havia sido sua "conversa" com Nathan, ele apenas a respeitara...

FlashBack

Sentia-se suja ao estacionar o porshe negro na garagem do castelo, cambaleou para fora do veículo apoiando-se no mesmo. Havia alguns cortes em seu corpo, mas nada lhe fazia sentir dor física, sua dor vinha do peito.

Escorregou apoiando ás costas no carro e chorou, chorou como nunca havia chorado em tantos anos. O que havia feito? O que havia se tornado? Céus! Aquilo era responsabilidade demais, e como ela iria lidar com aquilo? Havia ferido o único ser humano que ficara ao seu lado desde seu nascimento, o único que a amava incondicionalmente.

Escutou um barulho, engoliu o choro, ficou quieta, imóvel. Não queria que nenhum seguidor de Procyon a visse naquele estado deplorável, seria péssimo para sua imagem de Dama Negra. Ela não poderia ser fraca se não tudo iria por água abaixo.

- Está tudo bem em chorar. – Uma voz aveludada lhe tocava os ouvidos.

Ele estava lá, o temido Procyon, um homem alto, com uma beleza descomunal e um charme que poucas mulheres seriam capazes de resistir. Trajado com uma roupa negra e uma capa de veludo da mesma cor, alguns detalhes em dourado e rubi. Caminhou em direção a ela ajoelhando-se ao seu lado e lhe pegando no colo como se fosse uma garotinha de cinco anos, ele não fazia força alguma a erguendo do chão sujo, parecia levantar uma pluma.

- Mestre, o que está fazendo?

- Vou cuidar de você esta noite... – Respondeu o homem com um sorriso lindo.

A morena enterrou a face no peito do mesmo e o abraçou, sentiu que ele sorrira, mas não quis ver.

Ele subiu as escadas e a levou para o seu quarto, temeu que ele pensasse em segundas intenções, mas ele não o fez, a depositou em uma imensa cama de casal e retirou ás botas da morena, disse para que ela entrasse no banho, pois já havia preparado a banheira.

Quando saiu do banheiro ele estava lá, na varanda do quarto, sentiu-se um tanto ridícula vestindo as vestes dele, mas não quis conjurar as suas. Observou o quarto de seu "mestre", era tudo muito simples, o quarto de Procyon parecia muito com o seu, apenas com uma exceção ou outra. Observou uma fotografia no criado mudo, era uma mulher altiva, pálida com longos cabelos negros e olhos azulados, de certo modo ela lembrava bastante Anne, talvez pelos traços fortes ou talvez pela altivez...

- Minha mãe. – Comentou sério.

- Desculpe... – A morena afastou-se. – Me sinto melhor, obrigada, vou para meu recinto.

- Não coloque guardas a sua frente Anne... Não quero que minha relação com você seja construída com toques e dedos. Passe a noite comigo, prometo não tentar nada. – Ele sorria novamente. – Vamos sente-se aqui ao meu lado, vamos conversar.

Anne sentiu um frio na barriga, há quanto tempo ninguém lhe tratava assim? A ultima vez havia sido Caios... Sentiu-se dividida, entretanto cedeu, sentou-se na cama próxima a ele que lhe sorriu ainda mais e lhe afagou o rosto com ternura.

- Poderosa, bela, elegante e sensível.

- Sensível?

- Você pode mostrar para o mundo que é durona Anne, mas eu sei que há uma menininha dentro de você.

Sentiu um calafrio, Caios havia lhe dito isso certa vez e ouvir novamente, não era lá muito agradável, principalmente vindo de que vinha.

- Eu tenho lhe observado há alguns anos, sua história é realmente interessante... Seu sangue a condena a viver e trair quem seu coração ama e deseja, uma maldição muda rumos não muda?

- É o destino...

- Por que optou pelo meu lado Anne e não o do seu amado Caios?

- Optei por não ter opção... – A morena despejou.

- Você poderia ter voltado hoje com Nathan, mas resolveu fazer uma batalha fantástica e mostrar para o mundo que a guerra está próxima...

- O Ministério gosta de esconder as coisas, esta na hora de tomarmos o poder e mostrar o que é certo.

- E o que é o certo? Anne, minha querida, muitos acham que eu seria o certo para você, mas o seu coração diz o contrario...

- O coração engana.

- Mas não mente.

Anne se afastara torcendo o nariz, mas Procyon a puxara para um abraço terno apoiando a cabeça da morena em seu peito a fazendo escutar as batidas de seu coração.

- Eu matei minha própria mãe há dez anos atrás. – Começou severo. – Não foi algo planejado e nem algo ao qual eu me orgulho, mas eu não sabia que eu podia ter tanto poder e então, eu perdi o controle. Marco ao invés de salva-la ficou encantado com meu poder, desde então eu o trato como um reles serviçal. Quem não ama, não sente, não pode ter nada Anne, eu preferiria mil vezes não ter a minha sina e ter minha mãe ao meu lado. Por pior que os pais sejam, eles são nossos pais, Marco é meu pai por mais que eu não o queira como, sempre lhe protegerei e lhe darei conforto, mas não quero proximidade, entretanto eu o protegerei de qualquer coisa que tente o machuca. Desde a morte de minha mãe eu me isolei, até ver que eu não era o único a viver sozinho em uma ilha, você também vive em sua ilha.

- Procyon eu...

- Você não pode amar, eu posso. Se você ama, você machuca a pessoa amada. Eu não quero que você me ame, mas eu sei que em você eu poderei confiar piamente, afinal minha querida, você sabe o que é ter uma sina. Eu lhe quero ao meu lado Dama Negra, para não ficarmos mais sozinhos.

Ela nada respondera só cerrou os olhos, não poderia amar Procyon, mas mesmo assim ele a queria ao seu lado. Por quê? Não ficar mais sozinha e poder confiar em alguém era tentador naquele momento, mas... Trairia Apus e seus ideais? Trairia Caios? Céus... Como aquilo era difícil. Sentia-se pela primeira vez em alguns anos segura novamente.

- Case-se comigo. – Ele declarou solene. – Não me responda agora minha querida, esperarei até o primeiro ataque daqui a três semanas. Agora durma, durma que eu lhe vigiarei e protegerei eternamente.

Respirou fundo confortando-se mais ao corpo quente até adormecer e sonhar, sonhar com coisas lindas pela primeira vez em quatro anos.

Final do Flash Back.

Segurou firme a mão do homem e permitiu que ele a conduzisse até os mapas, sentiu os olhos quentes de Procyon em seu corpo, mas preferiu ignorar. Talvez o modo em que ele a observasse a deixasse com o ego mais inflado, sabia que vários homens a olhavam daquela forma, mas nenhum era como Procyon, nenhum era poderoso como ele.

- O que acha do ataque começar na área leste do jardim? – Indagou o mestre.

- Creio que serão pegos de primeira. – Ressaltou a mulher. – A entrada pela ala norte poderia ser mais construtiva, assim pegaríamos por trás e eles demorariam a reagir.

Todos ficavam embasbacados com a inteligência que ela possuía, mas Anne ignorava, aquele ataque mudaria vidas e poderia até mesmo destruir um conto de fadas. Entretanto, era a guerra, e na guerra valia tudo. Sua cabeça poderia estar raciocinando milhões de planos, entretanto nada lhe deixava de pensar sobre o pedido de casamento que ela deveria responder em uma semana.

O que deveria fazer? Se casar com Procyon seria excelente para os planos de Carter e do Ministério, ter ela tão aprofundada em meio ao lado negro seria sublime. Mas... Procyon estava sendo tão dedicado e tão carinhoso que sentia-se um lixo em pensar em traí-lo, chegou até mesmo naquelas ultimas semanas a pensar em como seria estar casada com ele, poderiam constituir uma família até, era só pensar nisto que Caios lhe vinha a mente e tudo desmoronava.

- Querida... – A voz do mestre era séria. – Está tudo bem? – Indagou.

- Hum? Oh... Desculpe-me... – Ela apoiava a mão na testa. – Lembrei de que tinha um compromisso no Ministério.

- Irá soldar algo para nós? – O moreno sorria abertamente.

- Se possível eu o farei! – Ela sorria matreira. – Mas, eu devo ir cogitar as minhas jóias que ficaram presas no Grinotes, para isso eu tenho de pedir autorização ao Ministério para a chave ser liberada.

- Creio que deve ir imediatamente então.

- Sim.

- Lhe espero para jantar.

Os bruxos arregalaram os olhos, Procyon beijara ternamente a testa de Anne que se afastara com carinho e sorrira, todos mais uma vez se curvaram ao vê-la desaparecer na porta de entrada sem deixar de perceber o sorriso que estava instalado nos lábios do grande Mestre, aparentemente Anne Adhara logo seria a mais nova Mestra.

Correr, saltar, correr, lançar algum feitiço, correr, rolar... Aquilo lhe lembrava os tempos de quadribol. Merlim que saudades ele sentia de jogar quadribol... Passeou as mãos nos cabelos loiros arrepiados, estavam cobertos de suor, olhou de canto, Jay e Emmy estavam lá, aparentemente eles deveriam estar passando seu treinamento e não um tentando matar o outro.

Deitou-se no chão começando a fazer flexões, ninguém conseguia compreender o que se passava em sua cabeça desde que vira Nathan naquele estado, todos indagavam quem poderia ser o bruxo poderoso a fazer aquilo, mas Caios sabia ter sido Anne, se fosse outro bruxo poderoso qualquer, já teriam matado Nathan a séculos. Bruxos Poderosos das Trevas não tinham fama de ser piedosos.

Anne estava poderosa, estava no lado negro e se Caios quisesse a resgatar de lá teria de ficar mais forte do que ela. Saltou do chão correndo e deitando-se novamente fazendo abdominais. Danielle estava quieta naqueles dias, não estavam conversando muito a respeito do que ocorreu no julgamento e sobre Nathan, ela havia se submetido a ondas de trabalhos e Caios a ondas de treinamentos, talvez assim fosse melhor para todo mundo, pelo menos no momento.

- EU VOU TE MATAR POTTER! – Rosnou Emmy apontando a varinha.

- TENTA A SORTE GORDON!

- Hey! Vocês dois! – Caios pulava no meio do "casal" com um sorriso amarelo. – Vocês estão aqui para me treinar esqueceram.

- Urgh! Trabalhar ao lado dessa Mula Chinesa é impossível Caios! Não sei como você consegue ser amigo disso!

- Olha como fala! – Jay bufava.

- Vamos fazer o seguinte? – Caios coçava a cabeça. – Em questão de preparação física a Emmy é melhor e você é melhor com feitiços Jay. Então amanhã faremos uma bateria de aulas de feitiços enquanto hoje a minha querida Emmy termina de me treinar, assim ninguém morre, pelo menos hoje...

Jay arqueou a sobrancelha, Emmy lhe mostrava a língua e virava a face como uma criança que havia ganho um jogo ao qual estava perdendo. Observou o melhor amigo, Caios parecia ficar assustado quando via ele e Emmy discutir, coisa de gente louca em sua opinião, era lógico que Emmy não tentaria lhe matar... Não era?

- Você é quem sabe. – Deu os ombros. – Você que vai agüentar essa maluca sozinho mesmo...

- MALUCA É A SUA...

- Epaaaa... – Caios segurava a amiga. – Ok Jayzito acho melhor você ir...

O moreno piscou maroto apanhando uma mochila no chão e a jogando sobre os ombros, aquele campo de treinamento no subsolo do Ministério havia sido uma idéia de Gênio de seu pai. Acenou para Caios entrando no elevador, agora era com seu amigo agüentar aquela doida.

As ultimas semanas haviam sido uma confusão, Nathan no hospital, Danielle se enfurnando no escritório do Profeta Diário, Sirius recebendo treinamento na área de poções, Kevin desesperado com o casamento chegando, Lauren cuidando de Nathan, Stacy pirando com Luke, o inicio do treinamento de Caios, Emmy surtando e ele... Bem... Ele preocupado.

Caios estava se bitolando em treinamentos e Jay sabia o motivo. Caios queria resgatar Anne do lado daquele metido, o tal de Procyon. Não que Caios tivesse deixado Danielle de lado, apenas deixou claro que aquela guerra era prioridade no momento, e Danielle havia aceitado isso voltando a escrever matérias incríveis alertando a sociedade bruxa.

Jay queria Anne de volta e ele iria fazer de tudo para busca-la. Talvez ali começasse novamente o duelo de Caios e Jay pela mulher amada. Ele amava Anne o que podia fazer? Iria lutar por ela e ponto final! Por mais qe Emmy o chama-se de Mula Chinesa, Anta Londrina, dentre outros xingamentos que só a criatividade dela atingia... Todos deveriam entender seu lado, ele renegou seu amor pelo seu amigo, agora era hora dele conquistar seu amor de volta!

Passou a mão pelo pescoço, estava cansado, iria tomar banho, comer algo na lanchonete em frente ao Ministério e iria para casa.

A porta do elevador abrira-se lentamente, caminhou pelo extenso corredor cumprimentando um ou outro que passava ao seu lado, não entendia o porque de vários ali estarem cochichando e fofocando, mas resolveu ignorar, o que mais queria era um bom banho. Passando frente a porta da sala de seu tio Carter a escutou abrindo, duas pessoas saiam de lá conversando e se despedindo, Jay parou estupefato ao ver com quem seu tio conversava relaxado, era ela.

- Ficamos entendidos assim então Srta. Adhara. – Carter beijava ás costas da mão da mulher.

- Obrigada pela sua atenção Sr. Trent.

- Anne? – Jay exclamara se aproximando com um imenso sorriso nos lábios.

- Boa tarde para você também James. – Carter girava os olhos.

- Tio Carter, como vai... – O moreno sorria envergonhado. – Não sabia que você estava aqui no Ministério, Anne, que bom te encontrar!

- É bom vê-lo também Jay.

Jay a amava, era nítido e Anne sentia até um carinho profundo por ele por isso, Jay tinha a reles ilusão de que ela era perfeita, que não tinha nada de mau em seu coração. Pobre Jay, como estava enganado... Ele abriu os braços e a abraçou com força, sentiu-se corar com aquele gesto tão espontâneo da parte do moreno.

- Bem, tenho que ir fazer alguns relatórios. Espero receber corujas sobre aquele assunto.

- Te manterei informado. – Anne se despedia de Carter que logo fechara a porta do escritório.

- Como você está? Vamos tomar um café! O que acha?

- Não sei se é apropriado Jay...

- Seu amigo, noivo, sei lá o que vai se incomodar de você botar conversa em dia com um velho amigo?

Anne sorriu sincera, Jay não permitia que seu lado Dama Negra viesse a tona e por mais que ela tentasse destrata-lo, não iria conseguir, não havia motivos para ser rude ou fria com Jay.

- Um café com biscoitos então. – Sorriu novamente.

- Excelente! Não se incomoda de eu estar imundo?

- Magia serve para isso... – Ela piscava balançando a varinha fazendo o suor e a sujeira do corpo do moreno desaparecer em segundos.

Jay exclamou em felicidade, caminhando juntos em direção a escadaria para logo chegarem a lanchonete da frente, sentaram-se na mesa do fundo para não serem incomodados.

- Dois cafés com biscoito! – Pediu o moreno. – E então Anne, o que tem feito? Conseguiu recuperar suas jóias? Está morando onde?

- Quantas perguntas. – a mulher erguia a mão. – Consegui recuperar as jóias, o Sr. Trent as enviará para mim em uma semana por coruja. E você Jay? Como anda a vida, soube que é um grande Inominável do Ministério.

- É! Realizei meu sonho... – Ele se remexia pomposo. – Estou treinando Caios junto de Emmy, ele vai ser o General principal das tropas.

- Caios será General? – Os olhos da morena se arregalavam.

- Acredite, eu fiquei tão surpreso quanto. Mas é aquela coisa né? Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Eu vou pelo menos ser o braço direito dele...

- Que bom, fico feliz.

- O casamento do Kevin está chegando, você sabe, não sabe?

- Na verdade não... Ele e Lauren vão se casar mesmo? – Mentia a mulher bebericando o café que era entregue.

- Sim! Semana que vem! Ele estava louco atrás do seu endereço, mas ninguém sabe onde você se esconde...

- É melhor assim...

- Sabe o que eu sentia falta? – O moreno espreguiçava comendo biscoitos. – Dos tempos de Hogwarts! Se lembra do nosso primeiro encontro?

- Você não sabia como me agradar e confundia tudo...

- É! Eu estava nervoso.

- Tropeçou e caiu algumas vezes... – Lembrava-se Anne sorridente.

As conversas se alastravam e o tempo corria na lanchonete, era tão fácil lidar com Jay, ele não insistia em questões em que ela não queria falar ou comentar, não falou em segundo sequer sobre o relacionamento de Caios e Danielle, focou-se mais em como Luke era esperto e como Kevin continuava uma ameba. Escutar os casos de Luke e Kevin a divertiam, e a despertava saudades, como ela gostaria de ver o sobrinho novamente e como gostaria de escutar os absurdos de Kevin.

- Wow! Como o tempo passou! – Surpreendia-se Jay observando a noite do lado de fora da lanchonete.

- É verdade... – Anne sorria pedindo a conta. – Preciso ir em uma floricultura, me faria companhia?

- Claro!

Caminharam pelas ruas lado a lado, quanto tempo ela não gargalhava? Já havia perdido a conta. Entraram na floricultura, observava as flores com cuidado e carinho, ás flores lhe traziam paz e ela tinha de levar flores a um lugar antes de voltar para o castelo de Procyon.

Uma coruja negra entrou na floricultura jogando uma carta nas mãos do moreno que girara os olhos, sabia de quem era, abriu com cuidado para logo começar a gritaria:

"ONDE VOCÊ SE METEU SUA MULA CHINESA? ESTÃO TODOS ESPERANDO AQUI NA CASA DOS ADHARA'S! POR ACASO VOCÊ SE ESQUECEU DA REUNIÃO PARA O NATHAN SEU SEM CONSIDERAÇÃO! SEU IMBECIL! EU NÃO ACREDITO QUE..."

Jay fechara imediatamente a carta observando sem graça a dona da loja e Anne que estava com uma sobrancelha arqueada.

- Sua namorada?

- Emmy? Claro que não! Ela está mais para uma pedra no meu sapato.

- Vai visitar meu irmão?

- Sim... Eu tinha me esquecido... Quer ir comigo?

- Não é uma boa sugestão, mas agradeço o convite, tenho que ir para a casa... – Ela forçava um sorriso apanhando um buquê de tulipas e o pagando no caixa. – De todo modo, foi uma excelente tarde.

- Sim, excelente.

Seguiram para fora da loja, Jay a observava com cuidado dando-lhe um beijo na bochecha, um beijo um tanto demorado.

- James... – Ela sussurrou se afastando.

- Desculpe... – Ele baixava os olhos. – Mas é que... Me desculpe Anne mas eu não consigo.

Ele a puxara pelo pescoço a beijando com fervor, Anne correspondera, se afastando com cuidado.

- Não confunda as coisas James. – Finalizou séria. – Eu preciso ir.

- Me desculpe. – O moreno despejou ao vê-la se afastando na rua.

Era oficial, ele realmente era uma Mula Chinesa.

Todos já estava lá, na casa mais alegre de toda região, na casa ao lado da sua. Danielle escovava os cabelos se observando no espelho, Emmy já havia ido lhe chamar no mínimo umas vinte vezes, e sinceramente ela esperava que não fosse novamente, queria que esquecessem que ela estava ali.

Observou seu reflexo, estava péssima, estava trabalhando feito louca durante semanas para deixar de pensar em sua relação com Caios. Sua família havia desaparecido no mundo trouxa a mando de Carter, para que eles ficassem mais protegidos e com isso Danielle não conseguia nenhuma respostas das cartas que mandava.

Que saudade sua mãe fazia, Merlim, naquela hora queria um colo de alguém. Stacy lhe disse que ela estava sendo burra se envolvendo com Caios, mas o que Dani poderia fazer? Estava carente, sozinha...

Arremessou a escova no espelho ajoelhando no banheiro, chorando com força. O que ela estava fazendo ali? Nem daquela família ela fazia parte!

- Isso mesmo Danielle, quebre o espelho, chore como louca e ache que todos devem sentir pena de você.

Uma voz arrastada tomava conta do recinto, ergueu a cabeça não crendo que ele estava ali com os braços cruzados apoiado no vão da porta lhe encarando com aquele típico ar superior.

- Saia daqui Sirius.

- Eu até sairia sabe? Mas mandaram eu te buscar a força. – Ele coçava a cabeça. – Vamos se levante desse chão.

- Não quero.

- Qual é Danielle, você nunca foi mulher de ficar no chão! Vai ficar agora porque Caios ainda ama Anne? Qual é! Até uma rã sabe disso! Você se envolveu nessa porque quis!

- Você não sabe de nada Sirius! – Ela resmungava.

Sirius girou os orbes acinzentados, abaixando-se e puxando a loira com força para que se erguesse.

- Não me force a te encarar novamente em uma situação tão deplorável.

Os olhos castanhos da mulher lacrimejaram e ela mordera o lábio inferior, suas bochechas e nariz começaram a aderir uma coloração avermelhada, Sirius odiava aquilo, odiava vê-la chorando.

- Não Danielle, ah... Não! Você não vai... Droga. – O moreno bufava. – Ok, ok! Terapia do abraço...

A loira o abraçara forte, chorando e fungando, Sirius odiava a tal terapia do abraço, mas fazer o que? Se não a abraçasse ela iria cortar os pulsos com uma pinça!

- Eu sinto falta dos meus pais Sirius! – Ela desabava.

- Ok... Eu sinto falta de torrar dinheiro e nem por isso estou chorando, estou?

- Você é tão insensível...

- Eu chamo isso de defesa própria! – Ele se afastava piscando maroto arrancando um pequeno sorriso da loira. – É... Assim fica mais ou menos melhor.

- E quando fica melhor?

- Quando você me amaldiçoa, me xinga e tenta me matar.

- Posso fazer isso agora, se você quiser... – Ela o fuzilava.

- Depois! – Ele sorria marotamente. – Escute, isso estava na porta quando eu entrei...

Danielle agarrava uma correspondência com força, Sirius por um instante temeu que ela lhe arrancasse o braço, ela leu com o nariz colado na folha e logo deu gritinhos empolgados e sapateou como uma criança alegre.

- Ok... Essa alteração de humor é perigosa. Você não está na TPM está?

- Sabe o que é isso?

- Uma carta!

- Não! Não é só uma carta! Sirius é a autorização para eu entrar em Hogwarts!

- E para quê, você quer ir em Hogwarts? Aquilo lá está abandonado a quatro anos!

- Eu sei! Não é incrível?

- Hã... Vindo de suas definições de incrível, para você deve ser mesmo.

- Sirius! Eu vou poder procurar informações na área restrita, podemos ajudar Anne a voltar pro lado do bem! Lá deve ter algo sobre o sangue dela...

- Hã... E?

- Urgh! Você não entende.

- Ok, eu vou com você.

- Quem te convidou?

- Você quer que eu entenda não quer? Então eu vou com você!

- Mas...

- Sem, mas! Agora se arrume logo que ta todo mundo esperando você e a lesma do James!

- Obrigada Sirius...

- Ah, anda logo! – Ele torcia o nariz deixando o quarto a aguardando na sala.

A loira sorriu, Sirius era péssimo em fingir que não se importava, mas ela se sentia feliz ao saber que pelo menos iriam ser amigos, que ele ainda queria ser seu amigo.

1 semana depois.

- Eu vou me casar, oié, oié, oié! Uhu, uhu, uhu! Eu vou desencalhar, oié,oié, oié! Uhu, uhu, uhu.

- Kevin... – Caios acariciava a têmpora. – Eu juro que se você continuar essa musiquinha irritante por mais um segundo eu vou te matar e fazer Lauren ser viúva antes do casamento!

- Ei, qual é! É o meu casório!

- Isso não quer dizer que você tem que se transformar num ser mais irritante do que o normal! – Grunhiu Sirius.

- Vocês é que são uns infelizes! – Kevin mostrava a língua endireitando a gravata.

Aquele dia era o dia de seu conto de fadas, finalmente iria se casar com Lauren Sanders, finalmente sua vida seria completa. Tudo estava correndo do jeito que Lauren queria, a festa nos jardins da Mansão Malfoy estava pronta, o altar estava perfeito. Luke seria o grande porta aliança e Kevin o homem mais bonito ali!

- E então Jay? Entregou o convite pra Annezita? – Indagou sorridente.

A feição de Caios se transformara de alegre para tenso, Jay pareceu envergonhado por uns instantes, não havia contato para ninguém além de Kevin sobre seu encontro com Anne na semana passada.

- Eu enviei uma coruja Keke... – Sorriu sem graça.

- Não a encontrou de novo? – O loirinho indagou emburrado.

- Não...

- Encontrou com Anne? – Caios levantava-se do sofá com o cenho franzido.

- Não sei porque essa cena de fúria me faz recordar o passado... – Sirius comentava embaralhando algumas cartas na mão e se jogando deitado na cama de casal.

- Você não contou? – Kevin se assustava.

- Só foi um café Caios, nada demais!

- Você se encontra minha ex-mulher, toma café com ela, se esquece que ela está do lado negro e acha que isso é nada demais?

- Qual e galera, vamos acalmar os ânimos! – Sirius saltava da cama vendo que a situação estava ficando complicada.

- Eu não contei, porque sabia que você ficaria transtornado! – Bufou o moreno.

- Feliz é que eu não ficaria não é James!

- Hey! É meu casamento, nada de energia negativa! Sirius acende aquele incenso que afasta negatividade!

- Sim senhor Keke! – Sirius acendia o incenso.

Caios rolava os orbes esverdeados saindo do quarto e batendo a porta, será que Jay tinha parado de raciocinar? Ir tomar café com Anne! Merlim! James estava louco? Desceu ás escadarias da Mansão Malfoy, Stacy estava lá endireitando a gravata de Luke enquanto Nathan permanecia com um sorriso torto ao seu lado, encarou Nathan e foi para os jardins, sabia que o amigo e ex-cunhado o seguiria e assim foi feito.

- Você é tão sutil quanto um trasgo... – Comentou o rapaz. – O que houve?

- Jay aparentemente tomou café com sua irmã.

- Hum... – Nathan torcia o nariz. – E ele manteve segredo.

- Só para o Kevin que não.

- Jay ainda está inocente para com a situação Caios, não deve crucifica-lo, você sabe que Jay ama Anne. Da mesma forma que Jay sabe que você não a esqueceu...

- Poupe-me Nathan, estou com Danielle!

- A três semanas parece que você está sozinho. Sirius é que tem acompanhado Dani, inclusive os dois vão juntos a Hogwarts depois de amanhã.

- Ótimo, sou traído por minha noiva, e meus melhores amigos.

- Esqueceu de colocar que está sendo traído por si próprio.

- Você está aqui para me ajudar ou acabar de me destruir?

Nathan dera os ombros observando os jardins, Caios estava realmente puto da vida, e tudo bem que ele tinha razão em uma parte, mas... Caios não sabia o que Nathan sabia, pois se Caios soubesse ai sim iria ser a fúria de Caios Trent.

Saber o que Nathan sabia lhe causava uma admiração maior a Anne, a Apus e até mesmo a Carter, Caios certamente iria ter um ataque epilético, mas tudo em seu devido tempo.

- Ás moçinhas vão ficar aí ou vão para o altar? – Stacy sorria abertamente. – O casamento vai começar caramba!

- É papai! Não atrapalhe minha entrada!

- Wow! Ok! Estamos indo... Vamos Caios?

Caios acenara positivo com a cabeça seguindo o amigo, os jardins estava todos enfeitados em vermelho e branco, caminhou até o altar ficando entre Kevin e Jay, os marotos e Nathan seriam os padrinhos daquele casamento maravilhoso que se iniciaria em segundos.

- Está nervoso Keke? – Indagou Sirius.

- Um pouco six... – Kevin engolia em seco olhando para o juiz de paz.

Fora então que o som de um piano invadira todo o local e a voz de uma mulher começara.

Come away with me in the night

Venha embora comigo no meio da noite

Come away with me

Venha embora comigo

And I will write you a song

E comporei uma musica para você.

Lauren surgira, todos ficaram de pé, ela estava fabulosa em um vestido em "v" coberto de diamantes, o véu até o meio das costas e o cabelo preso em um coque frouxo que permitia alguns fios lhe cobrir a face ressaltando os olhos esverdeados, luvas de seda iam até seus cotovelos e no pescoço uma linda gargantilha de brilhante. Kevin segurou para não sair correndo em direção a sua em breve esposa e fugir para longe com ela, para que ninguém mais pudesse observar sua beleza sublime.

Come away with me on a bus

Venha embora comigo de ônibus

Come away where they can't tempt us

Vamos embora para onde eles não possam nos tentar

With their lies

Com suas mentiras...

Luke vinha a frente todo sorridente com as alianças, ambos chegaram ao altar e o pequenino se postou ao lado de Caios que lhe piscou fazendo o garotinho sorrir de orelha a orelha.

- Você está perfeita. – Declarou o loirinho recebendo a mulher.

- Você também. – Lauren sorria abertamente segurando ás lágrimas de felicidade.

And I wanna walk with you

Quero caminhar ao seu lado

On a cloudy day

Num dia nublado

In fields where the yellow grass grows

Em campos de capim amarelo

knee-high

Até o joelho.

So won't you try to come

Então, você pode tentar vir comigo?

O juiz começara seu discurso, mas nada importava para Kevin do que viver aquilo ao lado de Lauren, céus, como ele queria fazer aquela mulher feliz, queria dar o mundo para ela! Ela merecia tudo depois de tudo o que passou. Ela lhe sorria bonito, lhe transmitia confiança e o principal, iria com ele para onde quer que ele fosse, isso que era mulher.

Come away with me and we'll kiss

Venha embora comigo e nos beijaremos

On a mountain top

No alto de uma montanha.

Come away with me

Venha embora comigo,

And I'll never stop loving you

E eu nunca vou deixar de amá-lo.

- Sr. Malfoy, seu juramento. – O juiz pedia.

- Oh... Sim! Claro... Eu, Kevin Malfoy, prometo amá-la e respeita-la, viver ao seu lado todos os dias de minha vida como se este dia fosse o ultimo, lhe fazer a mulher mais contente e mais realizada do planeta. Até o fim!

- Eu, Lauren Sanders, prometo sempre estar ao seu lado, lhe amar infinitamente e lhe fazer o homem mais feliz do mundo, até o fim dos tempos.

And I wanna wake up with the rain

Quero acordar com a chuva

Falling on a tin roof

Batendo no telhado de zinco

While I'm safe there in your arms

Estando segura em seus braços...

So all I ask is for you

Então, eu peço à você,

To come away with me in the night

Venha embora comigo no meio da noite

Come away with me

Venha embora comigo no meio da noite

- Eu os declaro, marido e mulher. – O juiz finalizara.

Uma chuva de arroz caíra sobre o casal, Kevin beijara Lauren com todo amor que tinha guardado em seu peito fazendo a morena gargalhar alto quando ele a carrego eu correu em direção a uma limousine estacionada nos jardins.

- CURTAM A FESTA PESSOAL POIS EU VOU CURTIR MINHA ESPOSA! – Declarou entrando no veiculo.

Todos gargalharam com a cena, os garçons logo trataram de entrar no local com bebidas e salgados.

- Típico do meu irmão... – Stacy maneava a cabeça.

- Eu fiz um excelente papel, não fiz mamãe?

- Você estava lindo Luke!

- Papai... – O loirinho puxava o terno de Nathan que o observou com ternura. – Eu estava bem?

- Estava ótimo rapaz!

- Não entendi o porque do Tio Keke sair correndo com a Laulau...

- Digamos que ele foi tirar o atraso... – Rira Sirius se aproximando.

- Tirar o atraso? – Luke franzia a testa.

- Nem queira saber dessas besteiras do seu Tio Sirius, Luke! – Stacy puxava o filho fazendo uma careta a Sirius que erguia ás mãos para o alto.

- Vou atrás do vovô Draco! – O loirinho soltava da mãe correndo no meio dos convidados.

Caios rira escutando a bronca de Stacy em Sirius que tentava em vão se defender, Nathan apenas se sentou em uma mesa e ficou gargalhando observando a furiosa esposa.

- Me concede esta dança? – A voz de Danielle ecoava profunda.

- Por que não milady? – Caios a puxava para o meio do salão.

Danielle estava linda com um vestido amarelo ouro que ressaltava seus olhos castanhos, como ele queria dar o amor que aquela mulher merecia.

- Senti sua falta nessas semanas... – Ela começou.

- Digamos que nós dois andávamos ocupados...

- Bem ocupados, mas senti sua falta, você é meu melhor amigo Caios,meu companheiro...

- E noivo.

- E noivo! – Ela rira concordando o abraçando com força. – Me desculpe por ter me afastado, é que...

- Eu sei... É complicado demais Dandan.

- Mas nós vamos superar isso não vamos?

- Já superamos coisas piores não acha?

Danielle sorriu abertamente, mas não pode falar nada pois uma explosão tomou conta de todo o local e o fogo se alastrara como nunca.

- MEU MERLIM! É UM ATAQUE! – Urrou Nathan.

- LUKE? ONDE ESTÁ MEU FILHO? – Stacy gritava.

Caios arregalou os olhos, se Luke não estava com Stacy aquilo era sério, logo pessoas mascaradas invadiram o local, era o começo da guerra.