Saudações! :D

Desta vez, trago-vos a minha PRIMEIRA LONG FIC (não é assim tão grande -.-'), por tanto, por favor, tenham paciência. Não demorarei mais que 48h a actualizar mas, se o fizer, é graças a motivos de força maior, como o estudo, contudo espero que isto não aconteça (nem planeio).

A vossa opinião é deveras importante, logo, se quiserem deixar uma review ficarei super feliz.

Disclaimer: Paradise Kiss não me pertence, contudo, esta fic e as suas ideias sim, apesar de não lucrar nada com isso.

É tudo, boa leitura.


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Quente e Frio

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Os seus passos não eram orgulhosos, mas mesmo assim despertavam inveja. O sério olhar e os lábios apertados não se esforçavam por sorrir, no entanto, conseguiam ser belos mesmo sem intenção. Era novamente o centro das atenções e ela realmente tentou concentrar-se.

Todos os olhares diziam que estava magnifica e as pequenas exclamações ou sorrisos de apoio e espanto apenas tentavam encorajá-la ou realçar mais o que se pensava e sentia.

Contudo, todos aqueles incentivos faziam as suas pernas tremer e a sua boca secava cada vez mais. Iria atingir o seu objectivo de cabeça erguida e sem derramá-las, iria…

Assim que Hiroyuki lhe pegou no braço, sossegou um pouco. Era a mesma sensação de segurança, a protecção de que tanto precisava. À medida que o padre foi falando, a sua mão apertou a do seu futuro marido e, sem conseguir evitar, as lágrimas finalmente correram.

Alívio e sentimento de abandono, perda.

Tantas e tão depressa… os ombros abanavam violentamente e, quando o noivo lhe perguntou o que se passava, ela apenas conseguiu dizer "Felicidade", enquanto o seu coração se contraía mais um pouco, fazendo com que doesse ainda mais.

O beijo que trocaram foi apaixonado, embora ela não se tivesse esforçado nem um pouco para que assim fosse. Após isso, voltaram-se para cumprimentar os presentes, que sorriam e batiam palmas. Miwako, na primeira fila, juntamente com Arashi, chorava de mais e batia as palmas freneticamente. Ficou feliz, se nem sua melhor amiga notara o que se passava, então ninguém notaria.

Percorreu o olhar pela nave da igreja, ricamente enfeitada, e deteve-o finalmente junto da porta, onde aquele homem se encontrava. Os profundos olhos azuis não expressavam alegria. Nem alegria, nem tristeza, nem dor. Nada. Apenas a fitavam fixamente, como se estivesse disposto a ver a sua ruína sem se mexer, deixando que se afundasse sozinha. Talvez desejasse testá-la e ver até onde conseguia ir. Depois de tantos anos sem dizer uma única palavra, ele aparecera no último local onde ela queria e esperava vê-lo.

Com que direito?

Sorriu e acenou para ninguém em especial. Se estava a testá-la, ela tencionava passar com nota máxima, apesar de saber que a primeira lágrima que derramara a chumbara instantaneamente.

Ele voltou costas e dirigiu-se para longe de si novamente. Os passos lentos, sem querer dar nas vistas. O porte digno e elegante desvanecia-se na luminosidade que entrava pela porta principal, sendo consumido lentamente por ela.

Não queria voltar atrás.

Quem é que realmente abandonara em primeiro lugar? Ele, que fora trabalhar para o estrangeiro, ou ela, que se casara? Mas quem garantia que ele não havia feito o mesmo?

A última lágrima daquele dia correu enquanto ele colocava o motor a trabalhar. Yukari nunca adivinharia o quanto doera…


Continua…

- Neffer-Tari