Nós sempre fomos muito amigos. Ela sempre estava lá. Então, por que tanta surpresa quando descobri que tinha me apaixonado...?



Meu nome é Albus Severus Potter, e sou o filho de Harry Potter, mas às vezes não queria ser. Não pareço ser.

Muitas pessoas se surpreenderam, e se desapontaram, quando escolhi não jogar quadribol. Não me dava nem um pouco de prazer ficar encima de uma vassoura, voando atrás de uma bolinha dourada ou coisa do tipo. Claro que não falei isso para meus pais, muito menos para meu irmão mais velho, James, ou melhor, o orgulho da família.

James era um grifinório, e era capitão do time. Sempre se metia em confusão, e adorava a nossa família. Não que eu também não gostasse, mas ele se apega muito a ela e a suas tradições. Aposto que James não daria muita importância também se tivesse caído na Sonserina como eu.

Sim, eu sou um sonserino, e ovelha negra da família. Meus pais não deram importância quando souberam a casa em que tinha caído, nem quando virei amigo de Scorpius Malfoy, mas eles ficaram surpresos, e até assustados acho. Mas sei que o resto da família me trata indiferente, mesmo que tentem não aparentar. Pelo menos aquele antigo conceito de que todos os sonserinos eram comensais da morte foi quebrado, ao menos em partes.

Bom, aqui estou eu na casa de minha avó lendo um livro no jardim enquanto meus primos e meus tios, e claro, meu irmão e meus pais jogavam uma bela partida de quadribol.

- Hey, Al! – Ouvi sua voz ao meu lado. Rose Weasley, minha querida prima, e minha melhor amiga. Era uma corvinal que herdou a inteligência de tia Hermione e o humor de tio Rony. – Quer um pouco? – Disse oferecendo um biscoito. - Aposto que gênios também comem. – Sorridente ela sentou do meu lado.

- É, acho que comemos sim, principalmente quando são nossas avós que fazem. – É, eu amo a comida da minha avó.

Ela sorriu e deitou a cabeça em meu ombro.

– Jane Austen? – Perguntou, vendo que livro estava lendo.

- Acho interessante literatura trouxa, acho que vai gostar, é romance – Revirei os olhos.

- Hm. – Ela começou a ler junto comigo.

Achava incrível como Rose conseguia gostar tanto de romance. Apesar de tudo, sempre sabemos que o casal irá ficar junto no final. E sempre vai ter aquela cena que só pode acontecer em livros mesmo, ele se declarando ou fazendo alguma coisa especial. Sempre ia ter alguém que gostasse de algum dos dois e isso geraria muitas brigas e uma separação, mas claro, mas eles sempre percebem que são feitos um para o outro e acabam juntos e felizes para sempre.

Sei que posso parecer deprimente, mas eu gostava daqueles romances proibidos, ou que o casal não fossem dois tolos apaixonados, aqueles romances meio cassino que me agradavam, jogos e bebida sempre foi um tema pra histórias, além do mais tinha humor, e até mistério.

Mas Jane Austen é simpático.




Agora estávamos em Hogwarts, primeiro dia de aula no nosso sexto ano.

- Albus! Rose! – Gritou Scorpius vindo em nossa direção.

- Veja se não é o Malfoy – disse Rose levantando a sobrancelha.

- Desculpe por fazer você sentir minha falta, amor – Ele mandou um beijo em sua direção.

Ela fez uma cara de nojo – Vejo você mais tarde, Al. – E desapareceu na multidão de pessoas.

- Grande Potter! – Ele foi me dar um abraço, tentar pelo menos, eu o empurrei primeiro. – Desculpe por tentar roubar sua garota, cara, mas Rose é Rose.

- Sai Malfoy. E Rose não é minha garota. – Para falar a verdade, Rose Weasley era bem popular entre os meninos. Mas acho que ela não sabia desse fato. Todos os meninos eram gentis com ela, e babavam quando ela passava, mas ela nem notava. Depois falam que os garotos que demoram a perceber as coisas.

- Mas parece que é a única suficientemente boa para ficar do seu lado – Disse ele apontando para o grupo de garotas que me lançava olhares a cada 5 minutos. Como odeio fangirls. Rolei os olhos.

– Mas já que você não aproveita, vou tirar vantagem de ser o melhor amigo de Albus Potter.

Scorpius caminhava até elas. Coitado, ele sabe que elas me preferem. Pensando bem, até que era bom ter fangirls. Sorri, estava indo até meu dormitório. Mas, Rose e eu? Hilário. Mas ela era boa o bastante, hipoteticamente falando.

O que eu estou dizendo?



Às vezes chega uma hora, que não basta estar por perto, mas sim estar junto.



Acordei cedo aquela manhã e desci para o grande salão. Achei melhor deixar Scorpius dormindo, porque se eu o acordasse, provavelmente, ele ia reclamar a manhã inteira, e não estava com paciência para isso. Ainda mais hoje.

A mesa da sonserina estava quase vazia, isso ajudaria a esclarecer meus pensamentos. Suspirei, era melhor encarar do que evitar. Tive um sonho perturbador noite passada.

Estava em um lugar escuro, e na minha frente havia algumas velas iluminando o que parecia um altar. Senti uma presença atrás de mim, mas quando olhei para trás não vi nada além do escuro. Depois senti seu perfume, inconfundível, meu aroma predileto nesse momento. E isso me fez seguir até o altar.

- Albus! – Ouvi uma voz me chamando. Eu olhava para os lados, mas não via ninguém. Rose...?

Ela apareceu atrás de mim, estava com um olhar diferente, convidativo - Vamos logo, Scorpius está me esperando. – Ela me deu um selinho.

- Rose, do que está falando... O que está fazendo? – Olhei espantado quando ela tirou sua blusa, e logo estava tirando a minha. Ela sorriu e começou a beijar meu pescoço.

Senti sua pele morna e macia na minha. Seu aroma tragava meu nariz, por um momento perdi o controle.

Até que a razão veio a minha mente, ela era Rose. O fato de ser minha prima pouco me importava naquela hora, estava totalmente entregue ao prazer, mas ela não era desse jeito, dada. E que história é essa de Scorpius? Isso me deixou com raiva, ou surpreso por estar com raiva.

Senti suas mãos escorregarem em meu torso.

Não – Pensei, não deixaria essa lembrança de Rose em minha cabeça, com outras garotas tudo bem, mas não com ela, significava demais para mim. Tenho que parar, mesmo que não nunca mais tenha mais essa oportunidade.

Ia me separar quando acordei. Assim começou minha manhã.

Quando me dei por conta, o salão estava cheio. Suspirei e fitei meu prato – Outra oportunidade? Por que pensei nisso mesmo?

- Hey, Al! – Pulei de susto ao ouvir sua voz ao meu ouvido. Rose se sentou do meu lado. Era difícil olhar para sua figura sorridente sem ter nenhuma lembrança, muito menos transparecer que estava tudo bem. – Oi Rose.

Senti meu rosto começar a queimar, e virei para o lado. Seria o cúmulo se ela percebesse. E ela percebeu. Novidade, ela nunca percebe nada, sabe... – Está tudo bem?

- Arrã – Falei enquanto tomava um pouco do que tinha na minha frente. Ela arregalou os olhos, e não era por causa do meu rosto. Ótimo, suco de abóbora. Eu era alérgico a suco de abóbora.

- Albus? O que aconteceu?

- Nada, queria saber como eu ficava inchado. – Ela me olhou espantado. – Dizem que as garotas gostam. – Da onde eu tirei isso? Plano B, saia daí agora!.– Falando nisso, olha aquela me chamando, tchau.

Só me lembro de correr depois que sai do salão.

Rose Weasley, o que fez comigo?



Primeiro, por favor, deixem reviews, senão não sei se alguém está lendo...

Segundo, eu estava com medo de fazer esse capítulo porque eu gostei tanto do primeiro e não queria estragar, mais uma vez, a opinião de vocês é realmente muito importante :)

Nina Cullen - É mesmo. Eu acho que o casal devia ser mais divulgado sabe.

Keli Caldas - Nossa, muito obrigada mesmo. O que você disse era exatamente o que eu estava pensando. Sempre achei que o Al não era do tipo Potter. Obrigada mesmo de novo! Eu que virei sua fã agora *-*

PS: Esse capítulo é uma junção do primeiro com o segundo!