Como dito, eu uma nova fic. Para variar, eu faço aquelas notas especiais no início da história. Fui tocada pela incrível atuação do Havoc no mangá e há tempos queria fazer uma fic com ele. Lembrando que ele vai ser sim um dos personagens principais da fic, mas eu sou RoyAi de carteirinha e não abandono o casal por nada, então, esta fic será RoyAi sim. u__u Com o Havoc para atrapalhar e até ajudar.

Eu disse que a fic está ficando um pouquinho grande, então decidi separar em capítulos a fazer uma One-shot de milhões de páginas.

Só para constar, eu resolvi fugir um pouco do clichê [JeanxRiza]+[RizaxRoy]: Jean namora Riza, fica apaixonado, mas ela descobre que o Roy também a deseja. Riza larga Jean e corre para os braços do Mustang.

Porque pelamordedeus, a Riza nunca faria isto, ela é integra e não trairia ninguém, principalmente um companheiro.

Vamos lá.


Capítulo 1 - O primeiro passo.

-Eu não entendo como você quer competir com o Coronel. –era o pequeno sargento Fury se pronunciando. Fazia o comentário ao observar a face de decepção que Havoc estampava.

O loiro estava sentado em uma cadeira qualquer, possuía o olhar fixado na janela, como se observasse algo através daquele vidro, mas não, estava apenas com os olhos perdidos e a cabeça cheia de pensamentos.

-Eu não tentaria arranjar para mim uma garota que agradasse o coronel. –Falman retirara os olhos da página de jornal que acabara de ler e continuara com as provocações ao iludido Jean.

-Você ficaria eternamente sozinho. Qualquer ser humano do sexo feminino e com mais de dezoito anos é do gosto dele. –estavam tão entretidos em fazer brincadeiras com o tenente que nem ao menos perceberam a presença de Riza na sala, ela acabara de entrar e ouvira a conversa, não podia deixar de fazer aquele comentário, que por acaso, era completamente verdade.

A mulher já havia se acostumado com aquela cena, Jean aparecia deprimido e não demorava muito a descobrirem que Roy havia lhe roubado uma namorada. Contudo, sempre conseguia ficar incomodada com aquilo, ainda que não o demonstrasse.

E ela sabia o motivo, era um simples ciúme bobo pelo fato de o moreno nunca tê-la olhado de um ponto de vista humano. Sempre a tendo como o seu grande braço-direito e como seu o fidelíssimo guarda-costas.

Todavia, Riza não deixava transparecer sua irritação, dizendo vez ou outra, quando perguntada sobre o que achava: A vida poligâmica do coronel ainda será um problema para chegar a Füher.

Não era isto. Obviamente, o motivo era outro. Ciúme é o sentimento que antecede a descoberta da paixão, permanecendo quando os dois se apresentam. Riza compreendia o ciúme que sentia e sabia que ele acompanhava seu reprimido amor.

-Isto não é verdade, ele nunca tentou nada com você, Tenente. – Riza franziu as sobrancelhas percebendo que aquilo não era uma falsa afirmação. Roy nunca havia tentado qualquer tipo de abordagem que não profissional. Julgando sua principal característica, que era sua fama de mulherengo, se ele não havia tentado nada, Riza deveria ser a pior espécie de mulher.

-Com licença, vou pegar um cigarro. –Havoc se levantara da cadeira e passava pela porta ao perceber que o assunto havia se desviado dele. Riza, ao contrário, estava bastante incomodada com ser sobre ela que discutiam naquele momento. Ele era seu superior, como poderia tentar algo daquela forma?

-Por que motivo vocês sempre fazem isto com ele? Já não basta ter perdido a mulher e vocês ainda ficam cutucando a ferida? É melhor que eu vá atrás dele antes que o Coronel perceba, ou pedirá que lhe arranjem outra namorada. –Riza seguiu pela porta por onde o loiro havia tomado rumo e seguindo-o até o pátio do quartel. Ele permanecia sentado no chão, encostado a uma arvore ao mesmo tempo em que colocava um cigarro aceso entre os lábios. A loira se aproximou, ficando ao seu lado, ainda que permanecesse de pé. –Não pode ficar assim toda vez que ele faz isso com você. É sua diversão ver a cara que faz quando perde alguma garota.

Aquilo fora o suficiente para atrair a atenção de Jean, que retirara seus olhos aéreos do infinito e observara a face da companheira. Não conseguia compreender como ela nunca recebera o convite de nenhum daqueles homens do departamento, afinal, ela não possuía nenhum defeito grotesco. Aliás, o cabelo loiro, a face bastante alva e os olhos bastante incomuns, com aquela coloração avermelhada. Riza era bastante bonita para não ser notada por nenhum deles.

-Ele nunca tentou nada com você? –suas palavras pareciam muito desacreditadas. Talvez fosse a personalidade absurdamente agressiva de Riza que impedisse qualquer um de se aproximar.

-Não. –ela respondeu em um tom irritado. Como aquela conversa havia parado nela novamente? –E que não tente, pois eu lhe acertaria um tiro no peito.

Ela parecia bastante irritada, pois suas palavras saiam de sua boca com uma intensidade avassaladora. Jean poderia acreditar nelas caso não conhecesse a mulher ao seu lado, não seria capaz de um tiro contra Roy. Contudo nada a impedia de tentar um grande soco ou um chute. Nada fatal, mas provavelmente o faria algo para se arrepender.

-Ahh. –ele completou ao ouvi-la, se era aquilo que faria ao coronel, não queria imaginar o que faria com qualquer outro. Logo agora que ele tivera a idéia de convidá-la para sair, afinal, Roy a respeitava o suficiente para não fazer qualquer uma de suas brincadeiras com a loira. Ora, Jean já se sentia profundamente mal por ter sido trocado, não ficaria muito pior se a chamasse. Qualquer coisa a ele seria um grande lucro ao loiro –E eu?

-Eu acredito que o coronel não sinta interesse por homens. –ela havia arqueado apenas uma de suas sobrancelhas pela pergunta estranha. A verdade era que havia entendido a pergunta dele de um modo completamente equivocado. Jean virou-se rapidamente, como quem se irrita. Riza só poderia estar se fingindo de idiota para fugir de seu convite.

-Não era isto que eu havia perguntado. –ele respondeu em tom definitivo, bastante incomodado por não ter sido levado a sério.

-Então o que era? Ahh... –ela realmente não havia compreendido no início, mas agora fazia sentido. Não falava mais nada, apenas o observava com surpresa. Não havia passado nunca pela sua cabeça que ele tinha algum tipo de interesse nela.

-E você é a única que ele não tentaria tomar de ninguém. –aquilo havia a irritado. Apesar de odiar o modo como aqueles dois disputavam uma garota como se fosse um pedaço de carne e eles animais famintos, não suportava pensar que ela não poderia ser disputada também.

Riza estava nervosa e deixava aquilo transparecer, pois sua face estava contorcida em uma expressão de raiva. Como que todos havia tirado o dia para dizer o quanto ela era desinteressante? Ela virou para observar o companheiro, Jean voltara sua face a observar o movimento das formigas que caminhavam ao seu redor.

O loiro estava realmente mau com aquilo e Riza não conseguia vê-lo assim. Jean era um grande amigo, o qual ela confiava muito. De qualquer forma, Jean não era um homem feio, pelo contrário, tinha uma face bastante atraente. E seus olhos, bastante claros e azulados em conjunto com o loiro de seus fios. Não compreendia como ele possuía tantos problemas com mulheres.

-Anime-se, Havoc. –ela pousou a mão em seu ombro, apertando-o ligeiramente demonstrando que o confortava. –Se ficar calado sobre isto, poderá escolher um dia e tentar a sorte.

Riza o soltou e voltou para a sala onde estivera há poucos minutos. Jean a observava saindo de perto, ela aceitara aquele convite peculiar, e sem ao menos reclamar. Provavelmente Riza não era tão esquiva quanto pensavam dela. Apagou o cigarro e levantou-se, indo atrás dela em seguida.

Riza nada fez, continuou andando até sua sala. Havia muito tempo desde que descobrira seus sentimentos pelo moreno, todavia lutar contra eles se tornara uma tarefa árdua. Além disto, suportava calada que Roy nunca a olhasse, e assim passara grande parte de sua vida às sombras daquele homem apenas a esperar que ele a percebesse.

Como uma adolescente faria, Riza recusou convites irrecusáveis porque no seu íntimo ela queria estar livre quando o moreno pedisse. Ainda assim, sua razão dizia que aquilo era absurdo e em seguida arrependia-se de ter rejeitado o convite de outro.

Todavia estava farta daquilo e não havia muito tempo desde que decidira seguir em frente com sua vida. Jean Havoc fizera o primeiro convite desde aquela decisão e assim, aceitá-la fazia parte de sua escolha.

Seguir em frente, independentemente de Roy Mustang. O primeiro passo já havia sido dado, aceitara o convite de Havoc. Sair com ele. Conhecê-lo melhor. Possivelmente firmar um relacionamento.

E até mesmo apaixonar-se, ainda que duvidasse muito deste último. Havia outro que completava seu ser e dificilmente alguém ocuparia aquele espaço, mas tentar não lhe machucaria. Jean era uma boa pessoa também.


Notas da autora:

Primeiro capítulo bem tranquilo, sem muita coisa mesmo, eu queria apenas dar a introdução ao assunto aqui.

Quem já leu alguma fic minha sabe que eu não as escrevo para durar, mas dependendo da aceitação dos leitores eu acabo cedendo e escrevo mais cenas. Assim será com esta, se não gostarem muito eu faço a finalização rápidinho.

Próximo capítulo: Misteriosa Dama Loira.

Correm as apostas sobre quem seria a mulher que acompanhara Jean Havoc. Assim, Roy não parece querer medir esforços para descobrir quem seria a dama loira do subordinados.