Um amor de faroeste.

Capitulo 1: Confusões a vista.

Em uma cidade longe das grandes metrópoles, vivia a viúva Marguerite Krux. Nunca ninguém vira pessoa tão atrapalhada que nem ela. Lá também vivia a doce e trabalhadora Verônica Layton, grande amiga de Marguerite. Morava com seu pai, George Challenger, que era um aspirante a cientista.

V: Você está é muito sozinha... precisa de alguém...

M: Não preciso de ninguém... eu sei me cuidar muito bem!!!

V: Deixa de ser orgulhosa... e confessa que está se sentindo sozinha!!!

M: Não sou orgulhosa...

Neste momento, Marguerite com raiva esbarrou na mesa, derrubando o vaso que era de seu marido, e, ainda cortou o dedo ao tentar segura-lo.

M: Que droga...

V: Fique calma... deixe-me olhar este machucado...

M: Mas me conte... e você???

V: Eu o que???

M: Não finja de boba...

V: Quem disse que estou...

M: Como está com Mallone???

Verônica deu um risinho e tentou mudar de assunto.

V: Está doendo???

M: Não mude de assunto...

V: Você sabe né...

M: Não...

V: Ele é muito cabeça dura...

Edward Mallone era um forasteiro que chegou à cidade algum tempo atrás, pedindo por ajuda. Estava machucado e doente. Ninguém, até hoje sabe o que ele passara ate chegar ali. Era uma pessoa problemática, ou melhor, gostava de mostrar sua força ou suas habilidades com sua pistola para os demais habitantes da cidade.

Desde que chegara conquistou o coração de Verônica, que delirava de amores por aquele bandoleiro.

M: Lhe confesso que é meio estranho...

V: Como assim???

M: Ninguém sabe quem ele realmente é...

V: O que está querendo dizer com isso???

M: Só que tenha bastante cuidado...

Verônica ficou desapontada com sua amiga.

V: Não acredito que esteja falando isso...

M: Só estou querendo proteger minha amiga... não posso???

Verônica pensou um pouco.

V: Tudo bem... obrigada!!!

Não tão longe dali, um cavalo vagava sozinho, indo em direção a cidade.

M: Mas... o que é aquilo???

V: Parece um cavalo...

M: Bom, isso eu sei... mas cadê o cavaleiro???

Elas se entreolharam assustadas.

Marguerite pegou sua espingarda e, saiu em direção ao cavalo.

M: Hei... hei... hei... o que um cavalo está fazendo vagando sozinho???

Ficaram em silêncio.

V: O que quer que ele faça???

M: Sei lá...

V: Não tá esperando ele responder está???

Alguém: Ajude-me...

Elas se assustaram.

V: Não acredito...

Marguerite perdera a fala.

Mais distante dali, um belo e forte rapaz cambaleava, tentando chegar até o local onde as garotas estavam.

Alguém: Estou aqui...

Marguerite e Verônica olharam em direção a colina, vendo-o. Correram até ele, mas apontando a espingarda.

M: Quem é você???

Alguém: Poderiam me ajudar...

Custava a falar.

V: Quem é você???

Neste momento, desmaiara, deixando um vácuo e a incerteza nos olhares das garotas.

V: O que faremos???

M: Não podemos deixá-lo aqui para morrer!!!

Verônica arqueou a sobrancelha.

Marguerite começou a arrastá-lo.

M: Você vai me ajudar ou não???

V: Tem certeza de que quer fazer isso???

M: E temos escolha???

V: E se ele for algum assassino???

Marguerite olhou assustada, parando bruscamente.

V: O que foi???

M: Só estou tentando pensar em alguma coisa...

V: Pode ser que não seja isso que falei...

Marguerite ficou totalmente confusa. Olhou para ele, tentava buscar respostas.

V: O que está havendo com você???

Marguerite permaneceu em silêncio.

V: Sei o que deve estar pensando, mas temos de cuidar para que ele possa nos responder depois!!!

M: Você tem razão...

Arrastaram-no até a casa de Marguerite, onde foi bem cuidado e, já descansava em um dos quartos.

V: O que está pensando???

M: Não sei se está lembrada... tem um homem estranho lá em cima deitado em uma de minhas camas...

V: Estou aqui com você!!!

M: Obrigada...

Continuaram conversando.

V: É um belo e forte rapaz...

M: Do que está falando???

V: Não finja que não está entendendo...

M: Já falei sobre isso!!!

V: Você é viúva... não tem nada demais!!!

M: Você não tem jeito mesmo né...

Verônica abafou um risinho.

Enquanto isso, Mallone arrumava a maior confusão com uma turma de forasteiros que haviam acabado de chegar à cidade.

Um habitante da cidade chegou afoito na casa da viúva Marguerite.

Pessoa: Tem alguém em casa???

V: O que será desta vez???

M: O que foi???

Pessoa: Ta a maior confusão lá na cidade...

V: Não acredito...

Pessoa: Mallone está no meio...

M: Ai meu Deus... o que ele aprontou desta vez???

Pessoa: Uma turma de forasteiros...

M: Melhor você ir...

V: Mas...

M: Não se preocupe... sabe como eu sou!!!

V: Qualquer coisa deixe-o sozinho...

M: Ah... vê se não vai arrumar mais encrenca ok???

Verônica saiu apressada para a cidade, e Marguerite permaneceu em sua casa. Estava um pouco aflita com tudo que estava acontecendo.

M: Só espero que ele não seja mesmo um assassino!!!

Na cidade, era mesa para um lado e forasteiro para o outro. Porém, era um contra muitos, então Mallone ficou enrascado ao ver que estava cercado por aquele bando que pareciam animais selvagens.

V: O que está acontecendo aqui???

Todos se assustaram.

V: Quantas vezes tenho que falar que não quero confusão aqui...

Forasteiro: Quem você pensa que é???

V: Alguém que, com certeza, não querem conhecer!!!

Mallone: E quantas vezes tenho que falar pra não se meter em minhas brigas???

V: Você está se achando... mas fique sabendo que está cidade não te pertence!!!

Forasteiro: Não queremos confusão...

V: E vocês??? Saiam daqui...

Forasteiro: E como acha que vai nos obrigar???

M: Que tal com isso!!!

Marguerite chegou segurando sua espingarda.

Forasteiro: Ora... ora... ora... quem temos aqui???

M: Acho melhor vocês obedecerem a moça aqui!!!

Forasteiro: Posso pelo menos saber a quem devo a honra???

V: Não vou repetir...

E: Porque vocês sempre têm que me atrapalhar hein???

M: Estamos tentando te ajudar...

V: Não seja tão ingrato...

Forasteiro: Você não teria coragem de atirar... teria???

Quase nem deu tempo de acabar de falar e um tiro foi ouvido.

M: O próximo pode ter certeza de que não vou errar!!!

Forasteiro: Tudo bem... vamos sair...

E como uns cãezinhos arrependidos, colocaram os rabos entre as pernas e saíram, mas sem antes.

Forasteiro: Meu nome é North Shore... e, ainda terei o prazer de te conhecer melhor, minha dama!!!

Marguerite estava encabulada com tamanha audácia da parte dele.

M: Só se for no dia de são nunca!!!

Saíram apressados em seus cavalos, levantando poeira.

V: Quantas vezes tenho que dizer que não quero que se meta em confusão???

E: Desde quando lhe devo satisfações???

V: Desde quando você veio pra cá e lhe dei moradia e comida!!!

Mallone ficou sem palavras. Sabia que ela estava certa. Vivia de favor na casa da bela moça, tinha comida e roupa lavada. Desde modo, teve que se segurar e engolir o maior sapo.

Não era de costume agir desta forma, mas de alguma forma aquela moça balançou o coração dele.

V: Você deixou o estranho sozinho na sua casa???

M: Você queria o que??? Que eu trouxesse ele comigo???

Verônica arqueou a sobrancelha.

V: Quem são aqueles brutamontes???

E: Não sei e nem quero saber... mas se vierem aqui novamente...

M: Calminho ai...

Marguerite levantou-se e foi se retirando.

V: Aonde vai???

M: Pra casa... aonde mais eu iria???

E: Você quer companhia???

As duas olharam surpresas para ele.

V: Desde quando você é tão gentil assim???

E: Vocês não me conhecem direito...

M: Não precisa...

E: Faço questão...

Assim, Marguerite sem escolhas montou junto com Mallone e foram rumo à casa da viúva.

V: O que será que ele está tramando???

Durante o percurso, permaneceram em completo silêncio. Mallone queria fazer algumas perguntas, mas estava sem jeito.

M: Bom, já que temos que dividir o espaço, não custa conversarmos!!!

E: Er... isso é verdade!!!

M: De onde você veio???

Mallone já não gostou da conversa.

E: Vamos combinar de nunca falarmos sobre mim ok???

M: Por quê???

E: Se eu te contar terei que te matar...

Marguerite sentiu um calafrio.

M: Tudo bem... vamos falar de que???

E: Que tal de Verônica???

M: Ahn??? Como assim???

E: Quero saber do que ela é capaz!!!

Marguerite desceu do cavalo, sendo seguida por Mallone, que se assustou ao ter a espingarda sendo mirada em sua direção.

M: Quero que saiba que somos muito amigas... se fizer alguma coisa com ela...

E: O que??? Não teria coragem...

M: Tenta...

O olhar de Marguerite parecia sair faíscas de tanta raiva. Mallone ficou bastante sério, porém não mostrava qualquer reação de medo.

E: Se não se importa...

M: Obrigada pela companhia...

E: Disponha...

Montou novamente e saiu em disparada, levantando poeira.

M: Podia pelo menos pedir desculpas...

Marguerite até se esqueceu que não estava sozinha em casa.

Mais tarde, estava tomando banho, enquanto o visitante intrometido a observava atento.

Visitante (em pensamento): Ai meu Deus... como ela é linda!!! Não sei como vim parar aqui, mas obrigada por ter colocado esta Deusa em meus caminhos!!!

As horas seguintes foram tranqüilas. Assim que anoiteceu, o visitante desceu, vendo Marguerite deitada no sofá, com a televisão ligada.

Visitante (em pensamento): Bom, é agora... espero que ela não se assuste!!!

Foi chegando mais perto, até poder vê-la melhor, porém percebeu que ela dormia. Percebeu que sua expressão estava pesada. Chegou mais perto, podendo perceber que estava febril.

Visitante: Você está doente... mas... pelo menos não está sozinha!!!

Durante toda a noite, ele cuidou de Marguerite, sem ao menos se preocupar em dormir.

Pela manhã, foi ele que fez tudo, desde o café até a arrumação da casa, que se encontrava uma bagunça.

Verônica chegara à casa da amiga, para lhe visitar. Assustou-se ao ver o estranho mexendo com tudo na casa.

V (em pensamento): O que ele pensa que está fazendo???

E sem pensar duas vezes, pulou a janela sem que ele percebesse e, partiu pra cima dele.

V: Quem é você??? O que está fazendo??? Onde está Marguerite???

Ele se assustou e, arregalou os olhos.

Visitante: Bom, meu nome é John Roxton. E só estou aqui tentando ajudar...

V: Cadê Marguerite??? O que fez com ela???

Visitante: Você poderia me soltar...

V: Me de um motivo...

Visitante: Só estou ajudando-a.

Verônica olhou nos olhos dele e o soltou.

Visitante: Obrigado.

V: Diz-me... onde ela está???

R (Roxton): Lá em cima... está doente!!!

V: Como assim???

R: Passou mal a noite inteira...

V: E você???

R: Ora... o que eu podia ter feito???

V: Então...

R: Cuidei dela...

V: Por quê???

R: Era o mínimo que eu podia fazer... ela me abriu as portas da sua casa...

Verônica estava encantada, além de lindo e forte, era muito cavalheiro.

Mas sabia que tinha que tomar cuidado. Não sabia quem realmente era e nem suas reais intenções.

V: Bom... vou ver como ela está!!!

R: Vou ver se dou conta de acabar de arrumar aqui!!!

Verônica subiu, deixando-o terminando de fazer o que fazia.

M: Verônica??? O que está havendo???

V: Descanse...

M: Mas, ouvi barulhos lá em baixo. Com quem estava conversando???

V: Com o visitante estranho...

M: Não acredito...

Marguerite mal podia falar.

V: O nome dele é John Roxton...

M: O que ele ta fazendo lá embaixo???

V: Arrumando a casa...

Marguerite engasgou-se.

M: O que???

V: Cuidou de você a noite inteira e, agora está arrumando sua casa!!!

M: O que será que ele está querendo???

V: Eu realmente não sei...

Marguerite estava confusa.

M: O que devo fazer???

V: Ficar deitada onde está...

M: Mas, quanto a ele???

V: Pode deixar comigo!!!

M: O que vai fazer???

V: Nada demais... só tentar conhece-lo mais a fundo!!!

M: Tome cuidado....

Verônica desceu novamente e, tentou puxar conversa.

V: Er... bom... de onde veio???

Roxton, que não era nenhum bobo, percebeu aonde ela queria chegar.

R: Se você quer saber se sou do bem ou do mal, pode perguntar de uma vez...

Verônica engoliu a seco.

V: Bom, temos que ter nossos cuidados!!!

R: Fique tranqüila... pode falar com sua amiga que não quero lhes fazer nenhum mal... pelo contrário, nunca esqueço de quem me ajuda!!!

Verônica não sabia o que dizer.

R: Não precisa temer... sou apenas um viajante solitário, que busca as suas raízes...

V: Você estava ferido...

R: Nesta terra de ninguém as vezes acontece coisas no qual não esperamos...

Verônica não entendia nada do que ele falava.

V: Pode me explicar melhor???

R: Um grupo de forasteiros...

Verônica se assustou um pouco.

V: Não é possível...

R: Você já os viu por aqui???

V: Bom no dia que te encontramos... arrumaram encrenca no bar da cidade!!!

R: É barra pesada...

V: Como sabe???

R: Só pelo jeito que fiquei...

Verônica desconfiou de que ele escondia algo.

V: Não é só isso...

Neste momento Marguerite chegou atrapalhando a conversa.

M: O que vocês tanto conversam???

V: Você devia estar de cama!!!

Verônica olhou reprovando-a.

R: Espero que esteja se sentindo melhor, senhorita!!!

M: Senhora...

R: Desculpe-me... mas, é que és tão jovem, não imaginei que fosse casada!!!

M: E muito bem casada!!!

Verônica olhou sem entender.

R: Bom, não quero lhe causar mais transtornos... agradeço-lhe muito a estadia e os cuidados...

V: Mas, pra onde vai???

M: E o que isso nos importa???

R: Arrumarei um jeito!!!

Dentro de poucos minutos, já estava pronto e, já montava em seu cavalo.

V: O que está fazendo???

M: Tentando não arrumar mais problemas...

Verônica deu um longo suspiro vendo-o caminhar, ficando cada vez mais distante de seus olhares.

Fim do 1º capitulo...