Acho que agora todos já sabem que Naruto e seus personagens não me pertencem, e sim a Masashi Kishimoto, por isso a culpa é toda dele, assim como o lucro!

Essa é uma fic YAOI, mesmo assim segue com informações sobre o Manga e Anime. É uma SasuNaru. Quem não gosta, não leia.

Contem Lemon, é by Li Morgan, esperavam o que?

Foi informado, então se seguir, que seja por sua conta e risco!

Legado

Uzumaki Naruto acordou lentamente, sentindo o corpo firme e forte de Sasuke alinhado ao seu, sua coxa descansava entre as pernas de Sasuke e ele usava o ombro pálido como travesseiro. Beijou de leve aquele ombro, ouvindo o suave gemido de Sasuke, que ainda dormia. Sorriu maldosamente enquanto descia sua mão pelo peito de Sasuke, aquele maldito peito másculo que continuava a roubar sua razão, escovando de leve o mamilo do moreno antes de descer sua mão pelo ventre plano, sentindo os músculos abdominais responderem instintivamente a suas caricias antes de envolver o pênis de Sasuke.

Aquela parte da relação deles não mudara, Sasuke sempre o amava antes de dormirem e ao acordarem, e se pudessem, durante o dia. Não era sempre, Sasuke era um comandante Anbu, um ótimo shinobi e um Hokage esperto não o manteria engordando na vila, por isso às vezes Sasuke passava algum tempo longe da vila, para desespero dos dois. Essa era uma dessas ocasiões, Sasuke voltara ontem ao entardecer, e eles haviam passado boa parte da noite se amando, mas ele era o Rokudaime Hokage e tinha obrigações nessa manhã, por isso não tinha tempo de acordar propriamente Sasuke.

Fez um bunshin e o mandou fazer o café enquanto se erguia e sentava sobre o pênis de Sasuke, empalando-se e começando sozinho, aproveitando as ereções matinais para aplacar o pouco de carência que sempre sentia, depois se vestiria e correria para sua sala, para suas reuniões e papéis.

Gemeu alto, movendo os quadris com mais força, adorava quando sentia Sasuke profundamente dentro dele, isso também não mudara. O moreno gemeu também, sorrindo levemente em seu sono, talvez imaginando que aquele era um dos muitos sonhos eróticos que tinham um com o outro quando estavam longe. As mãos pálidas, de dedos longos e hábeis agarraram os lençóis, os quadris de Sasuke se erguiam, ajudando no ritmo e profundidade, enquanto Naruto se preocupava com a rapidez. O loiro tinha os olhos fixos sobre o rosto pálido enquanto se masturbava no mesmo ritmo, sabendo que logo ambos chegariam ao ápice.

Foi então que Sasuke acordou, vendo seus sonhos se tornarem a mais doce realidade com Naruto descabelado o cavalgando selvagem. Os lábios carnudos ainda inchados pelo sono estavam entreabertos, deixando os mais adoráveis gemidos saírem enquanto a mão bronzeada o contentava. Largou os lençóis e agarrou os quadris de Naruto, muito melhor do que acordar e se ver longe de casa, com sua equipe mais afastada, sabendo que não veria tão logo o seu dobe loiro, seu demônio kitsune.

- S'ke – Naruto ofegou gozando, seu sêmen molhando a mão bronzeada, o ventre e peito de Sasuke.

Sasuke rosnou o nome do loiro, adorava quando Naruto gozava, adorava a forma como o corpo do loiro o prendia então, sugando-o e apertando-o como se nunca mais fosse deixá-lo ir. Porem mal tinha acabado de inundar o corpo de Naruto com seu sêmen e o loiro se afastou, indo para o armário, enquanto limpava o sêmen de ambos com a yukata branca que usara na noite anterior.

- Naruto? – Sasuke chamou vendo o loiro colocar apressado uma das calças negras que sempre usava quando trabalhando e puxar uma regata também negra – volte aqui, eu posso fazer melhor.

Naruto sorriu divertido, pegando a túnica longa e aberta com os bordados que lembravam chamas e o deixavam ainda mais parecido com seu pai. Colocou-a antes de puxar o hitaiate e se aproximar de Sasuke, sem deixar que ele o agarrasse, beijou os lábios de seu consorte e se afastou, usando o hitaiate para afastar dos olhos os cabelos enquanto saia do quarto.

- Tenho que ir – Naruto falou na porta – você está de licença por dois dias. Tchau!

Sasuke bufou, deitando novamente e olhando o teto, como odiava que seu consorte fosse um shinobi, e ainda pior, um kage. De que lhe valia ficar na cama sem seu kitsune? Revoltado, mesmo que contente, se ergueu e colocou a yukata negra, usando a branca de Naruto para se limpar e ir comer a comida que seu kitsune lhe fizera, depois pensaria em como atormentar Naruto ou passar o dia até que pudesse tê-lo em seus braços novamente.

Hiro estava com sua equipe, parado diante da mesa do Hokage, quando o mesmo entrou correndo e corado, ele era magnífico, pensou o moreno vendo o loiro os saudar animadamente enquanto ia para sua cadeira e se sentava, só então os olhou.

- Reportem – Naruto falou calmo.

Hiro sorriu ao ver seu jounin sensei corar e quase gaguejar ao começar a relatar a missão de escolta que tinham realizado e as pequenas complicações que ocorrerão quando um grupo de bandidos os atacara, como esperavam.

- Alguém se feriu? – Naruto perguntou passando os olhos pelo pergaminho mandado por Hikaru, o príncipe herdeiro de Lua, para quem havia enviado aquele grupo, ele elogiava o trabalho de Konoha.

- Não – o jounin falou e então corou mais uma vez quando os olhos azuis de Naruto se uniram aos dele – seu filho se mostrou rápido e forte demais para ser atingido.

- Como pai eu me preocupo com meu filho quando ele sai em missão – Naruto falou sereno – como Hokage, eu me preocupo com todos os meus ninjas quando eles partem em missão, são todos meus filhos ou irmãos.

É, porque amante e consorte é só o to-san, pensou Hiro. Gostava de Seigi, seu sensei, mas sabia que ele tinha um fraco por seu chichiue, como muitos ninjas em Konoha, claro que todos sabiam que Uchiha Sasuke poderia ser muito cruel e maldoso se descobrisse, e Uzumaki Naruto nem notava, só tinha olhos para seus filhos, só notava os olhares e sorrisos de seu consorte. Fora os antigos e fieis amigos do loiro, que sempre davam um jeito de interceptar os admiradores antes que houvesse sangue, porque se Uchiha Sasuke descobrisse que alguém estava fazendo mais do que sonhar e olhar de longe o seu dobe, haveria muito sangue envolvido.

- Ótimo – Naruto falou depois que o jounin se desculpou – estão liberados, terão dois dias de folga e então devem se apresentar da sala de missões. Hiro, pode ficar um pouco?

- Claro – Hiro falou depois de acenar para os companheiros, sempre ficava um pouco mais do que eles quando reportavam, se algum ninja estivesse machucado ou tivesse se machucado, Naruto lhe pediria para ficar também e o levaria pessoalmente ao hospital, ou iria ao hospital para visitar e conversar, Makoto, a kunoichi de sua equipe corou ao olhar para ele, mas Hiro a ignorou – queria perguntar alguma coisa, chichiue?

- Makoto finalmente se declarou? – Naruto perguntou assim que a porta fechou, todos sabiam que ela evitaria qualquer um de ouvir do lado de fora – você é tão lindo.

- Obrigado, chichiue – Hiro falou se aproximando de Naruto e beijando a testa dele, sentindo o beijo no queixo – ela se declarou sim, e eu agradeci, mas não poderia aceitar. Eu quero alguém como você, chichiue.

- Tire as mãos do meu dobe – Sasuke falou da janela – ou vamos ter que decidir isso da forma antiga.

- Um duelo? – Hiro perguntou sorrindo e indo para trás da cadeira de Naruto, abraçando-o por trás – quem sabe não é agora que eu venço esse presunçoso e fico com você só para mim, hem chichiue?

- Parem de brincar – Naruto falou – sei muito bem que estão loucos para conseguirem tempo para treinarem juntos, dessa vez conseguiram dois dias inteiros, então não me usem como desculpa.

- Mas chichiue – Nowaki estava na janela, sentado, tinha vindo com o to-san para o escritório do pai e como sempre, ignoravam a porta – uma batalha de Sharingan por você.

- Já aconteceu antes, e eu venci – Sasuke falou arrogante – sabe que Naruto não viveria sem mim, eu até gostaria de ir embora, mas sabemos que ele se mataria.

- Quebre ele – Naruto falou olhando para Hiro, que sorriu concordando antes de beijar a testa de Naruto mais uma vez.

- Pode deixar – Hiro falou – ele é muito arrogante, não sei como você o aceita.

- Eu o deixei entrar, quando vi, ele estava lá – Naruto falou fingindo resignação – quem disse que consigo me livrar dele?

- Chichiue – Nowaki correu para Naruto, sentando no colo do loiro e o abraçando – mande os dois embora em missão e fique só comigo! Sou seu No-chan e você só precisa do meu amor.

- Pirralho insolente – Sasuke falou espremendo os olhos – sabia que deveria ter dado um cachorrinho ou gatinho para Naruto, mas ele queria um bebê.

- Verdade – Hiro falou com uma expressão igual para o irmão, que riu ao esfregar o rosto no de Naruto.

Nowaki era moreno como eles, tinha o porte dos Uchiha, alto e esguio, mesmo aos doze anos, mostrava que seria exatamente como Hiro e Sasuke. O rosto dele também era muito parecido com o dos dois, embora houvessem pequenas diferenças, os olhos de Nowaki eram de um azul cobalto escuro, enquanto o deles eram negros, os cabelos eram rebeldes como os de Naruto, apontando para todas as direções. O formato da boca também era diferente, era mais carnuda. O desenho da de Sasuke e Hiro, mas com os lábios de Naruto. Nowaki era uma mistura de Sasuke e Hiro, enquanto Hiro se parecia uma cópia perfeita de Sasuke, ou de Itachi, se não fossem as olheiras pelo uso continuo do Sharingan.

- Eles são idênticos – Nowaki falou animado, sua personalidade era toda Naruto – você vive falando isso, chichiue, se livre deles e fique comigo, que sou novo e adorável!

- Vamos levá-lo lá para fora e chutar a bunda dele até ele aprender o seu lugar – Hiro falou ameaçador.

- Boa idéia – Sasuke falou – Naruto já teve seu brinquedinho por tempo demais.

- É, depois eu te mato e fico com o chichiue só pra mim – Hiro falou sorrindo maldosamente.

Naruto começou a rir com Nowaki, ele sempre ria, por isso continuavam com aquela brincadeira. Embora Sasuke pudesse se lembrar de um convite para um duelo que recebera de Hiro quando ele fizera dez anos e descobrira o que exatamente ele fazia além de dormir junto com Naruto, malditos pervertidos de Konoha. Havia lutado a sério com Hiro, porque sabia que o menino estava sério também, apenas não o machucara, mas o vencera e então conversara com ele, uma longa conversa que lhe rendera alguns cascudos e beijos de Naruto depois.

Desde então eles treinavam juntos, Nowaki também, assim como Naruto, quando tinha tempo. Quando Hiro completara quatorze anos e as garotas de Konoha caíram encima dele, ele convidara Sasuke para mais um duelo, onde eles haviam lutado, Sasuke havia ganhado e então sentado e conversado, desde então Hiro pulava o duelo e começara aquela brincadeira de querer roubar Naruto para si. Nowaki apenas entrara na onda, incapaz de aceitar que fosse deixado de fora de uma brincadeira.

- Meus Uchiha ciumentos – Naruto falou baixo – e você, Nowaki, não deveria estar treinando com seu time?

- Já acabou – Nowaki falou – o sensei lutou comigo, disse que sou rápido e que acredita que eu me torne chunnin no próximo exame.

- Ótimo, preciso de mais Uchiha para torturar – Naruto falou beijando seu caçula antes de olhar para Hiro – aqui está, eu pedi para que ficasse para entregar isso.

- O que é? – Sasuke perguntou curioso.

Hiro pegou o pergaminho, sabendo o que era. Tinha se tornado jounin há três meses e se inscrito na Anbu, não a Anbu normal, mas a Re, que estava unida a Anbu regular agora, como uma equipe evoluída, somente os melhores e mais leais ao Hokage e a Konoha estavam nela, Sasuke estava nela.

Abriu o pergaminho, tentando saber se o sorriso do chichiue era uma boa ou má notícia, até que leu aceito. Morino Ibiki o aceitava na Re, deveria se apresentar em dois dias a ele, para receber a máscara do kitsune, como requerera.

- Parabéns – Naruto falou sorridente.

- Parabéns – Sasuke falou – era o que eu esperava de um filho meu.

Hiro esqueceu que tinha dezessete anos e abraçou Sasuke antes de correr para Naruto e se ajoelhar entre as pernas dele e o abraçar. Fora aceito, seus pais estavam orgulhosos dele, seu irmão estava orgulhoso dele. Sabia que seus pais biológicos, onde quer que estivesse, estavam orgulhosos dele também. Mas Hiro tinha que reconhecer, o melhor dos sorrisos, aquele que sempre procurava, era o do chichiue. Começava a sentir a falta de algo, de alguém, alguém como o chichiue para alegrar a sua vida. Por isso não aceitava nenhuma das declarações que lhe fazia, queria alguém especial, alguém como Uzumaki Naruto, para dividir tudo, para passar a vida e formar uma família, quem sabe ter os bebês quem o chichiue tanto almejava. Nenhum deles desconhecia o fato de que Naruto sempre desejara ter muito filhos, mesmo que ele jamais falasse disso. Já que ele não pudera, Hiro queria lhe dar muitos netos e sabia que Nowaki pensava igual, e aos doze anos, começava a entender o mesmo que Hiro entendera naquela idade.

- Obrigado – Hiro falou e então soltou Naruto e se recompôs – agora vou levar o capitão Anbu lá para fora e mostrar o orgulho da Re.

- Aceito na Re e fica todo prosa – Sasuke falou provocando – é nessa hora que eu digo que faço parte da Re por que quero? Que já fui convidado muitas vezes antes de aceitar?

- É, seria nessa hora – Naruto sorriu para Sasuke – mas como você é um pai orgulhoso, não vai usar isso.

- Tudo bem – Sasuke sorriu andando até Naruto e beijando os lábios do loiro antes de olhar os filhos – vou me distrair com esse dois até você voltar para casa.

- Farei um jantar especial hoje – Naruto falou – estamos comemorando.

- Adoro comemorações – Sasuke falou lançando um olhar malicioso para Naruto, que sorriu de volta, Nowaki nem percebeu nada, já estava pulando a janela, falando que também adorava comemorações, mas Hiro notou e corou de leve, pensando que talvez, só talvez, estivesse com um pouco de inveja de Sasuke. Quando a pessoa para ele chegaria em sua vida?

**-***-**

Gaara olhou sua cidade, sua bela cidade, olhou então os portões, por onde seus filhos entravam, lado a lado. Eles eram um time, sempre seriam, conheciam cada pensamento um do outro, eram cúmplices, e ambos o olharam agora. Orgulho puro inundou Gaara, seus filhos eram lindos, eram inteligentes, eram fortes e eram muito, mas muito amados, por ele, por Sai, pela família de sangue e de coração que formara em Suna e por todo o povo daquela vila.

Ryuu andava altivo, era maduro demais para um menino de doze anos, tinha o porte orgulhoso e altivo dele, com a altura de Sai. De Sai também herdara os olhos negros, que podiam ser quentes como o fogo ou frios como o gelo, como diziam que os dragões dominavam, também herdara a alta estrutura de Sai, seria um homem alto, recém completara doze anos e já era o mais alto de sua idade. O resto era todo dele, o formato da boca, dos olhos, do rosto. E era tão belo o seu Ryuu, com seus cabelos vermelhos como fogo e pele dourada pelo sol. Um dia ele encontraria alguém, como ele mesmo encontrara, talvez essa pessoa fosse de Suna, mas duvidava que fosse. Ryuu gostava de Suna, mas não a amava como ele e como a irmã.

Então olhou sua Yuki, delicada, delgada, mas o corpo pequeno era forte e ágil, e seu botão de flor do deserto estava prestes a começar a desabrochar. De Sai, sua menina herdara a pele pálida como a neve, nome que lhe dera, também herdara seu talento artístico, e seu sorriso mais amplo e grande curiosidade. Os olhos eram da cor dos de Gaara, enquanto o cabelo era a mistura dos dois, tinham um tom rico de vinho e caiam em uma longa transa pelas costas delgadas. Yuki amava Suna, e já dissera que seria a futura Kazekage, a primeira mulher da história, Gaara jamais duvidara, nem por um segundo.

Como amava seus filhos, como amava seu Sai. E foi a mão de Sai que envolveu sua cintura agora.

- Eles estão crescendo rápido demais – Sai falou baixo.

- Concordo – Gaara sorriu – mas nós concordamos com isso desde que eles aprenderam a falar e andar.

- Num minuto eram bebês, no outro eram crianças – Sai falou beijando o pescoço de Gaara – e agora são quase adultos. Ryuu e Yuki me disseram que vão participar do Chunnin Shiken.

- Esse será perigoso – Gaara falou baixo – ou pelo menos muito competitivo. Vai ser o primeiro.

- Sim, a primeira vez que todas as vilas e nações participam – Sai falou orgulhoso – demorou, mas Naruto finalmente conseguiu.

- Sim – Gaara sorriu orgulhoso também – há paz, ainda frágil, mas ela existe, como uma chama que luta para brilhar, como um farol.

- Sim – Sai sorriu puxando seu consorte para dentro do quarto deles e puxando a cortina, para que ninguém de fora pudesse ver a forma como erguia a yukata de Gaara e o pressionava contra a parede – você fez um ótimo trabalho também.

Gaara sorriu, envolvendo a cintura de Sai com as pernas e então o beijou, antes de se esfregar nele e usar sua areia para afastar o moreno.

- Nossos filhos estão quase na porta – Gaara resmungou quando ouviu a risada de Sai.

- Eles já estão na idade de saber como vieram ao mundo – Sai falou malicioso, mas sabia que não convenceria Gaara, ele era cuidadoso quando as crianças estavam por perto. Mas logo anoiteceria e então teria seu Gaara só para ele.

Por isso nada falou, apenas gemeu quando a areia de Gaara deslizou por sua pele, o ruivo podia ser cuidadoso, mas era um provocador.

**-***-**

O Raikage foi anunciado e Naruto colocou seu selo no último documento sobre a mesa, tinha acabado aquela gama infinita de papéis que pareciam se multiplicarem sempre que ele piscava, jamais reconheceria que ele usava um bunshin todas as manhãs, para conseguir ler e assinar toda a pilha que se acumulava durante a noite. O Anbu que anunciou o Raikage se apressou a pegar a pilha, sabia que estava ordenada, pronta para ser catalogada em suas pastas especificas, Uzumaki Naruto era muito mais organizado do que a Godaime, o que surpreendia a todos. Era um administrador perfeito, além de líder carismático.

Os três ninjas que faziam a escolta direta do Raikage foram então ofuscados pelo sorriso de Uzumaki Naruto, até mesmo o Anbu ofegou admirado, o sorriso de Naruto parecia possuir esse poder, de deixar o dia mais claro e mais quente.

- Seja bem vindo, irmão – Naruto falou se erguendo e estendendo a mão.

O Raikage apertou o pulso de Naruto, como o loiro apertou o seu, um aperto firme, enquanto caia na profundidade dos olhos azuis.

- Pó loiro – Kira reclamou – assim não vale, ainda tenho vontade de reverenciar.

- É o poder da Kyuubi – Naruto falou sorrindo sem jeito enquanto indicava que Kira deveria se sentar – é instintivo, não tenho como controlar realmente.

- Eu sei, po – Kira falou sorrindo de lado – cara, sua vila é maior delicia, nunca vi tanta gente alegre e mulheres bonitas antes.

- Bonitas, atrevidas – Naruto falou, lembrando das palavras de Jiraya – e orgulhosas. Meu povo é feliz, eu trabalho para que ele seja próspero e feliz.

- Eu também – Kira riu – cara, como é que tua mesa ta assim vazia? Eu tenho medo até de pensar no tamanho da pilha que vai estar me esperando.

- Eu entendo – Naruto falou e então olhou para os lados, como que garantindo que mais ninguém escutaria, parecendo um menino travesso – eu uso um bunshin ou mais quando chego de viajem, e pelo menos um todas as manhãs. Acho que eles não fazem nada além de ficar produzindo esses papéis enquanto eu não estou.

O único homem da comitiva de Kira começou a rir, Kira havia falado algo assim pouco depois de ter se tornado o Raikage. A aliança de Konoha e Kumo tinha seis anos, mas o antigo Raikage, irmão mais velho de Kira, ainda alimentava a idéia de destruir Konoha, que se fortalecia ainda mais com idênticas alianças com as demais nações. Forçara tanto, que até o Conselho que o escolhera o abandonou. Nessa espoca Kira morava dentro de Kumo, vivendo com o povo e agindo como um ninja normal.

Sabia que o sensei, e jamais deixara de pensar nele como sensei, começara a perceber a lealdade que tinha de todos os ninjas que já tinham convivido com ele, e aos poucos ia entendendo que o povo comum, os aldeões, não o odiavam ou desprezavam, mas que o respeitavam demais, sem saberem como demonstrar esse orgulho e respeito. O sensei se envolvera diretamente nas negociações com Konoha e Suna, ainda mais por descobrir que Sabaku no Gaara, o Kazekage, era o antigo Ichibi no Shukaku. Uzumaki Naruto já era Rokudaime Hokage, um jinchuuriki, um líder de peso em Fogo e no mundo. O sensei descobrira que o céu era o limite para ele, sua condição não era digna de pena, no máximo de medo.

O irmão mais velho do sensei, o antigo Raikage, enlouquecia a olhos vistos, ao ponto de a população e shinobis começarem a questionar o porquê de terem um líder tão medíocre. Jamais havia sido um ninja verdadeiramente forte e mais uma vez o rumor de que só conseguira o cargo por sacrificar o irmãozinho ao Hachibi circulavam, mas dessa vez com concreta certeza. Boa parte do antigo Conselho, que colocara o antigo Raikage no poder estava morta, novos nomes ocupavam seu lugar e eles não olham com bons olhos o Raikage, então foi simples para eles indicar um novo nome, era tempo de mudança, Kumo tinha que se modernizar, como todo o mundo shinobi mudava. Konoha não estava oferecendo uma barganha, estava construindo uma ponte para eles e o futuro. Kira fora indicado, era respeitado, era forte, e diante de toda a Kumo, teve que ver seu irmão mais velho o acusar de ser um monstro sanguinário. O homem que decretara inúmeras guerras, que tinha sangue de Kumo e de muitas nações nas mãos, acusava Kira de ser um demônio. A população escolheu Kira, o irmão acabou se matando, de vergonha, covardia ou remorso, isso ninguém jamais saberia.

O sensei lutara pela modernização de Kumo, assinara a aliança com Konoha e Suna, fortalecera a união. Assumindo, percebera os inúmeros erros que a administração de seu irmão havia acarretado à esplêndida Kumo, por isso estendera a mão em anistia a muitos nuke-nins, que retornaram a vila. Reparou a antiga perseguição do irmão as famílias com Kekei Genkai e jutsus familiares, incentivando-os. E descobrira que os iryou de Kumo eram perseguidos e mantidos na mais profunda treva, por isso apelara para Konoha. Os antigos membros do Conselho, que ainda eram secretamente contra Kira como Raikage, riram e fizeram piadas quando uma jovem mulher de Konoha e uma adolescente chegaram, o nome de Haruno Sakura e sua discípula Moegi correu a cidade, mas ninguém sabia nada sobre elas. Apontaram que tinham pedido ajuda e mulheres e crianças inúteis era a resposta de Konoha. Pagaram a língua no mesmo dia, quando os iryou retornaram para suas casas drenados.

Haruno Sakura fez seu nome, esfregando na cara de todos que era a discípula da Sannin da Cura, em pouco tempo não só tinha modernizado todo o sistema médico de Kumo, como incrementado a horta medicinal e a ampliado. Mais e mais pessoas se ofereciam para aprender a curar, a menina Moegi ensinava o básico, tanto no treinamento de chakra, quando no treinamento físico. Sim, Haruno Sakura acreditava na filosofia de que nenhum iryou deveria ser protegido, que deveriam saber se proteger e havia feito com eles o mesmo treinamento que recebera, instigando-os a aprender esquivar de qualquer coisa. Com a força que isso teve, com o orgulho que a população sentia pela pessoa enviada por Konoha, a parte antiga do Conselho finalmente fora jogada para escanteio e aposentada, novos tempos nasciam em Kumo, assim como em todo o mundo shinobi.

- Eu acho o mesmo – Kira confabulou – e ai? Como estão seus meninos?

Naruto então deu um outro sorriso, um paternal, que deixava o rosto jovem mais maduro e incrivelmente sexy.

- Meu mais novo vai participar do Chunnin Shiken – Naruto falou – o mais velho foi aceito na nossa Anbu.

- Uau – Kira sorriu – e aquele seu marido ciumento?

- Bem atrás de você – Sasuke falou baixo, letal, espantando os três ninjas da escolta, mas Kira apenas se virou rindo.

- Cara, você continua boa pinta também, é algo na água de Konoha?

- Pode ser – Naruto sorriu – mas a verdade é que somos jovens ainda. Eu recém fiz trinta.

- Ta brincando? Com esse rostinho de vinte? – Kira perguntou – esse cara vive grudado em você, loiro?

- Quando na vila – Sasuke respondeu por Naruto – eu os levarei até os aposentos destinados a vocês.

- Cara, sei que meu charme animal o deixa inseguro, mas bem que podia me deixar mais um tempo com o loirinho sexy aqui – Kira falou sorrindo – sei que é muita pressão, já que eu sou um cara sexy e poderoso, e entendo completamente o lance de ter um companheiro de corpo.

Sasuke lançou um olhar frio a Kira, que sorriu ainda mais. Os três ninjas da escolta estavam começando a ficar preocupados.

- Saia logo daí, ou eu não poderei entrar – um homem de cabelos azuis escuros falou da porta.

- Sumaru – Naruto falou alto, correndo para o amigo e o abraçando, sendo recebido pelos braços dele.

- Hei, eu não ganho esse tratamento – Kira falou e então olhou Sasuke – não vai reclamar?

- O Hoshikage e seu consorte são amigos antigos – Sasuke falou olhando superior para Kira – o consorte é o que Naruto abraça agora.

- Isso que é tratamento vip – Kira resmungou – como consigo um desses.

- Se case – Sasuke falou sorrindo cruel – não está ficando velho demais para essa vida de solteiro?

- Cara, você pegou o melhor, não reclame – Kira brincou e então acompanhou Sasuke, depois de cumprimentar formalmente o Hoshikage, que parecia tão jovem quanto Naruto. Talvez estivesse na hora mesmo de se aquietar e ter uns filhos, já sabia até mesmo com quem, talvez ela concordasse em sair com ele quando voltasse a Kumo.

As cadeiras estavam todas alinhadas, para que todos na arena pudessem ver todos os Kages das cinco nações e demais kages alinhados, sentados um ao lado dos outros, como irmãos. Ao centro estava o belo e dourado Hokage, já que Konoha presidia o encontro, diretamente ao lado deles estavam os irmãos de Kumo e Suna, que partilhavam o passado de medo e ódio do Hokage, jinchuurikis, mas era sabido que todos os lideres de vilas shinobis ali sentados eram verdadeiramente aliados, e juntos construíam um novo mundo, um mundo sem guerras, onde suas diferenças eram honradas e igualdades cultuadas.

Para os mais velhos, aqueles que tinham visto a guerra, que tinham perdido com elas, aquilo era uma benção. Ver os mais jovens nascendo e crescendo em um mundo pacifico, vendo que as nações não usavam mais seus homens e mulheres como armas, era reconfortante. Para os adolescentes de Konoha, que lembravam da grande reconstrução, e que lembravam principalmente que o Hokage pessoalmente lhes fizera bonecos, ensinara brincadeiras e lhes contara histórias, e que mais de uma vez o próprio Kazekage lhes levara lanche, para orgulho e terror deles, a idéia de que nações podia se odiar ao ponto de sangrarem umas as outras em longas e terríveis guerras era quase absurda.

Podiam haver conflitos, talvez eles sempre existissem, mas eram resolvidos com diálogos e acertos, sem sangrar a dignidade e integridade de nenhuma nação, os grupos de nuke-nins desgarrados e de bandidos diminuíra quase a extinção. E as Nações se encontravam no Chunnin Shiken, que era realizado a cada seis meses em uma das nações. Esse seria o primeiro com todos os kages representados ali. De Oto a Kiri.

Naruto tinha acabado seu discurso, um que havia emocionado todos os espectadores e senhores feudais, contagiado os shinobis de todas as nações que estavam prestigiando o evento, e então os finalistas do Chunnin Shiken entraram, alinhados e alegres, tão incrivelmente jovens e belos a luz da manhã.

- Aquele moreno é o meu Nowaki – Naruto falou para Kira – a ruivo e a menina de cabelos vinho ao lado deles sãos os de Gaara.

- São lindos como pinturas – Kira falou olhando os meninos, a vitalidade, os traços dos dois kages que conhecia tão bem, de seus irmãos jinchuurikis – dá até vontade de ter uns dois ou três.

- São um conforto e uma provação – Gaara falou baixo – mas jamais me arrependi de ter tido meus bebês.

Kira olhou Gaara, que era um líder carismático e um homem forte, mas que jamais parecia se abrir tanto quanto na presença de Naruto, porem todos os demais kages e até os daymios pareciam diferentes, mais tranqüilos e felizes ao lado de Naruto.

- Chichiue – a voz soou baixa, as costas de Naruto, que olhou sobre o ombro direito para o jovem moreno, Kira quase pulou ao ver o rosto do Uchiha quando haviam se encontrado pela primeira vez, muitos anos trás – podemos começar?

- Kira, esse é meu mais velho, Hiro – Naruto falou – ele você conhece.

- Só de relance – Kira falou sorrindo – bonitos meninos você teve, você também, Gaara.

Gaara concordou com a cabeça e Hiro sorriu junto com Naruto, voltando então à postura controlada.

- Pode mandar começar – Naruto falou – e Hiro, fique junto aos concorrentes que esperam pelas lutas, o Daymio de Terra tem mania de tentar subornar os genins para favorecer suas apostas.

- Hai – Hiro falou apertando os olhos – eles serão protegidos, meu Hokage.

O Tsuchikage olhou Naruto longamente e então sorriu.

- Então é assim que ele ganha? – perguntou lançando um olhar para onde os daymios estavam, exatamente a frente deles, olhando longamente o homem – ele já tirou uma fortuna de mim.

- É, Gaara matou dois ninjas que trabalhavam para ele no nosso Chunnin Shiken – Naruto falou e Gaara o olhou confuso – eles lhe disseram para perder para Sasuke, lembra? Eu e Shikamaru ficamos muito felizes.

- Por quê? – o Tsuchikage lembrava do incidente, mas não sabia porque do pacificador falar isso.

- Bem, eles eram realmente maus – Naruto falou sorrindo sem graça – e eram eles ou nós, tínhamos só doze anos e uma longa vida pela frente, e já tínhamos enfrentado Gaara há uns dias, não queríamos enfrentar novamente.

- Mas você enfrentou – Gaara falou sorrindo para Naruto – e me venceu.

- Quantos dos meus ninjas ele matou assim? – o Tsuchikage se perguntou em voz alta, o daymio pareceu sentir seu olhar e ficar constrangido – algumas pessoas ainda tendem a ver shinobis como armas.

- É – Naruto concordou – vamos provar para eles que somos pessoas, nenhum governo é eterno, mas um bom governante é. O trabalho ainda não acabou, conseguimos apenas começar a sanar as eras de danos causados entre nós, agora devemos começar a nos concentrar em mudar a forma como alguns governantes pensam sobre nós. Somos poder bélico, mas somos humanos, exatamente iguais a eles.

- Muitos já perceberam isso – Sumaru falou sorrindo – e por acaso, a maioria deles já o teve protegendo suas vidas, você fez seu nome conhecido, conquistou aliados poderosos e jamais usou isso para hostilizar as demais nações.

- Se não fosse à ajuda do Rokudaime Hokage – o líder de Ame falou sorrindo benevolente, um de seus genins estava na final – e dos governantes que estenderam sua amizade para conosco, jamais teríamos reconstruído nossa terra e nação. Ainda há feridas, nossa terra foi muito atingida, mas há esperança nos olhos de nosso povo agora, e há sol.

- Todos os kages responsáveis sabem que cometeram inúmeros erros contra Ame – o Tsuchikage falou – o Hokage nos ajudou e corrigir isso. O mesmo pecado que alguns daymios ainda cometem, nós mesmos cometemos até a bem pouco tempo atrás.

- Jamais devemos esquecer, ou deixar nosso povo esquecer – Naruto falou – não se trata de alimentar a discórdia, revolta ou ódio, mas lembrar os erros cometidos e fazer de tudo para que eles jamais tornem a acontecer. Ah, olhem meu menino, ele nem está usando o Sharingan.

- Pai babão – Sumaru falou baixo, implicante.

- Minha filha ainda nem começou a mostrar seu poder – Gaara falou olhando Sumaru, como se o desafiasse a falar algo.

- Coruja – Sumaru falou baixo, insolente, até mesmo arrogante.

Gaara sorriu.

- Sempre – Gaara falou – é uma linda flor do deserto, pena que ela vai perder.

- Mas está mostrando seu valor – o novo Mizukage falou benevolente – parece que essa batalha já aconteceu.

- Eu lutei contra Uchiha Sasuke no nosso Chunnin Shiken – Gaara falou – e lutei com Uzumaki Naruto depois. Claro que eu teria vencido Sasuke, e perdi para Naruto.

- Considero empate técnico – Naruto falou – eu também não estava cheio de energia no fim.

- Venceu Hyuuga Neji e então acabou comigo – Gaara lembrou – me deixou excitado com aquela luta, por isso acabei matando aqueles ninjas, era um descontrolado naquela época, estava completamente nas trevas, e eu invoquei o Shukaku na nossa luta, mesmo assim você me derrotou.

- Também usei o chakra da Kyuubi – Naruto lembrou.

- Venceu – Gaara falou sem tirar os olhos da luta da filha – e me mudou. Daquele dia em diante eu comecei a trabalhar para me tornar necessário e amado pela minha vila, e me tornei o Kazekage. Desde então Suna e Konoha são aliadas.

- Ele fala assim somente para nós, que nunca lutamos contra o Hokage se sintam rebaixados – Sumaru falou.

- Acho que vocês que já realizaram missões ao lado dele são todos uns arrogantes – o Mizukage falou e o Tsuchikage concordou sorrindo.

- Somos a maioria – Sasame, agora a Otokage, falou sorrindo e corando – viram o que deu suas nações se manterem fechadas ao mundo exterior?

O Tsuchikage olhou longamente Naruto e então suspirou.

- Sim, colocando dessa forma, vemos que perdemos muito – falou finalmente o homem, era o mais velho entre os lideres shinobi, seguido por Kira – meus chunnins e jounins quase choraram pedindo para serem rebaixados, somente para poderem prestar esse exame.

- Muitos reclamaram quando Naruto se tornou Hokage, a chance de participar de uma missão ao lado dele se tornou praticamente impossível – Sasame falou sorrindo – eu agradeço por ter tido essa oportunidade enquanto era tempo.

Sasuke estava irritado, muito irritado. Os malditos kages e daymios pareciam tão fascinados com seu dobe que não iam embora nunca, já estava tarde, queria seu loiro em seus braços, na cama deles.

Naruto, talvez pressentindo a crescente irritação possessiva de Sasuke, ou talvez percebendo que Gaara e Sumaru estavam esperando apenas sua saída para se retirarem. Por isso Naruto se despediu rapidamente de todos, prometendo que conversariam no dia seguinte.

Sasuke se alegrou por isso, mas não muito, só estaria tranqüilo realmente quando tivesse seu loiro devidamente despido na cama deles, longe de todos aqueles admiradores. Já era difícil administrar os ninjas de Konoha, encontros de daymios e kages era ainda pior, todos queriam uma parte de Naruto, sua atenção, seu sorriso. Naruto era seu!

- Possessivo – Naruto falou baixo, enquanto andavam pelas ruas praticamente desertas de Konoha, parecia conseguir ler os pensamentos de Sasuke, que pegou a mão de Naruto e a apertou enquanto os dedos do loiro entrelaçavam com os dele.

- Não gosto quando ficam tocando e flertando com você – Sasuke falou.

A verdade é que não se importava com as pessoas que conhecia, aquelas das missões que realizara com Naruto, o que restringia a uma pequena minoria. Naruto não parara de viver e encantar enquanto o procurava pelo mundo, e parecia completamente impossível para o loiro ir a algum lugar sem ser notado ou mudar a vida de alguém importante. Alguns deles Sasuke gostava, como Kira, Sumaru e Hikaru, mas então tinha pessoas como aquela sacerdotisa oferecida e Sasame, que praticamente se jogavam sobre Naruto.

- Você é um bobo – Naruto falou sorrindo – olhe que lindo.

Sasuke olhou desconfiado para Naruto e então seguiu a direção dos olhos do loiro, vendo as quatro figuras sobre a cabeça do Yondaime, não precisava de uma grande visão para saber que eram seus filhos. A lua os iluminava ao longe, como Naruto, eles gostavam de ficar sobre aquele rosto, o do avô. Notou então a forma como a figura que presumia ser Hiro estava se misturando a outra, menor. Nowaki estava mais afastado, com uma garota.

- Gaara sabe que seus filhos estão se envolvendo com os nossos filhos? – Sasuke perguntou malicioso.

- Deve saber – Naruto sorriu – não é lindo?

- Sim, você é – Sasuke falou pegando Naruto no colo e o levando apressado para dentro da casa deles – e é todo meu.

Em outros lugares de Konoha, outros casais aninhados olhavam a mesma cena, igualmente enternecidos antes de se dedicarem a suas paixões. Casais como Gaara e Sai, Iruka e Baki e Naruto e Sasuke.

Casais antigos e novos, homenageando o luar, uma noite feliz, contemplando juntos as despedidas que se aproximavam e os novos começos que se anunciavam.

Fim.

Nota da Li:

Pois é, acabou-se o que era doce. Não explorei muito os lemons, achei que não cabia, mas não resisti a uma casquinha de SasuNaru, logo no início. Espero que tenham gostado de Legado, porque eu amei, e espero que tenham gostado de seu fim.

Obrigado a todos que leram, e meus sinceros e profundos agradecimentos aqueles que comentaram, ajudando a enriquecer a história e a fazer uma escritora feliz.

Beijos da Li.