De: Daddy's Little Cannibal.

Tradução: Minha.


A/N [Daddy's Little Cannibal]: Estou muito excitada com esta história. É a minha primeira de Alice e Jasper. E eu quero fazer com que as personagens sejam mais profundas do que como a maioria das pessoas as escreve. Tens o Jasper que está constantemente a lutar e que é muito atento às emoções das outras pessoas. Depois tens a Alice que, enquanto humana, foi internada por causa das suas visões. Estou super excitada com esta história e apenas espero que consiga fazer as personagens fiéis a Meyer, sem as fazer fúteis ou ocas.

A/N [Minha]: Depois de ler esta história no original fiquei super interessada, e ao consultar o perfil de Daddy's Little Cannibal encontrei que algumas das suas fictions haviam sido traduzidas para línguas como o Português ou o Espanhol. Sendo assim, achei por bem traduzi-la, não me fica nada mal.

Resumo: Eles conheceram-se no metro. Ela ainda trazia a pulseira do hospital. Ele ainda tinha marcas da noite anterior. A minha resposta a um desafio. Não há mortes de personagens ou abuso das mesmas. Todos Humanos. Alice & Jasper.

Renuncia: Eu não sou dona da saga Crepúsculo

Regras do desafio:

Não há mortes de personagens

Não há abuso

Não há violação

Não há lamechice (exemplo: "a minha vida é tão horrível porque não recebi a Xbox que queria pelo Natal)

Tem de ser o mais dentro das personagens possível.

"Tu estendeste a tua mão, e eu agarrei-a sem parar para fazer sentido do que estava a fazer. Pela primeira vez em quase um século, eu senti esperança." – Eclipse, Stephenie Meyer


O Rapaz conhece a Rapariga

Eu estava a ler um livro que alguém tinha deixado no metro algures esta semana. A minha respiração estava a ficar difícil e os meus olhos estavam a ficar lacrimosos. Eu já sabia como a história ia acabar, mas isso não impediu que a tensão se formasse. Mordi a pele morta do meu polegar enquanto os meus olhos passavam as palavras inscritas na página.

Apertei mais a mão em redor da capa dura e movi as minhas pernas para a minha cadeira de modo a estar sentada sobre elas. O banco de plástico estava frio. Tinha-me esquecido que não estava a usar calças. Movi a minha saia por cima dos meus joelhos para não flashar alguém acidentalmente. O meu polegar regressou à minha boca e comecei a mastigar na pele morta, retirando pequenos pedaços.

O metro parou e a porta abriu-se. A maioria das pessoas da carruagem saiu e outra carga entrou. Eu não desviei o olhar da página para ver quem estava agora a acompanhar-me. Passei os dedos pelo meu cabelo curto (que parecia cabelo de cão pois estava muito seco da tinta preto que lhe coloquei) e mordi o meu lábio inferior. Os meus dedos começaram a tremer enquanto virava a página, os meus olhos a assimilarem a ultima palavra antes de saltarem para a primeira da página seguinte.

Alguém se sentou perto de mim. Fechei os meus olhos e abanei a cabeça, tentando evitar a visão que estava a interromper a minha história. Não resultou. Assim que os meus olhos se abriram eu já não estava no metro. Estava sentada num sofá num apartamento estragado que nunca tinha visto antes. Alguém estava à minha frente. Ele era alto e magro. Estava sem camisa e a fumar um cigarro. O seu cabelo loiro em ondas e parecia que não tomava um banho há algum tempo.

"Queres jogar um jogo de cartas?" Perguntou segurando um baralho de cartas. A sua voz era grossa com sotaque do sul.

"Claro Assenti, largando o meu livro ao meu lado e ajoelhando-me à frente da mesa de café entre nós. Ele começou a baralhar as cartas, os seus dedos cobertos de cicatrizes e os seus braços eram apenas veias e ossos. Marcas de luta por todo o lado.

Ele viu-me a olhar para os seus braços. "Uma veia rebentou quando eu estava a tentar disparar. " Explicou.

"Deve ter sido doloroso." Agarrei as cartas que ele me tinha atirado.

Ele não respondeu. O silêncio era confortável, como isto raramente acontecia entre nós. Ele não parecia muito falador, e pelo trejeito da sua face era fácil de dizer que ele estava a ter muitos conflitos internos.

O meu livro começou a focar. Em vez de ficar excitada pela visão ter terminado, eu estava ansiosa. Ele estava a respirar fundo e não conseguia parar de tremer, embora estivesse a usar um casaco grosso e a carruagem do metro estivesse a uns confortáveis 26 graus. O seu cabelo loiro cobria a sua face e parecia que não via o sol há anos. Ele era a pessoa da minha visão.

"Olá," Estendi a minha mão para ele apertar. A minha manga deslizou pelo meu braço, os meus olhos abriram-se e puxei a mão para trás para puder pôr a manga de volta no meu pulso. "Sou a Alice." Continuei quando tive a certeza de que a minha manga não deslizaria de novo. "Como te chamas?"

Ele abriu um olho e olhou para mim. As suas pupilas eram enormes. Era difícil de dizer a cor dos seus olhos pois a maioria da cor estavam tapada pelas suas pupilas dilatadas. Mas, pela pequena linha de cor a rodear o negro, eu tinha quase a certeza que os seus olhos eram azuis. Um azul oceano bem escuro.

"Jasper." Respondeu com o seu grosso sotaque de sul. Os seus olhos encontraram a minha mão. Ele lentamente puxou a sua mão para fora do bolso do casaco. Eu relancei o olhar sobre todas as feridas abertas que ele tinha. Era como se tivesse sido atacado por algo ou alguém. Ele agarrou a minha mão, os seus dedos esqueléticos enrolando-se na minha palma. Enrolei os meus dedos em torno dos dele e comecei a levantar e baixar o meu braço, ele seguiu o movimento.

"Prazer em conhecer-te, Jasper." Puxei a minha mão para trás. Ele sorriu-me de volta, os seus olhos a mirar o livro que estava no meu colo e depois a centrarem-se de novo em mim. Ele abriu a boca mas rapidamente a fechou.

"Prazer em conhecer-te, também, Alice." Respondeu finalmente, a sua mão a regressão ao bolso. "Que estás a ler?" Perguntou.

Eu levantei o livro para puder ler o lado. "Encontrei-o no metro no inicio desta semana." Admiti, pousando o livro de novo no meu como. Agarrei papel velho do McDonalds que usava como marcador e coloquei-o no livro para marcar o sítio. "Então quando me vais convidar para ir a tua casa?" Perguntei pousando as minhas mãos no meu colo.

"O- O quê?" Perguntou. A sua cara contorceu-se e ele fez um trejeito duplo. "Desculpa, mas, o quê?" Ele moveu a cabeça para o lado e resmungou para si mesmo, claramente perplexo pela minha rudeza. Ele puxou ambas as mãos dos seus bolsos e passou-as pelo seu cabelo.

Ele olhou de novo para mim. Os seus olhos vagueavam e ele continuava a abanar a cabeça. "Desculpa." Pediu de novo. "Mas eu? Nós? Quê?" Perguntou. Murmurou algo para ele mesmo antes de olhar para o chão do metro. As suas mãos estavam no seu cabelo e começou a puxar as pontas.

"Desculpa." Desculpei-me. "Não tinha intenção de assustar-te." Senti uma onda de vergonha tornar as minhas bochechas vermelhas. "Já me disseram que era teimosa e brusca. Juntamente com dupla personalidade, esquizofrenia, ilusões e que sou extremamente honesta."

Ele olhou para mim. Abriu a boca e fechou-a. Um pequeno e hesitante riso escapou dos seus lábios. "Hum… pois." Abanou a cabeça. "Conhecemo-nos?" Soou desorientado. Soltou uma respiração áspera e colocou a cabeça para trás. "Estou muito," inspirou. "Estou muito mocado para isto." Admitiu finalmente.

"Tu não me conheces." Admiti.

"És verdadeira?" Perguntou.

"Sim." Sorri

"Porque queres vir a minha casa?" Perguntou, olhando severamente para mim. "Eu já trouxe alucinações para casa antes, mas a maioria delas nunca pediu para vir, apenas me seguiu."

"Posso ir contigo para casa?" Perguntei.

Ele assentiu.

"Então tens muito para oferecer."


Final do Capitulo

A/N[Daddy's Little Cannibal]: Eu sei, é um pouco pequeno. Mas é o primeiro capítulo e a maioria dos meus primeiros capítulos são pequenos e depois tornam-se mais longos. Sim, eu tenho noção que é semelhante a Cigarette Burns [Consultar fanfiction(ponto)net/~ daddyslittlecannibal), mas à medida com o desenrolar da historia nada será igual. Quero dizer, são duas histórias completamente diferentes. Estou realmente excitada com esta história e adorava que corresse tão bem como as minhas outras histórias, mas honestamente, não espero muito. Digam-me o que pensam sobre este primeiro capítulo. Não será uma história longa. Muito obrigada por ler e por favor, por favor, por favor, deixem uma revisão! Estou muito ansiosa com esta história porque não é o que escrevo usualmente.