Preocupações – By K-chan

N.A.: Esta fic é uma homenagem à minha amiga Liligi, que faz aniversário hoje. Parabéns Lil, Deus te abençoe, te guarde e te dê tudo de bom!!

Escolhi um Royai porque dia 11 foi o Royai Day e eu deixei passar em branco pois estava resolvendo uns "pepinos" nesses últimos dias, além disso, a Liligi, a quem a fic é dedicada, simplesmente AMA fics Royais!

Para esta fic, escolhi dois momentos do manga. Um nesse capítulo e outro no próximo que está por vir (serão dois no total). São dois ficlets na verdade. Resolvi postar como uma fic só por causa da co-relação que há entre eles.

Agora, sem mais "embromation", boa leitura!


Sinopse: Roy está deprimido após a saída - forçada, diga-se de passagem - dos seus subordinados. Meditando em sua solidão, Roy começa a perceber sentimentos que nutria por sua agora ex-subordinada.

Ficlet 1

Roy olhou para o céu buscando motivação, mas esta parece ter o abandonado desde que seus subordinados deixaram de trabalhar para ele e principalmente, desde que certa loura e tornara-se subordinada do füher. Aquela sala, antes tão abarrotada, parecia agora incrivelmente maior, devido a ausência daqueles que por tantos anos lhe foram fiéis.

Não podia deixar de sentir-se nostálgico com o pensamento de que agora estava sozinho. Mesmo que ganhasse novos subordinados - o que provavelmente aconteceria em breve - não seria nunca a mesma coisa. Porque ele nunca teria para com estes o mesmo sentimento de lealdade e confiança que tinha com seus antigos subordinados e nem pensaria que um deles – caso fosse mulher, lógico - poderia ser a mulher de sua vida.

Sim. Agora que a perdera, ele percebeu que ela era a mulher da sua vida. Porém, não a via mais com freqüência e estavam sendo vigiados pelo füher. Qualquer vacilo poderia acarretar um problema sem dimensões a ambos. Entretanto, não podia negar – ao menos, não a si mesmo – que sentia falta dela. Riza Hawkeye. A mulher de seus sonhos disfarçada de melhor amiga e subordinada.

Recordava-se dos bons momentos que passaram juntos naquela sala. Das brigas do tenente por Roy estar dormindo na hora do expediente, e das horas extras que eram obrigados a fazer por causa disso. Ao menos nessas horas ele podia desfrutar um pouco da companhia dela e apenas dela, mesmo que fosse por motivos estritamente profissionais. Mas, a verdade estava escondida muito além das paredes daquele lugar. Desde quando conhecia Riza? Dez? Quinze anos? Não sabia dizer ao certo, mas sabia que era muito tempo. Tempo suficiente para que ele pudesse observar qualidades em Riza e vê-la de um modo singular em relação às outras mulheres, porque, definitivamente, Riza não era igual às outras mulheres.

Ela fora seu sustentáculo, sua ponte de apoio, seu pilar central durante muitos anos, talvez até sem perceber o quão importante era sua função. Não a função de primeiro tenente, mas a função que desempenhava na vida dele. Logicamente, ele também já havia percebido que Riza fazia por ele muito mais que sua obrigação como subordinada. E era por essas e outras coisas que ele a amava.

Roy parou por um momento como se tivesse se apercebido agora do que pensou. Ele a amava? Será? E se ele a amava, então quer dizer que é assim o amor? Uma mistura entre querer cuidar e proteger, um desejo ardente de que ela seja feliz, uma certeza de que mesmo distante, nada mudou, os sentimentos não mudaram; uma saudade louca que chega dói o peito? E o vazio que a ausência dela deixava...

Ele queria vê-la de novo, tinha que vê-la. Foi com esses pensamentos que se dirigiu ao refeitório, talvez lá ele a visse, mesmo que fosse de longe.

Chegando ao seu destino, vasculhou com o olhar algum rastro do tenente, mas nada encontrou alem de um monte de cabeças e uma onda azul Royal. Sentou-se desanimado e deprimido por não ver Riza, ou ao menos um dos seus ex-subordinados. Cutucou a comida com a colher sem vontade alguma de comê-la.

- Não devia brincar assim com a comida coronel - disse uma voz que ele conhecia muito bem. Porém, não podia ser verdade que ela estivesse realmente ali. Será que seu cérebro já começara a lhe pregar peças? Resolveu olhar na direção da voz apenas para verificar, não custava nada. Um misto de surpresa e felicidade tomou conta de Mustang ao constatar que era realmente sua ex-subordinada que lhe dirigira a palavra.

- Então? Como anda o novo trabalho? – perguntou Roy casualmente enquanto dirigia seu olhar para algum ponto à frente. Sabia que não deveriam ser vistos juntos e pior ainda conversando.

- Bem – respondeu Riza – Ao menos meu novo chefe trabalha sem eu precisar ficar mandando e não fica trabalho extra no final do expediente.

- Ah tenente – disse Roy com cara de ofendido – Era tão ruim assim trabalhar comigo?

- Não... Era pior – respondeu o tenente e Roy pareceu ficar mais deprimido ainda – Mas, eu confiava muito mais no meu chefe. Gostava mais do meu trabalho antigo.

- Sinto-me lisonjeado – respondeu Mustang.

- Meu horário de almoço acabou, preciso voltar ao trabalho.

- Suponho que almoçará aqui amanhã também?

- Acho melhor não mantermos contato – respondeu Riza levantando-se da mesa. Roy sabia que no fundo ela estava certa. Eles não podiam ser vistos juntos. Porém, quem sabe mais encontros casuais assim não acontecem? Pelo menos agora ele sabia que Riza estava bem. Terminou o seu almoço mais feliz do que começara e dirigiu-se ao trabalho novamente com as energias renovadas.

"Quando eu me tornar füher" pensou Roy "Vou cuidar pra que não precisemos nos ver as escondidas assim..."


N.A: Bem, acabou. Curtinho como eu falei.

Lil, me desculpe se não saiu muito bom, sei que não está à altura, mas garanto que foi feito de coração, com todo o carinho! Beijos amiga e mais uma vez, feliz aniversário!

Aos demais que leram essas linhas até aqui, meus sinceros agradecimentos. Por favor, deixem uma revew, nem que seja uma frase, dizendo o que acharam. Minha alma de ficwriter está necessitando...

See you next time...