Prólogo

Todo rio nasce em algum lugar. Tem sua origem humilde numa nascente agitada ou serena, brotando numa bica romântica ou secreta ou saindo de uma montanha que a impressiona. No início, a água é sempre pura, saudável e cheia de vida.

Como a maioria das coisas na natureza, o que começa pequeno se torna maior. O rio também vai crescendo, virando um caminho tranqüilo de águas ou um volume caudaloso cheio de poder, correndo arisco ou suave, com som de música ou de tormenta.

Cada rio tem sua personalidade, seu nome, seu modo de ser, sua história, suas curvas e seu rumo, que às vezes ele abre, ou é aberto para ele. E mesmo assim, cheio de individualidade, todos seguem para o mesmo encontro. É o mar que os aguarda, com sua temperamentalidade e seu hálito salgado.

O mar é um mistério, nenhum rio sabe o que esperar dele. E o consolo é que o mar é bom, aceitando a todos sem nunca transbordar. E desse modo a água doce do rio conhece outros sabores, outros lugares e outras criaturas impensadas, mesmo que nem sempre apreciem essa junção.

Não muito diferente de dois rios fluindo para unirem-se no mar, duas vidas estavam convergindo para o mesmo lugar, um totalmente desconhecido que reservava muitas novas experiências. Essas duas vidas, porém, ainda não sabiam de nada disso. E essa era mesmo a graça.


Bom dia!

Saudades de mim?

Comentários no próximo capítulo!

Até lá!

XOXO

18.06.2009