N.T.: Olá, gente!!!!!! Peço imensa desculpa por ter demorado tanto tempo a postar, mas não tive muito tempo para o fazer, de qualquer maneira -.-'

Não se esqueçam que agora as postagens vão depender da autora, sim??? Não me matem por (eventualmente) demorar horrores... xD Mesmo assim, escrevi este cap um pouco à pressa, já que prometi a alguns leitores que iria tentar postar este cap antes do Natal. E aqui está ele!!!!! Pode ter alguns erros, e se tiver, por favor digam-me que eu depois corrijo. É incrível, sou beta-reader de alguns autores, mas de vez em quando sou desleixada comigo mesma... xD ironias do destino...

FELIZ NATAL PARA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O link da autora desta fic é (sem os espaços):

http : / / www . fanfiction . net / u / 1320192 /

o nick dela é saint . my . ass

Enjoy!!!!!!!!!


XIII

Harry sentou-se numa cadeira, alongando as suas costas dolorosas e estalando os dedos, deixando escaper um gemido "à gato" com o som do estalo. Ele e Voldemort – seu pai – tinham ido numa longa caminhada e os seus pés e corpo estavam a matá-lo.

Draco olhava-o com receio, de olhos postos na sua presa, seu parceiro, esquecendo-se completamente do facto de que o seu dito parceiro estivera ausente um pouco mais de uma hora, e tinha informação importante para partilhar. Quando o gemido veio, todo ele estava demasiado perdido numa pequena fantasia.

"Dray, estás bem?" perguntou Harry, confundindo-se ao chamar Draco Dray.

Hermione, vendo o olhar sonhador na cara do Siren e a de inconsciente na do Imp não pôde segurar uma gargalhada. No final, ela segurava-se nos lados para parar de rir.

"Posso perguntar o que é tão hilariante, menina Granger?" perguntou Snape num tom entediado, as sobrancelhas arqueadas.

"Oh, nada. Apenas me apanharam como os estereótipos de Seme e Uke." Sorriu Hermione, os olhos a brilhar enquanto continuava a rir.

"Seme? Uke?" perguntou Harry, inclinando a cabeça para o lado.

Draco aproveitou a oportunidade para morder o pescoço de Harry, fazendo com que o rapaz se sobressaltasse e fechasse os dedos.

"Quem é o Seme e o Uke apenas diz quem está no topo numa relação homossexual. No entanto, considerando algumas posições, podemos apenas dizer simplesmente que diz quem é a mulher e o homem na relação, ou quem é o Submisso e quem é o Dominante." Disse Snape.

Hermione virou-se para o encarar.

"Como sabia disso?" perguntou ela.

"Cultura geral." Sorriu Snape.

A moça observou-o curiosamente.

"Dray, sabias disso?" perguntou Harry.

O loiro anuiu.

"Oh, francamente! Isto não interessa! Conta-nos o que se passou com Voldemort!" vociferou Snape, tendo-se cansado da estupidez dos miúdos.

"Bem, começarei pelo início, então…" suspirou Harry e começou.

~O~

"Então, vamos ao que nos interessa, sim?" perguntou Snape, sorrindo levemente.

"Decerto que vamos." Concordou Voldemort, sorrindo da mesma maneira.

Todos se voltaram para Voldemort expectantes.

"Poderiam ter a gentileza de nos deixarem a sós?" perguntou Voldemort, embora o tom indicasse que não era uma questão.

Hesitantemente, eles deixaram a divisão, Draco ficando mais tempo. Ele não era um dos aliados de Voldemort, e não confiava propriamente nele. Mas era preciso não esquecer, os Imp's não conseguiam magoar a família.

Mas e se ele não é o pai do Harry? Então e aí?

Draco ficou por ali, recusando-se a sair. Ele enlaçou os braços em torno do seu Submisso.

"Dray, está tudo bem." disse Harry, dando-lhe um pequeno e discreto sorriso.

"Mas-" começou Draco, mas Snape interrompeu-o utilizando um Silencio e arrastando-o para fora da divisão.

Harry deu uma pequena risadinha para o rapaz rebelde e para o seu padrinho. Assim que as portas de fecharam, voltara à seriedade.

"Harry, eu-" começou Voldemort, mas Harry interrompeu-o.

"Poupa-te."

Harry tinha um olhar duro na sua face, fazendo Voldemort hesitar um pouco. Mas daí, ele não se tornara o Lord das Trevas sem ser u pouco persistente! Ele não iria desistir disto.

Harry, vendo um flash de emoções a escapar pela máscara, sorriu levemente.

"Não te preocupes, pois vi o que aconteceu."

Voldemort estacou. Havia algo de diferente na voz do rapaz, soava quase como…

James.

Mas isso não era possível.

Certo?

Harry olhou para ele. Os seus olhos estavam desfocados, uma esfera branca cobria-os. Era como se ele não estivesse realmente lá.

"H-Harry?" engasgou-se Voldemort.

Aquilo parecia ter trazido o rapaz de volta à consciência, pois ele abanava a cabeça e pestanejava umas quantas vezes.

"O que-" começou Harry, mas a sua mente começara a girar, e ele estava prestes a-

~O~

"O QUE RAIO ACABASTE DE DIZER QUE ACONTECEU????" quase gritou Draco.

"Draco, cala-te!" olhou Snape agressivamente. Ele precisava de saber o que acontecera.

Harry deu um sorriso.

"Devo continuar?"

"SIM!" disseram Hermione e Snape em coro, chocando um ao outro com o timing perfeito. Olharam um para o outro, mas deram pouca importância.

Draco mostrou desagrado.

"Então, Harry, o que aconteceu depois?" perguntou Hermione.

"Bem…" começou Harry.

~O~

Harry não desmaiou, mas isso não impediu o Senhor das Trevas de correr para ele, puxando o seu filho há muito perdido para os seus braços.

Depois de voltar a ter consciência de si mesmo, Harry sorriu um pouco.

"Então é assim que nos sentimos…" murmurou ele para si mesmo, mas Voldemort apanhou.

"O que queres dizer?" perguntou ele preocupadamente, ainda segurando Harry nos seus braços.

"Ter um pai." Sorriu Harry, e abraçou o chocado Senhor das Trevas.

~O~

"OH VÁ LÁ! NÃO pose ter sido ASSIM tão simples esquecer todos aqueles anos de lutas e tentativas de se atarem um ao outro!" bradou Severus, embora tendo esperança em que tal fosse verdade.

"É claro que não foi. Mas podem deixar-me acabar, ou planeiam interromper-me mais alguma vez?" ridicularizou Harry olhando para ele.

Severus apenas bufou.

~O~

"Assim sem mais nem menos, perdoas-me por tud-" Voldemort não se conseguiu alongar na sua pergunta.

"Por favor, conta-me apenas o que se passou." Suspirou Harry, não querendo deixar o seu sonho acordado de ter crescido com a sua família.

Voldemort também suspirou. Começando a andar lentamente. Quando não o seguiu imediatamente, virou-se e gesticulou para ele o fazer.

"Isto é uma armadilha? Algum plano teu para me matares?" perguntou Harry suspeitosamente.

Voldemort olhou-o com olhos que transmitiam dor.

"Não."

E então Harry seguiu-o.

~O~

"Menina Granger! Pode parar de chorar?!" vociferou Snape, chateado pela moça ter interrompido Harry. Embora ele mesmo o tivesse feito meros minutos antes.

"M-m-mas… é tão LINDO!" fungou ela, limpando os olhos.

Snape rolou os olhos e gesticulou para que Harry continuasse.

~O~

Andando por um trilho de pedra, entraram numa divisão. Harry olhou em volta.

A divisão era enorme e havia flores por todo o lado. Linhas verdes preenchiam as paredes, e toda a divisão era um labirinto de pequenos lagos desenhando um trilho.

"O que é este local?" perguntou Harry.

"É o… jardim secreto da tua mãe." sorriu Voldemort tristemente.

"Este era o quarto de Lily?" perguntou Harry, maravilhado.

"Lily?" perguntou Voldemort, com choque e desgosto na voz. "Lily NÃO era a tua mãe."

"Então quem era?" perguntou Harry confuso.

"Era James." sorriu Voldemort tristemente.

"Oh! Quase me esquecia que os feiticeiros podem engravidar! Draco falou-me sobre isso." Sorriu Harry.

"Draco?"

"Sim, o meu… parceiro, suponho eu." Disse Harry, coçando a cabeça.

"Tu supões?! Ele bem que é ou não é, Harry." Disse Voldemort, os olhos contraindo-se.

"Então suponho que é." Sorriu Harry.

Voldemort bufou.

"Mas, hey! Tu prometeste explicar tudo." Disse Harry impacientemente.

"De facto. E é o que farei."

"Então?"

"Suponho que tudo começou quando eu fui de encontro ao meu legado…" começou Voldemort, mas foi interrompido.

"Tu supões? Ou bem que é ou não é." Sorriu Harry traquinamente para ele, provocando-o.

Voldemort gargalhando um pouco.

"Wow."

"O que foi?" perguntou Voldemort, preocupado.

"Eu nã sei. A situação deixou-me abananado." Sorriu Harry.

Eu não sei, não Eu nã sei. Aprende gramática, rapaz." Sorriu Voldemort de volta.

"Pois, pois, tanto faz. Mas continua a explicar!"

"Foste tu quem me interrompeu…" quando Harry rolou os olhos para ele, continuou a falar. "Bem, como eu disse; começou quando eu fui de encontro ao meu legado. Desde aí não vivi com os meus pais, vivendo num orfanato e tudo, eu fiquei bastante chocado quando me cresceram asas e a minha aparência mudou. Dirigi-me a Dumbledore por causa disso, perguntando-lhe o que estava a acontecer comigo."

"O que é que ele fez?" perguntou Harry.

"A única coisa boa que alguma vez fez por mim. Ensinou-me como escondê-las, como ignorar o desespero pelo meu companheiro. Isto foi uma coisa boa, já que teria morrido se não aprendesse a fazê-lo. James não entrou na minha vida a não ser cerca de dez anos depois."

"Então ele tinha cerca de quinze-dezasseis anos, e tu tinhas vinte e cinco?"

"Algo por aí, sim. Não é lá muito usual dois Imps serem companheiros, mas nós éramos. Ambos nascemos assim, embora James tivesse tido a ajuda da sua família quando foi de encontro ao seu legado. Encontrámo-nos por acidente. Um lobisomem juntou-se a nós, creio que conheces Remus Lupin, certo?"

"Ele juntou-se a ti?!" chocou-se Harry.

"Juntou." Anuiu Voldemort. "E quando James ouviu, veio a correr para aqui, não querendo que o amigo fosse marcado. Ele vinha implorar perante mim para que poupasse Remus, para me dizer que isto não era algo que Remus fizesse, que ele não estava desesperado por aceitação."

Harry anuiu. Ele podia imaginar aquilo.

"Que entrada que ele fez! Ele veio agarrado por Lucius Malfoy e Regulus Black, lutando como um homem doido e a gritar a dizer que exigia ver o Lord das Trevas. E deixaram-no cair no chão à minha frente. Lembro-me como se fosse ontem…"

Ser deixado cair no chão, fez James grunhir. Ele PRECISAVA de ver o Senhor das Trevas. Onde estava ele agora?

Voldemort olhou acima dos seus papéis para ver o que os seus subordinados queriam. Uma pequena e absolutamente fabulosa figura estava a lutar no chão.

Um aroma convidativo assaltou os sentidos de Voldemort. Algo lhe disse que ele deveria deixar tudo e mesmo que tivesse de matar alguém, ele TINHA de ter um pedaço daquilo. Tinha se saber se aquilo sabia tão bem como cheirava.

Ele levantou-se e chegou perto da criatura que capturou o seu coração, e ignorando as perguntas e olhares incrédulos dos seus seguidores, ajudou o jovem homem a erguer-se.

"Bom dia, meu belo." Disse Voldemort, beijando a mão do homem corado. "Quem serás tu?"

"Eu-"

Os lábios rosados pareciam tão convidativos, Voldemort sentia-se demasiado em transe para fazer algo para além de o observar. Ele nem se apercebeu quando se baixou para o beijar, mas quando sentiu os lábios contra os seus, e o pequeno corpo a derreter contra o seu, ele nunca se sentira mais em paz.

Após alguns minutos, relutantemente se afastou, e olhou para o homem embaraçado.

"Tu és Meu." Ronronou ele, acarinhando suavemente uma das bochechas rosadas.

"Eu sou Teu." Suspirou o homem.

"Qual é o teu nome, borracho?" sorriu Voldemort.

"J-James. James Potter." disse lentamente o mais jovem. "Quem és tu?"

"James… Lindo nome. Eu sou o Senhor das Trevas. Mas podes chamar-me Tom." Sorriu Voldemort.

"Tu és o Senhor das Trevas?!" exclamou James, tentando afastar-se.

Voldemort apertou mais os seus braços em torno do outro homem e contraiu os olhos.

"Sim."

"DEIXA-ME IR!" James começou a lutar, mas algo dentro de si fê-lo relaxar, e ele caiu para cima do Lord das Trevas. "P-Por favor… Podes matar-me, mas por favor, não marques Remus Lupin. Imploro-te."

Voldemort fechou a cara, antes de algo dentro e decidir que ele não iria ficar ali e apenas aceitar o que aquele ser lhe dissera sobre o seu James.

"Eu JAMAIS te magoaria! Nem alguma vez digas essas palavras de novo! Por que é que eu iria querer matar-te?"

"Porque eu sou do lado da Luz… Porque eu… eu…" tremia James. O seu lado Imp dizia-lhe que tinha feito algo muito mau.

Vendo os tremores, Voldemort colocou os braços à volta dele outra vez.

"Eu não te vou magoar. Prometo."

James olhou para ele, com lágrimas nos olhos. Ele sabia que não o devia dizer, mas de alguma maneira ele sabia que era a única coisa a fazer.

"Eu acredito em ti."

"E desde esse dia, tornámo-nos um. Ficámos companheiros. Amávamo-nos mutuamente. E desde o dia em que James me contou que estava grávido, nós amámos-te." Disse Voldemort, uma lágrima a deslizar pela bochecha.

Harry ficou ali apenas durante um momento, antes de se apressar a ir para os braços do seu pai e chorar.

E Voldemort fez precisamente o que ele mais precisava que lhe fizessem: apertou-o bem forte.

~O~

"Mas ele não explicou como foi que vocês ficaram inimigos?" perguntou Draco.

"Sim, e já aí chego. Sê paciente." Suspirou Harry.

~O~

Depois de se acalmarem, continuaram a andar e a falar.

"O que aconteceu depois?" perguntou Harry cuidadosamente, sem querer realmente deixar o momento em que estavam. Mas ele precisava de saber.

"Pouco depois de nasceres, Albus raptou-te. Ele manteve-te com Lily, uma mulher que amara James desde que o vira pela primeira vez. Albus fez qualquer coisa à memória do James, e a todos os outros do lado da Luz. Quando eu finalmente encontrei o sítio onde te mantinha cativo… Albus descobriu que eu sabia onde estavas, e chegou lá antes de mim."

Harry olhou para ele. "O qu- Eu quero dizer… O que aconteceu então?"

"Quando lá cheguei, James estava morto no hall. Eu ouvi-te gritar do piso de cima, portanto corri até lá. Lily morreu pouco depois de eu ter chegado ao teu quarto. Ela e Dumbledore tinham discutido. Ele estava prestes a matar-te, mas eu…"

"Tu salvaste-me."

"Sim."

"Como?"

"Eu coloquei-me em frente ao feitiço. Isso desligou a minha alma do meu corpo. Ele disse que tu me tinhas matado, fazendo de ti o Rapaz-Que-Sobreviveu. Eu tinha separado as minhas horcruxes das minhas almas antes de conhecer James, e isso combinou com o feitiço de memória de Dumbledore, privando-me de recordar…" suspirou Voldemort tristemente. "Lamento. Por tudo."

Harry tremeu, antes de abraçar o pai mais uma vez.

"O passado está no passado. Vamos viver para o futuro."

Voldemort sorriu tristemente, segurando o seu filho ternamente.

"Obrigado."

Harry apenas sorriu para ele.

~O~

"E depois de falar mais um pouco, ele trouxe-me aqui." Terminou Harry, um pequeno sorriso a surgir nos seus lábios, assim que se virou para Draco. "Eu tenho um pai. Uma família minha…" uma lágrima silenciosa deslizou-lhe pela bochecha.

Draco sorriu para ele, e abraçou-o ternamente. Ele sentia-se bem com o seu companheiro nos braços.

Enquanto se aninhava no loiro, Harry percebeu que poderia estar a apaixonar-se pelo loiro. Mesmo depois de tudo. Ele sorriu.

Mal sabiam que a felicidade que agora sentiam era de pouca dura.

Severus olhava para eles, um sorriso triste nos seus lábios. Ele não conseguia evitar pensar o que Sirius estaria a fazer. E se alguma vez o iria ter o seu amor de volta.

Apenas o tempo o poderia dizer.


Só uma coisinha: esta foi a vossa prendinha de Natal ^^

Se não fosse pedir muito... poderiam dar-me a mim também uma prendinha???? Basta carregarem nesse botãozito que diz algo como 'Review this Story/Chapter' e podem dar-me a melhor prenda que uma autora/tradutora poderia querer ^o^

Bjooooooooo