A neve no asfalto fazia minha atenção se prender ao caminho; o tempo havia passado tão rápido que era como se eu nem lembrasse mais o caminho de casa. Da minha antiga casa. Não sei como e nem porque, mas eu sentia que todas as minhas dúvidas seriam respondidas hoje, agora. E eu, por mais pensar que ansiava por essas respostas, percebi que o que eu queria mesmo era ignorar tudo e poder mudar o passado; não ter resolvido visitar minha família. E agora aqui parada na frente da casa em que eu crescera; era como se eu não conseguisse sair do carro. Como se minhas costas estivessem coladas ao banco do carro, como se minhas pernas fossem de madeira e não se movimentassem, como se meus braços pesassem toneladas; e por mais que eu tentasse, eu não conseguia me mover. A sensação era de ser apenas uma estátua; uma peça paralisada pelo medo. Por que eu estava com medo. Essa era a verdade. Sempre sofri muito com a indecisão e com o medo. Se você me colocasse na frente de um vampiro sedento de sangue, eu enfrentá-lo-ia com valentia e coragem; mas se eu tivesse que sair desse carro e entrar naquela casa para não morrer atropelada por um trem, eu diria com toda certeza: mate-me.

Nunca fui muito boa com essas coisas; não depois d e tudo ter se acabado dessa maneira entre mim e Sam. Mas vocês já devem estar enjoados de me ouvir falar isso, então, cortemos o papo-furado. Qual eram as minhas opções? Ficar aqui sentada até alguém vir ver quem eu sou e o que eu quero; sair do carro e encarar minha família; ou dar meia volta e voltar para o hotel, voltar para meu apartamento e nunca mais vir ver ninguém.

É, escolha difícil. O que seria o certo a fazer? Por mais que eu quisesse voltar para o hotel e nunca mais cogitar a idéia de voltar para La Push, eu sabia que não seria essa a escolha certa. Então, como ultima opção de ajuda, perguntei para mim mesma: o que quem você mais ama faria? Apesar de todo esse tempo, Jacob continua sendo quem eu mais amo, então, era fácil saber o que ele iria fazer e o que iria me disser. Respirei fundo e desatei o cinto de segurança. Abri a porta do carro e sai de dentro. Minha pele quente de encontro com o ar gélido do inverno e da neve me causou sensações tão conhecidas e em um sopro me vieram à mente todas as minhas lembranças boas que eu havia vivido nessa terra tão estranha que abriga todos os tipos de pessoas e de criaturas; cenário de lutas e guerras; território dos lobisomens. Aquilo que eu era.

Caminhei com passos decididos até a casa e parei de frente da porta. Hesitei por um único momento, então me abaixei e estendi minha mão para baixo do tapete onde se lia: seja bem vindo. Costumes antigos nunca se extinguem e minha família era rica em tradições familiares milenares; muitos não serviam para nada na minha opinião, mas esse de esconder uma chave reserva subiu no meu conceito.

Adentrei silenciosamente naquela moradia que eu já havia chamado de minha. Tudo estava silencioso e calmo, não havia nem uma alma viva acordada pelo jeito. Continuei andando após fechar a porta, vi a escada que dava acesso ao andar de cima da casa e lembrei-me de um dia calmo e simples onde eu dancei nessa escada e paguei um dos maiores micos da minha vida. Lembrei também do sorriso do Jacob, o mesmo sorriso que eu havia recebido milhares de vezes. Lembrei então do dia em que meu pai brincou comigo e com Seth de escorregar no corrimão. Jamais vou esquecer os tombos que eu levei nessa escada.

Ri com esses pensamentos, simples e inocentemente:

"Mamãe? Você acordou?"

Perguntou uma voz infantil muito doce e alegre. Caminhei até a árvore de natal e vi ali, retirando os enfeites do pinheiro, uma garotinha de uns quatro anos.

"Não, não é a sua mamãe que está aqui"

Disse com a minha voz mais simpática possível, mas percebi que ela ainda desconfiava de mim.

"Sou prima da sua mãe Cindy, e eu me lembro de você, quando você era bem pequeninha."

Ela abriu um singelo sorriso de criança demonstrando seu espanto e sua felicidade:

"Você é a tia Lee Lee!"

Sorri com a voz dela pronunciando meu antigo apelido. Era tão estranho, depois de tanto tempo ser chamada de novo de Lee Lee.

"Sim, eu sou a Leah" sorri para ela e me abaixei do seu tamanho "mas me diga, o que você está fazendo?"

"Tirando a decoração. Billy quis vir junto ontem, mas a mãe dele não deixou, disse que apesar dele ser mais novo do que parece, ele não podia. Nem ele e nem o irmão dele."

Ela retirava com delicadeza os ornamentos que pareciam tão frágeis quanto ela. Cindy fez biquinho demonstrando a sua irritação. Ela era igualzinha a Emily quando éramos mais novas. Mas apesar de tudo, eu não me senti melhor após ela dizer essa ultima parte. De a criança ser mais nova do que aparenta. Por que, isso para mim só pode significar uma coisa: Reneesme teve um filho. Um não, dois pelo que pude perceber. Então quer dizer que minhas chances e minhas esperanças podem morrer de uma vez por todas, pois elas nunca viraram realidade...

"Cindy? Você já acordou?"

Escutei uma voz arrastada e passos descendo a escada. Emily parou de repente assim que me viu; abri um sorriso, o mais convidativo que pude e justo quando já estava me assustando pela falta de movimentos dela, ela gritou do nada e correu para me abraçar.

"Leah! Hey pessoal! Acoooodar! A Leah voltou!"

Após Emily me abrasar como se ela fosse quebrar minhas costelas, fui tomada por outros braços, esses eram mais fracos, mas inda assim, firmes:

"Leah! Minha filha! Que saudades de você!"

"Leah, quem diria!"

Seth me abrasou também, forte até demais. Apesar de eu nunca ter tido paciência e nem ter sido uma boa irmã, eu tenho que confessar que eu adoro esse garoto! Ele subiu de volta e logo em seguida vieram todos me dar às boas vindas: Rachel, Sam, Paul, Quil, Claire, Charlie, etc e tal. Descobri que Seth tinha uma nova namorada e que eu iria conhecer ela ainda hoje, descobri que Rachel havia tido seus gêmeos e que eram dois menininhos, eles tinham dois anos!

Estavam todos muito felizes, conversando e me abraçando, ali mesmo, na escada, minha mãe me segurava como se eu fosse fugir quando ele apareceu descendo a escada. Continuava tão belo como antes, ainda mais forte e mais simpático, seu sorriso de matar e o seu olhar de canto. Então ela apareceu. Linda como uma deusa, com seus cabelos levemente avermelhados caindo em seus ombros, o sorriso lindo, os dentes brancos como se ela estivesse fazendo uma propagando de creme-dental.

Senti uma pontada dentro de mim e a dor quase me sufocou. Respirei fundo e desviei o olhar para o relógio. Não era tarde, mas eu precisava arranjar um modo de sair dessa casa um pouquinho. Não era exatamente necessário, mas como você; caro leitor deve saber, eu nunca fui muito corajosa; e vê-lo assim, tão belo e tão comprometido fez meu estomago dar voltas.

"Olha só que horas são! Já devem estar me procurando no hotel! É melhor eu ir indo!"

Disse tentando soltar os braços da minha mãe de mim.

"Já Leah? Mas você nem conheceu toda a família!"

Esquivei-me por pouco das mãos de Emily.

"Fica mais um pouco Lee Lee!"

Caçoou Seth e eu lancei um olhar feio para ele.

"Eu volto depois. Prometo!"

Disse já me dirigindo até a porta.

"Você volta mesmo?"

Perguntou um Jacob descendo devagarzinho as escadas só para me provocar.

"Por que eu acho que você não volta não."

Eu sabia o que ele estava querendo. Então, ignorando toda a irritação e a raiva que saltaram de repente de dentro de mim, respirei fundo e quando estava saindo, antes de fechar a porta disse:

"Eu não me importo com o que você acha ou deixa de achar Jacob Black."

Bati a porta com quase toda a minha força. Jacob sempre soube como me irritar, mas ele tinha razão: eu não queria voltar. Corri para o carro como se minha vida dependesse disso e coloquei o cinto de segurança dando partida, pude ouvir ao longe a voz dele me chamando; mas isso só contribuiu para eu acelerar mais o carro e praticamente voar de volta para o hotel. Havia um nó na minha garganta. Eu não conseguia definir a sensação de ter vê-lo novamente, parecia algo tão certo e, ao mesmo tempo, algo tão errado, tão banal! Quer dizer, ele tem dois filhos! Eu não quero ser uma destruidora de lares; não mesmo. Mas mesmo assim, sabendo que eu não devo voltar lá, que eu devo ignorar tudo e todos e jamais ficar tão próxima assim da tentação; eu vou voltar lá. Eu jamais daria esse gostinho a ele, jamais.

Estacionei o carro e meio que instintivamente, bati com toda a minha força a minha cabeça no volante; como eu era idiota. Eu voltei lá depois destes anos todos em que eu me ausentei para esquecer ele! E assim, em apenas alguns segundos após vê-lo, esse é o meu estado: vendo passarinhos verdes na minha frente! Como eu pude me apaixonar por ele? Como? Eu devo ter algum ponto fraco por morenos, malhados, misteriosos e gostosos! Não é possível eu ter cometido o mesmo erro duas vezes seguidas!

Minha cabeça latejava e minhas mãos tremiam; as mesmas reações e sinais que logo eu iria perder o controle sobre mim mesma. Isso não acontecia desde a minha ultima noite aqui, a última noite que eu estive com a minha alcatéia. Pode parecer bobeira ou idiotice, mas a verdade é que desde que eu fui embora, eu nunca abandonei minha personalidade loba de ser. Não me pergunte por que e nem muito menos como, mas eu sentia que era a única coisa de mim que ainda estava ligada as minhas raízes. E agora, aqui, na minha cidade natal, eu sinto como se tudo tivesse voltado a ser como antes, pois eu nunca me senti assim, como se estar aqui fosse o certo e ser quem eu sou, simplesmente a Leah, fosse o meu eu real; a minha essência.

Respirei fundo e sai do carro caminhando vacilante até o meu quarto onde, como eu já esperava, estavam todos reunidos provavelmente me esperando. Deixei-me cair em um sofá que havia ali. Como sempre, eu estava confusa. Não sabia o que fazer, de novo, só pra variar um pouquinho. Mas enfim. Vou pular todo o drama e todas as conversas sem sentido, pois, elas foram muito entediantes, para a vossa informação.

Sem mais delongas, fiz aquilo que tinha de ser feito. Avisei a todos sobre onde estava e para onde íamos. Entrei no carro e sentei-me no banco do motorista. Havia um aperto no meu coração maior do que o que eu senti hoje pela manhã. O barulho que meus amigos faziam parecia não chegar aos meus ouvidos e meus sentidos pareciam aguçados; como se previssem alguma coisa ruim. Quer dizer, pode parecer paranóia, mas eu sentia. Eu sentia uma coisa ruim presa dentro de mim. E assim, do nada, um desejo tomou conta de mim, o desejo de parar o carro e correr livremente pela floresta sob a minha forma real; a minha origem. Sentia como se precisasse correr o máximo possível e nunca parar; era como se esse recinto mexesse comigo, como se me quisesse! E para piorar, eu sentia que aqui era o meu lugar e que era exatamente aqui, nesse espaço esquecido por deus que eu devia permanecer. Reprimi esses pensamentos ao máximo assim que avistei minha antiga casa. Parei ainda assustada e vacilante. Segurei o volante com toda a minha força em uma respiração falha, ofeguei sentindo meus músculos e ossos sacudirem enquanto a batida do meu coração acelerava. Semicerrei meus olhos por alguns segundos enquanto contava até dez calmamente. Sem escolhas e nem alternativas, soltei o cinto e abri a porta do carro.

Caminhei tão lentamente quanto podia, não por que eu estava nervosa, mas por que eu estava vacilante. Sentia como se minhas pernas pesassem uma tonelada cada uma, e meu coração parecia que iria saltar pela boca a qualquer momento. Minha respiração estava ofegante, mas era como se por dentro, o meu espírito estivesse feliz; e por mais que eu quisesse me entregar a essa faísca de felicidade que crepitava por dentro, a minha hesitação era maior do que essa pequena medida de alegria.

Minha mãe esperava-nos na soleira da porta com um sorriso nos lábios e com seus braços abertos, como de costume. Sorri levemente olhando bem fundo naqueles olhos que pareciam sorrir com ela. Sem me dar conta, soltei uma lágrima que escorregou sob minha face e caiu na neve alva. Como eu havia sentido falta da minha mãe. E em momento algum eu havia me dado conta disso. Sempre senti como se parte de minha alma tivesse ficado aqui, para trás; mas aqui, enquanto Emily e os outros se amontoam na varanda; percebo que toda a minha alma ficou aqui. Por que é aqui que eu nasci, cresci; é aqui que eu sempre vivi, e vai ser aqui que irei morrer. Ao lado da minha família. Pois nem uma família é perfeita; e a minha está muito longe de ser; e ninguém em toda a humanidade é perfeito. Nem eu.

E aqui, assim; é como se todas as minhas dúvidas tivessem sido respondidas e como se a vida fosse simples e fácil; como se não houvessem escolhas erradas; apenas destinos que seguem caminhos necessários. E quem sabe, todo esse sofrimento pudesse ter sido evitado se eu tivesse seguido a voz do meu coração; quem sabe, o certo a se fazer, seja eu ficar aqui. Quem sabe, essa tivesse sido a coisa certa a se fazer todo o tempo.

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"Eu ainda não consigo acreditar que você veio Leah!" dona Sue exclamou pela milésima vez seguida "É tão emocionante ter minha filha de volta! E ainda mais no natal! Posso ouvir o coro de alegria aqui dentro do meu coração!"

Era incrível como ela estava feliz por eu estar aqui. Desde que eu entrara por essa porta, parecia que eles precisavam de mim aqui. Quase como se eu tivesse feito falta. Mas essa é claro, apenas uma primeira impressão distinta e irrelevante; afinal, eu sabia bem lá no fundo do meu coração; apesar de odiar admitir, que não haviam sentido minha falta. Mas mesmo assim, era bom fingir.

"É, ainda bem que você voltou." Sorriu Seth para mim, levantando e colocando seu casaco. "Vem cá Leah, vamos conversar um pouco." sugeriu enquanto abria a porta da frente deixando uma brisa de ar frio entrar pela sala.

Sorri de volta e levantei-me apanhando meu casaco também, saindo logo atrás dele. Encontrei-o parado apoiado na varanda. Caminhei e me recostei de costas sob a sacada. A neve havia parado de cair e o tempo aparentava estar firme; firme como o meu temperamento.

"Pois é Leah, você voltou. Voltou depois de tanto tempo. E agora?" – murmurava Seth, calmamente.

"E agora; o que?"

"O que vai acontecer? Você vai ficar?" – ele franziu o cenho e continuou – "vai voltar?" – então levantou o olhar para mim e falou entre os dentes – "ou vai parar com as mentiras e vai voltar para o Jake?"

"Eu..." – estoquei na hora em que aquele nome foi proferido. Era como se o simples som daquele apelido me causasse sensações que nem eu compreendia. - "Como assim para com as mentiras e voltar para o" – cerrei os punhos – "Jake?"

Ele gargalhou enquanto dizia – "Todos sabem que você ainda gosta dele." – abaixei minha cabeça amaldiçoando-me baixinho.

"O que me entregou?" – perguntei ainda me xingando. Seth sorriu.

"A sua reação exagerada hoje; pela manhã. "Eu não me importo com o que você acha ou deixa de achar Jacob Black." Fala sério Leah; eu posso não entender nada sobre garotas e nem nada, mas até um idiota percebeu."

Bem no fundo eu sabia que havia feito besteira quando falei essa frase tão entre dentes, fiquei tanto na defensiva, que Seth estava certo, ficou óbvio.

"Que estúpida que eu fui." – suspirei dando-me por vencida.

"Quem sabe, você ter tido essa reação, foi uma coisa boa." – olhei para ele indignada e contemplei outro sorriso do meu irmão, enquanto ele completava – "Você eliminou todas as dúvidas. Agora todos sabem que você ainda ama ele."

"Que coisa maravilhosa não Seth?"

"Você não deveria saber disso, mas eu acho que vai ser melhor se eu te contar. Teve uma vez que ele foi atrás de você." – senti que tudo parou ao meu redor. Era como se tivessem acertado o meu coração com uma faca. Ele havia ido atrás de mim. Senti algo quente escorrendo pelo meu rosto. Fechei os olhos com toda a minha força e vir-me-ei. Não queria encarar Seth. Não depois disso.

"Quando?"

"Quase um ano depois da sua partida Leah, Jacob pirou. Foi quase como quando Bella contou que iria se casar. Você lembra? Então, uns dias depois dele voltar meio que ao normal, quando eu pedi a onde ele tinha ido, ele me disse. Disse que você parecia feliz; e que estava bem melhor. Que estava linda." – dizia enquanto sorria para mim.

"E por que ele não falou comigo?" – perguntei indignada.

"Jake disse que você iria voltar. Mas que quando ele te viu, era cedo. Ele disse que sentia que você precisava conquistar o mundo primeiro; e que só então iria voltar para ele."

"Eu só não consigo entender por que ele disse que eu iria voltar para ele. Quer dizer; ele não se enxerga. Ele é comprometido, e eu apesar de tudo, sei respeitar isso! Então por que ele estava tão certo que eu iria voltar para ele?"

"Quem sabe Leah; as coisas não sejam exatamente como você acha que são. Muito tempo passou e talvez você precise ficar ciente de algumas coisas."

Então pude ouvir que a porta se abriu tão silenciosamente como se não tivesse acontecido.

"Seth querido? Leah! Entrem, acho que está na hora."

Reneesme falou com aquela voz de sinos tal como a da tia enquanto seus cabelos balançavam levemente como se fossem feitos de seda; estampado em seu rosto havia um sorriso que somente destacava mais a sua beleza. Seth sorriu para ele e caminhou até o seu lado enlaçando-a pela cintura e beijando-lhe o topo da cabeça e depois os lábios bem levemente. Fiquei de cara com aquilo; então quer dizer que eles estavam juntos? Não conseguia entender e pelo jeito meu semblante demonstrava isso muito bem; pois pude ouvir de repente uma voz rouca e quente dizer para mim:

"Sim, eles estão juntos. Já estão quase noivos; mas você deve se lembrar de como é o Edward..."

Ele falava como se pudesse ler meus pensamentos, e andava como se estivesse flutuando. Observei minuciosamente todo o seu corpo, desde as pernas compridas, a barriga sempre tonificada; os braços tão fortes e ao mesmo tempo delicados; os olhos tão doces e sedutores, os cabelos arrepiados e desgrenhados como sempre; e o seu sorrido quente. Demorei-me bastante em seu sorriso. Aqueles lábios tão naturalmente curvados pareciam ter sido desenhados por algum anjo; e até o melhor desenhista de mundo teria dificuldade em retratar esse sorriso. Ele era perfeito; assim como tudo era perfeito em Jacob. E assim como eu sabia que ele me devia uma explicação.

"Pode ir começando a falar." – disparei ríspida e imponente enquanto recostava-me novamente na sacada. Jacob me imitou e pareceu pensar por um momento antes de pedir:

"Por onde posso começar?"

"Que tal pela parte de você ter ido atrás de mim?" – pedi ainda nervosa e ele somente gargalhou.

"E o que tem para se contar disso? Você já sabe."

"Por que me procurou?"

"Por que precisava saber se você era feliz realmente; precisava saber se estava bem. Precisava te ver Leah."

"E por que pensou que eu iria voltar para você?"

Encarei aqueles olhos chocolate ainda irritada com tudo isso que estava acontecendo.

"Boa pergunta. Enfim, eu simplesmente soube. Você não é o tipo de garota que iria ficar a vida toda na cidade grande. Uma hora você iria voltar sem nem se dar conta disso. Você é daqui Leah, e querendo ou não, você gosta daqui. Eu tinha certeza absoluta que você voltaria. E veja só; eu estava certo."

Olhei para baixo sem coragem e sem argumentos a mais.

"E como foi que Seth e Nessie entraram nessa?"

"Quando eu passei aquele tempo fora, Seth ia visitá-la e acabaram se apaixonando. Não sei bem da historia, mas até fico feliz. Nessie é incrível, mas não é bem o tipo certo para mim, como você bem deve saber."

Joguei meu cabelo para o lado e estava pronta para dar as costas a Jacob, quando sua mão segurou o meu pulso obrigando-me a encará-lo enquanto ele ia dizendo calma e apaixonadamente:

"Sabe Leah, pode parecer uma grande besteira, mas eu me lembro de como você estava no dia em que eu me apaixonei por você. Faz um tempão; mas eu lembro exatamente daquele dia, foi o dia em que você entrou na minha vida. E eu pensei que isso poderia dar alguma coisa. Por que Leah; tudo aquilo que você faz e todas as palavras que você diz; você bem sabe que me deixam ser ar. E quando você se foi, eu fiquei sozinho sem nada. Então, agora eu realmente penso e vejo que talvez, eu não consiga mesmo viver sem você aqui ao meu lado. Uma vez eu quase morri para te ajudar; você lembra? Na clareira contra o exercito recém criado? Você me viu quase morrendo, e naquele dia, eu percebi que talvez, viver a vida a dois seja melhor do que viver sozinho."

"Quando eu olho para você, e vejo os seus olhos, quando sinto o seu cheiro, fica difícil respirar sem enlouquecer de desejo. E quando eu fecho meus olhos e penso em você, tudo fica simples e fácil, como se você estivesse aqui comigo. Há muito tempo para decidir o final da minha vida, mas de uma coisa eu estou certo, eu quero você nela até o fim dos meus dias Leah. Você já sabe de longa data; mas repetir mais uma vez não faz mal. Leah Clearwater, eu te amo."

Ele segurava minhas mãos junto das suas; seus olhos penetrantes estavam voltados para mim e eu pensei que jamais esperaria uma declaração dessas do meu; e tão somente meu Jacob Black. Não me segurei e beijei-o. Um beijo doce e leve. Um beijo que mexeu comigo; pois era como se agora, eu estivesse completa; como se esse fosse o sentido natural das coisas, Algo óbvio e que não poderia jamais ser alterado. Sorri com esses pensamentos e aprofundei o beijo ignorando as palmas e os suspiros que vinham da porta do hall de entrada.

Agora você me pede: e o futuro?

Não interessa; mas se depender de mim, vai ser exatamente assim, apenas meus lábios nos dele e os problemas do resto do mundo que se explodam. Por que Jake pode estar certo; talvez dois seja melhor do que um.

~~~~~~~~~~~~~n~o~t~a~s~~~~~~~d~a~~~~~~a~u~t~o~r~a~~~~~~~~~~~~~~~~

Sei exatamente o que estão pensando, e antes de mais nada quero pedir desculpas pela demora sobrenatural. Enfim, sei que devem estar me odiando, mas a vida de uma estudante é bem cheia; venhamos e convenhamos.

Estou tentando terminar essa fanfic e logo em seguida vou começar a postar meu novo projeto Sasu/Saku.

E gostaria de divulgar o meu blog. Não é muito famoso, na verdade é bem recente, uma idéia louca que me surgiu do nada; vá e dê uma conferida, acredite, você não vai se arrepender ok?

.com/

http: / rememberyourlife – sam . blogspot . com/

então é só. Dê uma olhadinha no meu blog, please *-* ele não morde ook? Hihiihihi

também vou disponibilizar o meu novo e-mail, já que hackearam o outro, enfim, se estiver disposto a conversar, me adicione; adoro conhecer gente nova *-*

sam _ emmanuely hotmail . com

E deixe reviews, por favor; nem que seja para me xingar pela minha falta de criatividade, pelo meu cinismo ou até pela minha demora.

Um beijão dessa garota louca que lhes escreve