Capítulo 10: Acontecimentos estranhos na Baía do Naufrágio

Levou dois dias para o Pérola e o Empress chegarem a baía do Naufrágio. Por causa da falta de tripulação dos Capitães Turner, Jack ofereceu alguns de seus homens. Os antigos homens da marinha, Murtogg e Mullroy estavam entre eles; os dois haviam ficado no Pérola Negra desde a batalha com a Companhia dez anos atrás. Groves ficou bastante surpreso ao ver que a cômica havia tornado-se piratas, porque pensava que eles haviam morrido na batalha há dez anos.

- Este deve ser o mais estranho grupo de piratas no mundo, - falou Will ao cuidadosamente manejar o timão pela entrada da Baía do Naufrágio. - Os capitães são um antigo ferreiro e a filha de um governador, e a tripulação consiste de um alfaiate, uma nobre, uma empregada e três oficiais navais, - ele sorriu. - Bem, ninguém pode dizer que não somos variados.

- Definitivamente não, - disse Elizabeth rindo. - É bom ver este lugar novamente, independente da preocupante circunstância; há sempre algo divertido acontecendo.

- Quanto tempo ficaremos aqui mamãe? - perguntou Willy curiosamente.

- Bem, depende de quanto tempo demore para os outros lordes piratas chegarem, - disse Elizabeth. - Para aqueles que estiverem por perto vai levar uma semana mais ou menos, mas aqueles que estão longe pode levar de três a quatro semanas para chegar aqui, então imagine que ficaremos um mês aqui, - ela sorriu para seu filho; ele estava praticamente pulando de alegria por estar na Baía do Naufrágio. Ele havia se divertido quando Elizabeth o trouxe dois anos atrás; ela nunca poderia esquecer essa visita porque foi a primeira vez que Will conheceu Hector Barbossa. Embora sabendo, Willy foi forçado a ouvir por muitas horas Jack e Barbossa discutirem sobre o Pérola.

Os olhos de Willy se arregalaram. - Um mês inteiro! Isso é demais! Você vai me ensinar mais técnicas de espada enquanto estivermos aqui Papai?

- É claro, - respondeu Will enquanto gesticulava para Murtogg e Mullroy abaixarem a âncora. - Eu vou ensinar uma lição por dia para você, Charles e Anna, se sua mãe consentir em me ajudar, é claro. - Ele olhou para Elizabeth com um sorriso, sabendo que ela gostaria disso mais que tudo.

- Ficaria muito feliz, - disse Elizabeth ao abaixarem a rampa e descerem do navio, trazendo um pouco de suas bagagens para seus aposentos na cidade do Naufrágio.

Ao caminharem, Elizabeth pegou as mãos de Will e Willy, ainda aproveitando a sensação de ter a família junta; ela duvidava que esta nova e maravilhosa sensação iria deixá-la.

- Este lugar é maravilhoso! - comentou Amelia, segurando as mãos de suas crianças, para ter certeza de que eles não corram por aí. - Onde vai ficar Elizabeth?

- Há um pensão na cidade onde podemos ficar. Apesar de ser um ambiente pirata, ainda é um bom lugar para ficar. Relativamente falando, - disse Elizabeth para sua amiga.

- A Corte da Irmandade sempre se encontra aqui? - perguntou Groves, que ainda estava tentando se acostumar a tudo relacionado a pirataria. Ele caminhava com um braço ao redor de Estrella, que parecia um pouco incerta sobre tudo o que estava acontecendo.

- Sim, - respondeu Elizabeth. - Pelo que ouvi, e pelo que li, eles se encontram aqui desde a primeira corte se reunir.

- Nunca imaginei os piratas como tendo um tipo de… governo - falou Andrew, surpreso. - Imaginaria um pouco, digamos, louco, com todos aqueles piratas em um mesmo cômodo.

- Isso é quase verdade - respondeu Elizabeth. - Da última vez foi difícil fazer os piratas pararem de lutar entre si, imagine fazê-los falar coisas com ordem para fazê-los chegar a um acordo.

Depois de quase meia hora eles acharam a pousada e haviam se alojado em seus quartos, deixaram suas coisas lá, e depois voltaram para fora, para ver se alguém havia chegado. Assim que chegaram no lado de fora, no entanto, eles encontraram Jack irritado.

- Isso - ele disse, - é brilhante. Barbossa já está aqui, o que significa que tenho que aguentá-lo por mais tempo. Sem mencionar que meu pai obviamente está aqui, sendo guardião do código, e eu nunca sei exatamente como resolver isso. Elizabeth, porque tivemos de convocar a corte? Certamente poderíamos cuidar disso?

Elizabeth olhou-o e ele imediatamente recuou. - Jack, você sabe tão bem quanto eu que não podíamos fazer isso. Clinton quer destruir a pirataria e prender Calypso, o que é mais que o bastante para convocar a Corte; eu sei que é uma situação desconfortável para você, mas tinha de ser feito - então ela acalmou. - E além do mais, não é como se estivesse sozinho aqui; tem o Will, Gibbs, sua tripulação, minha tripulação e eu.

- E eu! Você tem a mim também, Tio Jack!- disse Willy.

Com isso, um brilho tomou conta dos olhos de Jack de novo, e ele parecia um pouco mais aliviado. - Oh bem, me sinto um pouco melhor agora.

Assim que Jack disse isso, Elizabeth viu um homem que era muito parecido com Jack vindo em sua direção, com cruzes prateadas penduradas em sua negra e bagunçada barba. - Sobre o que se sente melhor Jackie? - ele perguntou colocando uma mão no ombro de seu filho.

Jack ficou visivelmente tenso, como se esperasse que seu pai fosse reprimi-lo por alguma coisa. - Nada Pai, nada mesmo. Como você está?

- Estou bem, Jackie, - ele disse um grande sorriso aparecendo em suas feições. - Porque está tão tenso filho? - ele perguntou, um pouco preocupado. - Não está feliz por ver o seu velho? - Com isso ele deu um forte tapa nas costas de Jack, e virou para Elizabeth. - Oh Capitã Turner - ele disse tocando seu chapéu. - É bom vê-la de novo; fazem alguns anos desde quando esteve na Baía do Naufrágio. Vejo que seu filho cresceu bastante desde então.

Willy concordou timidamente, obviamente um pouco assustado por causa do velho pirata. Elizabeth percebeu que os olhos de Capitão Teague estavam em Will após passar pelos outros. Sua camisa havia aberto uma fresta, e a sua desbotada mas visível cicatriz estava a vista.

- Este é o seu marido? - ele perguntou a Elizabeth. - Este é o infame Capitão William Turner do Holandês Voador?

- Ele mesmo," respondeu Will. - Mas sou o antigo Capitão do Holandês agora. O único navio do qual sou capitão é o que divido com Elizabeth, o Empress. Mas já ouvi falar de você.

- E eu de você, - respondeu Capitão Teague, apertando a mão de Will. - E quem são vocês? - ele perguntou, acenando para a tripulação de Will e Elizabeth.

- São nossos melhores amigos, Andrew e Amelia Riley, e seus filhos Charles e Anna - ele disse acenando para a família Riley, que, apesar de tudo o que havia acontecido a eles nos últimos dias, pareciam estar tendo o melhor dia de suas vidas. - Estes são Theodore Groves e Estrella Summons - ela disse, deixando de a parte de Groves ser um oficial naval. Ela pensou que talvez não fosse uma boa ideia, vendo que talvez não fosse uma boa ideia, vendo que estava falando com o guardião do Código dos Piratas.

- Brilhante! - disse Capitão Teague. - Bem, vamos para a sala onde a Irmandade irá se encontrar; podemos também conversar enquanto esperamos o resto da corte chegar; pode demorar algumas semanas até que cheguem aqui

Dito isso, o enorme grupo de pessoas, incluindo as tripulações do Pérola e do Empress, encheu a maior sala do maior prédio da Baía do Naufrágio, que ficava a poucos metros da pousada. A cidade estava em alvoroço com eles; a cidade do Naufrágio era um pouco mais calma que Tortuga, mais ainda um ambiente pirata. Uma surpresa aguardava-os na sala onde a última Corte da Irmandade havia se encontrado; Capitão Hector Barbossa sentava à mesa, seus pés para cima, parecendo o mesmo de sempre.

- Ora ora, se não é o Capitão Jack Sparrow? - ele disse, com um sorriso no rosto. - Diga-me, Jack, como está meu navio?

- Meu navio está ótimo - disse Jack friamente. - E de qualquer modo, querido Hector, você tem um navio agora, e um relativamente bom.

- Sim - concordou Barbossa, - mas não é o Pérola. E parece que você roubou minha tripulação também.

Com isso, Pintel, Ragetti, Marty e Cotton esconderam-se atrás de Jack e fora do campo de visão de Barbossa.

- Não importa agora - disse Barbossa. - Bem, olá Sra. Turner - ele disse para Elizabeth com um aceno de cabeça. - E pequeno Mestre Turner. E… - ele parou por um segundo, parecendo um pouco chocado por ver Will ali.

Will não pode deixar de sorrir pela ironia; ali sentava o homem que já tentou matá-los, mudou de lado e realizou seu casamento, e agora parecia um pouco aliviado por ver que Will havia sido liberado da maldição.

- Olá Capitão Barbossa - disse Will.

- Olá Capitão Turner - disse Barbossa. - Vejo que voltou de seu trabalho como capitão do Holandês.

- E felizmente de volta para sempre - respondeu Will.

- Parece que nos venceu aqui, Capitão Barbossa - disse Elizabeth. - Como aconteceu?

- Para falar a verdade eu já estava aqui quando ouvi o chamado da Corte - disse Barbossa. - Então me diga; o que causou a Corte ser convocada de novo após tão pouco tempo?

Todos na sala sentaram e Will e Elizabeth contaram a história de tudo o que aconteceu em Port Royal, incluindo a parte em que os Riley, Groves e Estrella foram forçados a juntar-se à pirataria para escapar de serem punidos pela Companhia. Eles tinham apenas acabado de contar a história para Barbossa, quando de repente, todas as velas foram apagadas e todos sentiram um cheiro de maresia.

- O que está acontecendo? - perguntou Willy, sua voz cortando a escuridão ao segurar as mãos de seus pais. - Porque escureceu de repente?

- Isso é assustador - sussurrou Anna.

- Me diga - disse Andrew em tom de conversa. - Coisas assim acontecem com frequência com piratas? Uma pessoa está sentada conversando e de repente as luzes se apagam?

Antes de qualquer ter tido a chance de responder, uma voz estranha e inconfundível pôde ser ouvida da entrada. - Sou eu - disse uma voz cheia de sotaque. - Calypso.

As velar instantaneamente acenderam assim que ela disse seu nome, e quando acenderam, revelaram uma cômica visão; quando as luzes apagaram, Jack pulou nos braços de Ana Maria, e agora ela o segurava no estilo de recém-casados olhando para ele com uma expressão de divertimento.

- Desculpe amor - murmurou Jack. - Só me espantei.

Elizabeth no entanto, não se juntou ao coro de risadas que se espalhou pela sala. Ao ver Calypso seu coração pulou para a boca; ela estava aqui para levar Will, para dizer que ela não havia encontrado um capitão adequado para o Holandês? Will falou primeiro, parecendo ler os pensamentos de sua esposa.

- Calypso - ele disse devagar, ainda sem saber o porque dela estar ali. - O que a traz aqui?

- Tenho dois motivos para estar aqui - ela disse misteriosamente. - Primeiro eu o trago, William, notícias de seu pai. Ele foi para o Fiddler's Green* sem nenhum problema, com o novo capitão do Holandês, que é um marujo que tive, podemos dizer, intimidade - com isso, um grande sorriso se espalhou por seu rosto. - Também trago notícias de algo que o envolvem. Antes de ir para o outro lado, eu o concedi um último pedido por ter feito um fiel serviço ajudando-o no Holandês. No começo disse que não queria nada, porque pode passar uma década com você, mas depois me falou de algo de que se arrependia; a morte de um certo Almirante, chamado James Norrington. Com o pedido de seu pai eu ressuscitei Norrington da mesma maneira que fiz com Barbossa.

Ela olhou para o velho capitão pirata, que fez uma pequena reverência.

- Mas - interrompeu Elizabeth, - James está morto; ele está morto há dez anos!

- Barbossa estava morto também! - exclamou Calypso, um pouco de raiva em sua voz. – Você deveria saber várias coisas sobre pessoas retornando da morte. Elizabeth Turner; você viajou conosco para o Fim do Mundo.

- Onde está ele então? – perguntou Jack. – Onde está o velho Norrie?

- Ele está aqui – respondeu Calypso, movendo-se para a direita e revelando ninguém menos que o antigo Almirante James Norrington.

Ele permaneceu sério, mas ainda parecia um pouco chocado com a ideia de estar voltando depois de estar voltando de estar morto por uma década. Ele ainda vestia seu uniforme naval, provavelmente porque foi assim que morreu, mas sua peruca não estava mais lá, e seu cabelo castanho escuro estava preso num rabo-de-cavalo. Todos na sala ainda estavam chocados, incapazes de falar algo por causa do susto.

- James... – disse Elizabeth em um tom quase inaudível. Flashes da noite em que ele foi morto passaram por sua memória. Poderia ser verdade? Ela olhou para Will, que parecia chocado, seus olhos sem acreditar.

- Olá – disse Norrington estranhamente, com um sorriso em seu rosto.

Antes de poder dizer mais alguma coisa, Calypso falou de novo. – Há uma condição com o seu retorno James Norrington; lembre-se disso. E avise sua Corte da Irmandade; se eles ousarem me aprisionar de novo, eles vão se arrepender mais do que podem imaginar. Se impedirem-nos de me prender, vocês vão ter-me do seu lado, e a Companhia vai estar desfavorecida. Se me desobedecerem nessa parte, bem, não preciso terminar. – Tendo dito isto, a deusa andou para Will e ficou a centímetros de seu rosto. Elizabeth olhou para ele de onde estava, oposta a Will, sentindo extremamente preocupada.

- Não se esqueça William, que você é o único que sabe como me prender – ela levantou seu queixo com um dedo, forçando-o a olhar para ela. – E se algum dia você revelar a informação para a Companhia, ou para seus amigos piratas, e eu acabar presa na forma humana, então vai desejar nunca tê-lo feito – Ela virou-se olhando para Willy, Elizabeth, Jack, Andrew, Amelia e para a sala cheia de pessoas com quem Will se importava. – Mas você é um bom homem, Wiliam Turner, e você me serviu fielmente, então acredito que fará o que disse. Enquanto isso – ela disse, olhando para todos, - vocês me terão ao seu lado ao invés da Companhia. – Assim, ela nada mais disse e desapareceu.

- Caramba – murmurou Jack. – Isso foi inesperado.

Todos na sala olharam para Norrington, que parecia abismado. Elizabeth, no entanto, sentiu a necessidade de quebrar o silêncio. Ela ainda não podia acreditar que seu velho amigo estava ali, em carne e osso. Ela andou até ele, receosa, e abraçou-o.

- James – ela disse, em tom júbilo. – Que bom é vê-lo novamente!

- E você também, Elizabeth – ele disse alegremente, retribuindo o abraço. – Vejo que seu marido voltou para você – ele disse, seus olhos olhando para Will com uma expressão amigável.

- Ele voltou – disse Elizabeth, olhando para Will, com uma expressão de amor infinito em seus olhos. – E este é o nosso filho, William, ou Willy – ela disse, trazendo Willy para frente.

- Olá Willy – disse James, ajoelhando-se para apertar a pequena mão de Willy. – É um prazer conhece-lo.

- É um prazer conhece-lo também, Senhor Norrington, senhor – disse Willy, educadamente. – Ouvi falar de você.

- É bom vê-lo James – disse Will, dando um firme aperto de mão no homem. – Tenho que dizer, nunca imaginei que o veria no mundo dos vivos novamente, já que eu mesmo lhe levei para o outro lado.

- Nem eu – respondeu Norrington. – Mas aqui estou eu. Seu pai manda as melhores lembranças para você, Elizabeth, e seu amor. Ele está com sua mãe.

O coração de Elizabeth bateu mais forte com essas palavras, e seu rosto iluminou-se com um sorriso. Apesar de todas as circunstâncias difíceis que aconteceram ultimamente, ainda havia tantas outras coisas boas; primeiro, o amor de sua vida havia voltado para ela para sempre, seu marido e filho estavam finalmente unidos, estavam reunidos com seus amigos, e agora um amigo que ela pensava estar morto retornou milagrosamente.

- Espera um minuto – protestou Jack – como sabemos que podemos confiar em você?

- Fácil – disse Norrington, encarando Jack com o olhar de desdém que havia reservado para o capitão pirata – Eu me arrependi de ter ficado do lado da Companhia da última vez, e não tenho intenção de fazê-lo de novo. E como parte da barganha com Calypso, eu prometi que iria permanecer do lado da pirataria e ajudaria a ter certeza de que a Companhia não descubra como aprisiona-la.

- Bom o bastante – disse Jack – Então vai se juntar a minha tripulação, Norrie, velho amigo?

- Nem pensar – disse Norrington, calmamente – Eu irei me juntar a tripulação dos Turner, é claro, se eles me aceitarem.

- Claro que aceitamos – disse Elizabeth. – Certo, Will?

- Certamente – respondeu Will. – Não acho que seria uma brilhante ideia ele juntar-se a sua tripulação Jack, meu amigo; não precisamos de vocês se matando, afinal.

Todos na sala riram, aliviando o humor consideravelmente. Depois de alguns segundos, os olhos de Norrington pararam em Groves, e Elizabeth viu um grande sorriso surgir em suas feições.

- Theodore? – ele perguntou, num tom surpreso. – O que o traz aqui?

Fui pego ajudando os Turner e os Riley a pegar alguns dos pertences dos Turner e do Governador Swann da Companhia em Port Royal – ele disse – e Gillette me jogou na cadeia, me acusando de pirataria. Então você pode dizer que tive de me tornar um pirata para escapar do sufoco da Companhia.

- Bem, é bom vê-lo aqui amigo – disse Norrington, dando um forte abraço em seu amigo. – É uma pena ouvir isso sobre Gillette, no entanto, estou desapontado com ele.

- Ele é um patife – comentou Amelia. – A Companhia roubou de Will e Elizabeth e nós estávamos apenas tentando ajuda-los a pegar as coisas de volta. Agora ele juntou forças com aquele terrível Lorde Clinton. Odeio que tivemos de sair da nossa própria casa, mas uma maior parte de mim está feliz de estar livre de Port Royal.

- De fato – disse Elizabeth, concordando completamente com sua querida amiga.

Depois de alguns minutos de conversa, o grande grupo de piratas percebeu quão famintos estavam, e foram procurar algo para comer, e quando foram, todos sentaram juntos, e amigos, ambos novos e velhos aproveitando a companhia dos outros, tentando tirar de suas mentes qualquer pensamento negativo pelo menos por esta noite.

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Mais tarde naquela noite, assim que todos haviam voltado para seus quartos para o esperado descanso, Will, Elizabeth e Willy ficaram a sós para conversar. Willy estava se preparando para ir dormir, mas queria conversar com seus pais primeiro. Ele, Charles e Anna estavam em um quarto juntos, que ficava entre os quartos de Andrew e Amelia e Will e Elizabeth, e tinha portas que se conectavam apenas por esses quartos, e não tinha outra entrada, pela segurança das crianças. Baía do Naufrágio era uma fortaleza impenetrável, e não muitos piratas sabiam sua localização, mas era uma precaução de segurança que os pais estavam mais que dispostos a tomar. Elizabeth havia notado durante o jantar que seu filho parecia um pouco abatido, e ela e Will decidiram pergunta-lo sobre isso. O garoto de nove anos havia trocado para seus pijamas, e sentou entre seus pais.

- Willy, está tudo bem? – perguntou Elizabeth, colocando uma mão em seu ombro. – Você parecia um pouco triste no jantar.

Willy olhou para ela, receoso, o que preocupou Elizabeth; Willy normalmente não tinha problemas em conta-la como se sentia.

- Você pode nos dizer tudo, filho – disse Will docemente, sorrindo para seu querido filho.

Willy suspirou, parecendo melhor com essas palavras. – Eu não quero parecer covarde... – ele começou.

- Willy – disse Will firmemente. – Você é tudo menos covarde; você ajudou sua mãe por todos esses anos que eu estive fora, e você tem sido corajoso durante tudo o que aconteceu até agora. Diga-nos o que o incomoda – ele bagunçou o cabelo do filho, trazendo um sorriso para o rosto do garoto.

- É só que... Bem... – começou Willy – estou tão feliz que somos uma família de novo, e estou tão preocupado que algo dê errado e nós fiquemos separados de novo. Seria meu pior pesadelo – ele disse, seus olhos castanhos tristes.

- Oh querido – disse Elizabeth pegando-o em seus braços. – Eu sei que preocupa você. Mas não vamos deixar isso acontecer.

- Eu prometo – disse Will, envolvendo Willy seu filho e sua esposa em seus braços – que não importa o que aconteça, no fim disso tudo, estaremos todos juntos. Sua mãe e eu teremos certeza disso, Willy. É nossa maior prioridade.

- Mesmo? – perguntou Willy, olhando para seus pais com um sorriso.

- Mesmo – respondeu Elizabeth, beijando-o na bochecha. – Agora já para a cama, se quiser aquelas aulas de lutas de espadachim de manhã.

Com isso Willy pulou da cama e deu um abraço em ambos seus pais antes de seguir para o quarto. – Te amo Mamãe. Papai – ele disse sinceramente, seus olhos mostrando aquele brilho que normalmente têm.

- Também te amamos filho – disse Will, um sorriso em seu rosto a medida que as palavras saíam de sua boca. Elizabeth adorava ver Will com Willy, e a alegria que o trazia.

- Não esqueça de suas preces! – falou Elizabeth.

- Não irei! – falou Willy em resposta, fechando a porta atrás dele.

- Ele é um garoto maravilhoso – disse Will docemente. – Eu odeio ter perdido tanto.

- Você já está retribuindo por este tempo – disse Elizabeth, afetuosamente tirando uma mecha de cabelo da frente dos olhos do seu marido. - Você é um pai maravilhoso, Will.

- E você é uma mãe maravilhosa – respondeu Will. – Você o criou tão bem por todos esses anos. Ele é tão inteligente, corajoso e forte.

- Ele é nosso filho Will – disse Elizabeth, rastejando para os braços de Will. – Ele não poderia ser nada menos. Ele é especial, disso temos certeza.

Ela olhou em seus olhos, de repente percebendo como pareciam bonitos esta noite, seus olhos castanhos queimando de amor, e ela deliciava-se no fato de que era ela quem recebia todo esse amor.

- Elizabeth – ele sussurrou. – Você é linda.

Ela sorriu, adorando como ele dizia seu nome, como se fosse uma frágil porcelana que pudesse se quebrar. Ela envolveu seus braços em Will, e ele puxou-a para um incrível beijo, suas mãos correndo por seu cabelo queimado pelo sol.

- Eu te amo, Will – ela disse, beijando a cicatriz em seu peito. Era exatamente como a primeira noite desde que ele havia voltado para sempre, e Elizabeth vibrou de antecipação sobre o que estava por vir.

- Eu também te amo, Elizabeth – ele disse, puxando-a para perto e enchendo-a de beijos, enquanto o casal entregou-se à paixão, paixão que havia sido negada deles por dez anos, e a paixão que agora tinham toda oportunidade de ter.

A/N: Então, espero que tenham gostado do capítulo, porque, pela primeira vez, eu realmente gostei do que escrevi. Eu também espero que tenham gostado do fluff Will/Elizabeth agora no final. Espero que a volta de Norrington é imaginável o bastante; eu vim procurando um jeito de fazê-lo retornar desde "No fim do mundo", porque achei que sua morte não foi necessária. Oh, e uma nota: eu li em meu lindo livro do Código dos Piratas, que "Fiddler's Green" é o nome da terra dos mortos, e o equivalente dos piratas para o céu, enquanto o Davy Jones' Locker(Domínio de Davy Jones), como sabemos, é o equivalente ao inferno. Só pensei que deveria mencionar isso, já que mencionei Fiddler's Green neste capítulo. Obrigada a todos pelas reviews, e acredito que tenham gostado! Oh, e minha tecla D do teclado está meio estranha, então se ver uma palavra faltando um D eu me desculpo, eu preciso consertar a tecla.