Part XLIV: A Messed Family

- Você viu?

- Claro, a notícia está por toda parte. Precipitada, você, não?

- Claro que não, Yuri, foi meu pai! Ele quem escolheu esse filme!

-... Eu percebi, Lay, estava ironizando.

- Eu não faço a menor ideia do porquê ele fez isso sem meu consentimento...

Yuri deu um longo suspiro e ela também. Justo quando achavam que finalmente estaria tudo bem, a bomba acertou a todos. Cathy logo a ligou, assim como o diretor, e ambos estavam atônitos: a peça, que estava sendo um sucesso, seria automaticamente cancelada se aquilo fosse verdade.

- Cathy, acalme-se, por f...

- Me acalmar? Como quer que eu me acalme?! Você acabou de cancelar um contrato de 1 ano que vai me render multa equivalente a 5!

- Eu não me importo com multas, Cathy...

- Pois eu sim, eu sou pobre, perto de você!

- Cathy...

- E a peça, Layla? Estava tão linda... E agora é impossível continuar, especialmente se você resolver filmar no Texas, ou na Georgia, como aquela revista supôs!

- CATHY!

- O QUÊ?

- Será que pode me escutar?! - Layla praticamente rosnou do outro lado. Estava tão nervosa quanto a amiga, mas não podia afirmar nada com precisão agora. Explicou a ela o que havia acontecido realmente, o que faria e disse que lhe daria um retorno, assim como para todas as pessoas preocupadas que realmente importavam. Yuri localizou seu pai para ela e logo estava discando seu número para tentar resolver a situação, porém quem atendeu infelizmente foi sua péssima secretária, a quem detestava Layla desde que a mesma se conhecia por gente, sabe-se lá qual era o motivo.

- Agatha. - A voz rude e de poucos amigos se anunciava, e Layla já dava um longo suspiro para suportar responder à mulher de meia-idade que sempre pareceu ter 80 anos nas atitudes.

- Olá, Agatha, é a...

- Senhorita Hamilton. Seu pai não está. - Ela logo a cortou e a voz passou de rude a sarcástica.

- Então, Agatha, eu sei que ele está aí. E preciso falar com ele, é urgente.

- Senhorita, quantas vezes terei de dizer que eu simplesmente passo informações, e que não sou capaz de materializar pessoas para falar com a senhorita?

O sangue de Layla subia com uma facilidade imensurável quando falava com Agatha. Era definitivamente o ser mais desprezível que conhecera em toda a sua vida e a "calma" dela, tão falsa, só a fazia sentir um nó irremediável no seu estômago, pronto para explodir a qualquer momento.

- Agatha. Novamente, eu SEI que ele está aí. Não precisa materializá-lo, só precisa passar a ligação a ele. Ou terei de ir pessoalmente te obrigar a fazer isso enquanto olha para mim? - O breve silêncio parecia resultado das ponderações da secretária. Tudo o que ela menos gostava era da presença da filha do patrão, também sabe-se lá por qual motivo. - Ou será que terei de pedir que Yuri vá até aí por mim?

-... Um momento. - Ela gostava menos ainda de Yuri, também sem motivo aparente. Layla suspirou mais uma vez na, ao que parecia, eterna espera para falar com seu pai, mas logo conseguiu o que precisava.

- Sim, Layla?

- Pai, ainda bem...! Eu precisava falar com você. É sobre o filme... Eu não posso aceitar fazê-lo agora.

- Layla, pensei que tínhamos combinado isso.

Houve uma breve pausa dela, na tentativa de se manter calma, mas ao mesmo tempo calculando o que tinha de dizer.

-... Não, eu combinei que aceitaria fazer filmes e ajudá-lo, não que você os escolheria por mim, ou tão rápido, papai.

- Sinto muito, mas não posso voltar atrás, Layla. Eu já fechei o contrato do seu vínculo com a produção do filme.

Sua vontade era de simplesmente cair morta. Levou a mão à testa e sabia que tinha ficado branca pela notícia. Não havia MESMO como voltar atrás agora e a ficha finalmente caía: seu pai não tinha mudado coisa alguma, apesar de todos os esforços.

- Por que... fez isso...? Eu ainda tinha 6 meses de contrato na peça, papai!

- Esse contrato pode ser restituído depois, Layla, nós damos um jeito, mesmo que precisemos pagar uma multa. O que eu não podia era perder uma chance de patrocínio dessas. Imagine o quanto isso vai nos ajudar. E espero que entenda, porque a multa DESSE contrato, eu não pretendo pagar.

- Não... Não consigo acreditar... Depois de tudo...

- O quê?

- Nada. - Recompôs-se, ao menos para que o pai não percebesse, e manteve a mão na testa, sem saber o que pensar. - Eu vou desligar, tenho uma mala para arrumar...

- Ok, nos vemos.

Escorou-se na parede e só não se pôs a chorar porque Macquarie estava ali e achava que a amiga estava cansada ainda de sua infância bem chorona. Em compensação, ganhou um afago no ombro da parte dela.

- Vai ficar tudo bem, dona Layla... É só um filme, depois a senhorita volta, não é?

- É... Espero que sim...

Como era de se esperar, Cathy surtou com a notícia e não quis mais sequer olhar na cara da loira, como se ela tivesse alguma culpa. Já que não havia remédio, o jeito era aceitar o rancor e se despedir de forma breve até que o tempo permitisse que conversassem. O então diretor do teatro fez uma declaração no dia seguinte que não aceitaria o retorno dela em qualquer peça que fosse, o que a deixou pior ainda. Qualquer multa não seria tão dolorosa quanto ler algo assim.

A conversa com os diretores do filme foi extremamente entediante, como achou que seria. Fingir cenas de ação era tão ruim quanto seria fingir saltar em trapézios no Kaleido; nada na sua vida mudaria esse conceito. Por não serem exatamente de Hollywood, as cenas ficavam piores ainda, já que dinheiro para efeitos especiais de qualidade quase não existia. Os diretores a tratavam bem, mas sempre tinha a impressão de que só faziam isso pelo tanto de dinheiro que o pai investia nessas produções, e a troco de quê, não sabia. Além disso, o olhar de nenhum deles mentia o sério desprezo e maldade por trás que existia naquele ramo da indústria, e ela felizmente era salva de coisas piores também pelo dinheiro do pai. Em resumo, a cada dia que passava memorizando falas ruins e fingindo que era um ás na arte de dirigir motocicletas e saltar de penhascos, sentia uma parte da sua decência morrer.

E por falar em morrer, o passar dos meses e a ausência de notícias da parte dela fez Yuri pensar no pior em alguns momentos. Ela não respondia a nenhuma mensagem, nem dele nem de ninguém, não atendia ao telefone e obviamente não falava com a imprensa. Também deixou de conversar com as pessoas próximas e falava o mínimo possível, fossem pessoas da equipe ou não. Qualquer um que se importasse veria que estava entrando com os dois pés em uma depressão desapercebida por ela, mas não havia quem realmente se importasse ao redor para poder dizer.

Com o tempo, passou a ter dificuldades para dormir e por isso se automedicava com calmantes leves ou simples remédios para relaxar, que funcionaram nas primeiras duas semanas e depois requeriam doses mais fortes, ou mesmo remédios mais fortes que cortavam seu apetite, fadigavam e criavam aos poucos um ciclo não-saudável em seu organismo. Mas, a julgar que não queria estar ali, não via tanto problema em ter dificuldades para trabalhar, ainda que isso talvez significasse problemas maiores no futuro.

Preocupado com seu sumiço e apesar de ter ligado para a produção e terem dito que não havia nada de errado, Yuri preferiu ir atrás ele mesmo para saber o que andava acontecendo. Sorte dela que ele estava bem mais preocupado do que irritado, já que não era a primeira vez que ela sumia sem dar notícias, mas desta vez parecia ser mais sério do que um simples desejo dela de se afastar.

Ela mesma não sabia o que a tinha feito se isolar; provavelmente, a maior razão era a frustração e decepção com relação ao pai, e a impossibilidade de sair daquele ciclo cinematográfico quando bem entendesse, como fez da última vez. Estava tão absorta em mágoa e os efeitos dos medicamentos que demorou para perceber que alguém batia incessantemente na porta do trailer.

- Layla! Me solta, eu não vou sair daqui. Layla! - Ele a chamava e discutia com a equipe ao mesmo tempo. Com alguma dificuldade, ela se levantou e abriu a porta devagar. Yuri tomou um susto quando a viu: estava ainda de camisola, o roupão por cima meio desalinhado, assim como seus cabelos, mas o que mais espantava era o olhar vazio, avermelhado e as olheiras logo abaixo deles. Antes de entrar, olhou os três que estavam atrás dele tentando impedi-lo de entrar. - É assim que vocês têm a cara de pau de dizer que está tudo bem?!

- Yuri... - sussurrou ao enfim perceber que era ele e ele logo não se incomodou em entrar e trancar a porta por dentro. - O que... Faz aqui...?

- O que faço aqui? O que faço aqui, Layla? Já checou sua caixa postal hoje, essa semana ou esse mês? Aliás, ainda se lembra quem eu sou? - Ironizou, mas logo parou ao ver os olhos dela se encherem de lágrimas. -... Vamos... O que está acontecendo?

Ela puxou o ar e foi ao seu encontro abraçá-lo, mas não teve forças para envolvê-lo de forma mais firme. Estava tão aliviada em vê-lo que não se importou em parecer um bebê chorão perto dele.

- Está magra, Lay... Não tem comido...? E o que são todos aqueles remédios? - Perguntou mais preocupado ao ver os frascos próximos ao sofá.

- Tire-me daqui... Por favor...! - Disse em tom de súplica, em meio às lágrimas, e ele logo a deixou com cuidado no sofá para poder ajeitar suas coisas. Saiu cerca de meia hora depois com ela no colo e uma mala nas costas.

- Saiam da frente, ou vão se arrepender. - O aviso foi suficiente para se afastarem e em breve ambos estavam ambos em um hotel da cidade mais próxima. Ele fez Layla tomar alguns copos d'água e comer alguma coisa, depois deitou-se ao lado dela e a aconchegou para que pudesse descansar. Não perguntaria nada até que ela estivesse melhor.

Foram longas horas até ela acordar e parecer mais lúcida do que de quando a encontrou. Contou-lhe, então, como estava se sentindo presa e escrava daquele lugar, da saudade que tinha de fazer o que queria e de como o pai parecia controlar todas aquelas pessoas, mas não o que pensavam dela. Contou como a olhavam, a falsidade com que lhe tratavam e o quanto deviam rir de sua péssima atuação no backstage. No final, não havia do que acusá-los, já que não havia sofrido ameaças, agressões ou qualquer desprovimento, mas não queria dizer que não lhe tinham feito mal.

- Você não vai voltar para lá, então relaxe.

- Mas... Yuri, eu preciso...

- Não, não precisa. Se é pela multa, eu pago. Dane-se, você não tem de se sujeitar ao que esses megalomaníacos, incluindo seu pai, querem.

- Yuri, não é algo que você paga economizando o café da manhã uma semana. São milhões...

- Não precisa se preocupar com isso.

Ambos se entreolharam, ela sem entender de onde ele tiraria tantos milhões do bolso se sempre trabalhou tanto quanto ela e no mesmo lugar e ela iria à falência se precisasse pagar aquela quantia. E ele lhe deu um breve sorriso, de quem novamente tinha cartas na manga que ela sequer imaginava. Mais segredos. Não fazia ideia de quantos ele ainda tinha até que todos cessassem.

- Não sei se... Posso permitir que faça algo desse tipo para mim...

- Adianta dizer que eu faria qualquer coisa por você? - Ele respondeu em tom mais ameno, acariciando seu rosto fragilizado e lhe arrancando mais algumas lágrimas - Está tudo bem... Vai voltar logo logo ao lugar que mais ama nesse mundo.

Ela o olhou novamente intrigada. É claro que ele não queria dizer a Broadway, mas... Como poderia voltar ao Kaleido? Não tinha como voltar, não depois de tudo.

- Explique... Por favor, eu não entendi.

- Não? - Ele riu - Sabe que o Kaleido jamais fecharia completamente as portas para você, não sabe? E acho que está precisando dele agora.

- Mas... Yuri, eu não...

- Eu sei, você saiu de lá. Mas estava pensando em te trazer de volta como coprodutora, ao meu lado. O que acha? Faríamos as peças da forma que quiséssemos - e aliás, eu tenho deixado Kalos pobre com isso.

- Eu não sei... Será que não vou voltar a atrasar a Sora de alguma maneira, ou... Simplesmente fazer tudo errado? Minhas ideias nunca foram as melhores...

- Talvez por não ter as melhores opções, mas sei que é bem criativa quando quer. E... Eu não quero mais você longe de mim. Tem isso também. - Ele lhe dizia mais sério, mantendo um carinho pelos seus cabelos. Era impossível dizer não a ele, e isso que ele nem forçava ou a coagia como já fizera antes. Foram 3 dias de cuidados, trocas de carinhos e conversas que a convenceriam e mandariam para longe todos os seus problemas, não fosse o maior deles bater na porta do hotel quando se aprontavam para voltar a São Francisco.

- Essa não... - Balbuciou e perdeu a cor do rosto ao ver o pai parado na porta do quarto. Ele tinha a pior expressão possível e também bastante intimidadora, mas não o suficiente para impedir Yuri de assumir a 'linha de frente' na situação.

- Ora, Sr. Hamilton, que surpresa. Estava mesmo precisando falar com o senhor.

- Essa conversa terá de esperar. - Ele respondeu sem nenhum tom agradável na voz e também sem desviar o olhar de Layla. - Saia. Preciso conversar com Layla a sós.

- Eu estou a par de tudo, Sr. Hamilton, e não pretendo sair desse quarto sem ela. - A mudança no tom de voz fez Kevin desviar seu olhar para ele e ajeitar o paletó. Examinou Yuri da cabeça aos pés, como se estivesse se certificando de quem era aquela pessoa que o desafiava.

- Sei. E o que, então, Yuri, você tem a dizer em defesa de quem não é mais capaz de fazê-lo, e que possa me convencer de que tudo não passou de um mal-entendido curioso?

Layla pensou em dizer algo, mas Yuri tomava a frente sempre. Ele estava mesmo disposto a defendê-la, fosse de quem fosse, e com tudo o que fosse preciso.

- Isso depende do que o que o senhor chama de mal-entendido. Ao que vejo, foi um belo mal-entendido ter assinado um contrato que ela não poderá cumprir.

- Não poderá cumprir? - O olhar voltou à filha e pareceu bem mais irritado do que aquele de quando entrou. - O que diabos significa isso?!

- Eu... Me desculpe, papai, mas... EU não posso continuar com isso, estava ficando louca naquele lugar! Por favor, tente entender...

- Entender?! E por acaso VOCÊ parou um minuto sequer para entender o meu lado, Layla? O NOSSO lado?! Todo o investimento, tempo e imagem foram por água abaixo graças a você! - Ela obviamente ficou sem palavras e os olhos se encheram d'água. Ele estava furioso e não havia nada que pudesse dizer para amenizar.

- Pai... Por favor... - Ela balbuciou, mas ele se virou de costas, bem a tempo de ignorar suas lágrimas.

- Sr. Hamilton, para você. Espero que estejam felizes com o alvoroço que vão causar nas próximas semanas. Deve ser mal de artista, todos irresponsáveis e inconsequentes. E você, Layla, envergonha o nome dos Hamilton desde que escolheu essa carreira desastrosa. Eu esperava que ao menos daria uma chance para que eu a consertasse, mas vejo que está satisfeita em se afundar.

- O senhor não pode estar falando sério! - Era a primeira vez que Yuri levantava a voz para ele, visto que as últimas facadas fizeram Layla perder a força nas pernas e se sentar desconsolada no sofá. Ele segurou seus ombros e o fitava com raiva. Kevin chegou a fitá-lo pelo canto dos olhos de volta. - Está cego, cego por toda essa ambição! Não vai chegar a lugar nenhum com ela, saiba que eu já tentei e só ganhei desgraças em troca. Não negue a família que te ama.

- Não me diga o que fazer, Killian. Você e eu, sua empresa e sua família, ainda temos negócios a tratar, mas não é por isso que vou aceitar desaforos da sua parte. Portanto, trate de aparecer na próxima reunião e se virem para pagar essa multa. E quanto a você. - Ele olhou Layla uma última vez e não se padeceu pela frustração que seus olhos demonstravam. - Não me procure mais. Passar bem,

Não havia palavras que pudessem descrever a situação ou o estado emocional dela. Yuri sequer foi fechar a porta, sentou-se imediatamente ao lado dela e a abraçou apertado, sentindo-a se despedaçar mais enquanto chorava. E de pensar que ela havia realmente tentado tudo pelo pai, era pior ainda. Ela era a última que podia ser acusada de inconsequente, mas infelizmente o dinheiro falou mais alto aos olhos do pai.

Apesar de em silêncio, ela chorou por horas até o coração se acalmar um mínimo para poder descansar. Ele a acordou apenas por conta do avião que os esperava, e ela não pensou duas vezes antes de voltar para Cape Mary. Estava sem condições de fazer qualquer coisa, por isso quando chegou, deitou-se na cama dele e apagou completamente, enquanto ele pedia à Macquarie para separar uma mala consideravelmente grande dela para trazer até seu apartamento e também falava com Kalos sobre o que aconteceu.

- Então foi isso... Pobre Layla... Nem com 50 anos nas costas, iria aguentar essas palavras dele. Vocês já fecharam negócio?

- Quase. Mas... Isso, eu também vou ter de falar com ela. Não tive a oportunidade. Não era importante, de qualquer forma, mas agora... Acho que ela precisa saber. E sobre a volta dela?

- Bem, acho que como produtora, não há mal algum. Ela sempre será bem-vinda por aqui e vão gostar de serem dirigidos por ela. Sora, especialmente.

- Ela está precisando do Kaleido... Já estava, agora então, nem se fala. Então, dependendo de como ela acordar, eu já a levo comigo. Consegue ajeitar a papelada logo?

- Eu nunca rasguei o contrato dela, Yuri. - Ele respondeu em tom mais terno e com um leve sorriso do outro lado da linha. Yuri sorriu de volta.

- Ótimo... Sabe, deveria começar a dizer essas coisas para ela. Agora, mais do que nunca, vai fazer um bem enorme.

- É, quem sabe eu não resolvo mostrar meu lado humano para ela. Mas só ela, Você ainda merece só o lado carrasco e pão duro.

- Haha certo, eu sobrevivo. Obrigado pela ajuda.

Ele só se ausentou um pouco mais para tomar um bom banho, mas deixou até a porta entreaberta para o caso dela acordar e estar meio confusa. Felizmente, ela dormiu pesado e ele se juntou a ela para lhe aconchegar. Ainda estava tenso por todas aquelas palavras e pelo modo de como a encontrou dias antes naquele trailer, mas agradeceu mentalmente por ela estar bem e lhe sussurrou que tudo melhoraria de agora em diante. Ele não se lembrava de ter sido tão otimista em toda a sua vida, mas se fosse por ela, sê-lo-ia sempre.


Nota da autora: Olá! Para variar, desculpem o sumiço! Além de escritora amadora, sou também cosplayer amadora e o anime friends foi agora em julho e tomou completamente o meu tempo! Mas tudo bem, né, afinal, o capítulo estava quase pronto e só faltava essa cena final. Que situação para a Layla, hm? E já aviso, só piora! hahahaha brincadeira, os momentos felizes são muito felizes, mas já aviso que sou uma pessoa trágica e como agora a história depende pratica e exclusivamente de mim (e da minha melhor amiga, que também é trágica!), a coisa só piora. :P mas juro que só faço vocês infartarem um pouquinho hehehe. Reviews, por favor! 3