Start Level 1: Loading Dryfield

Ainda era 09:00 da manhã. O tempo estava quente e seco. A paisagem árida e desolada tornava aquela parte da América, um lugar perdido no tempo e espaço, como se ele estivesse em qualquer deserto em outra parte do mundo. Aya Brea, agente do Time de Supressão e Investigação Mitocondrial (MIST), um braço do FBI, fora enviada em missão para o entreposto de Dryfield. Ela era treinada no combate a criaturas neo-mitocondriais, isto é, monstros criados em laboratório através de reengenharia genética.

A própria Aya era portadora de alterações genéticas que poderiam categorizá-la como um monstro também, mas ela não era uma ameaça à sociedade, e aprendera a usar suas habilidades especiais no combate ao crime. Aya era alta, magra, e tinha lisos cabelos louros, cortados na altura do pescoço. Estava vestindo uma bermuda de lycra, do tipo usado por ciclistas, sob mine-saia de gabardine. Ainda uma blusa de malha aderente ao corpo, sob jaqueta estilo spencer. Completando a indumentária, botas de cano médio e coldre tipo cinta-liga na coxa direita, com sua pistola pt.40.

Ela estacionou seu Honda Civic preto, próximo a uma loja de conveniência. Abriu seu porta-malas e pegou alguns pentes para sua pistola. Tentou fazer uma ligação para seu chefe, mas inexplicavelmente seu celular saiu fora da área de cobertura. Ela percebeu que havia um telefone público próximo à loja de conveniência.

_Alô! Aya Brea falando. Liguei para informar que cheguei em Dryfield. Ainda não fiz contato com nenhum morador. Nenhuma ameaça a vista. Nenhuma intercorrência. Desligando.

Aya sentiu-se bem em conseguir entrar em contato com a civilização. Aquele local parecia ser inabitado. Ela entrou na loja de conveniência e chamou pelo dono. Não havia viva alma. Algumas prateleiras estavam no chão, com uma bagunça de latas, vidros e sacos plásticos espatifados por todo lado. Ela tentou investigar mais, porém a porta interna estava trancada. Decidiu explorar o resto do entreposto.

Entrou na recepção do motel local e bateu a campainha de mesa. Ninguém apareceu. Seguiu para o restaurante local. Estava aberto e tinha um jukebox funcionando. Um velho ventilador com grandes pás girava lentamente no teto. O local estava vazio. Aya saiu para rua novamente. Vasculhou alguns quartos que encontrou aberto e alguns galpões.

Nos fundos do motel percebeu a existência de um ferro-velho, cheio de carcaças de carros empilhados. Havia um trailer lá perto. Era sua última esperança de encontrar algum morador. Quando estava se aproximando da entrada do trailer, um cachorro pointer inglês, malhado apareceu. Ele apesar de pequeno latia alto, como se avisasse alguém da presença dela. Aya estacou. Sacou imediatamente a arma e ficou atenta. A porta do trailer abriu e um homem gordo, de meia idade apareceu.

_Olá moça! O que faz aqui em Dryfield? - O homem tinha as duas mãos na cintura e não se intimidou com a arma de Aya.

_Meu nome é Aya Brea, pertenço ao FBI. Vim aqui para investigar estranhos ataques aos moradores locais. Infelizmente parece que não há viva alma na cidade. Pode me dizer o que aconteceu? - Aya já havia guardado sua pistola. Percebeu que aquele homem era amistoso.

_Meu nome é Douglas e este é meu cachorro Flint. Eu lhe digo o que aconteceu. Todos viraram monstros. Mataram-se uns aos outros. Não sei como ainda não os viu. Estão em toda a parte. Principalmente à noite. Venha, entre no trailer. - O homem gordo entrou no trailer e Aya o seguiu.

O trailer parecia o último refúgio em um local devastado pela guerra. O Sr. Douglas possuía uma vasta coleção de armas, estoque de remédios e artigos de auto-proteção. Aya percebeu que ele era um típico redneck, ex-combatente do exército americano. Deveria estar acostumado a atirar primeiro e perguntar depois. Não admira ser o único sobrevivente naquela cidade.

_Esta cidade nunca foi muito movimentada mesmo, mas no último mês tudo virou de pernas para o ar. Os poucos habitantes daqui passaram a apresentar um comportamento estranho. Achei que fosse uma epidemia e passei a evitar contato com eles. Mesmo assim assisti a um velho amigo transformar-se em um ser asqueroso e mortal. Não tive escolha a não ser estourar os miolos dele. Vários outros habitantes também viraram monstros e mataram os remanescentes. Alguns chegaram mesmo a devorar os cadáveres. - O Sr. Douglas falava seriamente. Ele parecia cansado daquilo tudo. - Eu lhe digo moça, que se não fosse pelo meu Flint aqui, eu mesmo teria dado um tiro nas fuças, para poder cair fora desse pesadelo.

_Por que não vai para outra cidade?

_Esta é minha casa e minha cidade. Eu estou muito velho para começar tudo de novo em outro local.

_Algumas vezes é mais importante sobreviver. Depois pensamos no que vamos fazer no futuro. Notei que o senhor tem uma grande coleção de armas aqui. Poderia me vender algumas?

_O que precisar moça. Tem um quarto no motel que não foi invadido pelos monstros. A água funciona e tem energia elétrica. Pode dormir lá se quiser. Aqui está a chave.

_Muito obrigada.

Aya adquiriu com o Sr. Douglas uma escopeta e balas. A seguir foi para o quarto de motel. Ao chegar no grande e descoberto pátio interno do motel, algo chamou sua atenção. Havia um cavalo ali perto. Ele tinha uma pelagem avermelhada e olhos grandes e saltados. Ele olhou para Aya e sua "face" tornou-se maquiavélica. Aya sacou sua pistola e posicionou-a em posição de tiro. Ela sabia que era uma criatura neo-mitocondrial, mas mesmo assim parecia-se com um cavalo selvagem. Aya hesitou em atirar.

A criatura avançou para ela. Aya atirou duas vezes e isso não surtiu efeito. Quando a criatura ia atingí-la, Aya deu um mergulho lateral no chão e rolou. A seguir levantou-se e correu. Aquele "cavalo" era muito resistente. Ao chegar próximo ao grande portão que cerrava o pátio do motel, Aya pegou a escopeta e carregou-a. Posicionou-a na direção do "cavalo" e atirou duas vezes. A criatura caiu morta aos seus pés e derreteu.

Aya entrou em seu quarto de motel, no segundo andar, com uma varanda comum a todos os quartos, e que se comunicava com o primeiro pavimento, por uma escada até o pátio descoberto. Ela aproveitou para tomar um banho e dormir um pouco. Acordou com gritos e barulhos vindos do lado de fora. Ela rapidamente se vestiu e armou-se de sua pistola e escopeta. Carregou-as e abriu a porta do quarto.

Deparou-se com uma horrenda criatura neo-mitocondrial gigantesca. Seu corpanzil era semelhante a um elefante. Sua cabeça assemelhava-se a um humano, de sua boca saía um tubo de metal expelindo jatos de fogo. A criatura atacava Sr. Douglas e seu cachorro Flint, no andar de baixo. Aya posicionou sua escopeta e disparou da varanda do segundo andar. A criatura, cuja cabeça estava na altura do segundo andar, virou sua boca na direção de Aya.

Esta sabendo o que ia acontecer, saiu correndo até o fim da varanda, virou-se e atirou novamente. A criatura moveu-se em direção ao ponto onde Aya estava parada. Esta correu novamente para a outra ponta do corredor, atirou novamente com a escopeta até sua munição acabar. A criatura veio atrás de Aya. Ela experimentou atirar com a pistola, mas o efeito era o mesmo de pedrinhas atiradas contra um tigre.

Aya correu para a outra ponta do corredor. A criatura antecipou seu movimento e deu um violento murro na varanda do segundo andar, por pouco não atingindo Aya, que conseguiu saltar para o andar de baixo. Ela sabia que era questão de tempo até cansar-se e aquele elefante humano atingí-la com um murro ou transformá-la em churrasco. Só havia uma coisa a fazer naquela altura.

Aya colocou a mão na fronte e curvou um pouco o corpo enquanto apoiava o joelho no chão. Então de seu corpo irradiou uma fonte de energia letal, que se propagou em todas as direções, naquela área do pátio do motel. Tudo em volta pegou fogo e virou cinzas rapidamente. A criatura gigantesca também estava em chamas, mesmo assim ainda avançou sobre Aya. Esta recobrando-se de seu transe, correu em volta da criatura.. Ao chegar do outro lado, repetiu os mesmos gestos. Novamente desprendeu-se enorme quantidade de energia do corpo de Aya, como uma pequena bomba atômica. A criatura elefantina consumiu-se em chamas e derreteu.

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