Eu odeio o amor

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Todos os dias ambos corriam juntos.

Pelo menos 6 km por manhã.

Um hábito que tinham desde o ensino médio, e que agora na faculdade continuavam a tê-lo.

Mas naquele dia em especial ele não pode comparecer, então ela teria que correr sozinha.

Enquanto corria a moça pensava e se repreendia mentalmente:

"Pare de pensar nele! Pare de pensar nele! Pare de pensar nele..." – ela continuou nesses pensamentos, até que tropeçou em um paralelepípedo solto e caiu no chão.

- Kuso! – ela exclamou alto, atraindo olhares de reprovação de senhoras.

Ela se levantou, avaliando o joelho ferido, e começou a praguejar.

- Eu odeio o amor! Eu odeio! – ela exclamava, nem tão alto, nem tão baixo, enquanto curvada limpava o joelho com uma toalha que havia embebido em água.

- Porque você odeia o amor, Tenten? – uma voz masculina perguntou, fazendo o coração da jovem acelerar – Você não o deveria. – ele completou.

"Ele veio!" – a jovem pensava enquanto se endireitava e olhava de frente para ele.

- Você não deveria odiar o amor, Tenten – o rapaz disse sustentando um meio sorriso de lado – Se você odiar o amor vai me odiar também – ele deu dois passos parando ao lado dela – Não quero que você me odeie porque a amo.

A respiração dela acelerou-se, e ele deu mais dois passos, ficando ambos de costas para o outro.

Ele só escutou depois a onomatopéia de um tombo, Tenten havia caído desmaiada no chão.

"Pressão baixa... Eu não tomei café da manhã antes de sair" – tudo foi escurecendo aos olhos dela – "que ótima hora para isso acontecer..." – foi o último pensamento dela antes de perder a consciência por completo.

Neji se virou assustado vendo Tenten caída no chão, e várias pessoas aproximando-se.

"Pressão baixa, ela deve ter esquecido novamente de tomar café" – foi o que ele concluiu enquanto levantava e a sentava num banco próximo, enquanto aos poucos ela voltava a consciência.

- Está melhor? – ele perguntou ainda a amparando, mesmo sentados.

- Ai... – Tenten pôs a mão na cabeça que latejava um pouco – Estou, mas meu orgulho está ferido, posso não mais odiar o amor, porém terei um grande trauma relacionado a desmaios.

- Não tem problema, sempre estarei aqui para te amparar.

Ela lhe sorriu corando um pouco.

- Eu sempre... – ele tocou o seu nariz no dela – estarei aqui... – antes de beijá-la ele sussurrou – sempre...

Fim


Fic começada no médico, continuada na aula de matemática e terminada na aula de história *-*


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