Disclaimer: Twilight não pertence a mim, tudo isso é da tia Steph!


Sinopse:

Quando Anthony Cullen, o avô de Edward, morre deixa uma grande herança para ele, mas com uma condição: ele só pode ficar com o dinheiro se casar, em um mês, após a morte do avô.

Sua única opção é Bella, sua melhor amiga. Depois de muita insistência e um acordo, ela aceita casar-se com ele. Após o casamento Edward continua o irresponsável de antes, ele e Bella não são nada mais do que grandes amigos, só que para a família eles têm que fingir que o casamento é real. E o acontece quando o faz-de-conta começa a tornar-se realidade?

Avisos

- Nada de vampiros aqui, todos humanos.

- A principio Edward tem 19 anos e Bella 18.

- POV's tanto do Edward quanto da Bella e mais para frente POV's de um personagem muito importante.

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Capítulo I: Marry Me?

EPOV

Bip.

O barulho soava longe, e me chamava atenção, abri os olhos, o sol já iluminava o quarto e o barulho continuava.

Movi-me na cama e bati em algo.

"Anh..." a coisa grunhiu.

Sentei-me, olhando em volta, nesse momento, parecia que alguém martelava minha cabeça. E o nome disso era ressaca.

"Ótimo..." murmurei para mim mesmo.

Levei uma das mãos à têmpora e massageei, tentando aliviar a dor. Abri os olhos novamente, observei atento o quarto, definitivamente aquele não era o meu quarto.

Ele era todo rosa e os raios de sol que entravam pela janela e batiam na parede fazia minha cabeça latejar. Eu não fazia idéia de onde estava.

Olhei para o lado, e havia alguém na cama, mas eu não sabia quem era, sua cabeça estava debaixo do lençol.

"Ei..." eu tentava acordá-la, cutucando-a.

"Aanh..." ela resmungava.

Resolvi levantar e tomar um banho. Caminhei pelo apartamento minúsculo, atrás do banheiro que por sinal era minúsculo também.

Quando voltei ao quarto a mulher continuava a dormir, olhando melhor agora que ela estava descoberta, até que era bonita, morena, cabelos longos e pretos, curvas acentuadas... mas eu precisava ir embora.

Algo me chamou a atenção, o bip que me acordara continuava, comecei a procurar pelo quarto atrás do barulho, procurei pelo celular, que para a minha surpresa estava debaixo da cama. Eu só não sabia como ele fora parar ali.

Quando consegui alcançá-lo debaixo da cama ele parou de tocar. Olhei no visor, haviam umas vinte chamadas perdidas de Alice.

Alice sempre fora exagerada, mas dessa vez algo devia estar acontecendo.

"Hum... já levantou?" a desconhecida acordara "Volta pra cama." ela bateu a mão ao seu lado na cama.

"Eh... preciso ir..." não conseguia lembrar o nome da desconhecida, eu nem lembrava do rosto dela. "Qual seu nome mesmo?" perguntei.

"Não lembra meu nome, gostoso?" ela disse se aproximando "Ontem você gemeu ele bastante." ela sorria maliciosamente.

Ela colocou a mão em minha nuca enquanto a outra mão arranhava minha costa de leve, provocando arrepios pelo meu corpo, então, ela me puxou para um beijo.

Minhas mãos foram parar em sua cintura e eu a puxava para mais perto, não deixando um único centímetro entre nós.

E então, meu celular tocou.

"Deixa tocar." ela disse abrindo minha camisa.

"Preciso atender..." eu disse tentando me livrar de suas mãos.

"Isso é tão broxante..." ela disse deixando-se cair na cama.

Peguei meu celular e olhei no visor, era Alice novamente.

"Alô." atendi.

" Edward, OMG, finalmente você atendeu!" Alice disse com uma voz estranha.

"Alice, aconteceu alguma coisa?" perguntei preocupado.

"E-edward," ela começou "o vovô e-ele.." e caiu no choro.

"O que aconteceu Alice?" disse elevando minha voz "Diga!" gritei.

"Ele morreu!" Alice gritou de volta e depois voltou a chorar.

"Estou indo para casa." murmurei, pegando as chaves do carro.

"E-está b-bem..."" e desligou.

"Já vai?" a desconhecida disse. "Mal começamos." fez um bico.

"Tenho que ir." dei um beijo na testa dela e saí do apartamento.

Meu Volvo permanecia em frente ao prédio, eu nem sabia como chegara naquela espelunca ontem à noite, estava muito bêbado.

Ainda não acreditara que meu avô morrera, não que eu fosse próximo dele ou que fosse seu neto predileto, ao contrário, segundo ele, eu sempre fora a ovelha negra da família.

Sempre arrumando problemas, sempre saindo com várias mulheres, que como dizia ele "Um dia, uma dessas vagabundas, vai lhe dar o golpe do baú!".

Sempre dizia que eu só me aproveitava do seu dinheiro, que não estudava...

Muitos comentários, desse tipo nos faziam brigar, muitas vezes em lugares inadequados e momentos inoportunos.

Meu avô tinha mania de comparar a Emmett, meu irmão, que estudava advocacia, estava no ultimo ano da faculdade, era o orgulho da família. Já tinha até uma noiva, Rosalie, a Barbie de carne e osso, essa o fazia gastar mais dinheiro numa semana, do que todas as vezes que eu batera meu carro, juntas.

Cheguei em casa e Alice me esperava na garagem, saí do carro e ela correu em minha direção e me abraçou. Ela chorava descontroladamente, ela sempre fora muito chegada a ele.

"Calma, minha linda." eu afagava seu cabelo enquanto ele chorava.

Ela continuou chorando, ali em meus braços, por um tempo.

"Como aconteceu?" perguntei quando ela finalmente parou de chorar.

"Carlisle chegou em casa após o plantão de ontem, e quando ele entrou no escritório, o vovô estava caído no chão m-morto." sua voz tremeu na última palavra e voltou a chorar.

"Vamos lá pra dentro, aqui fora está frio." ela me abraçou e caminhamos em direção a casa.

Todos estavam na sala, exceto Carlisle que devia estar resolvendo os trâmites do enterro. Emmett estava sentado no sofá, seus olhos vermelhos, e olheiras profundas. Rosalie e Esme estavam ao seu lado.

Esme chorava silenciosa, enquanto Rosalie soluçava, sua maquiagem toda borrada, era incrível o fato dela não estar preocupada com sua aparência.

Sentei no sofá em frente a eles, junto com Alice.

"Onde você estava Edward?" Emmett perguntou. "Estamos tentando falar com você desde às seis da manhã!" disse, exasperado.

"Eu estava na casa de uma amiga."

"Ah, você estava com mais uma vagabunda, você quer dizer!" Emmett disse irônico.

"O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta Emmett!" disse, exasperado.

"Você deve satisfações a Carlisle! Ele está procurando-o há algum tempo." Emmett murmurou.

"Exatamente, devo satisfações a ele." disse, áspero "Não preciso ficar escutando suas banalidades." resmunguei.

"Edward, pare!" Esme murmurou "Vamos parar com essa briga agora." disse séria.

"Não mãe, Edward pensa que não tem problema, toda essa irresponsabilidade e no fim só acaba trazendo mais problemas." sibilou Emmett, passando a mão na cabeça, nervoso "Só acabando com a reputação da nossa família."

"Você não sabe de nada Emmett!" quase gritei "Você é muito ignorante para ver que a reputação dessa família já acabou faz muito tempo!" continuei "Toda essa hipocrisia, em que vocês vivem, fingindo que tudo é perfeito, sinto lhes informar, mas a vida não é perfeita."

Quando percebi, eu e Emmett, estávamos a meio metro de distância, um olhando nos olhos do outro.

"Nós que pensamos que a vida é perfeita?" gritou irônico "Diga-me, irmãozinho, alguma vez você teve que trabalhar para ter dinheiro? Alguma vez seu Volvo ficou quebrado após os inúmeros acidentes que você vive arrumando?" suspirou "Claro que não, sempre o dinheiro dos outros, você vive no luxo Edward, com o dinheiro da sua família, só sabe de ir a festas e mulheres." berrava para quem quisesse ouvir "Tudo dinheiro jogado no lixo, aliás, nem sei o que você faz aqui, você nem gostava dele, a única coisa que você gostava era do dinheiro dele" sorriu provocativo.

Com a última frase dele eu não consegui me segurar, fechei minha mão e logo estava esmurrando seu rosto. Ele cambaleou para trás e cuspiu sangue.

"O que foi Edward?" disse limpando o sangue que escorria de sua boca com as costas da mão "A verdade dói não?"

Voei em cima dele novamente, conferi-lhe mais um soco no rosto, desta vez ele levantou e revidou.

Escutava as vozes de Esme, Alice e Rosalie gritando desesperadas.

"Parem..." dizia Esme.

"Emm, não faça isso!" Rosalie tentava puxar Emmett pela camisa.

"Edward, pare!" Alice resmungava, chorando.

Meu rosto ardia, sangue escorria pelo meu nariz, acho que estava quebrado. Rolávamos no chão como dois animais.

"Eu vou chamar a polícia." outra voz disse.

"Não precisa Bella, Carlisle chegou." Alice disse.

Logo puxaram Emmett de cima de mim, olhei para ele, seus olhos brilhavam de raiva. Alguém me levantou do chão e me sentou no sofá. Era Bella.

"Da onde você surgiu?" murmurei para Bella, confuso.

"Eu vim ver Alice, mas quando cheguei, você e Emmett se engalfinhavam no chão!" murmurou, despreocupada.

"Vocês são dois irresponsáveis." Carlisle dizia "A família passando por um momento tão difícil e vocês brigam feito dois animais." sibilou, áspero "Parecem duas crianças."

"Edward quem começou a briga." disse Emmett, parecia uma criança contrariada.

"Não interessa quem começou, é inadmissível esse tipo de comportamento, vocês são adultos, cientes de seus atos. Agora, já que vocês agem como crianças, vou tratá-los como tal, vão ficar sem mesada até segunda ordem."

Todos permaneciam em silencio na sala, Carlisle fazia curativos em Emmett, enquanto isso Alice e Bella conversavam aos sussurros ao meu lado. Meu nariz doía, Carlisle disse que estava quebrado. Esme e Rosalie terminavam de arrumar a bagunça que fizemos durante nossa briga.

~~~*~~~

O resto do dia passamos no velório de meu avô, aquele monotonia, parentes que nunca deram sinal de vida, agora, brotavam até do teto.

Alice, às vezes, caia no choro, de uma hora para outra, mas Bella era a primeira que chegava até ela. Bella era nossa amiga há anos, desde que chegou em Forks, naquela vez que ela bateu, sem querer - segundo ela -, em meu Volvo com aquele monstro que ela chama de carro.

Foi engraçado vê-la quase implorando para desculpá-la.

Alice adorava Bella, essa que mais vivia em minha casa do que na dela, Alice brincava de Barbie em tamanho real com Bella, que sempre reclamava.

Esme permanecia ao lado de Carlisle o tempo todo. Emmett e a chata-mor ficaram distantes de mim o tempo todo, eu agradeci por isso.

O enterro foi pela manhã do dia seguinte, estavam todos os parentes que surgiram de não sei aonde, e minha família.

~~~*~~~

Nos dias seguintes foi retomada a rotina de sempre, resolvi ir as aulas esta semana, quando chegava em casa só queria dormir.

Na quinta-feira, quando cheguei em casa Carlisle disse que tinha uma coisa muito importante para falar comigo e Emmett.

Irritava-me o fato de permanecer num lugar tão pequeno, junto de Emmett, mas lá estávamos nós, sentados mais distante o possível, no escritório de Carlisle.

"Parem de olhar assim um para o outro. Vocês são irmãos!" Carlisle sibilou.

"O que você que nos falar pai?" Emmett perguntou.

"Ah, sim." sibilou pegando um envelope em uma gaveta e entregando a Emmett "Leia isto."

Ele tirou um documento com algumas paginas de dentro do envelope, começou a folheá-lo.

"É o testamento do vovô." Emmett disse surpreso.

"Exatamente, queria você olhasse e me dissesse se é realmente válido." Carlisle falou, sua voz muito serena como sempre.

"Pelo que vejo sim, está tudo em certo, mas cita nossos nomes e alguns requerimentos." Emmett disse avaliando o documento.

"Que seriam?" perguntei.

"Bom, tem um para Alice..." ele leu algo no papel "Ela deve guardar uma parte do dinheiro para a faculdade. Tem um aqui em seu nome..."

Ele começou a ler, sua expressão era indecifrável, de repente, um sorriso maroto brotou de seus lábios.

"O que foi?" perguntei, ansioso.

"Maninho, você está fudido!" Emmett disse tentando parecer sério "Você vai ter que casar se quiser ficar com sua parte na herança." murmurou.

"Você só pode estar brincando!" bati minha mão na mesa "Deixe-me ver isso!" disse puxando os documentos da mão dele.

Comecei a ler o documento, realmente estava escrito isso. Li mais algumas vezes para me certificar do que estava escrito.

"Não posso fazer isso!" sibilei "Como irei me casar em um mês? Nem namorada eu tenho!" murmurei, inconformado.

"Está bem claro aqui que se você não o fizer, sua parte na herança irá para uma causa beneficente na África." Emmett disse, lendo novamente os papéis "E devo dizer que um quarto da herança do vovô não é pouca coisa Edward." sibilou.

"Mas..." nem sabia o que dizer.

"Edward, você deve fazer o que achar melhor." Carlisle se pronunciara pela primeira vez "Pense bem, casar não é uma coisa que acontece de uma hora para outra, e devo dizer, que não são todos que agüentam o matrimônio." disse, pensativo.

"Não há nenhuma brecha Emmett?" perguntei.

"Pelo que vejo não. Vovô era muito inteligente maninho, ele não deixaria passar nada." Emmett sibilou, o sorriso irritante ainda estava em seu rosto.

"Mas por quê justo eu?" murmurei inconformado.

"Edward, pense, você é a pessoa mais irresponsável que eu conheço." Emmett disse "Ele queria que, casando você tomasse vergonha nessa cara e melhorasse." sibilou rindo.

"É pode até ser." dei de ombros "Vou sair e pensar no assunto." disse saindo do escritório de Carlisle "Até mais."

Passei pela sala e Alice me esperava empoleirada no sofá.

"Então, o que era?" ela disse animada.

"Nada de importante." disse me jogando no sofá "Vou me casar." murmurei, desanimado.

"O QUÊ?" gritou.

"Na verdade, é uma opção, não uma obrigação." disse mais para mim mesmo "Está no testamento, se eu quiser ficar com minha parte na herança terei que me casar em um mês."

"Aaaah." Alice gritou novamente "Posso fazer a festa? E o vestido da noiva? E a decoração? E..."

"Alice, chega!" sibilei irritado " Nem noiva eu tenho ainda, vamos por partes."

"Mas então como você vai casar sem uma noiva?" Alice falou confusa.

"Não sei se você percebeu Einstein, mas esse é o x da questão!" disse irônico.

"Ah, sim, quem não ia querer casar com um homem rico e bonito?" retrucou irônica "Muito difícil, tenho que pensar." murmurou " Ponha um anúncio no jornal." disse rindo.

"Engraçadinha." sibilei irritado "Tenho algumas opções..."

"Quem?" Alice perguntou, curiosa.

"Jéssica Stanley, ela sempre quis algo comigo." murmurei, pensativo.

"Nem por cima do meu cadáver!" exclamou Alice.

"Tanya Denali..." disse e em seguida esperei a reação de Alice.

"Você só pode estar brincando!" uma sonora gargalhada veio logo em seguida "Essa aí é a mais vagabunda da escola, já passo na mão de todos." sibilou "Esme morreria quando você se casasse com ela."

"Você é muito irritante para seu tamanho." bufei.

"É um dom!" Alice disse, rindo. "Mais alguma opção brilhante, gênio?" disse num tom provocativo.

"Não Einstein." usei o mesmo tom que ela usara há pouco "Você tem alguma sugestão?" perguntei.

"Deixe-me pensar um pouco!" Alice disse emburrada "Deve ter alguém!" concluiu.

Nesse instante o celular de Alice tocou.

"Oi Bella!" Alice disse animadamente ao atender o telefone.

Bella.

Mas é claro, como não pensei nela antes?

Seria a escolha perfeita.

Minha família adorava aquela insuportável, Alice adoraria ter Bella na família, apesar de que ela ficava tanto tempo aqui em casa que ela já era praticamente da família.

Só tinha um problema: ela tinha um namorado. Mike Newton, aquele babaca, que tenta ser melhor que eu, ele só tenta porque ele nunca conseguirá.

Ele nem faz idéia de quantas namoradas dele eu já peguei, bom, não dá para contar nos dedos.

"Bella, OMG, Bella calma querida!" Alice dizia desesperada ao telefone "O que ele fez?" disse atônita "Não acredito que aquele filho da puta fez isso!" sibilou raivosa.

"O que aconteceu?" perguntei curioso.

"Shh..." Alice disse fazendo um sinal para eu ficar quieto "Estou tentando escutar!" sibilou.

"Estúpida..." murmurei, ela me olhou com uma cara que me deu medo "Não está mais aqui quem falou!" instantaneamente ela abriu um sorriso para mim.

"Bells, fica calma, estou indo pra sua casa." Alice disse tentando acalmá-la e desligou em seguida.

"Seria muito difícil me dizer o que está acontecendo?" perguntei irônico.

"Aquele desgraçado do Newton traiu a Bella na frente da escola inteira com a Jéssica Stanley." Alice sibilou exasperada "Ela está aos prantos, estou indo até a casa dela." disse pegando sua bolsa.

Só podia ser brincadeira, tão fácil assim? Nem precisaria me livrar do Newton?

"Aquele Newton merece uma surra daquelas." murmurei mais para mim mesmo "Alice espera." disse quando ela já estava saindo.

"O que foi?" disse estressada.

"Quanto você ama seu querido irmão?" perguntei, sorrindo calidamente para ela.

"Ah não, nem vem, eu estou de saída!" murmurou, já indo em direção à saída, ela parou e olhou para mim "O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando?" suspirou derrotada.

"Sabe que eu te amo né?" disse, quando ela se jogou no sofá "Não é nada demais, só quero que você deixe Bella bem bonita, e diga a ela que vou levá-la para jantar hoje." murmurei despreocupado.

"O quê?" Alice gritou, pulei de susto "Você vai fazer o que eu estou pensando que vai fazer?" sibilou toda atrapalhada.

"Se você está pensando que eu vou pedir Bella em casamento é isso mesmo." tapei meu ouvido esperando pelo próximo grito, que não veio.

"Ah, e você acha que ela vai aceitar?" disse rindo.

"Está duvidando dos meus poderes de sedução, maninha?" sibilei, dando meu melhor sorriso. "Diga a ela que estarei lá às 8 em ponto." sorri, pensando na reação de Bella.

"Ah, qual é?" Alice gargalhava "Bella não é tão boba assim, ela te conhece melhor que você mesmo." disse enquanto se levantava e saía "Farei o melhor possível" murmurou "Ah, acho melhor você arrumar um anel!" escutei-a gritando lá da garagem.

"Coisinha irritante..." murmurei subindo as escadas.

~~~*~~~

Estacionei meu Volvo na porta da casa de Bella na hora marcada, o carro de Alice já não estava aqui, sinal de que aquela peste já tinha ido embora. Bella concordara em sair para jantar comigo, nós sempre fazíamos isso, mas desta vez ela não estava a par dos detalhes, na verdade do grande detalhe.

Bati na porta e Bella saiu com uma cara nada amigável.

"Para que tudo isso?" bufou, apontando para o vestido curto e o sapato alto.

Bella estava linda, um vestido preto, curto, que deixava suas pernas - e que pernas - à mostra. Seu cabelo jogado como sempre e uma maquiagem bem forte.

"Você está linda, Bella, deixa de graça e vamos." murmurei e ofereci-lhe meu braço para ela segurar.

"Fazer o que né? Não posso lutar contra Alice!" bufou de novo "Eu vou descobrir o que vocês estão aprontando." sibilou irritada.

"Pode ter certeza que vai." disse irônico.

Bella ficou de cara amarrada o caminho todo, não disse uma palavra.

Quando chegamos, saí primeiro e abri a porta para ela, que saiu rapidamente.

"Bella..." puxei-a pelo braço "Relaxa, você não vai morrer por usar um vestido uma vez na vida. Podemos ir?" disse pegando-a pela mão.

"Claro." forçou um sorriso.

Entramos e a hostess já estava sorridente ao me ver, acho que a conheço de algum lugar, mas agora não importa.

"Tem uma reserva em meu nome, Edward Cullen." disse com uma voz calma, e a hostess piscou para mim.

"Sim senhor, por aqui." a moça disse nos levando até a mesa.

Arrastei a cadeira para Bella sentar-se, essa que me olhou estranhamente, parecia com raiva.

"Então, o que desejam beber?" a hostess disse, sorridente, olhando diretamente para mim.

"O que vai querer Bella?" perguntei para a irritadinha.

"Qualquer coisa." sibilou, com os braços cruzados na frente do corpo, parecia uma gatinha irritada, ri sonoramente da situação, ela me olhou "O que?" devolveu sem entender.

"Nada." falei despreocupadamente "Pode trazer seu melhor vinho, por favor." disse, dispensando a hostess.

"Claro, trarei num minuto." se retirou, ainda sorridente, estava me irritando.

"Ridícula..." Bella murmurou "Então, o que estamos fazendo aqui?" falou ainda aborrecida.

"Bom..."

"Aqui está senhor." a sorrisinho voltou, trazendo o vinho "Vocês querem algo mais?" perguntou olhando somente para mim, será que ela percebeu que eu estava acompanhado?

"Não, quando quisermos algo, pode deixar que nós chamamos você!" Bella disse secamente, ela estava irritada.

A hostess foi embora sem dizer nada, Bella tomou uma taça de vinho num gole só.

"Ei, vai com calma." disse tirando a taça da mão dela.

"Desembucha..." sibilou, enchendo a taça de vinho.

"Casa comigo?" melhor dizer de uma vez, não?

Bella que estava tomando vinho novamente engasgou quando eu disse. Eu ia levantar para ajudá-la, mas ela fez um sinal para que eu ficasse onde estava. Alguns minutos depois ela parou de tossir.

"OMG, acho que já estou bêbada!" ela disse olhando para a taça de vinho.

"Não, você não está bêbada, foi isso mesmo que você ouviu!" disse, tomando um pouco de vinho.

"Então é você quem está bêbado!" acusou, massageando a têmpora com as pontas dos dedos.

"Não Bella, preste atenção, preciso da sua ajuda." murmurei, sério.

"Preciso me casar com você para poder te ajudar?" Bella falou, um sorriso maroto brotando de seus lábios vermelhos e erguendo a sobrancelha direita, odeio quando ela faz isso.

"Bella, pare de pensar besteira!" contrapus "Isso não tem nada a ver." me defendi daquela mente maligna, que já estava imaginando besteiras.

"Então faça o favor de me explicar." Bella disse calmamente, tomando vinho.

Depois de contar toda a história, sobre o testamento, sobre a condição, Bella me olhava com uma expressão ilegível.

"Seu avô ganhou uma !" exclamou, agora explodindo numa sonora gargalhada.

"Vai rindo mesmo Balella." provoquei usando o apelido que ela odiava.

"Desculpa Eddie, mas é hilário." Bella falou tentando se recompor "Justo você o cara mais galinha que eu conheço!" e a gargalhada veio novamente.

"Bella, sossega, estão todos olhando para sua crise de riso." murmurei e ela parou imediatamente, seu rosto começando a ganhar um tom avermelhado "Essa é a parte onde você entra na história, você será minha esposa, de mentira é claro." fiz questão de explicar.

"Não, eu não casarei com você Edward, desculpe, mas eu não posso." garantiu, observando o ambiente.

"Por que não, Bella?" perguntei, olhando nos olhos dela.

"Por que sim, Edward?" devolveu, desviando seu olhar do meu.

"Por favor?" pedi fazendo uma cara de pidão.

"E por que eu faria isso? Só um motivo Edward." suspirou, apoiando os cotovelos na mesa.

"Bom, eu sei que você esta atrasada com o pagamento da faculdade, casando comigo, nada disso seria mais problema."

"Me chamou de pobre né?" ela disse rindo.

"Não, não foi isso que eu quis dizer."

"Sei." revirou os olhos "Ainda não acho uma boa idéia."

"Mas por quê? O que você tem a perder?" retruquei, desanimado.

"Uma vida?" ela disse irônica.

"Por mim, Bella, por favor?" fiz a cara do gato de botas do Shrek.

"Eu ainda não acho que seja uma boa idéia." Bella murmurou pensativa.

"Bella, eu fui o primeiro garoto que você beijou!" falei e seu rosto ficou vermelho de imediato.

"Nós estávamos brincando de sete minutos no céu e você se aproveitou de mim!" Bella quase gritou.

"Você já tinha 16 anos e não era tão ingênua assim Bella." disse com um sorriso nos lábios "Nós dois trancados naquele armário, minha mão não era a única "boba" ali." falei um pouco alto demais e o casal da mesa ao lado olhou curioso.

"Isso é uma calúnia!" falou batendo a mão na mesa "Você e Alice fizeram de propósito aquele dia." Bella disse indignada, seu rosto muito, mas muito vermelho.

"Pensando bem, é verdade, você achou que fosse o babaca Newton aquele dia no armário não pensou?" faltava pouco para ela levantar e me dar um soco no nariz, ou jogar a mesa do restaurante, quem sabe, Bella era uma caixinha de surpresas.

"Era para ser ele." falou fazendo bico.

"Bella, o idiota do Newton nunca beijaria bem daquele jeito." agora eu estava rindo.

"Como você sabe? Ele já te beijou?" Bella debochou.

"Há, muito engraçado." ela sorria cinicamente para mim "Por falar no babaca, eu fiquei sabendo do que você ganhou um acessório para cabeça." provoquei.

"Não quero falar sobre isso." seu bom humor foi embora.

"Imagina só Bella, você chegando na escola com esse anel de brilhantes." disse tirando a caixinha de veludo do paletó e colocando em cima da mesa para ela ver "Ninguém vai lembrar daquele insuportável, muito menos do chifre que você levou, seria uma vingança perfeita." tentei persuadi-la.

"Eu... eu..." ela sibilava confusa, de repente sua expressão mudou, estava ilegível "Se por acaso eu aceitar, como isso vai funcionar, quer dizer, nós não teremos relações né?" ela murmurou, corando.

"Sexo?" disse rindo "Claro que não." um pensamento passou pela minha cabeça e eu ri "A não ser que você queira." sorri maliciosamente para ela.

"Idiota..." agora ela estava pensativa, seu cenho estava franzido, parecia que ela estava analisando as opções.

"E então?" murmurei esperançoso.

"Você conta pro meu pai!" sibilou sem olhar em meus olhos.

"Isso é sim?" disse atônito.

"Quer que eu desenhe?" Bella disse irônica.

"Eu deveria fazer você assinar, para não fugir da igreja e me deixar plantado naquele altar, mas eu tenho uma idéia melhor." disse me levantando e ela me olhava curiosa.

Peguei a caixinha de veludo em cima da mesa e me ajoelhei em frente à cadeira na qual Bella estava sentada. Quando ela percebeu o que ia fazer era tarde demais, todos olhavam para nós.

"Isabella Swan, casa comigo?" Bella me olhava aterrorizada, todos no restaurante olhavam a cena, perplexos.

"Sim." sussurrou, quase não pude ouvir, coloquei o anel em seu dedo.

Todos no restaurante aplaudiam, era bem ridículo na verdade, estava me sentindo no fim de um filme água-com-açúcar, onde tudo acaba bem e feliz.

Pelo menos, amanhã todos em Forks estariam sabendo da novidade. Puxei Bella pela mão, para ela ficar em pé na minha frente ela me olhava sem entender nada.

"Só me beije Bella." murmurei.

"Mas o q..." calei-a com um beijo, tínhamos que parecer o mais real possível tinha que parecer que nós nos amávamos.

Foi apenas um selinho longo, quando a soltei Bella olhava raivosa para mim, seu rosto vermelho de vergonha.

"Idiota..." sussurrou e eu lhe dei outro selinho.

"Eu também te amo, Bella!" disse voltando ao meu lugar "Gostou do anel? São brilhantes." falei despreocupado.

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Bom, aí está! Espero que vocês gostem!

Por favor, comentem!

=)