Título: Perfeita imperfeição

Autor: NaylaS2

Categoria: Two-shots

Advertências: Cenas de sexo

Classificação: NC-17 (A minha primeira)

Completa: [ ] Yes [ X ] No

Disclaimer: Planos de dominação mundial adiados, juntamente com o Enem...¬¬

Resumo: Um amava odiar o outro, e o outro odiava amar o primeiro. Não poderia dar certo. Mas, por alguma razão indecifrável, dava.

Capítulos: 2

Capítulo 1 - Doença?

Uma mulher acenou pela quinquagésima vez para a filha, que embarcara no trem. A menina, de onze anos, revirou os olhos Péssimo hábito esse. Deve ter aprendido com o pai. e sorriu, procurando esconder o nervosismo. Para alguém que não quer ser vista, você está fazendo um péssimo trabalho. Uma voz masculina ressoou dentro de sua cabeça, mas ela pouco se importou. Mantendo o olhar na direção que o trem estava tomando. Não conseguiou impedir que lágrimas embaçassem sua visão. Ainda ontem Sybil cabia nos braços dela e hoje ela dava o primeiro passo no mundo da bruxaria. Você é sentimental demais. De novo, a voz do marido voltou para a assombrá-la.

- E você é sentimental de menos. - Ela murmurou, mesmo sabendo que ele não estava ali presente.

Talvez, por terem personalidades completamente distintas, eles se completassem, fossem perfeitos um para o outro. Esse pensamento a fez rir. Isso tudo era tão errado: o sorriso torto dele, seus olhos frios e sem expressão, o cabelo oleoso, a forma de andar e o jeito que o coração dela batia ao se deparar com ele. Merlin deveria estar gargalhando com toda essa ironia. Por muito tempo ela tentou se convencer de que o que sentia era apenas uma quedinha e que esta não demoraria a passar. Se soubesse como estava errada... Inúmeras vezes enfiara a cabeça no travesseiro para gritar, chorara sozinha sem saber o que pensar, fazer e até mesmo sentir. É, uma coisa que machucava tanto só podia ser amor.

Depois da última batalha, ela o encontrara vagando pelos corredores do Hogwarts e decidira confrontá-lo. Não tinha sido fácil e eles passaram as primeiras horas trocando insultos. Então ele levantou a manga, mostrando-lhe a marca. Isso fez com que os pêlos de seu pescoço se arrepiassem, mas ela não demonstrou. Eu não tenho medo de você. Ele deu um sorriso triste e desviou o olhar. Obrigado. Foi um sussurro quase inaudível mas ela estava perto demais para ignorar. Entrelaçando as mãos entre os cabelos loiros, ela pressionou seus lábios contra os dele, sendo retribuída de imediato. Ele desabutuou a blusa dela e interrompeu o beijo para logo iniciar uma nova sequência sobre seus peitos. Ela gemeu, arranhando-lhe as costas. E eles transaram ali mesmo, dando vazão ao desejo que lhes corroía o espírito. Ele gritou seu nome diversas vezes. De uma maneira completamente doentia e louca, ouví-lo chamar por ela não parecia estranho nem inadequado, parecia certo. E ela queria ouvir mais, ela precisava de mais, não só durante o sexo, mas também em conversas triviais, em brigas...As circunstâncias não importavam desde que seu nome estivesse na boca dele e seus dedos acariciando-lhe a face pálida. Deus, ela estava ficando cada vez mais viciada e, como uma droga, uma vez que você experimenta, não há como parar.

Por causa disso, ela largara tudo, família e amigos, para fugir com ele. Fugir para um lugar onde ninguém poderia perturbá-los sobre o que ela não deveria estar fazendo com um homem com quem ela não deveria ter se casado. Que Merlim a perdoe mas, ela não se arrependia nem um pouco.

Secando as lágrimas, a mulher se virou para ir embora quando uma figura conhecida agarrou-lhe o braço. Virou-se para ver sua amiga de longa data, Luna Lovegood sorrindo- lhe.

- Ela não tem cabelo rosa. - A loira fez um gesto com a cabeça indicando a direção que o trem tomara há pouco tempo.

- Eu sempre te avisei que o fato de eu ser ruiva e ele loiro não faz com que nossos filhos tenham cabelo rosa.

- O segundo vai possuir, tenho certeza.

Gina sorriu. A amiga era a única que sabia de seu casamentos, sua filha e seu paradeiro, a única coisa que a ligava a sua antiga vida. Ambas se abraçaram.

XXX

Um homem de trinta e quatro anos deixou-se cair na cama. Não pôde acompanhar sua mulher e filha a plataforma 3/4 por causa do trabalho e agora tinha que esperá-la chegar do almoço com a Lunática Lovegood. Mulher...filha...quem diria?

O amor é uma droga. Nos dois sentidos da palavra. Especialmente quando o objeto de sua afeição é uma adoradora de trouxas pobretona a quem você e sua família juraram odiar pelo resto da vida. De repente, a curiosidade natural que a ruiva lhe atiçava, transformara-se em obsessão. Tudo nela lhe atraía: os olhos desafiadores, os lábios finos e delicados, seu perfume exótico, o jeito como ela enrolava seus cabelos quando se sentia desconfortável, o tom de vermelho que seu rosto adquiria quando se irritava ou ficava envergonhada, as sardas que enfeitavam-lhe a face...tudo, absolutamente tudo....até mesmo os defeitos serviam como imãs. E então ele começou a imaginar coisas, como seria a sensação de roubar-lhe do Potter, de percorrer-lhe todo o corpo com as mãos e a boca...qual seria o gosto de seus lábios? Uma vez satisfeito o desejo, ele pensou que poderia abandoná-la como fazia com as garotas do colégio.

Mas ela não era uma garota normal, ela era única. ninguém mentalmente saudável poderia prever o que se passava pela sua cabeça. E o quanto mais descobria sobre ela, menos sentido fazia, fascinando-o cada vez mais. Ele gostava de suas mudanças de humor repentina, de suas explosões de raiva, seus ataques de choro...ele amava a maneira doentia dela amar-lhe.

Mas nada é para sempre. A missão que ele recebera do Lorde das Trevas o trouxera de volta a realidade. Uma missão que determinaria o destino de seu pai. Mas ele falhou. Fracasso. Impotência. Raiva. Culpa. Medo. O que Ele vai fazer comigo? Foi tudo isso que o fez fugir, distanciar-se de tudo e de todos, fingindo que nada acontecera. Mas isso não podia acontecer, as lembranças não o deixavam em paz. E foram essas malditas lembranças que o fizeram vagar pelos corredores de seu antigo colégio, sentindo-se meio melancólico. Nesse momento ela surgiu com aquela estúpida expressão de determinação que ele tanto odiara e sentira falta.

Ela começou por insultá-lo e ambos acabaram nos braços um do outro, liberando uma paixão que nem sabia que existia, fixando assim uma rotina, que se repetiria milhares de vezes com o passar do tempo. Não que ele estivesse reclamando, claro. Talvez seja uma coisa boa essas lembranças não o abandonarem, talvez ela existam para não deixá-lo repetir os mesmos erros. Não fuja de mim de novo. Ela repetira essa frase diversas vezes aquela noite e fora o que o levou a propor: Fuja comigo.

Mas isso não era certo. Um Malfoy não se apaixona por uma Weasley. Não, ao invés disso, ele mergulha de cabeça num conto moderno de Romeu e Julieta, perguntando-se se existe uma maneira de terminar sem ser em tragédia.

Ele sorriu. Nunca fora uma pessoa preocupada em fazer as coisas certas. Por que começar agora?

XXX

Ginevra Weasley encontrou o marido adormecido na cama. Mordendo os lábios, ela subiu, debruçando-se sobre ele. Vagarosamente se aproximou até tocar-lhe o peito com a boca. Iniciou um percurso até terminá-lo em seus lábios. Sentiu, tarde demais, pernas se enttrelaçarem em suas costas, foi puxada e rodada, terminando por ficar embaixo dele.

- A que devo esse ataque? - Draco Malfoy sorriu;

- Nós precisamos conversar.

- Que maneira estranha de se puxar um assunto...

- Eu precisava te acordar.

- E conseguiu.

- Draco, estou falando sério.

- Certo! - Ele resmungou, sentando-se na cama. - O quê?

- Nós seremos desmascarados com a ida de Sybil a Hogwarts. Você sabe disso, não sabe?

- E daí que eles saberão o sobrenome dela? Eles não poderiam esperar que eu não me casasse nunca.

- Uma Malfoy ruiva???

- Ah. - O loiro parou para pensar. - Preocupada com o que eles vão falar?

- Eles são a minha família.

- EU sou a sua família.

- Também, Draco. - Gina revirou os olhos. - O que quero dizer é que é melhor estarmos preparados. Nosso segredo não durará para sempre.

- Por que não?

A ruiva revirou os olhos outra vez. Okay, talvez Sybil tivesse puxado esse hábito dela, mas ela copiou dele então...a culpa continuava sendo do loiro.

- Vamos supor que a Sybil vire amiga da Rosa...

- Rosa?

- É, a filha do Rony e da Hermione.

- É só nós dizermos para ela não se envolver com uma adoradora de trouxas pobretona porque nós odiamos a família dela.

- Isso não te impediu de se aproximar de mim.

- Pelo contrário, só tornou o jogo mais interessante.

- O jogo?

- É. Não acredita?

- Oh, acredito. No início eu era um troféu grande demais para ser desperdiçado. E você ainda conseguiria sacanear o Harry de bônus. Você tinha tudo preparado, afinal, já era um expert nisso. Pena que se apaixonar não estava nos seus planos. E foi assim que você se viu preso na própria armadilha. O caçador, tornou-se a caça.

- Lindas palavras, pena que é tudo mentira.

Ela riu.

- Continue falando isso, quem sabe um dia conseguirá convercer-se do fato. - A ruiva apanhou a bolsa, abrindo-a e revelando seu conteúdo.

- Algemas? - Ele sorriu ao ser empurrado pela esposa. - O que aconteceu com a minha doce e meiga Gina?

- Ela se casou com você. - Ginevra respondeu, amarrando-lhe na cama. - Por quê? Está com medo, Mal...Senhor Weasley? - Corrigiu-se.

Os olhos do loiro brilharam, subitamente recordando-se da razão pela qual casara-se com ela em primeiro lugar.

- Venha com tudo, Senhora Malfoy.

N/A: YEY! Primeiro capítulo terminado! Que trabalho que me deu, Nossa Senhora. Uff...

Enfim, não sou muito fã de Harry Potter, até por odiar o personagem principal. Nunca pensei que ia escrever uma fanfic desse livro até que li uma de minha amiga D/G. Aí eu pensei: Por que não? Quer dizer, eu já amava o Malfoy. ( É, eu tenho um abismo por bad boys ) e vê-lo com a Gina é...terrivelmente irônico. Adoooooooooooro coisas irônicas. A partir daí, sei lá, meio que não consigo imaginá-los separados. Vai entender, coisa de shipper louca.

Como essa é minha primeira tentativa D/G e NC-17, por favor, peguem leve comigo. Mas acho que fui relativamente bem, consegui converter duas pessoas da minha turma para esse shipper.

Enfim, o que vocês acharam?