Sentiram minha falta? rs. Estava relendo alguns pedaços da fic e pensei em criar um epílogo. Sem contar as reviews que recebi pedindo por ele. :D Cá está meus amores. Demorou, mas veio. Espero que gostem. Foi escrito com carinho. *-*


Epílogo

POV Bella

- Alice, qual o propósito disso? – perguntei com as mãos na cintura, imaginando o que minha cunhada estava aprontando no closet do meu quarto de casal.

- Não estraga minha diversão Bella! Você sabe que adoro isso – a voz dela saiu abafada. E não tinha como ser de outro jeito. Ela estava bem no meio do closet imenso, cercada de roupas.

Suspirei derrotada. Não valia a pena o esforço – físico ou mental – contrariar Alice.

- Ela está perturbando muito não é? – Edward praticamente se materializou ao meu lado, me abraçando de lado.

- Um pouquinho...

- Eu ouvi isso! – ela falou.

Ri um pouco e encostei a cabeça no ombro dele.

- Onde estão os outros?

- Lá fora esperando.

- Afinal, onde vamos? – perguntei – Phil e Renée estão exaustos!

- Nem tanto – Edward riu – E nós vamos jogar baseball.

- Nós? Quer dizer vocês não é? Meros humanos não vão acompanhar o ritmo de vocês... – eu ri.

- Tem razão. Vou reformular: os vampiros vão jogar baseball. Os humanos vão assistir.

- Phil insistiu tanto que já que hoje vai ter um temporal, resolvemos levar vocês até a campina e jogar! – disse Alice, aparecendo saltitante no quarto, vestida com um uniforme de baseball e segurando outro, enquanto o estendia pra mim.

- Por que tenho que vestir isso? Nem vou jogar!

- Você é uma Cullen agora, Bella. Tem que vestir isso – ela disse séria.

Bufei e peguei o algodão cinza-e-branco que ela estendia pra mim. Ela sorriu por um momento e virou-se para Edward.

- O seu está lá dentro. Ande e vista-se.

Edward bateu continência pra Alice, me fazendo rir. Ele levantou e beijou minha testa e voltou um minuto depois, vestido e impecável. Eu só tinha conseguido vestir a blusa e estava pulando no quarto enquanto vestia a calça justa demais.

Ele riu e me ajudou a vestir a calça e logo estávamos do lado de fora de casa, nos juntando a toda a família Cullen, Charlie, Renée e Phil. Edward entrou no jeep de Emmett comigo, meus pais e meu padrasto enquanto os Cullen iam correndo pra clareira.

Phil estava ridiculamente animado com a partida, mesmo que não fosse jogar. Segundo ele, eu tinha falado tanto sobre o baseball vampiro, que ele mal esperava pra ver. Renée apenas ria da empolgação do marido, enquanto Charlie e eu nos limitávamos a um sorriso sem graça e um revirar de olhos.

Não demorou e logo eu estava sentada no tronco de uma árvore morta, na lateral da clareira, com Charlie, Renée e Phil ao meu lado. De onde estávamos, dava pra ver tranquilamente todos os Cullen na clareira. Emmett estava fazendo movimentos de luta para aquecer – como se ele precisasse disso – e Rosalie estava ao seu lado, arrumando o cabelo perfeito dentro do boné de baseball. Alice estava na base de lançadora, como sempre, e os outros estavam ao redor, terminando de arrumar as bases. Phil comentou que achava que as bases estavam distantes demais, mas eu apenas murmurei um "apenas observe" pra ele.

De repente me lembrei a última vez que vi os Cullen jogando baseball e esperei fervorosamente para que os acontecimentos depois daquilo não se repetissem. Eu não era forte o bastante para enfrentá-los de novo.

Meus pensamentos pararam subitamente em Jacob. Eu o tinha visto há dois dias atrás e finalmente tínhamos nos entendido. Ele tinha se recuperado da surra que Edward lhe dera alguns dias antes do casamento, mas desde a surra, ele não via Edward. Meu marido ainda era um tanto quanto adverso à esse encontro. Aproveitei a viagem de caça de Edward, dois dias atrás, para conversar com Jacob e esclarecer tudo. Ele me pediu perdão por ter sido tão cabeça dura e insistente, e me disse que só entendeu como tudo aquilo tinha feito mal – tanto a mim como a ele – quando teve um imprinting com uma garota chamada Lizzie.

Ele falava de Lizzie como um cego falaria se visse o sol pela primeira vez. Com uma adoração evidente. Fiquei sinceramente feliz por ele. Agora ele realmente me deixaria em paz. Aproveitei nossa conversa e lhe pedi um favor – pra que nada ficasse errado, ou os Quileutes decidissem que os Cullen não eram mais dignos de confiança. Ele havia me contado que ele era o alfa de verdade, e quando lhe pedi, ele suspirou e aceitou. Era o mínimo que ele podia fazer pra me pagar todos os anos de insistência e irritação.

Quando contei a Edward, ele franziu a testa, mas deixou passar. Ele sabia que não venceria aquela discussão. E dessa vez eu estava disposta a ir até o fim.

- Bella? – ouvi minha mãe me chamar e a olhei – Onde você estava?

Os outros riram enquanto eu corei e apenas balancei a cabeça, lançando um olhar pra Edward, que estava do outro lado do campo, lindo em seu uniforme, e olhando pra mim. Seu sorriso torto alargou quando viu que eu o olhava. Corei mais forte.

Então os trovões começaram a ecoar no céu, e Alice sorriu, falando em voz alta para que até nós, humanos, ouvíssemos.

- Está na hora.

Depois disso, só pudemos ver borrões – vampiros correndo de um lado para o outro enquanto rebatiam a bola, lançavam, corriam entre as bases. Phil estava fascinado e Renée e Charlie também. Eu apenas olhava como da outra vez – maravilhada, fascinada, invejando a graça com que eles jogavam, mesmo a uma velocidade que os deixava invisíveis.

POV Alice

Quando o jogo acabou, ouvimos a estrondosa agitação de Phil e Charlie, que só faziam nos elogiar e dizer que o jogo tinha sido o máximo – apesar de sabermos que eles não tinham visto muita coisa além de borrões.

Emmett ficou se gabando, Rosalie apenas ria dele. Esme pedia pra que ele parasse de ser convencido, e Carlisle a apoiava. Eu e Jasper apenas observávamos a cena, enquanto Edward estava sentado no tronco onde antes ela estava com seus pais, e os dois pareciam tão alheios a tudo que estavam no seu mundinho particular.

Depois que o êxtase de Phil, Charlie e Renée com o baseball vampiro passou, voltamos pra casa. Bella andava tentando fazer Edward concordar em transformá-la – e ele, como sempre, reclamava disso. Mas ele não precisava reclamar. Eu já tinha visto. Ia acontecer. Mais cedo do que ele imaginava.

Bella bufou baixinho enquanto saía do jeep de Emmett, em frente à nossa casa. Edward manobrou e saiu da entrada da casa, indo levar os humanos para casa. Sentei ao lado dela na varanda.

- Não se preocupe, ele vai aceitar – afirmei.

- Mas, como? – ela insistiu. – Não agüento mais isso. Meus pais já sabem, então não tenho que mentir pra eles sobre isso.

- Por que você não tenta fazê-lo enxergar as vantagens de ter você como vampira – falei, tendo uma visão tão rápida que só entendi porque estava focada nisso.

- Exemplo?

- Use sua criatividade Bella! – eu ri, levantando e sussurrando no ouvido dela – Mas vou te dar uma dica: enlouqueça-o.

Ela piscou e sorriu, um sorriso malicioso e quase diabólico.

- Obrigada Alice – ela riu – Me leva até a cabana, rápido? Preciso aprontar tudo.

- Claro – eu ri, colocando-a nas costas e correndo com ela. Em dois minutos, ela estava se despedindo de mim e entrando em casa.

Pelas visões que eu estava tendo, Edward e Bella teriam uma noite muito, muito produtiva. E quente. Muito quente.

E, se Bella fizesse tudo direito, em breve ela seria uma de nós.

POV Edward

Deixei Phil, Charlie e Renée em casa e logo voltei, a toda velocidade para casa. Estava quase desesperado por Bella. E tinha planos pra nossa noite que imaginei que ela ia gostar. Sorri bobamente enquanto chegava a garagem da casa principal.

Assim que estacionei o jeep de Emmett, não ouvi os batimentos de Bella. Franzi o cenho, mas antes que eu entrasse para perguntar, Alice me esclareceu, do seu quarto.

Levei Bella para a cabana. Ela disse que estava cansada e lhe esperaria lá.

Murmurei um "obrigado" que ela não devolveu, subitamente muito ocupada pensando em que tipos de flores ela colocaria na casa quando amanhecesse. Orquídeas ou tulipas. Revirei os olhos com a informação desnecessária e corri até nossa cabana.

Quando cheguei lá, encontrei tudo escuro, o que não era empecilho, pelo menos pra mim. Entrei rápido e logo estava em frente a porta do quarto que dividia com Bella, e fiquei momentaneamente em choque ao ver a porta fechada. Estava tudo bem?

- Bella? – chamei.

- Entre, Edward – ela disse, de dentro.

Entrei meio receoso – Bella estava aprontando, ou não fecharia a porta. E eu estava totalmente certo. Parei por um momento enquanto ela olhava pra mim, os olhos brilhantes e profundos, a respiração rápida e entrecortada, fazendo seus seios subirem e descerem num movimento sensual. Ela estava deitada em nossa cama, com uma camisola azul de renda que eu simplesmente adorava. Tinha que me controlar sempre que Bella a usava para não rasgá-la. Bella ficava absurdamente sexy naquela camisola. E eu simplesmente adorava.

Eu já sabia o que ela queria. Eu teria que ser estúpido demais pra não saber, vendo ela vestida daquele jeito, deitada daquele jeito, pra mim. Senti seu coração acelerando a um ritmo alucinante enquanto eu a devorava com os olhos.

- Bella... – falei em tom de advertência, ofegando.

- Vem aqui, amor.

Estava ao seu lado em uma fração de segundo e Bella sorriu, levando suas mãos aos botões da minha camisa de algodão do time de baseball. Eu estava impaciente. Rasguei logo a blusa, jogando-a em qualquer lugar do quarto. Bella riu, deliciada com minha impaciência.

- Pensei que eu fosse a impaciente – ela provocou.

- Vestida desse jeito, não consigo aguentar muito tempo, Bella... – sussurrei, erguendo o corpo o suficiente para que eu pudesse morder o lóbulo de sua orelha. Ela gemeu em satisfação, me deixando ainda mais desejoso.

Ela passou os braços ao redor do meu pescoço e sussurrou no meu ouvido, enquanto propositalmente roçava seu baixo ventre no meu. Eu estava enlouquecendo.

- Me transforme, Edward.

A excitação do momento me impediu de bufar e revirar os olhos. Ao invés disso, apenas murmurei, mordendo mais uma vez seu lóbulo.

- Sabe o que penso dessa discussão.

- Não é uma discussão – ela disse, empurrando meus ombros levemente. Me deitei na cama e ela subiu em cima de mim – É uma exigência.

- Ah é? E o que vai fazer se eu não cumprir sua exigência, Sra Cullen?

- Não vou dizer. Só digo que você vai sofrer. Muito. E seu amiguinho também, apesar de eu estar com pena de deixá-lo na mão.

Gemi involuntariamente. Como ela tinha se tornado tão fogosa? Ah, sei. Depois da nossa lua-de-mel, Bella se revelara uma amante incrível. E eu estava totalmente convencido que nada se equiparava ao prazer que ela – só ela – me proporcionava, noite após noite.

- Bella – gemi, em abandono. – Não brinque com isso.

- Não estou brincando, Edward – seus olhos me encararam, firmes e decididos. Não havia sequer uma gota de hesitação ali – Me transforme. Não há motivos para não fazer isso. Meus pais já sabem, e Renée até aprova minha mudança, e eu não preciso mentir para eles. Só ficar longe por um tempo. Como alfa verdadeiro, Jacob autorizou minha mudança, e nós teríamos muito mais tempo livre – ela roçou-se novamente em mim, me fazendo fechar os olhos para aproveitar o contato – para nós. Imagine o que poderíamos fazer todo esse tempo...

Ela começou a distribuir beijos no meu peitoral, mandíbula, queixo e rosto. Não parou um momento sequer na minha boca. Era lenta e demorada, e estava me deixando a beira de um colapso. Droga, ela tinha razão. Eu não tinha motivos para deixá-la humana. Nenhuma desculpa que funcionasse. E, diabos, eu queria ela vampira. Imagens de como torná-la minha, com a força e velocidade que sempre quis, mas nunca apliquei, devido à sua fragilidade como humana, assolaram minha mente. Se ela fosse vampira nada disso seria empecilho. Ela seria minha de formas incontáveis e eletrizantes – e eu tinha certeza que gostaria disso.

E não apenas pelo prazer carnal, mas também porque ela seria minha pela eternidade. Eu não estava preparado para perdê-la – fosse por outra pessoa, por doença ou velhice – e não tinha sentido viver sem ela.

Transforme-a logo, Edward!

Meu eu vampiro tendia a me visitar certas noites. Depois do episódio da perca do meu controle, ele decidiu que ficaria quieto, mas ele me dava alguns conselhos de como fazer a vida ao lado de Bella mais prazerosa para mim. É claro que eu misturava com outras coisas, não podia só pensar em mim. Mas até que valia.

E desta vez, eu queria obedecê-lo.

Toda minha consideração levou menos de dois segundos, e Bella ainda estava beijando toda a minha pele – roçando seu quadril no meu e fazendo sons extremamente excitantes. Troquei de posição tão rápido que ela não percebeu, mas sorriu quando viu em meus olhos a certeza e o desejo que eu tinha por ela.

Beijei sua boca com sofreguidão, um beijo languido e cheio de sentimento. Eu a amava. Céus, como amava. Não podia deixá-la. Nunca. Não podia permitir que ela me deixasse, tampouco. Eu não tinha escolha. Tinha que lhe dar a eternidade.

- Você venceu – falei quando finalizei o beijo e ela me olhou, ofegante – Vou transformá-la.

Ela sorriu abertamente e agarrou meu pescoço novamente, me deixando tocá-la e me levando a mais uma noite quente e perfeita.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

- Tem certeza disso, Bella? – perguntei-a, pelo que pareceu ser a enésima vez.

- Ande logo com isso Edward, só está me apavorando.

- Desculpe-me, amor. Não quero que se arrependa depois.

- Não me arrependerei.

- Ande logo com isso, Edward – Charlie incentivou. – É o destino dela. É o destino de vocês.

Sorri para meu sogro. Pesquei os pensamentos de Renée, do lado de fora do quarto.

Ande, Edward. Charlie tem razão. Provavelmente sou uma fraca por não estar aí, mas ande logo com isso ou vou lhe obrigar!

Dei uma risada baixa e ouvi outra série de "ande logo com isso" por parte de minha própria família.

- Tudo bem, tudo bem! – levantei os braços rendido – Já entendi.

Olhei para Bella, deitada na cama-maca no centro de um quarto vazio no segundo andar da casa de Carlisle. Respirei fundo e me inclinei para o rosto dela.

- Eu te amo – beijei seus lábios.

- Eu te amo – ela respondeu.

Sorri e inclinei-me para seu pescoço, dando um beijo no exato local onde sua artéria pulsava, fazendo minha boca encher-se de veneno, e o vampiro comemorava.

Finalmente!

Deixei que meus instintos tomassem conta de mim por um segundo e cravei meus dentes na carne deliciosa, encontrando o mais perfeito sabor que um dia passaria por minha boca – o sangue doce, quente e convidativo de Bella.

Ela não reclamou, apenas apertou meu braço com toda a força que conseguiu juntar. Suguei por alguns segundos, sem ter certeza de quanto de veneno deveria colocar.

Está bom, Edward. Deixe-a agora – ouvi Carlisle pensar.

Afastei meus dentes da pele de Bella – feliz ao constatar que o sangue apelativo não fosse mais um empecilho. Agora eu podia parar.

Fechei os olhos enquanto ainda sentia o gosto de seu sangue e quando abri, minha Bella tinha seus olhos fechados, sua mão bem apertada na minha, e seu coração começou a bater incrivelmente mais rápido – levando o veneno com rapidez, e mudando tudo o que havia dentro.

POV Bella

Dor e fogo. Tudo era apenas uma mistura desses dois elementos. Não sabia há quanto tempo eu os sentia e nem tinha noção do por que. Não me lembrava de muita coisa depois que a dor começou – o fogo não permitia que eu parasse pra pensar.

Quando o fogo começou a se concentrar mais no meu peito, eu queria gritar. Mas sabia que não podia.

Por que eu não podia gritar?

- Alice – uma voz melodiosa como a de um anjo, quebrada e ansiosa, ecoou nos meus ouvidos.

Espere. Eu conheço essa voz.

- Calma. Mais alguns minutos. Já vou chamar os outros – um vento em forma de silvo ecoou, avisando que Alice partira.

Com quem ela falava? E de quem era a voz estranhamente conhecida e doce que eu ouvira tão claramente? Meu cérebro doía ao tentar lembrar – o fogo estava maior, e consumia tudo.

- Bella? – a voz chamou, apreensiva – Pode me ouvir, meu amor? Está tudo bem, vai acabar logo, eu prometo.

Que bom. Está acabando. Eu acreditava nele. E agora me lembrava de onde a dor vinha.

Transformação.

Eu estava me transformando em um ser imortal. E para ser imortal, eu precisaria morrer primeiro – passar pela dor e pelo fogo excruciante.

Mas eu podia aguentar isso, percebi. Porque depois que tudo passasse, eu poderia ficar com ele, eternamente. O dono da voz melodiosa, doce e perfeita.

Meu Edward...

Isso! Agora eu conseguia me lembrar. Enquanto o fogo se concentrava no meu coração, eu me lembrei de Edward, meu pedido para a transformação, o que fizemos depois que ele aceitou... Tudo era claro agora, meu cérebro estava livre do fogo. Mas o coração ainda lutava. Em vão, pois estava com os batimentos contados.

Depois do que pareceram horas – mas eu sabia ter sido apenas minutos – meu coração começou um ritmo rápido demais, tropeçando em sua própria batida. Ouvi respirações sendo prendidas no cômodo, e senti uma pressão na minha mão direita. Edward. Ele estava ali. Tudo ia ficar bem.

O fogo encurralou meu coração, que deu duas batidas, tropeçou em uma, e deu outra – fraca e única. Quando o coração parou, o fogo cessou.

E eu abri os olhos, para a nova vida – a eternidade.

- Bella?

Ah, como eu estava enganada ao pensar que seu rosto era a coisa mais linda que eu vira – como humana. Eu devia estar cega. Olhei as orbes douradas que eu mais amava nesse mundo, me deliciando com cada traço que eu não enxergara antes. Seus lábios estavam inclinados num meio sorriso, e sua mão ainda apertava a minha.

- Eu te amo – falei, e minha voz nunca soou tão certa. Clara e firme, uma voz que nunca imaginei que teria, mas que me agradava. Pareciam sinos.

Ele sorriu mais largamente, e eu ouvi todos saírem do cômodo. Olá, minha amada privacidade.

- Eu te amo – ele sussurrou.

Sorri boba enquanto ele subia na cama, deitando-se acima de mim, e beijava cada pedaço do meu rosto. Agarrei-o pelos ombros, fazendo-o gemer e soltar seu peso sobre mim. Então lembrei – eu era forte demais.

Ele riu levemente e me olhou.

- Melhor irmos pra cabana.

- Por que? – eu não via motivos para não tê-lo aqui e agora.

- Temos platéia aqui, meu amor.

Eu enrubesceria se fosse humana. Como isso nunca mais iria me incomodar de novo, apenas sorri e assenti.

Pulamos a janela e corremos até a cabana – era fácil, gostoso sentir a grama, as pedras nos meus pés. Não machucava – era como plumas.

Chegamos rápido a cabana e eu tive a minha primeira noite mais perfeita do que eu pudesse imaginar. Edward era meu. Eu era dele. Pra sempre. E agora nada, nem ninguém, poderia nos separar.

Éramos finalmente iguais.


Entããão... Alegrem-me com reviews *-*

Beijos, e agora é realmente um tchauzinho, rs.

:*