DISCLAIMER: Devo confessar-lhe uma coisa: esses personagens não me pertencem! Poiseh, sei que sou genial e tudo o mais, mas não tive a honra de criá-los... Espantoso não?

Aviso ao navegantes: Essa eh uma fic aleatória, se passa com os exploradores FORA do Platô... Não, não explico como eles saíram e nem eh uma pretensão de 4ª temporada, eh soh uma fic que me ocorreu...

Dedicada às minha lovinhasS que amam Madge/Rox tanto qto eu!


The Return

Capítulo 1 – Adeus

- Eu nem acredito que voltamos! Ontem mesmo dei um salto da cama quando Jessie levou-me um copo d'água. Pensei que estava na casa da árvore e que éramos atacados.- comentou Challenger, sorrindo.

- Ainda faz muito pouco tempo que voltamos, logo nos readaptaremos. Ademais Challenger, seus afazeres científicos irão mantê-lo ocupado demais para que se lembre do Platô.

- Não se iluda Roxton, aquele lugar é inesquecível. É uma pena não poder compartilhar todas as minhas descobertas com o mundo...- suspirou o cientista.

- Ora essa George, não queremos que o Platô seja invadido por hordas de exploradores, caçadores de tesouros e incrédulos.- ponderou Summerlee.- Eles acabariam com o lugar em pouco tempo. As amostras que trouxe bastam, afinal nós sabemos a verdade e isso é suficiente.

- O professor está certo, o Platô estaria condenado se o revelássemos ao mundo!- Malone olhou para o relógio.- As garotas estão atrasadas...

- Ah, não estamos não!- disse alguém do fundo da sala.

Os quatro homens se voltaram para a porta e viram Marguerite com um deslumbrante vestido púrpura e marfim, e uma graciosa tiara prendendo-lhe os cabelos.

- E agora, senhores, contemplem a nossa "garota da selva"!- anunciou ela.

Então Verônica entrou na sala. Ela trajava um vestido verde esmeralda com detalhes em dourado, e um par de luvas nos mesmos tons.

- Uau!- foi só o que eles conseguiram dizer.

- Uma legítima européia.- comentou Summerlee.

- É, talvez um pouco bronzeada demais,- acrescentou Marguerite.- mas ainda assim uma dama em todos os aspectos.

Verônica corou ligeiramente quando seus olhos encontraram o rosto admirado de Malone. Sim, agora ela era uma verdadeira dama (e se fora a própria Marguerite Krux quem dissera, quem haveria de discordar?) e ele não se envergonharia de apresentá-la à todos como sua noiva.

- Bem, bem, esclarecidos estes pormenores que tal irmos jantar? Estou faminta e morrendo de saudades de um bom "petit gâteu" de sobremesa.

Todos riram da colocação de Marguerite, então os cavalheiros se levantaram e foram ao encontro das duas lindas damas.

- Será que a belíssima dama aceitaria este humilde cavalheiro como acompanhante?- gracejou Malone, fazendo uma mesura na direção de Verônica.

- Oh, fico lisonjeada com o convite gentil senhor.- brincou a loira.- Mas devo alertá-lo que estou noiva, e meu noivo é um homem muito bravo...

- Então cruzarei espadas com este biltre até a morte, e assim poderei ter a honra de escoltá-la, jovem dama.

Antes que ela respondesse, a herdeira irritou-se.

- Chega os dois! Parem com os joguinhos e vamos andando, sim?

Com olhares divertidos, Malone e Verônica enlaçaram seus braços e saíram, logo seguidos por Challenger e Summerlee.

- Posso acompanhá-la?- pediu Roxton, oferecendo o braço á Marguerite.

Ela sorriu.

- É claro, milorde.

O jantar, no mais elegante restaurante de Londres, corria ás mil maravilhas até que todos fizeram um súbito silêncio. Então Roxton tomou a palavra:

- Marguerite, aliás senhorita Krux, quero aproveitar o momento já que estamos praticamente em família, e quero lhe perguntar uma coisa.- o Lorde escorregou da cadeira e postou-se de joelhos diante de uma Marguerite estupefata.

Os outros disfarçaram sorrisinhos.

- Marguerite Krux, não é segredo pra ninguém que eu a amo mais do que já amei qualquer outra pessoa no mundo, eu seria capaz de morrer mil vezes por você porque você é minha razão de viver. Então lhe peço, com todo o amor que sinto, você quer se tornar Lady Marguerite Roxton? Marguerite, você aceita se casar comigo?

A morena congelou. Ele a estava pedindo em casamento? Deus, era tudo o que ela queria: ser feliz ao lado de Roxton! Desde o momento em que se descobrira apaixonada, desde que se entregara a ele pela primeira vez, ela soube que jamais haveria outro em sua vida, soube que John Roxton seria o único a quem pertenceria de corpo e alma até que a vida se extinguisse de seu ser.

"Eu te amo John.- pensou triste.- Amo tanto que me coração quase pára ao pensar em deixá-lo..."

- E então? Você aceita?

Apesar de aparentar calma e descontração Roxton estava absolutamente apavorado. Nunca pensara em se casar, afinal nenhuma mulher lhe parecia a ideal, a única com quem desejaria compartilhar o resto de sua vida. Então aparecera Marguerite, aquela mulher de "fogo e aço", intempestiva, mandona, sarcástica e absolutamente apaixonante.

Não planejara se apaixonar. Queria apenas uma noite de diversão, uma conquista fácil, mais um troféu para ostentar em sua "coleção". Mas as dificuldades impostas pela dama lhe ferveram o sangue e, quando menos esperava, descobriu-se dependente da presença dela como do ar que respirava.

Sim, o Lorde John Richard Roxton finalmente apaixonara-se.

- Eu, eu não sei...- murmurou Marguerite, confusa.- Eu preciso, preciso ir ao toalete. Com licença.

Lançando um olhar significativo á Verônica, ela saiu em direção ao banheiro deixando Roxton de joelhos, com uma expressão de total perplexidade.

- Er, vou ver se ela está bem...- falou a loira e saiu também.

- Você sabia de tudo!- vociferou Marguerite ao ver a outra entrar no banheiro.- Você sabia e não me contou!

- Era para ser uma surpresa. Achei, a-achamos que você fosse gostar...- ela andou até a amiga, que lhe dera as costas, e colocou a Mao no ombro dela.- Você não ama o Roxton? Não quer se casar com ele?

A morena deu um suspiro cansado, depois se voltou para Verônica e a loira então pôde ver as lágrimas silenciosas que rolavam pelo seu rosto devastado.

- Céus! O que foi? Por que você está chorando?

- Eu amo o Roxton, o amo tanto que não existem palavras que sequer se aproximem de uma explicação.- começou ela.- Eu morreria se o perdesse, você entende isso? Eu seria a pessoa mais desgraçada do mundo, viver não faria mais sentido algum...

- Então aceite o pedido dele, oras! Case-se com Roxton e fique ao lado dele pro resto da vida!

- Não é tão simples...

- E por que não?

A herdeira abriu a boca para responder, mas calou-se a meio caminho. Não, não podia contar a ninguém o que estava acontecendo, tinha que ser forte e voltar a ser a Marguerite de antes do Platô.

A Marguerite de antes de Roxton.

- Acho que devemos voltar à mesa.

- É claro, vamos.

Depois de se recompor e retocar a maquiagem, as duas voltaram ao salão.

- Achei que tinham se perdido no caminho.- comentou Challenger, tentando quebrar o clima pesado que se instalara na mesa.

Roxton não prestou atenção alguma ao amigo, levantou-se e ficou parado diante de Marguerite, encarando-a.

- E então?

- Então?- ela se fez de desentendida.- Então o quê?

- Pelo amor de Deus pare com essa encenação! Diga-me que se casará comigo!- berrou o Lorde, esquecendo-se de onde estava.- Diga-me algo ou acabarei enlouquecendo!

Ele tremia, era a muito custo que continha a vontade de tomá-la nos braços e beijá-la até ouvir o tão esperado "sim".

- Desculpe-me, não gostaria de discutir isso aqui, mas já que insiste... Não Lorde Roxton, eu não me casarei com você.- respondeu ela, reprimindo com todas as forças que tinha, as lágrimas e o impulso insano de agarrá-lo e implorar-lhe que não a deixasse ir.- Agora que esclarecemos este assunto, devo pedir licença, pois preciso deixá-los. A noite e vossa companhia foram deveras agradáveis.- e, mantendo a postura mais fria e impessoal que conseguia, saiu do restaurante.

Todos estavam embasbacados demais para dizer qualquer coisa. Challenger e Summerlee encaravam Roxton esperando alguma reação. Malone olhou para verônica, que estava tão chocada quanto ele, e perguntou:

- Você entendeu? Ela lhe disse alguma coisa antes disso tudo?

- Não. Pensei que ela estivesse apenas assustada, mas tinha certeza de que aceitaria o pedido...

- Er, Roxton?- chamou Summerlee.- Sente-se, tome alguma coisa... Certamente a senhorita Krux está um pouco confusa, mas amanhã vocês se entenderão.

O Lorde sentou-se, ainda sem e entender direito o que acontecera, e tomou de um gole só o conhaque que lhe ofereciam.

- Não!- disse, de repente.- Isso não vai terminar assim. Ela me ama, eu sei disso, eu sinto isso droga!- então levantou-se de um salto.- Perdoem-me, mas preciso ir atrás dela. Algo me diz que se não for agora mesmo, a perderei para sempre!

Com a saída intempestiva de Roxton, os quatro restantes se entreolharam. Sim, positivamente a noite estava acabada e não da forma que eles haviam imaginado.

- Acho que só nos resta ir para casa e esperar.- sentenciou Challenger.

Eles se despediram na frente do restaurante. Malone voltou para seu hotel, Summerlee foi para casa e Verônica seguiu com Challenger, afinal era hóspede dele e da esposa.


As batidas na porta do quarto fizeram-na sobressaltar-se. Eram eles! Certamente já haviam descoberto que estava de volta e a rastreado até ali, agora queriam explicações...

"Não, eles não se exporiam a ponto de vir aqui, uma emboscada seria bem mais segura.- pensou, voltando ao que estava fazendo."

Uma nova série de batidas a fez se apressar para terminar de uma vez aquela mala. Sairia do hotel pela manhã, estava decidido.

- Marguerite! Marguerite você vai abrir esta porta ou precisarei entrar á força?- urrou Roxton ainda esmurrando a porta.- Abra ou porei á baixo!

A primeira reação da herdeira foi alegria. Seu amor estava ali, não a abandonaria e tudo ficaria bem com ele ao seu lado. Logo porem a razão tomou conta de sua mente e ela deu-se conta do absurdo que era envolvê-lo naquela história.

Com uma expressão neutra no rosto ela abriu a porta.

- Por que não se anunciou? Eu poderia não querer recebê-lo.

Ele não deu atenção alguma ás palavras dela e entrou no quarto.

- O que está havendo? Por que não quer se casar comigo?

- Bem, uma dama não tem o direito de escolher o marido que mais lhe pareça apropriado?- ela sorriu cinicamente.- Não estamos mais nos tempos medievais Lorde Roxton.

- Pare com isso, chega de todo esse fingimento.- dizia ele, exasperado.- Eu sei que você me ama, por que está fazendo isso? Por que está me punindo assim?

Ela lhe deu as costas.

- Quanta arrogância de sua parte afirmar tão categoricamente que o amo.- falou com sarcasmo.

- O quê?

- Eu não o amo Lorde Roxton. Você foi um belo passatempo naquele lugar infernal, mas agora estamos de volta à civilização e você não me é mais útil!

Cada palavra dela era como uma faca cravada no peito dele. Não, ele não podia acreditar naquilo. Tudo o que haviam passado juntos, as declarações tímidas, os beijos roubados, as insinuações, tudo não passara de um divertimento para ela? Não, ele se recusava a aceitar.

- Então diga isso olhando nos meus olhos.- ele pegou-a pelo braço e a obrigou a encará-lo.- Repita que não significo nada para você, diga que não me ama, mas dessa vez deixe-me ver o que os seus olhos dizem.

"Mente que eu finjo que acredito no seu coração, conta uma mentira pro meu coração, diz que ainda sou o que você mais quis..."

REVIEWS

Sim pessoinhas, uma fic longa exige milhoes de reviews... mas se nao quiserem se dar ao trabalho de escrever, td bem... sou compreensiva...

... Eu paro a fic aqui e fica td bem!

hehehehehehe

bjinhOS