Esplendor da Honra


Capítulo 11

Bella não queria que ninguém a surpreendesse chorando. Quando deixou Rosalie, realmente não tinha nenhum destino claro em mente. Tudo o queria era encontrar um lugar tranqüilo onde poderia colocar um pouco de ordem em suas emoções.

Sua primeira escolha foi a sala, mas quando se aproximava da entrada ouviu que Jasper estava falando com alguém. Seguiu andando, desceu pelo segundo lance de degraus, agarrou sua capa de inverno da cavilha que havia junto ao recinto dos soldados, e logo esteve lutando com as pesadas portas até que conseguiu as abrir o suficiente para poder deslizar-se entre elas.

O ar era o bastante frio para poder fazer tremer a um urso. Bella envolveu os ombros com a capa e apertou o passo. A lua dava suficiente luz para que pudesse ver por onde ia e assim que teve rodeado a cabana do açougueiro, apoiou-se no muro de pedra da fortaleza e começou a chorar como uma criança. Fez bastante ruído mas mesmo chorando sem parar, ela não conseguia se sentir bem. Doía-lhe muito a cabeça e lhe ardiam as bochechas, se achava consumida pelo soluço.

A raiva se negava a passar.

Uma vez que Rosalie começou com sua história, constou até o último fragmento dela. Bella não tinha mostrado nenhuma reação visível acima de todo aquele horror, mas sentia que seu coração estava a ponto de arrebentar de dor. Demetri! Aquele miserável era tão culpado do ocorrido como Caius, e entretanto ninguém jamais faria ele pagar pelo o que fizera.

- O que está fazendo aqui fora?

Bella deixou escapar uma exclamação abafada. Edward lhe tinha dado um susto de morte, saindo de um nada para plantar-se junto a ela. Isabella tratou de lhe voltar as costas, mas Edward não permitiu. Agarrou-a pelo queixo e a obrigou a levantar a vista para ele.

Teria que estar cego para não dar-se conta de que ela tinha estado chorando. Bella pensou em lhe dar uma breve e direta desculpa, mas então pôs-se a chorar de novo assim que ele a tocou.

Edward a atraiu para seus braços, e logo pareceu conformar-se mantendo-a estreitada entre eles até que Bella tivesse recuperado o controle de si mesma. Era evidente que acabava de terminar de nadar no lago, já que ele estava gotejando da cabeça até a cintura. Bella tampouco o estava ajudando a secar-se, porque chorava, ofegava e soluçava por cima do peito de Edward.

- Tu vais morrer de frio andando por aí meio nu – lhe disse entre soluços - E desta vez eu não te esquentarei os pés.

Se Edward lhe respondeu, ela não pôde ouvi-lo. Seu rosto não se separava do ombro dele. Também lhe estava acariciando o peito. Edward pensou que Bella nem sequer se dava conta do que estava fazendo, ou entendia o efeito que suas ações estavam tendo sobre ele.

De repente Isabella tentou separar-se de Edward. Sua cabeça se chocou com o queixo dele e ela murmurou uma desculpa, e depois cometeu o erro de elevar o olhar para ele. Sua boca se achava realmente muito próxima. Isabella não podia deixar de olhá-la enquanto recordava com excessiva claridade como havia se sentido quando o beijou tão descaradamente naquela noite no acampamento.

Queria voltar a beijá-lo.

Edward deve ter lido suas intenções, porque sua boca foi baixando lentamente para a de Isabella.

Só pretendia lhe dar um beijo muito suave e delicado. Sim, sua intenção era consolá-la, mas então os braços de Isabella deslizaram ao redor de seu pescoço e sua boca se abriu imediatamente para receber a dele. A língua de Edward em seguida soube tirar vantagem daquele fato e se chocou com a de Bella.

Deus, que maravilhosa era! Podia fazê-lo arder em só uns instantes. E tampouco ia permitir que ele fosse suave e delicado. Os sons que estava produzindo, lá no mais profundo de sua garganta, fizeram-no deixar de lado todo pensamento de consolá-la.

Edward a sentiu estremecer-se junto a ele, e só então se lembrou de onde estavam. Separou-se a contra gosto de Isabella, embora esperava que houvesse um protesto por parte dela. Teria que voltar a beijá-la, decidiu, e logo seguiu adiante e fez precisamente o que tinha decidido fazer antes de que aquela mulher tão delicada e sensual tivesse ocasião de poder falar.

A presença de Edward estava fazendo que todo o corpo de Bella ardesse de desejo. Pensou que não teria a força necessária para deter-se, até que de repente a mão dele roçou seu seio. A sensação foi maravilhosa, e então Isabella se apressou a separar-se dele quando se deu conta de que agora ela estava querendo muito mais que isso.

- Será melhor que entre antes de que fique convertido em um bloco de gelo – lhe disse falando em um tom bastante seco.

Edward suspirou. Isabella já estava outra vez tratando de lhe dar ordens. Agarrou-a em seus braços, ignorando seus protestos, e pôs-se a andar para o castelo.

- Rosalie falou contigo a respeito do que lhe aconteceu? – perguntou Edward quando foi capaz de voltar a pensar com claridade.

- Sim – respondeu Bella - . Mas por mais insistente que chegue a te colocar, não repetirei nenhuma palavra que me disse. Se o deseja pode me torturar, mas mesmo assim eu....

- Isabella... – disse ele, e o suspiro cheio de cansaço que escapou de seus lábios fez que Bella ficasse em silêncio durante uns instantes.

- Prometi a Rosalie que não diria nada a ninguém, e especialmente a ti – disse depois - . Tua irmã te tem muito medo, Edward . O que é uma situação realmente lamentável, certamente – anunciou.

Bella tinha pensado que seu anúncio encheria Edward de fúria, e não pôde evitar ficar bastante surpreendida quando o viu assentir.

- Assim é como deve ser – disse, encolhendo de ombros - Sou seu senhor além de seu irmão, e o primeiro deve ter preferência sobre o segundo.

- Não é assim que deveria ser – argumentou Bella - . Uma família deveria estar unida. Todos deveriam comer juntos e nunca brigar entre eles. Deveriam....

- Como sabes a maneira que uma família deveria ser, quando sempre viveste com seu tio – disse Edward , sacudindo a cabeça com exasperação.

- Bom, mesmo assim sei como deveriam agir as famílias – protestou Bella.

- Não questione meus métodos, Isabella – disse Edward com um grunhido - . Por que estavas chorando? – perguntou depois, trocando rapidamente de tema.

- Por causa do que meu irmão fez a Rosalie – sussurrou Bella. Apoiou a face no ombro de Edward - . Meu irmão arderá no inferno durante toda a eternidade.

- Sim, ainda bem que sabes disso – respondeu Edward.

- Caius é um homem merece ser morto. Não te condeno por querer matá-lo, Edward .

Edward sacudiu a cabeça.

- E o fato de não me condenar faz que se sinta melhor? – perguntou.

Bella acreditou ouvir uma sombra de diversão em sua voz.

- Mudei de opinião sobre a morte. Estava chorando devido a essa perda – murmurou - . E pelo que tenho que fazer.

Edward esperou que Bella se explicasse. Chegaram às portas. Edward abriu uma delas sem que Bella sentisse o menor movimento por isso, e a força que havia nele voltou a assombrá-la. Abrir uma daquelas portas o suficiente para que pudesse passar por entre elas tinha requerido toda sua determinação, assim como ambas as mãos, e, entretanto, Edward não tinha mostrado o mínimo esforço.

- O que é o que tem que fazer? – perguntou Edward, incapaz de conter sua curiosidade.

- Tenho que matar a um homem.

A porta foi fechada com um golpe seco no mesmo instante em que Bella murmurava sua confissão. Edward não estava muito seguro de havê-la ouvido corretamente. Decidiu que tinha suficiente paciência para esperar até que tivessem chegado a seu dormitório antes de lhe fazer mais perguntas a respeito.

Levou Isabella escada acima, ignorando seus protestos de que podia andar e quando chegaram ao andar da sala não se deteve, mas sim seguiu subindo até chegar ao seguinte andar. Bella acreditava que estava voltando a levar ao quarto da torre. Quando chegaram à entrada da estrutura circular, Edward virou em direção oposta e seguiu andando por um escuro corredor. Estava muito escuro para que se pudesse ver aonde levava.

Bella sentia muita curiosidade, porque até esse momento nem sequer tinha chegado a fixar-se naquele estreito vestíbulo. Chegaram ao final do corredor, e Edward abriu uma porta e entrou por ela levando Isabella. Obviamente aquele era o quarto em que dormia, compreendeu Bella enquanto pensava que era muito amável por parte de Edward lhe ceder seu dormitório para a noite.

O dormitório estava quente e era muito acolhedor. Um grande fogo ardia dentro da chaminé, dando calor e um suave resplendor pelo resto do escuro aposento. Uma única janela ocupava o centro da parede da frente, coberta por uma pele de animal em lugar de venezianas. Uma grande cama ocupava a maior parte da parede de pedra adjacente à chaminé, com um baú junto a ela.

A cama e o baú compunham o único mobiliário o quarto. Mas estava limpa, quase impoluta. Aquele fato fez Isabella sorri. Não sabia por que a comprazia isso, mas se alegrava que Edward gostasse da desordem tão pouco como a ela.

E então por que permitia que a sala principal sempre estivesse tão abandonada? Agora que tinha visto seus aposentos, aquilo não tinha sentido para Bella. Decidiu perguntar-lhe logo que o visse de bom humor. Então Isabella voltou a sorrir, porque acabava de cair na conta de que era muito possível que ela se tornasse uma anciã antes de que Edward conseguisse alcançar uma mudança tão notável em sua maneira de ser.

Edward não parecia ter absolutamente nenhuma pressa por soltá-la. Foi até a chaminé, apoiou os ombros no rebordo da grossa suporte e começou a esfregar-se contra ela, obviamente aliviando uma súbita coceira. Bella se agarrou a ele tão desesperadamente como se disso dependesse sua vida. Deus, como desejou então que Edward usasse uma camisa! Aquilo não era decente, disse a si mesma, porque gostava muito tocar sua pele. Edward era como um deus. Sua pele estava cálida ao tato, e com as palmas de Isabella descansando sobre seus ombros, ela podia sentir como os músculos moviam-se debaixo de seus dedos com cada ondulação.

Bella desejou poder entender a maneira em que reagia a ele. Mas seu coração já estava voltando a bater desenfreadamente! Atreveu-se a lançar um rápido olhar para cima, e ao fazê-lo descobriu que Edward estava contemplando-a com muita atenção. Lhe via muito bonito, e Bella quis que fosse feio.

- Vais me segurar o resto da noite? – perguntou, conseguindo que sua voz soasse ridiculamente desgostada.

Edward encolheu os ombros, o que quase a fez cair. Voltou a agarrar-se a ele, e quando Edward lhe sorriu, compreendeu que era muito possível que se esteve sacudindo daquela maneira só para fazer que ela se agarrasse a ele.

- Primeiro responde a minha pergunta e logo te soltarei – ordenou Edward.

- Responderei a tua pergunta – disse ela.

- Disse que estava pensando em matar um homem?

- Sim, lhe disse isso – respondeu Bella, lhe olhando o queixo enquanto lhe respondia.

Logo esperou durante um interminável minuto que Edward fizesse algum comentário a respeito de sua admissão. Pensou que provavelmente lhe soltaria um sermão sobre sua lamentável debilidade no referente à tarefa de matar alguém.

Só não se achava preparada para a gargalhada de Edward . Esta começou sendo um surdo rumor dentro de seu peito, mas foi adquirindo volume rapidamente até que pouco faltou para que Edward se engasgasse de pura alegria.

Tinha-a ouvido corretamente depois de tudo. Isabella lhe havia dito que ia matar um homem. A princípio aquela declaração lhe pareceu tão assombrosa que Edward acreditou que só estava brincando. Mas a expressão de solene concentração que havia em seu rosto indicava que realmente falava a sério.

Isabella se separou dele.

- É obvio que não se trata de um Cullen, embora, para lhes responder com toda a verdade e caso de que eu tivesse uma alma malvada, tu serias o primeiro em minha lista a ser liquidado.

- Ah – disse Edward , ainda sorrindo - . Se não é um de nós, minha doce e delicada dama, então quem desejas liquidar? – perguntou, utilizando a ridícula expressão que tinha empregado Isabella para referir-se ao ato de matar.

- Sim, Edward, assim é. Sou uma doce e delicada donzela, e já vai sendo hora de que entendas isso – respondeu Bella, cuja voz não soava particularmente doce agora.

Depois foi até a cama e se sentou na beira. Em seguida dedicou um bom momento a alisar as saias de seu vestido e finalmente colocou as mãos em cima do colo. O fato de que pudesse falar com tanta facilidade de tirar a vida de outra pessoa a tinha realmente assombrado. Mas depois de tudo, o homem que estava pensando certamente necessitava que o matassem, não?

- Não obterá seu nome de mim, Edward. Isto é meu assunto, não teu.

Edward não estava de acordo, mas decidiu esperar um pouco antes de lhe arrancar a verdade.

- E quando matar esse homem, Isabella , voltará a vomitar tudo o tiver no estômago?

Bella não lhe respondeu. Edward pensou que possivelmente estivesse dando-se conta do insensato que era seu plano.

- E também chorará? – perguntou-lhe ele, repetindo com sua pergunta qual tinha sido a reação de Bella depois de que matou o soldado que tinha atacado Jasper.

- Lembrar-me-ei de não comer nada antes de o matar, Edward, de maneira que não vomitarei. E se chorar depois de que o tenha matado, então me conformarei encontrando algum lugar privado, de tal maneira que ninguém me veja a chorar. Basta-te com essa explicação?

Isabella respirou fundo, fazendo um desesperado esforço por manter uma expressão tranqüila. Deus, já se sentia como um pecador!

- A morte não é algo que deva ser tomado como um assunto de gosto – disse depois - . Mas a justiça tampouco deveria ver-se enganada.

Edward voltou a tornar-se a rir. Aquilo enfureceu Bella.

- E agora eu gostaria de dormir, assim faz o favor de ir – lhe disse.

- Pensa em me expulsar de meu próprio aposento? – perguntou Edward.

Agora já não estava rindo, e Bella não teve coragem para olhá-lo.

- Penso sim – admitiu - . Se estou sendo pouco respeitosa, lamento-o. Mas já sabe que não minto. É muito amável ao me ceder tua cama por uma noite. Agradeço-lhe isso seriamente, Edward. E amanhã retornarei à torre depois que o aposento de Rosalie tenha sido limpado.

Uma vez que teve terminado sua explicação, já tinha ficado sem fôlego.

- Tua honestidade é muito animadora – lhe disse Edward.

- Sim, mas de vez em quando me leva a fazer coisas que não deveria.

Isabella suspirou. Continuava olhando as mãos, desejando que Edward fosse embora de uma vez. Então ouviu um golpe surdo. Aquele ruído atraiu sua atenção e quando levantou a vista, foi bem a tempo de ver como Edward tirava sua segunda bota e a deixava cair ao chão.

- Permanecer ante mim sem usar uma camisa é uma indecência – declarou Isabella - . E agora está tirando o resto de tuas roupas antes de partir? Também te exibi desta maneira na presença de lady Victoria?

Bella pôde sentir como se ruborizava. Estava decidida a deixar de lado Edward. Se ele queria passear por aí meio nu, então ela se limitaria a fechar os olhos. E Edward tampouco obteria nenhuma palavra de despedida por parte dela.

Demorou um pouco em precaver-se de quais eram as intenções de Edward. Bella seguiu observando-o pela extremidade do olho, e viu como Edward se ajoelhava diante do fogo e lhe acrescentava mais lenhas. Isabella quase lhe agradeceu aquela cortesia, até que se lembrou de que estava firmemente decidida a não lhe fazer caso. Deus, Edward sempre parecia ser capaz de lhe fazer perder o fio de seus pensamentos.

Edward se incorporou e foi para a porta . Antes que Isabella soubesse o que se dispunha a fazer, deslizou a grosa tabela de madeira através dos aros de metal.

O assombro exagerou nos olhos de Bella. Tinha ficado trancado dentro do dormitório, mas o verdadeiro problema, tal como via ela, era o fato de que Edward se achava no lado errado da porta. E nem sequer uma doce e delicada dama de nobre berço podia interpretar de outra maneira o significado daquela ação.

Isabella deixou escapar um ofego de indignação, saltou da cama e correu para a porta. Em sua mente só havia uma intenção: sair daquele quarto e afastar-se de Edward.

Ele a contemplou lutar com o fecho por uns instantes. Quando se convencia de que Isabella nunca conseguiria descobrir como funcionava o ferrolho que havia debaixo da barra, e foi para a cama. Decidiu ficar de calças em deferência aos sentimentos do Isabella, quem parecia achar-se a ponto de voltar a perder o controle.

- Vem para a cama, Isabella – lhe pediu Edward enquanto se deitava em cima dos cobertores.

- Não dormirei junto de ti.

- Já dormimos juntos...

- Só uma vez dentro daquela tenda, Edward, e isso foi devido à necessidade. Cada um compartilhou o calor do outro.

- Não, Isabella, porque eu dormi junto a ti cada noite após aquela –anunciou Edward.

Bella se voltou para ele para olhá-lo fixamente.

- Não dormiu não!

- Sim, dormi sim

Edward lhe estava sorrindo.

- Como pode mentir com tanta facilidade? – quis saber Bella.

Logo não lhe deu tempo para responder, mas sim se voltou novamente para a porta e reatou seu trabalho sobre o ferrolho. A recompensa por seus esforços consistiu em uma farpa debaixo da delicada pele de seu polegar. Bella soltou um chiado de ira.

- E agora tenho a maior parte desta maldita farpa debaixo de minha pele, graças a ti – murmurou enquanto baixava a cabeça para examinar os danos.

Edward suspirou. Bella ouviu, do outro extremo do quarto, o exagerado som que saiu de seus lábios, mas não ouviu Edward mover-se, e quando este lhe agarrou subitamente a mão, ela saltou para trás e atingiu a cabeça com o extremo do queixo de Edward.

- Move-te igual a um lobo – anunciou enquanto permitia que Edward a levasse para a claridade do fogo - .Não te estou fazendo nenhum cumprimento, Edward, assim já pode deixar de sorrir.

Ele fez como que não ouvia seus murmúrios. Elevando a mão para o suporte da chaminé, agarrou uma adaga muito afiada cuja ponta era quase tão fina como a de uma agulha. Bella fechou os olhos até que sentiu a primeira espetada. Então teve que abri-los, porque se não observasse, Edward provavelmente lhe cortaria o polegar. Bella se inclinou para baixo até que, sem dar-se conta do que estava fazendo, ocultou seu polegar aos olhos de Edward.

Este atirou para cima da mão de Bella para deixá-la melhor iluminada e logo baixou a cabeça sobre ela para terminar sua tarefa. A face de Isabella tocou a de Edward . Ela não se separou, e ele tampouco o fez.

Edward cheirava muito bem.

Isabella voltava a cheirar a rosas.

A farpa foi extraída. Isabella não disse nenhuma palavra a Edward, mas seguia elevando o olhar para ele com uma expressão de imensa confiança no rosto. Edward franziu o cenho em uma careta de frustração. Quando Bella o olhava daquela maneira, ele só podia pensar em tomá-la entre seus braços e beijá-la. Demônios, admitiu com desgosto, que Isabella bastava olhá-lo para que quisesse deitar-se com ela!

Edward voltou a arrojar a adaga em cima do suporte da chaminé e logo retornou à cama. Não tinha soltado a mão de Isabella, e agora a rebocava detrás dele.

- Pensa em matar um homem quando nem sequer pode te tirar uma farpa – murmurou.

- Não vou dormir contigo – declarou Isabella em um tom que não podia ser mais enfático enquanto se detinha junto à cama, decidida a elevar-se com a vitória - . É o homem mais arrogante e obstinado que tenha existido. Minha paciência se está esgotando, Edward . Não vou continuar te agüentando durante muito tempo mais.

Um instante depois se precaveu rapidamente de que seu engano tinha consistido em aproximar-se muito de Edward quando gritou sua ameaça. Edward estendeu os braços para ela e, levantando-a, depositou-a em cima dele. Bella aterrissou sobre seu colo com um golpe surdo. Em seguida Edward a tirou de cima para deixá-la junto a ele, com sua mão ainda fechada sobre o punho de Isabella.

Depois fechou os olhos, no que era um óbvio tento de esquecer-se da presença dela. Bella encarou ele.

- Odeia-me muito para que possa chegar a dormir junto a mim – lhe disse - . Mentiu, não foi, Edward ? Não estivemos dormindo juntos. Eu me lembraria.

- Tu é capaz de dormir durante uma batalha – observou Edward. Seus olhos continuavam fechados, mas agora sorria - E não te odeio Isabella.

- Certamente me odeia – replicou Bella - Não te atreva a mudar de idéia agora.

Esperou um bom momento que Edward lhe respondesse. Quando ele não disse uma palavra, Isabella voltou a falar.

- A ação que nos uniu não teve nada de nobre – seguiu dizendo - Eu te salvei a vida. E como me pagou? Pois, me arrastando até este lugar esquecido de Deus, e poderia acrescentar que abusando constantemente de minha doce natureza. Dado o muito que te convinha fazê-lo, imagino que já esqueceste que também salvei a vida de Jasper.

Deus, como desejou que Edward abrisse os olhos para que ela pudesse ver sua reação!

- Agora vou cuidar de Rosalie. Mas me pergunto se tu não planejou do primeiro momento que assim fosse. - Esse pensamento lhe fez franzir o cenho e logo seguiu falando - : A estas alturas, já deveria admitir que eu sou a inocente em todo esse teu plano. Eu sou a que está sendo tratada injustamente. Quando penso em tudo o que tive que suportar...

O ronco de Edward a fez calar. De repente Bella ficou tão furiosa que desejou ter coragem de gritar.

- Sou eu a que deveria te odiar – murmurou para si mesma. Logo ajeitou o vestido e se estendeu sobre as costas - . Se não tivesse meus próprios e satisfatórios planos, estaria muito zangada por tudo o que chegaste a fazer para arruinar meu bom nome, Edward. Agora nem sequer posso fazer um matrimônio adequado. Disso já não cabe nenhuma dúvida, mas admitirei que o perdedor será Caius e não eu. Meu irmão ia vender-me ao melhor pagador. Ao menos isso foi o que disse que ia fazer. Agora só me matará se conseguir aproximar-se suficiente – murmurou - E tudo por causa de ti –acrescentou com veemência.

Quando terminou com suas queixas, Isabella estava esgotada.

- Como vou conseguir que me prometa algo? E já dei minha palavra a pobre Rosalie – acrescentou com um bocejo cheio de cansaço.

Então Edward se moveu. Bella não estava preparada para fazer frente a aquilo, e só teve tempo de abrir os olhos antes que Edward se inclinasse sobre ela. O rosto de Edward se achava muito perto do dela, sua respiração era como uma cálida e doce carícia sobre as bochechas de Bella. Uma das pesadas coxas de Edward a deixou presa.

Santo Deus, ela estava deitada de barriga para cima!

- Se te aproveitar de mim, encontrarei alguma maneira de contar a lady Victoria –conseguiu balbuciar.

Edward elevou os olhos para o alto.

- Isabella, tua mente parece achar-se consumida pela obsessão de que eu vou ti ...

Lhe colocou bruscamente a mão em cima da boca e a manteve ali.

- Não te atreva a dizê-lo – replicou - . E por que outra razão estás estendido em cima de mim igual a uma manta se não quisesse..?

Bella igualou o suspiro de Edward com um suspiro.

- Tenta me deixar louca – o acusou.

- Mas tu já é uma – falou Edward.

- Sai de em cima de mim. Pesas mais que as portas de tua casa.

Edward deslocou seu peso até que ficasse sustentada-se nos cotovelos. Sua pélvis repousava sobre a de Bella. Edward podia sentir o calor que havia dentro dela.

- Que promessa quer de mim - disse-lhe de repente.

A pergunta pareceu deixar Bella bastante confusa.

- Rosalie – lhe recordou Edward .

- OH – disse Bella, quase sem fôlego - Tinha pensado esperar até manhã para te falar a respeito de Rosalie, mas não sabia que me obrigaria a dormir contigo. E esperava te encontrar de melhor humor...

- Isabella...

A última sílaba de seu nome foi articulada mediante um longo e cuidadosamente controlado gemido, e a maneira em que Edward estava apertando os queixos fez que Bella soubesse que lhe tinha esgotado a paciência.

- Desejo que me dê tua palavra de que Rosalie poderá viver aqui com vós durante todo o tempo que ela quiser, e que não a obrigará a contrair matrimônio sob nenhuma circunstância. Ficou o bastante claro?

Edward franziu o cenho.

- Amanhã falarei com Rosalie – declarou depois.

- Tua irmã está muito assustada para te falar livremente – lhe disse Bella - . Mas posso lhe dizer que deste tua palavra, então acredito que notará uma mudança muito notável nela. Rosalie está muito preocupada, Edward, e se pudermos aliviar a carga que pesa sobre ela, então se sentirá muito melhor.

Edward sentiu vontade de sorrir. Isabella tinha adotado o papel de mãe de Rosalie, tal como ele suspeitava que faria. Sentiu-se enormemente comprazido de que seu plano tivesse funcionado.

- Muito bem. Diga a Rosalie que dei minha palavra. Terei que falar com o Emmet – acrescentou, quase como uma idéia do último momento.

- Emmet terá que encontrar alguma outra com a que casar-se. E de todas maneiras, Rosalie acredita que agora o contrato já não é de valor. Além disso, Emmet quererá a uma mulher que não tenha sofrido mácula alguma e isso faz com que fique com uma imagem ruim, no meu conceito.

- Nem sequer conhece esse homem – disse Edward com exasperação - . Como pode julgá-lo tão facilmente?

Bella franziu o cenho. Edward tinha razão, embora quase lhe doía ter que lhe conceder aquela admissão.

- Emmet sabe o que aconteceu a Rosalie? –perguntou.

- A estas alturas toda a Inglaterra sabe. Caius terá se assegurado de espalhar.

- Meu irmão é um homem muito malvado.

- Teu tio Berton opina o mesmo a respeito de Caius? –perguntou Edward

- Como sabe qual é o nome de meu tio? – perguntou Bella.

- Tu me disse – respondeu Edward sorrindo.

- Quando? Tenho uma memória excelente e não recordo de havê-lo mencionado.

- Quando estava doente, contou-me tudo a respeito de teu tio.

- Pois se te falei não o recordo. Foi muito grosseiro ao escutar o que disse.

- Não havia maneira de deixar de ouvir tua voz – disse Edward, sorrindo ante a lembrança - . Falava com gritos.

Exagerava só para incrementar a reação de Isabella. Quando não estava em guarda, suas expressões eram inocentemente refrescantes de ver.

- Me conte que mais disse – exigiu Bella em um tom carregado de suspeita.

- É uma historia muito longa. Basta dizer que me contou tudo.

- Tudo? – exclamou Isabella, que agora parecia horrorizada.

Deus, aquilo era terrivelmente embaraçoso. E se tivesse chegado a lhe dizer o muito que gostava de beijá-lo? Um suave brilho embelezava os olhos de Edward. Possivelmente só estava zombando dela. Pior que isso não estava nada certo, e Bella decidiu que faria desaparecer aquele sorriso.

- Então lhe disse os nomes de todos os homens que levei a minha cama, verdade? Bom, suponho que a farsa acabou – concluiu com um suspiro.

- Acabou no momento em que nos encontramos – lhe disse Edward suavemente.

Bella sentiu como se acabassem de acariciá-la, e não soube como reagir.

- E o que significa isso exatamente? –perguntou.

Edward sorriu.

- Falas muito – lhe disse - . Esse é outro defeito que deveria te aplicar a corrigir.

- Isso é ridículo! – replicou Isabella – Ti dirigi a palavra só quando necessária durante toda a semana, e tu me ignoraste. Como pode dizer que falo muito? – perguntou, atrevendo-se a lhe cravar um dedo no ombro.

- Não digo nada. Limito-me a expor os fatos – respondeu Edward , observando-a com muita atenção e vendo a chama que iluminou seus olhos azuis.

Fazer que Bella mordesse a armadilha funcionou muito fácil. Edward sabia que deveria parar, mas a verdade era que estava desfrutando muito da maneira em que ela reagia. Não podia encontrar nenhum grande mal nisso, e agora Isabella estava tão furiosa como uma gata selvagem.

- Desgosta-te que diga o que penso?

Edward assentiu

Bella pensou que agora parecia um maroto. Uma mecha de acobreados cabelos tinha caído no rosto dele. Também estava sorrindo.

- Então deixarei de te falar. Juro que nunca voltarei a te falar. Estás feliz?

Ele voltou a assentir, embora desta vez o fez muito mais devagar que antes. Bella respirou fundo enquanto se preparava para lhe dizer o que pensava a respeito de sua descortesia, mas Edward a reduziu ao silêncio. Baixou a cabeça e roçou a boca de Bella com a sua, deixando-a bastante surpreendida para que pudesse fazer algo.

Sem que houvesse apenas incitação por parte dele, Isabella abriu a boca a insistente língua de Edward e então ele começou a lhe fazer lentamente o amor com sua língua. Deus, podia sentir o fogo que ardia dentro dela! Suas mãos se estenderam junto aos lados do rosto de Isabella e seus dedos se enredaram em sua magnífica cabeleira.

Como a desejava! O beijo passou rapidamente de ser uma delicada carícia a ficar convertido em uma amostra de selvagem paixão. Suas línguas se acasalaram uma e outra vez até que Edward quase não podia pensar de tanto querer mais. Sabia que deveria deter-se, e já se dispunha a separar-se dela quando sentiu que as mãos de Isabella lhe tocavam as costas. A carícia era muito suave e hesitante e a princípio se mostrou tão escorregadia como uma mariposa, mas assim que Edward soltou um grunhido e voltou a concentrar-se na doçura da boca de Bella, a carícia dela passou a adquirir uma nova pressão. Suas bocas se tornaram ardentes e úmidas, e se agarravam uma à outra.

Edward sentiu como um súbito estremecimento percorria o corpo de Isabella e ouviu o gemido entrecortado que escapou dos lábios dela quando, de muito má vontade, foi separando-se dela.

Os olhos de Bella se achavam velados pela paixão e seus lábios, vermelhos e inchados, chamavam-no lhe pedindo que voltasse a saboreá-la. Edward sabia que não deveria dar início a aquilo que não podia terminar. Todo seu corpo palpitava de desejo, e necessitou um supremo ato de vontade para afastar-se dela.

Com outro gemido de frustração, Edward deu a volta até ficar de lado. Logo envolveu a cintura de Isabella com seu braço, e a atraiu para ele.

Bella queria chorar. Não podia entender porquê permitia uma e outra vez que Edward a beijasse. Além de tudo, não tinha que esquecer o fato de que ela não parecia poder evitar beijá-lo. Estava sendo tão lasciva como uma prostituta qualquer.

Bastava Edward tocá-la para que toda ela se fizesse pedaços. O coração lhe batia a toda velocidade, as palmas lhe esquentavam, e se via invadida por um incessante desejo de que houvesse algo mais.

Ouviu Edward bocejar, e se apressou a chegar à conclusão de que o beijo não tinha significado grande coisa para ele.

Aquele homem a irritava tanto. Bella decidiu que manteria uma prudente distancia dele, no mesmo instante em que contradizia sua decisão fazendo que seu corpo se adaptasse à curva do corpo de Edward. Quando já quase tinha conseguido acomodar-se a sua inteira satisfação, Edward deixou escapar um áspero gemido. Suas mãos foram para os quadris de Bella e a seguraram firmemente.

Aquele homem sempre estava tentando lhe contrariar! Acaso não se dava conta de quão incômodo era dormir usando o mesmo traje que utilizava para passear? Bella voltou a mover-se, sentiu Edward estremecer-se junto a ela, e então pensou que podia estar preparando-se para lhe soltar alguma reprimenda.

Bella se encontrava muito cansada para preocupar-se com o mau gênio de Edward. Com um bocejo, ficou adormecida.

Foi, sem dúvida, a provocação mais difícil que Edward enfrentou na vida. E se Bella voltasse a mover o traseiro, embora só fosse um vez, Edward sabia que não conseguiria superar aquela prova.

Nunca tinha desejado uma mulher da maneira em que estava desejando Isabella. Edward fechou os olhos e fez uma profunda e tremente inspiração. Bella se moveu suavemente junto a ele e Edward começou a contar até dez, prometendo-se que quando tivesse chegado a esse número mágico, já se sentiria um pouco mais dono de si mesmo.

Quão inocente permanecia aconchegada junto a ele não tinha absolutamente nenhuma idéia do perigo que corria. Seu traseiro passara toda a semana distraindo Edward. Imaginou a maneira em que Isabella andava, e de repente voltou a ver o delicado balançar de seus quadris quando dava um passeio ao redor da fortaleza dos Cullen.

Afetava Isabella a outros da mesma maneira em que afetava a ele? Edward franziu o cenho ante aquela pergunta e logo terminou admitindo que sem dúvida o fazia. Sim, porque ele já tinha visto os olhares que lhe lançavam os homens quando a atenção de Isabella se achava dirigida para outro lugar. Inclusive o fiel Jacob, o vassalo que Edward mais confiava e seu melhor amigo, tinha modificado sua atitude inicial para com Bella . A princípio de semana Jacob sempre estava muito calado e era dado a franzir o cenho, mas quando a semana chegou a seu fim Edward já se deu conta de que normalmente o que falava era seu vassalo. E agora Jacob tampouco ia seguindo Isabella, porque caminhava junto a ela.

Era justo ali onde queria estar Edward .

Não podia culpar Jacob pela maneira que havia sido conquistado por Isabella.

Jasper, entretanto, já era outra questão. O irmão mais novo parecia haver-se se apaixonado por Isabella, e aquilo podia chegar a um problema.

Bella começou a mover-se novamente. Edward sentiu como se acabassem de marcá-lo com um ferro quente, e de repente um doloroso desejo reclamou toda sua atenção. Com um grunhido de frustração, tirou os cobertores e se levantou da cama. Embora Bella tenha sentindo aquele movimento, não despertou.

- Dorme igual a uma criança inocente – murmurou Edward para si mesmo enquanto ia para a porta.

Edward precisa livrar-se daquele desejo, voltaria ao lago e mergulharia nas águas geladas para poder esquecer Isabella.

Edward não era um homem paciente, mas queria que todas as questões tivessem ficado resolvidas antes que reclamasse Isabella para si. Resignou-se ao feito de que provavelmente agora nadaria mais freqüentemente em seu lago. O que estava empurrando para fora naquele momento não era uma provocação, a não ser a necessidade de encontrar alguma classe de liberação para o fogo que ardia em suas vísceras.

Com um murmúrio de desgosto, Edward fechou a porta.

Fim do Capitulo.


Bom, ai está p capitulo. Bella sortuda, nem sabe aproveitar (ainda) o homem que tem...

O Edward já ta fofo, pelo menos eu acho, imagina depois. Queria dormir agarradinha com ele...

Bom, eu tenho uma má noticia, eu voltei as escrever minhas fics, e então (to com duas idéias a mais borbulhando na minha mente) vou passar o dia de amanhã escrevendo. Vou tentar postar aqui, mas não posso afirmar nada.

Isa Stream: Essa Bella pira sozinha, ela vai a loura e tem uma imaginação muito fértil, e é muito inocente, o que faz ela se meter em muitas enrascadas. E já ta apaixonada pelo Edward, sem nem saber.

Fábia Santiago: Oii! Esse banho da Rose foi algo extreme makeover. Bom, agora teremos uma Rosálie mais legal e fofa, e quando o Emmet chegar, nossa, se prepare. Ela vai brigar mais com ele do que a Bella briga com o Edward. Mas eles vão ser muito fofos. Bom, eles dormiram juntos nesse capitulo... pelo menos começaram a treinar para a vida de casado.

Pandora: A Victoria vai aparecer sim, quando a Bella estiver na corte, a Victoria vai lá e pergunta sobre o Edward para a Bella, mas a Bells da uma resposta que eu AADOORO. Vale a pena esperar.

Rozinha: Esse livro é realmente difícil de ser achado, principalmente em e-book. Aqui em São Luís, foi muita sorte eu ter encontrado, era o ultimo da loja, e agora quando procuro, não tem mais. Você encontra na internet, lojas americanas. O Caius leva ela para a corte, afim de fazer o rei ver que o Edward seqüestrou ela e a abusou... e assim o Edward seria morto. Isso acontece depois do casamento. O casamento começa no fim do décimo terceiro capitulo. Mas a lua de mel só acontece mesmo no cap. Catorze ou quinze. Antes eles vão brigar muito. O casamento é ate engraçado.

Isa Masen: Realmente, a Rosálie precisou de muita garra e força da Bella. O Morro dos Ventos Uivantes? Amey, É MUITO bom de verdade. Só que eu odiei o Heathcliff, prefiro o Edgar Linton, o Hareton e a Cathy filha. Não sei o que as pessoas olham no Heathcliff, não posso negar que as falas dele são as mais bonitas e sentimentais, mas ele só fez maldade, acabou com a vida de todos. Não gostei dele.

Ana Karol: Fazer comprar é o fim para mim, e eu ainda consegui ficar perdida durante duas horas no shopping, o detalhe é que o shopping daqui é MUITO pequeno, em dez minutos você já foi em tudo... e eu consegui ficar perdida. O dia de ontem foi o pior da minha vida. Bom, a Victoria aparece sim, e é só para escutar o que não quer da Bella. Tipo, a Bells vai deixar bem claro que o Edward pertence a ela e a mais ninguém.

Angel Cullen McFellou: Agora elas são BFF, e isso é muito bom.