My Sex On Fire

Disclaimer: Os personagens pertencem a Stephenie Meyer, mas eu peguei o perfeito Edward emprestado um pouco . A história pertence a mim.

Sinopse: Bella tinha azar como sobrenome, tudo em sua vida da errado até que Edward começa mudar sua vida, e inconscientemente ele não sabe que muda em todos os sentidos. Lemons. Linguagem adulta.


Capítulo 1

Azar, azar e mais A-Z-A-R. Será que não tinha uma cota de azar por pessoa nessa vida, porque sinceramente eu sinto como se tivesse com a cota de toda a cidade de New York em mim. Minha vida nunca foi fácil, NUNCA mesmo.

Minha mãe morreu quando eu nasci, meu pai nunca ligou pra mim, nós morávamos em Old Bridge no estado de Nova Jersey. Tudo que meu pai me dava, era o básico pra minha sobrevivência.

Quando fiz 15 anos, foi a gota d'água, ele passou o dia do meu aniversário com sua namorada em seu quarto, e eu no meu desenhando, e chorando. Nesse dia eu decidi que mudaria a minha vida.

Arrumei um emprego de meio período como balconista de uma padaria, que ficava a 10 minutos da minha casa, meu pai não se importou, só disse ''você realmente tem que começar a se sustentar".

Conversei com minha tia que morava em um bairro longe do meu, e disse que queria abrir uma poupança, que metade do meu salário iria pros meus estudos quando eu fizesse 18 anos.

E assim aconteceu, depois quando eu fiz 17, comecei a trabalhar de secretária em um escritório de contabilidade, e foi assim que descobri minha vocação. No dia que fiz 18 anos, eu sai de casa, meu pai como sempre não se importou.

Um mês antes, eu comecei a procurar apartamentos para alugar em Nova York, eram muito caros, até que liguei para uma amiga de infância que havia se mudado para lá. Alice, me disse q estava dividindo um apartamento de 3 quartos com uma outra garota, Rosalie, que se eu quisesse poderia ir morar com elas.

Então tudo se resolveu assim. Quando cheguei em NY procurei um curso de Contabilidade, achei um que duraria 2 anos, durante esse tempo trabalhei como vendedora em uma loja de roupas.

Ao terminar o meu curso, arrumei um emprego em uma empresa como assistente do contabilista, só que eu não era bem uma assistente, eu era uma 'escrava'.

Tudo que eu fazia era, levar café pro meu chefe, pegar roupa na lavanderia, coisas terríveis, e até engraxar o sapato dele. Minha vida nunca foi tão difícil, e eu pensei que não poderia ficar pior.

- Sua inútil! - meu chefe gritou, após eu me assustar com um trovão e derrubar café em cima de alguns papéis MUITO importantes.

- Me desculpe, eu não fiz com a intenção e...

- Sem mais uma palavra senhorita Swan, pegue suas coisas e suma daqui.

- Como? Eu estou...

- Sim você está demitida, passe depois para acertar suas contas. Vá logo, não quero mais ver essa sua cara patética na minha frente.

Sai daquela sala, com o choro entalado na garganta. Peguei minha bolsa e meu casaco, as únicas coisas, que eu tinha naquele lugar, e com os olhos começando a lacrimejar entrei no elevador.

Quando entrei em minha caminhonete (única coisa que eu consegui com esse trabalho) as lágrimas escaparam como a chuva que caia lá fora. Bati minha cabeça várias vezes contra o volante ganhando uma bela dor de cabeça e sai da garagem, vendo como a chuva estava terrível.

Duas quadras depois, quando pensei que eu realmente tinha chegado ao fundo do poço a vida me surpreende, a caminhonete resolve começar a falecer em plena Avenida.

- Ai não, não, não, não. - fui levando o carro para o acostamento - Por favor, não faz isso comigo - eu não conseguia parar de chorar, e um grande soluço veio com o último suspiro da minha picape.

Encostei minha cabeça no volante, olhando os carros passarem através do vidro embaçado. Não sabia o que fazer, peguei meu celular para chamar algum mecânico e ele estava descarregado.

Perfeito.

Desci da picape para procurar algum telefone público, e claro pro meu azar, não tinha nenhum. Encostei na porta da picape, com o rosto no vidro esperando que a vida me desse mais uma porção de azar.

Escutei um carro parar atrás do meu, seria mais alguém com o mesmo azar? Suspirei e não me movi, esperando minhas pernas reagirem a algo.

- Posso lhe ajudar? - uma voz aveludada, porém forte chamou atrás de mim, como não conseguia fazer meu corpo reagir a nada, respondi com o rosto no vidro.

- Pode, tire todo o azar de mim e distribua pelo mundo.

- Bem, não sei se posso fazer isso, mas o que aconteceu? Seu carro quebrou?

- É quebrou, perdi meu emprego medíocre, meu celular descarregou e eu provavelmente vou ter uma pneumonia por estar nessa chuva. - fechei meus olhos, sentindo a chuva ficar mais forte.

- Olha, eu poderia ajudar-te com isso. Venha,entre no meu carro antes que você realmente pegue uma pneumonia, que eu ligarei para um mecânico. - ele pegou no meu braço, e eu me movi. Olhando pro chão o tempo todo, ele abriu a porta do carro, parecia um volvo prata, não prestei atenção. - Fique aqui. Eu já volto.

Suspirei. Eu devo ser louca, não sei quem é esse cara, entrei no carro dele, e ainda nem vi o rosto dele, mas não tinha como a vida ficar pior para mim.

Encostei minha cabeça no banco do carro, era de couro. A água que saia de mim fazia uma poça no tapete aveludado do carro.

Que legal.

Meu choro cessou e eu vi a figura do homem de costa pra mim com o celular na mão. Estava tocando uma música quando entrei no carro, não prestei atenção até que começou a tocar Sex on fire.

Fechei os olhos e repousei minha cabeça no vidro da janela, pensei em como minha vida sempre foi assim, cheia de baixos e baixos, apesar de ter duas amigas que eram como irmãs, o restante da minha vida sempre dava errado.

- Hey - o homem entrou no carro, e eu continuei com os olhos fechados. - Meu mecânico esta vindo, deve chegar, em alguns minutos.

- Muito obrigado, não é todos os dias que um desconhecido, ajuda uma garota que está chorando litros, encostada em uma picape antiga com a testa no vidro.

- Não precisa agradecer, eu estava passando e de longe te vi naquele estado e algo me fez parar, não sei o bem o que me levou a isso, mas foi algo - ele deu uma risada baixa. - Eu ainda não sei o seu nome.

- E nem eu o seu - murmurei contra o vidro.

- Eu sou Edward Cullen, e você?

- Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella, por favor - suspirei e me sentei direito no banco, abri meus olhos e virei para fitar o homem que estava, eu acho, salvando minha vida.

Senti como se tivesse tomado uma descarga elétrica, e minha boca se abriu em um estalo. Seu cabelo cor de bronze estava extremamente molhado, e caia no lado de seu rosto, seus olhos eram de um azul vibrante com uma leve tonalidade de verde nos cantos, sua boca não era grossa e nem fina, e estava vermelha por causa do frio.

Pisquei várias vezes para ter certeza de que não era uma miragem, que esse homem realmente era real. Eu devia estar parecendo uma idiota, com a boca aberta e piscando como se tivesse areia em meus olhos.

Seus braços não tinham músculos enormes, mas era definidos eu ja poderia até imaginar aqueles braços me envolvendo, e aquela boca corada na minha...

- Bella? - ele passou a mão diante do meu rosto. - Oi, Terra chamando Bella Swan, alo.

- Ah, - acordei dos meus sonhos loucos, mas que hora inapropriada pra ter sonhos com um cara que eu conheci a 15 minutos.

- Você está bem? - ele passou a mão em me rosto, tirando o cabelo que estava em cima dos meus olhos.

- E-eu esto-tou sim - droga, gaguejar era horrível nesse momento.

- Olha eu tenho uma camisa e uma jaqueta que eu acabei de pegar na lavanderia, coloque antes que eu acabe te levando para um hospital.

Como? Colocar a camisa dele? Tirar minha blusa na frente dele? No carro dele que estava extremamente aquecido, ao som de sex on fire? 'My sex on fire'.