Longfic

Título: Lovely Curse

Capítulo: Blood

Ship: Draco/Harry

Gênero: Slash (Yaoi)/ Romance/ Lemon/ Mystery (?)/ Supernatural. Não gosta? Não leia!

Classificação: NC – 17 (M) +18

Status: Work in Progress

Sem beta. Apesar de sempre prezar um bom trabalho ortográfico e gramatical, mas não faço milagre.

Spoiler:Tudo se passa enquanto eles estão no sexto ano, mas não vou dar foco à guerra e nem vou seguir o que está escrito no livro. Por isso: quase sem spoiler ^^' (Acho!)

Disclaimer: O livro Harry Potter e seus personagens são da Joanne. Sem objetivo lucrativo ou de denegrir a imagem da ficção original.

ATENÇÃO: Essa fic segue o gênero mystery focado em vampiros (supernatural), mas relaxem... Nada de romantismo do tipo Twilight (Me desculpem quem gosta, mas a Mello aqui não escorrega no açúcar. O que também não quer dizer que não tenha romance). Eu me baseei nos livros de RPG para fazer a fic, por isso se alguém aqui joga vampira e ver traços característicos em nomes ou em qualquer outra coisa, não é coincidência! Agora chega de falação e boa leitura.


"Nós bebemos a morte, e nós bebemos à noite."

1ª noite.

Harry andava pelos corredores noturnos, vazios e escuros de Hogwarts, era quase meia noite, mas adorava fazer aqueles passeios. Sentia-se relaxado ao fazer isso, porém de alguma forma aquilo estava desconfortante, sentia-se vigiado, um peso de algum olhar por cima de seus ombros. Ele parou olhou ao redor: nada. Recomeçou a andar, mas sabia havia algo ali. Espreitando e esperando o momento certo de atacar.

'Será Voldemort? Um seguidor?', ele pensou. Não... não era aquilo. Pelo menos ainda estava seguro em Hogwarts. Era isso que ele achava. Potter se amaldiçoava internamente por não ter vestido sua Capa de invisibilidade. Contudo era um passeio inocente como tantos que ele fazia... Que mal havia? Era apenas para quebrar o tédio.

Continuava caminhando. Ouviu um leve ruído a esquerda que chamou sua atenção, todo seu corpo se eletrizou, virou-se apenas para constatar que não havia nada ali. Tinha algo lá, o moreno tinha suma certeza disso. Ouviu novamente o mesmo ruído. Harry parou de respirar, era corajoso, era um grifinório e, deixando sua curiosidade tomar conta de si, virou-se. Nada. Nada era pior do que 'qualquer alguma coisa'... Apressou os passos, queria correr, mas já era demais, queria gritar, mas já era tarde demais!

Um vulto se jogou sobre seu corpo, ambos tombaram no chão. Sentiu um cheiro bom invadir suas narinas que era exalado de fios loiro prateados sobre seu rosto, depois sentiu uma dor excruciante invadir sua jugular. Que dor era aquela? Sentia sua garganta ser perfurada avidamente. Sentia sua cabeça girar, sua vista embaçada, os membros perderem as forças e aquela dor ser substituída por uma espécie de prazer inigualável. Harry entrelaçou seus dedos naqueles fios sedosos puxando aquele ser para mais contato com sua pele fabril. Depois de um tempo sentia-se mais eletrizado e... excitado. Por Merlin o que era aquilo?

-X-

Algumas horas antes.

Draco estava sem o mínimo sono, e nem estudar poções (sua matéria preferida) estava ajudando muito.

Revirou-se no sofá da sala Comunal de sua Casa deixando seu livro de lado, recostou a cabeça olhando paras as luzes verdes do teto. 'Que tédio', pensou. Olhou ao redor. Tinha alguns idiotas de sua casa jogando Snap explosivo, alguns estudando e outros fofocando da família uns dos outros, algo bem normal e ridículo.

Resolveu dar uma volta, não era dia de fazer monitoria, mas queria sair. Ele sabia muitos esconderijos dos corredores de Hogwarts para não ser pego pela Madame Nora e muito menos pelo dono dela.

Enquanto andava pelos corredores silenciosos viu um vulto de Capa negra, mas sabia, ou pelo menos pensava que ninguém poderia vê-lo ou reconhecê-lo na escuridão onde se encontrava.

O vulto de um homem alto foi em seu encalço, Draco tremeu na base. O cara tinha lhe visto e então lançou um feitiço não verbal no loiro que tombou para trás desacordado parecia ter tomado um soco muito forte na barriga. Nem deu tempo de ver a cara do seu maldito agressor. Mas se descobrisse a identidade do sujeito, este iria pagar.

oOo

Draco levantou algum tempo depois, sua cabeça doía assim como o local em que o tal feitiço lhe atingira, levou a mão ao peito sentindo um desconforto. Será que tinham azarado ele? De repente sentiu um calor tomar conta de seu corpo, suava frio e sentia uma sede incontrolável. Transfigurou sua gravata em um copo e sussurrou 'Aguamenti'. Tomou a água rapidamente, mas para sua surpresa ficou com mais sede. De repente viu que seus sentidos o estavam deixando tonto: os barulhos da noite estavam mais altos e sabia que alguém se aproximava a passos lentos e com esses passos vinha um cheiro tão bom que Malfoy não sabia decifrar, mas sabia que era muito bom.

Depois de alguns minutos esperando, sabe-se lá o quê, nas sombras ele avistou uma silhueta de cabelos bagunçados, mas não quis saber quem era, fechou os olhos esperando sua presa e apreciando o cheiro bom. Nunca tinha sentida nada assim em toda a sua vida. A figura passou por ele e resolveu apenas seguir ia se esgueirando pelas sombras quase escorregou uma vez por pouco desvendando seu disfarce, porém não agüentou. Apenas seguindo seus instintos e aquela maldita sede que estava em sua garganta. Pulou em cima de quem quer que fosse. O cheiro agora estava mais forte, o pescoço branco convidativo semicoberto por cabelos negros. Mordeu.

O outro alguém gemeu abafado, perecia querer se desvencilhar, contudo desistiu depois de algum tempo, sua língua nunca provara algo de melhor gosto em toda sua vida. Era tão delicioso... Sentia-se eletrizado, e sentia algo quente em seu baixo ventre. Por Merlin que sensação adorável!

Depois de um tempo naquilo tudo é que Draco se deu conta do que estava fazendo. Levantou-se para ver quem tinha atacado daquela forma tão inconcebível. Então avistou nada mais do que POTTER. "—Arg!" – Exclamou em nojo se dando conta da gravidade da situação. Bebeu sangue! E o pior sangue mestiço! O pior mestiço de todos: Harry Potter.

-X-

Harry abriu os olhos com dificuldade sentindo falta do calor daquele corpo de encontro ao seu. E se deparou com Malfoy o olhando incrédulo com marcas de seu sangue ao lado dos lábios. "—Malfoy!" – Foi tudo que conseguiu dizer.

"—Não! A fada madrinha seu retardado, claro que sou eu!" – Disse com antipatia e pesar.

"—O que-" – O moreno afagou de leve o pescoço que tinha parado de sangrar.

"—E-eu não sei." – Pela primeira vez Harry via Draco titubear. Suas íris prateadas meio opacas e as pupilas dilatas.

"—Era de se esperar, você está envolvido em algo realmente das trevas não está?" – Esbravejou se levantando.

"—O QUÊ?" – Imitou o outro também se levantando o encarando nos olhos. Estavam realmente próximos. "—Você acha que eu me deliciei bebendo o sangue de um mestiço?"

"—Eu me orgulho de ter uma mãe trouxa, ta?"

"—Que patético! Maldita hora que eu saí do salão comunal!" – Disse mais para si do que para qualquer outra pessoa presente.

"—Hunf! Eu não estou nem aí para os seus choramingos Malfoy, mas não me envolva no meio disso. Já tenho preocupações demais."

"—Claro que não vou lhe perturbar, Senhor todo-poderoso-Eleito." - Zombou.

"—Cala a boca Malfoy." – Disse meio cansado. Já fazia quase seis anos que ele tinha que agüentar aquelas birras do loiro.

"—Cala a boca você Potter, se não quer encontrar nada então não procure." – Seu tom era sarcástico. "—E saia da minha frente." – Empurrou o moreno para o lado e saiu em direção às masmorras. Deixando um calado Harry Potter para trás.

No dia seguinte Harry acordou meio cansado, sentia-se anêmico, mas não era para menos. Malfoy lhe arrancou meio litro de sangue na noite passada.

Levantou maquinalmente ainda lembrando a noite anterior. O que foi aquilo? Parecia que ele tinha entrado em um daqueles filmes trash dos trouxas de vampiros! E o pior é a vergonha de si mesmo por ter se sentido excitado na hora! 'Calma Harry, você não sabia que era Draco Malfoy!', pensou. 'Mas isso não muda o fato de que o outro era um MENINO!' Iria procurar o loiro e exigir explicações.

Tomou seu banho e se dirigiu para o Salão Principal. Draco ainda não estava lá. Virou-se para seu suco de abobora e seu mingau de aveia. Aquilo estava estranho, sentia-se meio fraco, no entanto queria mais...

-X-

Draco olhou-se no espelho: Esta horrível! Que merda era aquela? Estava pálido, com olheiras, sentia seu estômago embrulhar, não tinha fome, seu corpo estava mole e os pensamentos ainda estavam dispersos naquela maldita noite anterior. Raios! Ele precisava descobrir o que tinham lançado nele, o porquê, se tinha um contra-feitiço e quem foi, obviamente. Passou a noite toda pensando no cheiro de Potter e como foi bom o seu gosto. 'Merda! Que patético!', pensou pela 54ª vez seguida.

Estava sem a mínima vontade de sair e muito menos comer, mas iria se forçar a comer. O que seus colegas sonserinos iriam dizer? Não ficaria bem para sua imagem como um Malfoy.

Foi se arrastando até o Salão. Não olhou para ninguém apenas sentou-se olhando para a mesa e a comida a sua frente, nem precisou olhar para a mesa da Grifinória para saber que o cicatriz estava lá com o aquele aroma que o deixava louco e aquele olhar pesando sobre si. O lugar estava mais barulhento do que de costume, ou seria seus sentidos mais aguçados? O que fosse, ele queria que acabasse logo. Tentou desesperadamente não pensar em Harry e o delicioso olor e gosto que só em lembrar fazia um frio correr por sua espinha. Não sentia vontade de comer nada, só de tomar aquele liquido rubro que corria pelas veias de Potter.

Draco olhou o seu horário de aulas. Tinha sempre duas aulas com a Grifinória: Uma no primeiro período e outra no quarto. Sabia que não podia falar com ele na aula e o almoço de ambos era desencontrado, iria perguntar ao testa rachada se tinha algum período livre.

"—Draquinho querido, o que você tem?" – Pansy perguntou olhando sua cara mais pálida do que de costume.

"—Hum?" – Perguntou enquanto arranjava uma desculpa mentalmente.

"—Você está com uma cara horrível." – Disse fazendo careta.

"—Foi uma poção que não deu certo, muito avançada. Seção reservada."

"—Nossa, devia. Logo nessa matéria que você é tão bom!"

O loiro apenas apertou os lábios e não comeu nada. Levantou-se. "—Eu vou na frente." – Anunciou já saindo.

"—Mas ele nem comeu nada." – Zabini disse, olhando para a loira.

Parkinson deu de ombros.

Draco foi para a aula de DCAT que tinha com a Grifinória, nem teve o trabalho de ir falar com o testa rachada.

Harry veio em sua direção enquanto a sala ainda tinha poucas pessoas. "—Malfoy, preciso falar com você." – Disse baixamente temendo que algum sonserino visse e tirasse sarro com sua cara.

"—Sobre?" – Fez-se de desentendido.

"—Você sabe sobre o que!" – Falou ainda baixo, mas era perceptível sua raiva.

"—Você tem algum tempo livre?" – Draco perguntou antes que Potter desistisse.

"—Eu almoço no quinto período." – Expôs Harry espantado pela confirmação tão fácil do outro.

"—Eu tenho aula de feitiços." – Draco disse amargo. "—Tem um período livre? Eu não faço nada no sétimo."

"—Ótimo. Nem eu. Onde?" – Harry parecia apressado assim como Draco. Eles não queriam que começassem a dizer algo sobre os dois. E qualquer fagulha era o suficiente para causar uma discussão Sonserina-Grifinória.

"—No armário de vassouras do quinto andar, anda pouca gente lá." – Falou urgentemente saindo de perto de Potter o mais rápido que pôde o outro tão perto daquele jeito aguçava seus instintos.

-X-

O dia passou normalmente, sem muitos atrativos. Harry só pensava em encontrar Malfoy para lhe dar explicações decentes sobre aquilo na noite passada.

Assim que terminou sua aula de Aritmancia se dirigiu ao local combinado. Estava meio nervoso, nem sabia o motivo. Mas estava. Abriu a porta cuidadosamente e encontrou o loiro sentado em uma mesa de cabeça baixa.

Notou que Malfoy estava mais pálido do que de costume, com sinais visíveis de olheiras quando o encarou, o cabelo estava ligeiramente bagunçado, a blusa com dois botões abertos, a gravata frouxa mostrando o desleixo.

"—Desculpe o atraso." – O moreno estava meio sem jeito. Não era de conversas com o Príncipe da sonserina.

"—Você não está atrasado." – Cuspiu em resposta. "—Dissemos o período e não a hora."

"—Hum." – Disse fechando a porta atrás de si e contando até mil mentalmente para não quebrar o nariz de Malfoy.

O loiro se levantou e empunhou a varinha.

Harry deu um passo instintivo para trás e lembrando onde estava a sua.

Draco sorriu ácido. "—Calma Potter." – Suas feições ainda imperavam aristocracia mesmo mostrando-se um pouco debilitado. "—Ou você quer que alguém nos veja aqui?"

"—N-não." – Disse enquanto o outro se aproximava dele. Uma onde de friagem percorreu toda a extensão de suas costas. E seu rosto queimou.

Malfoy murmurou alguns feitiços de som, alarme e proteção. Se virou e perguntou. "—E então, o que era?" – Questionou tentando controlar uma vontade de estar mais perto do outro, de sentir o seu gosto novamente. Definitivamente aquilo não era normal e extremamente desgostoso.

"—Malfoy eu quero saber o que está acontecendo. O que foi aquilo? Beber sangue de pessoas não é muito normal." – Harry disse o encarando.

"—Não é da sua conta." – Falou ríspido. "—E eu só bebi o seu sangue o que não quer dizer que eu bebi sangue humano." – Atiçou.

"—Vamos Malfoy, está acontecendo alguma coisa. Até eu percebo que você não está nada bem. E é do meu interesse SIM! Partir do momento em que você mordeu o meu pescoço!"

O loiro passou a mão nos cabelos. "—Eu não sei ta legal?" – Seu tom um misto de irritação e frustração.

"—Como é?" – Inquiriu incrédulo.

"—Eu acho que fui azarado sei lá. Senti umas coisas estranhas e quando vi você senti vontade de fazer aquilo e eu fiz. Um cara de capa preta, que com certeza não estudava aqui, me lançou um feitiço não-verbal e eu desmaiei me sentindo estranho quando acordei e você já sabe o resto." – Pela primeira vez na vida Harry viu Malfoy sem estar completamente sem os seus muros, gostou de ver aquilo. Embora a situação não fosse nada favorável.

"—Você devia contar para o professor Dumbledore."

"—Eu não sou você, o cachorrinho particular dele!" – Ejetou.

"—Mas você não está bem. É só olhar para a sua cara que dá pra notar e não esqueci o que aconteceu ontem."

"—Nossa!" – Desdenhou. "—Foi tão inesquecível assim para você?" – Ironizou.

"—Eu estou tentando ajudar."

"—Pois eu dispenso." – Se aproximou. Seus sentidos pareciam meio perturbados com aproximação.

Potter ficou meio tenso com a aproximação repentina e um desejo de repetir a dose da noite anterior.

"—Você está nervoso."

"—N-não, não estou."

"—Eu não perguntei, Potter." – Draco disse colocando a mão no ombro do outro visivelmente tentando controlar a própria irritação. "—Eu posso sentir o que você está sentindo, um pouco." – Falou. A voz baixa.

"—O que você está fazendo, Malfoy?" – Sua pulsação acelerou. "—Você pode sentir?"

"—Eu..." – Como ele iria dizer aquilo? Como dizer que ele precisava do sangue de Potter? Como dizer a ele que aquilo era a única coisa que o saciava?

O moreno sentia-se ofegante. Alarmado, mas não tinha como negar que esperava lá no fundo aquela reação? O que era aquilo? Estava um viciado no outro? Parecia que sim.

Draco aconchegou Harry junto de seu corpo, inclinando a cabeça sobre aquele pescoço alvo. Sua mente brigando com seus instintos. A repugnância de estar tocando o Eleito, o menino-que-sobreviveu, aquele que era totalmente contra a causa que sua família defendia contra aquele cheiro, aquele corpo, aquele toque, aquele calor, aquele sangue.

Viu o rosto de Potter se inclinar para o lado dando total liberdade para seus instintos e fechando os olhos em total entrega. Não pensou duas vezes, não queria lembrar-se daquela situação desconcertante e humilhante de necessitar do sangue de seu inimigo para poder sobreviver. Que Patético!

Mordeu debilmente aquele pescoço já maculado pelo ultimo encontro dos dois. Sentiu seus dentes, que estavam um pouco mais afiados, adentrarem a carne do moreno e sentindo o desejo fluir, uma adrenalina tomar conta de seu corpo enquanto o outro se contorcia por mais aproximação. Sugou desejosamente Harry, passeando suas mãos pelas costas firmes e pressionando seus quadris.

Potter estava excitado e ele também. E de repente a mordida se tornou um beijo voraz, cheio de luxúria e prazer. A saliva se misturando ao sangue do menino-que-sobreviveu. Os olhos cerrados, as mãos se confundindo por debaixo das blusas, as respirações descompassadas, o arfar de êxtase.

Draco pensou que gozaria ali sem mesmo precisar se tocar para isso. Mordeu indecente o lóbulo da orelha de Harry arrancando gemidos inteligíveis. Roçou os dedos levemente nos mamilos do moreno para o seu deleite.

O desejo estava estampado no rosto de Harry. Enquanto ele afundava os dedos naqueles cabelos prateados.

Separaram-se quando o ar se fazia mais do que necessário. As faces vermelhas, a excitação e a surpresa! Dois inimigos em um quase ritual de procriação, eles pensavam.

"—O-o que foi isso?" – Harry indagou completamente tímido. Seu rosto queimava.

"—E-eu não faço a menor idéia." – Draco tentava recompor o seu semblante, mas sem sucesso.

"—É melhor procurarmos alguém para nos ajudar!" – Harry disse assim que eles já estavam recompostos.

"—Meu pai vai me matar." – Draco sentou em um banco velho que tinha perto. As pernas levemente abertas, os cotovelos apoiados nas coxas e a cabeça entre as mãos. Ele não acreditava que precisava do sangue do Harry-mestiço-Potter para sobreviver e ainda estava contando seu pior medo para ele. O mundo iria acabar!

"—Ele não precisa saber. Mas é obvio que isso é muito perigoso, Malfoy. Você precisa de cuidados médicos."

"—E por que essa preocupação toda?" – Irritou-se.

'Era verdade', Harry ponderou. Ele não tinha muito a ver com aquilo tudo e desde quando o bem estar de Malfoy lhe importava? Agarrou-se ao pretexto que era seu sangue que estava sendo utilizado por ele. "—Eu é que estou sendo mordido Malfoy e não contrário."

"—Certo, certo..." – Disse tedioso. "—Esse é o famigerado altruísmos Grifinório?" – Deu um riso torto.

"—Sim." – Confirmou. "—E eu vou com você." – Avisou.

"—Faça o que quiser." – Draco deu de ombros torcendo o nariz.

-X-

2ª noite.

"—O QUÊ?!?!?" – Exclamou Madame Pomfrey assim que os dois garotos lhe contaram tudo o que ocorreu naquelas ultimas vinte e quatro horas. "—Como vocês foram tão irresponsáveis a esse ponto, hein?" – Pousou delicadamente as mãos em seus quadris olhando as caras levadas do grifinório e do sonserino. "—Vou ter que chamar alguns responsáveis." – Disse ela por fim.

"—NÃO!" – Draco ficou assustado. Se seu pai descobrisse aquela vergonha seria seu fim! Não poderia ser mais um Comensal da Morte, perderia o respeito e a admiração de seus colegas sonserinos e o seu... pai: Sabe-se lá o que ele faria!

"—O que foi senhor Malfoy?"

"—Não chame meu pai." – Ele meio que ordenou. Parecia ignorar a presença de Potter ali.

Harry franziu o cenho. Lucius Malfoy era brutal até mesmo com seu único filho? Será que ele lançaria uma cruciatus em Draco?

"—Primeiro vou chamar o professor Dumbledore, o professor Lupin, Minerva e Severus." – Ela avisou.

"—É tão grave assim?" – Harry hesitou quando Draco olhou para ele com uma expressão que dizia: 'Você é um completo idiota Potter'.

Ela titubeou meio pensativa. "—O que eu posso dizer garotos é que temos que agir depressa." – Falou alto e fechou a porta.

Draco estava deitado na cama, seu rosto cada vez mais pálido, as olheiras eram visíveis, aquela maldição, azaração ou o que fosse estava lhe consumindo de forma tétrica.

Harry estava se sentindo fraco também. Deitou-se na cama ao lado da de Malfoy, passou o dia com uma sensação de desconforto, uma falta que não sabia dizer o que era exatamente, as comidas não lhe saciavam e só se acalmava mais quando Draco estava perto e lhe mordia, mas isso depois lhe deixava mais indolente e com sono.

Depois de alguns longos minutos de silêncio Dumbledore entra pela porta. 'Claro atrás do seu bibelô de ouro, Harry-idiota-Potter', pensou Draco com desgosto. E nos encalços do diretor estavam Lupin, McGonagall, Severus e, claro, Pomfrey.

Parecia que a enfermeira já tinha passado toda a história para eles por que eles encaravam os garotos de forma assustada, 'menos o velhote', Malfoy não deixava escapar essas de sua brilhante mente. Albus se mantinha apenas observando os dois e então o loiro quebrou o silêncio.

"—O que tem de errado comigo?" – Questionou bruscamente. "—E quem laçou esse maldito feitiço?"

"—Na realidade Draco, a pergunta seria: 'o que tem de errado em nós dois'. Harry agora está envolvido, mais do que você imagina."

"—Tsc." – Draco fez desdém virando o rosto para o lado.

"—Draco eu devo dizer que o assunto é extremamente delicado e que precisaremos chamar alguns Aurores e uma médica especializada nesse tipo de maldição que pode ser perpétua do St. Mungus."

"—MALDIÇÃO PERPÉTUA?!" – Exclamaram os dois garotos de uma só vez.

Continua.


N/A:

Kyah, tava sentindo falta de fazer fic de vampiros! É a primeira vez que faço nesse fandom, espero que gostem! Como todos os meus trabalhos em HP (Poucos ainda ¬¬' e a maioria oneshot) eu não sei em quantos capítulos será, mas estou começando essa fic por que a outra Hysteria já está chegando perto da reta final e não quero sentir uma sensação de vazio! Não será tão grande quanto a outra. Vou logo avisando para os leitores que já me acompanham.

Eu podia ter publicado antes, mas como sou um tanto detalhista eu resolvi fazer primeiro o horário semanal de aula dos dois, caso eu venha precisar mais tarde e um completo detalhamento dessa Maldição perpétua deles. Como disse eu sou bem minuciosa=p

Espero que tenham gostado do 1° capítulos que serão sucedidos por vários outros. Vou tentar fazer igual à fic Hysteria com atualizações semanais! Mas não prometo milagres afinal tenho agora duas longs para fazer, outros fandons para não descuidar e shuffle para treinar .

Kissus e REVIEWS ^^'

Mello Evans.