Aviso: Não sou dona nem de Twilight ou Hell.

Nota da autora: Esta história é muito baseada no livro Hell, de Lolita Pille. Não é minha, então por favor não processe. Todos são humanos e fora dos personagens. Para aqueles que ficam facilmente chateados, não leia: trata-se de sexo, drogas, álcool, aborto e todos aqueles assuntos sensíveis. Para aqueles que forem comentar (o que eu espero), por favor, não me diga que aborto é errado ou que é um assassinato, porque isso me irrita até o fim. Todo mundo tem direito à sua própria opinião, mas eu não tenho que ouvir a sua se você não gostar, então se abstenha.

Nota da tradutora: Então como você vê, esta fic é uma ADAPTAÇÃO da história já existente do livro Hell Paris. Todos os direitos reservados à Lívia Cullen, Lolita Pille e Stephenie Meyer. Para quem quiser ver o perfil da autora, basta visitar o meu perfil.


~ Bella ~

Felicidade. O que há para falar sobre a felicidade? Nada. Porque eu posso cair em clichés. Não vou entrar em detalhes sobre todas as coisas que nós conversamos depois do sexo ou o jeito como ele gentilmente coloca uma mecha de cabelo para trás de minha orelha ou a adorável aspereza de sua bochecha contra os meus seios ou a forma gentil como ele olha profundamente em meus olhos.

Vê. Muito clichê. Você fica estúpido quando está apaixonada. Seis meses de total felicidade. Seis meses de uma felicidade compartilhada. Lembranças desconexas e o sentimento de formigamento que eu tenho no meu estômago quando falo sobre elas. Edward é tudo o que importa. Ele é tudo e qualquer coisa e ele é meu.

Nossas pernas entrelaçadas... uma lufada de perfume... uma canção de ninar em um piano... a primavera e depois o verão... sua voz que me leva a loucura com desejo... a escuridão em nosso quarto quando eu durmo nos braços dele... a febre que nos agita... discussões acaloradas e nossos abraços intermináveis... o desejo que surge logo depois de ser saciada... o mundo lá fora esquecido... apenas ele... apenas eu... nós... minhas pernas nuas levantadas no ar... os clímax... a boca faminta dele em meu pescoço... os olhos de cobiça dele em meu corpo... acender um cigarro que iremos compartilhar juntos... nunca querendo nada além disso... nossos corpos exaustos deitados um ao lado do outro... as mãos dele brincando com meu cabelo... meus dedos dançando na coluna dele...

Eu o vejo dormir. Ele parece uma criança quando está dormindo. Eu odiava amar sem saber ao menos o que isso era. Eu não conto para a existência de Edward. Ele é meu e eu sou dele. Uma alma em dois corpos. Eu o amo e espero que ele me ame também. Por seis meses eu não tinha saído: sem festas, sem clube, sem cocaína, sem álcool. Apenas Edward. Nós vivemos só com água, sexo e Marlboro e isso é o suficiente.

Com a ponta dos meus dedos, eu afago a bochecha dele. Nós estamos nus debaixo dos lençóis e eu estou morrendo para acender um cigarro, mas sei que Edward odeia quando eu fumo na cama. Aparentemente, eu deixo cinzas em todos os lugares. Ao invés disso, eu pressiono meus lábios gentilmente nos dele. Uma vez. Duas. Três. Eu lambo os lábios dele com a minha lingual. Ele ainda não vai acordar. Eu rolo e me aconchego em seu corpo quente e coloco seu braço ao redor de mim e sua mão em meu seio.

Dez minutos depois, sua mão está me tateando. Seus dedos estão brincando com meus mamilos até que eles se enrijeçam e quando isso acontece, sua mão começa a mover para o sul lenta e preguiçosamente, afagando o tanto de pele que era possível até que ele alcança o local molhado entre minhas coxas.

"Eu sei que você está acordada, baby" ele sussurra em meu ouvido.

"Estou triste, Edward" eu sussurro de volta.

Ele tenta me rolar para que assim eu o encare, mas eu não sei se poderia dizer o que eu quero se eu olhasse nos olhos dele.

"Por que você está triste?" ele pergunta enquanto começa a acariciar meu clitóris em círculos preguiçosos.

"Nós vivemos em uma vida sem sentido, Edward. Nós comemos, transamos e saímos. De novo e de novo e de novo. Hoje é só uma repetição inútil de ontem: nós comemos em outro restaurante, nós dormimos melhor ou pior do que a noite anterior, nós transamos com alguém qualquer, nós saímos para algum lugar. Mas é tudo a mesma coisa. É inútil, sem sentido e é estúpido. Nós vivemos uma vida estúpida. Nós temos tudo, mas sempre queremos mais. Mais dinheiro, mais drogas, mais medicações, mais amor, mais sexo. Se nós gostamos ou não, sempre queremos mais. Sempre esperamos por algo. E se não esperamos, iríamos apenas puxar o gatilho, engolir o frasco todo de pílula ou cortar nossos pulsos. Nós vivemos uma vida vil".

Há apenas o silêncio.

"Bella…" ele diz.

"Não me chame de Bella! Nós tentamos nos distrair. Nós tentamos nos entreter de cada forma possível e imaginável. Nós procuramos o amor, achamos que o encontramos e então ele está acabado. Jogamos roleta russa com a nossa vida para nos convencer que nós a controlamos. Dirigimos rápido demais e quase não temos um acidente. Cheiramos cocaína demais e quase entramos em overdose. E nossos pais não se importam nem um pouco. Eles nos odeiam. Eles apenas desistiram. Eles nunca estão aqui mesmo. E nós o adiamos por que eles nos deram tanto e pouco ao mesmo tempo. Nós não sabemos mais o que realmente importa. Não há mais limite. Temos um MasterCard em vez de um cérebro, um aspirador ao em vez de um nariz e nada onde o coração deveria estar. Vamos à clubes mais do que vamos à aulas. Temos mais casas do que amigos de verdade. Em nosso novo Blackberry temos 500 contatos que nunca ligamos. E não podemos reclamar. Porque nós temos tudo o que queremos para sermos felizes. Mas não somos. Não de verdade. Nós supostamente deveríamos ser pessoas de sorte. Estamos lentamente morrendo com cocaína e Prozac em nossas veias em nossos apartamentos grandes e luxuosos. Estamos morrendo com um sorriso em nosso rosto porque é assim que deveríamos morrer."

Ele não diz nada. Ele apenas me abraça mais forte e mais forte.

"Estou triste, Edward."

Ele beija meus ombros várias e várias vezes. Ele beija minhas costas. Beija meu pescoço e acaricia minha barriga. Meus olhos estão lacrimejando e apenas não posso mais segurar. As lagrimas chegam e não posso pará-las. Está demais. Eu vivi demais. Tenho feito coisas demais. Estive sozinha demais. Não posso mais suportar isso.

Quando Edward me beija, quando ele me abraça contra eu, quando ele enxuga minhas lágrimas, ele mata minha angústia. Edward está afagando meus cabelos e eu o sinto me deslizando para debaixo dele. Ele beija minhas bochechas molhadas, beija meus olhos inchados e beija meus lábios ávidos. Eu não choro mais, não de verdade. Eu abro minhas coxas e a ereção dele está aninhada contra minha umidade. A sua língua afaga a minha e o seu sexo entra no meu em uma estocada. Ele bombeia para dentro e fora e eu clamo por mais: mais dele, mais do sexo dele, mais pele, mais beijos. E quando ele chega ao clímax dentro de mim e eu sinto o seu sêmen escorrendo, sinto como se houvesse um vislumbre de esperança dentro do meu peito.


E aqui vai o capítulo!

Sei que demorei um mês para postar, mas sabem como é... Eu fiquei esperando os comentários, né? Os poucos que tiveram vieram lentamente, então optei por postar agora. Também sei que vocês devem ter se perguntado "Demorou tanto só por esse pouquinho?", mas é o jeito, não havia me dado conta que o capítulo era curtinho dessa forma.

Espero que vocês gostem desse capítulo. E se houver algum erro, desculpem-me, eu reviso e mesmo assim alguns pequenos errinhos saem despercebidos à minha vista!

Então é isso, nos vemos no próximo capítulo!

E não se esqueçam... Deixem seus reviews, certo? Assim dá pra agilizar mais na tradução! ;)))

Beijos,

Francine S.