DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capítulo 22

Bella desceu a escada correndo, estava um pouco envergonhada pela forma que tinha deixado Alice lhe arrumar, seu vestido de tecido suave e discreto, cor creme, de todas as formas mostrava muito mais do que nunca teria mostrado.

— Você deve se acostumar, o vestido da formatura deixa ver muito mais do que esse e você não pode se esconder embaixo de uma pedra durante a festa, nem Edward nem eu permitiremos – lhe havia dito Alice divertida.

Bella tinha suspirado quando se viu no espelho e um intenso rubor se estendeu pela sua bochecha pensando que Edward a veria dessa forma. Reprimiu a vontade que teve de se tapar com um casaco e quando saiu do quarto pensou que a velocidade a ocultaria dos olhos dos demais.

Carlisle a deteve suavemente pelo corredor.

— Você esta linda! – expressou um pouco afetado, porque arrumada desta forma lembrava a Reneé dos tempos em que facilmente o seduzia, e ele, sem duvida, caia em seus braços.

Reprimiu as lembranças. Sempre convenceu a si mesmo que nunca a havia amado, era sua melhor forma de se proteger, Esme sem duvida era e sempre foi à mulher da sua vida, mas sem dúvidas Renne tinha algo que o debilitava e por isso, precisamente, tinha cedido a sua sedução.

Não valia a pena lembrar, sacudiu a cabeça e fechou os olhos para se concentrar. Ela o olhava esperando, reconhecendo um efeito estranho que não compreendeu.

— Tenho que falar com você, vamos ao meu escritório?

— Ia ajudar Esme com o jantar...

— Edward e Emmett estão com ela e além disso, contratou um serviço para essa noite.

— Certo – respondeu ela o seguindo, preocupada de antemão com o que pudesse falar.

Uma sensação desagradável se apoderou do seu estomago diante o fato de falar com Carlisle, havia tido algumas sessões de terapia muito relaxadas, mas nesse momento o semblante serio e preocupado a alertou.

Carlisle estava preparando tudo na sua mente para lhe dizer a verdade, finalmente, o que Charlie e Renne pensavam era egoísta, e tinha tomado uma decisão: falaria com seus filhos e com Bella depois da formatura; não estragaria esse momento feliz. Alem disso, era melhor tomar decisões em um momento tão dramático com a mudança de vida, como ir para a universidade.

Ansiava o perdão da sua família, de Bella, e que isso limpasse sua consciência de coisas tão pesadas que nunca devesse ter, valia o risco que corria.

Bella sentou inquieta no enorme sofá de veludo vermelho que Carlisle lhe apontou, quem não se sentou atrás da sua mesa como de costume, se não ao seu lado.

— Bella, decidi que outro profissional cuide das suas sessões, você avançou muito, mas acho que é preciso que você tenha um apoio diferente do meu.

Ela sorriu aliviada; era isso, apenas isso.

— Não preciso mais de um psiquiatra, Calisle. Me sinto muito bem, bom, com coisas para entender e processar, mas como toda garota da minha idade.

— Não Bella, nunca se sabe em que momento vai precisar de apoio adicional – ele sabia que logo ela precisaria e estando envolvido, não podia dar esse apoio – tenho falando com o Dr. Eleazar Ptah, tem seu consultório em Port Angeles e assumira seu tratamento...

— Se você acha que ainda preciso de terapia, então é melhor que continue sendo com você Carlisle, como ate agora, não vejo razões pra mudar.

— Sim, existem Bella – ele suspirou e evitou seu olhar fixo, questionado, que parecia entender mais lá que as palavras – você de ajustou a minha família de uma forma incrível. Todos te amamos, incluindo eu, te vejo mais como uma filha do que como uma paciente, não posso ser seu medico e muito menos seu psiquiatra, quando gosto tanto de você e minha família também, não seria natural se acontecesse algo, te ver como uma filha é um impedimento muito grande para poder continuar sendo seu terapeuta.

Bella o olhou com uma estranha intensidade e uma onda de carinho por esse homem que expressava seu afeto com palavras um tanto atrapalhadas a invadiu, mas, era afeto no final de tudo.

Ele se surpreendeu quando uns braços pequenos o rodearam e lhe abraçaram com carinho, correspondeu ao abraço e quando viu os olhos de Bella umedecidos de emoção se perguntou se valia à pena dizer a verdade, e no lugar disso um brilho de dor aparecesse nesses profundos e inexpressivos olhos. Ela o odiaria, sem duvida, depois de saber que ele tinha sido amante da sua mãe, a causa do fim do casamento dos seus pais, que Renne fugisse e que ela crescesse sem uma mãe ao lado, que ela se sentisse culpada por isso e acabasse de fechando e si mesma fugindo da realidade que a rodeava, a impedindo de se ver como realmente era e que os outros a admirasse...

Sim, disse a si mesmo, vale à pena a verdade, ela sentiria dor, mas alivio por saber que não foi à causa de Renne ter ido embora, valia a pena, mesmo que ele perdesse essa garota que nesse instante se dava conta, amava quase como amava aos seus filhos.

— É maravilhoso se sentir querida Carlisle, obrigada. Verei o Dr. Ptah, se é o que você quer.

E se foi alegre, deixando Carlisle só em seu escritório, com a duvida e a culpa o corroendo.

Se deu conta de algo que não havia pensado antes, ela também o amava, agora, o golpe seria pior, pra ambos.

E se a mudança que tinha observado em Edward fosse graças a ela, ia ser ainda mais grave. Não seria demasiado lembra a Edward a grande proibição que tinha com respeito à Bella, tudo já era muito complicado pra somar mais dois corações quebrados, porque sem duvida ela não toleraria amar ao filho do causador de tanta dor.

Talvez tenha sido um erro levar Bella para sua casa.

~x~

Bella correu novamente pelo corredor ate a cozinha, mas dessa vez com o coração alegre, e de novo uma mão quente a deteve.

Com suavidade a conduziu ao quarto onde guarda os instrumentos de limpeza, que parecia um grande armário que nunca havia visto antes.

Ela sorriu quando, a pesar da escuridão, detectou o aroma de Edward e enquanto ele a abraçava, ela passou com intensidade as mãos pelo seu cabelo, despenteando mais que o normal.

— O que esta fazendo? – ela perguntou sorrindo, tremendo um pouco por tê-lo tão perto, pois Edward a apertava contra a parede e seu próprio corpo.

— Você esta linda – lhe respondeu antes de apoderar-se dos seus lábios.

Ele havia passado todo o dia ansioso para apagar qualquer rastro que seu irmão teria deixando em seus lábios, que considerava só seus, e satisfeito com a resposta de Bella, em nada parecia como quando beijou Emmett, se deixaram levar.

O desejo se fez presente com grande intensidade, e neste momento os pensamentos racionais se perderam e apenas sentiam um ao outro, não apenas na união de suas bocas, se não de seus corpos que estavam em contato, dos toques e pouco a pouco, dos suaves gemidos e a respiração entrecortada que encheram o pequeno lugar.

O beijo de fez cada vez mas profundo e apenas paravam para respirar e continuar, Edward sentia que a desejava com toda a intensidade que estava a ponto de explodir, esse sabor embriagador, o cheiro do seu cabelo, só esperava que Bella o detivesse porque tirar a virgindade do seu amor em um quase armário era muito patético. Mas não consegui parar.

A abstinência estaca cobrando, acostumado a sempre ter seu desejo saciado com rapidez, não tinha passado por um momento de abstinência tão grande, suas caricias eram um pouco contidas, mas espertas. Começou a acariciar o corpo de Bella por cima do vestido, tomou seu quadril, suas costas, percorrendo-a com as mãos. Mas não podia continuar, não poderia destruir aquilo que estava construindo, não queria apenas sexo, o que queria com ela, claro, logo, não aguentaria muito se ela se negava, mas esse não era o melhor momento.

Mas como parar se ela, com caricias nada experientes, mas instintivas, ainda mais ousada que ele, tinha tirado sua camisa de dentro da calca para poder subir suas mãos por sua pele das costas?

Ele estava maravilhado, Emmett não poderia nem ter sonhado com uma resposta dessa, ela o desejava com tanta intensidade como ele mesmo, e não pretendia nem ao menos ocultar.

Bella pela primeira vez sentiu a suavidade das costas de Edward, suas mãos percorriam à nova paisagem que se abria ante seu tato e esquentava a medida que lhe tocava, os suaves músculos dos ombros relaxavam com o seu toque e ela não era consciente que estava brincando com fogo.

Seu próprio desejo se acendia e vivia o dele.

E o pior, Bella não desejava pará-lo.

O que importava se perdia sua virgindade em um simples quarto de limpeza? Sempre e quando fosse Edward que o fizesse, o lugar não importava.

Mas Edward, o mais experiente nesse campo mesmo não tendo amantes virgens, sabia que não era o melhor, ela podia sair insatisfeita e machucada, e eles mereciam o melhor começo.

— Bella, não me deixe continuar por favor, se você não me detr, eu não poderei parar – disse sobre seus lábios antes de apertar forte sua ereção contra a pélvis dela, para que fosse evidente o que estava acontecendo, resistindo com forca a vontade de lhe acariciar os seios, mesmo que fosse por cima do vestido.

O gemido baixo que saiu dos lábios dele, a fez reagir. Ela parou suas caricias, se olharam com intensidade nos olhos, uns olhos que perderam a cor original pela paixão que os atingia.

Não era fácil. Quebraram o beijo e pararam com as caricias, mas mesmo abraçados tentaram acalmar suas respirações. Ele com ternura acariciou o cabelo dela, longo, macio, que chegava quase na cintura, e a beijou na testa antes de se separar um pouco.

— Desculpe, eu...

— Não se desculpe Edward, você não foi o único que se deixou levar.

— Não quero acabar com a nossa relação mesmo antes de começar – era consciente que nem ao menos lhe tinha pedido para que fosse sua namorada, e já a estava devorando e um canto escuro da casa.

Ela sorriu e disse com certa timidez.

— Parece que isso é algo que ambos queremos Edward, desde que te conheci tenho sonhado que você seja o primeiro e o ultimo homem com quem... quem eu fizesse amor.

Fazer amor, essa frase o fez estremecer, sabia que com Bella pela primeira vez faria amor, mas que fazer, o construiria, faria e desfaria por ela, com ela.

Ele com os dedos seguiu o contorno dos seus lábios.

— Mas não será aqui nem agora, será em um lugar lindo, que ambos merecemos para começar a nossa relação.

Ela se assustou um pouco com sua ternura. Depois de sentir a força da paixão ele a desarmava com sua caricia e com sua voz acolhedora.

— Eu sei, desculpe... eu... perdi a noção de tudo, não são todos os dias que a um adolescente lhe cumprem os sonhos que pensava sem de um conto de fadas.

— E eu não quero que você pense que te quero apenas pra sexo Bella – ele girou os olhos na escuridão – não vou mentir, não poderia estar com você sem ter sexo... – sorriu envergonhado – digo, te desejo muito e nunca tive uma relação casta, não acho que poderia ter agora, ainda menos com sua ternura, sua beleza, seu aroma, suas caricias, seus beijos, seu sabor, seu...

Agora ela colocou os dedos sobre os lábios dele.

— Entendo, é verdade que não tenho experiência, mas – Edward colocou a mão nas suas bochechas para no meio da escuridão sentir o rubor que sabia que estava produzindo a Bella o que ia dizer – é evidente, também te desejo.

Um sorriso de satisfação apareceu no rosto de Edward, sentia como se tivesse subido o monte Everest, quando ninguém acreditava nele.

Ambos ouviram ruídos na sala.

— Os convidados devem estar chegando – disse Edward a soltando a arrumando a camisa dentro da calca.

— Certo – ela sentiu frio ao perder o contato e tocou os braços para encontrar novamente calor.

Edward com os dedos arrumou o cabelo que tinha deixado desordenado e a olhou com atenção.

— Te deixei sem batom.

— Alice vai me matar.

— Não importa, seus lábios vão ficar vermelhos pelos meus beijos – sorriu satisfeito.

— Da pra notar que eu fui beijada? – expressou em pânico.

— Seus lábios, suas bochechas vermelhas, seus olhos brilhantes, tudo diz que você foi beijada e que gostou do beijo. Esta manha você não ficou assim quando Emmett te beijou – escapou, foi inevitável.

Os olhos de Bella brilharam pela surpresa.

— Você viu? Estava nos espiando?

— Foi inevitável vê-los, estava no pátio, foi publico... tive que me conter para não pular nele.

— Ainda não somos namorados nem nada, não preciso ser fiel a você – disse com firmeza, irada por ter sido espiada.

— Eu sou fiel desde que te beijei pela primeira vez – disse um tanto ressentido, mas lembrou que na vontade de deixar de lado o que Bella lhe causava, tinha beijado Tanya, em uma tentativa em vão de esquecê-la.

— Emmett precisava disso Edward, se não nunca teria entendido seus sentimentos nem os meus. Não seja idiota agora...

— Não. Não serei – suspirou e colocou a mãos no bolso, para oprimir a vontade de abraçá-la – sei o que aconteceu e os resultados, não me irrita, senti uma pontada de ciúmes um instante, mas ele entendeu o que tinha que entender, é o mais importante, e tanto ele como eu comprovamos que você só reage aos meus beijos, e de que maneira – lhe mostrou seu melhor sorriso.

Ela também sorriu e escapou pela porta depois de dar um pequeno beijo nos lábios dele.

~xx~

Quando a campainha tocou Emmett foi abrir a porta.

Tinha pensado no que aconteceu essa manhã com Bella e sabia que devia compreender, e acima de tudo, comprovar se com Rose ainda tinha algum sentimento que pudesse permitir que continuassem com essa relação, contudo, ela sim o amava, Bella não.

Bella não o amava nem ia amá-lo, repetiu em sua mente para que o seu subconsciente o captasse.

Suspirou e abriu a porta.

Rosalie sorriu inevitavelmente ao ver Emmett ante o forte sentimento que a atava a ele, seus olhos sempre alegres, a deixava ver um estranho traço de tristeza. Nunca o tinha visto tão evidentemente triste e preocupado, e lamentou, ter convidado Royce para ir com ela.

Mas era tarde para lamentar, Royce King se adiantou para apertar a mão de Emmett e este se surpreendeu, e apertou com forca.

Maria observava assombrada o luxo e a grandeza da mansão e se perguntava se os Cullen seriam mais ricos que os Hale; sorriu carinhosamente a Emmett, era uma caminho que podia seguir se falhasse com Jasper, quem tentava fugir dessa relação a todo custo, mas ela não o deixaria tão fácil. Essa tarde tinha coordenado diretamente com Rosalie sua inclusão no jantar, e quando deu a hora de sair estava pronta e grudada no braço de Jasper, quem não teve argumentos para impedir que lhes acompanhasse, mas ela leu em seus olhos que tinha toda a intenção de fazer isso.

Jasper cumprimentou Emmett um pouco apressado, ficava emocionado ao ver Alice, mas sabia que era ofensivo para ela ter ido com Maria grudada em seu braço.

Devia falar com ela, explicar, depois dessa noite deveria ser honesto com Maria e tirá-la de sua vida, para sempre. Por que não teve a coragem para fazer antes? Maria era persuasiva e tinha evitado a todo custo lhe dar a oportunidade de acabar com o relacionamento.

Esme cumprimentou a todos com agrado e um pouco surpreendida pela companhia de Rosalie — pois ainda confiava que votasse com Emmett — , os convidou para tomar um drink antes do jantar. Carlisle se uniu a eles, se apresentaram e conversaram alegremente ate que uma Alice muito confiante se aproximou correndo.

Maria se apertou mais contra o corpo de Jasper que com tensão contemplou os olhos decepcionados da mulher que amava.

Alice conteve a respiração ao ver como Maria se segurava com confiança e possessão de Jasper, com esforço conseguiu dissimular enquanto ele, visivelmente irritado com a forca que Maria o segurava, se solto e se dirigiu para cumprimentá-la com um beijo na bochecha.

— Alice, estou encantado de te ver de novo – tentou que com suas palavras exalassem o interesse que seguia vivo por ela, mas Maria, ansiosa por quebras essa conexão visual entre ele que se tornou poderosa, também se aproximou e beijou a outra bochecha de Alice.

— Estou tão feliz de conhecer sua família, e a casa é grandiosa – disse com evidente inveja, admirando a grandiosidade da decoração.

Alice não se sentia tão hipócrita para poder responder com um sorriso, e muito menos quando ela se apoderou do braço de Jasper e possessiva lhe beijou a bochecha.

Bella chegou e pouco depois, Edward.

— Jantaremos agora, para que tudo esteja fresco e recém feito, vamos para mesa – indicou Esme, um pouco preocupar por Emmett, não sabia que sua relação com Rosalie teria acabado realmente, e ela já vinha a sua casa com outro homem. Alem disso, seu filho parecia afetado por isso, o azul brilhante dos seus olhos agora estavam sombrios.

A ampla mesa de jantar permitiu a acomodação de todos, e os garçons começaram a servir o maravilhoso jantar.

Quando todos tinham um copo com vinho Carlisle começou com um brinde.

— Jasper, Rosalie, é uma honra para nos termos a companhia de seus amigos, vocês sabem como gostávamos dos seus pais e lamentamos a morte prematura, eles foram grandes amigos, sou muito agradecido que estejam esta noite reunidos conosco, com nossa família, com Bella que se vinculou nessa família, bem-vindos! – disse, levantou sua taca, e todos com ele.

Bella tomou um gole do seu vinho e se engasgou, Edward ao seu lado lhe deu suaves golpes em suas costas e mudou sua taca por uma de água.

Jasper foi interrogado por Carlisle sobre sua estadia na Inglaterra, ele tinha estudado la também por vários anos e compararam lugares comuns, amenamente e logo depois Rose e Royce comentaram sobre o estado das empresas Hale.

— É maravilhoso que uma garota tão jovem como você tenha se posto a frente de todos os negócios, Rose, seus pais estariam to orgulhosos de você – disse Esme.

— Obrigada, mas tive ajuda – Rose olhou diretamente nos olhos de Royce, quem lhe respondeu com um sorriso.

— Ah, vocês trabalham juntos... – Esme não pode evitar a curiosidade, talvez não fosse um casal como pensou no principio.

— Mas exatamente, Rose é minha chefe, eu trabalho para ela e somos amigos... a menos que ela queira algo mais – e o olhar que lhe dirigiu disse tudo e mais ainda, e Rose não foi nada tímida para devolver o olhar, que a agradava.

Emmett os olhou como se quisesse cometer um assassinato nessa hora e lugar. Que péssima influencia astrológica tinha pra esse dia? As mulheres mais importantes da sua vida neste momento, lhe diziam que ele não era homem pra elas, ambas, em menos de 24 horas.

O som da campainha da porta quebrou momentaneamente a tensão.

Um dos garçons se aproximou da porta e abriu.

— Quero ver Carlisle Cullen – disse uma voz um pouco alta o que vez que Bella reacionar quando a escutou.

Um Charlie bastante confundido chegou à sala de jantar e encontrou todos reunidos, todos os olhares nele.

— Papai! – exclamou Bella com entusiasmo, se levantando para abraçá-lo – Que amável Esme e Carlisle terem ter convidado, é uma ótima surpresa.

— Na verdade, não estou convidado, vim falar com Carlisle.

Os garotos se levantaram para apertar sua mão e foram realizadas as apresentações necessárias.

Carlisle olhava com preocupação ao seu convidado inesperado, e Charlie não pode se negar a apertar sua mão quando o cumprimentou.

— Charlie, você sempre é e sempre será bem recebido nessa casa – disse Esme, se levantando e dando um abraço leve – depois do jantar você pode falar com meu marido.

Os garçons ante o olhar atendo de Esme colocaram um novo lugar na mesa gigante, mas Charlie não estava disposto a jantar na mesma mesa que seu velho inimigo, ainda menos com a fúria que tinha por ele ter ligado para Renne. Alem do mais ele não era nada sociável, maldito o momento em que pensou que seria bom ir a essa casa e ainda com seu uniforme da policia, ante a elegância de todos, inclusive Bella, se sentia mais que fora de lugar.

Ate o momento compreendeu a distancia que tinha entre ele, como exemplo tinha sua filha que desde que estava vivendo com os Cullen mudou, o rosto, a roupa, o cabelo, sua personalidade, tudo estava diferente desde que foi para lá, nada comparado com sua pequena casa sombria e cheia de moveis velos e com a garota que se escondia atrás de uns óculos e casaco enormes.

Como podiam mudar tanto as coisas com tão pouco tempo? Não podia explicar.

Se sentiu como se fosse o parente pobre que lhe dão um sorriso e um prato de comida por compaixão.

— Lamento interromper o jantar, mas o assunto que eu tenho que tratar com Carlisle é serio, e eu já jantei – disse com uma voz que quis soa firme, mas não conseguiu, alem disso, não era certo.

— Aconteceu alguma coisa ruim, papai? – se preocupou Bella, não eram apenas as palavras, o semblante de ambos os homens era sombrio e parecia que se odiavam, mas ao mesmo tempo, se comunicavam com alguma linguagem não verbal secreto.

— Nada que precise se preocupar, Bells, é um assunto de trabalho.

— Chefe Swan, seus assuntos de trabalho são assuntos com a Policia local, só por isso já é preocupante – disse Emmett suspicaz, sem saber que suas palavras apenas serviam para alterar o já desanimado senhor Swan.

Edward também percebeu a interação dos olhares dos homens mais velhos, suas suspeitas que tinha algo estranho na má relação dos dois só aumentaram, desse tema desconhecido saia a proibição de Charlie de ter algo com sua filha e por isso deveria descobrir, precisava que seu namoro com Bella fosse aberto e legal para poder tomar as decisões que implicariam em sua vida universitária, pudesse esta perto de Bella.

Não poderia pensar em tê-la longe.

A olhou por cima do arranjo de flores do centro da mesa, ela tinha deixado o posto ao seu lado para ficar perto do seu pai e ainda estava tentando convencê-lo para que sentasse ou pelo menos bebesse algo, e como casa vez que a olhava, se perdeu em sua beleza, sua voz, suas palavras. Não permitiria que o afastasse dela, não depois de tê-la conhecido, de tê-la provado. E ainda faltava muito para viverem, juntos.

Bella finalmente convenceu seu pai, ele se sentou timidamente, mas com firmeza, resignado.

Esme estava muito preocupada, a conversa não fluía, Emmett tinha um olhar assassino para Royce e Alice parecia que tinham comido sua língua, Bella não encontrava assunto para falar com seu pai na frente de tanta gente, Jasper olhava o rosto franzido de Alice e os únicos animados conversando, eram Royce e Maria, que tinham ficado casualmente sentados um ao lado do outro.

Carlisle também não dominava a conversa e olhava Charlie com receio e Edward apenas estava atento a Bella, porque tinha descoberto que tinha uma belíssima maneira de levantar uma sobrancelha quando estava preocupada, não pensava perder esse detalhe do seu rosto, dos novos gestos descobertos, as lembranças dos seus beijos e seu corpo colado ao seu, tinha acendido o desejo, não sabia quando mais poderia suportar sem ela.

O olhar atento de Edward não passou despercebido a Carlisle.

Finalmente e para o alivio de todos, terminaram de comer, Jasper aproveitou a distração de Maria, quem com Royce pedia a Esme que lhe mostrasse a casa, para se aproximar de Alice.

— Podemos falar a sós? – perguntou com intensidade.

— Se sua namoradinha te soltar, eu não tenho nenhum problema. Que ir a um lugar privado, onde ninguém perceba que esta comigo? – respondeu verdadeiramente ressentida.

— Alice... me deixe explicar...

— Vamos ao jardim.

Ela o puxou pelo braço e saíram ate as cadeiras que rodeavam o pátio da casa, a lua iluminava seus rostos ansiosos, desejosos, um envergonhado e a outra, indiferente, disposta a terminar de uma vez por todas essa palhaçada.

— Jasper, não precisa se preocupar, eu não te exigi nada, nem te perguntei se tinha a intenção de continuar ou terminar com sua namorada, não tenho direito de te pedir nada, pode continuar com sua vida, tranqüilo e como se não tivesse passado nada – ela tentava ficar calma, mas um vulcão de duvidas se agitava dentro de seu peito em apenas pensar que não voltaria a vê-lo.

— Não posso ficar tranqüilo Alice, sei que não pediu nada nem eu, mas tenho a você em minha mente o tempo inteiro, pode ser que você não queira mais nada de mim, mas eu sim, de você, quero tudo, mais...

Ele tentou abraçá-la com uma ansiedade estranha, essa mulher tinha um magnetismo especial dirigido exclusivamente a ele, podia sentir, tocar; ela desviou do abraço.

— Olhe, entendo, sua namorada esta la dentro, você tem um compromisso com ela, não comigo, entendo, não me deve nada, o momento que passamos foi maravilhoso, mas pense que você me fez um favor, ser virgem antes de entrar na universidade, é um karma, já não tenho esse problema e posso ter relações livremente e desfrutar da vida quando comece a estudar. Vê? Você fez sua boa ação do ano, se acalme, volte para sua namorada que tanto te cuida e esqueça do passado – Alice não soube de onde saiu tanta calma para dizer tudo isso, acima de tudo, sendo mentira.

Sentia que pela primeira vez na vida a intuição lhe tinha falhando, ela olhava esses olhos azuis surpreendidos e afetados por suas palavras, e apenas via esse amor que sempre tinha pressentido no principio entre eles, não via outra coisa, como podia ter estado tão errada? Não entendia, talvez fosse que seus pressentimentos só fossem certos quando se tratavam de outras pessoas, não com ela mesma.

Jasper ficou sem palavras por um instante, não era possível, essa garota que tinha se entregado a ele com tanta intensidade, com toda forca da sua paixão juvenil e que a tinha sentido como a nenhuma outra, não podia estar escapando de suas mãos por sua própria estupidez de não ter terminado com Maria.

— Tem um problema... – lhe disse parando com sua mão, evitando que ela saísse correndo como tinha intenção de fazer.

— Qual? Diga logo, quero voltar pra casa.

— Já te disse, eu sim, quero mais de você, você não me pediu compromisso, nem promessas de nada antes de se entregar pra mim, mas eu estou te pedindo agora, quero uma relação duradoura com você, não me pergunte como sei que você é a mulher que amo e sempre amarei, algo me diz, algo que não entendo, e eu sim estou te pedindo, apenas me de tempo para resolver as coisas com Maria, resolver minha possível volta pra Inglaterra, apenas sei que quero estar com você, sempre.

Alice o olhou atônita, se notava a intensidade nas palavras, não podia ler mentira nelas.

— Jasper, acredito, mas os fatos não dizem isso, se sente tudo isso por mim, como é que ainda esta com Maria? Você é capaz de uma coisa assim, não sentir nada por ela, e mesmo assim, tê-la ao seu lado, compartir sua cama?

— Não fiz sexo com ela desde aquele dia Alice, não poderia...

— Se alguma vez você consiga fazer com que os fatos concordem com o que diz, voltamos a nos falar, você sabe como me encontrar.

Se soltou da mão forte de Jasper e correu ate a casa.

— Droga! – exclamou Jasper ante a maravilhosa lua cheia.

~xx~

— Como você pode ter ligado para Renne? Como pode ser tão estúpido?

— Se acalme Charlie, foi uma ideia que reconheço, não foi à melhor, não imaginei que Renne continuaria sendo tão egoísta e tão caprichosa como sempre.

— Mais que isso, ela quer Bella longe dessa casa, de Esme especialmente.

— Deus, não pode ser, ainda se sente afetada por Esme? É uma loucura.

— Pensa que Esme roubou o lugar que ela abdicou como mãe... disse que te autoriza a dizer a verdade para Bella se não eu a tiro daqui.

Carlisle suspirou exasperado, quando acabariam os efeitos desse momento da sua vida que ele se deixou levar? Pelo visto, nunca.

— É inútil Charlie, já decidi dizer a verdade, depois da formatura me reunirei com Bella e com meus filhos, se quiser estar presente pode estar, será melhor que vá preparado para enfrentar a sua filha.

Charlie ficou pálido por um instante.

— Eu sou o pai de Bella, eu decido o que ela deve saber ou não, e você não deve contar, não quero magoá-la Carlisle, mesmo quando nos separaremos por um longo tempo se ela vai para uma universidade em outra cidade. Eu te proíbo, totalmente e rotundamente.

— Deixe de ser tão egoísta Charlie, ela merece a verdade.

— Você que é o egoísta, não importa a dor dela contanto de aliviar sua consciência. A quero fora da sua casa, agora.

— Claro, a leve, e pense em como explicar essa súbita decisão do seu pai, não posso me opor, você é o pai.

Charlie percebeu que não teria como explicar a ela, mas tinha mais coisas que o preocupavam.

— Outra coisa, por que seu filho olha pra minha filha como se ela fosse algo comestível?

— Não entendo, de onde você tirou isso? – mas internamente admitia que Edward não tinha sido sutil com os olhares que dirigiu a Bella durante todo o jantar.

— Edward, a observou durante o jantar, a olha... estranho.

— Não precisa se preocupar Charlie, eles são amigos, Edward é consciente da proibição.

— Mesmo assim, prefiro que Bella volte pra casa.

Carlisle suspirou resignado, acima de tudo, porque sabia que algo acontecia entre Bella e Edward.

— Voltara, depois da formatura. E você devera ser sincero com ela Charlie, assim como eu serei.

— Vigie seu filho Carlisle, não posso levá-la agora, lamentavelmente eu não saberia dizer o porquê, e sobre dizer a verdade, ainda não disse a ultima palavra.

Charlie se foi nada satisfeito.

~xx~

Bella voltou para o quarto e enquanto tirava a roupa ligou o notebook, talvez tivesse alguma notificação das sua opções universitárias em seu email, mas sabia que só poderia pagar algumas, como um desafio a sua inteligência também tinha mandando para as melhores universidades, contudo, sabia que deveria deixar passar.

O computador era rápido e quando saiu da ducha e vestiu o pijama, já estava pronto.

Abriu o e-mail pessoal e começou a chatice de apagar spam que o enchia, tinha tempo que não o checava. Mas com curiosidade observou um dos remetentes: Mike Newton.

Preocupou-se, desde quando Mike a estava enviando e-mails? Não era estranho na época da sua passageira e estranha amizade, mas agora...

Por um instante pensou em apagá-lo sem checar e marcá-lo como não lixo eletrônico, se era de Mike, depois da ameaça que James tinha dito contra Edward, não poderia esperar algo bom.

Mas se era algo que os ajudava a controlar e persuadir de não inventar coisas para Charlie?

Bella lembrou que essa tarde quase que se torna realidade que Edward tirava sua virgindade, era algo que cedo ou tarde aconteceria tal como iam as coisas, e mais, era algo que desejava que acontecesse, ante que seus destinos talvez se perdessem por destinos diferente, antes que ele se fosse para quem sabe qual Universidade, mas, que seria o único que amaria em toda sua vida, queria ter consigo as lembranças mais intensas para poder sobreviver ao que lhe restava de existência sem ele.

Suspirou com tristeza.

Essa tarde, nenhum dos dois pensava que fosse possível uma separação, mas ela queria ser realista. Estavam em uma época da vida que podia tomar rumos diferentes, e mesmo que Edward a amasse, sua família não o permitiria jogar pela janela seu desejado futuro como medico para que a acompanhasse a uma das medíocres universidades que ela sim poderia pagar.

Alem disso Edward tinha deixado bem claro que o celibato não era o seu estilo, e isso acabava com a esperança de manter uma relação a distância, o que adiantaria se ele não poderia ser fiel?

Espantou as preocupações da sua cabeça, era começar a pensar no fim de algo que nem começou, valia apena se desgastar tanto? Lembrou do email e de maneira inconsciente clicou.

A mensagem era curta e terrivelmente amável, quase enjoativo:

"Minha querida Bella,

Procurando coisas antigas na minha casa encontrei algo que pode ser muito interessante pra você, se por acaso te causa a mesma intriga que a mim, é a foto que anexo. Da uma ideia de algo que não como interpretar, mas prometo que falarei com meu pai para obter mais informações, e o dia da festa de formatura, se me permite dançar com você, poderemos falar sobre isso e eu te conto tudo que tenha investigado. Como pode ver, obviamente, os da foto são sua mãe e o pai de Edward, não explico porque estão nessa pose e situação, mas te prometo que averiguarei para o baile.

Me permitiria uma dança?

Será a única forma que poderemos falar em privado, principalmente se você ira com o Cullen.

Espero que esse e-mail seja uma demonstração do meu interesse verdadeiro em você, quando éramos amigos eu era um pouco imaturo, aceito, sua recusa me fez reacional de uma forma ruim, mas agora amadureci e você poderia me da a oportunidade de me conhecer. Não lamentará.

Confirme se dançará comigo, para averiguar a informação que precisa.

"Um beijo muito especial para você"

Bella quis vomitar, um beijo de Mike? Mesmo que fosse virtual lhe dava náuseas só de pensar. Tentou ler nas entrelinhas, mas não encontrou as boas intenções que Mike queria passar, pois parecia disposto a pressioná-la a dançar com ele, ela pensava sinceramente que nada poderia convencê-la, ate que abriu a foto anexa.

Não era nada que pudesse esperar.


PREVIEW DO CAPÍTULO 23

— É meu pai... mas com quem está? Não é minha mãe.

Edward, exatamente, não é sua mãe... é a minha mãe. Não acha estranho?

Sua mãe? Nunca a conheci, faz muito tempo que não vem a Forks, certo?

Desde que abandonou meu pai e eu, nunca voltou.

Bella! Sua mãe e meu pai foram namorados, sem dúvidas, esse beijo é... digamos que muito íntimo. Será por isso que seu pai e o meu não se dão bem?

Talvez, mas o que me preocupa é que as contas não batem, ao menos que o seu pai seja um corruptor e menores, já devia estar casado quando tomou essa foto, porque Emmett tem quase vinte anos, enquanto a concepção e o parto... ela parece ter mais do que quinze anos.

Bella, o que está insinuando? Que meu pai foi infiel? Ele sempre foi tão correto, tão rigoroso com seus princípios, nem sequer toleraria a relação que temos sob seu próprio teto, não acredito nisso, não combina com seu caráter.


Pobre Carlisle, quer fazer a coisa certa, mas tem muita coisa em jogo nessa verdade. E esse amasso Beward no armário hein? Nossa deu até um calor =P O Emmett ta vendo a merda que fez, mas tadinho, ele confundiu os sentimentos... Charlie é egoísta! Concordo com Carlisle, porque ela se culpa pela mãe ter ido embora, por isso teve tantos problemas para ter amor próprio... E esse final hein, nossa que Mike insuportável!

Comentem please!

Até o próximo capítulo

Bjs

xx