DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capítulo 23

(Tradução: Ingrid Andrade)

Bella olhou para a fotografia que estava aberta diante de seus olhos, tentou enquadrar a luz de fundo da tela e a ampliou para distinguir melhor as pessoas que estavam nela, sem conseguir facilmente.

Seus olhos praticamente saíram das órbitas quando identificou os rostos das pessoas que se beijavam.

Por um momento não pensou, permaneceu no limbo protetor da sua mente, isolando-se da ideia que já havia forçado em seu cérebro e que se negava a aceitar; fechou os olhos com força na esperança de que talvez isso iria impedir de fazer chegar ao seu consciente a ideia arejada que batia no subconsciente; mas era inevitável.

"Carlisle... Renée...".

Eram eles sem dúvidas, fazia muito tempo que não via sua mãe, mas a reconheceu naquela época pelas fotos que Charlie havia negado a se desfazer, era ela, com seus cabelos loiros tão longos quanto ela mesma tinha naquele momento. Reconhecer Carlisle havia sido mais difícil, mas seus anos de maturidade conservam muito da atração de sua juventude, seus cabelos eram os mesmos de agora, seu rosto, um pouco mais liso e sereno, e beijava a mulher com profundidade.

"Merda, merda" — se dizia Bella.

Eles haviam tido algo, esse beijo não era mera formalidade social, era evidente. Começou a dar voltas pelo quarto cada vez mais agitada, não era tristeza que sentia, era desespero, era desejar bloquear sua mente de qualquer coisa que tenha acontecido no passado já que tinha certeza de que iria doer, se assim não fosse, então por que nunca soube de nada disso? Carlisle nunca havia lhe contado que tinha conhecido sua mãe tão de perto, e Charlie, talvez Charlie nem sequer soubesse sobre as relações que Renée pudesse ter tido antes de ser sua namorada.

Queria fechar-se novamente em seu casulo antigo, esse que a isolava e protegia de todo o exterior, dos demais, e especialmente da sua mãe.

Não queria pensar mais nem dar voltar no assunto, o mais provável é que eles tinham sido namorados ou algo do estilo antes do namoro e casamento com seu pai, e não poderia dar mais asas ao assunto, especialmente considerando que o mal intencionado que Mike Newton voltou, nem sequer queria considerar em conceder uma dança na festa de formatura.

— Festa maldita! — exclamou desesperada.

Não queria participar, qualquer desculpa teria sido boa se não tivesse que ir posar com Edward como um casal perfeito para satisfazer James e Mike, era possível que em algum futuro sim de fato um casal perfeito, mas ainda há muito a esclarecer entre eles para conseguir, e com a ameaça tiveram que separar rapidamente era mais eminente; mas isso não a fazia querer se afastar dele, mas o contrário, aproveitar até o último momento para estar ao seu lado.

Lembrou-se plenamente de Edward e seu amor por ele, não sabia exatamente quando havia começado, talvez desde a pré-escola, já muito criança o olhava furtivamente enquanto aprendia a ler ou desenhar, o viu crescer, sempre atenta a ele, ao lado dele, escura e anônima, e agora soube que sua mãe não a havia amado, pelo menos mantêm uma relação com o pai de Edward, o que isso queria dizer? Não poderia ser coincidência, era muito recorrente que se relacionou com o filho do homem que havia sua mãe havia se relacionado de alguma forma, sem dúvida teria algum sentido, não pode ser que o mundo fosse tão pequeno, o que certamente, Forks era.

Por um momento no meio de seu desespero a impedia de dormir, pensou em procurar Carlisle e lhe perguntar de uma vez o que havia acontecido; mas, o que acontece se Esme não sabia de nada, assim como tinha certeza de que Charlie também não sabia?

Ela começou a chafurdar no meio dos cobertores sufocantes, havia apagado as luzes e apenas brilhava o fundo azul do notebook e a luz que caiu levemente pela janela, sentou-se exasperada, era necessário dormir para poder desconectar sua mente desses pensamentos que se tornavam obsessivos.

Levantou-se sem saber o que fazer, acariciou seus cabelos longos naquele gesto que sempre se lembrava de Edward, sendo tão recorrendo em sua personalidade.

— Edward! — expressou em voz alta, esperançosamente.

Levantou-se e não se importou nem sequer em colocar o roupão sobre a camisola simples e curta, abriu de novo o arquivo da foto e a imprimiu, saiu em silêncio e sem nem sequer bater na porta, entrou no quarto de Edward, sem muita clareza do que procurava ali.

Consolo talvez? Alguém querido para acalmar seus temores? Certamente isso.

Porque uma repulsão obscura cercava-se sobre ela, de apenas pensar em Carlisle e Renée juntos, como namorados, amantes ou o que fossem, alguma vez haviam dormido juntos? E Charlie e Esme, Deus, as contas que fazia não se ajustavam, se não haviam sido namorados antes de se casarem, então Renée era praticamente uma menina, calculando a idade de Emmett como filho mais velho e o tempo que tiveram que esperar até que Esme e Carlisle haviam se casado; mas Renée não parecia uma menina na foto.

Entrou na escuridão levemente iluminada, vislumbrou o rosto de Edward adormecido pacificamente e lamentou acordá-lo, ajoelhou-se diante da sua cama, como ele havia feito uma noite, e colocou a cabeça perto da dela, podia sentir sua respiração, seu hálito quente em seu rosto.

Se apromixou um pouco mais para poder sentir o aroma da sua pele e beijou suavemente a bochecha dele, um sorriso se estendeu pelo rosto de Edward e ela também sorriu, antes do efeito da leve carícia de seus lábios sobre sua pele, foi maravilhoso saber o que gerou um sorriso, mesmo que estivesse dormindo.

Sentiu-se absurda e um tanto abusiva, ele dormia e ela se encantava com a beleza desse rosto suave que lhe transmitia tanto com olhos abertos como fechados. De repente sobrecarregada de medo, um medo por causa determinadas e indeterminadas, o medo de saber o que significava essa fotografia, o medo de dançar e ter que ver James e Mike, cujas intenções obscuras eram claras, o medo do futuro que teria quando já não pudesse ver o rosto do seu amado, que iria a quem sabe qual universidade há milhares de quilômetros dela.

Ela tentou controlar seus sentimentos.

Inicialmente queria mostrar a foto a Edward, mas precisava sentir-se tranquila e feliz para que lhe transmitisse o mesmo e ela poderia enfrentar o que devia com a força que lhe inspirava.

Queria compreensão dele e seu abraço para poder respirar; de repente levantou as cobertas da cama larga e se aconchegou ao lado dele, não se importava com o que pensaria, apenas queria estar no refúgio de seus braços e ali, recuperar o sono.

Edward acordou, se assustou um pouco ao vê-la e respirando tão perto, agarrada a seu corpo como se fosse uma tábua de salvação, ela fechou os olhos para ver sua reação, a afastaria? Talvez, temia isso.

— Bella, amor, você está bem? — ela tremia como se um frio intenso fosse enchendo casa uma das células do seu corpo, mas a temperatura da casa estava boa, o aquecimento central funcionava perfeitamente — . Está doente?

Ela se aproximou seu rosto ao dele para aquecer-se com seu hálito.

— Tenho medo — admitiu calmamente.

— Quer falar disso? — ele perguntou enquanto acariciava seu rosto com ternura.

— Não — ela respondeu sem rodeios.

Edward sentou-se um pouco para vê-la melhor.

— Bella, abra os olhos.

Ela o olhou com expectativa, esperando sem saber por que, que ele a tirasse de sua cama e voltasse para o quarto dela, por que pensava isso? Seu medo despertava as defasagens de insegurança de quando ela o amava e não era correspondida. Estremeceu novamente.

O que ele viu dentro dela não exigiu palavras, compreendeu imediatamente, ela precisava de seu carinho, sua ternura, seu amor. Ele deitou sua costa e puxou contra seu corpo, deixando a mão em seu estômago, segurando-a contra ele, enterrou seu rosto no cabelo espesso e solto de cor chocolate e o regou de beijos, inevitavelmente as pernas nuas de ambos se emaranharam e apesar de que Edward sabia que não era a hora adequada para ficar excitado, era inevitável. Além disso, ela tinha colocado apenas uma camisola fina e Edward uma camiseta velha com calções. Era tão fácil, tão simples, subir a mão para acariciar seus seios... tentou respirar devagar para se controlar e puxou o edredom e o sobre-lençol de pluma em seus corpos para aumentar o calor.

— Se acalme linda, descanse, descanse, não há porque ter medo, eu lhe garanto.

Ousou dizer a Edward que não acreditava nisso, ela fechou os olhos com força e se concentrou na suavidade da carícia do corpo do seu amado contra o seu, até que se deixou levar na nova sensação de bem estar que a embargava.

A ligação era enorme, cada vez mais forte, mais. Definitivamente essa menina havia derrubado todas as barreiras, porque era evidente que queria isso para toda sua vida, dormir com ela cada noite, despertar a vendo, poder amá-la e penetrar em seu corpo para preenchê-la de prazer e para poder descarregar o seu, ser um com ela; nunca pensou que uma única mulher o saciaria, nunca pensou que uma única mulher despertaria todos os sentidos e os sentimentos juntos, e estava feliz por ter esse momento com ela, assim, apertada contra seu corpo, perdido no odor de morangos do seu cabelo.

Surpreendeu-se com seus próprios pensamentos, sempre havia parecido ridículo que os jovens quisessem se casar na sua idade, tão cedo, e nunca pensou que iria se sentir preso ao mesmo desejo; ela seria sua esposa, sem dúvidas, certamente dele, muito em breve. Por agora, não sentia que pudesse esperar até a festa de formatura para torná-la sua noiva, por algum motivo estranho, sentiu como se tivessem pouco tempo para estarem juntos, era um medo infundado; mas queria aproveitar esse tempo ao máximo.

Lentamente ela caiu no sono, e Edward apenas poderia fechar os olhos na madrugada, surpreso de sua capacidade de autodomínio; mas acima de tudo, perdeu a felicidade incontável de ter Bella entre seus braços e que isso, também vai silenciar seus próprios medos.

~xXx~

Emmett golpeou com força o saco de pancadas pendurado no teto do seu quarto.

Por um momento pensou que esse saco era mesmo Edward, seu irmão, por quem havia perdido Bella, mas pouco a pouco seu rosto imaginário se tornou como o de Royce King.

O bastardo tinha ido jantar com Rose segurando-a pela mão. Estariam nesse momento na sua casa? Ele a teria deixado nua, feito amor, e ela lhe daria essa paixão que nos últimos anos havia sido somente sua? Talvez, Rose era uma mulher muito passional, havia tido vários amantes antes do seu noivado e agora não era o momento para adotar o celibato como um estilo de vida, se ele não estava disponível, ela aproveitaria de algum outro que estivesse e Royce parecia mais que disposto.

Golpeou com mais força o saco, maldição, sentia-se vazio, pronto para acabar com todas suas forças, finalmente como o rato, havia ficado sem o pão e sem o queijo; nem Bella nem Rose haviam ficado sozinho, como merecia.

Outro golpe surdo acertou o saco.

Sabia que ele não era um homem que simplesmente renunciou algo, Bella já era caso perdido porque seu coração havia se enchido com Edward, mas Rose... Rose havia sido praticamente sua mulher e ele seu homem por três anos, ele tinha pensado em que foi sua esposa, ela era tão forte, tão paciente... mas com certeza já havia cansado de esperar.

Se eles reiniciarem esperava que de todas as formas a relação fosse diferente, que Rose deixaria de lado essa raiva por tudo o que tinha exasperado, a questão era se ele ainda teria uma chance.

Deu um golpe tão seco e forte que teve que esfregar a mão, lembrou-se que nem sequer havia colocado luvas.

Não era lógico esperar para ver se sua chance continuava viva, iria descobrir naquele mesmo instante, ele não era o homem que adiava suas decisões para o outro dia, colocou novamente sua jaqueta e saiu correndo, pegou as chaves que estavam na garagem do Volvo de Edward, que era muito mais silencioso que seu jeep, aproximou-se dele e dirigiu em direção à casa de Rosalie Hale.

Não queria assustá-la ou preveni-la, reconhecia sua dupla intenção, não só para saber se tinha ainda uma oportunidade com ele, sem interrompê-la em seus flertes com seu novo amor; tanto para um como para o outro, devia entrar em silêncio na casa, sabia como fazê-lo, o havia feito inúmeras vezes quando essa casa era sua própria, quando praticamente cada noite faziam amor.

Estacionou o carro um pouco longe e caminhou até a casa, escorregou com suavidade o portão externo e já na porta, sabia exatamente onde guardava a chave reserva, já que Rose habitualmente a perdia.

O pote com o pequeno arbusto continuava no mesmo lugar de sempre, pegou a chave, sacudiu a terra e abriu a porta silenciosamente.

Desde o corredor percebeu alguns suspiros entrecortados, ou alguém estava sofrendo muito ou desfrutava da mesma forma, porque eram entrecortados e profundos; maldição — pensou — Rose havia perdido o estilo, se era ela que estava ali na sala com Royce nesse momento.

Uma linha fina e fria de fúria o atravessou por completo, eles nem sequer tinham a decência de fazer em seu quarto, embora Emmett lembrou como ambos detestavam a decoração nesses casos, e o tapete macio da sala perto da lareira haviam testemunhado alguns de seus encontros mais apaixonados.

Os suspiros eram de um homem e uma mulher, sem dúvidas, eles estavam tentando ser silenciosos, mas sem êxito, as luzes estavam apagadas, o fogo da lareira estava queimando e ele apenas pode perceber as duas siluetas se curvando nucas no tapete, o homem sobre a mulher, ele distinguiu o homem, na verdade, era Royce. Então sem dúvidas, a mulher devia ser Rose.

Sentiu que sua raiva era maior e queria encontrá-los no ato, para a vergonha de ambos; aproximou-se do interruptor e apertou imediatamente.

O que ele viu o deixou atônito.

O homem imediatamente saiu de dentro da mulher, ambos se levantaram e cobriram sua nudez como podiam com a roupa que estava jogada no chão, os olhos de Royce brilharam de fúria e vergonha na hora, e a mulher, alta, morena, de olhos e cabelo escuro, apenas poderia suplicar:

— Por favor, não diga a Jasper.

Emmett não sabia se se sentiu aliviado ou decepcionado.

~xXx~

Edward observava sorrindo o rosto corado de Bella quando acordou entre seus braços.

A pele de suas pernas roçavam e acariciavam ao estar sem roupa e em contato.

— Como você está? — ele perguntou sorrindo levemente, mas ainda preocupado.

— Edward, sinto muito, ontem à noite me sentia tão sozinha, tão mal... — ela girou tentando libertar-se do seu abraço, mas ele não permitiu.

— Foi a melhor noite da mina vida — e a apertou mais contra ele.

Ela se permitiu contemplar o rosto plácido de Edward, havia dormido pouca, mas parecia descansado, como se tivesse feito as pazes com o mundo, com a vida, com tudo.

— Você não se importa?

— Não, irei me incomodar de agora em diante dormir sozinho, quero dizer... sem você. Você imagina acordar cada manhã... e poder te beijar... — ele o fez — e poder te tocar — acariciou suavemente uma bochecha corada — e poder cheirar você? — se entreteve com o movimento, tocando e saboreando o suave cabelo liso e escuro — e será melhor quando puder fazer amor.

Ela corou mais profundamente se era possível, até a curva suave de seus seios pareciam coradas através da camisola.

— É magnífico — ela disse recuperando a compostura — mas não acho que seja uma ideia que fascine nossos respectivos pais, por isso é melhor eu ir para o meu quarto, está amanhecendo e daqui a pouco todos estarão acordados.

Sentou-se e viu como havia chegado essa noite, mais nua do que vestida, definitivamente o medo era uma emoção das mais perturbadoras, nem sequer havia dado conta da forma que havia chegado ali. Agora se sentia mais calma, acreditava firmemente com certeza que essa foto tinha uma explicação muito razoável.

— Ontem à noite vim lhe mostrar algo — Bella se levantou, olhou o chão, sobre o tapete vazio em um canto estava a copia da foto que havia imprimido.

Ela decidiu não dar importância a sua roupa, ou melhor dizendo,a falta dela, alcançou a folha e a entregou para Edward, que se sentou curioso para observar.

Bella o observou fixamente para estar ciente da sua reação, para detectar se sabia algo ou encontraria a explicação tão razoável que esperava, ele franziu o cenho, pensativo.

— É meu pai… mas, com quem ele está? Não é minha mãe...

— Edward, exatamente, não é sua mãe... é a minha mãe. Não parece estranho?

— Sua mãe? Nunca a conheci, faz muito tempo que ela não vem a Forks, certo?

— Desde que abandonou o meu pai e a mim, não voltou.

— Bella! Sua mãe e meu pai foram namorados, é indiscutível, esse beijo parece... digamos que muito intimo. Será por isso que seu pai e o meu não se dão bem?

— Talvez, mas o que me preocupa é que não batem as contas, a menos que seu pai fosse um molestador de menores, já devia estar casado quando essa foto foi tirada, porque Emmett já tem quase vinte anos, enquanto a concepção e o nascimento... ela parece ter mais de quinze anos.

— Bella, o que você sugere? Que meu pai foi infiel? Ele sempre foi tão certo, tão rigoroso com seus princípios, nem mesmo tolera a relação que temos debaixo do seu próprio teto, não acredito, não parece com seu caráter.

— Isso é verdade, como posso duvidar dele? Não nego que não tenho nenhuma confiança com a minha mãe, mas com Carlisle sim. A verdade é que Newton disse que tinha mais informações a respeito, devo dançar uma dança com ele no dia da festa de formatura para saber mais sobre o assunto.

O rosto de Edward mudou de cor, a raiva incontrolável que sentia conta Mike Newton o encheu por completo.

— Esta é outra jogada do Mike! Não me surpreende se for uma montagem Bella, já sabe o que ele sente por você, está como um louco desde que soube que estamos juntos e quando soube, não era verdade. O bastardo não vai garantir uma dança com você! De nenhuma forma você garantirá, Bella, certo?

Ela o olhou com certo desespero, essa menina linda que ele amava com toda sua alma podia ser muito teimosa.

— Isso me preocupa muito Edward, se é uma invenção, é o mais baixo que Mike pode cair e se dissermos a Carlisle, pode até processá-lo, acredito; mas se é verdade Edward, olhe, há coisas que não sabemos do passado, coisas que podem explicar muitas outras...

— Meus pais tendem ter problemas no casamento, até eu me dou conta disso; mas garanto, nunca estiveram envolvidos em infidelidade, meu pai adora minha mãe, a respeita, isso é o que ele nos ensinou, e se Mike está envolvido sem dúvidas James também está, você sabe que deles não pode se esperar nada bom.

Bella suspirou.

Isso, por mais que insistisse pelo contrário, era a explicação razoável que buscava, que ansiava.

— Teremos que ter muito cuidado na festa Bella, não deixarei que Mike ou James se aproximem de você, e será melhor ir com Emmett, apenas em casa de necessidades de reforços.

Bella estremeceu.

— Não contei a Emmett porque aceitei ir ao baile com você...

— Nós vamos contar e iremos juntos, com Mike sobre você e James sobre Alice, talvez até precisemos de guarda-costas pessoais. E não estou exagerando Bella, essa noite não nos separaremos nem um minuto, detesto pensar, mas eles têm intenções obscuras em relações a nós, isso está mais do que claro.

— Não será melhor contar ao seu pai, ou ao meu?

— Bella, amor — ele a envolveu e a cobriu com seus braços — ficaremos bem, garanto, apenas temos que ser cuidadosos, e se já depois do baile as coisas piorarem, recorreremos a eles, sem dúvidas.

— Tudo bem — Bella respondeu não muito convencida, lhe deu um beijo suave nos lábios e saiu correndo com certo silêncio, para seu quarto.

Edward estava preocupado, nessa noite do baile ele deveria estar mais atento do que pensou, talvez devesse encaminhar seu pedido formal de namoro a Bella essa noite, assim teria alguma legitimidade para proteger Bella como desejava, e pelo visto, esse baile não parecia prestar para encontros íntimos e românticos.

Essa noite pintava mais como uma batalha do que uma festa.

~xXx~

— Por favor, não parem por mim — Emmett respondeu Maria, irônico — eu apenas vim visitar a família.

No entanto, Emmett havia tirado o telefone celular do bolso e silenciosamente ligou para Rosalie, de que serviria a cena que acabou de presenciar se Jasper e Rosalie não se davam conta dela? Felizmente tinha o número de Rose pré-marcado como uma opção de discagem rápida afastou-se enquanto os outros se vestiam rapidamente e falou em sussurros para uma Rose preocupada quando ela respondeu.

— Emmett? É muito tarde… algo aconteceu?

— Desça imediatamente na sua sala, traga Jasper…

— O que acontece?

— Agora Rose! — e desligou.

Ele voltou para sala, onde um Royce furioso gritou.

— Maldito bastardo!

Emmett apenas desenhou um leve sorriso em seu rosto enquanto ouvia os passos na escada.

Rose e Jasper foram surpreendidos, primeiro por ver Emmett ali nessas horas, e segundo, ao ver Royce e Maria na sala tão alterados, embora já estivessem vestidos.

— Jasper, eu posso explicar… — Maria começou a dizer nervosamente.

— Rose, vim aqui porque queria falar com você, e encontrei estes dois se curvando na sala. Sinta o cheiro, cheira a sexo.

Ela não estava tão preocupada com Royce, que havia flertado descaradamente esta noite pressionando-a para levá-la para cama, mas ela havia felizmente seguido seus instintos e calmamente havia recusado; estava preocupada com seu irmão, que tinha um rosto preocupado, pensativo, e olhava Maria pensando o quão errado ele havia estado com ela.

— Royce, vá. Amanhã vamos conversar no escritório.

— Rose sinto muito — pelo visto já havia detectado a inutilidade de negar tudo — você me deixou ansioso e Maria estava disposta, mais que disposta, me seduziu e não me deixou outra alternativa...

— Imbecil, cala a boca — Maria estalou — se havia alguém se aproveitando foi você sem dúvidas. Jasper com os problemas que temos tido, agora que nem sequer dorme comigo, eu estava vulnerável e...

Royce já estava pronto e lançou um olhar assassino para Maria, lamentou que suas chances com Rose houvessem terminado dessa forma, agora devia sentir-se satisfeito se pelo menos não perder o emprego.

Ele saiu rapidamente da casa.

— Maria — Jasper a interrompeu calmamente, mesmo com a nova tranquilidade que lhe transmitia ao sabe que ele mesmo havia dado o melhor pretexto para terminar com a relação — entendo que isso pode passar...

— Sério? — Emmett e Rose disseram em espanto, em uníssono.

— Jasper, que bom que você entende, eu te amo — Maria se lançou sobre ele tentando colocar seus braços em torno do seu pescoço.

Ele recusou seus braços e seu toque, com irritação.

— Maria, eu entendo, isso passa, especialmente quando uma relação está morta e não há amor nela; foi um erro vir comigo para o meu país, amanhã mesmo sua volta para Inglaterra estará pronta, ou a qualquer outro lugar que queira ir.

— Não pode estar falando sério…

— Claro que sim Maria, obrigado por tudo o que compartilhamos, mas isso — ele apontou a bagunça na sala que ainda havia ficado visível — é uma prova tangível de que nossa relação terminou, não te culpo, estive distante nos últimos dias, porque também sinto como se tudo tivesse apagado entre nós, na verdade, sei que tem me traído, mas nunca amou...

— É por essa menina, certo? — Mario o interrompeu com fúria — você Emmett, deveria estar atrás da sua própria irmã, ocupando-se dos assuntos dela, suas aventuras e flertes com Jasper, do que com a gente, intrometido maldito.

Emmett dirigiu um olhar surpreso para Jasper, Alice? A doce e virginal Alice chafurdando com um menino que apenas conhecia e além disso, com namorada? Não, sem dúvidas colocaria as mãos no fogo pela sua irmã, era tudo uma calúnia vil. Puramente vermelho e disposto a responder.

— Você está louca? Como se atreve a insultar minha irmã dessa forma?

Rose interveio antes das coisas se tornarem maiores:

— Maria, você deveria sair dessa casa e dessa relação com meu irmão com dignidade, vá para o seu quarto, faremos a arrumação e assumiremos os gastos da viagem.

O rosto de Maria estava manchado de lágrimas de fúria, não acreditava nem Rose e nem em Emmett, e Jasper a olhava com os olhos de desprezo e decepção.

— Jasper, eu irei, mas quando você voltar para Inglaterra iremos conversar e arrumaremos tudo — disse tentando controlar a fúria, com ansiedade e olhando para aqueles olhos azuis, que eram turvos.

— Não voltarei para Inglaterra — ele respondeu com voz firme, o resultado de que essa decisão havia sido tomada por Alice, e sentia-se totalmente decidido a corrigir tudo com ela.

Rose o olhou assustada, com ilusão nos seus olhos.

— Jasper, sua bolsa… — Maria estava perplexa — é uma conquista tão importante, não pode deixar tudo por essa menina, não vale a pena...

— Como você coloca Alice em tudo isso? Está louca? — Emmett não se conteu.

— Explique-se, Jasper, ou você vai ser tão hipócrita para simular que a única infiel aqui tem sido eu, essa menininha tem perseguido Jasper desde que o conheceu, o tem investigado, até passaram uma tarde juntos fazendo quem sabe que coisas...

Emmett olhou Jasper em expectativa pela sua resposta, mas certo de que sua irmã não tinha nada a ver com esse assunto.

— Alice não tem me investigado, é uma menina admirável, e eu... — hesitou antes do olhar profundo e surpreso da sua irmã e seu antigo namorado — eu gosto dela, muito — ele não foi capaz de dizer até que ponto ele gostava, a ponto de acreditar, ou saber, que a amava.

Emmett já não podia de raiva, era verdade então; mas, até que ponto? Alice não era nenhuma tonta, sem dúvidas não havia se deixado seduzir por um cara que mal conhecia, como Maria estava vilmente insinuando. Sentiu seu ciúmes de irmão muito turbulento, nunca havia visto Alice interessada em algum menino. Se Jasper havia posto apenas um dedo em cima...

— Emmett — Rose lhe disse pegando-o pela mão ao vê-lo enrijecer — se acalme.

Na verdade, esse toque o acalmou, olhou os olhos de Rose e lembrou-se como durante anos ele dormia com a irmã de Jasper, a mesma menina que os olhava ansiosa nesse momento, e ele muito tonto nem mesmo havia o atingido com um simples golpe, embora tentasse, por tê-la deixado.

Se ele fazia o mesmo com Alice, seu instinto seria matá-lo, sem dúvidas.

Nesse breve momento compreendeu o que Jasper pode ter sentido ao ver sua irmã abandonada, depois de uma relação longa e promissora, e com culpa apertou a mão de Rose e não a soltou.

E Rose sentiu seu coração bater com alegria, Alice e Jasper! Era seu sonho dourado, seu irmão de sangue com sua irmã de alma.

— Maria, isso apenas prova que o nosso relacionamento estava mais do que acabado, tenho propostas de bolsas aqui nos Estados Unidos também, não posso deixar Rose tão sozinha de novo, devo estar por perto, é meu dever — Jasper completou, irredutível.

— Isso me alegra tanto, irmãozinho — Rose lhe disse — eu não sabia como pedir, mas precisava tanto de você — o abraçou com a mão que Emmett havia deixado livre — Maria, não tem porque insistir, arrume suas malas e vá dormir. E Emmett, como é que entrou na casa nesta hora?

— Eu sei onde a chave está Rose, precisava te ver.

Um sorriso de ilusão enfeitou o rosto de Rosalie Hale, que olhou sua mão unida a de Emmett com expectativa.

Maria correu e se perdeu no piso superior sem preocupar-se em esconder suas lágrimas de raiva, Jasper a olhou com tristeza, finalmente, depois de tanta intimidade e confiança, não foi nada.

— Nós também temos que conversar, pelo visto — Emmett disse a Jasper, uma coisa que ele compreendia, mas outra era que o deixou passar.

— Amanhã passarei na sua casa — Jasper respondeu dando um beijo na bochecha da sua irmã e retirando-se.

Com um pouco de sorte — pensou — também veria Alice lá.

~xXx~

Edward estava muito pensativo depois do que acontece una noite anterior e nessa madrugada.

Apenas o próprio pai poderia tirar suas dúvidas, mas seria dar importância a um tipo tão mentiroso como Mike e não estava disposto a isso.

Sem dúvidas Emmett seria um bom aliado contra esses meninos no baile, era estranho como todo o carinho que sempre havia sentido por Emmett havia se despertado desde que reconheceu que não tinha que fazer nada a respeito de Bella, e se ele tinha um amigo e aliado, era ele.

Emmett tinha os olhos sonolentos e deu um olhar preocupado para Alice, mas Edward não percebeu, porque dois planos foram forjados em sua mente enquanto comia o café da manhã e olhava para Bella de soslaio, enquanto ela o ajudou a servir o leite de seu cereal.

Gostaria de pedir que fossem namorados em breve, rápido. Poderia ser em um jantar? Não, seria muito evidente diante de seus pais, o melhor seria fazer uma viagem curta, talvez na casa de praia, mas para se camuflarem precisariam de mais convidados, talvez Emmett mesmo, incluindo Jasper com Maria, e Rosalie; isso também lhe daria a oportunidade talvez reviver a relação entre seu irmão e Rose, ah e claro, Alice.

A casa de Praia de La Push, nessa época do ano o ar estava frio, mas a vista era espetacular, e o calor da lareira era maravilhosamente romântico, seus pais aprovariam sem dúvidas, mereciam um prêmio depois de terem terminado tão bem os estudos e a viagem de férias havia sido cancelada antes da chegada de Bella, que não poderia ser deixada sozinha, tinham um final de semana perfeito antes da formatura, tudo se ajustava perfeitamente.

Se todos fossem, seus pais iriam confiar, Charlie não teria porque saber e ele, com alguma habilidade, poderia ficar sozinho com Bella, talvez tivesse a chance de colocá-la em seu quarto e sem tanto público como em casa, talvez...

Uma onde de calor percorreu o corpo de Edward diante da sua fantasia, Bella sentou-se para o café da manhã e ele a olhava loucamente e averiguava como seduzi-la, sentiu-se por um momento como o homem que era antes, que se concentrava apenas em seu próprio prazer, mas o pensamento se afastou de sua mente imediatamente.

Ele a amava, como consequência natural, a desejava e ela a ele, estava mais do que claro.

Bella sorriu enquanto Carlisle comentou uma anedota de seu trabalho, e Edward apenas podia pensar em seduzi-la, não escutava seu pai, ele olhava para ele e se perdia em seus olhos, na intensidade com que ela devolveu o olhar, no olhar preocupada que ela dirigia a Carlisle, sem dúvidas pensando naquela foto absurda; ela merecia esquecer suas preocupações, ele iria fazê-la esquecer, sem dúvidas.

Já sabia como.


E o 'segredo' do relacionamento do Carlisle com Renee está cada vez mais perto de ser revelado... nem imagino como os filhos irão ficar...

Olha quem apareceu, eu! Então a Gui vai me ajudar no que resta dessa fic, tem mais 9 capítulos pela frente! O próximo já está pronto, então posto na semana que vem :D

Nem sei se alguém ainda ta lendo, se manifestem nas reviews para que eu saiba lol

Beijos

xx