DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capítulo 24

Emmett respirava agitado enquanto saia da ducha se enrolando em uma toalha. As sensações de prazer estavam vividas em sua memoria, da noite passada, especialmente quando olhava a mulher que ainda sonolenta e nua o esperava envolta nos lençóis.

A última coisa que pensava na noite passada era que iria acabar na cama de Rose.

Maria tinha se perdido em seu quarto e Jasper em outro, Rose estava cansada e ele, se nenhuma segunda intenção, a guiou até seu quarto. Rose o puxou pelo suéter e inevitavelmente chocou seus lábios contra os dele; era estranho, agora podia beijá-la sem aquela sensação de incomodo como quando ainda tinha esperanças com Bella, se acendeu de imediato e caíram na cama.

Não sabia como Jasper iria reagir, mas era previsível que não gostaria. Mesmo que ele não estivesse jogando, não podia afirmar que estava totalmente certo, estava focando toda sua forca de vontade, inclusive a forca do seu animo alegre e seu bom humor constante, para deixar Bella de lado, mas para isso à forca de vontade não era tudo, o coração se inclinava para onde ele não tinha programado, podia dar prazer a Rose com um pouco mais de liberdade, mas não inteiramente, ainda.

Não podia voltar a sua relação como antigamente.

Emmett a olhava e de verdade desejava que sua alma voltasse a ser dela, seria possível voltar a amar só em afirmar obstinadamente com esse proposito? Esperava que assim fosse.

Vestiu-se e desceu para cozinha para um café, ligou a cafeteira com a confiança que lhe deram os anos em que cumpriu esse ritual depois de passar a noite com Rose, quando Jasper desceu o olhou com os olhos carregados de reprovação e preocupação.

Trocaram um "bom dia" frio. Emmett lhe serviu café, que Jasper aceitou sem objeção, mas o olhando com frieza.

— Espero que esteja jogando limpo com minha irmã — lhe disse antes de tomar primeiro gole.

— E eu espero que esteja jogando limpo com a minha — respondeu Emmett da mesma forma, querendo detalhes a respeito, Alice era muito inocente para sair ferida por um garoto instável, que tinha namorada e mesmo assim lhe rondava.

Jasper percebeu o golpe das palavras de Emmett.

— Gosto realmente de Alice, Emmett, se posso ser sincero, eu fico por ela, quero conhecê-la, desejo que ela chegue a me amar, de maneira alguma isso é um jogo pra mim.

— Mas até ontem à noite você estava em uma relação formal, se não fosse pela minha intromissão da meia noite, você nunca teria percebido a puta que era sua namorada.

— De qualquer maneira eu ia terminar...

— Sim, quando? Depois de seduzir Alice? Ou por acaso tinha Maria de reserva caso não conseguisse?

Jasper estremeceu, Emmett nem desconfiava que já tinha seduzido a sua irmã, o assunto era ultrassecreto, algo que apenas Alice tinha o direito de falar se desejasse e se sentisse confortável com isso, não ele.

Quem podia acreditar que no primeiro encontro tinha deflorado a sua irmã mais nova? Por mais mudada que a sociedade estivesse, as garotas virgens continuavam sendo mais reservadas, não era comum que se entregassem no primeiro encontro, de fato, se perguntava todos os dias como podia ter sido tão sortudo, e o desejo de vê-la, de acariciar e beijá-la de novo, aumentava em proporções épicas.

— Quando conheci Alice percebi que nunca tive Maria em meu coração, como viu ontem, já não dormia com ela, só faltava que voltasse para Inglaterra, e me assegurei que saísse esta manhã, muito cedo.

— Já a despachou?

— Já, não voltaremos a nos ver — e Jasper continuou, com maior intensidade — Emmett, de verdade Alice me interessa, mas do que qualquer mulher. Não vou machucá-la, te prometo. Você tem o mesmo cuidado que eu tenho com Alice, com Rose?

— Terei, prometo. Não nego que ainda tenho que resolver muitas coisas em meu interior, mas estou certo que Rose é a mulher da minha vida.

Por um instante se olharam mutuamente, ambos estavam confiando uma parte de sua vida, suas próprias e queridas irmãs, era um voto de confiança tão forte que inevitavelmente sentiram que entre eles, apenas podia existir amizade.

Apertaram as mãos com forca.

Emmett se despediu carinhosamente de Rose, quem não podia evitar um sorriso tonto em seu rosto, quis esconder, se mostrar tão forte como sempre foi, mas a esperança depois da noite especial que tinha passado com ele lhe tinha feito sentir como se tivesse a ponto de recuperá-lo, além disso, Emmett não tinha saído correndo de madrugada, começava a se comportar como o namorado dedicado que sempre tinha sido.

Jasper o acompanhou disposto a ajeitar tudo com Alice, Emmett viu divertido como seu novo amigo tinha o rosto idiotamente emocionado, mas com medo.

— Nossa de verdade minha irmã move seu chão — e gargalhou enquanto ligava o carro.

— Não imagina o quanto.

— Imagino que o mérito de ter espantado Maria foi todo meu — disse Emmett irônico.

— O mérito não é todo seu amigo, apenas adiantou o inevitável, além do mais, sua alegria por ter espantado Royce deveria te fazer mais caridoso, humm... convém a mim que Alice não fique sabendo da sua intervenção, na última vez que falei com ela, estava irritada e eu devia ter feito algo antes... fui um tonto, por minha indecisão coloquei em jogo a minha possível relação com sua irmã.

— Realmente tenho que reconhecer que você se comportou como um idiota.

— Nossa você não é nada sutil.

— Não posso ser diplomático Jasper, mesmo que por Alice, porque a amo e desejo sua felicidade, e além do mais, não se porque, tenho o pressentimento de que essa felicidade dela esta ligada a você, digamos que o mérito é de Maria e Royce. Eles foram muito mais idiotas que você.

— Esse é um grande consolo pra mim, obrigada.

As curvas da estrada exigiram toda a atenção de Emmett, quem em poucos minutos chegou ao seu destino.

~xXx~

Alice não tinha passado a noite muito bem.

Desde a conversa com Jasper depois daquele jantar, tinha ficado com a confusa sensação de que as peças do destino não se encaixavam, mesmo que reconhecesse que esse lhe pregava peças de vez em quando, essa convicção de que Jasper era o amor da sua vida estava um pouco louca, além da dor de não tê-lo para ela, que ele era de outra, tinha o fato de ter se equivocado radicalmente.

Como poderia confiar em seus instintos de agora em diante? Também poderia esta errada com respeito a Edward e Bella, e Emmett e Rosalie?

Custava acreditar que Jasper tinha sido covarde para acabar sua relação com Maria, só podia pensar que isso aconteceu porque ele sentia algo especial por Maria, porque se a mantinha a seu lado só poderia ser por isso, mas isso não era coerente com a leitura de alma que ela tinha feito dele, tinha parecido tão transparente em seus sentimentos, parecia que gostava de demonstra-lo e não guarda-lo para si, Deus, como podia ter errado tanto?

Arrumou-se com lentidão depois te uma chuveirada, nunca tinha se sentido com menos animo de enfrentar a vida.

Uma leve batida na porta a alertou.

Emmett abriu a porta e lhe deu um sorriso brincalhão.

— Bom dia princesa.

— Oi irmão! — exclamou Alice o abraçando forte, ele a soltou e olhou diretamente em seus olhos.

— E essa tristeza?

— Qual? — perguntou Alice escondendo seu rosto desse olhar tão questionador.

— Você não me engana irmãzinha, seus olhos me indicam mal de amor — sabia que estava aproveitando da informação privilegiada que tinha sobre ela e Jasper, mas como era doce a vingança, quando ele sempre suportou que sua irmã sempre soubesse tudo dele mesmo sem ele ter contado. Melhor, essa vingança era muito divertida.

— Não minta pra mim, Alice, te conheço, e esse olhar, esse olhos, só reflete um coração apaixonado, e lamentavelmente não correspondido.

— Desde quando você é tão intuitivo, Emmett? Lembre-se que aqui em casa quem dá previsões e sabe de assuntos do coração sou eu, não vou deixar que você me tirasse esse posto — brincou, mas mais parecia uma garota com pirraça.

— Bem irmãzinha, não me atreveria a te tirar esse posto, me imagina sabendo do futuro? Essa é uma carga que não estou disposto a suportar, apenas você com essa força interior que tem, é capaz de aguentar.

Ela sorriu.

— Me procurava para algo em especial?

— Sim, de fato, esperava confortar seu maltratado coração, proporcionando sua união com o objeto do seu martírio — Emmett sorriu com seu discurso brega, pensava que com toda certeza ter seu próprio coração tão confundido ultimamente tinha sido como tomar um cogumelo alucinógeno de alto poder destrutivo para seus neurônios.

— Que romântico você é... — o olhou estranhada — Está com indigestão? O papel de cupido não te cai bem, irmãozinho, com seu físico te vejo mais como Hercules ou Poseidon

— Desapareceram minhas asas? Se até tenho as covinhas como um bebê brincalhão.

— Reconheço que sua idade mental pode ser a de um bebê, mas, covinhas? Só convenceria a Rose com isso.

— Desculpe, mas é que um galã impaciente te espera na sala, é o primeiro admirador decente que vejo, deveria aproveitar.

— Galã impaciente? E você aprova? Deve ser horrível nesse caso, não estou esperando ninguém.

— Então te recomendo que desça logo, a não ser que você queira que Jasper de tão impaciente peça sua mão para nosso pai, os deixei conversando.

Os olhos de Alice se iluminaram por um instante, mas logo se apagaram com prevenção. O que Jasper queria? Saiu correndo com pressa.

~xXx~

Carlisle não gostou nem um pouco da ideia da pequena viagem para a cabana que ficava junto ao mar, acima de tudo, depois de ter percebido como Edward olhava para Bella.

Bastava observá-lo por uns dias para comprovar que tinha acontecido algo com Edward que nunca tinha visto antes, e que isso o tinha mudado, Bella tinha entrado em seu coração, coisa que não apenas tinha parecido improvável, mas também impossível, quando soube do que ela sentia por ele, mas agora... sem duvida as coisas mudaram muito de um instante ao outro.

Por muito tempo pensou que seu filho tinha o coração morto, mas a estrela dessa garota maravilhosa o estava fazendo bater, finalmente, e pelo que conhecia desses casos, com homens tão duros emocionalmente como tinha sido Edward em toda sua adolescência, isso podia passar uma vez talvez, com sorte, duas vezes na vida.

Mesmo que fosse um lindo milagre não diminuía o fato de que Edward estivesse indo contra suas instruções e advertências, por isso, aceitar a pequena viagem para dar-lhes a oportunidade de algo quando Charlie seria capaz de matar e comer ele morto se soubesse do que se passava entre eles, era testar muito a sorte.

Mas tinha uma grave dificuldade, Esme estava feliz com a ideia, e tinha começado a preparar as coisas e comida aos montes, quem poderia contrariá-la? Ninguém, sem duvida.

O único que podia fazer era ficar vigiando, ser tão eficiente como o Chefe Swan com seu próprio cargo e vigiar cada passo do seu filho, Bella era intocável, não podia permitir que a situação com ela ficasse mais seria quando nem ao menos lhe havia contado a verdade sobre a relação com sua mãe.

Apesar das mudanças evidentes em Edward, não podia expor Bella para que ele fizesse o mesmo que tinha feito com sua mãe. Era consciente de que Edward era para ela uma possibilidade enorme de aumentar a dor que estaria por expor a ela, quando ficasse sabendo de tudo.

Mesmo que fosse cedo observou Jasper na sala e se aproximou para cumprimentá-lo, o filho dos seus velhos amigos lhe trazia lembranças do passado, de quando ele com Esme e os Hale desfrutavam de uma juventude um pouco louca.

O cumprimentou curioso pela sua presença em sua casa tão cedo.

— Oi Jasper — apertou a mão com forca.

— Bom dia Carlisle, é... queria cumprimentar, e fazer uma pergunta a Alice — era difícil justificar sua presença.

— Alice? Bem. Amanhã iremos para a cabana em La Push para passar o fim de semana, faremos excursões e descansaremos, seria ótimo de você, Rose e Maria pudessem ir.

— Claro ótima ideia, direi para Rose quem sem duvida aceitara, Maria... ela foi para Inglaterra, na verdade, nossa relação não funcionou.

Alice escutou essa frase da escada e sorriu finalmente Jasper tinha feito o que lhe tinha prometido.

— Sinto muito, é uma garota muito simpática, nos vemos amanhã cedo, teremos tudo pronto não precisa levar nada de especial.

— Obrigado, estaremos aqui — lhe entusiasmou saber que estaria próximo de Alice por dois dias completos, e ele sorriu para Alice enquanto Carlisle se afastava e ela se aproximava sorridente.

~xXx~

Bella ficou surpreendida diante a beleza da cabana tipo chalé, era grande e cheia de vidros no lugar de paredes, com poucos muros, sacadas e terraços de madeira fina.

O mar exuberante e agitado se estendia a poucos metros, e ela fechou os olhos para aspirar o aroma salgado e tirou os sapatos para sentir a areia, enquanto os garotos guardavam as malas.

Bella sentia que esse fim de semana era muito importante, de longe escutava as vozes de Edward, Emmett e Jasper organizando coisas e rindo.

Edward ocupou sua mente, quis se concentrar no eco da sua voz e lembrar do roce das suas mãos, de seus lábios. Respirou profundo olhando para o já escuro horizonte e desejou com todo o coração ter um futuro com ele, e que aquele fosse muito mais luminoso que aquele que presenciava.

O frio do finalzinho de tarde tocava os ossos e com isso decidiu entrar. Edward aproveitou que Esme e Carlisle tinham ido para seu quarto, para abraçá-la e mostrar o interior acolhedor da cabana, que tinha grandes chaminés e certamente com um grande sistema de aquecimento central, porque o clima era completamente diferente.

Alice a puxou pela mão para leva-la para o quarto que dividiam.

— É tudo tão lindo — disse Bella quando entraram no lindo quarto, que tinha sua própria lareira, duas camas de casal e uma ampla porta de vidro que sem divisa saía para um pequeno terraço.

— Sim, é genial, e Bella, estou tão feliz, Jasper veio por mim, exclusivamente.

— Eu sei o olho nos olhos e apenas vejo quando te admira...

— Disse que me cortejasse, ate que eu possa aceita-lo de novo.

— Mas se você já o aceitou completamente Alice...

— Certo, mas deve fazer um pouco de esforço, tudo foi tão fácil comigo e depois nada de terminar sua relação com Maria...

— E como estão divididos os quartos? — Bella perguntou, curiosa.

— Vejo segundas intenções em sua pergunta, amiga — Alice lhe sorriu divertida diante o rubor de Bella — meus pais tem seu próprio quarto, é o principal da casa. Rose e Emmett podem compartilhar um quarto, apesar do tempo que passaram separados, tem mais de três anos juntos e isso é suficiente para que meus pais os aceitem como um casal oficial, Jasper e Edward dividem um quarto do outro lado do corredor, e nós esse. Quer que façamos mudanças, ou algo diferente?

— Te incomodaria dormir com Jasper?

Essa era a garota tímida, de óculos grossos que se estremecia apenas em ouvir o nome do seu irmão, que preferia se humilhar lhe dando aulas para vê-lo e agora, ousadamente, procurava uma maneira para passar a noite com ele? Alice sorriu satisfeita, os progressos de Bella eram notáveis.

— Humm, não sei, ainda não somos namorados — Bella sorriu divertida — bem, reconheço que já dormimos juntos uma vez, mas Bella, isso não significa que vou deixar tão fácil uma segunda vez. Mas, dormir em seus braços ainda sem sexo, seria tão delicioso... — um suspiro interrompeu a frase — mas meus pais não vão permitir, não sabem que tem algo entre nos dois, e menos, deixará que você e Edward compartam um quarto, o Chefe Swan aniquilaria meu pai com um tiro.

— Eu sei, bem, apenas sonhava...

E de fato sonhou, porque a noite foi tranquila, e Bella se sentiu envolvida na forte brisa que vinha da costa.

~xXx~

O amanhecer se surpreendeu ao ver Edward acordado. Pegou uma manta grossa e saiu sigiloso para o terraço do quarto, de onde estava não podia ver o sol surgir, mas foi testemunha da suave luminosidade que se estendia sobre o mar agitado.

Não tinha podido dormir bem, ter Bella tão perto e tão inalcançável, desejando tê-la em seus braços, era uma prova de fogo para seu coração saltitante e para seu agitado e ultimamente, sua libido pouco saciada.

O frio que sentia no rosto era refrescante, tinha que levar Bella a algum lugar escondido durante o dia, pelo menos para conversar, e deixar claros os pontos que tanto desejava com ela, sabia que esse era o dia chave, e se conseguia convencer Jasper e Alice, também seria a noite.

Tinha amanhecido o dia quando desceu, Esme e Carlisle já tinham o café da manhã quase pronto, beijou sua mãe na bochecha e seus olhos se iluminaram quando viu Bella descer a escada, seu jeans ajustado lhe marcava o quadril, a jaqueta era de corte moderno e seu cabelo caia pelas suas costas tal como gostava, se conteve para não correr ao seu encontro e abraçá-la.

Esme o olhou divertida enquanto beijava Bella na bochecha, por acaso sua mãe podia ler seu interior? Era a impressão que Edward tinha, quem recebeu o premio desejado de um suave e aceitável beijo social depois dela cumprimentar carinhosamente Carlisle.

Edward contemplou impressionado com a importante ligação que tinha se formado entre Bella e seu pai, tinha confiança, amor e muito respeito, o respeito que esse homem inspirava em todos, mas acentuado pelo agradecimento ao ter estendido a mão para que sua vida mudasse. Ela já tinha seu pai, mas Carlisle era sem duvida paternal com ela, e protetor, tanto como com Alice.

Comeram todos juntos e planejaram as excursões para o dia, encheram as cestas com o almoço para fazer um picnic em um pequeno vale que se estendia antes dos montes, o caminho foi bom e agradável para todos, a natureza era exuberante, a vida povoava em todos os lados e Edward estava encantado com seu papel de cavalheiro andante que impedia que sua dama caísse cada vez que tropeçava, coisa que acontecia muito.

Foi fácil isolar-se em caminhadas privadas um pouco depois do almoço e com a intimidade que lhes proporcionava as árvores milenares, se sentaram em uma pedra plana com a vista magnífica do ponto mais alto do monte, e Edward disse a Bella sua vontade principal:

— Bella, linda, quer ser minha namorada? — ele enfrentou valentemente seus surpreendidos olhos, que infelizmente para ele que de chocolate liquido se endureceram.

Ela pensou no pedido, mas não podia dar uma resposta positiva, era impossível pelas circunstâncias.

— Namorados? Edward a ideia é magnifica, não duvido, é o que sempre desejei, mas sejamos realistas, por quanto tempo? Apenas durante as férias antes de ir para a Universidade? Dois meses? E depois...?

— Amor, pela primeira vez na minha vida estou disposto a assumir uma relação longa, namorados sim, e pode soar clichê, mas é porque te vejo como a minha companheira para a vida inteira, minha esposa, a mãe dos meus filhos, nunca tinha sentido isso que sinto por você, duvido que possa sentir por outra mulher.

Bella segurou a respiração com essa declaração tão firme e profunda, os olhos de Edward estavam flamejantes e não tinha um sinal de mentira neles. Mas mesmo que fosse verdade e seu amor fosse verdadeiro, não era o suficiente se seus caminhos os separavam.

— Olhemos as coisas com perspectiva realista, insisto, você irá para a Universidade, já decidiu qual?

— Meus pais e irmãos tem tudo pronto para irmos para Dartmouth, Carlisle comprou um apartamento em Hanover, perto do campus e viveremos juntos, mas ainda posso tomar outra decisão Bella... para mim isso não é definitivo. Você pensa em ir para qual universidade?

— Por agora não irei para nenhuma, mandei cartas para várias, para reservar uma vaga e devo trabalhar um semestre inteiro para poder economizar o dinheiro que preciso para pagar e depois continuar a trabalhar para me manter nela, mas nem de perto conseguiria pagar algo como Dartmouth, estaremos separados, aceite, e você mesmo me disse, você não é um garoto que possa viver na castidade, sempre liberou seus instintos sexuais e não acredito que possa ser fiel em uma relação a distância, nos machucaremos menos se assumimos desde agora, quero ficar com você ao meu lado o máximo que possa Edward, mas sem rótulos ou compromissos que façam a separação mais difícil, não poderia suportar.

— Posso ser fiel Bella, te garanto, farei o que for para estar perto de você, posso adiar meu sonho de ser médico, até estou disposto a ir com você para a universidade comunitária, se é o que você quer.

— Está louco, pensa que eu poderia viver com isso? Você será médico, não duvide, é seu sonho desde muito tempo, não serei a impedir, como pensa que me sentirei que só faz isso para estar ao meu lado? Ficarei com você nesse tempo Edward, não posso te dizer que não, mas não haverá denominações nem rolos para o que teremos, e quando você for para a universidade, por mais doloroso que seja pra mim, estará livre para assumir as relações que quiser, é o mais justo com você.

— E você Bella? Assim como quer que eu tenha outras relações, também terá outros homens?

Ela pensou por um instante, com expressão triste.

— Tentarei ter alguma outra relação... — mas a mentira se notava em sua voz, tremula, nem ao menos pode olhá-lo nos olhos quando disse.

— Não acredito em você Bella, não sou tão arrogante para pensar que você não poderia amar outro, mas duvido que você deseje e que permita isso, pelo seu caráter.

Ela desviou completamente o olhar, não pode responder, também tinha muito claro, amar e ser amada por Edward Cullen lhe deixava uma marca eterna no coração, em sua alma, em sua vida, o tinha amado desde sempre, só podia pensar que seria, também, para sempre.

— Não tinha te dito, mas irei para Dartmouth com bolsa, meu projeto de ciências básicas foi um êxito e impressionou aos avaliadores.

— Isso é magnifico Edward! Uma razão maior para não desperdiçar essa oportunidade.

— Tenho um fundo universitário que não utilizarei, e talvez...

— Não posso usar seu dinheiro! Nem o do meu pai, que me ofereceu sua aposentadoria, como podsso fazer isso? Não aceitaria o do meu pai, e menos de você — estava sinceramente horrorizada diante a ideia.

— Mas Bella, o dinheiro está disponível, meus pais não se oporiam... Diga a verdade, te aceitaram em Dartmouth?

— Sim, mas me candidatei apenas como um desafio pessoal, não porque pensei em ir de verdade. Não, é minha resposta definitiva, se estudo será por meus próprios méritos.

— Por que você é tão cabeça dura? Por hora esqueçamos isso, mas tenha certeza que voltarei para issso. O certo é que queremos um futuro juntos, seja qual for à alternativa o teremos, e por isso, eu sim desejo um compromisso desde agora. Bella sei que não posso te dar um anel, é muito cedo e somos muito jovens, mas essa é a promessa que te darei um dia — tirou o estojo que tinha no bolso, o abriu e pegou uma linda borboleta azul rodeada de brilhantes — e esse será o símbolo dele, Bella você é a borboleta que valentemente saiu do seu casulo, a mais bonita que eu já vi, a única que posso e poderei amar.

E dizendo isso abriu a jaqueta para colocar o prendedor em sua delicada blusa, inevitavelmente os olhos dos dois estavam brilhando de emoção, as lágrimas contidas, mesmo que Bella tenha pensado ser capaz de recusar a promessa, olhou o lindo broche e uma súbita preocupação a assaltou.

— Como pode saber que eu sou a única que amará e dizer isso com tanta segurança?

— Digamos que é intuição masculina.

— Pensei que a intuição era tipicamente feminina!

— Veja que não é, mas não diga a Alice.

Ela olhou o broche.

— Você não gastou uma fortuna com isso, Edward Cullen?

Ele desviou brevemente o olhar e encolheu os ombros.

— Claro que não, é uma bijuteria, sou um garoto quem nem começou a Universidade, de onde tiraria dinheiro para comprar um broche como esse com pedras verdadeiras? Tem muito valor, mas pelo que represente para nós, não pelo seu valor comercial. São pedrinhas de mentira, sem duvida.

Bela respirou com tranquilidade e levantou novamente o broche para olha-lo, maravilhada.

— Isso é uma obra de arte, Obrigada— ela suspirou e finalmente as lágrimas saíram dos seus olhos, finalmente, a certeza tinha deixado de lado a duvida — aceito, com tudo o que significa.

Ele a abraçou sorridente e a beijou com firmeza, com profundidade, a apertou contra seu corpo e mostrou esse desejo de não querer se separar dela.

— Acho que tudo isso se resume em que eu te amo, Bella — lhe disse com sua boca ainda contra a dela.

— Essas palavras são grandes, Edward, tudo isso, o amor...

— Eu te amo, acredite se quiser pegue uma faca e prometo com sangue.

— Te disse uma vez, uma promessa assim compromete a alma, não pode fazer com qualquer coisa.

— Te prometo minha alma e meu corpo já estão comprometidos contigo até o tutano. É algo contra o que não posso e nem quero lutar. Deixei de lutar contra isso faz muito tempo, com você minhas defesas não existem.

Bella pegou a ponto do gancho do prendedor em forma de borboleta que levava na roupa, pegou a mão de Edward e em seu dedo fez um pequeno furo que saiu sangue, e depois em seu próprio dedo, o cheiro do seu sangue junto com o de Edward a pegou por um instante, mas precisava ignorá-lo e conseguiu, uniu seu dedo com o dele e os sangues se misturaram, oxido e sal juntos, fundiu em uma promessa inquebrável.

Bella não sentiu repulsa por esse novo odor, o do sangue dos dois combinados, Edward pegou o dedo de Bella e lambeu com sua língua, e Bella fez o mesmo com ele, e no impulso de saborear juntos, uniram suas bocas e suas línguas em um beijo frenético, enlouquecido, ansioso, carregado de tudo aquilo que disseram, mas acima de tudo, de aquilo que tinham calado por tanto tempo, daquele futuro que prometiam sem saber ainda como realizá-lo, apenas precisavam de seus lábios, dos seus corpos juntos, misturados com esse mesmo sangue, para sarar as feridas e ter a valentia de lutar pelo que queriam.

Esse beijo foi o selo do pacto.

Se separaram agitados com os gritos de Carlisle, quem procurava reuni-los para retornar a cabana. Voltaram antes que a noite caísse e jantaram em abundancia.

Emmett recolhia os pratos quando o celular de Carlisle tocou para surpresa de todos, uma ligação há essa hora num fim de semana, só podia representar trabalho, e isso que esse era um dos poucos fim de semana que teve libre.

— Carlisle — atendeu ansioso, escutou um tempo e desligou resignado.

— Teve um acidente na estrada de Port Angeles, relataram dois mortos e tem vários feridos, o hospital de Port Angeles não bastou, preciso voltar para apoiar, ainda não deram a noticia aos familiares dos falecidos.

— Querido, sinto muito — disse Esme — te acompanharei, talvez possa ser útil.

— Obrigado, sim, será o melhor; garotos, isso não significa que termine o fim de semana para todos, espero que vocês se comportem bem.

Sem poder evitar os olhares de Jasper e Alice e os de Edward e Bella, se cruzaram esperançosps.

Carlisle deu um olhar severo em advertência a Edward antes de ir, que ele fingiu não perceber.

~xXx~

Não era preciso chegar a um acordo, Edward tinha percebido o interesse de Jasper em sua irmã e ela não era indiferente, e bem, podia se arriscar em expor a virgindade da sua irmã se tratava-SE de Jasper.

Se fosse James seria diferente, mas com esse garoto, e estranhamente lhe inspirava confiança, tudo parecia certo, já não estava com a linda, mas possessiva namorada que tinha, e Alice lhe olhava com os olhos de cordeiro desolado, sem duvida.

Uma breve e sutil conversa com Alice deixou tudo claro, sem que Emmett e Rose percebessem mesmo que estivessem presentes na sala.

Bella percebeu tudo e começou a tremer levemente, era Edward, seu Edward, o amava e tinha decidido se dar toda a ele, mas a ansiedade do que aconteceria essa mesma noite não a deixava tranquila, ela era tão inexperiente, não saberia como satisfazer a ele, como poderia estar certa de algo assim com Edward Cullen, garoto experto e tão profundamente atrativo, que com apenas vê-lo arrumando as coisas com Alice já se sentia excitada?

Desde o pré-escolar ele a agitava, então como não se agitar neste momento, ante a eminencia dos acontecimentos, inevitáveis?

Edward não a forçaria se não estava preparada, sabia disso, mas ela sabia também que essa era uma oportunidade de ouro, e não queria que tudo terminasse entre eles quando viajassem para suas respectivas universidades, sem antes conhecer o que era sexo com ela, era logico, com que mais queria perde sua virgindade? Com ele, unicamente.

Emmett olhou preocupado o rosto de Bella, ainda sentia uma grande vontade de protegê-la.

— Você esta bem, linda? — perguntou, percebendo seu coração agitado.

Bella titubeou, o rubor apareceu em suas bochechas e isso preocupou ainda mais Emmett, até que ela pode responder algo.

— Claro que estou bem... Tudo tem sido lindo... a paisagem, a cabana... apenas estou esgotada.

— Você precisa descansar, não vamos mais te distrair, queria que jogássemos cartas, mas é melhor que você vá dormir princesa, amanhã caminharemos muito e voltaremos para casa.

Alice pegou a jaqueta de Bella e ambas deram boa noite.

Emmett lhe deu um beijo na bochecha de cada uma e pegou a uma sorridente Rose para levá-la ao quarto.

Subiram ansiosas enquanto Jasper e Edward as olhavam fixamente.

Alice entrou apressada, recorreu seu pijama e alguns elementos de limpeza.

— Bella, você entende que vai passar a noite com Edward, mas que precisamente não tem que acontecer algo entre vocês? O fiz prometer que aceitaria isso para poder ceder meu lugar no quarto para ele. Eu também Bella, não quero me equivocar com Jasper, espero dormir em seus braços, mas nada mais. Você pode tomar todo o tempo que precisar, até que se sinta preparada.

O rosto de Bella que antes reflexava angustia se acalmou rapidamente. Cederia até onde fosse permitido a sua mente e ao seu corpo, sem forçar nada. Isso a tranquilizou.

— Entendo Alice, não se preocupe. Obrigada, eu quero Edward ao meu lado, e tê-lo esta noite aqui... humm, definitivamente é o que desejo.

— Tenha cuidado Bella, você sabe que eu te quero como uma irmã, se algo der errado ou você precisar de mim, sabe onde me encontrar — e saiu com sigilo do quarto.

Bella tomou um banho e se arrumou para dormir normalmente, vestiu um pijama simples e estava penteando o seu comprido cabelo sentada na frente do espelho quando Edward entrou e se aproximou com prudência, tinha o cabelo molhado, tão brilhante como seu atraente sorriso. Ele apagou a luz deixando apenas que as chamas suave e aquecedoras da chaminé iluminassem.

Ele não falou, apenas pegou o pente com que Bella penteava o cabelo e começou a penteá-la, com delicadeza, permitindo que as mechas finas se secassem e adquirissem cada vez mais brilho. Seus dedos se enrolaram em seu cabelo e acariciavam a suave e sensível pele do couro cabeludo e ela fechava os olhos com a sensação.

Ele a olhava pelo espelho, tão ruborizada, e estremeceu diante a certeza dos seus profundos sentimentos, que desencadeava umas sensações em seu corpo de homem e lhe faziam endurecer para ela. Edward colocou o cabelo dela todo para um lado para beijar a base do pescoço, o estremecimento do corpo de Bella passou a ele fazendo-o descobrir os ombros e atormentá-los com seus lábios, abaixou as mãos para tocar as suaves protuberâncias de seus seios e ambos gemeram em resposta.

As caricias seguiram, Edward estava embriagado de ternura e pela paixão que essa garota nesse momento se convertia em mulher e que tremia em seus braços.

Seus suaves gemidos o embriagavam e lhe faziam perder cada vez mais o controle, que ele sabia que devia fazer as coisas bem e poder dar-lhe o máximo prazer a ela, em sua primeira vez.

A levantou da cadeira e enfrentou seus preciosos olhos, que nesse momento apenas expressava aceitação e inocente sensualidade. Suas respirações agitadas eram todas as suas palavras, bastavam para expressar o que ambos queriam não se equivocaram e apenas podiam trabalhar nas consequências.

Como se tivesse hipnotizado, ele tirou seu próprio pijama sem perder o contato com esses olhos profundos, que o olhavam com uma curiosidade encorajadora.

Assim mesmo, com suavidade ele tirou sua simples camisola deixando-a absolutamente nua, percorreu o corpo com mãos experientes, e se guiando por seus gemidos detectou rápido seus pontos mais sensíveis a suas caricias e parou neles, saboreando-os também com sua boca a língua.

Apertou seu corpo com o dela, seus peitos se uniram e sua ereção roçou seu ventre, enquanto ele baixava a boca para seus seios para saboreá-los com delicadeza, com veneração, com todo respeito que lhe inspirava essa mulher que amava e que generosamente lhe entregava sua inocência.

A pele dela era seda sob seu contato e como seda liquida, suas lagrimas que inevitavelmente começaram a sair desses grandiosos olhos chocolate, diante a emoção e intensidade do momento, mas quando Edward as viu se preocupou.

— Bella, você esta bem? Se quiser podemos parar, podemos esperar...

— Não, estou bem, mais que bem... é... sentir você, é impressionante, é apenas isso — estava com medo que de fato, Edward parasse, quando ela já sentia um desejo maravilhoso e voltar atrás seria muito frustrante.

Ele sorriu com compreensão, sentia como se tivesse orando para sua deusa pessoal, tocá-la era uma experiência mística, quem debilitava seu corpo, mas também seu espírito até sensações antes desconhecidas.

Ele a levou então em seus braços até umas das amplas camas e se colocou sobre ela.

Edward com seus polegares recorreu suas bochechas para limpar as lágrimas e bebeu de seus olhos beijando-os com delicadeza, se encheu de desejo de saciar ao máximo essa garota linda e estremecedora; desceu pelo seu corpo lentamente deixando caricias e beijos por todo o caminho e se deteve especial e gulosamente sobre seus seios, pequenos e redondos, sensíveis ao máximo, cujos mamilos rosados se erguiam debaixo da sua língua e dentes, com os que a mordia suavemente enquanto arqueava suas costas.

Desceu até seu ventre, o saboreou com devoção porque teve a certeza de que algum dia essas entranhas acolheriam seus filhos, e desceu até sua vagina, com dobras sedosas e úmidas por suas caricias, e em um impulso frenético a saboreou, tendo um autocontrole que desconhecia, porque desejava penetrá-la de imediato, introduziu suaves caricias com sua língua e sorriu com a intensidade dos gemidos dela, descobriu com alegria seu clitóris e aumentou suas caricias deixando-a tão sensível até o ponto dela quase explodir em sua boca, seu corpo estremeceu com a carícia experiente de Edward e entre gemidos pediu por mais, mas ele se conteve porque queria seu orgasmo junto ao dele.

Bella já estava perdida nas sensações, nunca imaginou que fazer amor fosse assim, que o prazer que sentia fosse tão exponencialmente maior que qualquer que tinha imaginado, a timidez que era sua característica tinha desaparecido e apenas estava à garota que não teve nenhum problema em subitamente se colocar em cima dele e imobiliza-lo para tocar, apalpar e saborear o corpo de Edward, completamente receptivo as suas caricias novas e estremeceras.

Até que ela deitou sobre a cama disposta, dizendo de forma de comando, mas tremula:

— Agora, é o momento.

Edward já não podia fazer nada para se deter nem a proibição dos seus pais, nem provavelmente o energúmeno Charlie, nem a provável ira de Emmett, nem os sábios conselhos de Alice, este era seu destino e o aceitava totalmente, mais, não explicava como esse destino, como tudo que fez no passado, agora o premiava.

Pôs-se sobre ela embelezado pela crua beleza desse corpo que o entregava, pela suave textura dessa pele que gerava sensações táteis e emoções tão impressionantes, que nenhuma outra mulher tinha despertado, fogo e eletricidade lhe turvavam até o ponto que de imediato e com o convite dos suas insinuantes carícias, se colocou na entrada do seu sexo com a maior suavidade que sua desesperada excitação o permitiu.

Começou a entrar devagar a olhando nos olhos, uma de suas mãos foi ao seu seio esquerdo enquanto a outra segurava o peso do seu corpo para não esmagá-la, queria que esse fosse o melhor momento de toda a noite, para Bella, quem impulsionou seu quadril para cima para que entrasse nela, tirando de Edward um grunhido forte e selvagem.

Mas ele parou diante a barreira da sua virgindade, um medo lhe percorreu diante a evidencia do que estava fazendo, se deteve e ela percebeu esse momento de indecisão, Bella tomou um momento entre respirações profundas, para que seu músculo fosse se acostumando a fina, suave e grandiosa textura de seda que a penetrava apenas m pouco, para novamente, levantar seu quadril até ele.

— Agora... — disse ela com a voz firme, mas entrecortada — não tenha medo... estou... preparada.

Ele olhou a profundidade desses olhos agora iluminados pela paixão e se viu refletido neles, o suave sorriso de Bella, desejando, acelerou todo, batimentos, corrente sanguínea, respiração... e a investiu com forca, penetrando até o fundo, a suave capa que lhe impedia se quebrou e ela soltou um gemido entre a dor, prazer e a loucura.

Edward parou por um momento esperando que o relâmpago de dor se apagasse, limpou as lágrimas dos olhos dela com sua língua enquanto seus músculos se acoplavam de novo, envolvendo-o em suaves espasmos que lhe impediam de mais, movendo seu quadril convidando-o a investir de novo; Edward se sentiu mais perdido dentro dela do que nunca, mesmo com todo o sexo que teve antes, se deu conta de que esse era seu lugar desde antes do inicio dos tempos, ali, amando-a.

— Está gostando? — perguntou Bella, duvidosa com a vacilação dele.

— Minha menina linda, tonta e apaixonada, claro que sim, estou adorando — ele respondeu com a voz rouca pelo desejo e sorrindo, cedendo à entrega, acariciando suas bochechas, descendo suas mãos até seus seios e apoderando-se da sua boca, enquanto acelerava as investidas que se convertiam em um preludio do prazer máximo.

Mesmo sabendo que era tarde, Edward lembrou que pela primeira vez na sua vida não estava protegido, a sensação era incrível, lembrou-se da camisinha que tinha ficado no bolso do pijama, mas se sentia incapaz de sair desse abraço, dessa cova suave que acolhia seu membro viril nu como se fosse sua casa, mas, com esforço enquanto se movia ritmado disse:

— Bella, devo parar... o preservativo, eu esqueci... — sua voz era entrecortada.

Ela não teve nem um momento de racionalidade, apertou suas pernas em torno do seu corpo para impedi-lo de sair, mesmo que Edward a quisesse proteger a qualquer custo de qualquer coisa que a fizesse dano, ambos estavam em um ponto sem retorno. Com lentidão, porque essa experiência ainda era nova para o corpo dela, Bella empurrou seu quadril com forca e o apertou mais forte com suas pernas, aprisionando-o, obviamente não o deixaria sair, queria mais e ele não pode fazer nada a não ser obedecer.

Começaram a dançar a dança milenar, os corpos se moldavam a perfeição e unidos com profundidade se moviam num ritmo intimo e magnético, embriagado e frenético, Edward aprofundou as investidas, se sentia no limite e tentou respirar devagar para não se derramando de imediato, queria esperar o prazer dela para se entregar ao seu, aumentou o movimento fazendo suaves círculos que aumentaram a fricção, já perdidos entre gemidos inevitáveis, beijos úmidos e pele contra pele, ela convencionou em uma explosão de fogos de artifícios de prazer entre seus braços e ele se deixou levar, se esvaziando dentro dela.

Perdidos. Assim estavam ambos com o clima que lhes deixou surpreendidos com tamanha intensidade, as respirações foram se normalizando e uma leve angustia percorreu Edward ao ter que sair dela, porque era de alguma maneira, começar a enfrentar a realidade e as consequências de seus atos.

Saiu lentamente e Bella reclamou um pouco com o frio da perda e um pouco de dor e prazer que ainda a embargavam, soltou outro gemido quando sentiu os vestígios da perda da virgindade, de sua própria excitação e de Edward, saindo dela; mas sorriu com a certeza que era o liquido que lhe tinha gerado seu amado, era a evidencia do que ela estava disposta a oferecer a Edward desde sempre, do seu prazer e sua dor, seu tudo.

Edward a olhou com ternura, seus olhos se umedeceram diante a evidência da perfeição real e humana dessa garota, a sentia tão linda e ela o dava tudo, tudo por ele, amando-o como não merecia, com uma entrega tão completa, tão sincera, sem ter quadrado nada para si.

Bella se sentiu incomoda com a umidade pegajosa do seu sexo, pegou o lençol e se envolveu nela escapando rapidamente ate o banheiro, sem olha-lo. Edward sabia que precisava de um momento de privacidade.

Ela sentia vergonha de sair do banheiro e voltar para esse olhar, o que queria dizer? Que tinha sido um erro? Com timidez voltou a se envolver no lençol e voltou para o quarto, tirou ficando completamente nua, exposta, com o qual Bella apesar do ocorrido ruboresceu furiosamente, ele deitou de costas na cama e a puxou para seu corpo, a deitou e repousou sua cabeça em seu peito, e enquanto acariciava suas costas e colocava o edredom sobre eles, disse:

— Durma meu amor, velarei seu sonho.

Bella se incorporou e percebeu a emoção que tinham em suas palavras e em seus olhos verdes, agora brilhantes pelas lagrimas que abriam passo, as pegou com a ponto do seu dedo indicador e as levou para boca. Ele sentia com intensidade esse momento e ela, deixou que fosse assim, depois de ter se negado tanto tempo a sentir, era preciso. Com um sorriso se deitou em seu peito, com os corpos nus completamente em contato, para dormir sobre ele, sentindo suas caricias.

Pela primeira vez para Edward o sexo não tinha sido apenas prazer físico, com Bella tinha sido também felicidade, ternura e um êxtase como nunca antes tinha vivido. Essa certeza não o deixou dormir facilmente, lembrou da conversa com sua irmã fazia pouco tempo, quando falavam de Bella, quando nem sabia o que ela representava em sua vida, e Alice tinha dito que ele ainda não tinha perdido sua virgindade emocional, era certo, porque achava de perder, neste preciso momento, nas mãos da garota que nesse instante, dormida sobre seu corpo, repetia entre sonhos:

— Edward... eu te amo.

Ele a apertou mais forte entre seus braços.

Definitivamente, ambos tinham se transformado, ela tinha se transformado em uma mulher em suas mãos, e ele em um homem com seus beijos e abraços.


AAAAAH! Finalmente eles tiveram a primeira vez :') E foi quase como uma primeira vez para o Edward, já que ele o fez com sentimento, como nunca antes. O único problema são os país deles e o Mike, porque esse.. ai nem falo, mas uff será um problemão.

Obrigada pelas reviews

Beijos

xx