Ficlet

Autora: Mello Evans

Título: Minha Vida. Meu câncer. Meus vermes.¹

Ship: Mello/Near.

Gênero: Geral (Cuidado slash!). Não gosta? Não leia e não me torra a paciência, saka?

Classificação: T? =O

Sem beta. Então num vem reclamar caralho #ficwriter estressada#

Mello's POV. Centred in Near.

Disclaimer: Death Note pertence a Tsugume Ohba. Se fosse meu eu não estaria fazendo fanfic.


Minha Vida. Meu câncer. Meus vermes.

Desde o primeiro dia que vi essa tua cabeleira branca eu te odiei, mas não é aquele ódio saudável. Se é que algo saudável pode sair de mim.

Chegou com essa sua arrogância fria. Me dando raiva. Me dando nojo. Virando minha vida do avesso.

Você, sua criatura branca, parece que foi milimetricamente desenvolvido para tirar o sossego da minha vida no orfanato. É! Isso mesmo! Porque se não fosse você, eu seria o primeiro, o único na atenção de L. Somente eu.

Eu teria uma vida perfeita.

Mas aí. Mais aí você apareceu.

E eu me via disputando o primeiro lugar com um pirralho que só sabe passar o dia todo brincado com esses legos malditos e esses quebra-cabeças inúteis.

Eu tenho ganas de te matar Nate River. Te matar.

E para meu total desespero, você me persegue.

Eu fujo. Digo que fique com o meu lugar. Como L. Mas pra quê você guardou aquela maldita foto? Para quê?

A resposta é simples. Acabar com a minha vida.

Minha Vida. Meu câncer. Meus vermes.

Você é uma doença, daquelas que se mata o hospedeiro lentamente. Achando graça com o sadismo, com o meu sofrimento.

Eu sei que você ri internamente quando eu fico fora de controle, quando eu te ameaço com a minha arma, quanto eu te prenso na parede e te soco até meu punho doer.

Albino cretino.

Mas você não reage. Até mesmo quando o rubro do teu sangue se contrasta nessa tua pele de alabastro. Fria e calculada.

Albino de merda.

Mas você é esse câncer que se alastra pelo meu corpo. Uma enfermidade. Que me faz dizer obscenidades e a te possuir lascivamente.

Albino filho da puta.

Eu te desejo cada dia da minha curta vida. Sim! Eu sei que ela é curta, seu desgraçado.

Eu te desejo com cada poro do meu corpo que soa descontrolado enquanto sinto teus músculos infantes apertarem-se em seu interior, em volta do meu membro pulsante dentro do teu corpo pequeno e frágil.

Eu te desejo loucamente. Te possuo. Te xingo. Te sinto. Te amaldiçôo. Te odeio.

Minha Vida. Meu câncer. Meus vermes.

São apenas conseqüências de o quanto eu não estou cagando para a bosta do que vão achar do relacionamento torpe que eu tenho com você.

Ou da obsessão doentia que eu alimento.

Afinal a obsessão é minha e você é meu. Não é?

-x-

Você arrasa minha vida. Você penetra na minha pele e me mata lentamente com um câncer. Você me incomoda prazerosamente de várias formas. Meus vermes.

Eu amo tudo isso e odeio também.

Fim.


Legenda:

¹: Frase tirada do poema Declaração de Bens de João Paulo Paes.

N/A:

Use e abuse dos recursos visuais :3

Tá meio TOTALMENTE INSANA, mas foda-se (Sim! Eu estou atacada hoje!). Não está boa, eu sei, mas façam uma criança feliz. Adoro fazer o POV do Mello só pra poder xingar (ou alguém acho que aquele delinqüente num tem a boca suja?). Mello ruleia *-* Acho que vou pro inferno se continuar desse jeito (escrevendo pinhão), mas eu vou me ajeitar. Não quero ser puta do capeta! y.y

Mandem Reviews crianças!