Why don't you kiss her

Disclaimer: A maioria dos personagens da Fic, pertencem a Stephenie Meyer. A história é minha, então nada de plágios.

Sinopse: Edward e Bella se conhecem desde os 8 anos de idade. Aos 18 anos eles vão para diferentes universidades, Bella vai para UCLA e Edward para Cornell. A distância junto com os compromissos, fez com que eles perdessem o contato, e hoje ambos com 25 anos, estão para se reencontrarem, mas o que eles não esperam é que aqueles sentimentos da adolescência voltassem à tona.


Capítulo 12 – Quando à razão briga com o coração: Bella

I want it all or nothing at all to have you here

Era tão patético o fato de que essa poderia ser a milésima vez que eu estava trocando de roupa, porque supostamente alguma parte da minha mente louca, doentia e talvez pervertida, estava querendo parecer bonita (talvez desejável) aos olhos do homem que eu amo.

Dei um chute na minha bunda mentalmente e desisti de qualquer vestido com um super decote, blusas sensuais e acordei para a vida. Escolhi uma blusa de gola role, calça jeans, bota e um casaco porque estava insuportavelmente frio lá fora. Já tinha passado da hora do almoço e Edward iria me buscar em uns 15 minutos.

Terminei de me vestir, passei uma maquiagem leve e amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo. Peguei minha bolsa e o necessário para tirar fotos e fazer anotações sobre os cômodos da mansão. Desci as escadas colocando um par de luvas, Alice estava na sala deitada com suas pernas para cima, assistindo tv e comendo uvas verdes.

— Hey Belli, amei suas botas – Ali disse enquanto tirava a casca de uma uva.

— Obrigada, eu ganhei de presente do meu... ex-namorado.

— James? O loiro bonitão? – perguntou com um sorrisinho.

— Sim ele – rodei os olhos soltando uma risada. – Ele viu que eu amei essa bota em uma revista da Itália, mas não tinha a venda nos EUA. Então o muito prestativo e atencioso companheiro fez algumas ligações, alguns e-mails e 3 semanas depois essas belezinhas estavam nos meus pés.

— Huum... – ela murmurou enquanto mastigava sua uva. – Belli, você já pensou em procurar James aqui em New York?

— Hã? Por que eu faria isso?

— Não sei, talvez porque você e ele terminaram à pouco menos de seis meses, pelo fato de que ele se mudou e agora mora aqui nessa cidade linda que eu tanto amo.

Arqueei uma sobrancelha para ela e sentei na poltrona ao lado do sofá.

— Alice, eu te conheço bem, o que está passando nessa sua cabecinha cheia de cabelos pretos?

— Bem – ela disse pegando outra uva e começando a tirar a casca – Você o loiro bonitão se davam muito bem, e não sei, talvez eu não queira te ver chafurdar por causa de você sabe quem – rodei os olhos soltando um longo suspiro.

— Não sei se agora eu conseguiria ter algo com James, não seria nada legal. Eu acho.

— Não custa nada tentar Belli, ligue ou manda um e-mail. Saiam como amigos, qualquer coisa. Mas amiga, sinceramente – ela olhou para mim jogando a uva na boca. – Você não pode se deixar sofrer por causa dessa história toda, você viveu bem sem tudo isso. Não custa tentar.

— Ali não é tão simples – gemi jogando a cabeça contra o encosto da poltrona.

— Ah certo, desculpe ser meio insistente Belli. Nós conversamos ontem, sei que disse que iria te apoiar no que quisesse, mas não gosto de ver essa sombra em seus olhos. Não a maquiagem, mas a de tristeza.

Suspirei quando ouvi a campainha da casa ser tocada.

— Quando eu voltar conversamos melhor ta bom. Não se preocupe não fiquei com raiva da sua sugestão. Você é minha melhor amiga, e melhores amigas servem para essas coisas loucas.

— Certo, aqui vai mais um pensamento da sua super melhor amiga. Cuidado com o que você vai fazer hoje Belli, por favor. Se a sua decisão é que Edward fique com Makenna, não faça mais nada para quebrar o seu coração.

Assenti sem responder a esse conselho e murmurei um até mais tarde antes de ir para a porta. E quando abri encontrei o dono das minhas alegras e piores dores. E ele estava sorrindo. Tãolindo.

— Boa tarde Bella – ele disse me puxando suavemente para um abraço beijando a minha bochecha quente.

— Boa tarde Edward – respondi saindo da casa e fechando a porta.

— Vamos para o carro, está muito frio – sua mão logo estava encostada nas minhas costas enquanto ele me levava até o seu carro. Agradeci quando entrei no espaço quente e aconchegante, que tinha o cheiro de Edward.

Oh Deus me ajude.

Logo ele entrou sorrindo para mim, e ligou o carro seguindo pelas ruas de New York. Os próximos quinze minutos foram de completo silêncio, durante esse tempo olhei pela janela, para a pouca neve que restava na cidade, as crianças brincando na frente de suas casas, pessoas apressadas andando pelas ruas.

Senti minha nuca arrepiar e espiei Edward me olhando pelo canto de olho a cada 10 segundos. Eu estava um pouco apreensiva depois da conversa que tivemos ontem e segurei minhas mãos em meu colo. Limpei a garganta para tentar começar uma conversa.

— Então, Makenna disse alguma idéia sobre a casa? Alguma referencia para a decoração?

— Não. Na verdade ela vai deixar para falar isso daqui dois dias quando vocês forem na casa. Hoje vamos apenas na cozinha, escritório e sala de jogos. São os cômodos que eu posso dar idéias.

— Hum – murmurei mexendo na borda da minha luva.

— Como que funciona o seu trabalho? Digo, o que você faz na casa completamente nua.

Não sei a razão, mas a palavra nua tinha alguma coisa que me fez arrepiar completamente.

— Eu... bem... – suspirei profundamente. Drogadepensamentossexuais – vou tirar fotos, anotar medidas, que eu espero que o arquiteto tenha deixado. Me diga que sim. – Ele riu e assentiu – Certo, eu também tiro medidas de espaço menores, caso a cozinha tenha um balcão por exemplo, para saber se posso acrescentar algo naquele lugar. Então eu pego referências do cliente, cores, estilo e com as minhas pastas de tecido, cor, texturas e todas essas coisas eu começo a pensar no melhor para aquele espaço.

— Parece confuso e ao mesmo tempo faz sentido, mas parece interessante.

— É sim. Eu amo o que faço – olhei pela janela e percebi que não prestei muita atenção para onde estávamos indo. Tínhamos entrado em algum condomínio fechado com muitas mansões, e todas eram no mínimo incríveis. Cercadas por portões altos e que exalavam poder e respeito. Dinheiro também.

— Estamos chegando – Edward disse e não muito tempo depois acionou um botão de um pequeno controle que fez um portão alto e preto se abrir.

A mansão era surpreendentemente maravilhosa. Era como estar em Los Angeles e ver a casa de um artista de cinema, ou um rockstar. Edward estacionou o carro e desceu, dando a volta para abrir a porta para mim.

— Uau Edward, essa casa é linda – suspirei olhando para a enorme mansão de dois andares e muitas janelas. Ela era toda branca com detalhes em mogno.

Edward me guiou até a entrada e destrancou a porta para que entrássemos. Devo acrescentar que somente nessa entrada eu já tinha muitas idéias para decoração. A porta era alta, larga e moderna, em uma cor de mogno bem escuro. Mas o hall era toda uma história.

Era um amplo espaço aberto com uma escada na lateral, com corrimão da mesma cor de mogno da porta. O bom era que tudo parecia padronizado, não teria a necessidade de trocar o corrimão. Edward me levou primeiro ao espaço que ele disse que seria o escritório e biblioteca da casa. O piso era de madeira laminado, com as paredes ainda brancas e vazias. Tinha três amplas janelas de vidro que daria ao escritório uma boa iluminação durante o dia.

— Eu conversei com Makenna e a idéia seria colocar estantes em toda a parede lateral, ela não decidiu exatamente o que fazer com essa parede aqui – ele apontou para a que ficava de frente as janelas. – Uma grande mesa de escritório aqui – seus gestos indicava que era o local na frente de uma das janelas.

— Certo, o bom é que eu não esqueço facilmente as coisas, então suas sugestões estão armazenadas aqui – sorri apontando para a minha cabeça, em seguida tirei as minhas luvas e o meu casaco. – Tem algum lugar para guardar o casaco?

— Sim – ele sorriu o pegando– tem um armário na sala de estar, eu já volto.

Enquanto Edward ia guardar o meu casaco, guardei minhas luvas e tirei minha câmera para começar a tirar as fotos. A luz estava ótima então não precisaria ligar a da sala. Tirei duas fotos das paredes onde deveriam ficar as estantes e de uma das duas primeira janelas, antes de Edward voltar. Ficamos em silêncio enquanto eu tirava as fotos, e quando terminei fomos para a sala que seria de jogos. Edward explicou onde ficaria as coisas e tirei as fotos.

— Agora só falta a cozinha. Até que está sendo rápido – Edward disse enquanto atravessamos a casa para o outro cômodo.

— Sim, porque são apenas três, quando for os quartos, sala, banheiros e tudo isso, ai sim ficara mais complicado – suspirei e ele me guiou até a cozinha. Era ampla com um balcão no centro e ainda sem armários embutidos. Tinha uma boa iluminação de luz natural também, e isso me agradava bastante.

— Eu realmente não tenho as opiniões sobre a cozinha, mas Makenna não é lá uma grande fã desse espaço então isso será livre. Você pode dar suas opções e Makenna escolhe.

— Tudo bem – sorri e comecei a tirar as fotos. – Cozinha é um bom ambiente para se trabalhar – comentem tirando foto de um espaço que imaginei poder colocar uma mesa pequena para café da manhã e essas coisas.

— Imagino – comentou encostando no balcão. Senti seu olhar queimar em mim, e quando o olhei ele tinha aquela expressão. Uma que me deixava quente e tremula ao mesmo tempo.

Decidi ignorar e terminei as minhas fotos, observei cada uma, decidindo que era suficiente. Suspirei e olhei para Edward, que tinha o canto dos lábios puxados para cima.

— Vou precisar medir o balcão – eu disse pegando a minha fita métrica. – Pode me ajudar?

— Claro – respondeu e começamos a medir cuidadosamente, e eu anotava tudo no meu caderno. Não gostava de anotar em aparelhos eletrônicos, eles podem dar algum problema e tudo se perder.

Sorri quando terminamos e guardei tudo, quase fazendo uma dança da vitória por ele não ter tentado nada. Mas ao mesmo tempo me sentia um tanto triste por ele não ter feito nada.

— Sabe, eu estava tendo idéias aqui – Edward quebrou o breve silêncio enquanto eu guardava as minhas coisas.

— Sobre a cozinha ou os outros cômodos?

— A cozinha. Especificamente sobre esse balcão – levantei o meu olhar para ele e percebi que ele estava próximo. Muito próximo.

— Hum, eu tenho que ter medo de perguntar o que é? – ele sorriu o seu lindo sorriso torto que fez suas covinhas aparecerem e seus olhos brilharem perversamente.

— Não precisa ter medo Bella – sua voz era baixa e perigosa. E parecia que as minhas pernas estavam grudadas ao chão, eu não conseguia me afastar enquanto ele se aproximou até o seu corpo pairar perigosamente na frente do meu. Ele abaixou seu rosto até poder sussurrar no meu ouvido – Você quer saber quais são as minhas idéias Bella? – perguntou soprando seu hálito quente em minha orelha um pouco fria.

— Edward... – suspirei tentando encontrar a razão que eu tinha para não deixar ele fazer isso – Por favor... não torne tudo mais difícil.

— Shhh eu não estou fazendo nada difícil – suas mãos foram para a minha cintura apertando levemente – Vou facilitar para você. – ele se afastou brevemente de mim e olhou em meus olhos. Eu acho que estou hipnotizada. — Ao invés de falar, irei fazer – não preciso dizer que logo depois disso estávamos nos beijando.

Um beijo cheio de luxuria e saudade, fazendo meu cérebro não pensar mais com a razão e dando os pontos para o meu coração. Meus braços estavam ao redor do seu pescoço enquanto ele sugava meu lábio inferior lentamente. Esseeraomeucéu.

Mas não era um céu azul, e eu tinha esse momento agora para desistir de tudo. Aquela voz no fundo da minha mente gritava que eu iria me machucar mais, mas o meu coração berrava e usava placas de néon dizendo que essa poderia ser a minha ultima chance de estar com o homem que sempre amei.

Eu sentia falta do seu toque na minha pele, do calor do seu corpo em cima do meu, do seu cheiro delicioso, dos seus lábios passeando por mim... respirei fundo quando seus lábios deixaram os meus e foram para o meu pescoço, que ele muito dificilmente puxou para baixo.

— Hum, você colocou essa roupa para me provocar não foi? Escondendo esse belo pescoço de mim – murmurou mordiscando de leve a pele sensível e me fazendo gemer.

— Na verdade, foi ao contrario, eu tentei não me vestir provocante – soltei enquanto puxava os seus fios de cabelo perto da nuca

— Mas o efeito foi outro meu amor – ele disse trilhando beijos de volta para o meu rosto. – Acho que devemos tirar essa blusa, está dificultando o meu trabalho.

Essa era a minha última chance de escapar desse grande problema, mas eu não tinha mais força de vontade e nem cérebro para pensar, pois os dedos de Edward já estavam dentro da minha blusa, enquanto ele a puxava para cima. Quando a tirou, minha pele arrepiou pelo calor do corpo dele e o frio que entrava na casa.

— Tão linda – ele sussurrou antes de me beijar e puxar o meu corpo para cima para que eu pudesse sentar no balcão. Ele se afastou e me pediu para deitar, e quando o fiz gemi pelo frio da superfície. Edward subiu no balcão e logo esqueci o frio nas minhas costas quando seu corpo estava em cima do meu.

O ajudei a tirar sua camisa, logo arrastei minhas unhas pela sua pele o fazendo gemer em minha boca.

Como senti falta disso. E não tinha se passado nem dois dias direito.

Suspiros felizes saíram de mim quando ele tirou meu sutiã e atacou os meus seios com vontade, sugando, mordendo levemente, distribuindo beijos entre eles e apertando me fazendo tremer e gemer. Ele ficou ali um bom tempo, mas logo sua atenção mudou. Senti suas mãos descerem pela minha lateral, beijos eram dados na minha barriga até que chegou na calça jeans.

Passou pelas minhas pernas, para tirar minhas botas e logo voltou para o fecho da calça, abrindo o botar, descendo o zíper e dando um beijo sobre a minha calcinha. Edward não enrolou logo tirando essa peça, e gemi quando o vi fazendo muitas manobras para tirar a própria roupa. Quando terminou deitou sobre mim, colando seus lábios nos meus.

Minhas mãos foram para as suas costas, onde apertei sua pele, arranhei, o puxei para mais perto, ao mesmo tempo que mordia seu lábio inferior e pedia aos sussurros que estivesse logo dentro de mim. Não demorou para ele atender o meu pedido, e arqueei as costas enquanto sentia cada centímetro dele dentro de mim.

Gemi seu nome e ele grunhiu o meu. O ambiente não estava mais frio, eu sentia o suor em meu corpo e no dele, minhas costas em contato com a superfície que já esteve fria, o calor que emanava da pele do Edward e seus beijos nos meus lábios, rosto e pescoço me deixavam cada vez mais excitada e com o prazer nas nuvens.

Da melhor maneira que pude enrolei minhas pernas em torno do seu quadril e o fiz ir mais fundo em mim, tirando de nós dois um bom gemido. Era tão bom, tão familiar, que eu me perguntava se em algum momento da minha vida eu iria encontrar alguém que se encaixava tão bem em mim como Edward. Nenhum dos meus ex-namorados ou encontros casuais tinham me feito sentir tanto no sexo, era como se em todos esses anos eu nunca tivesse sentido o verdadeiro prazer.

— Bella... você é tão deliciosa – Edward sussurrou em meu ouvido com a voz grossa e rouca. Apenas gemi alto em resposta, pois nesse momento ele tocou em um ponto muito bom dentro de mim.

O calor aumentava em meu centro e esse momento ficava cada vez melhor, quando Edward decidiu brincar novamente com os meus seios. Sugando com um pouco mais de força, apertando entre os lábios, raspando o meu mamilo com os dentes e o torcendo entre os dedos. Eu precisava sentir sua boca na minha, então enrolei meus dedos em seus cabelos e puxei seu rosto para o meu.

Logo que sua língua entrou em contato com a minha, cantarolei feliz e o beijei com força. Seus movimentos aumentaram, e já me sentia perto do orgasmo, que queria tanto sentir, mas ao mesmo tempo não queria que chegasse para que esse momento durasse mais. Talvezparasempre.

Eu sabia que quando isso terminasse eu iria me sentir plena e feliz, mas que no silêncio da noite a dor iria pulsar em meu coração e me fazer ver que isso não era verdade, que era apenas momento e não o meu sonho se tornando realidade. Aquele sonho de o ter somente para mim.

— Edward – gemi com meus lábios próximos aos dele.

— Vem Bella, vem – murmurou tocando novamente aquele ponto em mim, e não precisei de mais nada para fechar os olhos com força, arquear as costas e deixar esse prazer varrer pelo o meu sangue.

Logo Edward veio e permanecêssemos deitados naquele balcão. Seu rosto estava no meu pescoço, sua respiração quente batendo na minha pele junto com pequenos beijos que ele depositava ali. Esperamos nossas respirações se acalmares, demos mais um beijo longo e descemos do balcão colocando nossas roupas.

Edward buscou nossos casacos, e saímos da casa sem dizer mais nada. O frio do dia me fez sentir aquele peso no coração, mas uma vez que estávamos no conforto do seu carro, ele segurou no meu rosto delicadamente, olhou nos meus olhos sorrindo e me beijou lentamente acariciando minha pele como se fosse uma pétala de rosa.

Eu sei o que esse beijo queria dizer, era o euteamoque ele disse em silêncio e fiz o mesmo, acariciando o seu couro cabeludo com suavidade. Nos separamos um pouco encostando nossas testas e suspirando, ficando assim por um tempo. Com um pequeno selinho ele se afastou e abriu o portão da casa, fazendo o caminho pela cidade.

Edward perguntou se eu queria tomar um chocolate quente e comer torta em um café que ele conhecia. Concordei, desejando uma boa dose de doce nesse momento que meus sentimentos estavam em guerra na minha consciência.

Quando chegamos ao café me senti aconchegada imediatamente. Não era um ambiente enorme, era simples, quente e tinha aquele delicioso cheiro de café, chocolate e doce. Fomos para uma mesa perto de uma lareira e logo um garçom nos atendeu. Edward recomendou a torta de frutas vermelhas e chocolate quente com pequenos pedaços de marshmallow.

Enquanto estávamos no café não falamos de nada do que tinha acabado de acontecer, começamos a relembrar dos momentos que passamos em frente a lareira da sua antiga casa, na nossa infância e adolescência. Os biscoitos de chocolate, as tortas deliciosas, as sopas quentes e saborosas que tomávamos em dias muito frios. Cafés, chocolate quente, queijo quente, bolos e tudo o que Esme ou minha mãe preparava para nós.

Era tudo tão simples quando éramos mais novos, e se tivéssemos dado o passo certo naquela época, hoje a nossa vida seria diferente, mas não me permiti pensar nisso agora. Comemos a torta, tomamos nosso chocolate quente e decidi comprar uma torta dessa e um copo do chocolate para levar para a Alice.

Saímos do café e em menos de 5 minutos estávamos na Alice. Entramos na casa, e Alice veio para pegar um pedaço da torta, e tomar o chocolate quente. Logo que Edward foi embora, e eu subi para o quarto tomando um banho. Me aconcheguei em um moletom quente e desci vendo que Jasper já tinha chegado.

Ficamos conversando na sala, até que decidi ir fazer o jantar. Alice queria sopa de ervilha e Jasper concordou, então comecei a preparar. Fiquei sozinha na cozinha com os meus pensamentos, pedaços de pão e ingredientes. Enquanto a sopa cozinhava preparei torradas com manteiga e orégano, sentei em um dos bancos do balcão esperando tudo ficar pronto.

— Bella isso está com um aroma que está fazendo o meu estomago dançar – Jasper disse entrando na cozinha com um sorriso no rosto.

— Espero que goste da sopa – sorri em resposta e já era hora de tirar as torradas do forno.

— Então como foi o primeiro dia na mansão? – ele perguntou e quase me queimei com a forma, lembrando como foi esse dia.

— Ham... foi bom – respondi colocando a forma em cima da bancada e tirando as torradas delicadamente.

— O que vocês fizeram? – engoli em seco e dei uma respiração profunda.

— Edward me mostrou apenas três cômodos hoje, mas deu para começar bem – mexi a sopa que já estava quase pronta.

— Fico muito feliz por você fazer esse trabalho Bella. Você é uma das melhores design que conheço, e tenho certeza que a casa ficara incrível – lhe respondi com um sorriso.

— Onde vamos jantar? Aqui? Na sala de jantar? – perguntei enquanto desligava o fogo e pegava os potes para por a sopa e o prato para o pão.

— Oh sim, foi isso que eu vim falar – ele riu levemente – Alice quer que jantemos na sala, porque ela não quer sair de lá sem ser para ir dormir. E também é apenas sopa e tudo mais.

— Tudo bem, então me ajude aqui.

E juntos arrumamos os potes de sopa e pequenos pratos com torradas em travessas. Ele levou o de Alice e o segui levando o meu, depois ele buscou o seu jantar, e sentamos confortáveis na sala, assistindo um filme sobre alguma coisa, enquanto eles murmuravam felizes pela comida. Sorri alegre com os elogios.

A noite logo terminou, com Alice bocejando e pedindo para Jasper a ajudar ir para o quarto. Nos despedimos e arrumei as coisas na cozinha antes de ir para o meu quarto.

Li um pouco mais do meu livro antes do sono chegar, deitei fechando os olhos e deixei as emoções do dia vagarem pela minha mente. Nossa solução anterior de ter deixado tudo naqueles três dias foi por água a baixo.

E agora como as coisas iriam ficar?

Sempre que estivéssemos sozinhos iríamos acabar atracados em algum canto?

Eu iria acabar me apegando mais a esses momentos e permitiria que Edward terminasse com Makenna?

Depois disso eu poderia ser feliz sabendo que outra pessoa sofria por causa das minhas decisões?

Eu não tinha todas as respostas, então decidi que para evitar que alguma bomba explodisse iria tentar ao máximo não ficar sozinha com Edward.

Limpei lágrimas que caíram no meu rosto e me permitia dormir sonhando com os beijos de Edward, mas o que não sabia era que o dia seguinte iria trazer uma grande surpresa, eu só teria que decidir se era boa ou não.

Some people fall to hold on to their tears


Bella escorregou em tudo o que queria que não acontecesse, ao contrário dela o Edward queria muito.

E agora como as coisas vão ficar?
Qual será essa surpresa?
Huuum vamos ver rsrs

Eu posto o próximo capítulo antes do final do ano
Obrigada pelas reviews e comentem por favooooooooooor.

Beijos

xx