O homem ficou pálido, e se virou para trás, enquanto Hinata suspirava com alívio. Nunca tinha ficado tão feliz em ver Uchiha como naquele momento.

- Sasuke! - Kiba saudou, tentando parecer natural, mas gotas de suor escorriam-lhe na testa.

- Já bebeu demais, Kiba, se voltar a se aproximar de minha esposa vai desejar nunca ter nascido. - Sasuke disse numa voz macia, o que causou ainda mais arrepios à ameaça.

- Sim, sim, não se preocupe! - Kiba concordou, feito um cãozinho que levou bronca do dono. - Estava apenas brincando, conhecendo sua esposa...

- Não me apareceu brincadeira. E não quero que nenhum homem "conheça" minha esposa, somente eu. - Sasuke disse com voz dura. -Ino! - A morena se aproximou, sem graça.

- Seu marido já bebeu demais, fique de olho nele.

- Sim, senhor. - Ino se aproximou de Kiba, olhando para Hinata. - Sinto muito.

Kiba se afastou.

- Sinto muito. - Ino repetiu para Hinata.

- Você não tem culpa, eu é que sinto muito.

- Sente por quê? Eu já estou acostumada com meu marido. - Ino disse com desânimo. - Até mais, Hinata, foi um prazer. - Acenou e foi atrás de Kiba.

"Pobre Ino", Hinata pensou.

- Vamos embora. - Ela ouviu a voz autoritária de Sasuke ao seu lado. Hinata assentiu. Estavam saindo quando Sakura parou estupendamente na frente de Sasuke.

- Já vão?Ainda é cedo!

- A festa acabou para mim, Sakura. Até mais. - Ele respondeu, fazendo um aceno de cabeça e puxando Hinata.

- Fique um pouco mais, Uchiha! - Um homem, que estava sentado bebendo com os outros, exclamou ao vê-los passar.

- É, e nos deixe conhecer sua belíssima esposa! Teve sorte, meu caro! - Outro disse, passeando os olhos pelos cabelos macios de Hinata, os seios, a cintura e a coxa exposta pela fenda do vestido. - Ma qué bella!

- Não, já é hora de eu voltar para casa com minha esposa. - Sasuke respondeu, puxando Hinata ao encontro de seu corpo como se ela fosse algo que lhe quisessem roubar. Dizendo isso, saíram finalmente da festa. Quando estavam de volta à mansão, ainda do lado de fora, Hinata olhou para Sasuke. Ele parecia pálido e congestionado.

- Por que está bravo? - Perguntou hesitante. Ele se virou de repente para ela, como um louco e a morena foi para trás. Ele a agarrou pelo braço.

- Hoje será minha, Hinata. Hoje vamos consumar este casamento. A morena arregalou os olhos como duas esferas, e tentou se soltar; estava horrorizada de medo.

- Não tente fugir! - Sasuke urrou.

Hinata se assustou ainda mais, e por milagre conseguiu se soltar dele. Saiu correndo, em desespero, e para seu temor viu o Uchiha correndo logo atrás de si.

- Fique longe de mim!!! - Berrou.

- Não fuja Hinata, ou será pior pra você! - Ela tapou os ouvidos, com o coração descompassado, e quando viu estava à frente de uma grande fonte, a metros do Borboletário.

Nunca tinha notado aquela fonte antes. Antes que pudesse mudar o rumo e correr para outro lado, Sasuke a alcançou e a agarrou, derrubando os dois dentro da fonte.

- Me solte!!! - Hinata berrou quando emergiu. Sasuke a segurava com tanta força pelo pulso que doía muito.

- Não vou soltar! Vai ser minha... Nem que seja a última coisa que eu faça! - Ele parecia insano, parecia um animal, e Hinata se encolheu.

- Eu não quero! - A morena se levantou. Que erro. Ao seu levantar os cabelos molhados colaram-se nos seios, e o vestido, que já era bem colado, ficou como uma segunda pele no corpo da morena, enfatizando cada recanto e cada curva. A perna, exposta pela fenda lateral do vestido, parecia perolada à luz da lua. Sasuke ofegou, com os olhos nublados, e puxou Hinata de volta á água. A morena se desequilibrou e caiu no colo dele.

- Eu não quero, Uchiha! Não! - Ela gritou com todas as forças, quando ele começou a rasgar o vestido ferozmente.

- Não me importa se quer ou não, EU te quero agora! - Ele tinha um olhar de ódio, e Hinata sabia que ele não ia parar. - Todos aqueles homens te olhando hoje estavam me enlouquecendo! Ficaram te elogiando, dizendo o quão bonita e delicada você é! Como se eu não soubesse! E você ainda faz questão de provocar, usando um vestido sensual como esse! Quando vi Kiba quase em cima de você me segurei para não fazer uma loucura!

- Sasuke! - Hinata berrou de olhos arregalados, quando ele rasgou a parte da frente do vestido e os seios cheios e delicados ficaram à vista. Na mesma hora ela os tapou com a mão.

- Você é minha! E que fique claro para todos! Inclusive para você! - Uchiha murmurou cego pela fúria e pelo desejo, tirando as mãos de Hinata da frente.

Ele olhou os seios e ofegou. Hinata virou a cara e fechou os olhos, desesperada e ardendo de vergonha. Sasuke apertou os seios dela, sentindo a pele macia e fina. Depois desceu a boca para os mamilos, arrepiados por causa da água gelada, e os chupou com voracidade. A moça fechou os olhos com mais força.

-Terminou? - Perguntou nervosa, quando Sasuke se afastou.

- Mal começamos. - Ele respondeu perverso, somente se levantando para tirar a própria roupa. Hinata tentou sair da Fonte, mas Sasuke a segurou e a puxou de volta, sério, disse:

-Se continuar tentando escapar vai piorar sua situação. - Ele disse alto, e Hinata tremeu. Quando ele terminou de tirar a roupa molhada, Hinata virou o rosto. Não queria ver nada.

- Olhe para mim! - Ele mandou, virando o rosto dela para ele de uma vez. Hinata arregalou os olhos. Sasuke era forte, tinha muitos músculos, peito malhado e... Quando a morena olhou para baixo ofegou.

- Você é muito... Grande!Vai me machucar! - Ela disse assustada, olhando abismada para a masculinidade de Sasuke.

- Não vou se me deixar fazer isso direito. - Ele sorriu com ironia. Parecia se divertir naquele momento.

- Vamos conseguir. - Ele disse simplesmente. -Vou entrar todo em você, e vai ser bom para nós dois se você relaxar.

- Uchiha, pare de me torturar! - Ela gritou, chorando, em absoluto desespero. - Não vou conseguir relaxar e você não pode me forçar!

- Isso é o que veremos. - Ele disse arrogante.

- Você está ficando maior! – Hinata exclamou, vendo como o marido ficava ainda mais duro e ereto a cada segundo.

- É você. - Ele a olhou com perversidade, os olhos brilhando. Aproximou-se e deitou Hinata no batente da fonte. Ela tentou sentar, mas Sasuke a empurrou de volta.

- Fique aí!!

Começou a passar a mão pelo corpo esbelto de Hinata, sentindo a pele alva sob a palma. Passou a mão lentamente sobre a coxa torneada da morena, apertando-a. Virou o corpo de Hinata para ele, e antes que ela pudesse conter o gemido de surpresa, Sasuke lhe abriu as pernas, segurando com firmeza para que ela não as fechasse.

-Uchiha, pare com isso! - Ela gritou, fazendo força com os joelhos para fechar as pernas e cobrir sua feminilidade.

Ele não deu ouvidos, abrindo-lhe ainda mais as pernas e observando, com certo encantamento, aquela rosa fina se abrir para ele. Abaixou-se e deu uma mordida na parte interna da coxa de Hinata, fazendo-a ofegar. Depois ele lambeu a parte mais íntima da morena, de cima a baixo, numa lentidão torturante, e Hinata gemeu alto pela surpresa. Nunca tinha sentido aquilo antes.

- Tem que estar molhada para me receber. - Sasuke disse arrogante, como se aquilo justificasse seu ato de segundos antes.

-Não...

Sasuke se colocou em cima dela, pousando uma mão no pescoço pequeno e fino dela, sentindo a pele suave. Desceu o rosto para os seios dela. Lambeu um mamilo sensualmente. A morena ofegou enquanto os mamilos ficavam duros. Sentiu, com surpresa e horror, uma mão de Sasuke passar por toda a lateral de seu corpo, explorando as curvas, e chegar até o interior de sua coxa. Ele subiu a mão e tocou a feminilidade.

Ele ofegou no ouvido dela, e enfiou lentamente um dedo. Hinata se retesou, mas a outra mão de Sasuke a segurou firmemente pelos cabelos.

-Vai me machucar... - Hinata choramingou, sentindo o dedo de Sasuke cada vez mais dentro dela. Sentia algo estranho... Um prazer esquisito lhe formigava.

- Só irei te machucar se você ficar nervosa demais e tentar fugir. - Ele respondeu, tirando o dedo e sorrindo com satisfação ao sentir o íntimo de Hinata úmido e quente. -Posso machucá-la sem querer, por isso não lute contra mim.

Sasuke abriu as pernas de Hinata e colocou-se no meio delas antes que Hinata as fechasse. Ela soluçou de susto e medo.

-Uchiha!

-Fique calma! - Ele rosnou, segurando-a pelo rosto e a olhando nos olhos.

- Não!! - Ela voltou a chorar, de tanto nervosismo.

Sasuke resmungou alto alguma blasfêmia, e se enterrou dentro de Hinata de uma só vez, de forma feroz. A morena gritou alto, enfiando as unhas nos ombros de Sasuke e sentindo lágrimas quentes de dor nos olhos.

- Você está me rasgando! - Berrou, gemendo de dor e esmurrando Sasuke.

- Não estou! Fique quieta que vai se acostumar! - Ele ordenou, sem a mínima pena.

Hinata virou o rosto para o lado, chorando, enquanto sentia o grosso e comprido membro do marido dentro de si. Sasuke começou a se mexer dentro dela, e Hinata logo apertou os olhos, achando que doeria de novo... Mas não doeu mais. Ela abriu os olhos, confusa, engolindo os soluços.

- Viu, não precisava de tanto escândalo. - Ele sussurrou observando-a. - Já passou.

Hinata não respondeu. Ficara um pouco mais calma agora que sabia que não ia mais doer, mas ainda sentia pontadas por dentro, devido à brusca invasão que seu corpo não estava acostumado. Sasuke, olhando sua esposa, passou a mão pelo rosto dela e pelos cabelos molhados, limpando o suor que se misturara com a água da fonte. Começou a entrar e sair, lentamente, do corpo da morena. Hinata arregalou os olhos quando sentiu uma profunda sensação de prazer que se espalhou por dentro de seu corpo. Sasuke sorriu frívolo, quando notou que a esposa finalmente estava começando a sentir prazer.

Pegou as delicadas mãos dela e colocou-as em suas costas. Hinata apertou e desceu as mãos, involuntariamente, até que chegaram ao traseiro, puxando o corpo do moreno de encontro ao seu. Sasuke sorriu com sarcasmo e a mulher abriu os olhos e quando notou onde tinha as mãos, corou e as subiu de novo para os ombros do homem.

Ele tinha um cheiro tão bom... tão masculino. Sentiu Sasuke aumentar os movimentos, rebolando dentro dela com intensidade. Hinata deixou escapar um gemido longo, como uma gata em puro deleite. Sasuke investiu com mais força, fazendo a morena ter que se segurar para não cair, e finalmente o ápice explodiu. Sasuke caiu em cima de Hinata, com o rosto dentro dos cabelos macios. Os dois ofegavam, sem forças para se mexer.

- Vai me esmagar. - Hinata murmurou enquanto retomava a consciência, sem olhar para Sasuke. Ele saiu de cima dela. Aproximou o rosto, virando o dela em direção dele com força.

- Sabia que ia gostar. - Disse cruel. Hinata apertou os olhos, que estavam molhados pelas lágrimas.

- Você me forçou! Nunca vou lhe perdoar por isso! Ela virou o rosto com brutalidade, e viu manchas vermelhas na água da Fonte. - O que... você me machucou, Uchiha! Isso é sangue! - Ela disse com desespero.

- Isso é normal. - Ele respondeu, vestindo-se com a roupa molhada. Hinata soluçou. Quando Sasuke estava vestido, se aproximou dela.

- Fique longe de mim, seu monstro! Nunca mais vai tocar em mim! - Ela gritou, se afastando. A expressão dele ficou dura como gesso.

- Tocarei em você sempre, porque agora sim você é minha mulher.

- Eu te odeio Uchiha!

Ele sorriu sarcasticamente e se aproximou. Hinata se encolheu. - Eu não disse que podia forçá-la se quisesse? - Ele perguntou com crueldade. - Tenha cuidado comigo, pois eu SEMPRE cumpro os desafios que me proponho. E no final você até aproveitou, não?


Sasuke mandou-lhe um olhar divertido e saiu dali. Hinata recolheu o vestido rasgado de dentro da fonte, em prantos. Sentia-se a pior das criaturas, usada, humilhada Todo seu corpo doía terrivelmente.

Na manhã seguinte Hinata acordou com olheiras escuras, e todo o corpo doendo tanto que mal podia se mover. Tinha ido dormir dentro da mansão, no quarto, mas só depois de conferir que Sasuke não estava dormindo lá. Não sabia onde o marido estava, mas também nem queria saber.

Exclamando de dor, Hinata de levantou da cama e foi em direção ao banheiro. Tomou um banho quente de imersão para tirar a "sujeira" do corpo, pois se sentia muito mal, e para tentar amenizar o desconforto.

Quando retornou ao quarto, vestiu uma camisola desanimadamente e voltou a deitar na cama, cobrindo-se toda.

-Madame? - Ouviu Kurenai bater insistentemente na porta. Não se deu ao trabalho de responder, sentindo os olhos arderem. Kurenai entrou.

-Senhora, está tudo bem? - A mulher se aproximou, preocupada. Hinata fez que não com a cabeça.

- O que têm? E o que aconteceu com o vestido, por Deus? - Kurenai, chocada, pegou os farrapos do belíssimo vestido negro que Hinata usara na noite anterior que estavam ao pé da cama.

- Um acidente. - Respondeu distante.

- Mas como ele ficou em fiapos deste jeito? Parece que foi rasgado! - Hinata se remexeu na cama. Sentia a garganta se apertar cada vez mais.

- Já disse um acidente Kurenai. - A mulher suspirou, desconfiada e preocupada.

- Queres que eu traga o café da manhã aqui em cima? O patrão não está em casa.

"Ótimo", Hinata pensou, aliviada. - Não, estou sem fome.

- Mas como...? Não pode ficar sem comer! Está com olheiras e pálida, senhora, se sente bem?

-Não, me sinto muito mal. - Hinata respondeu de forma dramática, por mais que fosse a pura verdade. - Tenho dores, e desejo ficar na cama todo o dia.

- Quer algum remédio, senhora? - Kurenai se aproximou com preocupação. - Assim que o patrão chegar eu...

- Não quero vê-lo! - A mulher deu um passo para trás, assustada com o grito repentino da morena.

- Tudo bem, se acalme. Vou buscar algo para a senhora tomar e logo vai se sentir melhor.

- A dor que eu sinto não poderá melhorar nunca. - Hinata murmurou, quando Kurenai saiu do quarto. Cerca de duas horas depois, ainda estava na cama, um pouco mais calma por causa do chá que a governanta dera a ela.

Virou-se na cama e acabou adormecendo. Teve uma série de pesadelos horríveis... Cenas com seu pai, Hiashi, a humilhando e debochando... Sasuke lhe rasgando as roupas violentamente... Acordou totalmente empapada de suor, e com febre. Os cabelos lhe grudavam na testa, e havia lágrimas em seu rosto. Quando se sentou na cama, viu um par de olhos diabólicos a olhando e levou um susto.

-Uchiha. - Sussurrou, apertando o lençol.

- Estava gritando. - Ele comunicou. - Pesadelos?

- Sim. A maioria deles com você. - Ela acusou felina.

Ele soltou uma risada gostosa e cruel, que arrepiou todos os cabelos da nuca de Hinata. Aproximou-se da cama, e a morena imediatamente se encolheu sobre os lençóis.

- Fique longe!!!

Ele deu um sorriso de canto, observando o corpo pequeno de Hinata molhado pelo suor tremer sob os travesseiros.

- Quando vai aprender que não tem como fugir de mim? Vou te ter perto de mim a hora que eu quiser. - Ele disse, sentando-se na cama enquanto Hinata se pregava na cabeceira, tentando ficar o mais longe possível. Ela secou o rosto com as mãos pequenas.

- Kurenai me disse que você não se sente bem. - Ele comentou. - O que é? Birra?

- Não é birra. - Ela murmurou com raiva. Como odiava aquele homem!

Ele estendeu as mãos másculas até o rosto de Hinata, repentinamente, enxugando o suor e as lágrimas dela. Ela virou a cara, emburrada.

- Você está quente. - Ele disse de cenho franzido, baixando as mãos para os braços de Hinata, e em seguida para o corpo escondido pela camisola, que se grudava ao corpo fervente e úmido. - Muito quente. O que tem?

- Não sei. Creio que o culpado disto é você. Estou doente porque ontem você me machucou.

Sasuke sorriu maliciosamente. - Ontem você, no final, estava gostando de ser "machucada" por mim. Ela arregalou os olhos.

- Você é maluco!Um sádico. Ele gargalhou.

- Pense o que quiser. - Ele se levantou, e quando Hinata suspirou de alívio por pensar que ele ia embora, sentiu-se puxada por duas mãos grandes. Sasuke a pegou no colo.

- O que está fazendo?

- Você está com febre. Vai tomar um banho frio.

- O quê? - Ela gritou.

Sasuke não deu ouvidos e caminhou até o lavabo. Quando a pôs no chão, logo baixou a camisola da morena de uma só vez, deixando-a nua na sua frente.

- Uchiha! - Ela gritou, aflita, tentando puxar uma toalha para se cobrir. Ele não deixou, e a colocou dentro de uma tina de água gelada. Quando o corpo de Hinata tocou a água gelada, imediatamente, começou a tremer e se contorcer.

- Não, está muito frio... - Ela pediu, com a voz trêmula, enquanto tentava sair da tina. Sasuke não permitiu, empurrando-a para dentro.

- Vai ficar aí dentro, para que melhore da febre!

- Mas eu vou congelar! - Ela gritou, com os dentes batendo fortemente por causa da água que mais parecia um gelo.

- Não vai. - Ele respondeu simplesmente.

- É porque não é você que está aqui.

- Claro, eu não estou com febre. - Sasuke resmungou, segurando Hinata pelos ombros para que ela ficasse quieta. Hinata engoliu o choro, e tentou controlar os tremores do corpo.

- Que marcas são essas? - Sasuke perguntou, observando as marcas vermelhas e roxas pelo corpo branco da morena. Ela o olhou com ódio.

- O que mais? Você! - Ele ficou quieto por poucos segundos.

-Eu lhe marquei desse jeito?

-Claro que sim! Ou acha que eu fiz essas marcas em mim mesma?

Sasuke deu de ombros, como se não se importasse, e não disse mais nada. Alguns minutos depois, ele finalmente a tirou da água. Hinata tremeu mais do que antes, se possível, e os dentes faziam um barulho alto por estarem se batendo. Sasuke pegou uma toalha branca e enrolou Hinata, pegou-a no colo e a pôs sentada na cama.

-Agora vai me deixar em paz? - Ela gritou, com os lábios roxos. - Ele não respondeu, foi até o armário do quarto e apanhou um vestido da esposa.

- O que está fazendo? - Ela perguntou. Sem responder, ele se aproximou, tirou a toalha dela com brutalidade. Começou a secá-la.

- Uchiha, pare com isso! Eu posso fazê-lo sozinha! - Ela tentou puxar a toalha, com o rosto vermelho de vergonha e irritação.

- Pode. - Ele revisou com ironia. - Mal consegue ficar em pé, Hinata. E se for vergonha, poupe-me, ontem à noite eu já vi tudo isso em detalhes.

Ela cruzou os braços, querendo um buraco para se enterrar.

- Levante os braços. - Ele ordenou quando terminou de secá-la. Hinata os levantou, e o marido começou a vesti-la com o vestido que tinha escolhido.

- Por que está me vestindo? Eu quero ficar na cama e dormir... - Ela murmurou zonza.

- Não vai dormir.

- Mas... - Ela o olhou confusa. Ainda sentia a própria pele quente, por mais que o banho frio tivesse ajudado a melhorar.

- Não. Vai descer comigo e agir normalmente! - Ele disse com dureza, olhando-a nos olhos. - Se ficar aqui dentro todo o dia, como uma doente, os criados vão achar estranho. Vai descer comigo, mesmo com febre, nem que esteja morrendo! À noite, quando subir para dormir, pode descansar... Mas agora não.

Hinata sentiu os olhos marejarem. Estava com a cabeça explodindo, tonta, o corpo lhe doía, e estava morta de febre! Só o que queria era descansar para conseguir se recuperar.

- Sasuke, mas eu...

- Penteie os cabelos. - Ele mandou, interrompendo-a, enquanto pegava a escova e passava para Hinata.

Ela sentiu vontade de gritar, mas se sentia fraca para iniciar uma discussão agora. Pensou no por que ele a maltratava tanto? Porque ele era tão cruel? Penteou os cabelos e olhou para o marido, pálida e com raiva.

- Perfeito. - Ele deu um sorriso debochado. - Agora sorria e vamos descer. - Agarrou o braço dela sem nenhuma delicadeza, e a puxou.


Alguns dias se passaram. Kurenai ajudava Hinata a se vestir para o jantar, no quarto.

- Permita-me perguntar, madame. A senhora e o patrão já estão bem? - Kurenai perguntou, observando o reflexo de Hinata através do espelho na frente da morena.

- Como assim?

- Esses dias passaram muito distantes um do outro... A senhora ficou até doente. Graças que está melhor.

- Está tudo ótimo. Como eu sempre imaginei que seria. - Hinata respondeu com amargura.

- Senhora, não fale assim. - Kurenai a olhou com ar compadecido, parando de apertar o corpete do vestido. - Basta...

As batidas na porta interrompeu a conversa das duas. Olharam, quando Sasuke entrou no quarto feito uma rajada de vento.

- Pode descer Kurenai. - Ele ordenou, olhando implacavelmente para Hinata.

A morena o encarou de volta, pelo reflexo do espelho.

- Mas eu ainda tenho que terminar de arrumar o vestido da senhora! - A mulher protestou.

- Deixe que eu faço isso. - Sasuke a olhou. O olhar duro indicava que não queria discussões.

Kurenai, hesitante, assentiu e saiu do quarto. Hinata apertou as mãos, temerosa, quando o marido, ainda encarando-a pelo espelho, os olhos brilhantes como os de um gato maldoso, se aproximou.

- O que falta aqui? - Ele perguntou, observando as costas do vestido dela.

-Falta... - Hinata pigarreou. - Falta amarrar o corpete e laçar.

Sem dizer nada, Sasuke pegou os dois cordões da parte de trás do vestido e puxou-os com força, apertando o corpete. Hinata piscou forte e ele foi puxando os cordões cada vez com mais força. Fez o corpo pequeno de Hinata sacudir com os puxões.

-Amarre com menos força, vai estourar uma artéria. - A morena protestou, olhando para trás enquanto tomava fôlego por causa da roupa apertada.

Sasuke de um sorriso cínico, e Hinata franziu o cenho. Ele terminou o que fazia, e finalmente amarrou o laço. Virou Hinata de frente para ele de repente, com as mãos logo abaixo dos seios dela.

- Está parecendo uma princesa. - Ele disse, observando o vestido longo e azul celeste que ela usava.

- A princesa presa na torre pelo ser do mal. - Ela atacou e ele sorriu.

- Sim. A bela e frágil princesa, em seu enorme castelo, ao lado de seu dono. - Ele frisou a última palavra.

- Você não é, nem nunca será meu dono!

- Eu já sou minha bela. - Com um olhar cruel, ele a puxou pelo braço para descerem para jantar.

O jantar daquela noite foi tenso. Até mesmo os criados que serviam à comida notaram o ar pesado.

- Quando vai me permitir uma visita aos meus pais, Sasuke? - Hinata perguntou, no meio da refeição. Ele terminou de mastigar, observando-a com um olhar brilhoso e felino.

- Acho que agora não é a hora apropriada.

- Mas eu quero ir vê-los! - Ela disse meio indignada.

- Espere mais um pouco. - Ele se serviu de vinho, calmo.

- Esperar o quê? Eu não os vejo desde o casamento!!

- Sim, o que não se pode dizer que faz muito tempo, não é? Praticamente acabamos de casar, não é necessário você ir visitar seus pais toda semana, ainda mais agora no começo de nossa vida juntos.

- Mas você não pode me impedir se eu quiser ir!

- Posso sim. - Ele a olhou, com as feições duras. - Sou seu marido agora. E você tem que entender isso, Hinata. Não é mais uma menininha que depende dos pais. Agora é uma mulher casada, não há necessidade de incomodá-los toda hora.

- Não é porque casamos que você vai me aprisionar, Uchiha! - Ela gritou, largando o guardanapo. - Pretende afastar-me dos meus pais também? - Sasuke se levantou da mesa, a figura alta e poderosa causando um impacto.

-Não grite, nem discuta nas refeições, Hinata!

- Faço o que eu quiser, não pode me controlar! - Ela se levantou também.

Sasuke passou a mão no rosto, como que para se acalmar, mas de repente caminhou até a esposa e a pegou pelo braço.

- O que está fazendo?

- Cale-se. - Ele ordenou entre dentes, subindo as enormes escadas da mansão, arrastando Hinata atrás de si sem a menor delicadeza e sem se importar se estava machucando-a.

- Vai utilizar da força bruta pra tentar me controlar? - Ela gritou, mas estava com medo. Ele a olhou com os olhos duros e gelados.

- Você está merecendo, Hinata, para aprender a me respeitar. Quem sabe um dia eu te dê uma bela surra. Mas não será hoje. - Ele abriu a porta do quarto brutalmente e jogou Hinata lá dentro. A morena se desequilibrou e caiu no tapete.

- Vai ficar aí até que mude de atitude! - Sasuke disse arrogante. - Cansei Hinata! Você não é mais uma menina... Agora é minha mulher e tem que se dar conta de que as coisas mudaram!

- Uchiha!! - Hinata se levantou com dificuldade aos berros, mas quando se aproximou Sasuke já tinha batido a porta e trancado à chave. - Uchiha!!! Tire-me daqui! Abra! - Nada. Sasuke já tinha ido. Desesperada, Hinata bateu forte na porta. – Alguém abra a porta! Por favor!

Ela começou a chorar, caminhou até a cama e sentou-se. Sua vida estava um verdadeiro inferno ao lado daquele homem!! Tinha que sair dali!

No dia seguinte, Hinata acordou toda dolorida por ter dormido de mau jeito na cama. Esfregou os olhos e sentou-se. Viu que tinha dormido com o vestido longo da noite anterior, e sapatos. Ouviu o trinco da porta sendo aberto e ergueu os olhos na mesma hora, esperançosa. Kurenai entrou preocupadíssima.

- Senhora?

- Kurenai! - Hinata, sem saber por que, começou a chorar.

- Ah, senhora, não chore. - A mulher foi até a cama, pôs Hinata no colo e a consolou. - Quando fiquei sabendo que o patrão havia trancando-a aqui, exigi que ele me desse a chave para que eu trouxesse algo para a senhora comer!

- Ele é um homem horrível! -Hinata disse chorosa. -Quero ir embora daqui!

-Se acalme senhora. Veja, eu trouxe uma comida deliciosa. -Kurenai indicou a bandeja. -Você precisa se alimentar direito, ontem mal jantou!E depois ficou aqui presa, pobrezinha. - Hinata começou a comer. Estava terminou, olhou para a criada.

- Obrigada.

- Imagine... Senhora me escute, por favor! Não discuta, nem provoque o senhor. Ele se torna impiedoso quando fica com raiva! Por Deus! Não o provoque! - Hinata ia responder, quando um dos cozinheiros bateu na porta.

- Kurenai! O patrão está chamando-a! - A mulher acenou e depois olhou para Hinata.

- Fique bem, senhora. E por favor, ouça o que lhe digo. - Kurenai saiu do quarto, e Hinata suspirou enquanto olhava para a porta.


Dois dias se passaram. Hinata não estava mais trancada no quarto. Sasuke tinha saído naquela tarde, por isso Hinata estava aliviada e sentindo-se livre novamente na mansão. Resolvera dar uma volta lá fora, para tomar ar fresco. Caminhava pelo lado de fora, quando seus olhos pousaram na fonte da casa Uchiha. Imediatamente flashes da noite em que o marido a forçara a fazer amor com ele, ali dentro daquela fonte, invadiram-lhe a mente.

Desviando os olhos, pálida e ao mesmo tempo quente de vergonha por dentro, Hinata voltou a caminhar. Andou tão distraída, que quando se deu conta estava perto do Borboletário. Para sua enorme surpresa, viu a chave na fechadura da porta. Aquilo era inacreditável, pois sempre que Sasuke e Kurenai saíam, levavam a chave e Hinata não sabia onde a escondiam.

Instigada, e sabendo que o Borboletário era o único lugar ali que a fazia sentir-se viva e alegre novamente, Hinata olhou ao redor para ver se ninguém se aproximava. Ninguém.

Lembrou-se do Uchiha lhe falando que jamais poderia entrar ali sem a companhia dele ou de Kurenai. Ele parecera realmente sério e ameaçador ao lhe dizer isto. Mas ele tinha saído e não havia ninguém por perto. Não faria mal Hinata entrar rapidamente, somente para dar uma olhadela nas borboletas, e sair.

Girou a chave e entrou no Borboletário rapidamente, fechando a porta atrás de si. Sorriu ao ver as borboletas, as flores e as plantas. Adorava aquele lugar! Era como se fosse um bálsamo para a escuridão que andava sua vida. Foi andando lentamente, respirando o ar puro e o perfume das flores. Andou até o final do Borboletário. Ia se virar, quando viu em sua diagonal uma espécie de tapete de camurça pendurado pelo teto até o chão, num canto afastado das flores e plantas.

Curiosa e intrigada, ela se aproximou. Quando estava bem perto, viu que o tapete parecia cobrir algo. Impulsivamente, Hinata puxou o tapete para o lado e ofegou de surpresa.

Havia um quadro! A mais bela pintura que Hinata já tinha visto. Era o retrato de um moço... Bem, não um homem feito. Um rapaz, mais ou menos de sua idade. Ou até mais novo. Tinha cabelos negros como os de Sasuke, mais comprido um pouco, olhos negros e a pele mais bronzeada que a sua. Muito bonito. Ele usava uma camisa branca, e sorria. A pintura mais era perfeita. Era como se ele estivesse mesmo ali a sua frente.

Impressionada, Hinata ergueu a mão e tocou o quadro. Quem seria aquele belo rapaz tão parecido com Sasuke? E por que ele guardava aquela pintura escondida tão misteriosamente?

De repente, como se a magia do momento se rompesse, Hinata sentiu uma presença logo atrás de si.

- Kurenai, eu... - Hinata se virou, e foi com horror que viu Sasuke respirando fortemente perto dela. Ele a olhava com tamanho ódio e ira, que mais parecia um touro feroz prestes a saltar em cima dela. Hinata ficou pálida, e só então percebeu que nunca tivera tanto medo como naquele momento.

- Uchiha... - Ela exclamou, quase sem voz. Com medo, Hinata voltou a olhar o quadro, e depois se afastou.

- O que faz aqui? - Sasuke quase berrou a última palavra. Hinata deu um pulo, sentindo as veias congeladas de temor.

- Eu... - Ela continuou se afastando, o máximo que podia.

Sasuke bufou feito um leão que acabara de ver outro animal querendo roubar sua caça. Ele foi até o quadro, jogou-o no chão provocando um estrondo que assustou Hinata ainda mais, e em seguida puxou o tapete para cobrir.

- Será que não prestou atenção quando eu disse que você JAMAIS poderia vir aqui sozinha? - Ele urrou agora indo na direção de Hinata. Parecia querer matá-la; sua expressão estava congestionada de ira, e seu pescoço forte latejava.

- Prestei, mas... -De olhos arregalados, ela começou a andar para trás olhando nos olhos do marido.

- Você não tinha o direito de se meter na minha vida! - Sasuke, com três passadas largas, foi até a morena e a pegou com tanta força pelos ombros que ela achou que seus braços partiriam. Ele a sacudiu com força.

- Uchiha, me perdoe! Eu só... Não havia ninguém e a porta estava aberta...

- E por isso achou que podia vir se intrometer? - Ele parecia fora de si. Tinha os olhos saltados. Cuspia as palavras.

- Quem é a rapaz do quadro? - Hinata arriscou, observando-o.

Foi o maior erro que poderia ter cometido. Sasuke ao ouvir aquilo ficou pálido feito uma parede, e de repente desferiu um tapa no rosto delicado de Hinata. A força foi tanta, que a morena caiu no chão e ficou atordoada por uns instantes.

- Sasuke! - Ela o olhou chocado, com os olhos brilhantes pelas lágrimas e a mão pequena em cima da bochecha vermelha e quente.

- NUNCA mais ouse falar deste quadro! Você não tinha o direito, Hinata! NÃO TINHA!

Quando a morena levantou-se do chão, Sasuke foi para cima dela de novo. Ela o olhou. No rosto o terror escorrendo de seus olhos.

- Uchiha, pare! Parece um demônio! - Ela gritou, tremendo, ao vê-lo tão fora de si. Os olhos de Sasuke pareciam negros, iguais aos de um lobisomem, e a expressão de fúria no rosto era igual ao de um diabo que acabava de ser provocado.

- ESPERO QUE ESQUEÇA o que viu aqui!! - Ele berrou, empurrando-a. Hinata se desequilibrou.

- O que está acontecendo, por Deus? - Kurenai apareceu pálida e nervosa. Viu Sasuke empurrando Hinata com força e a morena chorando. - Patrão, deixe a moça!!! - Ele a olhou, com os dentes trincados. Hinata aproveitou a distração e escapou dos braços do marido, que a machucavam. Saiu correndo em puro desespero, mas Sasuke foi atrás dela.

- Me deixe! - Ela gritou, tremendo e olhando para trás.

- Volte aqui! Você vai aprender uma lição, e agora!! - Ele a alcançou e a agarrou pela cintura, derrubando-a no chão. Quando ficou por cima dela, começou a tirar o cinto da calça. Hinata arregalou os olhos, se debatendo.

- O que vai fazer? Vai me bater agora seu animal? – Berrou a plenos pulmões sentindo os olhos arderem violentamente.

- Vou fazer você aprender uma coisa, e nunca mais vai ousar fazer algo parecido com o que fez! Jamais irá passar por cima de uma ordem minha de novo!! - Ela gritou, tentando sair debaixo dele. Mas Sasuke já tinha tirado o cinto e o segurava firmemente na mão.

- Não pode me bater! - Ela urrou.

- Posso. E vou fazê-lo. - Dizendo isso, Sasuke agarrou uma coxa de Hinata, segurando-a por debaixo da perna e subiu-a até sua cintura. Com a outra mão desceu o cinto até a coxa num estalo. A voz da esposa, que saiu esganiçada, ecoou pelo jardim.

- Nunca mais vai me desobedecer, ouviu? - Ele disse, subindo o corpo de Hinata, com uma mão pelas costas dela até que o rosto dela ficasse a centímetros do seu. Subiu o vestido que ela usava com uma mão, deixando a coxa exposta, e ia descer o cinto em cima da pele fina quando Kurenai voltou com mais um criado.

- Senhor, largue-a! POR DEUS!

- Não se meta Kurenai! - Ele urrou, virando a cabeça para a criada.

- Me solte, seu demônio! - Hinata berrou, se debatendo e se soltando. Sasuke a olhou.

- Você vai sair daqui... - Ele se levantou e foi puxando-a pelo braço.

- O quê? - Hinata o olhou atônito.

- QUERO QUE SAIA! - Quando chegaram ao portão da mansão, Sasuke o abriu com violência e jogou Hinata para fora, como se fosse uma tralha. -Não suporto te olhar! Você foi longe demais!

- Mas para onde eu vou? - Ela gritou, assustada.

- Não me importa, SUMA daqui antes que eu a mate! - Ele gritou descontrolado. Hinata pulou de susto e saiu correndo. Chorando, e com o coração aos pulos, só queria ir para longe dali. Ainda pôde ouvir as exclamações de Kurenai

- Mas ela não sabia, patrão! Vá atrás dela!

E as respostas de Sasuke aos gritos, mas aos poucos os sons diminuíram, e quando Hinata viu, tinha corrido muito. Lágrimas e suor se misturavam em seu rosto. Olhou para os lados e se viu sozinha. Finalmente mais calma ao constatar que estava bem longe da mansão dos Uchiha, Hinata puxou o ar. Estava sem fôlego por causa da corrida e por causa do choro compulsivo.

Quando conseguiu retomar o ar, a morena enxugou os cabelos e a testa, que estavam molhados. Olhou para o céu e o viu escurecendo. Ia ficar noite logo, logo. Perdida, Hinata voltou a caminhar. Não sabia para onde iria. Não sabia sequer onde estava! Olhou para os lados, e viu-se numa rua gelada e deserta. Alguns poucos mendigos passavam por ali, e olhavam-na com fogo nos olhos.

Começando a ficar temerosa, Hinata andou mais rápido. Quando as horas foram se passando e a noite escura e fria caiu, Hinata começou a se desesperar. Não tinha como ir até a casa dos pais, não podia voltar, e estava perdida naquelas ruas!

Viu dois mendigos passarem por ela, com olhares cúmplices, e sentiu o coração acelerar de medo. Limpando o rosto, e passando as mãos nos olhos que cismavam de se derramar, Hinata voltou-se para o outro lado e sem que visse que estava no meio da rua uma carruagem quase passou por cima dela.

- Hinata? - A carruagem parou. A morena franziu o cenho, assustada com tudo aquilo, e olhou. Foi com enorme alívio que viu Ino descer da carruagem e caminhar até ela.

-Hinata, o que faz aqui esta hora? Sozinha no meio da rua? -Ino perguntou cheia de preocupação, se aproximando.

- Ino! Que bom te ver! -Hinata estava à beira das lágrimas.

- O que aconteceu? -Ino acenou para a carruagem, para que esperasse, e olhou para a morena, tocando-a no braço. -Nossa, você está gelada!! Deve estar morrendo de frio sozinha nessas ruas, querida! O que aconteceu?

- É que... -Hinata começou a chorar, soluçando. -Eu e Uchiha discutimos... Ele ficou fora de si, me pôs para fora e...

- O quê? - Ino arregalou os olhos.

- S-Sim... E agora eu não tenho para onde ir...

- Como? Você vai comigo para minha casa! - Hinata a olhou confusa.

- Como? Mas... Seu marido...

- Não me importa! Vamos você está tremendo, pobrezinha! -Ino conduziu Hinata até o interior da carruagem, colocando um pesado casaco nas costas da morena.

- Obrigada. - Hinata fungou, aconchegando-se mais ao casaco.

- Que marca é essa no seu rosto? - Ino perguntou de repente. Hinata suspirou.

- O Uchiha ficou descontrolado. Parecia um diabo atiçado. Acabou me batendo.

- O quê?? -Ino abriu a boca, indignada. -Mas... Que absurdo! Ele não tem o direito! Nenhum homem tem! Eu irei até a mansão Uchiha!! Vou acertar umas contas... - Hinata acabou sorrindo.

- Não é necessário, Ino. Já conhece Uchiha. - De cara fechada, Ino disse:

- Não suporto o machismo.

- Muito menos eu. -Hinata suspirou. -Sempre lutei contra estas coisas, mas agora que estou casada com aquele bicho minha vida está insuportável.

- Uchiha não tem piedade. -Ino murmurou com um rápido suspiro. -Eu a avisei, mas por que afinal foi a discussão de vocês? Deve ter sido muito sério para deixá-lo tão nervoso... - Hinata hesitou. Confiava muito em Ino, mesmo só tendo a visto duas vezes, mas sua mente lhe disse que seria melhor não contar nada do quadro. Poderia piorar a situação.

-Sim... Eu fiz algo que Uchiha tinha proibido terminantemente. Eu não deveria ter feito, conhecendo-o tão bem.

-Mas o que você fez de tão grave? -A morena a olhou, curiosa.

-Desculpe, Ino. Confio em você, mas isso não poderei contar.

-Bem... tudo bem. Mas como Uchiha teve coragem de fazer isto com você? Você é tão inofensiva!! Nada justifica o ato dele!

-Ele é um monstro. -Hinata sussurrou, lembrando-se de toda a briga. O tapa, os empurrões, os gritos, e a quase surra que ele lhe dera de cinto. -Nunca mais quero vê-lo! Pelo menos agora estou livre... -Ino a olhou com preocupação.

-Eu não queria assustá-la, Hinata, mas não creio que Uchiha te deixará livre. A raiva dele vai passar, e quando passar ele vai querer você de volta.

-NÃO! -Hinata tremeu. -Não vou suportar mais isto! -Ino suspirou. A carruagem parou. A morena ajudou Hinata a descer, e ambas entraram na mansão.

-Meu marido está em casa? -Ela perguntou a uma criada, assim que entraram.

-Não, senhora.

-Melhor assim. -Ino disse para Hinata, girando os olhos. -Esta é uma amiga que irá passar a noite aqui. Arrume um quarto para ela, sim? -Pediu à criada, que assentiu e saiu.

-Ino, nem tenho como agradecer tudo isto. Não vou dar trabalho? -Hinata perguntou.

-Claro que não! E se por acaso Kiba voltar hoje, eu explicarei tudo a ele. Não se preocupe. Agora creio que você irá querer um banho, para depois dormir, não? -Perguntou gentil.

-Definitivamente. - A morena sorriu de volta.

-Está bem.

-O quarto está pronto, senhora. -A criada voltou depois de alguns momentos.

-Obrigada. -Ino sorriu para a velha. -Eu a levo, venha. - Quando chegaram ao quarto, Hinata vislumbrou a cama e só teve vontade de se jogar ali e adormecer sem pensar em nada.

-Pronto, descanse. Amanhã decidimos o que faremos. -Ino disse.

-Obrigada de novo, Ino. -A morena abraçou Ino num impulso e a outra sorriu.

-Pare de me agradecer, senhorita. Durma bem! -Ino se afastou. Hinata entrou no quarto, e foi direto tomar um banho. Sentia o corpo pesado como chumbo pelo cansaço. Quando se deitou, adormeceu imediatamente.


Hinata acordou no dia seguinte sentindo-se desnorteada. Lembrou-se de todos os fatos do dia anterior e suspirou, voltando a fechar os olhos.

- Mas você não tinha o direito! Eu estou protegendo-a! - Abriu os olhos quando ouviu a voz de Ino. Parecia uma discussão no andar de baixo.

- Você não pode protegê-la do próprio marido, Ino, não seja estúpida! - Hinata ouviu a voz de Kiba replicando.

- Kiba, quem está fazendo uma estupidez é você!

- Não levante a voz comigo! - Hinata sentou-se, confusa. Será que estavam brigando por causa dela? A morena ouviu mais alguns resmungos no andar de baixo, e alguns minutos depois sua porta foi aberta abruptamente por Ino, que parecia furiosa.

- O que aconteceu? - Hinata perguntou.

- Kiba disse à Uchiha que você está aqui. - A morena respondeu de mal grado.

- O quê? Mas...

- Eu nem tive tempo de impedir! O maldito o fez pelas minhas costas. -Ino disse baixinho, rogando uma praga em seguida.

- Mas não creio que Uchiha virá aqui atrás de mim. - Hinata murmurou incerta. -Ele mandou-me embora como se fosse uma tralha! Acho que não vai me querer mais depois do que eu fiz...

- Acho que está bem enganada. -Ino disse sombriamente.

- Senhora! - Uma criada chamou Ino, na porta.

- Sim?

- Há uma lady lá embaixo que deseja ver sua amiga. - A criada apontou para Hinata gentilmente. Ino e Hinata se entreolharam.

- Disse a alguém que estava aqui?

- Não. -Hinata franziu o cenho.

- Posso mandá-la subir? -A empregada perguntou. Ino deu de ombros.

- Mande. Dormiu bem? - Perguntou quando a criada saiu.

- Como uma pedra. Só espero não ter que voltar para aquela casa. Preciso fugir. - Ino apertou-lhe os ombros.

- Não se preocupe. Estou aqui. Qualquer coisa, eu ajudarei você.

- Faria isso por mim? -Os olhos de Hinata brilharam.

- Claro! -A loira sorriu, e Hinata soube que pela primeira vez fizera uma amizade verdadeira. - A porta se abriu novamente, e Kurenai entrou, surpreendendo Hinata.

- Ah, senhora! Como está? - A mulher se aproximou, parecendo aliviada e ao mesmo tempo terna.

- Kurenai! - Hinata sorriu. - O que faz aqui?

- Senhor Uchiha mandou-me. - Kurenai disse timidamente. - Mas mesmo se não tivesse mandado, eu viria! Estive muito preocupada, senhora! O patrão estava nervoso quando fez o que fez!

- Se não fosse por Ino eu teria dormido na rua. - Hinata respondeu, olhando a amiga.

- Coitadinha. - Kurenai balançou a cabeça. - Eu achei uma barbaridade, tentei procurá-la, mas o patrão não permitiu que eu fizesse nada. Tive medo que algo acontecesse com você naquelas ruas.

- Graças que não houve nada, mas obrigada por se preocupar comigo. - Hinata sorriu. - Para quê ele lhe mandou? - Perguntou temerosa.

- Para levá-la de volta. - Hinata se ergueu.

- Gosto muito de você, Kurenai. Foi a única coisa que me manteve naquela casa, agüentando tudo. Mas eu não irei voltar, nunca mais. Kurenai encolheu os ombros. Parecia meio desolada.

- Eu imaginei que a senhora ia dizer isso. Mas por favor, madame tenha um pouco de bom senso. Eu sei que o que o patrão fez foi imperdoável, eu compreendo tudo o que a senhora deve estar sentindo agora... Mas se não voltar, vai para onde? Agora sua casa é a mansão Uchiha!

- Eu arranjarei outro lugar para ficar. Qualquer lugar, menos ao lado daquele homem! - Hinata respondeu.

- Mas senhora...

- E seus pais, Hinata? - Ino perguntou, interrompendo. - A morena de um leve sorriso irônico.

- Eles nunca vão me aceitar de volta agora que casei. Creio que meu pai nem me ouviria, e já me colocaria para fora, ou me mandaria de volta para o Uchiha.

- Eu entendo. - Ino deu um sorriso meio triste, como se lembrasse de algo. - Bem, mas eu não deixarei Hinata voltar, tampouco! - A loira informou à Kurenai. - Se for preciso eu a ajudo a fugir!

- Não! - Kurenai pareceu horrorizada.

- Sim, e acabei de decidir que é isso que irei fazer. - Hinata disse abruptamente, como se uma luz a tivesse iluminado. - Kurenai, sinto muito, mas seu senhor não me verá mais. Vou sair daqui agora mesmo.

- Fará mesmo, Hinata? - Ino sorriu, animada.

- Senhora, não faça uma besteira! - Kurenai pediu desesperada. - O senhor irá...

- Quando ele souber, eu estarei muito longe daqui, Kurenai. - Hinata interrompeu, e depois olhou para Ino. - Você me ajuda a escapar, Ino?

- Pode contar comigo! - A outra respondeu sorrindo, já começando a fazer uma pequena mala improvisada para a amiga.

- Senhora, eu imploro, não faça isso! - Kurenai segurou Hinata. - O senhor ficará furioso e... E... - Hinata sorriu.

- Não me importa. A fúria dele vai estar bem longe de mim. E eu ficarei muito grata se você puder enrolar Sasuke um pouco enquanto eu parto!

- O quê??? Mas...

- Por favor, Kurenai! - Hinata a olhou com súplica. - A mulher suspirou, travando uma batalha por dentro.

- Oh! Está bem! - Hinata pulou e a abraçou abruptamente. Kurenai arregalou os olhos.

- Obrigada! - E a morena foi ajudar Ino a fazer a maleta. - A amiga estava emprestando algumas roupas e pertences para a fuga de Hinata, e a morena ficou muito grata por não ter que partir só com a roupa do corpo.

- Vai precisar de dinheiro. - Ino lembrou, correndo até uma gaveta escondida do quarto, abrindo-a com uma chave e tirando algumas notas. - Tome. - Hinata hesitou.

- Mas, Ino...

- Tome! Quer se ver livre do Uchiha ou não? - Hinata pegou o dinheiro hesitante.

- Ino, você é um anjo. - A loira sorriu convencida.

- Sim, mas agora não é hora para elogios... Você tem que ir! Eu a acompanharei até o porto.

- Eu ainda acho uma loucura. - Kurenai comentou.

- Loucura seria voltar para seu marido! - Ino disse.

- Estou pronta. - A morena disse, pegando a maleta, apressada. - Vamos, Ino. Kurenai, não se esqueça de atrasar a notícia de minha fuga para Uchiha. Conto com você. - Sem que a mulher pudesse responder, Hinata e Ino já tinham saído do quarto.

- O que é isto? - Kiba perguntou, assim que viu as duas moças descendo as escadas.

- Ah, só vamos dar uma volta. - Ino respondeu, passando rápido pelo marido. - Logo eu estarei de volta, sim?

- Mas... Onde está levando Hinata, Ino? O Uchiha está procurando-a!

- Então deixe ele continuar procurando. - Ino respondeu baixinho, abrindo a porta para Hinata e saindo logo atrás da morena.


Já no porto, onde vários navios zarpavam, Ino olhou para Hinata e sorriu.

- Bom... Não gosto muito de despedidas, por isso vou ser breve. Gostei muito de você assim que a vi, Hinata, por isso já a considero minha amiga. Mas não vamos considerar isso um adeus, sim? - Hinata sorriu, assentindo.

- Tem razão. Ainda nos veremos de novo.

- Claro! Mas o importante agora é que você saia daqui o mais rápido possível ou Sasuke a alcançará e você virará prisioneira dele de novo. - Colocando uma mexa atrás da orelha, Hinata olhou para a passagem em sua mão. Destino: China.

- Espero que dê tudo certo. - A morena comentou, suspirando. - Mas qualquer lugar é melhor do que aqui, onde minha família não se importa comigo e meu marido é o homem mais perverso que já vi. - Ino a consolou, pegando na mão da amiga.

- Mas qualquer coisa, você tem a mim agora, está bem? - Hinata sorriu e a abraçou.

- Obrigada, Ino. É minha única amiga de verdade. Nunca vou esquecer tudo o que fez. - O navio de Hinata apitou.

- Bem, é sua hora. - Ino a largou, com um sorriso. - Boa sorte!!

Hinata assentiu nervosa. Pegou sua maleta, sorriu para a loira e foi em direção ao navio. A empolgação de se ver livre de Sasuke era tão grande que mal pode notar um par de olhos negros a seguindo. Já tinha a passagem em suas mãos e seus olhos brilharam ao olhar o que seria seu novo lar por algumas semanas. Apertou o passo na esperança de se sentir livre novamente e sentiu o coração disparado dentro do peito. Um enorme sorriso se fez presente no rosto delicado de Hinata. Mas tudo durou muito pouco. Os pés da morena se embaralharam e ela não pôde evitar a queda.

Um grito se fez presente e logo o corpo de Hinata estava caído de qualquer maneira no chão. Olhou as mãos que agora estavam raladas e vermelhas. Suspirou segurando um gemido de dor, mas nada a abateria agora. Olhou ao redor procurando sua maleta, que provavelmente estaria jogada em algum lugar, mas logo parou de procurar. Sua maleta estava nas mãos de um homem. Evitou por um momento à olhar pra cima. Sentiu o desespero escorrer por sua espinha e um arrepio aterrorizante a balançou por inteira. Não precisou olhar para saber quem era. Em um segundo, sentiu raiva, e no outro, seu coração falhava uma batida e uma lágrima dolorida escorreu por sua face.

- Surpresa. - Ele murmurou, com a voz rouca, eriçando cada pêlo de Hinata.

Não podia ser... Estava tendo um pesadelo! Só podia ser isso. Aquele homem não podia estar ali! Hinata se levantou e tentou correu. Gritou quando Sasuke foi mais veloz e logo estava apertando e esposa contra ele, tampando-lhe a boca.

- Achou que poderia fugir de mim, docinho? - Hinata fechou os olhos, contorcendo-se nos braços dele, apavorada.

-Me solte! - Ela conseguiu tirar a mão dele da boca e em seguida lhe mordeu os dedos. Sasuke fez uma leve careta, tirando a mão de perto de Hinata.

- Oh, minha gata, agora até morde?

- Não se aproxime! - Ela gritou, quando ele voltou a segurá-la. - Como me achou?

- Achou mesmo que poderia fugir de mim? - Ele pareceu incrédulo. - Hinata, eu já falei e vou repetir: você é minha. Nunca vou deixá-la ir!

- Mas foi você mesmo que me pôs para fora e mandou-me embora! - Ela gritou confusa.

- Fiz isso no fogo do momento, porque estava muito nervoso. - Ele disse com impaciência, apertando-a mais forte quando a morena tentou se desvencilhar. - Mas depois mandei Kurenai para ir te buscar!

- Sim, eu sei! - Hinata o olhou com raiva. - Mas as coisas não serão sempre como você quer Uchiha! Você mandou-me embora!! Fez sua escolha e eu não quero voltar para você, irei começar uma vida nova bem longe de ti!

- Só por cima do meu cadáver. - Sasuke endureceu a expressão. - Já disse que te coloquei para fora por impulso, mas jamais pensei que deixá-la ir de verdade, no fundo só quis lhe dar um susto.

- Pois foi uma idéia muito cruel! Se não fosse por Ino eu teria dormido na rua e sabe-se lá o que poderia ter acontecido! - Sasuke soltou a respiração.

- Sim, eu pensei nisso logo depois que você saiu, mas isto foi para você aprender a não me desobedecer. Agora acho que pensará duas vezes antes de me desafiar, não?

- Como chegou até aqui tão rápido? - Hinata perguntou desesperada. Não queria ir com aquele homem! Não de novo!

- Assim que descobri que tinha fugido me encarreguei de trazê-la de volta. - Hinata gemeu.

- Quem lhe contou?

- O quê?

- Para onde eu vinha!

- Isso não importa. - Sasuke deu de ombros. - O que importa é que eu descobri e mesmo que eu levasse dias, anos para saber... Eu iria atrás de você, Hinata. Te encontraria de qualquer maneira, fosse no céu ou fosse no inferno. - A morena se estremeceu toda.

- Então quer dizer que nunca vou conseguir escapar de você, não é? Você nunca me deixará ir.

- Nunca. - O brilho perverso e possessivo nos olhos dele aumentou quando ele deu um leve sorriso. - Iremos pra casa agora. Hinata estava perdida com aquele homem, que além de cruel, era muito poderoso... Jamais poderia escapar dele.


Quando Hinata entrou de volta na mansão Uchiha, sentiu um calafrio. Estava de volta à prisão, de volta à vida ao lado do diabólico Sasuke. Olhou ao redor, frágil e pálida, enquanto o marido a seguia logo atrás.

-Ah, senhora. - Kurenai apareceu, dando um abraço repentino em Hinata. - Quando Sasuke foi deixar a mala de Hinata em um canto, para que algum criado levasse de volta ao quarto, Hinata perguntou baixinho:

- Foi você, Kurenai? Você contou onde eu estava?

- Não, senhora. - Ela suspirou, e a morena franziu o cenho. - Não sei como... mas, bem...

- Vamos subir, Hinata . - Sasuke se aproximou novamente, colocando a mão na cintura fina da esposa possessivamente.

- Que bom que está bem, senhora. - Kurenai murmurou com um leve sorriso.

Sasuke empurrou Hinata em direção às escadas, segurando-a firmemente, e ambos subiram. "Será que foi Ino que contou? Não acredito... ela não faria isso. Deve ter sido de outra forma que este homem descobriu onde eu estava.", a morena pensava.

- Entre. - Sasuke ordenou, quando chegaram à porta do quarto.

- Sasuke, o que quer de mim? - Ela perguntou, cansada, adentrando no quarto. - Ao menos, me deixe em paz agora que conseguiu me fisgar novamente. - Resmungou.

- Não vou deixá-la em paz. - Ele disse com perversidade, agarrando-a pelos ombros e encarando-a de perto. - E eu não a fisguei, e sim recuperei algo que já me pertencia.

- Eu NÃO lhe pertenço! - Hinata gritou pálida e trêmula. Estava tão nervosa com aquela situação... só de pensar que chegara tão perto de ter uma nova vida longe dali, mas que agora estava de volta, lhe embrulhava o estômago.

- Você tem que tomar algo. - Ele observou. - Está branca e parece fraca, o que foi?

- É você que me deixa assim. SAIA! - Ela gritou, prendendo o choro. Os olhos ardiam pelas lágrimas que queriam cair tamanha a frustração que sentia naquele momento.

- Oh, não vai se debulhar em lágrimas agora, vai? - Ele perguntou, mas estava sério.

- Isso está cada vez mais impossível. Te odeio. - Ela murmurou, virando de lado para que ele não visse seus olhos brilhantes, mas sentia que seu controle estava esgotado. -Saia, Uchiha. - Ela pediu, virando a cara, quando sentiu que os soluços estavam vindo. Sasuke ficou em silêncio.

- Está desse jeito porque eu a trouxe de volta, não é? - Ele perguntou baixo logo depois. Hinata o sentia observando-a.

- Tem que aceitar que sua vida agora me pertence. - Ele disse. - Você me pertence, e eu não a deixarei ir. - O corpo pequeno de Hinata começou a tremer, enquanto ela tentava prender o choro.

- Já vi isso, Sasuke, agora me deixe em paz.

- Você está tremendo.

- N-Não estou. - Ela foi até a porta e a abriu, como se mandasse o marido sair. Os olhos da morena estavam esgotados e cheios de água, mas ela não olhava para Sasuke e mantinha o rosto erguido. Ele foi até a porta, parecendo não saber se devia ir ou ficar, e olhou para Hinata. Ela se abraçou com os próprios braços, como se tivesse frio, e olhou para outro lado esperando que Sasuke saísse. Mas ele não foi, se aproximou dela e a beijou. Os olhos de Hinata explodiram de lágrimas e ela começou a chorar e soluçar.

- Pare com isso, Hinata. - Ele mandou, olhando-a com dureza.

- Saia daqui... - Ela murmurou, quase imperceptivelmente por causa dos soluços, encostando as costas na parede e escondendo o rosto com as mãos pequenas.

- Não vou sair. Vamos, Hinata, pare de chorar.

- N-Não posso.

- Tente! - Ele disse nervoso. - Engula os soluços, e seque essas lágrimas. - Hinata puxou ar, secando o rosto com as mãos rapidamente, mas logo novas lágrimas molharam-lhe o rosto novamente. Sasuke a olhou e a morena deu um passo para trás.

- Não consigo!!! N-Não posso controlar o choro, Uchiha. Me deixe! - Ela gemeu, se afastando mais.

- Droga. Vamos ver se com isso você se controla. - Ele se aproximou, agarrando-a pela cintura com força e a beijou esmagadoramente, prensando o corpo de Hinata na parede. Os soluços dificultaram um pouco a situação, mas Sasuke continuou. Hinata gemeu, tentando afastá-lo, mas o marido a segurava com firmeza.

A morena sentiu a língua de Sasuke entrar eroticamente em sua boca, massageando sua língua. Colou-se mais a ele, por impulso, e ele começou a passar as mãos pelas curvas femininas do corpo dela. Em poucos segundos, ele apertava-lhe um seio e Hinata arfou com a surpresa.

Sasuke não a largou quando ela quis se afastar, e apertava a moça como se quisesse ter certeza de que ela estava mesmo ali. Quando a morena gemeu em protesto, por ele estar apertando-a demais, Sasuke a soltou.

- Pelo visto funcionou. - Ele disse, olhando-a bem de perto. - Você parou de chorar, porém ainda há uma lágrima aqui. - Ele olhou para a bochecha dela. Em seguida, aproximou-se e lambeu lentamente a lágrima.

Ao sentir a língua quente dele em seu rosto, Hinata ficou vermelha e confusa. Antes que pudesse se afastar, ou pensar, Sasuke já tinha se afastado, dado um sorriso perverso e saído do quarto. A morena encostou-se na parede novamente, arfante por causa do beijo.


No dia seguinte, o café da manhã aconteceu em um clima pesado. Os criados sabiam da fuga de Hinata, e que Sasuke tinha ido buscá-la, mas claro que não comentavam nada a respeito, pois se o patrão os ouvisse estariam perdidos.

- Não está comendo nada. - Sasuke observou, de repente.

- Estou sem fome. - Hinata respondeu, mexendo em um pedaço de pão.

- Mas tem que comer. - Ele disse com dureza. - Se passar mal eu não vou ficar...

- Com licença. - Kurenai entrou na sala de refeições, interrompendo a pré-discussão. - Senhora, há uma visita para você. - Hinata ergueu os olhos, indagadora.

- Quem?

- A senhorita Ino.

- Ah! - Hinata foi se levantar.

- Diga que Hinata está tomando café, Kurenai. Fique aqui, Hinata. - Sasuke ordenou.

- Sinto muito, Sasuke, mas desejo ver Ino com urgência e vou vê-la. - Sem se importar, Hinata levantou-se e saiu. Assim que chegou à sala de visitas, viu Ino. A loira caminhou até ela.

- Hinata! - A abraçou.

- Ino... Preciso te perguntar se foi você que contou ao Uchiha onde eu estava. - Hinata disse com urgência.

-Hinata, foi para isso que eu vim! - Ino a olhou, se afastando. - Quando soube que seu marido tinha ido atrás de você e a trazido de volta fiquei paralisada. Não fui eu que contei! Tem que acreditar...

- Tudo bem, eu acredito. Só tinha que confirmar com você. - Hinata sorriu, e Ino retribuiu aliviada.

- Faz alguma idéia de quem foi? - A loira perguntou.

- Nenhuma.

- Poxa. - Ino suspirou. - Logo quando estava tudo certo para você ir morar longe daqui, vem um abelhudo e conta tudo para o Uchiha. Também não foi aquela criada?

- Kurenai? Não. Confio tanto nela quanto em você. Creio que foi de outro modo que Sasuke descobriu, mas ainda não sei como.

- Que estranho... Mas o que ele fez quando te encontrou? - Ino a olhou temerosa. - Ele lhe fez algo?

-Bom, não... Ele reagiu até melhor do que eu esperava, mas também a culpa de tudo foi dele. Ele me mandou embora. Eu só aproveitei a oportunidade para tentar escapar. Mas agora eu vi que não se pode escapar de Sasuke Uchiha. - Hinata murmurou sombriamente.

Ino e Hinata ficaram conversando por um tempo, e quando a loira disse que tinha que ir embora, as duas se despediram e a morena foi deixá-la na porta. Quando ia subir as escadas para ir ao quarto, Sasuke apareceu e a segurou pelo braço.

- Nunca mais me desobedeça na frente dos criados, ouviu? - Ele repreendeu no ouvido dela, fazendo Hinata se arrepiar.

- Sasuke, posso ser sua esposa, mas não sou sua propriedade. - Ela retorquiu, olhando-o. - Não pode controlar minha alimentação, minhas amizades, ou minha respiração! - Ele apertou os olhos, estudando-a.

- É bom controlar o temperamento, Hinata. - Ele soltou o braço dela e voltou pelo caminho de onde viera. A morena soltou a respiração e voltou a subir as escadas. Cristo, aquela vida não era para ela...


Hinata estava caminhando lentamente por fora da mansão. Ainda era começo de tarde. Caminhou até a fonte e sentou-se na beirada, colocando uma mão dentro da água. Estava pensativa. Aqueles últimos dias tinham sido uma loucura, e até aquele dia Sasuke e ela não estavam se falando do normalmente.

Poucos minutos depois, Hinata virou-se com sobressalto ao ouvir um barulho nas folhas secas do chão. Não viu nada e franziu o cenho. Levantou-se, e ouviu um miado baixo.

- Mas... - Hinata andou um passo, e quando olhou para o lado viu um pequeno gatinho branco miando e tremendo, escondido nas folhagens perto da fonte. - Um gatinho! - Sorrindo, Hinata foi até ele e se abaixou. O gatinho se retesou todo, com medo.

- Não precisa ter medo... O que faz aqui? - A morena pegou o animalzinho com muito cuidado, acariciando-o. - Pobrezinho! Está tremendo. - O bichinho miou mais alto.

- Coitado do animalzinho... - Hinata o observou, e viu que o gatinho estava todo sujo e parecia maltratado. Além de tudo, parecia estar faminto e frágil. - Não se preocupe, vou cuidar de você. Vamos para dentro.

Hinata, com a pequena bola branca de pêlos em seus braços, voltou para dentro da mansão. Estava se dirigindo à cozinha, quando Sasuke apareceu, descendo as escadas.

- Onde estava, Hinata? Nem Kurenai sabia onde você estava! Eu vou precisar sair e... - Ele se interrompeu quando viu o gato, enroscado em Hinata, miando baixo e olhando ao redor. Sasuke ergueu as sobrancelhas e olhou para Hinata.

- Uchiha, eu encontrei o bichinho lá fora. Acho que escalou o muro e entrou aqui dentro das propriedades. - Hinata explicou, fazendo carinho no animal. - Ele está ferido e frágil pobrezinho. É um filhote ainda.

- E o que você e eu temos a ver com este bicho? - Sasuke perguntou, áspero e frio. Hinata apertou os olhos, incrédula com tamanha frieza.

- Bem, você realmente não tem nada a ver, mas eu tenho, não vou deixar o pobre animal lá fora para morrer de frio e de fome.

- Eu não quero animais aqui dentro, Hinata. - Ele apertou os dentes, lançando um olhar duro ao gato. - Ele está imundo, e deve estar cheio de doenças. Você sequer deveria tê-lo pegado nos braços. Deixe esse bicho lá fora e vá se lavar.

- Não vou deixá-lo lá fora! - Ela franziu o cenho. - Não se importa com nada que não seja você mesmo, não é Uchiha? Sequer um bichinho doente te dá pena! - Sasuke suspirou, parecendo entediado.

- Não vai fazer diferença se o gato morrer na porta da sua casa, vai? - Hinata perguntou, já sabendo a resposta.

- A menor diferença. - Ele respondeu com ar gelado, quase divertido. - Pouco me importa se esse gato vai morrer de frio na rua, só não o quero aqui dentro! - Hinata sentiu-se arrepiar como nunca havia sentido. Deus, aquele homem era sem coração! Ele não era humano!

- Sasuke, será possível você ter nascido com essa crueldade? Ou será que algo no seu passado o deixou assim, desumano? - Ela murmurou, olhando-o com uma seriedade quase pensativa.

As feições do marido se viraram, ficaram duras, e Hinata passou apressadamente por ele. A morena foi até a cozinha, pegou um pires fundo e pôs leite morno dentro. Colocou no chão e pôs o gatinho na frente.

O animal foi com tanta gana ao pires que quase caiu dentro. Hinata riu, acariciando o pêlo do gato enquanto ele lambia o leite desesperadamente.

- Pobrezinho, está faminto. Não se preocupe, eu não vou deixar ninguém colocá-lo para fora. Ficará aqui até se recuperar e engordar um pouco. - Quando o gato já havia se satisfeito, se espreguiçou. - Ótimo, agora precisa de um banho. O pequeno animal a olhou quase que com repreensão. -Não, não me olhe assim. Você está imundo e se bobear deve ter até pulgas.

O gato ronronou, como se resmungasse. Sorrindo, Hinata o pegou no colo e o deixou seguro num braço, enquanto com a outra mão arrumava uma bacia com água morna, sabonete e um pano. Deu um banho no gato, no começo ele estranhou, se eriçou todo e tentou fugir, mas no final deixou que Hinata o limpasse, o enxugou e o olhou satisfeita.

- Agora está bem melhor, não? O gatinho miou, se espreguiçando todo.

- Bom menino. Ou será menina? - Hinata pegou o gato e foi conferir o sexo. - Não, é um menino mesmo. Você precisa de um nome, não acha? Ele se recostou em Hinata, miando.

- Vejamos... - A morena pensou, afagando o pêlo, agora macio, do gato. - Já sei, Nikko! É a sua cara... - Nikko miou, aparentemente tinha gostado.

- Pobrezinho, é filhote ainda... - Hinata o observou. - Onde está sua mãe? Você ainda é tão pequeno.

- Senhora! - Kurenai apareceu de repente na porta. - O que é isso? Um.... Gato? - Hinata sorriu.

- Este é o mais novo membro da família, Kurenai. Se chama Nikko! - Kurenai arregalou os olhos.

- Quem se chama Nikko?

- Como quem? - Hinata girou os olhos. - O gatinho!

- Ah. Mas de quem é, senhora?

- Não sei. - A morena suspirou tristemente. - Achei-o lá fora, perto da fonte. O pobrezinho tremia e mal se agüentava em pé de fome e cansaço. Trouxe-o aqui para dentro, lhe dei de comer e o limpei. Acredito que se perdeu na rua, ou o dono o abandonou, e ele acabou escalando o muro e vindo parar aqui.

- Que judiação. - Kurenai olhou para o pequeno animal. - Mas o patrão deixou à senhora ficar com ele? Que coisa mais gentil, o pobre gato devia... - Hinata pigarreou, desviando os olhos.

- O que foi? - Kurenai arqueou as sobrancelhas. - Oh, o senhor não a deixou ficar com o gato, verdade?

- Na verdade não, mas eu ficarei com ele. - Hinata disse com impetuosidade. - Se Nikko voltar para as ruas morrerá, está fraco. Eu tenho que cuidar dele, pelo menos até que se recupere. E nem mesmo o seu patrão poderá tirá-lo de mim, Kurenai. - A mulher suspirou, sem saber o que fazer. Ia discutir, mas o olhar de Hinata mostrava que a morena estava com plena certeza do que fazia.

Mais tarde, perto da hora do jantar, Hinata terminava de se vestir no quarto com a ajuda de duas criadas quando Sasuke entrou.

- Podem ir. - Ele ordenou, e as criadas saíram do quarto quase correndo.

- Já chegou? Achei que não viria jantar. - Hinata comentou.

- Você bem que gostaria disso, não? - Ela não respondeu, limitando-se a continuar ajeitando seu vestido.

- Hinata, pode me dizer o que significa aquilo no andar de baixo?

- O quê? - Ela o olhou com ar inocente. - Sasuke cerrou os punhos, soltando o ar.

- Vou lhe mostrar o quê! - Ele a pegou pelos braços, arrastando-a até a porta.

- Uchiha, está machucando! - Ele não respondeu; levou Hinata até o andar de baixo, na sala de estar.

- O que é isso, Hinata? - Ele disse com a voz grossa, empurrando a morena para frente da lareira acesa, onde Nikko se espreguiçava deitado numa pequena almofada, esquentando-se na frente do fogo.

- Acho que você não é tão tolo ao ponto de não saber o que é isso. - Hinata respondeu meio fria. - Sasuke apertou os olhos, indo para cima dela e agarrando-a pelos ombros.

- Não brinque. Eu não disse hoje cedo que não queria este animal aqui dentro?

- Sasuke, se ele for para a rua vai morrer. - Ela gritou, soltando-se dele. - Não vou deixar que você faça isso! Vou cuidar de Nikko até que ele fique mais forte e se recupere.

- Nikko? - Sasuke franziu as sobrancelhas.

- É o nome do gato. - Hinata disse, pegando o animal no colo.

- Cristo, já deu até nome? - Sasuke pareceu incrédulo e sorriu com deboche.

- Sasuke, por favor. - Hinata implorou. - Ele não vai causar dano, e será por um tempo apenas. Até que ele se recupere. É um filhote inofensivo! - Ele observou Hinata por alguns segundos, de olhos apertados.

- Muito bem. - Sentenciou. Hinata sorriu de orelha a orelha. - Fique com o maldito gato. Mas somente por um tempo. E ao menor trabalho que ele der, ou se causar algum problema, eu o coloco na rua. Entendido?

- Sim. - Hinata concordou. - Mas ele não vai causar nenhum problema, e eu vou cuidar para que ele fique quietinho. Obrigada, Sasuke. - Ela deu um leve sorriso.

- Ótimo, vamos jantar de uma vez. - Ele resmungou, saindo de cara fechada.

- Conseguimos Nikko. - Hinata afagou o gatinho e o pôs de novo na almofada em que ele estivera deitado.

Tirando as dobras do vestido, a morena seguiu o caminho do marido. Quando terminaram de jantar, Hinata pediu licença e subiu logo para o quarto. Esperava que Sasuke fosse para a sala de estar, beber um drink como sempre fazia, e que só fosse subir bem mais tarde; quando ela já estivesse adormecida. Mas para sua inteira surpresa, cinco minutos depois a porta do quarto se abriu e ele entrou. Hinata encarou Sasuke confusamente, e viu que havia um brilho esquisito nos olhos dele.

- Já subiu? Achei que...

- Sim, hoje não vou beber nada. Quero meus sentidos perfeitos. - Ele respondeu. Hinata franziu o cenho, sem entender.

- Hum. - A morena pigarreou, enquanto tirava as jóias que usava e as colocava na penteadeira. - O jantar de hoje estava delicioso.

- Estava, mas eu resolvi guardar meu apetite para algo ainda mais delicioso do que o jantar. - Sasuke respondeu com um leve sorriso cínico, os olhos brilhando.

- Não entendi. - Hinata o olhou, começando a ficar temerosa. - Quis dizer sobremesa? - Sasuke deu de ombros, ainda com os olhos fixos na esposa.

- Não exatamente. Creio que minha fome só vai ser saciada por outro tipo de coisa hoje. - Hinata arregalou os olhos.

- C-Como assim? - Ela tentou sorrir.

- Tenho fome de você, Hinata. - Ele disse, se aproximando.

- Uchiha. - Ela murmurou rubra de vergonha, quase correndo até a porta do banheiro. -Vou me trocar para ir dormir.

- Não vai dormir agora, e tampouco precisará trocar de roupa. - Sasuke disse com dureza, indo até Hinata antes que ela fechasse a porta e pegando-a por trás. - Eu irei despi-la lentamente, apreciando cada recanto do seu corpo que me pertence. - A morena sentiu um estranho arrepio quando Sasuke beijou-a no ombro descoberto, apertando-a com força por trás. Ela sentiu o membro dele e ofegou, tentando afastar-se.

- Não, Uchiha!

- Sim, Hinata... Não sabe como eu fiquei quando soube da sua fuga! Por um instante achei que perderia você! - Ele disse rígido.

- Você causou aquilo! - Ela disse, virando a cara.

- Eu não teria lhe colocado para fora se não tivesse passado dos limites! - Hinata tentou sair dos braços musculosos de Sasuke que a prendiam.

- Me solte Sasuke, está me apertando...

- Pare de se contorcer. - Ele a virou de frente. - Será minha hoje. Quero colocar minha marca em você para que nunca mais tente fugir. Tem que saber quem é o seu dono.

- Você não é meu...

Sasuke não a deixou terminar, desceu a boca e deu um beijo esmagador em Hinata. Mordeu os lábios rosados da morena, e logo em seguida enfiou a língua dentro da boca da esposa de forma úmida, lenta e erótica. Ele subiu uma mão e apertou um seio da morena. Hinata gemeu de dor, mas ao mesmo tempo de prazer. Sasuke pegou Hinata no colo abruptamente e a levou até a cama.

- Hoje vai ser no lugar que a primeira vez deveria ter sido. - Ele murmurou contra a boca da esposa, enfiando a mão na massa de cabelos negros e puxando os fios.

- Ai... - Hinata abriu os olhos, sentindo arrepios passarem pelo seu corpo como uma corrente elétrica. Ela estava estranhando aquelas sensações, pois eram muito novas. Sasuke colocou uma mão nas costas da esposa, e a ergueu até sentá-la no colchão. Hinata ficou observando-o.

- Eu não quero. - Ela murmurou. - Daquela vez doeu muito, você quase me rasgou. E me fez sangrar! - Sasuke deu um sorrisinho, enquanto desabotoava a própria blusa e a jogava no chão. O tronco musculoso e bronzeado fez com que Hinata prendesse a respiração.

- Não se preocupe, só doeu e sangrou porque foi sua primeira vez. - Ele respondeu, tirando o cinto e logo em seguida levantando-se para tirar a calça. - Hoje será bem diferente.

- Não vai doer? - Ela perguntou cautelosa.

- Não. Muito pelo contrário. - Quando Sasuke baixou a cueca, Hinata engoliu em seco.

- Você... Parece maior do que da última vez... - Ele voltou para a cama, e começou a desamarrar os fechos do vestido de Hinata.

- Você tem esse poder sobre o meu corpo. - Murmurou de forma rouca, voltando a beijá-la na boca, famintamente. Baixou-lhe o corpete de uma só vez, deixando os seios cheios e rosados de fora. Hinata arqueou-se sem querer, e Sasuke gemeu de leve enquanto observava os seios dela.

- Cristo... - Ele se abaixou e sua boca foi direto para um mamilo. Chupou-o como se fosse um doce saboroso, enquanto manipulava o outro mamilo com o dedo. Os seios de Hinata ficaram rijos e ela soltou o ar, arquejando e fechando os olhos.

- Quero que toque em mim, Hinata. - Sasuke disse, olhando-a com os olhos nublados.

- Mas... Eu não sei como...

- Eu te mostro, preciso de suas mãos em mim agora mesmo. - Ele pegou uma das pequenas mãos da esposa e a levou até seu membro, que estava enorme e duro. Hinata sentiu o rosto quente de constrangimento.

- Por que você fica assim? Está parecendo uma pedra! - Ela observou a anatomia masculina dele com curiosidade, tocando-o com os dedos.

Estavam em um momento íntimo e novo, muito diferente da experiência da fonte. Hinata por um momento esqueceu-se do ódio que sentia por aquele homem cruel.

- Todo o desejo do homem fica concentrado aqui quando está prestes a acontecer uma relação sexual. - Sasuke respondeu baixo. Hinata apertou os dedos de leve sobre sua masculinidade e ele gemeu. Um gemido intenso e rouco que deixou Hinata curiosa. - Se eu fico assim, imagine o quanto estou desejando você agora Hinata.

- Acho que muito. - Ela respondeu de olhos arregalados.

- Mais do que muito. Acho que nem com palavras eu não conseguiria descrever o quanto a desejo. - Ele a olhou nos olhos, puxou-a pelos cabelos e a beijou sensualmente. Agilmente, ele tirou o vestido e o resto das roupas de Hinata. Quando ela sentiu-se totalmente nua, se retesou na cama.

- Não se afaste. - Ele murmurou, puxando-a de volta e passando as mãos por toda a pele sedosa da esposa. Sentindo as curvas mágicas e apertando-a por todos os lados de forma faminta.

- Estou com medo, Uchiha. - Ela disse de repente, vendo que o marido estava abraçando-a tão forte que parecia não ter mais controle sobre si mesmo. Ele iria machucá-la de novo, Hinata pensou com temor.

- Se acalme, não vou te machucar. - Ele a olhou, tirando as mexas morenas do rosto assustado. - Te prometo. - Hinata hesitou.

- Jura? Não vai fazer como da outra vez?

- Não. - Ele respondeu. Hinata acreditou, sem saber por que, mas acreditou.

- Então está bem, Uchiha. - Sasuke acariciou a pele fina do rosto de Hinata.

- Pode de me chamar de Uchiha qualquer dia que seja, mas hoje me chame de Sasuke, sim? - Hinata o olhou pensativa.

- Está bem. Sasuke.

Ele apertou os dois seios dela, sentindo a textura macia, gemeu e se inclinou para beijá-la. Chupou a língua suave dela e em seguida prendeu o lábio inferior nos dentes. Hinata sentia um calor estranho espalhar-se por dentro. Sasuke passou a mão pelas pernas macias e torneadas dela, indo até a coxa e apertando.

- Abra as pernas para que eu veja se já está pronta. - Ele mandou. - Se ainda não estiver, eu cuidarei para que fique tão molhada ao ponto de senti-lo escorrer entre as pernas.

Hinata ofegou, abrindo as coxas e deixando que a mão de Sasuke a acariciasse. Ele viu que ela estava úmida, mas que ainda não estava realmente pronta para recebê-lo. Acariciou as dobras de Hinata com leveza, incitando, e em seguida a abriu. Hinata suspirou, jogando a cabeça de leve para trás. Sasuke aproveitou a oportunidade e se inclinou para lamber e beijar o pescoço alvo e delicado.

Ele acariciou o ponto mais sensível da morena, arrancando um gemido dela. Em seguida enfiou lentamente dois dedos por dentro de Hinata, ainda manipulando a parte mais delicada.

- Sasuke. - Ela sussurrou, retorcendo-se sobre a mão dele. Os dedos do marido trabalhavam impiedosamente dentro dela.

Ele abaixou a cabeça para chupar os mamilos e mordiscar, deixando cada área sensível de Hinata tremente de prazer. Sasuke sentiu rapidamente a morena ficar com a respiração ainda mais acelerada, e logo sentiu os dois dedos serem afogados por um líquido quente.

- Agora sim. - Ele murmurou com um sorriso inclinado, tirando lentamente os dedos, acariciando-a uma última vez e sentindo a pele macia das coxas.

Hinata ofegava, e Sasuke aproveitou a oportunidade e não perdeu mais tempo, deitou-se na cama e incitou o membro rígido na entrada da vagina, procurando a brecha para o paraíso.

- Vá devagar. - Hinata pediu, recobrando a consciência e junto com isso o medo.

- Relaxe, ou não vamos conseguir. - Ele avisou.

Hinata fechou os olhos. Achava que iria sentir a dor insana da primeira vez que o marido a penetrara, e que só iria sentir-se bem no final, assim como da última vez. Mas quando sentiu o membro de Sasuke entrando, absurdamente não houve dor nenhuma.

- Dói? - Ele sussurrou.

- Não...

- Está vendo?Agora relaxe, não estou conseguindo entrar.

Hinata percebeu que seus músculos, de todo o corpo, estavam travados. Suspirou e relaxou.

- Isso... - Sasuke gemeu, entrando nela com muito mais facilidade, sentindo a carne macia e quente envolvendo-o.

Quando ele chegou ao fundo, Hinata envolveu-o com as pernas. Sasuke começou a se mover levando uma das mãos ao quadril de Hinata incitando-a a se mover também. Logo, a moça compreendeu o recado e foi com os quadris de encontro aos do marido e em poucas intocadas o ritmo dos corpos se igualou. Minutos depois, Sasuke ficou mais rápido, indo mais fundo.

- Você está bem? - Ele perguntou já suado.

- Estou... Isso está... Muito... - Hinata sussurrou de olhos fechados, arqueando o corpo.

- Eu sei. - Ele disse rouco. - Quando o corpo de Hinata se sacudiu em espasmos de prazer, Sasuke gemeu.

-Vire-se. - Ele mandou de repente.

- O que...

- Vire-se, venha. - Sasuke ergueu Hinata e a pôs de joelhos na cama, e ele fez o mesmo.

Hinata estava tão zonza e confusa que não discutiu. Sentiu o marido colocá-la de costas para ele e abraçá-la por trás. Ele apertou-a fortemente nos braços, e um segundo depois ela sentiu o membro ainda duro de Sasuke invadindo-a. Hinata soltou um gemido de surpresa, sentindo-se arder e logo as mãos já encontravam a cama, agarrando os lençóis com força.

- Relaxe. Relaxe... - Ele murmurou no ouvido dela, mordendo-a no pescoço. - Os corpos estavam muito suados e deslizavam um pelo outro. - Cristo, você é muito apertada. - Sasuke disse fazendo força para entrar.

- Calma, assim dói... - Hinata se queixou, apertando os olhos.

- Está doendo muito?

- Está ardendo... vá com calma. - Sasuke parou, para que o corpo de Hinata relaxasse e se acostumasse ao dele.

- Afaste mais as pernas, Hinata. - Ele, usando os joelhos, abriu mais as pernas dela.

Hinata soltou o ar, enquanto sentia seus músculos relaxando e aos poucos foi abrigando a masculinidade do marido. Ele começou a entrar e sair, bem devagar. Quando aumentou a pressão, gemeu no ouvido de Hinata e apertou-lhe os seios, para logo descer uma mão para a barriga macia dela, e em seguida para a feminilidade úmida e quente.

A morena se contorceu, sentindo o peito de Sasuke colando em suas costas. Ele lhe mordeu a orelha, e levou uma de suas mãos ao seio de Hinata, apertando. Ambos com a respiração acelerada.

De repente Hinata sentiu um líquido quente dentro de si, e o marido se debruçou sobre ela. O corpo frágil da morena se contorceu num último espasmo e os dois caíram deitados na cama, ele por cima dela. Sasuke rolou para lado, para não fazer peso em cima de Hinata, e os dois levaram minutos para recuperar o fôlego.

- Venha aqui. - Ele disse ofegante, vendo que a morena continuava sugando o ar com o rosto virado e puxou-a para ele sem dificuldade. - Está bem? - Hinata estava com o corpo mole em cima dele, ofegante.

- Estou.

Pouco depois, ela adormeceu, nem percebendo que dormia sobre o ombro de Sasuke. Ele a observou por alguns momentos e dormiu logo depois.


YOOO! Oi gente! Aiin peço desculpas pela demora, mas como o capítulo é beeeem grandão, acho que eu to compensando néé?? É que dá muitão trabalho escrever e editar um capítulo tão grande. Peço desculpas pelos erros de português! HEHEHE. E atendendo ao pedido das leitoras, os capítulos vão continuar grandes, mas vocês terão de esperar um pouco mais, ok? Mas eu acho que vale a pena, néé?? RSRS

Fiquei muito feliz com as reviews que vocês me mandaram! Elas me motivaram muito a não demorar tanto com o capítulo, então, muito obrigada :}}

Comentário agora: Eu não quero fazer uma fanfic mela cueca, sabe? queria uma coisa diferente e talz, e... não briguem comigo por ter feito o Sasuke bater na Hinata, mas foi só pra apimentar as coisas, HAHAHAHA. Além disso, nem foi tanto assim u_u E ele "gosta" dela, né? Do jeito possessivo e insensível dele mas gosta!!! O próximo capítulo guarda muitas surpresas, e eu espero muito que vocês estejam gostando da Fanfic. Também acho muito fofo quando a Ino e a Hinata são amigas, fica uma coisa tão diferente do mangá que... sei lá. É mais legal assim e ponto. HAHAHA.

Espero MESMO que estejam gostando, continuem mandando reviews, heein?! Beijos minhas lindas 3


FranHyuuga: Oi flor!! Ah, que bom que estou conseguindo deixar o Sasuke tão enigmático! Esse era o objetivo. E o motivo pra ele ser tão assim, você vai descobrir mais pra frente! HEHEHE, mas até láá, vou deixar esse suspencesinho!! AUSHUAHSUAS como sou máá *-*, ou não :~ ooow, eu sempre imaginei o sasuke meio temperamental e talz e acho que ele fica muito sexy assim! HEHEHE. Por isso que quero que ele continue assim por um tempo na fanfic, afinal eu tenho que seguir uma cronologia pra vocês não ficarem perdidas, néé?? RSRS, pecaaaado! Eu AMO o Kiba, mas ele é sempre tão... bobinho e e covarde, resolvi colocar ele como um cafageste! HEHEHE, ele vai aprontar mais aí pra frente! Você vai ver!! E a Hinata vai sim começar a ver o lado bom do Sasuke, mas isso fica mais pra frente. Não acho legal essas fics que eles se amam de uma hora pra outra. Assim fica mais excitante! E obrigado amor, por me colocar nas estrelas do seu perfil! Quase chorei quando vi, HAHAHAHA!! Beijos amor!!

Elara-chan: Oi amor! HEHEHE, não, O Sasuke não é sobrenatural, ele só excentrico do jeito dele. HUAHSUAHSU. Olha só, eu acho nada a ver esse ódio que as pessoas nutrem pela Sakura sabe? Tudo bem que ninguém é obrigado a gostar e talz, mas acho que ela é só mais uma personagem, hehe. Eu acho ela aprota pouco nessa fic. Outra personagem que você nem imagina vai fazer mais merda que ela. HEHEHE. Vamos mudar um pouco as regras e colocar personagens legais como maus. HEHEHE A-D-O-R-O! Obrigado amor, espero que continue adoraaaaando :}} Mande outras reviews viu??

Mary P.B'b: HEHE, aí está seu chapter, flor! Espero não ter demorado muito tempo! Não quero que enlouqueça por minha culpa, rsrs. Aiii eu também adoro homens como Sasuke! É super sexy, néé?? UAHSUAHSUAS Continue acompanhando amor!! Beijoos.

AnnaKeelly: *-* Que review grande amooor! UAHSUAHSUAS. Continue acompanhando heein!! Mesmo sendo esses brilhos nos seus olhos, é uma review que mostra que você gostou néé?? Beijinhoos!

Mahara-chan: Amor, a explicação pra todas essas suas perguntas vão ser respondidas ao logo da fic! E eu espero muito que eles se apaixonem também! UHASUAHSUAHSU, vai ser lindo quando os dois ficarem juntinhos e talz, mas eu não quero apressar as coisas. Tem muita história pela frente e como você mesma disse, amor vem pela convivencia, né?? Então vamos deixar eles convivendo e ver no que vai dar. HAHAHA. Por favor, não estrague suas unhas nem seus cabelos, está bem?? HEHE, o capítulo está ai para você deixar seu corpo em paz. Não enlouqueça por favor! Toda leitora é importante ^^ Beijinhos amor, continue acompanhando!!

Hinahinaaaa: HEHE, sim o Sasuke entá muito frio mesmo! UHASUAHSU. Mas ele vai mudar, eu espero! RSRS, bom, espero que a parte do cinto tenha preenchido suas expectativas! Eu acho que se ele tirasse o cinto nessa situação para alguma outra coisa (sexo) ia ser uma coisa muito agressiva, e vamos lembrar que ela "era" virgem, no trailer. EHEHEHE. Continue acompanhando amor! Espero que esteja gostando :}} Beijos, flor!

BeatrizHyuuga: RSRS, que bom que está perfeito, flor! Tentei postar o mais rápido possivel! hehehe. Espero que esteja gostando, táá?? COntinua acompanhando! Beijinhos amor!

Lell Ly: Own amor, que bom que eu consegui reunir todos esses quesitos sem nem ao menos saber! UAHSUAHS. Eu sempre quis ler uma fic em que a Hinata fosse menos tímida, e enfrentasse os outros, mas nunca tinha achado uma. Bem, agora tem! HEHEHEHE. E o Sasuke... Bem, se fosse diferente, não seria o MEU Sasuke frio e cruel! HAHAHA. E sexy! Obrigado pelos elogios, é realmente dificil escrever uma fic sem descrição. Mas eu tentei ao máximo não encher de detalhes porque isso realmente, deixa o texto um porre. RSRS. O mistério do Sasuke, você vai descobrir uns capítulos pra frente, eu acho. E bem... ele forçou a Hinata a dormir com ele. Não me odeie por isso! UHASUHAUS; Continue acompanhando heein? E mande mais reviews!! Beijos, flor!!