Capítulo 13 - Papa don't preach

~I'm in trouble deep

I've been losing sleep~

(Eu estou com sérios problemas

Eu estou perdendo o sono)


-Outubro de 2020-


Scorpius estava sentado em um canto, no chão da Torre de Astronomia, abraçado aos próprios joelhos e mirando o chão com uma expressão aterrorizada no rosto. Albus reparou que ele parecia ainda mais pálido do que de costume e continuou em silêncio por alguns instantes, sentando-se próximo a ele.

"Score?" Albus tentou, e recebeu um olhar rápido do amigo, que logo voltou a mirar o chão com a respiração rápida. Ao menos ele estava ouvindo, e Albus achou que era um bom momento de tentar conversar. Talvez falando Scorpius se acalmasse um pouco. "O que aconteceu no Salão?"

Scorpius outra vez olhou para Albus rapidamente, abriu a boca e logo a fechou, mas dessa vez não voltou a encarar o chão, ele apertou ainda mais os joelhos contra seu corpo e abaixou a cabeça sobre eles, encostando a testa ali e respirando alto o suficiente para deixar Albus assustado. Ele sabia que o amigo, mesmo muito assustado, não ficava calado. Era como se Scorpius tivesse um dispositivo que dispersava sua ansiedade ou o que quer que fosse falando. Mas se, ao contrário, ele ficava quieto demais, Albus sabia que o problema era realmente sério.

Albus mordeu a bochecha internamente, tentando pensar em algo que não fosse milhares de formas de xingar e desejar coisas ruins para seu primo, e se aproximou um pouco mais de Scorpius, sentando-se ao seu lado. Enquanto se esforçava para afastar de sua mente qualquer imagem do que possa ter acontecido, Albus percebeu que sua própria respiração começava a ficar acelerada. Ele odiava isso. Odiava se sentir excluído e incapaz. James não quis contá-lo o que aconteceu naquela maldita Sala quando voltou com o Scorpius desacordado para o dormitório. Agora Scorpius se encolhia ali sem querer falar nada e Albus só podia ficar suspeitando pelo o que ele passou, sem saber se sua presença ajudaria ou só pioraria tudo. Ele olhou Scorpius mais uma vez, parecendo assustado, e percebeu que talvez devesse dar ao amigo o direito de decidir se o queria por ali ou não. Al se ajoelhou, pronto para se levantar e esbarrou de leve com a ponta dos dedos na manga da camisa de Scorpius para chamar sua atenção.

"Olha... Eu vou deixar você sozinho, quer dizer, se você quiser ficar sozinho." Al se sentiu absolutamente sem jeito com aquela situação.

Ele esperou por um tempo até se convencer que Scorpius não diria nada e que, provavelmente, era sinal de que ele não queria Albus ali, então se levantou.

"Eu não devia ter ido atrás dele." Scorpius murmurou baixinho, tão baixo que Al achou que tinha imaginado.

Albus olhou para o amigo outra vez e voltou se abaixar.

"Eu fui atrás, por que... Eu nem sei direito porque, eu só não queria que ele brigasse com você de novo por minha causa. E aí eu fui e aí ele me levou e, eu juro que não estava esperando que ele me levasse... Era diferente do que eu imaginava. Achei que, eu não sei, que ele estivesse vendendo coisas ilegais e não..." Scorpius pausou, dando uma risadinha rouca. "Não que ele provavelmente não o faça. E eu só queria saber o que era, eu não precisava... Eu não queria..."

"Calma, Score, do que você 'tá falando? Quem...?"

Scorpius não respondeu, apenas apertou os dedos com força contra o tecido da calça e Albus teve certeza que ele soluçou. Sem perceber, sua própria respiração começava a se acelerar ainda mais diante da repentina mudança de Scorpius. Albus tentou entender o que o amigo queria dizer com aquilo... o "ele" que Scorpius dizia era mesmo quem ele estava pensando? Martin e Kenny tinham falado na noite anterior que Scorpius saíra atrás de Weasley, e se eles estavam mesmo falando sério...

"Você foi atrás do Fred? Por que- O que ele fez com você?"

Aparentemente diante da menção do nome de Fred, Scorpius começou a tremer como se, subitamente, a temperatura na torre tivesse caído vários graus. O garoto se levantou do chão cambaleando até a parede e se escorou nela, parecendo ter dificuldades de se manter em pé. Albus levantou-se em seguida, indo até ele tentando apoiá-lo, sem saber o que estava acontecendo ali, porém Scorpius se afastou, com uma mão estendida como se para manter uma distância e Albus pode perceber que ele estava chorando.

"Eu só queria que ele te deixasse em paz, Al, eu juro." A voz de Scorpius estava tão embargada pelas lágrimas que era difícil compreender o que ele realmente estava dizendo. Albus tinha a impressão de que ele ia hiperventilar. "Ele me levou lá, eu não queria... e ele me mostrou tudo e quando ele me levou pro quarto eu-" Um soluço alto interrompeu Scorpius, que se virou para a parede, escondendo o rosto.

Naquele momento Albus perdeu o ar. Foi como se todo o oxigênio do mundo tivesse desaparecido por alguns segundos. Quarto. Scorpius disse que Fred o levou para o quarto. Ele já ouvira coisas demais sobre Fred para poder imaginar dali em diante. Ele mordeu o lábio e engoliu em seco várias vezes, tentando afastar aquela ideia de sua mente e pensar em algo para acalmar Scorpius. Pensar que tinha entendido errado ou que não acontecera nada e ele estava só imaginando coisas demais, para tentar acalmar a si próprio. Mas ele não teve coragem de perguntar mais nada enquanto o choro de Scorpius ficava mais forte e ele se abaixava outra vez, escondendo o rosto contra os joelhos.

Albus abaixou-se ao lado dele e lembrou-se da noite anterior. Lembrou-se que, quando soube que Scorpius tinha ido atrás de Fred, ele desejara que o amigo se desse mal. Mas não era isso que ele tinha pensado. Nada disso deveria ter passado realmente por sua cabeça. Ele olhou para Scorpius, horrorizado com a ideia de que desejara algo como aquilo.

Foi quando ouviu passos apressados pela escadaria da Torre e a porta próxima deles abriu.

"Fude-o! Fude-o! Corre negads, vão mandar nóis pra Azkaban!" James irrompeu pela porta, cambaleando e bufando e olhou ao redor de olhos arregalados enquanto fazia gestos exagerados com os braços.

Albus o lançou um olhar incisivo, se perguntando qual o problema do irmão em perceber que aquela não era uma boa hora. James parecia realmente disposto a se fazer notar e agarrou Albus pelo cotovelo, praticamente o sacudindo enquanto falava.

"A casa caiu, mermão!" James gritou, gotículas de saliva atingindo o rosto de Albus. "O professor Malfoy saiu da mesa dos professores com um olhar assassino. Ele com certeza vai matar todos nós! Já posso ver os dementadores no horizonte vindo nos dar o beijo!" Ele apontou teatralmente para a direção da Floresta Proibida e choramingou baixinho.

"Me solta, James!" Albus soltou-se bruscamente e abaixou-se de volta ao lado de Scorpius, não sem antes lançar um olhar rápido para a direção que James apontara. "Não tem mais dementadores em Azkaban, você sabe disso. E ninguém vai ser preso..."

"Mas o professor Malfoy tá caçando a gente. Eu sei que tá. Aposto que ele sabe que viraram o filho dele do avesso!" James olhou outra vez para o horizonte, choramingou e abaixou-se ao lado de Albus, encarando Scorpius. "Vamos lá, cara. Levanta daí e faz as malas. Acho que a gente tem que fugir..."

"Para de falar merda, James! Deixa-"

"Meu pai tá mesmo me procurando?"

Scorpius falou tão baixo que Albus demorou a perceber que ouvira algo. Mas quando olhou para o amigo, ele estava se apoiando na parede e secando o rosto para se levantar. Scorpius encarava o chão com um olhar vazio, inspirou fundo e então olhou para a porta da Torre.

"... Eu vou falar com ele."

E saiu sem que Albus tivesse tempo de entender o que aconteceu ali. James - que até o momento resmungava baixinho que já tinha ouvido sobre vários lugares seguros para onde criminosos fugiam e eles deveriam fazer o mesmo e ir para as Bahamas ou o Caribe - arregalou os olhos e agarrou novamente o braço de Al, sacudindo-o.

"Você vai deixá-lo ir para a morte sozinho? Vai? Ele vai nos entregar, tenho certeza, filho de cobra, cobrinha é! Olha, eu sempre desconfiei daquele jeitinho retardado dele!" E jogou Albus na mesma direção que Scorpius tinha ido. "Vai lá! Impeça ele de nos dedurar!"

"Ele não vai nos dedurar, James! Caramba!"

"Oh... Mas ele vai se sacrificar por nós... Cara... Eu tenho orgulho desse garoto, depois de tudo o que passou... Vai ver que ele já prevê que não tem mais chances mesmo."

"Ah, James, você não presta pra nada!" Albus praticamente berrou aquilo e saiu pelas escadarias.


Scorpius caminhou às cegas pelos corredores, indo o mais rápido que suas pernas descoordenadas permitiam, mal percebendo o caminho que estava tomando ou para onde estava indo. Seu corpo parecia estranhamente dormente, como se sua mente tivesse se desconectado e alguma outra força o estivesse mantendo de pé. Ele estava aterrorizado de encarar seu pai, mas Scorpius sabia que evitar Draco só pioraria a situação. No fim seria inevitável essa conversa.

Os aposentos de seu pai ficavam anexados a sala de Defesa Contra Artes das Trevas. Uma sala, o banheiro, o quarto onde seu pai dormia. Menores do que os aposentos que seu pai ocupavam na Mansão, mas aquilo nunca pareceu realmente incomodar Draco, que Scorpius tivese notado. Ele conhecia bem o lugar, tendo ido lá mais vezes do que poderia contar; muitas delas em situações ligeiramente similares àquela. Para ser sabatinado sobre seus erros, para ter suas falhas acertadas. Scorpius, de certa forma, aprendera a odiar o lugar quase tanto quando a ir a Mansão para conversas familiares.

Estar ali estava fazendo Scorpius ter náuseas.

Ele bateu na porta e aguardou, esperando estar com sorte. Draco poderia estar em qualquer lugar do Castelo, mas ali era um lugar tão bom para começar a procurar como qualquer outro. Scorpius recostou-se contra a parede de pedra, escorregou até o chão e esperou. Não demorou muito para a porta se abrir.

"Scorpius, o que você está fazendo no chão?"

Scorpius tentou se levantar, apenas pra descobrir seus joelhos fracos demais para sustentar seu peso. Ele não tinha coragem de levantar a cabeça e encarar seu pai, apavorado demais com sua presença e com o que provavelmente viria a seguir. Ele estava ciente de suas lágrimas e de como seu pai deveria estar registrando aquilo, do tipo de coisas que deveriam estar passando pela sua cabeça. Só em pensar que seu pai poderia descobrir o que tinha acontecido, Scorpius sentia sua cabeça girar e suas pernas bambearem.

Ele sentiu uma mão familiar em seu cotovelo, incentivando-o a colocar-se de pé. Lentamente, ele se escorou na parede, se levantando como podia, tentando recuperar um pouco da dignidade que seu pai provavelmente via como inexistente. Distraidamente, Scorpius reparou que Draco deveria estar horrorizado com a falta de decoro, com a fraqueza que ele estava demonstrando, um momento que nenhum Malfoy deveria ter. Se seu avô visse aquilo, provavelmente teria uma palavra ou duas para dizer, nenhuma de conforto.

"Vamos, entre." Draco disse, num tom neutro que Scorpius sabia ser conseguido através de mera força de vontade. Por dentro ele tinha certeza que seu pai estava furioso com ele.

Scorpius estava furioso consigo mesmo.

A mão em seu cotovelo abandonou seu lugar brevemente, indo escorar a cintura de Scorpius, enquanto a outra mão de seu pai ocupava o lugar deixado pela outra, dando um suporte físico que ele não esperava. Ele não percebera o quão trêmulo estava até ter outra pessoa o ajudando a caminhar. Suas pernas pareciam pertencer a alguma outra pessoa, mas não a ele mesmo, e essa pessoa decididamente parecia estar tentando dormir. Ele tropeçou nos próprios pés e teria beijado o chão se seu pai não o tivesse segurado firmemente pelas vestes, mantendo-o de pé e murmurando para que ele tivesse atenção para não se machucar.

Mas ele já havia se machucado, não tinha? Certamente uma queda não podia ser pior.

Gentilmente, Draco colocou Scorpius sentado em uma poltrona. Scorpius apertou o braço da mobília, pensando em mil maneiras de como começar aquela conversa. Quando Draco sentou-se diante dele, Scorpius o olhou de soslaio, vendo-o observá-lo de forma estranhamente neutra. Talvez fosse a falta de julgamento na expressão de seu pai que o movera a falar primeiro.

"O que você quer, pai?" Scorpius murmurou, olhando para as próprias unhas e percebendo que tinha quebrado a do indicador em algum lugar. Havia uma crosta de sangue seco, mas Scorpius não sentia dor, nem se lembrava de quando havia se machucado.

Draco encarou Scorpius com uma sobrancelha erguida. O garoto cutucou o dedo machucado e esperou.

"Eu não tenho idéia do que você está falando, Scorpius."

O garoto o encarou. Scorpius teria ficado desconfiado, se não se sentisse emocionalmente exausto demais para isso.

"Achei... Hm, me disseram que você estava me procurando."

A sobrancelha subiu um pouco mais, impossivelmente arqueada.

"Existe alguma razão da qual eu não esteja ciente para eu ter de procurar você, Hyperion?" Draco rebateu. O homem aguardou em silêncio e balançou a cabeça negativamente, quase imperceptível. Deu as costas à Scorpius e sumiu pela porta que dava ao quarto.

Se tivesse ânimo para tanto, Scopius teria se dado um tapa na testa. Ele devia saber que não se deve dar crédito às histerias de James. Ele provavelmente tinha interpretado algum gesto de seu pai como uma caça à ele. Seu cérebro começou a funcionar rápido, tentando encontrar maneiras pelas quais poderia escapar dali, mesmo sabendo que suas pernas não o suportariam nem mesmo numa corrida até a porta. Ele cobriu os olhos com uma mão, tentando a todo custo pensar numa forma inteligente de evitar piorar aquela situação, mas Scorpius sentia como se sua cabeça estivesse cheia e vazia demais ao mesmo tempo. Ele não conseguia focar em absolutamente nada e uma pontada de desespero o atingiu ao ver seu pai voltando do quarto, segurando uma xícara em uma das mãos.

"Aqui, Scorpius. Beba."

Ele pensou em recusar ou simplesmente correr, mas terminou por fim aceitando a xícara. Suas mãos ainda tremiam e o conteúdo derramou-se pelas laterais, molhando sua mão e a manga se suas vestes e ele sibilou baixinho de dor. Ele rapidamente olhou para Draco, esperando que ele dissesse algo, o repreendesse pela falta de habilidade, mas tudo o que seu pai fez foi retirar a xícara de sua mão e colocá-la na pequena mesa de centro, para depois puxar a varinha e limpar a sujeira que Scorpius fizera.

"Sua mão dói?" Draco perguntou num tom baixo, indo sentar-se outra vez no pequeno sofá verde escuro. A sala não era muito grande, mas cabia o sofá, a poltrona onde Scorpius estava, a mesa de centro e muitas estantes e um enorme armário, além da lareira.

Scorpius balançou a cabeça negativamente e manteve-se quieto, esperando. Os segundos pareciam se arrastar agonizantes a sua volta, mas Draco acabou, como Scorpius sabia que seria, falando primeiro.

"Scorpius, eu sei que o diálogo está... Difícil, mas acredito que você saiba que eu sou seu pai, acima de tudo." Draco pausou e suspirou baixinho. Seu tom era quase afável, se Scorpius não soubesse melhor. Em breve, ele se tornaria glacial, cortante. Afinal, ele era seu pai. "Morgana me ajude. O que está acontecendo?"

Nenhuma resposta foi dada. Scorpius achava que seu pai sequer realmente queria uma. Ele mordeu o lábio inferior com força, sentindo a pele quase se rompendo sob a pressão de seus dentes. Draco não disse nada por uns instantes, parecendo esperar que Scorpius fosse dizer algo, mas o garoto manteve-se em silêncio.

"Hyperion, eu estou esperando uma resposta."

Scorpius respirou fundo. Sua vontade ainda era de correr dali, mas ele sabia que aquilo não era possível. Por culpa de James ele teria de encarar aquela situação querendo ou não. E Merlin sabia que ele não queria.

"Nada."

Draco piscou lentamente, mantendo os olhos fechados por alguns segundos, um pequeno gesto de impaciência.

"Não sabia que nada podia levá-lo as lágrimas."

Scorpius inconscientemente limpou o rosto, ainda úmido. Ele deu de ombros e Draco franziu os lábios, desaprovando o gesto.

"Só alguns problemas."

"Quais problemas?"

"Nada demais."

"Em outras palavras, nada que você queira compartilhar." Um "comigo" ficou ali, pairando sem ser dito. Scorpius quase conseguia ouvir os pensamentos de seu pai se voltando para Albus.

O garoto mordeu os lábios, desconsertado, mas preferiu não dizer nada. Draco suspirou longamente e massageou a ponte do nariz.

"Bom, de todo modo, você pode me explicar o que foi aquela comoção no café da manhã?" Scorpius engoliu seco e sentiu o sangue deixar seu rosto. "Fiquei curioso para saber o que poderia causar uma reação tão discreta da sua parte."

Scorpius segurou a vontade de revirar os olhos diante da ironia do pai e preferiu pensar em como responder. Ele tinha a distinta impressão de que outro "nada" não seria bem vindo por Draco e provavelmente desencadearia uma briga que ele não estava disposto a ter.

"Eu estou esperando uma resposta, Scorpius." O tom de seu pai começava a demonstrar impaciência e Scorpius fechou os olhos, rezando para alguma idéia milagrosa lhe ocorrer.

"Uh, não era... Eu..." Coçou a cabeça e encarou o olhar cada vez mais frio de Draco. "É que eu vi e, hm, eu lembrei de umas coisas..."

"Que 'coisas', Hyperion, você tem um vocabulário mais extenso do que definir algo por 'coisa'."

Scorpius fez seu melhor para não deixar transparecer que estava procurando uma resposta convincente. E ele tinha certeza de que estava falhando miseravelmente, porque seu pai parecia tudo, menos convencido de qualquer coisa que ele estivesse dizendo.

"Ah, de um sonho que eu tive."

O silêncio de Draco seria cômico se não fosse trágico. Ele fitou Scorpius longamente e o garoto teve a impressão de que sua sanidade estava sendo julgada naquele instante.

"Sonho." Draco disse, sem entonação na voz.

"É. Sonho." Confirmou o garoto.

"Sonhos te fazem gritar no meio do Salão Comunal daquela forma?"

Scorpius voltou a morder os lábios. Draco o observava tão atentamente que o garoto sentia-se sob uma lente de aumento, sendo estudado. Estremeceu pensando o que seria dele, em como sair dali sem Draco desconfiar.

"Erm, não foi bem um sonho, era mais um pesadelo."

"Entendo."

"Foi... Assustador." Ele se lembrou de Weasley e o que acontecera no quarto. A voz de Scorpius quebrou no meio da frase, o terror das coisas das quais ele não se lembrava o tomando. Ele virou o rosto, tentando esconder as lágrimas, mesmo sabendo que elas eram mais que óbvias. "Assustador..."

Draco se aproximou sem Scorpius sequer perceber, parando na frente dele e com uma mão gentil em seu ombro. O garoto deixou um soluço escapar, sem saber direito o que fazer, perdido e com medo demais para pensar. Draco afagou os cabelos loiros e murmurando alguma coisa sobre compostura numa voz gentil demais para que a reprimenda significasse realmente algo. Scorpius não conseguiu conter as lágrimas, chorando com desespero renovado.

"Acalme-se, respire, filho, e acalme-se." Seu pai disse, abraçando-o inesperadamente. Scorpius demorou a reagir, mas por fim se agarrou a Draco como se ele fosse a última âncora que o mantivesse vivo. O choro continuou, dessa vez baixo e sem som, enquanto seu pai esfregava sua costas com uma mão, dando um conforto que ele não se lembrava receber desde que Draco havia entrado em Hogwarts.

Draco o deixou chorar o quanto pode e, eventualmente, as lágrimas acabaram e Scorpius só sentia um imenso cansaço invadindo-o. Ele fechou os olhos, se ajeitando contra o ombro de seu pai e desejando em silêncio que ele pudesse dormir ali como fizera tantas vezes antes quando pequeno.

"Scorpius, filho, não durma. Tome um banho quente e vá para a cama."

"Okay." Scorpius sussurrou, sua voz rouca pelo choro e se levantou cambaleante. Ele deu dois passos instáveis em direção a porta até Draco o parar.

"Não, você não vai para a Torre assim." Seu pai disse, afagando seu cabelo. "Tire um cochilo aqui. Eu acordo você mais tarde. Vem, eu te ponho na cama."

Scorpius assentiu e se deixou ser guiado até os aposentos de seu pai.


Albus desceu os degraus da Torre de Astronomia com passos rápidos por causa da raiva, sem perceber que andava depressa enquanto sua mente trabalhava rápido demais para ele próprio conseguir acompanhar. Ele queria saber para onde Scorpius tinha ido e talvez tentar impedi-lo de falar agora com o pai, sabendo que, no estado emocional que o amigo se encontrava, a frieza do professor Malfoy só machucaria ainda mais Scorpius. Ele poderia ter voltado e pego com James o Mapa do Maroto, que o irmão certamente usou para encontrá-los tão rápido, mas com as baboseiras que James estava falando ele preferiu simplesmente imaginar que era filho único e desceu as escadarias rapidamente, sem encontrar sinal de Scorpius. Albus simplesmente não conseguia esperar para ver o que aconteceria, sem fazer nada. Mesmo que ele não soubesse o que fazer.

Sem perceber ele já estava chegando aos andares principais do castelo, tomando alguns corredores com alunos cochichando em grupinhos, o que só o irritou ainda mais. Ele sabia que estavam falando de Scorpius e da cena durante o café da manhã. Albus desceu mais um lance de escadas e saiu no Salão Principal, que ainda estava relativamente movimentado. Seus olhos correram rapidamente as pessoas por ali sem ele próprio ter certeza do que estava procurando, e então foram pousar em um pequeno grupo que saía para os jardins de Hogwarts. Fred Weasley e Turner, além de dois alunos de outras Casas, um deles Albus sabia ser da Lufa-Lufa, o outro ele acreditava ser um dos batedores do time da Sonserina, mas não se importou em tentar reconhecê-los.

Sua mente agora estava focada em apenas uma coisa. Em apenas uma daquelas pessoas.

Seus passos voltaram a ficar rápidos e ele seguia em uma quase linha reta em direção àquele grupo. O sextanista lufo pareceu não gostar de algo que Weasley disse e reprovou alguma reação mais expansiva do sonserino e de Turner com um gesto de mão. Fred colocou as mãos nos bolsos de trás da calça justa e balançou a cabeça de um jeito impaciente. Albus já estava perto o suficiente deles quando eles chegaram aos degraus da entrada.

"Weasley!" Albus gritou, fazendo todo o grupo olhar em sua direção.

Fred o encarou de um jeito nada agradável, mas Albus não se importava nem um pouco com isso. Ele só sabia que, naquele momento, ele queria acabar com a raça daquele Weasley. Sem pensar no que fazia, apressou mais o passo, quase correndo, e bateu com ambas as mãos espalmadas no peito de Fred, empurrando-o para trás com mais força do que ele imaginava ser capaz.

"O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?"

Fred cambaleou para trás, pisando em falso no primeiro degrau da escada e quase caindo por ela, mas consegiu se estabilizar alguns degraus abaixo, apoiando-se canhestro no corrimão de pedra. Os demais olhavam apreensivos e Turner tinha soltado uma exclamação que quase foi um gritinho curto. Mas, mal Fred firmou-se de pé, voltou com o punho fechado na direção de Albus.

"Seu filho d'uma-"

Albus ergueu a varinha rapidamente, apontando-a diretamente para o rosto do primo, que parou subitamente a investida com o punho ainda erguido.

"Eu te odeio, Fred!"

"Ótimo! Larga essa porra de varinha e vem brigar que nem homem!" Fred rosnou, batendo o punho esquerdo contra o próprio peito. "Vai dar uma de viadinho que nem o teu amiguinho agora?"

"De que homem você tá falando?" A voz de Albus de repente tomara um tom cínico, mesmo que ainda estivesse alta pela explosão de raiva do instante anterior, mas ele tentava se manter controlado com a varinha empunhada, resultado de conselhos de seu pai para duelos. "Não vejo como você pode se considerar homem depois do que fez!"

Albus não viu o que o atingiu. Sentiu o ar sumir de seus pulmões e então o impacto com o chão. Quando focou sua visão, viu Fred olhando rapidamente ao redor, como que para verificar que não seria interrompido, com a varinha erguida, e começando a ir em sua direção.

"É melhor você calar sua boca, moleque!" Ele rosnou e Albus tratou de se colocar de pé rapidamente. Então a expressão de Fred mudou, e ele sorriu ácido. "Ele 'tava até gostando. Posso te garantir."

"MENTIRA!"

Albus agitou a varinha no ar em um impulso cego e Fred saltou um passo para trás, rebatendo o feitiço com destreza. Albus iria lançar outro ataque quando o rapaz da Lufa-Lufa se colocou diante de Weasley e estendeu a mão para que ele parasse.

"Weasley, chega", ele colocou uma mão cautelosa sobre o punho esquerdo de Fred, que mantinha a varinha erguida. "Potter, não seja idiota, você não vai conseguir duelar-"

"Não enche, Alec!" Fred puxou a mão com força, afastando a mão do lufo bruscamente, mas mantinha um sorriso irritado nos lábios.

"Presta atenção", dessa vez o lufo, Alec, deu as costas para Albus e levantou a mão como se fosse espalmá-la no peito de Weasley para segurá-lo, mas a manteve a alguns centímetros do corpo do moreno, "você não acha que já chamou muita atenção?" Albus olhou rapidamente ao redor, vendo que alguns alunos começavam a chegar para ver o que estava acontecendo.

"É briga!" O sonserino que estava entre eles gritou animadamente e olhou ao redor com um gesto expansivo. "Weasley contra Potter! Quem quer apostar?"

"Eu aposto no Potter!" Turner gargalhou ao fundo e se aproximou do batedor sonserino com um rebolado, fazendo o rapaz negro rir para ela, fingindo incredulidade.

"Vocês dois-", o lufo começou, mas lançou um olhar rápido e cortante para Albus e então para Fred, e por fim deu de ombros. "Quer saber, eu 'tô fora disso. Só não vai estragar tudo, Weasley."

"Ei, vem cá, Alec", Fred disse com uma voz sedosa. "Ao menos pede com jeitinho que eu posso pensar em deixar esse moleque pra lá."

Albus viu o lufo balançar a cabeça e soltar um risinho de quem já estava acostumado com a insolência de Weasley. Mas antes de se afastar do grupo, o lufo lançou um olhar de aviso em direção a Albus que o fez repensar sua situação.

Ele não podia continuar com aquilo. O sorriso sádico no rosto de Weasley deixava claro que aquilo não passava de uma brincadeira pra ele e Albus sabia que, além de ser mais fraco do que o primo naquele duelo, a plateia era um prato cheio para Fred. Se o moreno abrisse demais a boca, o que aconteceu com Scorpius podia cair nas fofocas de outros alunos, e Albus não queria ser responsável por mais isso. Aquilo fez um bolo gigante apertar sua garganta enquanto ele tentava engolir toda a raiva e o impulso de destruir Fred que o levara até ali. Mordeu o lábio com força pra não soltar um palavrão por causa da raiva subitamente contida e olhou outra vez ao redor. Já deveria ter mais de uma dúzia de alunos aglomerados ao redor deles, num murmurinho baixo e cheio de expectativa.

Inspirando fundo, ele abaixou a varinha e lançou um último olhar de ódio para o primo, que pareceu falsamente surpreso e desapontado.

"Quer saber, Weasley, você vai se dar muito mal ainda! Vai sim!" Albus não teve certeza se gritou aquilo ou não, mas sua respiração estava acelerada e sua mão direita apertava a varinha com tanta força que os nós dos dedos doíam.

"Oh! Estou morrendo de medo, Albus!" Fred riu e ergueu a varinha na altura do rosto de Albus. "E você vai contar tudo pro professor Longbottom?"

Albus o encarou por mais alguns segundos sem dizer nada, e por fim suspirou fundo e virou as costas para Weasley. Ele ouviu o sonserino claramente desapontado reclamar que queria ver briga, mas não deu atenção, porque sua mente trabalhava rápido demais ocupada em odiar mais a mais Frederick Weasley II.

Ele deu alguns passos em direção ao Salão Principal, evitando olhar para quem estava reunido ali, sentindo o olhar deles em seu rosto. Mas não deu mais que três passos e algo prendeu seus tornozelos, derrubando-o numa queda desajeitada de encontro com as pedras do piso. Alguns gritinhos e risadas ecoaram ao seu redor e Albus logo se deu conta de que o que o prendera eram suas calças arriadas. Seu rosto se aqueceu num vermelho feroz e ele se virou sem pensar duas vezes, brandindo a varinha que ainda estava firme em suas mãos.

O feitiço não saiu na direção correta, passou de raspão pelo ombro direito de Weasley e atingiu o batedor da Sonserina. A explosão avermelhada do feitiço fez o sonserino ser arremessado contra a grande porta de madeira e cair desmaiado ao chão. Weasley e Turner também receberam o impacto da explosão e cambalearam para o lado, Turner chegando a cair sentada, boquiaberta, antes de cair na gargalhada, os seis saltando dentro do suéter apertado e de decote em "V".

Albus se levantou rápido, puxando a calça o melhor que pode antes de Fred avançar sobre ele, mas não teve tempo de se erguer totalmente. Fred o agarrou pelos cabelos e o empurrou para trás, fazendo Albus se desequilibrar e cair sentado, e logo o moreno estava em cima dele.

"Olha aqui, moleque", Fred apontou a varinha em seu rosto, "não vem com essa, não. Eu te disse que aquele Malfoyzinho ia se ferrar se ficasse me enchendo e o mesmo vale pra você. 'Tô pouco me fudendo se você vai contar pra algum professor ou pro seu papaizinho ou o diabo, ouviu? Eu só sei que só vai sobrar um borrão onde antes ficava sua carinha feia se eu-"

"Fred!" Uma voz grave soou no Hall do castelo e fez-se um silêncio momentâneo antes do som de passos apressados tomarem o lugar enquanto os alunos mais próximos de Albus e Fred se afastavam rapidamente. Albus sabia que aquela voz era do professor Longbottom, diretor da Grifinória.

"Olha, eu não tenho nada com isso!" Fred soltou os cabelos de Albus e se colocou de pé sem cerimônia. "Eu 'tava na minha e foi ele que veio atrás de mim!"

Albus não disse nada e demorou algum tempo para se erguer, não querendo realmente se levantar antes de ter certeza que sua calça estava no lugar devido.

"Tudo bem, eu não perguntei nada, Weasley", o professor Longbottom disse, com ar sério e olhou ao redor. "E a gente não precisa de plateia, não é? Vamos, não tem nada pra vocês verem aqui. Ah, meu Merlin, quem derrubou aquele ali?"

"Potter."

Albus imaginou que o professor perguntara sobre o sonserino estuporado, e Fred fizera questão de responder prontamente com um sorriso mínimo, mas não invisível. Ele viu o professor Longbottom aproximar-se do sonserino e acordá-lo, ajudando-o a se levantar e conversando rapidamente antes de dispensá-lo, e então se aproximou de Albus. O diretor da Grifinória olhou para Albus questionativamente, mas ainda afável, e estendeu a mão para ajudá-lo a se levantar.

"Albus, que coisa, eu não esperaria ver você envolvido em briga", ele disse e lançou depois um olhar para Fred, chamando para perto deles. "Vocês não deveriam brigar, acima de tudo vocês são primos! O que seus pais não diriam disso..." Ele fez um som levemente ofendido e fitou os dois antes de perguntar a ambos. "Vamos, o que aconteceu aqui?"

Albus olhou de maneira acusadora para Fred, mas não disse nada. Ele queria contar tudo, entregar Fred com todos os detalhes, mas não podia expor Scorpius daquela forma e não é como se ele tivesse provas ou mesmo certeza das coisas que imaginava. No final pareceria que ele estava apenas inventando uma história exagerada. E Albus viu Fred sorrir vitorioso, como se ouvisse os pensamentos de Albus.

"Professor, ele que já chegou aqui me atacando", Fred disse, colocando uma entonação na voz que fez as entranhas de Albus se revirar. "Chegou falando de umas coisas aí e tacou o Will no chão. Eu só me defendi."

"Tudo bem, Weasley, você já disse isso. Deixe o Albus falar agora, ok?" Longbottom pediu e então olhou para Albus, dando-lhe a vez de falar.

Mas Albus continuou calado e desviou o olhar, e o professor chamou seu nome, questionando-o. Ele sabia que precisava dizer alguma coisa pra saírem dali, e pelo que tudo indicava, a coisa estava pior para ele, já que derrubara o sonserino sem querer. Mas se seria punido, queria poder levar Fred consigo.

"Ele bateu no Scorpius. Eu só..." Albus pensou um pouco no que implicaria dizer aquilo e prosseguiu, "eu só acho que ele não pode sair por aí batendo em quem bem entende!"

"Ah, e você pode, baixinho?"

"Fred, calma!" O professor Longbottom pareceu quase sorrir e então se voltou para Albus. "Olhe, Albus, você não pode resolver as coisas com suas próprias mãos. Você acabou usando magia contra outro aluno que não tinha nada com isso."

"Mas professor-"

"Albus, infelizmente eu vou ter que tirar ponto de vocês." Longbottom parecia realmente triste por isso. "E te dar uma detenção."

"Mas-" Albus começou a protestar e calou-se, vendo Fred sorrir de lado para ele.

"Serão menos 20 pontos da Grifinória para cada um de vocês por brigarem na escola e depois eu te aviso da sua detenção, Albus", disse o professor e voltou-se para Fred que já começava a se afastar. "E, Fred, eu vou procurar o Scorpius e espero não saber que você anda batendo em alunos mais novos, ou vou ter que conversar com a Angelina."

"Professor, eu não moro mais com minha mãe", Fred disse, sem parecer se afetar.

"Eu sei", Longbottom sorriu, "por isso acho que ela gostaria de ter notícias suas." Ele colocou uma mão no ombro de Albus e incentivou-o a ir também. "Depois nos falamos, Albus."


Nota:

O título do capítulo e o trecho no início são da Madonna, diva S2


Mais falação (porque sabemos que vocês sentiram falta):

Vaaaamo começar essa joça!

Porque todo mundo achava que tínhamos morrido!

mas não! Somos pior do que o Goku! Seeempre voltamos u_u

Coyote diz:

Já vejo o James apontando pra gente e gritando "elas estão chegando! posso vê-las vindo no horizonte nos traumatizar!"

*aponta teatralmente pela janela*

Alis diz:

Aw, Jammie Aposto que no fundo, no fundo, ele adora

/piada velha 8D

Coyote diz:

hohohohoho

Sabe... eu não sei o que dizer... O_o

Alis diz:

Nem eu, eu mal lembro desse capítulo!

Mas acho dygno dizer aos leitores que:

a) não morremos

b) não desistimos

c) sim, vamos continuar...

... ocasionalmente.

Coyote diz:

muito ocasionalmente... XD

principalmente porque o Al é comlicado pra cacete... e acabamos de descobrir isso... o-o

Alis diz:

é O_O

Coyote diz:

Aliás, acabamos de descobrir que o Al é gente! O_O

Alis diz:

Depois de 3 anos!

TRÊS ANOS

Coyote diz:

Credo, isso tudo?

Alis diz:

Eu acho que sim...

Coyote diz:

me senti velha... e que perdi três anos da minha vida a toa... O_o

Alis diz:

Talvez tenha mais, tem que ver a data que você postou aquele desenho do Scorpius...

Coyote diz:

que desenho?

Alis diz:

Lembra, do Scorpius, bolsinha de dinheiro...?

Que você postou no PSF?

Foi ali que a merda começou xD

Coyote diz:

hum... sei lá se lembro, mas não importa...

eu acho

Alis diz:

Depois eu procuro

Coyote diz:

não, por favor

Alis diz:

e aí a gente até pode dar o link pro povão aqui u-u

O_o

Coyote diz:

tenho trauma de desenhos antigos

u_u

Alis diz:

Depois eu que faço drama...

Coyote diz:

tá... e o que mais a gente tem pra falar?

ah!

eu queria saber a opinião dos leitores sobre a cor da cueca do Al!

ou... se ele não estava de cueca... XD

Alis diz:

Ah, ele é viadinho demais pra não usar cueca...

Se fosse o Fred ali teria sido MUITO mais legal!

Coyote diz:

tenho um pedido a fazer aos leitores: alguém aí tem algum doujinshi de FF8 do circle CRUSHERS ou da Sakura Annin que eu ainda não tenha? _ (quero principalmente o Move ou o Drop – em inglês de preferência)

Alis diz:

LOL

Eu tenho um pedido aos leitores: COMENTEM CARALHO!

E, bom, leitores, detesto sair correndo, mas a dona MarciaBS me espera e ela fica muito irritada quando eu me atraso - o que é 100% das vezes.

Então baibai e até o próximo capítulo (que nem vai demorar tanto assim pra ficar pronto. Sério! XD)

Coyote diz:

hum... ok... vai lá

Mas não deveria prometer nada sobre o próximo capítulo... u-u

vou dar banho no cachorro

Alis diz:

CACHOOOORRO

Coyote diz:

aliás, alguém quer adotar um cachorro?

Alis diz:

adotem o cachorro!

se não puderem adotar o cachorro, me adotem!

Coyote diz:

LOL

Alis diz:

Tô precisando de um dono! Alguém que coce atrás da minha orelha, me dê comida...

Sério! Sou legal!

Coyote diz:

esqueçam, adotem o meu vira-lata que ele precisa de um lar ou terá que voltar para as ruas!

a Alis pode ficar na rua... u-u

Alis diz:

D:

Gente, ela me odeia ;_;

cês viram?

Ela me odeia!