Título: A arte da guerra

Autora: Mello Evans

BetaReader: Lady Murder (Muito abrigada!)

Ship: Scorpius/Al

Gênero: Friendship/ Romance/ Slash/ Shota Não gosta? Não leia!

Classificação: K+ (Mas se houver uma continuação o Rating pode subir para M)

Disclaimer: J. K. Rowling pertence a Harry Potter (Ops... é o contrário –q)


Scorpius olhava com desgosto para o seu mais novo amigo de casa. O que ele estava pensando da vida? É como ouvir algum Huflepuff dizer: 'o feitiço virou contra o feiticeiro'. Merlin só podia estar de brincadeira. Ele nunca foi muito chegado aos Potter, mas decidiu no meio do seu segundo ano adquirir amizade com aquele menino de cabelo desgrenhado e olhos verdes. Aquela brincadeira já perdurava para o seu terceiro ano letivo. Para quê mesmo que ele fez isso? Para testar um livro que o seu avô materno lhe deu o tal A arte da Guerra. Mas ele, justamente ele, um Slytherin lindo daqueles, tinha que testar aqueles conceitos lidos exatamente com Albus Potter? Não... Ele estava pedindo para queimar no inferno. Só podia.

Albus Severus virou-se para o amigo enquanto engolia seu suco de abóbora matinal, deu um sorriso e perguntou. "—O que foi Scorp?"

O loiro engoliu em seco. "—Nada, por quê?"

O moreno deu de ombros pegando mais uma colherada me mingau de aveia e colocando na boca.

Malfoy olhou aquilo tudo com uma vontade torpe de ser aquela maldita colher. A vontade foi tanta, que sua aboca começou a salivar, os lábios se entreabriram e suas pupilas dilataram-se um pouco. Scorpius tentava culpar os seus hormônios, afinal ele tinha treze anos. Aquela idade onde os meninos começam a passar mais tempo no banheiro e imaginar o que estaria por baixo das saias das meninas. Mas Scorp não queria nem saber o que se passava por baixo daquelas saias. Ele estava interessado em um certo companheiro de dormitório que ele se aproximara com o intuito de 'testes'. Pelo menos foi isso que ele disse para si mesmo quando puxou conversa com o outro, que respondeu prontamente.

Potter o cutucou no ombro rindo de como ele quase pulou da cadeira de susto.

"—Hã? O quê?" – Perguntou, mal-humorado.

"—Está tarde. Ou quer se atrasar para a aula?"

O loiro soltou um muxoxo e levantou-se, tentando organizar seus pensamentos enquanto seguia aqueles cabelos milimetricamente arrepiados.

-x-

Pare você derrubar o inimigo você primeiro tem que conhecê-lo, adquirir amizade para depois fazer o seu ataque.

Malfoy leu o pequeno livro de origem trouxa escondido por baixo da carteira. Olhou do livro para Albus e de novo para o livrete.

'Autor maldito' – Pensou, em desgosto.

Durante toda a sua infância ele ouviu histórias de como havia sido a guerra, de como o famoso Harry Potter havia salvado o mundo bruxo e ainda continuava fazendo isso como auror. Só que nunca contaram como seu pai DRACO MALFOY foi importante na posse da varinha das varinhas. Seus pais nunca se detinham falando de detalhes, principalmente porque seu avô saíra apenas a alguns anos de Azkaban. Então, não que ele quisesse fazer os mesmo erros de seu pai ou o gênero antagonista, afinal, o próprio Draco lhe dava conselhos de como ser alguém mais razoável desde que se entendia por gente, mas um troco pequenininho seria um pouco bom para o seu ego Malfoy.

Triste engano infantil.

Com o passar do tempo e a convivência de praticamente vinte e quatro horas, ele começou a obter simpatia por aquele garoto que parecia ter o mesmo habito que o pai tinha: não pentear os cabelos. Foi por pequenos gestos. Um bom dia pela manhã, um sorriso na hora do almoço, a ajuda nos estudos (apesar de Albus nunca estudar de verdade), as piadas, as detenções compartilhadas, as conversas, os toques, a cumplicidade, as noites de conversa na Torre de Astronomia, as fugas para Hogsmead e uma infinidade de coisas que Scorpius perderia o tempo falando de cada uma. Ele começou com um pensamento de que aquilo tudo se transformara em amizade, mas estava era com outros totalmente diferentes para não dizer libidinosos!

O loiro soltou um rosnado de raiva que fez um par de olhos verdes ao seu lado lhe fitarem interrogativos. "—O livro não é bom?" – Espiou por cima dos ombros do amigo, já que o artefato estava quase todo escondido embaixo da carteira.

"—Quer parar de me assustar?" – Scorp franziu o cenho, contrariado, tentando esquecer aquela voizinha interior que dizia 'Agarre-o seu imbecil!'

"—Você anda muito lento ultimamente. Isso não é bom, sabe que o pessoal ainda tenta te pegar com algumas azarações. Esqueceu que é um Malfoy?"

Scorpius piscou. Ainda tinha esquecido aquele detalhe. Potter também era um irritante salvador. Ficava aparecendo em todas as horas que o loiro estava em apuros e olha que não eram poucas. Desde que a família Malfoy perdeu um pouco seu prestígio e dinheiro, graças à guerra, Scorpius era alvo de chacota e azarações. "—Não." – Falou com a voz fraca. "—Valeu."

O moreno lhe lançou um olhar incerto e um leve sorriso dançou em seus lábios. Ahh... Como Scorpius Malfoy queria dançar naqueles lábios também. Balançou a cabeça como se assim os pensamentos fossem se materializar e cair no chão. Então sentiu a mão quente do outro por cima da sua. Era tão cálida que Scorp pensou que fosse pegar fogo. Aquilo era uma tortura. Albus era um sádico, só podia ser, para fazer aquilo com o pobre e nada inocente Malfoy.

-x-

Os dias se passavam e absolutamente NADA mudava. Quer dizer, até que mudava, mas pra pior. Scorpius estava até evitando tocar no moreno, mas ele realmente não ajudava em nada. Estava ficando até mais pegajoso. Talvez fosse coisa da cabeça do Malfoy, ele estava ficando um louco pervertido na flor da adolescência e imaginando que os outros estavam da mesma forma.

"—Imbecil!" – O loiro estapeou a testa enquanto se sentava na cama para dormir. Ficou lendo até tarde no salão comunal Slytherin para que quando chegasse ao quarto pudesse encontrar o amigo dormindo e não conversarem.

Potter se remexeu na cama, virando-se para Malfoy. "—Chegou tarde."

"—Hum..." – Foi tudo que pôde dizer.

"—Quem é imbecil?" – Juntou as sobrancelhas, sentando na cama e fixando as vistas no cinza que lhe encarava.

"—Eu." – Respondeu Scorp, meio cabisbaixo, perdido em pensamentos.

"—Você anda tão estranho. É falta de namorada." – Brincou.

"—Não ferra, Potter."

"—Ih... Tá com raiva. Me chamou de Potter. Relaxa, Scorp."

O loiro respirou fundo apoiando o cotovelo na perna e a cabeça na mão, perdido em algum ponto na parede. "—Talvez você tenha razão."

Albus fez uma careta, mas o outro não viu. Levantou e pegou o seu casaco e o do loiro. "—Vem." – Falou, puxando o loiro pela mão.

"—Pra onde?" – Disse, meio atordoado, pousando o casaco verde-lodo sobre seu corpo.

"—Ali. Quero te mostrar uma coisa." – Falou, mas Malfoy não pode ver o seu rosto ao falar isso.

"—Certo." – Expôs, franzindo o cenho, mas se deixando levar.

-x-

"—O que você quer ver aqui? Dá pra ver estrelas da janela do quarto sabia?" – Scorpius apoiou as mãos uma de cada lado do seu corpo. Estava meio confuso com aquele vento, aquele vazio de pessoas e aquela escuridão oportuna que fazia sua mente trabalhar mais do que devia. "—O que veio ver aqui?" – Perguntou, curioso. Afinal, Al sempre foi bom em algumas coisas que não eram consideradas corretas e o loiro gostava.

"—Vem cá." – Chamou o outro para mais perto da varanda.

O outro foi. "—O que-" – O que é que ele fosse dizer fica um mistério até os dias de hoje, pois Albus simplesmente tacou-lhe um beijo, bem no meio daquela sacada. O loiro ficou de olhos arregalados enquanto sentia aquela pressão tão gostosa na sua boca. Fechou as vistas e retribuiu aquele beijo. Entreabriu os lábios e aproximou mais o corpo, pois eles estavam um pouco afastados deixando aquele primeiro beijo um tanto estranho. Enlaçou a cintura do outro adolescente e gemeu a uma pequena mordida no lábio inferior. Não estava nem querendo pensar na cara de paisagem que eles iriam fazer depois que se separassem, por hora iria apenas aproveitar.

Albus interrompeu o beijo, meio sem ar, mas não deixou o abraço do outro Slytherin.

"—Al, o que foi isso?" – Perguntou Scorpius, assim que conseguiu pronunciar algo.

Potter engoliu em seco. "—Ahnm... Scorp." – Coçou a cabeça em sinal de constrangimento. "—Eu tenho uma coisa pra te perguntar." – Falou, temeroso.

"—Fala." – Disse, calmamente, tentando ignorar as pernas que tremiam. "—Se bem que seria bem legal você falar que merda foi essa, não que eu esteja reclamando e tal, mas você quer me explicar?"

"—Cala a boca. Se não, eu não vou ter mais coragem."

Malfoy apenas cruzou os braços esperando.

"—Scorpius, quer namorar comigo?" – Perguntou, timidamente. "—Olha, eu sei. Você não precisa responder nada agora eu ainda vim de supetão te beijando falando essas coisas, mas é que eu não agüento mais. Eu sempre gostei de você desde o primeiro ano e quando você veio falar comigo eu fiquei tão feliz. Eu pensei que iria passar, mas ficou pior e eu... eu não agüento mais..." – Albus Severus desatou a falar.

Malfoy só olhava o outro falar e falar. Nem estava mais escutando um pingo daquilo, mas a felicidade era tanta que ele se jogaria daquela torre naquele exato momento.

Abençoou internamente Sun Tzu, autor do livro, que até já amaldiçoara.

A arte da Guerra agora seria seu livro sagrado.

Fim?


N/A:

Hahaha bendito mesmo, não?

Eu faço um bônus com as descobertas dos dois pequenos namorados? Sim? Não? Depende de vocês. –q (Se for sim, eu vou ter que trocar o Rating =p)

REVIEWs & Kissus.