Disclaimer: Tenjou Tenge não me pertence e esta fic foi escrita apenas para diversão minha e de possíveis leitores, não lucrando dinheiro algum sobre a mesma.

Sumário: Esta fic foi criada em um certo momento de delírio. Minha primeira fic sobre o anime e espero que não a última.



.Butterfly.

-As borboletas têm em média dois dias de vida, sabia disso Aya? – Questionou a irmã mais velha, enquanto seus olhos de profundo azul fitavam uma graciosa borboleta colorida que pousava sobre um dos galhos da cerejeira. – Elas lutam tanto para sair de seu casulo e são presenteadas com uma vida tão curta... Mas, mesmo com uma vida tão curta, elas conseguem ser felizes... Pois elas conseguem curar nossas tristezas com sua beleza... Elas são... Especiais.

Era uma tarde ensolarada de verão. A brisa era fresca e o dia mostrava-se perfeito para a diversão... No entanto, era o clima de nostalgia que ali se expandia. Eram palavras como as de Maya, confusas e de certa forma infantis, que confundiam a cabeça da irmã mais nova. Aya lutava dia após dia para ficar mais forte, para assemelhar-se a sua irmã mais velha e a seu falecido irmão... Mas, por que apenas ela parecia se esforçar tão arduamente e sua irmã parecia não o fazer?

-Onee-san... – As palavras simplesmente começaram a escapar de seus lábios. – Você realmente acha que algo bobo como uma borboleta pode curar nossas tristezas, por mais belas que sejam? – Suas palavras eram espontâneas, mas pareciam não surtir efeito algum sobre a grisalha, que nem ao menos deu sinais de virar-se para vê-la.

-Sim Aya... Eu acho que borboletas podem curar nossas feridas. – Maya cerrou os belos olhos de zafira e ergueu a mão direita até pousá-la sobre o peito, sentindo ressoar em sua mão, as batidas de seu coração. O que eram aqueles sentimentos que a tanto lhe impregnavam? – Elas... São capazes de nos mostrar que o mundo não é feito apenas de coisas feias e que nele, ainda existe beleza... Ainda existe pelo que se lutar. Borboletas são... Como a esperança.

Abriu com calma os olhos e girando calmamente sobre os calcanhares, fitou a irmã menor que agora, era sua única família... A família pela qual ela daria sua alma para proteger, assim como seu amado Aniue a protegera até o último minuto de sua vida.

-Onee-san. . . – Impulsivamente, ela chamou por sua irmã. Aquelas palavras... Como poderiam ser capazes de fazer seu peito queimar?

-Aya... Não se esqueça que você prometeu ficar cada vez mais forte. Você prometeu que um dia, ficara mais forte que eu. – Foi aproximando-se dela, até que a distância entre as duas se fizesse menor do que alguns centímetros. Ergueu sua mão direita e levou-a até a face da caçula, carinhosamente lhe tocando a pele aveludada. – Mas nunca se esqueça... Que eu sempre lhe protegerei, Aya...

Naquele dia ensolarado... As palavras finalmente se calaram. Mas, mesmo sem que elas fossem proferidas, as duas se entendiam. Entendiam-se naquela promessa muda que apenas elas saberiam decifrar.