N/A.: Essa foi uma história que surgiu de repente na minha cabeça praticamente formada. Eu achei bem interessante, então decidi fazer uma fic. Espero que vocês achem tão interessante quanto eu achei!

Saint Seiya não me pertence!

O Futuro a nós pertence

As lutas já haviam acabado. As armaduras, descansavam. Não havia mais guerra, não havia dor. Athena continuava a mesma de sempre. A Grécia continuava a mesma de sempre. O Japão, da mesma forma. Os treinamentos rotineiros não haviam acabado, pois precisa-se estar pronto mesmo na hora da paz, mas há muito as caixas das armaduras não haviam sido abertas, e o medo era que elas empoeirassem.

Hyoga estava sentado no sofá da casa que agora compartilhava com Ikki e Shun. Shiryu estava na China, e voltava esporadicamente para uma visita. Seiya ainda morava no cais, mesmo que a casa grande fosse melhor e mais confortável. Ikki lia um livro no sofá ao lado, concentrado e sério, como sempre. Shun parecia estar destruindo a cozinha. Tudo era calmo e tranqüilo, mas o russo tinha um pressentimento estranho. Não era ruim. Era apenas... estranho.

- Ikki... – Ele começou, e o cavaleiro de fênix o olhou, carrancudo, por ter de tirar seus olhos da parte mais emocionante de Parque dos Dinossauros. – Sabe quem é Dawn?

Ikki pensou um pouco, olhando para algum ponto no teto. Antes de responder que não sabia, Shun apareceu na sala, carregando uma tigela cheia de macarrão.

- É uma empregada da mansão Kido, não é? Uma de longos cabelos louros?

Os dois cavaleiros sentados olharam para Shun como se ele tivesse acabado de beijar um leão das montanhas.

- Oras, ela é uma menina muito bonita para uma criada. – Shun disse, rearrumando os cabelos presos num rabo-de-cavalo, para que não caísse na comida. – Ou vocês acham que nunca noto uma menina bonita quando vejo?

Hyoga pigarreou, e olhou para Ikki, que tinha o rosto vermelho de vergonha.

- Bem, o fato é que... Já notou o quanto Saori é delicada conosco, nos trata bem e com amor, quanto que a pobre menina Dawn é tratada como uma qualquer? – O Cisne continuou com seu diálogo, mas sem que os outros tivessem tempo de comentar o assunto, ouviu-se uma batida na porta. Ikki levantou-se e foi atender, dando um passo para trás quando viu quem estava do lado de fora. Uma luz pareceu-se irradiar para dentro da sala, e Shun quase deixou cair a tigela no chão.

- Mas que brilho é esse...? – Andrômeda colocou uma das mãos na frente dos olhos, até que a luz diminuiu e os outros dois foram até a porta, dando de cara com duas moças, uma fraca, e a outra bastante ferida.

- Deus, entrem! – Ikki ajudou as duas moças a entrarem na casa. Uma das moças, uma pequena e loira segurava uma outra, que tinha lisos cabelos longos e negros, assim como sua pele, que parecia avermelhada. Hyoga ajudou a moça loira a deitar a ferida em cima do sofá maior que tinham na sala, enquanto Shun havia deixado a tigela de macarrão de lado, segurando a outra enquanto Hyoga acomodava a morena no sofá.

- Afinal, quem são vocês? – Ikki perguntou para a loira, enquanto Hyoga cuidava da morena com um pacote de suprimentos médicos de emergência que havia na casa.

- Meu nome é Estrela. – A loira falou, respirando fundo. Sua voz era delicada, e dava uma calma inacreditável a quem a escutasse. – Essa é minha irmã, Juçara.

- Joossara? – Shun perguntou, assustando-se com o nome estranho a ele.

- Não; Juçara. – Estrela pronunciou bem devagar, fazendo com que ele soubesse pronunciar corretamente. – Estávamos vindo falar com uma mulher chamada Saori Kido. Parece que erramos de casa...

- Na verdade, podemos levá-las até ela. Mas o que aconteceu com vocês? – Hyoga terminou de cuidar de Juçara, aproximando-se com o estojo de Estrela, que deixou o rapaz russo verificar seus braços e pernas em busca de ferimentos.

- É sobre isso que viemos falar... – Estrela fez uma careta, enquanto Hyoga apertava um local arroxeado em seu joelho. A moça usava uma armadura dourada, delicada, que se encaixava em seu corpo como uma segunda pele. Seu rosto era encoberto por uma máscara platinada, e seus cabelos caiam por cima de seus ombros protegidos. A armadura estava desgastada, e mesmo sendo feita de metal, parecia leve e fina, como seda. – Sabem que não existe apenas a deusa Athena aqui na Terra, não é verdade?

Os cavaleiros assentiram com as cabeças, olhando fixamente para os olhos da máscara.

- Pois então... Servimos, eu e minha irmã, a um desses deuses fora a sua deusa Athena. Servimos à Aurora de dedos rosados, que há muito tempo está sumida. Também é chamada de Eos, na Grécia. Seu templo é cuidado por seu irmão, Hélio, e por sua irmã Selene, a Lua, enquanto nós fomos treinados para servir a ambos os deuses, e ajudar Athena, caso fosse preciso. Há alguns dias, começamos a sofrer sucessivos ataques, de um inimigo que ainda não identificamos. Minha missão e a de minha irmã, era a de vir até aqui e pedir ajuda à Athena e seus cavaleiros, mas fomos interceptadas no caminho por quatro cavaleiros, e quase não saímos vivas, como vocês podem notar.

- Para onde eles foram? – Hyoga perguntou, olhando para Estrela, sério.

- Como assim, para onde eles foram? Para o Inferno, logicamente. – Estrela o olhou, como se tivesse recebido um insulto. – Ou acha que estamos machucadas porque não conseguimos derrotá-los?

- Hyoga não perguntou por mal, Estrela. Estamos assustados com a novidade, apenas isso. – Shun tentou acalmar o ânimo da mulher, sentando-se ao lado dela.

- Mas ainda não consigo entender... – Ikki tomou uma das mãos pálidas, levemente douradas de Estrela e olhou para sua irmã ainda inconsciente no sofá. – Como você e Juçara podem ser irmãs, se ela é tão diferente de você? – A negra estava respirando profundamente no sofá, e trajava uma armadura que parecia ser feita do mesmo material que a de Estrela, mas com algo de primitivo. Seus ombros eram rodeados de penas, e em suas botas pareciam ter sido gravados totens e runas, que Ikki não conseguia distinguir.

- Ora, Ikki de Fênix, Shun não é seu irmão? – Estrela sorriu, respondendo a pergunta do moreno com uma pergunta, o fazendo rir de leve. – Juçara é apenas minha meia irmã. De fato, nossos pais são homens diferentes. Muito diferentes. Eu nasci num lugar chamado Jerusalém, enquanto minha irmã nasceu num lugar chamado Amazonas, que fica no norte do Brasil.

- Conhecemos alguém do Brasil. – Hyoga disse, sorrindo. – Então você nasceu em Jerusalém, a terra de Jesus? – Estrela assentiu com a cabeça, puxando sua mão gentilmente de dentro das mãos de Ikki, que ainda a segurava.

- Quer dizer que você é cristão, Hyoga? Essa era uma coisa que eu não sabia sobre você. – A moça falou, com sua voz delicada.

- Parece que você sabe muito sobre nós. – Ikki falou, olhando um pouco estranho para a moça.

- Vamos, Fênix, não me olhe assim. Agimos no anonimato por muitos anos para que um dia tivéssemos força para ajudá-los. Como queria que confiássemos nos cavaleiros de Athena se não os conhecêssemos? – A voz de Estrela era tão passiva que Ikki acreditou, mesmo que soubesse que não deveria. – Já que vocês estão na desvantagem, vou me apresentar: sou Estrela, a amazona da Estrela da Manhã, treinada por um cavaleiro de Athena. – Ela riu. – É engraçado que meu nome seja o mesmo da minha protetora. – A moça olhou para Juçara, que parecera acordar.

O diferente em Juçara não era somente sua armadura ou sua cor avermelhada, mas o fato de que ela não usava máscara, como Estrela, e de que, mesmo sendo uma indígena, seus olhos tinham um tom de verde imaculado, como o mar.

- Estrela...? – Juçara sentou-se, olhando para seus braços com curativos. – Onde estamos?

O japonês de Juçara era muito precário e feio, e os cavaleiros tiveram dificuldade em entendê-la. Estrela falava muito mais fluentemente, e explicou à irmã, primeiro, bem devagar, o que acontecera.

Juçara tinha um rosto muito bonito e delicado. O que eles não haviam notado antes era que ao lado de sua perna direita havia um arco, e do lado da outra perna, flechas, algumas partidas. Olhou para os cavaleiros e sorriu, olhando diretamente para Hyoga.

- Obrigada por cuidar de mim, Cavaleiro de Cisne. – A voz de Juçara também tinha uma delicadeza, mas, diferente da de Estrela, não era uma delicadeza passiva e calma, mas ativa e levemente agressiva. – Quando poderemos falar com Athena?

- Posso ligar para que ela venha até aqui. Vocês estão muito debilitadas para que possam ir até ela. É melhor que fiquem. – Shun disse, ainda olhando para os olhos de Juçara. – Ikki... – Ele chamou baixinho. – Você viu os olhos dela?

- Shun, deixe de paquerar. Vá fazer o que tem que fazer. – Ikki respondeu baixo também, um pouco severo. – Mas, sim, eu vi. São realmente incríveis.

- E você, Juçara? Sua irmã disse quem ela era, mas não falou sobre você. – Hyoga ainda queria saber mais sobre as amazonas de Aurora, então perguntou na primeira oportunidade que teve, recebendo um olhar feio por parte de Ikki.

- Eu sou a amazona de Onça, nascida no Brasil e treinada por um cavaleiro de Athena. Sou uma caçadora, mas isso aprendi com meu pai. – Juçara disse, passando a mão pelo arco.

- Acho que sabemos quem foi seu mestre. Ele se chamava...

- ... Aldebaran de Touro, sim. – Juçara sorriu. – Eu sabia que vocês saberiam. Ele é um homem muito honrado. Foi aceito em minha tribo como um de nossos membros, pois provou sua coragem para nosso cacique. Levou-me para a Grécia, e até tentou me ensinar a falar japonês e grego, mas como vocês podem ver, não sou muito boa. – Juçara soltou seu primeiro sorriso, e passou a mão pelos cabelos extremamente lisos.

- Ouvi falar que o português é uma língua extremamente difícil de se aprender. – Ikki sentou-se no outro sofá, enquanto Shun aparecia ao lado deles.

- Sim, é. Mas eu não falava português antes de ir para a Grécia. Eu falava tupi, que é uma língua própria do meu povo. É de certa forma parecia com o japonês, mas a colocação e as palavras são totalmente diferentes, e isso me confunde bastante. Às vezes eu misturo as duas línguas sem querer...! – Juçara sorriu, meio envergonhada. Ela olhou para Shun, e arregalou os olhos. – Por Tupã, você é um cavaleiro? Parece uma criança!

Shun cruzou os braços numa pose de fortaleza, e franziu o cenho, tentando parecer mais adulto, mas só fez Juçara rir, assim como os outros cavaleiros. Nesse momento a campainha tocou, e Hyoga abriu a porta para Athena, que vinha acompanhada por Seiya, que tinha os cabelos molhados e ainda tentava desamassar a camisa, como se tivesse saído muito apressado.

Imediatamente, Juçara e Estrela se levantaram. Ambas cruzaram o peito com a mão direita e abaixaram as cabeças, cumprimentando Saori.

- Que a paz esteja contigo, Athena. – Estrela disse, levantando-se.

- Trazemos notícias de Hélio, o Sol. – Juçara levantou-se novamente, encarando Saori nos olhos.

- Fui informada sobre isso por Shun ao telefone. O que está exatamente acontecendo, meninas? – Saori sentou-se, enquanto Seiya as cumprimentava com um aceno de cabeça, e apertava a mão dos outros cavaleiros.

Estrela e Juçara também sentaram-se, de frente para Athena, mas, antes que pudessem falar qualquer coisa, Saori falou:

- Você é a amazona de Estrela da Manhã, não é? Sei que as amazonas de Aurora não usam máscaras. Será que eu poderia ver seu rosto? – Os cavaleiros estavam intrigados com isso desde o começo, mas não tiveram coragem de perguntar o porquê.

- Athena... Há homens nessa sala. Não seria exatamente certo se minha irmã mostrasse seu rosto. – Juçara falou, olhando de lado para Estrela.

- Mas por quê? Não existe entre vocês essa regra de ame ou mate, existe? – Saori insistiu. Era realmente desagradável falar com alguém que você não conhecia nem poderia ver o rosto.

- Não, Athena. Não existe. Já que a senhora insiste, mostrarei meu rosto. Mas que fique sabendo que ele é uma das minhas maiores armas. Não posso me responsabilizar pelo que acontecerá com seus cavaleiros depois de me virem. – Athena sorriu, mas os cavaleiros que estavam de pé deram um passo para trás, e os sentados,se postaram melhor em cima das cadeiras, prontos para correr se necessário.

Estrela desencaixou sua máscara de sua armadura, e novamente um brilho dourado irradiou de seu corpo. Junto com sua máscara, Estrela também tirou o elmo que usava, deixando seus cabelos ondulados caírem por seus ombros e moldurassem seu rosto. Quando ela levantou a face para encarar Athena, ouviram-se suspiros de vários lugares.

- Deus, ela é um anjo. – Hyoga falou, encantado.

- Parece que caiu dos céus... – Shun aproximou-se mais, olhando fixamente para os olhos verde musgo da moça.

- Nunca senti algo tão estranho na minha vida ao olhar alguém... - Até mesmo Ikki sentiu-se atraído pelo olhar delicado de Estrela. Seiya simplesmente a encarou, boquiaberto.

Estrela tinha um rosto pequeno, mas anguloso. Seus olhos eram grandes e graciosos, e o tom de verde era quase estranho. Sua pele branca parecia dourada aos olhos dos cavaleiros. Nem mesmo Afrodite, a deusa, ou Narciso, que se apaixonou por si mesmo, teriam tanta beleza quanto Estrela apresentava naquele momento. A boca da mulher era pequena, e parecia um pequeno coração. Seu nariz era pequeno e fino, e uma aura dourada parecia irradiar dela. Até mesmo Saori abriu os lábios em surpresa.

- Estrela, você é...? – Saori não conseguiu terminar a frase.

- Sim. Eu sou um anjo. Por isso não fiquei tão machucada quanto minha irmã. Nós, as amazonas de Aurora, somos especialmente selecionadas por termos algo de especial em nós. O cosmo não queima dentro de nós. Nós somos o cosmo. – Estrela continuava com sua voz passiva e delicada, que junto com sua beleza, continuava a encantar mais e mais os homens na sala.

- Se vocês são tão especiais, por que precisam de nós, afinal? – Ikki conseguiu perguntar, e Estrela sorriu, deixando-o rubro.

- Não é para nós, na verdade. Machucaram-nos porque estávamos vindo pedir ajuda para outras pessoas. – Estrela fechou os olhos e respirou fundo. – Espero que vocês compreendam que isso não é uma brincadeira, mesmo que pareça. A deusa Aurora abre as portas do céu para que o dia entre. Ela faz com que todos os dias nasçam ou morram. Por conta disso, Aurora tem um poder quase que especial...

- ... Ela controla o tempo. – Saori falou, olhando os olhos de Estrela. – Assim como seu irmão, Hélio.

- Sim. O futuro está morrendo, Athena. Os seus cavaleiros de bronze, no futuro, assumiram os postos dos de ouro, que gentilmente cederão suas armaduras para eles. – Os cavaleiros arregalaram os olhos e olharam uns aos outros, antes de olharem para Estrela.

- Sim. Estão aqui, nessa sala, os futuros cavaleiros de Aquário, Virgem, Leão e Sagitário. – Estrela encarou-os, séria. – Vocês foram cavaleiros muito honrados, sim. Tanto que conseguiram essa graça, de vestirem as armaduras de ouro permanentemente. O problema é que... Tudo ficou muito confuso depois de um tempo, e o pior de tudo, Ikki, é que foi sua culpa.

Ikki deu um passo para trás, enquanto os outros olharam para ele.

- Entenda, eu preciso revelar certas coisas para que vocês possam nos ajudar. – Estrela balançou a cabeça, em pesar. – Não é certo revelar o futuro, mas eu terei de fazê-lo agora.

- O que eu fiz? – Ikki perguntou, quieto.

- Não foi o que você fez, Ikki... – Estrela riu. – O problema, é que as pessoas gostam muito de você. Inclusive más pessoas.

Todos pareceram muito confusos depois dessa afirmação, e continuaram olhando Estrela. Até mesmo Juçara a olhava, como se não soubesse da história.

- Apesar de toda a tradição masculina dos cavaleiros, poucos de vocês terão filhos homens. – Ela continuou com a narração. – Hyoga, você terá dois filhos. Ambos serão cavaleiros. Uma moça e um rapaz, gêmeos. Brilhantes como o gelo ártico. Suponho que não preciso dizer os nomes deles.

- Tenho certeza de qual será o nome da menina. – Hyoga sorriu, mesmo que um pouco assustado.

- Shun, você terá duas meninas. A diferença de idade entre as duas vai ser relativamente grande. Apenas uma vestirá armadura. – Shun fez que sim com a cabeça, olhando para o chão.

- Seiya, você terá um filho homem. Apenas um. Ele também será cavaleiro. – Seiya pareceu orgulhoso por ter um filho homem, e olhou para os outros com um sorriso.

- Mas... Estou falando dos filhos de vocês, por conta somente dos filhos de Ikki. – Todos então prestaram mais atenção. – Você terá três filhos. Duas moças, e um menino. A moça mais velha é impulsiva, mas não parece muito com você. Ela é solitária, sim, mas é extremamente extrovertida, coisa que sabemos que você nunca será. – Todos riram e Saori quase não conseguia respirar. – O filho menor treina com você, sempre, mas não sabemos se ele irá vestir uma armadura. O que importa mesmo é a filha do meio. Ela é o que atrai a guerra.

- Ela é tão ruim assim? – Ikki perguntou, segurando nas costas do sofá.

- Não é que ela seja ruim... Ela é muito, muito boa. É por isso que ela atrai a guerra. – Estrela apertou uma mão na outra, respirando fundo. – Uma profecia foi feita para ela. Ela trará um novo mundo, uma nova vida a todos. Ela é tão especial que seu nome é Nova Era.

"Nova Era é destinada a salvar a todos os humanos do sofrimento e dor. Mas quando ela nasceu, uma entidade maligna a lançou uma maldição. Aos poucos, o mundo começou a ruir. Guerras ocorriam em cada continente, cavaleiros inimigos foram aparecendo. Nossas meninas não estão preparadas para lutar. Precisamos tomar conta delas até que elas estejam, mas para isso precisamos de vocês, cavaleiros de bronze de Athena.".

Um silêncio dominou a sala por um instante, até que Hyoga quebrou o silêncio.

- Mas... Se nós somos os pais delas, porque não as treinamos lá? No futuro?

- Por diversos fatores. Um deles é que não temos tempo. Parar o tempo é mais difícil que voltá-lo, então é preferível que ela venha treinar aqui, com vocês. Outro fator é que... As coisas mudaram, cavaleiro de Cisne. Não podemos contar com muitos que antes contávamos. – Estrela suspirou, olhando diretamente nos olhos azuis do russo.

- Como assim...? – Hyoga ousou perguntar, tendo um mau-pressentimento.

- Hyoga... Entenda. Algumas coisas às vezes fogem do nosso controle, e mesmo que tentemos consertá-las, é difícil...

- Diga logo, Estrela! Não agüento mais esse suspense! – Ikki falou alto, olhando sério para ela. Parecia que algo no rosto da moça deixava-os sem noção de quem eram.

- Hyoga... Não está conosco no futuro. – Estrela disse, olhando para o chão. – O Ikki está, mas apenas de corpo. Não existe mais alma dentro de você...! – Estrela parecia verdadeiramente triste. – Não importa. Vocês tiveram um bom motivo para que isso acontecesse. – E sorriu, mesmo que seus olhos estivessem marejados. – Responda-nos, Palas. Teremos o seu apoio?

Saori pensou, olhando para além das janelas de vidro.

- Não temos escolha... Não é? – Ela perguntou, mas já afirmando. – Traga-os.

Estrela assentiu com a cabeça, e ela e Juçara se despediram, saindo da sala. Antes de ir embora, Estrela olhou longamente para o Fênix e murmurou, sem voz:

- Cuide-se. – Então, colocou sua máscara platinada e foi-se embora.

Continua...

N/A.: Espero que tenham gostado desse comecinho!! Obrigada por terem lido! Até a próxima!

Beijos da Polly!