Tão Distante Como Uma Estrela

Disclaimer: Essa história pertence à AnJuDark que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Essa história de amor começa quando Edward Cullen, um jovem de baixos recursos econômicos, vai trabalhar na casa dos multimilionários Swan. Ali conhecerá a Bella, a arrogante herdeira dos Swan.


Capítulo 1 – Novo Trabalho

Bem, eu estava aqui: no meu primeiro dia na casa dos Swan.

Sou Edward Cullen e esta é minha história.

Eu era um jovem de 19 anos na época. Tinha como pais pessoas extraordinárias: Carlisle e Esme. Alem disso, era irmão mais velho de Alice, Jacob e Seth, de 16, 10 e 5 anos respectivamente. Pertencia a uma família humilde, mas unida. Minha mãe trabalhava, à três anos, na casa dos multimilionários Swan, enquanto meu pai desempenhava seus dotes de carpinteiro em uma mobília simples.

Havia tomado a decisão de ajudá-los economicamente desde muito jovem, e nos últimos quatro anos, havia trabalhado de carregador, comerciante e/ou vigia de um armazém, o qual fechou a pouco tempo, me deixando desempregado.

Acabei de entrar na universidade pública de Forks para estudar medicina, meu principal objetivo naquele momento, o qual me provocava gastos, os quais, a bolsa que haviam me dado, não foi suficiente.

Tive sorte de que, Simon, o chofer dos Swan, decidiu mudar-se para outra cidade, deixando seu posto vago. Minha mão se apressou para me informar e conseguiu uma entrevista com a senhora Swan no dia seguinte. Quem diria esse seria o começo de tudo.

A senhora Swan uma mulher de porte, elegante e caráter vaidoso e arrogante explicou-me em que se consistia o meu trabalho. Disse-me que, a diferente da minha mãe e irmã (que recentemente trabalha naquela mansão,) eu teria que dormir na casa, caso meus serviços fossem necessários à noite, ou em algum momento de emergência.

O trabalho era quase de meio período (digo quase, porque, embora geralmente eu comece depois de duas horas da tarde, a senhora deixou claro que, se eu fosse necessário durante o dia, ela não assumiria a responsabilidade por minhas faltas na escola).

Aceitei sem reclamar já que estava acostumado ao estudo autônomo e o dinheiro era realmente necessário para ajudar minha família para que meus irmãos continuassem os estudos. No dia seguinte, antes de levar meus pertences (que não eram muitos) ao que era meu novo quarto (um pequeno lugar no fundo de um corredor) fui até a universidade e pedi para falar com o diretor para poder mudar de horário de maneira que eu pudesse estudar durante o dia. Não tive problema com isso graças as minhas boas médias.

Tudo estava pronto. O início de uma nova vida.

E agora eu estava na frente daquela dominante porta. Enfrentando o meu destino. Diante de tudo o que iria me ensinar a viver.

Minha mãe me recebeu segundos após eu tocar da campainha. Reconfortou-me ao vê-la ali, embora soubesse que a partir das cinco da tarde, seria completamente sozinho na residência. Eu tinha visto, muitas vezes, essa casa grande e luxuosa, mas nunca tinha pus os pés aqui dentro.

A mansão era mais como um castelo, imensamente grande e com ornamentos que com os quais minha família e eu comeríamos por semanas. Esme me levou para a cozinha, onde me informou que, depois de comer, eu veria a Sra. Swan.

— Bom dia – a cumprimentei ficando de pé.

— Chegou na hora, garoto – disse, ignorando meu cumprimento e me examinou com seu olhar superior. – Espero que sempre seja assim, não gosto de impontualidades. Minha filha saíra da escola em meia hora – me informou sem mais nem menos. – Você vai buscá-la. Sua mãe lhe dirá onde fica a escola, ainda que eu duvide muito que você se perca. É o único de prestígio em toda essa cidade.

Virei os olhos sem que ela percebesse. Se tem algo que eu não suporto é arrogância. E, claro, eu sabia onde era aquele ostentoso colégio de freiras. Era impossível desviar os olhos quando você passava ao lado da tal construção.

Assenti enquanto pegava as chaves que ela me entregou e fui até a garagem. Fiquei encantado ao ver os três luxuosos carros esportivos perfeitamente polidos. O que eu iria dirigir era da cor preta. Peguei o volante com hesitação. Não era a primeira vez que eu dirigia, mas havia uma enorme diferença entre as toscas caminhonetes e aquele carro. Ainda assim, não tive nenhum problema para liga-lo e ir para o meu destino.

Cheguei a luxuosa escola minutos antes do predito. Escutei quando a campainha de saída soou, e uma pequena quantidade de jovens foi saindo pouco a pouco, (as pessoas que eram capaz de pagar eram contadas em Forks). Não me preocupei em buscar a filha da senhora já que nem se quer a conhecia e minha mãe me havia dito, antes de sair, que ela seria quem se aproximasse ao reconhecer o carro. Esperei fora do carro, com meus olhos fixos nas chaves enquanto brincava com elas.

— Olá – me cumprimentou uma voz sua.

Levantei meus olhos, e por um momento, pensei que tinha morrido e estava acordando no céu. Aquela jovem era muito bonita. Mais que bonita, era divina. Seu comprido e espesso cabelo castanho caia sobre seu rosto, tão fino e pálido, que parecia de porcelana, seus imensos olhos cor de chocolate estavam envoltos por espessas e ondulados cílios negros e suas bochechas tinham um ligeiro rubor rosado que contrastava perfeitamente com a brancura de sua pele-

— Você deve ser o filho de Esme. – continuou diante do meu silêncio. Seu rosto tinha um sorriso que mostrava que era tão arrogante como sua mar. – Eu sou Isabella Swan.

— Boa tarde senhorita – cumprimentei enquanto me recuperava do assombro.

Apressei para abrir a porta de trás do carro e indiquei com minha mão para ela subir. Ela caminhou sem vacilar e subiu sem me olhar ou agradecer o meu gesto.

Chegamos a casa em pouco tempo. Desci rapidamente e abri a porta para ela descer. De novo, não tive nenhum agradecimento; mas me olhou por vários segundos com um olhar supervisor.

— Bella, suba para se trocar. Vamos almoçar com os Hale – ordenou sua mãe enquanto se aproximava.

Notei que o rosto de Isabella escureceu enquanto começava a caminhar até a porta de entrada.

— Garoto, mas o que você está esperando? Ajude minha filha com sua mochila! – exclamou e imediatamente estendi minha mão para pegar o objeto que me haviam indicado.

A garota não discutiu, tirou sua ligeiramente pesada bolsa e me entregou.

— Depressa – disse sua mãe. – E você garoto quando deixar as coisas da minha filha em seu quarto, desça imediatamente.

Assenti sem dizer uma palavra e segui a senhorita Swan até o segundo andar. Ela também não dise nada e quando chegamos em frente a uma enorme porta, parou.

— Até aqui está bem – sua voz soava irritada. – Não acha que eu vou deixar você passa, ou sim?

Não respondi. Assenti como fazia com sua mãe, e lhe entreguei a mochila para que entrasse.

O ultimo que fez, antes de dar meia volta e fechar a porta no meu nariz, foi me olhar com um imerecido olhar gelado.

Definitivamente, estou trabalhando em uma casa que havia tanta arrogância como dinheiro.

Dirigi, seguindo as indicações da Sra. Swan, até uma mansão, igualmente grande e luxuosa como as do Swan. Estacionei o carro em uma enorme garagem e desci para cumprir meu papel de abrir e fechar a porta para que as 'patroas' tivessem a facilidade de entrar e sair do carro.

— Volte para casa e as fez venha nos buscar – foi a ultima ordem que obtive.

Voltei para a casa e minha mãe já estava do lado de fora, junto com a minha irmã, pronta para irem. Despedi delas dando um beijo e mandando cumprimentos para meus irmãos e meu pai.

Eu estava na cozinha, bebendo um copo de água quando uma garota, muito bonita e com uniforme, deu o ar de sua presença. Ficou parada por um segundo na soleira da porta e depois caminhou enquanto me dava um amável sorriso.

— Olá – disse. – Você é o novo chofer?

— Sim – respondi sorrindo.

— Não sabia que teríamos um chover tão jovem e… bonito.

— Obrigada pelo elogio – eu disse enquanto a olhava nos olhos. – Tão pouco eu sabia que tinha uma companheira de turno uma mulher tão bonita.

Com as mulheres, felizmente, sempre tive sorte e confesso: me encantava jogar no papel de sedutor. Ainda que, geralmente, eu era o seduzido e seguia encantado com a vida.

Meus pais muitas vezes me repreendiam diante dessa atitude, mas era algo incontrolável em mim isso sim: sempre deixava claro que eu não buscava uma relação séria e sempre as deixava escolher.

— Acredito que você e eu vamos nos dar muito bem. Como você se chama?

— Edward Cullen – respondi enquanto ficava de pé e estendia a mão.

— Meu nome é Tanya – informou a garota enquanto correspondia meu gesto. Levei sua mão até meus lábios e depositei um beijo sobre ela.

— Muito prazer – disse, olhando em seus olhos.

Ofereci o assento e nos colocamos a conversar sobre trivialidades nas quais comentei que era filho da cozinheira e estudava medicina na parte da manhã. Da minha parte, descobri que ela trabalhava meio período, e igual a mim, dormia aqui todos os dias, em exceção das quartas, e que estava estudando o 3º ano do Ensino Médio.

A garota, além de bonita, era agradável. Nada mal para os meus gostos, pensei, e por seus olhares, parecia que ela pensava o mesmo. O telefone tocou e Tanya se apressou em atender a chamada, segundos depois me informou que era para mim, da parte da senhorita.

— Sim? – disse enquanto colocava o telefone na orelha.

— Venha me buscar. Agora mesmo – foi a resposta que eu obtive.

— Aconteceu algo? - perguntou Tanya quando entrei na cozinha para pegar as chaves do carro.

— A senhorita quer que eu vá busca-la – expliquei. – Nos vemos – disse com a voz suave.

Ela não respondeu, só emitiu uma risada nervosa.

Quando cheguei na casa dos Hale, visualizei rapidamente a senhorita Isabella que se encontrava na calçada. Parei em frente a ela e nem tive tempo de descer porque ela caminhou com grandes passos, até o carro e entrou violentamente.

— Você se atrasou – quase gritou comigo. – Quando eu digo agora mesmo, é agora mesmo – a violência das suas palavras me deixou louco.

— Desculpe senhorita, mas eu não sou um saco de areia para descarregar os seus problemas – eu disse, lamentando quase que instantaneamente.

Sabia que aquelas palavras poderiam significar minha demissão no primeiro dia de trabalho.

— O que você disse? – o meu medo aumentou ao ouvir o tom ofendido e irritado da sua voz.

— Desculpe senhorita – me desculpei. Não obtive resposta e dirigi nervoso até a casa. Desci rapidamente do carro e quando abri a porta, Isabella desceu e se posicionou na minha frente, com um gesto desafiante.

— O que você sabe dos meus problemas? – perguntou.

— Por favor, me desculpe – voltei a suplicar.

— Você abe que eu posso te demitir quando eu quiser, não sabe? – suas palavras me fizeram tremer. – Tenha cuidado com o modo que fala comigo. Você e eu, não somos iguais. – lembrou. – E a notícia de última hora, criadinho: se eu quiser que você seja meu saco de areia, você será meu saco de areia. Para isso minha mãe lhe paga: para nos servir.


[N/A]: Era para mim ter postado essa fanfic muito antes, mas por problemas não consegui.

Mas tenho 10 capítulos dela traduzido, dependendo do fluxo de reviews eu posto outro capítulo amanhã x]

Espero que gostem da fanfic, e agradeço a AnJuDark por me dar a autorização.

Boa leitura.

Beijos, LeiliPattz