Tão Distante Como Uma Estrela

Disclaimer: Essa história pertence à AnJuDark que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Essa história de amor começa quando Edward Cullen, um jovem de baixos recursos econômicos, vai trabalhar na casa dos multimilionários Swan. Ali conhecerá a Bella, a arrogante herdeira dos Swan.


Epílogo

Bella PDV

"Edward! Onde está me levando?" – perguntei, sem poder evitar de rir, enquanto me via sendo puxada por aquele garoto de cabelos cor de cobre.

"Espera um momento e verá" – afirmou, sem deixar de caminhar.

Tudo aquilo me parecia realmente estranho. Podia sentir como meus passos iam por superfícies nada uniformes e alguns ramos eram pisadas pelos meus pés. Estava certa de que, se não fosse por Edward me levar muito bem segurada por ambas as mãos, teria dado de cara com o chão, há muito tempo.

O que estava acontecendo com meu namorado – marido? Por acaso durante quatro anos que estávamos juntos não tinha percebido que eu não tinha o senso de equilíbrio? Ao meu nariz começou a chegar um perfume peculiar... muito fresco e úmido. Franzi a testa e parei meus pés – o mais firmemente que pude – sobre a terra para não dar nenhum passo a mais.

"O que foi?" – perguntou Edward.

"Não posso caminhar até que me diga onde estamos e onde me leva" – sentenciei, esforçando-me para manter-me séria. Escutei como uma pequena risada saia de seus lábios.

"Vamos Bella, é uma surpresa."

"Sabe que não gosto de surpresas" – o lembrei – "Além do mais, é necessário ter que caminhar com esse pano cobrindo meus olhos?" – levei as mãos até o pano preto, para poder tirar, mas umas mãos fortes me impediram.

"Falta pouco" – prometeu – "Só mais dois minutos."

Bufei como resposta, e cruzei meus braços sobre meu peito. Sabia que era uma atitude muito infantil, mas vamos lá. Estávamos caminhando a uns sessenta minutos – tropeçando a cada trinta segundos – e com um pano privando-me de todo o tipo de visão... O que esperavam? Edward podia ser um homem completamente esplendido, mas eu tinha meus limites...

"Bella, por favor" – suplicou com aquele som suave e persuasivo de sua voz com a qual, sabia que conseguiria me convencer rapidamente.

Bem. Suponho que havia mentido: certamente eu não tinha limites para amar esse garoto...

Suspirei, de maneira resignada e deixei que seguisse me guiando.

Paramos pouco tempo depois – tal como ele tinha prometido – e senti como seu corpo ficava atrás de mim e, enquanto uma mão enrolava na minha cintura, a outra ia até o meu rosto para tirar o pano.

"Surpresa" – murmurou, enquanto minha mandíbula caia ligeiramente e meus olhos não podiam desviar daquela linda visão que tinha na minha frente.

Era a campina, nossa campina, mas não era o mesmo. Uma mesa redonda e com um pano branco estava no centro, a luz das velas e a lua cheia que parecia uma enorme bola prateada, adornava o cenário de maneira surpreendente – quase como se tivesse sido acomodada naquele lugar de maneira intencional.

"Gostou?"

"É lindo?" – murmurei.

Seus braços me tomaram entre eles e me levaram carregada até uma das cadeiras que acompanhavam a mesa.

"Lembra? Hoje faz cinco anos que te conheci. Justamente nesse dia entrei na sua casa para trabalhar."

Abaixei meu olhar diante a lembrança que vinha a minha mente. Sim, era tão claro, tão real, como se tivesse sido ontem. No dia em que, saindo daquele luxuoso e caro instituto, busquei o carro em que, usualmente, ia me buscar e, logo, encontrei um anjo de olhos verdes.

"Suponho que nos primeiros meses te fiz sofrer muito" – admiti ao lembrar das nossas brigas, nossos encontros, nossas fraquezas, nossos insultos.

Ele riu e suas mãos tomaram as minhas.

"Você salvou a minha vida."

"Não, você salvou a minha" – discuti – "Sempre esteve ali, cuidando de mim apesar de ser pouco cordial... me ensinou muitas coisas que desconhecia."

Olhou-me por um breve momento. Seus olhos brilhavam como o fogo fundido que nunca – nem com o passar dos anos – se extinguiria.

"Vamos dançar?" – perguntou.

"Não tem música."

"Isso se pode solucionar."

Ficou de pé e me levou para o seu lado. Enrolou seus braços em minha cintura e eu coloquei minhas mãos sobre seu ombro. Começou a balançar, da direita para a esquerda, com movimentos lentos e pausados. Eu encostei minha cabeça sobre seu peito e fechei meus olhos. O silêncio que se levantou foi reconfortante, melhor do que qualquer outra musica que tivesse colocado para a ocasião. Somente os grilos fizeram sua pequena e discreta orquestra... e eu comecei a repassar tudo o que vivemos.

Não era uma mentira dizer que Edward tinha salvado a minha vida – o seguia fazendo – nossa história foi algo que jamais imaginei. Uma história que, para muitos, lhe parece simples, mas, somente nós sabemos o quão complicada que foi. As provas que se puderam uma atrás das outras. Nossos inimigos nos pegaram com força: o orgulho, a inveja, o medo, a ambição, os ciúmes, a traição... mas, há um ditado que é muito certo: "o que não mata, te faz mais forte"... E Edward e eu somos a mostra clara disso.

Cinco anos desde que nossa história tinha começado...

É um pouco difícil acreditar.

Tinha muito o que agradecer o destino por ter escrito minha vida dessa forma. Não me arrependia de nada. Havia conhecido pessoas maravilhosas e amigos inigualáveis. Havia conhecido Rose e Emmett – que certamente seriam pais em poucos meses. Havia conhecido Jasper e Alice, que se casariam em três semanas. Jasper havia podido levantar uma pequena empresa de computadores, a qual tinha muito bom êxito e Alice, tinha pouco, havia começado a estudar balé, graças a uma bolsa que havia ganhado na escola de arte.

Também, por mais estranho que pareça, agradecia ao ter me colocado Heidi no caminho... sem ela não teria tido a coragem de enfrentar minha mãe e, sem ela, não estaria aqui, entre os braços do homem que tanto amo e amarei. Nem Edward nem eu guardávamos rancor. Sabíamos que as coisas cairiam por seu próprio peso e assim foi. Claro que seu final não foi tão forte como nos filmes, onde os vilões terminam desfigurados, massacrados, destripados, na cadeira ou o que seja. Não, sua história terminou de forma tão dramática, e dou graças por isso, já que, talvez, com sua nova forma de vida, aprenda um pouco do que não sabe do mundo real.

Seu final, o resumirei em uma só linha:

Os senhor Hale enganaram sua família e, praticamente, os deixaram na rua.

Isso é tudo.

E, esquecendo dela, melhor voltar ao personagem principal da minha história: o garoto de olhos verdes, cabelo acobreado, rosto pálido e angulado, sorriso torto e voz suave e varonil: Edward Cullen... ou melhor dizendo, Dr. Edward Cullen. Meu namorado – marido havia terminando, tinha um ano, a universidade e depois do seu estagio no hospital de Forks, o tinham contratado por seu bom desempenho. Agora, nos encontrávamos vivendo em um pequeno apartamento, um pouco longe da cidade, e eu me encontrava estudando o segundo ano de Design Gráfico, além de trabalhar, pelas tarde na empresa de Jasper.

Se perguntaram o que aconteceu com Renee e Charlie, pois, infelizmente, nunca me procuraram. Sei muito pouco sobre eles, porque foram para o exterior tem anos, mas, espero que fiquem bem. A final de contas, são meus pais, meu sangue, não posso guardar nem o mais mínimo ressentimento. Ainda que tenho que admitir que me decepcionaram. Nunca imaginei que seria possível que as pessoas que lhe deram a vida, iriam te dar as costas de maneira tão cruel.

Mas, não importa.

Isso somente provava minha hipótese de que os final felizes não existem completamente. Nunca haverá um "viveram felizes para sempre", como se mostram nos contos de fadas. Minha vida junto a Edward ainda tinha muitos caminhos e desafios para superar, mas, estávamos juntos para afrontar o que viesse... isso sim era o certo.

"Bella, no que está pensando?"

"Em tudo o que passamos... em minha vida antiga e na atual."

"Sente falta?"

"Não" – respondi com a verdade.

Definitivamente, não sentia falta, nem um pouco, os luxos que levava naquela ostentosa casa. Por nada deixaria de viver no meu pequeno apartamento. Nem louca renunciaria tudo o que tenho nesse momento ao lado de Edward.

Se bem, essa história não termina com Bella sento imensamente rica, ao lado de Edward Cullen, o grande empresário, e seus amigos multimilionários ao lado de sua mansão... de uma coisa estou completamente certa...

... Os finais felizes reais são muito melhores...

A vida nem sempre é cor de rosa. Ela tem baralhos sobre a mesa, e em muitas ocasiões, tem que sacrificar algumas coisas para ganhar outras melhores. As vezes, não é assim. Nem sempre pode ganhar, assim como nem sempre vai perder... E, além do mais, nem todos contaram com a mesma sorte que a minha. Eu, o único que tive que renunciar, foi uma vida cheia de desnecessárias comodidades e riquezas, e ganhei em troca, o homem perfeitamente criado para mim. O único capaz de completar-me e acompanhar-me o resto do meu destino.

Haveria ocasiões nas quais terá grandes sacrifícios e obterá sua recompensa depois de muito tempo. Ou pior ainda, nunca obteria nada em troca. Mas assim é a vida: um jogo de azar na qual tem que enfrentar dias depois de dias, e em seu campo de batalha, tem duas opções: Ou morrer fracassando, ou aprender amadurecendo...

Nossa dança parou quando Edward separou seu braço da minha cintura.

"O que foi?" – perguntei e, no segundo seguinte, o tive ajoelhado em frente a mim, tirando uma pequena caixinha de veludo preto.

"Isabella Swan, você quer se casar comigo?"

"Pensei que já estávamos casados" – respondi, com um sorriso, a qual ele correspondeu da mesma maneira.

"Suponho que não nos faria dano um segundo casamento real, onde você esteja vestida de branco e não eu."

Inclinei-me e fiquei de joelhos no chão, ficando frente a frente. Estendi minha mão e ele deslizou o anel em meu dedo.

"Aceita ser minha esposa, pela segunda vez?"

"Claro que sim. Aceito quantas vezes você quiser" – respondi e suas mãos buscaram minhas bochechas e seus lábios se aproximaram dos meus, unindo-se em um delicado beijo.

Edward PDV

"Edward!" – escutei que Bella me chamava da sala. Abandonei os papéis que estava revisando e corri até ela.

"O que foi?" – perguntei um tanto nervoso.

"Ajude-me a ficar de pé, por favor" – pediu, estendendo-me uma de suas mãos para frente. Apertei meus lábios para não dar uma gargalhada. Era tão curioso ver minha esposa com sua enorme barriga. Ela se deu conta e me dedicou um olhar envenenado ao mesmo tempo em que sua testa franzia – "Você ficaria vendo-me ou me ajudará?" – perguntou de maneira brusca.

"Desculpe" – disse soltando uma risadinha. A puxei para frente, com delicadeza e, quando estive de pé, deu meia volta, de maneira indignada, e me deu as costas.

Ri outra vez, sem poder evitar e rodeei seu corpo com meus braços.

"Sempre fica linda, assim irritada" – sussurrei, perto de seu ouvido, enquanto minhas mãos acariciavam seu estomago com delicadeza.

Ela bufou, como resposta, e se manteve firme em seu trabalho de me ignorar. Beijei docemente sua bochecha.

"Gosta de receber mimos não é?" – perguntei e senti como, muito para seu pesar, soltava uma risadinha.

Caminhei para ficar em frente a ela.

"Ay" – gemeu e outra vez, me sobressaltei – "Me deu um chute" – explicou com um sorriso para tranqüilizar-me.

Me agachei para ficar na altura do seu estômago, e depois de enrolar entre meus braços, coloquei minha cabeça sobre ele. A mão da minha esposa acariciava docemente meus cabelos e eu não parava de depositar pequenos beijos sobre seu ventre. Em poucos minutos, Bella voltou a tomar lugar e eu a acompanhei, sem tirar meus ouvidos daquele bebe que vinha a caminho...

Fechei meus olhos e me deixei inundar daquela paz tão infinita que sentia ao estar ali, sentado em minha pequena casinha, ao lado da minha Bella e da minha filha – a qual chamaríamos de Renesmee, o nome de Esme e Renee, ainda que essa ultima levávamos anos sem saber dela – em frente a nossa lareira e escutando como a constante e interminável chuva de Forks, caia lá fora, banhando nosso pequeno jardim.

Bella passava seus dedos sobre meu rosto e cabelo e, de um momento a outro, começou a cantar uma canção de ninar. Os chutes de nossa bebe cessaram e eu comecei a adormecer.

E entre sonhos, seguia sendo lindo...

Meu nome é Edward Cullen, sou um homem de vinte e cinco anos de idade, e marido de Isabella Swan, a mulher mais maravilhosa que poderia existir para minha alma e que, dentro de pouco tempo, me daria o tesouro mais precioso que poderia receber.

Jamais imaginei poder sentir-me tão completo e feliz...

Não imaginei que minha eterna história de amor começaria quando, no fim da minha adolescência, comecei a trabalhar em uma luxuosa mansão e me apaixonei por aquela pequena garota metida, com rosto de anjo e olhar duro, a qual, meus olhos contemplaram com alguém distante, resplandecente e impossível... como uma estrela.

Uma estrela, a qual desceu do céu somente para me permitir acariciar-la. Uma estrela que se apaixonou por seu pobre admirador e fiel amante, e renunciou seu lugar para descer para a Terra e fazer-me companhia. Uma estrela da qual, ainda com o passar dos anos, sempre brilharia com sua luz, salvando-me de qualquer possível treva que pudesse chegar a acontecer...

FIM


Agora acabou de verdade. Espero que tenham gostado da fic, como eu gosto s2

Não vou abrir tradução agora, vou terminar pelo menos mais uma antes de fazer isso.

Bem nos encontramos por ai :)

Beijos

xx