Fanfic - Dear Boys

Universo Alternativo

Sinopse: Satomi Anzaki possui um grande sonho: ser jogadora de basquete profissional. Mas, talvez, seja um sonho grande demais para ela conquistar sozinha...

Rating: T (Teen) - Hoshina x Anzaki

Disclaimer: No Dear Boys or Dear Girls for me...

Nota da Autora: Here I go again! Mais um romance, Universo alternativo, uma garota no meio de garotos para alcançar um sonho! Será que estou sendo repetitiva? Talvez a fórmula seja similar de Cross-Secret, mas as motivações aqui são beeeem diferentes... o que permanece: um segredo guardado a sete-chaves, e MUITO romance!

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CHAPTER ONE - DEAR GIRL

5.

A etapa final.

4.

Um drible.

3.

Um arremesso.

2.

Suor, lágrimas, esforço e habilidade: combinados, eram a marca de seu sucesso.

1.

Fim do tempo.

- O COLÉGIO HONMOKU HIGASHI É O GRANDE CAMPEÃO DO TORNEIO DA REGIÃO DE KANAGAWA!!!!!

Gritos ensurdecedores ecoaram pela quadra, que tremeu de cima a baixo, acolhendo com fervor a felicidade das pessoas que estavam ali dentro. Pessoas se abraçavam, outras apenas gritavam, garotas choravam, rapazes socavam o ar em glória, fãs clamavam o nome dos jogadores, e todos aplaudiam a performance de ambos os times.

No meio de toda agitação, cinco pessoas recuperavam o fôlego, ainda processando o resultado do jogo. Entre eles, o jogador mais baixo do time olhava fixo para o placar, mostrando a diferença de um ponto entre os dois times. E aquele ponto, o derradeiro, o que os levou a vitória, havia sido feito por ele.

Os companheiros de time se viraram para ele, eufóricos.

- NÓS VENCEMOS! - eles gritavam, correndo em sua direção.

Os olhos de um peculiar tom rosado se focaram em uma única silhueta: alto, longos cabelos castanhos presos em um rabo-de-cavalo, o uniforme vermelho, e aquele sorriso marcante. ELE. Ele havia sido sua força para vencer aquele jogo decisivo.

E foi ele, o camisa número sete quem fez o passe final, que culminou no ponto da vitória. Se aproximando mais, ele o chamou pelo nome:

"ANZAKI!!!!"

Os olhos de tom rosado se abriram bruscamente.

- Senhorita Anzaki, será que pode repetir o que estive dizendo nos últimos cinco minutos? - o professor Kasuga questionou. O velho senhor a olhava com reprovação, enquanto batia o pé esquerdo nervosamente no chão.

- O senhor estava dizendo... err... dizendo que... bem, hmm... - a garota gaguejou, enrubescendo. O professor bufou e se virou para o restante da classe.

- Alguém? - ele perguntou. Um rapaz de cabelos loiros ergueu a mão. - Miyura-san.

O jovem recitou com perfeição as últimas palavras do professor. Satisfeito, o velho apenas lançou um último olhar de reprovação para a garota, e prosseguiu com a explicação. A garota olhou para o rapaz que havia respondido ao desafio do professor.

Ele sorriu para ela.

Ela não ficou com raiva dele. Como ela poderia? Miyura era o rapaz mais gentil que ela conhecia, esforçado e competente em todas as matérias, e apesar de um pouco inseguro, ele sempre a ajudava. Toda essa dedicação do jovem tinha um motivo: Miyura gostava dela.

O sinal soou.

- Anzaki-san... tudo bem com você? - era Miyura quem estava ali, parecendo preocupado.

- Sim... eu só estou um pouco cansada, por isso me distraí na aula... - ela respondeu. Miyura pareceu ficar aliviado, mas logo as linhas de preocupação voltaram ao rosto dele.

Ela respirou fundo.

- Miyura... tudo bem com você? - ela perguntou, cautelosa. O rapaz ficou vermelho.

- N-Não é nada... eu só queria saber se... você quer companhia para voltar.. para casa hoje. - ele perguntou, sem olhar para ela.

- Não dá. - ela respondeu. O rapaz concentrou seus olhos castanhos-claro nela, apreensivo. - É que hoje você tem treino de basquete, né?! - ela disse.

Ele piscou duas vezes, e então se lembrou.

- É mesmo!! - ele disse, balançando a cabeça. Ela sorriu, e então caminhou em direção a porta da classe.

- Boa sorte no treino! - ela disse. O rapaz agradeceu, e ela foi embora.

"Não entendo o que um rapaz como ele possa ter visto em uma garota como eu...", ela pensava, enquanto descia as escadas. Miyura não era exatamente muito popular com as outras garotas, mas ela sabia que existiam candidatas a namorá-lo. Aliás, uma delas era uma amiga sua, Keiko.

Agora, por quê raios, ele gostava dela? Satomi Anzaki definitivamente não tinha nada de atraente. Mas, segundo o próprio Miyura, a paixão que a garota tinha pelo basquete era algo que o fascinava. Antes, ele não era muito ligado no esporte. A pedido do amigo, Fujiwara, ele entrou no time do colégio.

Mas, somente depois de ver a determinação de Satomi nas quadras, foi que ele se empolgou com o esporte. Graças a isso, ele criou laços muito fortes com seus companheiros de time, e as amizades que ele tem hoje, eram graças ao esporte. Tudo isso, no entanto, ele atribuía a ela.

Foi por admiração a ela que ele não desistiu do esporte, mesmo se achando uma negação. E, a admiração evoluiu para amor.

Satomi sorriu amargamente. Agora, ele era um jogador excelente, enquanto que ela... não jogava basquete há muito tempo. As veteranas que formavam o time se formaram, e novas candidatas simplesmente não surgiram. Ela, Keiko e Mutsumi ficaram a ver navios quando as veteranas foram embora.

Por causa disso, o time de basquete feminino não existia mais, e Satomi não tinha como praticar o esporte que ela mais amava. Como ela poderia chegar ao campeonato, e virar uma jogadora profissional?

- O treinador do Honmoku veio até aqui?

Satomi parou de caminhar. Ela estava no corredor térreo, indo em direção a saída, quando ela escutou vozes na sala dos professores. E era a voz da treinadora do time de basquete, a professora Himuro:

- O que ele queria? - a mulher tornou a perguntar. Satomi sabia que era errado escutar a conversar alheia, mas algo a fez parar e escutar aquela conversa.

- A senhora não vai acreditar! - era a voz do diretor. - Ele veio procurar um dos seus alunos, o Kazuhiko.

- O Aikawa? - a voz dela baixou um tom.

- Ele queria conversar com o garoto, e pedir que ele se transferisse para o Honmoku! - o diretor explicou. Os olhos de Satomi se arregalaram. Kazuhiko Aikawa era o herói do time de basquete do Mizuho. Se Aikawa saísse do time...

- Por que motivo ele quer o Aikawa? Eu pensei que o time do Honmoku estivesse indo bem... - a mulher disse.

- A senhora não ficou sabendo? Um dos atletas do time se machucou durante um amistoso, e eles estão desfalcados... precisam de um jogador decente para completar o time! - o diretor a informou. O coração de Satomi acelerou.

- Mas o Aikawa não vai sair do Mizuho. Ele e os outros rapazes conquistaram muitas coisas jogando juntos... e eu não me refiro a medalhas e títulos... - a professora disse.

- Eu entendo... mas acredito que a decisão seja do próprio Aikawa. - o direitor disse. Satomi balançou a cabeça e foi para os armários.

O que ela não faria para ter uma oportunidade como aquela: ser convidada a participar de um time de basquete do nível do Honmoku Higashi! Mas, para ela, seria impossível, já que o Honmoku era um colégio só para rapazes. Ou assim ela acreditava...

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Na semana seguinte, não haveria aula. Era a semana da Golden Week, e grande parte dos estudantes estavam eufóricos, planejando com antecedência as atividades para aquela semana. Mas, para algumas pessoas, essa semana não era lá grandes coisas...

- E então, o que você vai fazer? - Mutsumi perguntou.

- Não sei... provavelmente não farei nada... e você? - Satomi perguntou.

- Aposto que a Mutsumi vai aproveitar o feriado pra sair em um encontro com o Fujiwara! - Keiko disse, dando sorrisinhos maliciosos para a amiga. Mutsumi corou até a raiz dos cabelos.

- Hum, pra ter ficado desse jeito, deve ser verdade... - Satomi disse.

- Ai, meninas! Não é um encontro, ele só vai me ajudar a escolher os amortecedores pro meu tênis! - Mutsumi tentou disfarçar.

- Sei, sei... e até parece que depois que comprarem os tais amortecedores, vocês não vão fazer mais nada... - Keiko disse.

- Ah, por mim, nós até saíriamos pra comer alguma coisa depois, mas.... não sei se ele vai estar a fim... - Mutsumi disse, um pouco nervosa.

- Não fica assim! Tenho certeza que ele vai te convidar pra comer em um lugar bem bacana! - Keiko disse, tentando animá-la.

- E mesmo que ele não diga nada, você pode convidá-lo, não é? - Satomi disse. As duas garotas olharam para ela, incrédulas. - O quê? Ela não pode? - Satomi disse, ao perceber o olhar das duas.

- Satomi! É claro que ela não pode convidá-lo! É ele quem tem que convidar!!! - Keiko disse com veemência. Satomi olhou para elas, sem compreender muito bem.

- É que é sempre assim, Satomi.... nos livros, nos filmes, nos mangás, sempre é o rapaz quem convida a moça.... - Mutsumi disse, paciente.

- Mas qual é o problema? Se é você quem quer comer algo depois, por quê não dizer a ele claramente? Eu realmente não entendo o motivo de tanta enrolação... - Satomi disse.

- Mas é que o problema não é esse... trata-se de... - Mutsumi ia explicar, quando Keiko a interrompeu.

- Desiste, Mutsumi... a Satomi não é nem um pouco romântica, por isso nunca vai compreender esse tipo de coisa... a menos que se apaixone por alguém, algum dia.

- Se depender de mim, esse dia não vai chegar nunca.... - Satomi disse, debochando de si própria.

- Credo! Vira essa boca pra lá! Fique sabendo, Satomi, que não existe nada mais incrível no mundo que se apaixonar por alguém.... - Mutsumi disse.

- Ihh, Mutsumi, eu também acho que esse dia nunca vai chegar.... afinal, mesmo depois de receber os sentimentos de um garoto apaixonado, a Satomi nem mudou de expressão... é uma insensível! - Keiko disse. Satomi ficou um pouco aborrecida com aquele comentário.

- Eu já disse que não gosto do Miyura desse jeito, por isso não aceitei os sentimentos dele.... - Satomi disse, cruzando os braços. Keiko também estava começando a se alterar.

- Como pode não gostar do Miyura? Só mesmo uma garota frígida como você rejeitaria os sentimentos dele! - Keiko disse. Mutsumi olhou de uma para a outra, apreensiva. Aquilo não ia acabar bem...

- Olha, meninas.... - ela tentou desviar o assunto, mas não adiantou.

- Não sei por quê você está reclamando, Keiko! Devia estar feliz por eu não gostar dele! Assim, você pode ficar com ele, todinho pra você! - Satomi disse, um tom gélido na voz.

- Não adianta nada você não gostar dele, porque ele continua gostando de você! O mínimo que você poderia fazer é esclarecer logo essa história, pra que ele siga em frente, e pare de pensar que ainda tem alguma chance! - Keiko disse, levantando a voz. Ela sempre teve um gênio esquentado, e falar sobre Miyura desencadeava seus sentimentos frustrados.

- Eu já disse pra ele que não! Se ele insiste, isso é problema dele... - Satomi disse. Mutsumi estava ficando pálida.

- Por que você não arranja um namorado, nem que seja de mentira, só pra ele se desiludir de vez? - Keiko disse.

- Eu não vou me mobilizar dessa maneira! Eu já deixei claro que não vou namorar com ele.... e se você não tem atrativos suficientes pra conquistá-lo, então não jogue a culpa em mim, dizendo que sou eu quem impede que ele se apaixone por você!!! - Satomi disse, enfim descruzando os braços, e dando as costas para Keiko.

Mutsumi ficou olhando, enquanto Satomi se afastava, e Keiko estava petrificada. Aquelas haviam sido palavras duras... mas Satomi não estava de todo errada, ela não podia obrigar Miyura a desistir de seus sentimentos, se assim ele não o quisesse. No entanto, a amizade entre as duas garotas existia desde a época do ginasial, e era triste imaginar que poderia acabar assim.

- Keiko... - Mutsumi murmurou, se aproximando da amiga. Lágrimas grossas rolavam pelo rosto dela, que chorava em silêncio.

- Eu sou uma burra, mesmo... - Keiko sussurrou. Mutsumi passou os braços em volta dos ombros dela, tentando confortá-la.

- Calma, vai ficar tudo bem.... depois que as coisas esfriarem, você pode ligar pra Satomi, e conversar com ela... - Mutsumi disse.

- Eu NUNCA mais vou falar com aquela garota! - Keiko berrou, se afastando de Mutsumi, que a olhava com assombro. - Ela nunca foi minha amiga!!!! E também nunca será!!!!

Ali, na esquina da mesma rua, amargura se espalhava pelo rosto de uma garota. Satomi tinha se arrependido de suas palavras, e estava voltando, para fazer as pazes com Keiko. Mas, ao ouvir as palavras ditas pela ex-amiga, uma barreira de gelo tornou a se fechar ao redor do coração da garota.

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- E foi isso que aconteceu... - Mutsumi disse. Ela e Fujiwara estavam caminhando pelo parque, aproveitando o dia bonito e ensolarado que fazia.

- Entendi. E, você está se sentindo culpada, porque a discussão começou com um assunto que você puxou. - Fujiwara disse, olhando para ela.

- O quê?! Não, não! - Mutsumi disse, tentando tirar aquela expressão de preocupação no rosto de seu recém-namorado.

- Mutsumi, não foi uma pergunta. Foi uma afirmação. Não tenta esconder de mim, eu consigo ler os seus sentimentos muito bem... - Fujiwara disse, sorrindo de leve.

- Ah, Fuji... - Mutsumi suspirou, avermelhada.

- Mas, se quer saber, a culpa não é sua. Nem um pouco. - Fujiwara disse, pegando a mão dela, e tornando a caminhar.

- Você diz isso porque é meu namorado... - ela murmurou, olhando para a calçada. Se tivesse levantando o rosto, teria visto o brilho nos olhos do rapaz.

- Não é por isso... - Fujiwara disse. Ela estava extremamente eufórico por dentro, mas sendo o rapaz discreto que todos conheciam, ele conteve sua vontade de abraçar Mutsumi e beijá-la na frente de todos daquele parque. Ela havia chamado-o de "meu namorado"!!! Pela primeira vez, e aquilo o deixou muito contente. Até uns minutos atrás, ele não sabia definir o relacionamento de ambos, o que Mutsumi queria, ou não queria.

Com aquela aprovação (que ele tinha certeza havia saído sem querer), Fujiwara tocou em uma caixinha no bolso de seu casaco.

- Eu devia ter impedido as duas... ter feito elas pararem de dizer aquelas coisas, antes que fosse tarde demais... - Mutsumi disse. Fujiwara parou de caminhar e a puxou para perto de si, segurando as duas mãos dela.

- Escuta, Mutsumi: nada que você fizesse poderia impedir as coisas de chegarem até esse ponto. As duas tinham aquelas palavras prontas para serem ditas, portanto, mesmo que você as separasse naquele momento, mais tarde elas diriam aquilo. Era inevitável, e não foi culpa sua. - ele disse.

- Mas, eu que puxei o assunto.... - Mutsumi disse.

- Qualquer assunto que fosse, acabaria daquele jeito. A Ogami estava procurando por aquilo, ela queria falar aquelas coisas pra Anzaki, e vice-versa. Pare de se culpar. - Fujiwara disse. Mutsumi olhou para ele, e sorriu. - Agora, sobre aquele negócio de "quem convida quem", eu acho que a Anzaki tem razão. Eu não sou adivinho, então, se você quiser alguma coisa, vai ter que me dizer...

Mutsumi baixou os olhos.

- Mas... posso pedir qualquer coisa? - ela perguntou.

- Qualquer coisa. - ele afirmou, e apertou as mãos dela carinhosamente.

- Então... - Mutsumi disse, e olhou para ele, com o rosto corado. - Eu quero um beijo, Takumi.

O rapaz arregalou os olhos, e corou também. Com um sorriso tímido, ele se inclinou e finalmente os dois deram seu primeiro beijo apaixonado. Ao redor deles, as poucas pessoas que passeavam no parque olharam para eles, e coraram. Mas, logo estavam se abraçando também, pois naquele dia, só haviam casais apaixonados passeando.

Continua....

Nota da Autora: BLEAAARGH! (abraçando a privada). Okay, isso foi doce e meloso demais para mim... tive náuseas enquanto escrevia essa parte final, entre a Mutsumi e o Fujiwara. Mas, fazer o quê!

Aliás, whatahell? Essa fic não era centrada na Satomi? O_O

Pra variar, a história toma rumos diferentes do que eu havia previsto... u_u