Disclaimer: Dear Boys e seus personagens não me pertencem. Mas eu queria o time do Honmoku pra mim, alguém me dá?!

::d::b::d::b::d::b::d::b::d::b::

CHAPTER TWO - DEAR GIRL

Olhando pela janela do trem, Satomi soltou um suspiro leve. A paisagem se movia rapidamente, e a única coisa que ela conseguia fixar o olhar, eram as grandes nuvens brancas que enfeitavam o céu.

Ao contrário do que ela imaginava, seu feriado não seria nem um pouco parado. Um telefonema da professora Himuro fez com que Satomi arrumasse sua mala, e pegasse o trem para a região leste de Kanagawa, as sete da manhã do primeiro dia da Golden Week.

E lá estava ela, sentada sozinha no trem, remoendo as palavras que disse e as que escutou na tarde do dia anterior. Quando percebeu que a próxima estação era a que deveria descer, Satomi fechou os olhos e prendeu a respiração. Antes de sair do trem, ela soltou a respiração, e saiu do vagão.

Quem sabe aqueles pensamentos ruins tivessem ficado no trem, e talvez ela pudesse ficar mais tranquila durante aquele semana...

Seguindo a direção do mapa que a professora enviou por fax naquela manhã, antes dela sair de casa, Satomi saiu da estação de trem, e caminhou em linha reta, até chegar a um cruzamento movimentado. Era Golden Week, mas muitos trabalhadores circulavam por ali, e também algumas famílias aproveitavam o dia.

Eram oito horas da manhã, quando Satomi vislumbrou, pela primeira vez, os grandes portões do colégio Honmoku Higashi. O colégio obviamente estava vazio, mas o portão estava aberto, e Satomi enfim entrou na escola.

Sua surpresa ao receber o convite da professora Himuro para encontrá-la havia sido grande, e aumentava pelo fato dela ter sido extremamente misteriosa quanto ao objetivo de tal encontro. A garota de olhos rosados relembrou a conversa entre a professora e o diretor, na semana passada, e imaginou se haveria alguma conexão entre aquela conversa e esse "passeio".

A professora Himuro era muito amiga de sua irmã mais velha, ambas haviam estudado juntas no ginasial e colegial, por isso, a professora era conhecida antiga da família Anzaki. E foi exatamente por causa da professora e sua indicação, que Satomi conseguiu entrar no colégio Mizuho, com uma bolsa de estudos integral. Isso facilitava muito sua vida, já que sua família era bem humilde, e não tinha condições de sustentar a filha caçula em outra cidade, e a mensalidade do colégio.

Satomi morava sozinha em um pequeno apartamento quarto-cozinha, a dois quarteirões do colégio, que ela ajudava a pagar uma parte com seu bico de meio-período. Claro, essa viagem havia sido financiada por sua irmã, que mandou lembranças a ela através da professora.

Satomi olhou ao redor, e não viu nem uma alma viva. A garota caminhou distraidamente. Ela havia chegado um pouco cedo mesmo, talvez devesse se sentar e esperar perto do portão...

Foi quando Satomi viu um prédio grande, e as portas estavam abertas. Não era o prédio principal do colégio, pois este estava um pouco afastado. Satomi parou em frente as portas, e espiou lá dentro. Como ela desconfiava: o ginásio de esportes.

Parecia coisa do destino. Uma única bola de basquete estava ali, no centro da quadra. Satomi colocou sua mala no chão, e jogou o casaco roxo-escuro sobre a mesma. Ela vestia uma camisete branca de mangas curtas sob o casaco, uma saia preta acima dos joelhos, e meias roxas 3/4. Seu tênis Puma da cor preta com detalhes em branco fez barulho na quadra, enquanto ela caminhava até a bola.

Cada vez mais, Satomi tinha certeza que o objetivo dela naquele lugar envolvia algo relacionado ao basquete. A garota pegou a bola, e a quicou uma vez no chão. Como ela amava aquela sensação. Com um sorriso quase imperceptível, Satomi começou a bater a bola, e a passá-la entre as pernas.

Dando uma volta, ela passou a bola debaixo de uma perna esticada e pegando-a com ambas as mãos, ela levantou a cabeça e olhou para a cesta. Com um salto, ela esticou os braços, e lançou a bola. Ao tocar o chão, a bola entrou na cesta com perfeição.

Palmas.

Satomi se assustou, e olhou para a porta.

::d::b::d::b::d::b::d::b::d::b::

- Se nos atrasarmos novamente, o Raspadinha arranca a nossa cabeça! - um rapaz loiro dizia. Ele e mais quatro garotos corriam desesperadamente, quase sem fôlego. O ar frio das manhãs de Primavera não trazia uma sensação agradável à garganta quando se corria, e eles estavam ofegantes. Atravessaram o portão, e se dirigiram diretamente a quadra de basquete.

Eles pararam em frente as portas, para recuperar o fôlego perdido.

- (arf) Maldito seja... (arf) por marcar esse... (arf) treino justo... (arf)(arf) hoje de manhã! - um dos garotos disse. Ele tinha o cabelo de um castanho bem claro, levemente ondulado. Uma franja grande cobria o lado direito de seu rosto.

- (arf)(arf) Maldito seja... (arf) a visita que... (arf) marcou pra hoje... (arf)(arf) de manhã! - outro garoto disse. Ele era alto, tinha cabelos castanhos compridos, e um rosto bonito.

- Parem de reclamar... (arf)(arf)(arf)(arf)(arf) Kusano e Yuuito! - um deles disse, tentando parecer que não estava cansado. Ele tinha cabelos negros curtos, e bem lisos, um rosto delicado. Em sua jaqueta, haviam as palavras "Capitão Fujisawa", e ele estava com o braço esquerdo engessado.

- Ih, tá tentando dá uma de durão, mas você é o mais sem fôlego, Mamôru! - o loiro disse, rindo. Eles iam discutir, quando ouviram sons vindo do lado de dentro.

- Ah, ferrou! Deve ser o Raspadinha! - o tal de Kusano disse. Ele era mais baixo que todos os outros, e tentou se esconder atrás de um rapaz grandão e musculoso, com o cabelo curto, raspado na base.

- Mas ele nunca pega na bola... - o grandão disse. Os outros concordaram. O som que eles escutavam era o de uma bola de basquete, quicando na quadra.

- Vai lá olhar, Kei! - Kusano empurrou o grandão, que nem se mexeu.

- Ah, deixa que eu olho, seus frangotes! - o rapaz de cabelos compridos disse.

- Ih, tá tentando dá uma de durão, mas você é o que mais tem medo do Raspadinha, Hoshina! - o loiro disse novamente.

O rapaz nem deu atenção a ele, e espiou lá dentro. O que ele viu, o espantou mais do que ver o treinador com uma vara nas mãos, pronto para bater neles quando se atrasavam.

- Uma garota... - ele murmurou. Os outros logo se aproximaram, curiosos.

Lá dentro, havia uma garota. De cabelos negros e curtos, brincando com a bola. Quando ela deu aquela voltinha com o corpo, e passou a bola por baixo da perna levantada, eles engoliram seco, petrificados com a visão.

E, quando ela saltou e lançou a bola, os olhos deles quase saltaram de seus rostos, fitando a saia dela se levantar e revelando um pedacinho de tecido branco.

Palmas.

Eles se assustaram, e olharam para trás.

::d::b::d::b::d::b::d::b::d::b::

- Então, a senhora conseguiu um bom jogador para mim? - um homem alto, com algumas rugas no rosto dizia. Ao lado dele, uma mulher muito bonita, de cabelos compridos e negros, esboçou um sorriso.

- Excelente. - ela o corrigiu. O homem coçou seu bigode, ansioso. Ele olhou para frente, e o que viu o surpreendeu.

- Ora, mas veja só! - ele disse. A mulher seguiu o olhar dele. Cinco garotos estavam ali, amontoados na porta.

- Por acaso... - ela começou a dizer, e olhou para o homem, que balançou a cabeça.

- São eles mesmo. Fico muito surpreso de ver que chegaram cedo dessa vez... - o homem disse, enquanto se aproximavam. Era um milagre aqueles bagunceiros estarem ali, já que sempre faltavam nos treinos. Também era surpreendente eles terem chegado cedo. Mas, mais uma coisa o intrigava:

- O que será que eles estão olhando? - ele disse.

- Posso imaginar... - ele escutou a mulher dizer, e olhou para ela. Um sorriso misterioso adornava aquele rosto belo, e os olhos azuis da mulher brilhavam com intensidade.

O homem ficou curioso, e espiou por cima do ombro dos garotos.

Lá dentro, ele viu uma garota, brincando com a bola de basquete. Ele sorriu, entendendo o quê havia prendido a atenção daqueles moleques. Mas, quando ele percebeu que a garota iria arremessar a bola, e que ela estava distante seis passos da linha dos três pontos, ele se surpreendeu. "Vai arremessar dessa distância?!", ele não poderia acreditar que ela acertaria a bola.

Com perfeição, a bola entrou na cesta.

Palmas.

A garota, e os cinco rapazes olharam para ele, batendo palmas, maravilhado.

- Excelente! - ele disse, e passou pelos rapazes. - A senhora tinha toda razão, professora Himuro! Excelente!

- Olá, Satomi. - a mulher disse, se aproximando também. A garota parecia espantada, e o rosto estava avermelhado.

- Bom dia, professora... - ela disse, se curvando. - Hm.. muito prazer. - ela disse para o homem.

- Oh, o prazer é todo meu! - ele disse, cumprimentando-a. - Eu sou o treinador, pode me chamar de...

- RASPADINHA!!! - os cinco rapazes gritaram, ainda parados na porta, sem saber o que fazer. O treinador fechou os olhos, um pouco aborrecido.

- Pode me chamar disso, se quiser... - ele disse, um pouco sem-graça. - Ora, venham logo aqui, seus moleques! - ele disse. Os rapazes se aproximaram.

A professora Himuro e Satomi observaram os cinco rapazes.

- Esses são os titulares do Honmoku Higashi. - o treinador disse. - Ela é a professora Himuro, de quem eu falei, lembram-se? - ele perguntou, e os garotos balançaram as cabeças. A mulher olhou para Satomi, indicando que ela se apresentasse. Dando um passo a frente, Satomi se curvou graciosamente.

- Eu sou Satomi Anzaki, muito prazer. - ela disse. Ao olhar para eles, os cinco rapazes ficaram vermelhos.

- Eu sou... - todos eles disseram ao mesmo tempo. Trocando olhares raivosos entre si, o ar ficou tenso. Satomi piscou os olhos rosados, confusa. O mais baixo deles, se adiantou, aproximando-se da garota.

- Oi, eu me chamo Katsumi Kusano! - ele disse, sorridente.

- Eu sou o Matian Kadomatsu, muito prazer! - o loiro se apresentou, entrando na frente de Kusano.

- Eu... sou Kei Yakushimaru. - o grandão disse, todo vermelho, empurrando os dois garotos, um para cada lado.

De repente, um dos rapazes passou por baixo dos braços de Yakushimaru, e segurou as duas mãos de Satomi, aproximando o rosto:

- My name is Yuuito Hoshina, darling. No instante em que nossos olhares se cruzaram, eu soube que havia sido o destino que te colocou no meu caminho! - o rapaz de cabelos compridos disse. Satomi apenas olhou para os olhos castanhos de Hoshina, sem saber o que fazer.

- Aahh, Yuuito! - Kusano surgiu, batendo na cabeça de Hoshina. - Lá vem você de novo com esse papinho furado!

- Quantas meninas você já enrolou com essa conversa mole, hein?! - Kadomatsu disse, dando uma chave de braço em Hoshina.

- PAREM JÁ COM ISSO!! - o treinador disse, batendo na cabeça deles com um cone, que ele usava para amplificar o som de sua voz. Os quatro rapazes, se afastaram, embaraçados. - Fujisawa, venha aqui. - o homem disse.

Satomi fitou o rapaz que se aproximou, o único que ainda não havia se apresentado.

- Ele é o meu jogador machucado, que precisa de substituição. - o treinador disse.

- Eu me chamo Mamôru Fujisawa, e sou o Capitão do time. Muito prazer em conhecê-las. - ele se apresentou, educadamente.

- Justo o Capitão foi se ferir... - a professora Himuro comentou.

- Pois é! E por isso, o desfalque é ainda maior... - o treinador disse. - Mas, com a senhorita Anzaki aqui, acho que tudo vai ficar bem.

Os cinco rapazes, mais Satomi olharam para o homem, surpresos.

- Professora, como assim?! - Satomi perguntou, completamente confusa. - Eu não posso substituir um jogador... de outro colégio!

- Raspadinha, eu não saquei nada! - Hoshina disse.

- Calma, calma! Nós vamos explicar!! - o treinador disse. - Vamos lá para dentro, que eu explico.

Todos foram para o vestiário dos rapazes, e se sentaram nos bancos. Foi o treinador quem começou a falar:

- Bem, vocês sabem que desde que o Fujisawa se machucou, eu venho procurando um jogador para substituí-lo. Como preciso que vocês treinem como sempre, não quis colocar um dos novatos no lugar dele, pois não adiantaria nada, apenas atrasaria o rendimento de vocês. Portanto, fui buscar jogadores do mesmo nível, ou até melhores, em outros lugares. Foi quando fiquei sabendo do Aikawa, que saiu do Tenndouji, e foi estudar no Mizuho. Entrei em contato com o colégio, e fui lá pessoalmente, na semana passada. Infelizmente, o garoto não quis sair de lá... mas, encontrei a professora Himuro depois, e conversei com ela. E, ela me garantiu que tinha "alguém" perfeito para o cargo... - ele disse, e olhou para Satomi.

- O time masculino de basquete do Mizuho tem apenas cinco jogadores, e se um deles sair e se machucar, não teremos como substituir, pois não há reservas ou jogadores do primeiro ano. No entanto, o time feminino estava parado, com apenas três jogadores titulares. Entre elas, a Satomi, que lidera o time desde o ginasial. Como conheço a capacidade da Satomi, sei que ela é a mais apta para substituir o capitão de vocês, mais até que os rapazes do time masculino. - a professora Himuro explicou.

- Por quanto tempo eu vou ficar aqui, fazendo essa substituição? - Satomi perguntou. Ela imaginava que seria durante todo o feriado, e por isso ficou preocupada, já que ela não tinha colocado roupas suficientes para tantos dias.

- Ora, pelo resto do ano letivo. - a professora disse, como se fosse óbvio. Os olhos de Satomi se arregalaram.

- Mas... mas, professora! E o colégio? - ela perguntou. "E minha casa? E meu emprego de meio-período?", ela pensou.

- Você continuará estudando aqui. E, se quer saber sobre os outros assuntos, já vou adiantar: seus pais deram permissão para que você fosse transferida para esse colégio, se assim desejasse. Vai morar nos alojamentos daqui, e por isso, não vai mais precisar trabalhar para pagar as despesas. - a professora disse.

- Agora sou eu quem tenho que dizer uma coisa! - Hoshina disse, se levantando.

- Eu já sei o que vai perguntar, Hoshina. Eu sei que esse é um colégio masculino, mas consegui autorização para que a aluna Satomi fosse transferida para cá, e estudasse junto com vocês. - o treinador disse. - As notas dela são altíssimas, e como ela tinha bolsa de estudos no colégio Mizuho, foi ainda mais fácil conseguir a transferência. Além do mais, ela vai ficar em um alojamento externo, bem loooonge do alojamento interno de vocês. - o homem disse, lançando um olhar para os garotos.

- Tudo está nos conformes para Satomi se mudar para cá. A única coisa que falta... - a professora disse, e olhou para a garota. - É o seu consentimento.

Satomi respirou fundo. Era informação demais em apenas vinte minutos de conversa. E ela ainda tinha que decidir se iria ficar, ou não. Satomi fechou os olhos, e lentamente soltou o ar que prendia nos pulmões.

- Tudo bem. - ela se ouviu dizendo. Os dois adultos presentes sorriram, aliviados. Os cinco garotos olhavam uns para os outros, surpresos. E Satomi rezava, esperando que não se arrependesse de sua decisão.

::d::b::d::b::d::b::d::b::d::b::

No dia seguinte a toda aquela conversa, as coisas de Satomi chegariam, no caminhão de mudanças.

- Sua irmã já deve estar lá, guardando suas coisas. Ela só estava esperando a confirmação, para poder começar. - a professora Himuro disse.

- Vocês tinham certeza que eu ia dizer "sim", não é?! - Satomi perguntou a ela. A professora sorriu.

- Sua irmã me disse que você aceitaria. E eu sei que ela te conhece bem. - a mulher disse. - Ela me disse que você não tinha medo de mudanças, e era corajosa o suficiente para tal tarefa. Além do mais, ela disse que você faria qualquer coisa para poder voltar a jogar basquete...

Satomi suspirou.

- Bem, acredito que amanhã de manhã, os seus pertences vão estar aqui. - a mulher disse, e parou de caminhar. Elas estavam no portão do colégio, e se despediram. A professora voltaria para sua casa, no trem do meio-dia. - Preciso ir, senão vou me atrasar.

- Tenha uma boa viagem. - Satomi disse.

- Obrigada. E, se cuide, Satomi. - ela disse, e virou as costas. Satomi suspirou novamente. Ela devia estar ficando louca, em aceitar uma proposta daquelas.

"Espera aí... aonde é que eu vou dormir hoje?", Satomi pensou. Amanhã ela teria onde ficar, mas hoje...

- Hey! - uma voz masculina a chamou. Satomi se virou, e o capitão do time estava lá, olhando para ela.

- Capitão Fujisawa... - ela disse, repetindo para não se esquecer quem ele era.

- Isso mesmo! - o rapaz disse, alegre. - Puxa, você se lembrou!

- Claro, como poderia esquecer... - Satomi disse, sorrindo para ele. O rapaz corou furiosamente.

- Ah, antes que eu esqueça: o treinador me pediu para te chamar! - ele disse.

- Obrigada. - ela agradeceu, e os dois caminharam de volta para o ginásio.

- Ah, senhorita Satomi! - o homem disse. O ginásio já estava vazio, e apenas ela, Fuijisawa e o treinador estavam ali. - Você só trouxe uma mala?

- Sim...

- Então, não vou precisar acompanhá-la, certo? - o homem disse.

- Acompanhar? Para onde? - ela perguntou. O homem piscou duas vezes.

- Ora, para o seu alojamento desta noite.

- Onde eu vou ficar? - Satomi perguntou.

- Apenas essa noite, a senhorita ficará no alojamento masculino... mas não precisa se preocupar! O Fujisawa vai cuidar para que nenhum daqueles desmiolados faça qualquer coisa! - o treinador disse. - Mas, se a senhorita não quiser, nós podemos procurar um hotel, ou algo do tipo...

- Não, não precisa se preocupar... - Satomi disse.

- Bem, então... vocês podem ir, que eu ainda vou deixar alguns papéis na sala dos professores. Nos veremos em breve! - ele disse, acenando. Satomi caminhou ao lado do rapaz, que estava em silêncio.

Satomi não estava preocupada com o fato de ter que dormir em um alojamento masculino. Na verdade, ela estava preocupada com outras coisas:

- Espero que ela não quebre nada... - ela disse em voz alta, sem querer.

- O que? - o rapaz perguntou. Satomi corou um pouco, ao perceber que havia dito aquilo.

- Ah, não é nada! Eu só estava preocupada... - Satomi disse. O rapaz então ficou sério.

- Olha, eu te garanto que ninguém vai fazer nada! Você vai ficar com um quarto só pra você, e eu vou me certificar que ninguém chegue perto... - ele começou a dizer, mas Satomi o interrompeu:

- Eu não estou preocupada com isso! - ela disse, segurando o braço dele, para chamar a atenção do rapaz. Quando ele olhou para ela, Satomi continuou: - Eu estava preocupada com as minhas coisas... minha irmã é quem está arrumando minhas coisas pra mudança, mas ela é muito estabanada, e sempre derruba qualquer objeto... por isso, eu estava imaginando que os meus perfumes e porta-retratos iriam chegar todos despedaçados amanhã...

Mamôru piscou os olhos castanhos duas vezes. E, sorriu aliviado.

- Ah, era isso! Que bom que você não estava preocupada com isso... - ele disse. Alguns segundos, e ele olhou para ela: - Por que você não está preocupada com isso? Quer dizer, você é uma garota, e é um alojamento masculino...

Satomi sorriu.

- Uma garota como eu não chama a atenção de nenhum homem. É por isso que eu não me preocupo com essas coisas... - ela disse, e voltou a caminhar. Mamôru olhou para ela, incrédulo. Como aquela garota poderia achar que passa despercebida? Ela não tinha reparado nos olhares que eles haviam lançado a ela? Ou o jeito como se comportaram?

- O que foi? - ele escutou a voz dela, e Satomi estava olhando para ele.

- Não, nada! - ele disse, e caminhou rapidamente, para alcançá-la.

Continua...

Nota da Autora: Aaahh! Agora sim, percebe-se que a personagem central da fic é a Satomi!

E, as apresentações dos rapazes foram bem parecidas as que eles fazem no anime... a diferença, é que no anime eles são mais descarados e praticamente se jogam em cima da Satomi! XD