A idéia da Fanfic surgiu assim, do nada. Eu sou viciada em séries, livros, filmes e em fanfics. Leio e escrevo e amoooo fazer isso. Como a minha nova paixão é esse novela, eu sabia que mais cedo ou mais tarde acabaria escrevendo uma fanfic sobre ela. E eis que num dia, cheguei super cansada do curso, lá pelas onze e meia da noite e fui assistir à novela no site do sbt e passar lá na comunidade. Depois que acabei de assistir me veio uma idéia de uma fic. Ponderei, considerei desistir, mas já fazia tanto tempo que eu não escrevia que eu adorei a idéia. Passei a noite inteira escrevendo e quando decidi parar já nem conseguia ver as teclas (ainda bem que eu sei digitar sem olhar!).

Título: Dona Rosa…

Por: Srta. Nameless

Resumo: Eu sempre fico admirada em como o Claude consegui dizer "Dona Rosa" de um jeito tão bonitinho. Não sei, se eu fosse a Rosa me derreteria toda, até porque ela gosta mesmo é de ser chamada de Rosa e não Serafina. Essa fic foi feita com a intenção de colocar o nosso querido casal em uma situação nunca antes ocorrida. Claude vai à casa de Rosa. Mas Frazão aparecerá. No início para ajudar, mas depois vai acabar fazendo Claude entrar em uma situação difícil. Qual situação será essa? Bom, só digo que não é uma má situação. Claude no fundo queria isso. Mas no final tudo dependerá de Claude. O que ele fará? Apenas uma frase ou um ato pode decidir tudo e a única coisa que ele consegue dizer antes de decidir é: Dona Rosa…

Disclaimer: Nada é meu. Tudo pertence a Tiago Santiago e antes dele Vicente Sesso.

Nota: Os erros de português (pelo menos a maioria) são propositais, ok? Só para deixar a fala mais com a cara do personagem.

Capítulo 1

No escritório…

Assim que Claude saiu de sua sala a secretária foi a seu encontro. Ele se assustou ao vê-la tão nervosa.

—O que foi, Dona Rosa?

—Não… é que. Bom, eu percebi que o senhor vai embora, e eu tinha esquecido de dizer uma coisa pro senhor, e eu tenho que dizer antes que o senhor vá…

—Tá bom, tá bom, mas agora diga, o que é?

—Assim, se o senhor não se importar… – ela para, respira fundo, por uma fração de segundos fecha os olhos e os aperta, então abre e fala tudo de uma vez. —É que o meu pai falou que o senhor não vai mais lá em casa e ele tá achando estranho. Então ele me mandou dizer que é pro senhor aparecer lá hoje.

Claude fixa o olhar em Serafina Rosa e suspira cansadamente.

—A senhora não disse que nós não iríamos mais precisar fazer isso? E ainda mais você me avisa em cima da hora? Ai, ai, ai, Dona Rosa, eu tenho um jantar com Roberta hoje. Frazon vai me matar.

Ela espera por uma decisão por parte do marido, tentando não se importar na possibilidade de ser "trocada" por Roberta. Quão grande essa possibilidade era? Ela sabia, mas por isso mesmo tentava não pensar e preservar a pequena esperança que acalentava.

Claude olhou ao redor e apertou o botão do elevador. Virou-se para a secretária e disse:

—Tudo bem. Eu vou passar na casa de Roberta para me desculpar e enton vou passar lá na sua casa.

O rosto de Rosa se ilumina e ela não se preocupa em esconder o sorriso. Ao vê-la daquela maneira ele também não deixa de dar um tímido meio-sorriso. Eles se encaram por alguns segundos, completamente imóveis, até que alguém passa por eles, o que quebra o olhar e os sorrisos desaparecem. Ela volta a olhá-lo, mas ele já está dispersado, ao normal.

—Enton, se a senhora não tem mais nada para me dizer, eu vou embora.

—Não, doutor Claude, era só isso mesmo.

Ele espera outro funcionário passar.

—Eu passo na sua casa lá pelas nove horas, pode ser? E eu non preciso ficar muito tempo, han?

—Não, não precisa não. – ela disse, sua voz baixa era triste, seu olhar distraído.

O elevador chegou.

—Enton, tchau.

—Tchau.

Ele entrou. Ela ficou a olhá-lo até que a porta se fechasse.

No cortiço…

—Sabe o que que é, Dona Pepa? É que a senhora não sabe o que se passa no coração dos outros, a senhora não sabe o que amar; isso sim. – disse Afrânio com toda a entonação.

—Olha aqui, seu Pingüin desalmado, você não sabe do que você tá falando, você não fala das pessoa aquilo que você não conhece. Eu sei muito bem o que é amar, nossa, já amei muito… – Afrânio a interrompe com uma risada de deboche. Ela infla e dispara a falar.

—Mas o caso aqui não é esse. Fique o senhor sabendo que o que eu tô falando é a mais pura verdade, se você quiser, pode perguntar para Dona Antonieta. Não que a gente vai fica aí, conversando sobre a vida dos outros, porque nóis não somos fofoqueira, claro que não, nem gosto dessas coisas, mas é que a gente vê e comenta, né. Normal.

—Sei…

—Fica queto que eu não terminei. Dessa vez não foi nada que me contaram, eu vi, eu escutei, com esses ouvido aqui ó – apontou para as orelhas – e eu tenho certeza disso que eu tô falando. A sua Serafina, sua queridinha, já tá é bem casada de papel passado e tudo. Eu vi quando ela tava conversando com o Seu Pimpinone.

Afrânio fica transtornado ao ouvir novamente tal calúnia, mas disfarça.

—Dona Pepa… para de inventar essas histórias da Serafina. Você não tem jeito mesmo, sempre falando mal dela. Isso tudo porque você é mal amada.

—Eu sou mal-amada?

—A senhora não tem nada pra fazer a não ser inventar essas coisas. Mas eu sei que a Rosa não ia fazer uma coisa dessas. Agora, da senhora, eu espero tudo.

—Olha, cuidado com o que o senhor fala, tá ouvindo? E sai desse tanque, que será que até de noite você bate cartão aí.

—E o que é que tem? A senhora por acaso vai usar o tanque de noite também? Eu tô aproveitando que hoje não trabalho de noite pra lavar essa roupa do serviço.

—Também, mas já tava na hora, hein. Essa roupa aí já tava pedindo água há muito tempo. Essa camisa aí agora que tá começando a ficar amarela, meu Deus do céu, só mancha de molho, de suco, mas eu já tava começando a pensar se o senhor não tem vergonha de andar por aí com essa roupa que parece que voltou da carvoaria.

—Olha, se a senhora não se importa, eu vou esticar essas roupa ali no varal, que eu não aguento mais essa tagarelice.

—Vai, vai. E não ocupa tudo o varal que amanha bem cedinho eu vou pendurar minhas roupa. – ela abaixa o volume da voz – Como se você tivesse tanta roupa pra encher o varal.

—O que é que a senhora falou aí, Dona Pepa?

—Não falei nada, falei nada. E aí, não vai, não?

—Vou.

—Então vai.

No Casarão…

Amália, Rosa e Terezinha estão na sala.

—Serafina, o doutor Croude não vai vir hoje não?

—Ha, eu não sei. Ele falou que vinha, mas já são nove e vinte. Se ficar muito tarde, é capaz que ele nem venha.

—E você tá triste, minha filha?

—Não mãe.

—Mas você tá aí tão quetinha, encolhida aí no sofá, falando mole…

—Eu só to um pouco cansada. Se eu não estivesse aqui, essa hora já estaria dormindo. Então… tá explicado?

—Agora sim. – mentiu Amália.

Tum. Tum. Alguém bateu na porta. Serafina Rosa levantou de um pulo só. A energia voltou ao seu rosto. De repente, estava morrendo de nervoso. Ela foi atender. Ela estava com um sorriso enorme, que se despedaçou ao ver um Giovani completamente surpreso.

—O que é que foi, Serafina?- disse, rindo.

—Como assim, pai?

—Você vem abrir a porta toda feliz, o que eu achei muito estranho, porque nessa hora você já tá dormindo há muito tempo. E depois que me vê, você murcha, assim, como se a minha presença fosse uma coisa ruim.

—Não, claro que não, pai. Imagina. – disse ao perceber que não mais sorria.

—Tem certeza?

—É que a Serafina tava esperando o Claude. – interveio Terezinha.

—Há. Então, ele vem mesmo?

—Eu já não sei, pai.

Giovani entra em casa e Rosa se vira para conversar com a família, ainda perto da porta aberta.

—Mas, como? Você falou com ele?

—Falei. Ele ficou de falar com a amiga primeiro e depois vinha aqui.

—Hum… mas que horas ele disse que vinha.

—Nove horas.

—Mas já passam das nove.

—Então, era isso que a gente tava falando antes do senhor chegar. – Terezinha respondeu.

—E você. Que milagre que aconteceu que você não tá grudada lá com o Mirto?

—O Milton tem que estudar para as provas da faculdade. Hoje ele não vem.

—Mas até que enfim, eu tava começando a pensar que ele não fazia faculdade coisa nenhuma. Parece que só fica aqui, namorando e namorando.

—Também não é assim, né, pai.

—Só dizendo, minha filha. Você é que sabe.

—O senhor devia ficar preocupado é com a Serafina. Ela tá toda caída porque o noivo não veio ainda.

—Mas se ele disse que vai vir, é porque vai vir. – disse Amália. —Vai ver aconteceu alguma coisa, um imprevisto. Ou ele pode estar atrasado. Não faz mal esperar um pouquinho.

—O caso, Amália, é que não é um pouquinho. Já passou meia hora da hora marcada.

—É verdade, mãe. Eu tenho que acordar cedo amanhã. Se ele não chegar logo, eu vou dormir.

—Quem chegar?

Toda a espinha de Serafina Rosa Petroni "Geraldy" se congelou naquele exato momento. Se só a voz podia fazer aquilo, é melhor que não se arriscasse a dar meia volta e olhar quem falava atrás de si.

—Desculpe entrar assim, mas eu cheguei na entrada e non tinha ninguém.

—Não se preocupe, doutor Croude. Pode entrar, sim.

Ele sorriu em concordância. Serafina não saiu do lugar, permanecia absolutamente parada, obstruindo a passagem. Ele se aproximou na tentativa de passar e acabou fazendo tudo aquilo que não deveria ter feito: tocou no braço dela e respirou em seu pescoço.

Rosa saiu do lugar imediatamente, transtornada. Claude também não reagiu bem diante da aproximação. Ele pôde sentir o cheiro de Rosa e soube na mesma hora que não poderia se esquecer do aroma tão cedo. Um erro, ele considerava, um erro gravíssimo.

—Pode se sentar alí, doutor. – disse Giovani, fechando a porta.

—Com licença.

Claude se sentou na ponta esquerda, enquanto Amália estava sentada na ponta oposta. Terezinha na poltrona e Rosa em pé ao lado da porta.

—Serafina, o que é que você tá fazendo aí na porta, virou porteira agora? Você não ficou até agora esperando seu namorado pra deixar ele sozinho. Não viu sua irmã, que não sai do sofá com o Mirto, tanto que até já tem a marca dos dois ali naquele cantinho.

Amália e Giovani deram risada, enquanto Terezinha emburrava.

—Nossa, pai. Assim não dá pra ficar aqui. Eu vou dormir, que amanhã eu tenho cursinho.

—Vai, vai. – virou-se para Claude. —Essa menina não sabe brincar. Tá sempre séria. Ao contrário da Serafina. Só agora que ela tá queta. Serafina, porque que você não saiu desse cantinho ainda.

—Seu pai falando com você, minha filha.

—Tá bom, pai. Tá bom, mãe.

Ela se sentou ao lado do Claude, distanciando-se dez centímetros.

Amália não ficou feliz e Giovani ficou incomodado ao ver o recato nos gestos dos dois.

—Seu Croude, o senhor aceita alguma coisa pra comer, pra beber?

—Non, eu non quero nada, non. Eu já jantei.

—Mesmo assim.

—Non, obrigado.

Claude ficou sem graça. Rosa não sabia como agir com os dois pares de olhos em cima de si. Ela procurou o olhar de Claude, mas este estava ocupado com o chão.

—Então… o doutor tem muito trabalha lá no escritório?

—Há, sim. Muito. Rosa pode falar sobre isso, com toda a certeza.

—A Serafina não fala muito do trabalho. Também, a gente não entende nada dessas coisas de construtora.

—Mas eu também não entendo muito, pai. Eu sou só uma secretária.

Claude se vira para Rosa e diz:

—Non, isso non é verdade. Non fale desse jeito de uma secretária. As secretária son muito importantes, ainda mais a senhora.

—Ha, obrigada, dout…Claude. – disse, se corrigindo quando se lembrou que não devia usar a formalidade em frente à familia.

Tum. Tum. O olhar foi quebrado e a porta castigada.

—Ué. Mas quem será? Vocês estão esperando alguém?

—Não, pai.

—Não Giovani.

—Na verdade… – começou o convidado. —Eu disse a Frazon que eu estaria aqui na casa de Rosa nessa hora e disse que ele me procurasse aqui em caso de emergência.

—Frazon? – repetiu Giovani.

—É o amigo do Claude, lá do escritório, o Frazão. Pode deixar ele entrar, pai.

Giovani abriu a porte e, de fato, era Frazão.

—Com licença. Desculpe vir aqui assim, sem ser convidado. Eu posso falar com o Claude um minutinho?

Ele se virou para Claude. Este deu um aceno afirmativo de cabeça. Se levantou do sofá e Rosa o seguiu com o olhar.

—E enton?

—Então o que?

—O que é que você quer me falar?

—Como assim, Claude. Eu não quero te falar nada.

—Enton por que você me disse…

—Agora tá entendo, néh?

—Frazon, enton essa era a idéia que você tinha comentado no caminho?

—Exatamente, meu querido amigo. Eu vou fingir que estou falando algo muito importante pra você e nós saímos daqui direto para o jantar com Roberta e Alabá.

—Você tá interessado é em Alabá, non? Esse resgate foi é pra conseguir jantar com ela.

—Claude, você acha que eu não conseguiria leva-la para jantar sozinho? Você não acha que eu sou um bom amigo? É claro que eu to fazendo tudo isso para te ajudar.

—Tá bom. Agora eu acho que já tá bom. Vamos voltar e dizer que você tem papéis que precisam ser assinados e revisados. Assim nós saímos lago daqui.

—Vamos.

--__ s2 URCA - ROSA&CLAUDE s2 __--

Acabei o capítulo numa parte triste. Claude quer ir embora, Frazão vai ajudá-lo. Na verdade, esse não seria o final, mas é que eu estou com muito sono, nossa já são seis horas da manhã e tenho que acordar daqui três horas. Outro dia, talvez semana que vem, tem mais.

Obrigada por ler e volte sempre.

Comentários são muito bem aceitos.

Abraços,

Srta. Nameless.