O PIOR ENCONTRO, O MELHOR

Disclaimer: A história pertence a Mariale Sparkies que me deu a permissão de traduzir. Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward Cullen é um mulherengo que se dedica a dar os piores encontro as mulheres. Um dia, seu melhor amigo o contrata. Mas o que vai acontecer quando ele começar a sentir algo por sua vítima.


Capítulo 1 – Rotina de trabalho

Acordei com o irritante som do meu celular. Olhei ao redor e notei que uma garota estava dormindo na minha cama. Ri silenciosamente. Não me lembrava de nada da noite passada, como sempre acontecia. Seria engraçado tirá-la daqui. Sempre era.

Sentei-me na cama e olhei para o meu telefone no criado-mudo. Eu vi o ID da chamada e notei que era o chato do Mike de novo. Meu Deus, com quantas mulheres mais me pediria para acabar? Eu atendia à chamada, queria acabar com isso de uma vez.

— O que quer Mike? Não me diga que me vai pedir para fazer de novo. Quem é agora? – perguntei exasperado.

Já sei que terminei com Jéssica e Angela, mas essa vale a pena. Você verá. Se chama Lauren e é ótima. Que tal? Te pago o dobro amigo.

Rodei os olhos.

— O dobro? Tudo bem.

Obrigado Ed! – gritou Mike como uma pequena menina. Embora isso fosse o que ele era.

— Uma coisa Mike, não volte a me chamar de Ed, muito menos de amigo –e com isso desliguei.

Nesse momento, senti uns braços rodeando minha cintura. Fiz uma careta.

— Olá gato – começou com uma vez que ela acreditava ser sedutora, mas na realidade era terrivelmente irritante. A cortei.

— Gostaria de ficar sozinho. Conversamos depois. Pode ir – disse para depois tirar seus braços da minha cintura. Virei e vi o rosto de choque da garota que eu nem sabia o nome. Reprimi um riso. Desviei o olhar do seu e fui em direção ao banheiro

.-.

Entrei no meu querido Volvo prateado, e o liguei para logo tirar o papel amassado do bolso.

'Lauren Mallory

Odeia futebol e pizza. Vegetariana…'

Não precisava mais de ler essa informação, e já tinha planejado aonde levar a garota. Sorri maliciosamente. Isso ia ser divertido.

Ontem eu havia feito minha mágica aparição diante de Lauren. Ela era uma vagabunda. Loira, bronzeada, e sem cérebro. Iguais as anteriores de Mike. Mais mulherengo não poderia ser. Embora ninguém te supere, disse uma voz na minha mente. Devo admitir que era assim.

Como sempre, a deslumbrei e literalmente se jogou sobre mim. Eu a convidei para um encontro para hoje. Como sempre, nada deu errado, nada vai dar errado. Bem, para mim. Pois para ela, seria exatamente o oposto. Sorri para os meus pensamentos.

Finalmente, cheguei à garagem, e peguei ela olhando pela janela. Ri.

Eu desci do carro com uma caixa de chocolates da semana passada e fui para a varanda. Antes que eu pudesse tocar a porta, Mallory abriu se lançou em meus braços, mas eu me esquivei e ela caiu no chão. Mordi a língua.

É sério, Edward. Bah! Sério uma merda.

Ela se levantou, com uma careta de desconcerto, mas a emoção voltou quando me viu.

— Hey, como vai? – cumprimentei e levantei a minha mão para chocar com a sua. Ela olhou para minha mão com os olhos arregalados, e como vi que não ia chocar, a baixei e entreguei a caixa de chocolate.

— Uh, toma. Encontrei debaixo da minha cama e pensei que ia gostar.

A boca de Lauren formou um 'O', mas ainda assim voltou a sorrir.

— Obrigada Eddie! – gritou, e quando abriu a caixa viu que a metade estava vazia. Me olhou e eu só encolhi os ombros.

— Vamos – lhe disse e fui até o meu carro sem olhar para trás. Entramos no meu apreciado Volvo e no caminho até nosso encontro perfeito só tocou rap a todo o volume. Vi pelo canto de olho a cara aterrorizada de Lauren. Eu ri fortemente.

— Do que você está rindo?

— De você – respondi descaradamente. Lauren abriu e fechou a boca várias vezes, mas não disse nada.

Finalmente chegamos ao local do nosso encontro. O bar John Graff, onde o único que fazia era ver jogos de futebol e tomar cerveja. Perfeito. Quando Lauren viu o lugar, riu ironicamente.

— O que estamos fazendo aqui Eddie? Pensei que me levaria a um restaurante romântico e teríamos um… - mas deixei de escutá-la quando sai do carro e fechei a porta com força. Caminhei até o bar e virei para ver Lauren correndo até mim.

— Eddie! Eddie! Não posso acreditar. Como você me trouxe ao John Graff? Pensei que era mais…

— Oh vamos Lauren, isso é o mais romântico que podemos fazer. Não reclame – lhe dei meu sorriso torto e entrei, deixando de lado meus bons modos, como cada vez que fazia meu trabalho. Lá dentro só tinha dois homens bêbados gritando com a tela onde tinha o jogo de futebol e uma espécie de prostituta de esquina. Fui diretamente para o bar.

— Me dê o mais forte que você tenha. E algo com carne para essa magra – eu disse apontando para Lauren, que estava sentada ao meu lado. Lauren suspirou, mas não disse nada. O homem atrás do balcão acenou com a cabeça, e em seguida, veio com duas bebidas e dois hambúrgueres terrivelmente nojento. Mas era o meu trabalho, certo?

Eu tomei a bebida em um gole só e imediatamente comecei a comer o hambúrguer nojento. Com a boca cheia, eu falei.

— Por que você não come Mallory? Está delicioso. Vamos lá, que eu trouxe aqui para que desperdiçar alimentos. – Eu disse enquanto pedaços de carne saiam da minha boca e caiam na camisa de Lauren. Eu estava morrendo de rir por dentro.

— Eddie! você é um porco! – Ela gritou. Eu apenas sorri e continuei a comer. Quando terminei, vi que Lauren tinha bebido metade da bebida e só tinha dado uma pequena mordida. Eu vi seu rosto e percebi que estava um pouco verde.

— Mas que estômago tão fraco Mallory. E nós ainda nem terminamos querida! – coloquei meu braço em torno de seu ombro. Eu já estava bêbado. Muito melhor. Quando eu estava assistindo o jogo e gritando não sei o que a equipe, gritando palavras que seria melhor não dizer. Lauren estava tão aterrorizada que chegou a um ponto que vomitou no meu colo. Levantei-me bruscamente e gritei.

— Merda, Mallory! Que nojo. Vá e procure algo para me limpar.

Lauren correu para o banheiro e quando saiu algumas toalhas na mão, eu encontrei beijocando descaradamente a mulher de esquina. Abri um olho para ter certeza de que Mallory estava olhando, e, na verdade ela estava lá, vermelha de fúria. Deixei a mulher e fui até ela. Aparentemente esperando uma explicação de mim, porque ficou me olhando um momento. Eu olhei para ela com sobrancelha levantada.

— QUAL É O SEU PROBLEMA? – gritou e me jogou as toalhas, para logo sair correndo para fora do bar. Depois que me limpei, a segui e vi que estava apoiada no meu carro. Ri.

— Não era capaz de me deixar. Sou muito irresistível, não é verdade? – disse enquanto a encurralava entre meu corpo e o Volvo.

— Nojento! – Ela gritou enquanto tentava fugir de mim. Eu ri de novo e fui para o lado do motorista. Mallory subiu no banco do passageiro. Coloquei uma música explícita a todo o volume, enquanto a levava para sua casa. Quando chegamos, nem sequer virou na minha direção, apenas saiu e foi para a porta. Imediatamente sai do Volvo e a segui. Quando cheguei ao local onde ela estava, ela estava nervosa procurando as chaves de sua casa. Aproveitei a situação e tomei-a pelos ombros para girar e beijá-la toscamente. Lauren tentou se separar, mas não deixei. Depois de um tempo, separei.

— Vamos Mallory, eu sei que você quer, vamos para seu quarto. – Eu disse sedutoramente enquanto segurava sua cintura.

— Me solta! Idiota! – gritou Mallory logo que abriu a porta e fechou-a na minha cara.

— Sei que você me quer querida! Não se faça de difícil! Irei te esperar! – gritei para logo rir e me afastar um pouco dali. Quando entrei no Volvo, imediatamente liguei para Mike.

— Tudo pronto? – perguntou.

— Tudo pronto – garanti. – Ficou espantada. Ainda que a melhor reação foi a de Jéssica. Me avise quando ela foi atrás de você.

— Haha. Tudo bem. Adeus Edgard. Te devo uma.

— Me deve três – e logo desliguei.

Fui para minha casa. Ele estava exausto, eu precisava de um banho quente e ir imediatamente para a cama.

Quando eu deitei na cama, eu comecei a pensar sobre o dia de hoje. A cara de Lauren… era indescritível. Ri.

Este era basicamente o meu trabalho. Garotos tontos me pagavam para dar um encontro de merda para suas ex-namoradas e com isso estas retornavam a seus ex-namorados pedindo seu retorno. Eu conseguia perfeitamente tratar mal para as meninas, embora minha mãe me ensinou boas maneiras para a vida. Mas eu tenho 25 anos, e eu não preciso seguir essas regras tolas. Além disso, eu ganhava a vida fazendo isso. E sim, era a vida. Só espero que nada se meta em meu trabalho.


N/T: Essa fic é muito engraçada, espero que gostem da tradução.

Beijos